testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.

testeO milagre do rio Hudson e o novo “herói” americano

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Na manhã de 15 de janeiro de 2009, a vida de Chesley “Sully” Sullenberger mudou para sempre.

No comando do Airbus A320 da US Airways, Sully conseguiu a proeza de aterrissar em pleno rio Hudson, em Nova York, salvando a vida das 155 pessoas a bordo. Com o 11 de Setembro ainda fresco na memória de todos, a habilidade do piloto em evitar mais uma catástrofe aérea se tornou destaque em todo o mundo. O acontecimento passou a ser conhecido como “O milagre do rio Hudson”, e Sully foi alçado ao status de herói nacional.


Ele, no entanto, não aceita tal título. Depois de décadas analisando acidentes aéreos para sua empresa de consultoria em segurança, o piloto acredita que sua façanha não se deveu à sorte, mas a uma série de experiências passadas que o moldaram e ajudaram a chegar àquele momento – a aterrissagem perfeita.

O incidente em Nova York inspirou o comandante a contar a própria história: uma trajetória de dedicação, esperança e prontidão, que revela as importantes lições aprendidas por ele na infância, durante o serviço militar e depois, trabalhando como piloto da aviação civil: Sully – O herói do rio Hudson, que chega às livrarias brasileiras em 26 de outubro.

O livro inspirou o filme de mesmo nome, estrelado por Tom Hanks e dirigido por Clint Eastwood. Assista ao trailer do filme que estreia em 1º de dezembro:

Confira também algumas fotos do filme:

 

 

testeÉ tudo verdade: nove curiosidades sobre a feira de O demônio na Cidade Branca

Por Bernardo Barbosa*

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Nem só de grandes feitos e tragédias viveu a Chicago de O demônio na Cidade Branca, livro que acaba de ser relançado no Brasil pela Intrínseca. Na obra, o autor Erik Larson traz um relato vívido das façanhas da feira mundial de 1893 e da assustadora trajetória do serial killer H. H. Holmes. Mas o ímpeto pesquisador de Larson também nos trouxe outros fatos e personagens curiosos e incríveis, seja pelo legado que deixaram, seja pelas bizarrices que ficaram registradas para nossa diversão. E pode acreditar: tudo isso aconteceu de verdade.

 

1 – A roda da fortuna

A roda-gigante veio ao mundo especialmente para a feira mundial de Chicago, evento criado para celebrar os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo à América — e também para que os Estados Unidos fizessem frente à feira mundial de Paris, de 1889. Se a exposição da Cidade Luz teve a Torre Eiffel como atração inédita e principal estrela, a de Chicago teve na roda-gigante sua protagonista. Com quase 80 metros de diâmetro e capacidade para mais de 2 mil pessoas por vez, o brinquedo inventado por George Ferris foi responsável por salvar a feira americana da ruína financeira.

 

2 – Muito além da pontualidade

A proverbial pontualidade britânica não é páreo para o que os integrantes da aldeia argelina fizeram na feira mundial de Chicago. Contratados para o evento, dezenas de argelinos chegaram à Costa Leste americana no mês combinado — mas um ano antes do necessário. O detentor dos direitos de exposição da aldeia, Sol Bloom, resolveu não esperar: aproveitou o burburinho provocado na cidade pelas dançarinas do ventre para embolsar uma boa soma de dólares mesmo bem antes de a feira abrir.

 

3 – O lado menos nobre da medicina

A feira mundial de Chicago foi um evento de superlativos, e os quase 30 milhões de visitantes que recebeu durante seus seis meses são prova disso. Coloque essa quantidade de gente no meio de incontáveis máquinas, prédios enormes, comidas de todo o mundo e uma roda-gigante, e você terá mais de 11 mil pessoas recebendo atendimento médico. Entre centenas de casos de desmaio, dor de cabeça e indigestão, destacam-se os 169 episódios de “dentes que doíam como o diabo” e um de “flatulência extrema”. Talvez isso tenha relação com o assunto seguinte deste texto.

roda-giganteRoda-gigante, projetada por George Washington Gale Ferris (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

 

4 – Vai um guisado de macaco?

Nos Estados Unidos do fim do século XIX, provavelmente as palavras “consumo” e “consciente” nunca haviam aparecido uma ao lado da outra. Antes da feira de Chicago, os organizadores buscaram atrair arquitetos de Nova York com um jantar cujo cardápio abrigava, entre entradas, pratos e sobremesas, mais de dez etapas. Segundo Larson, isso fazia com que as pessoas se perguntassem “se seria possível que os homens mais notáveis da cidade tivessem alguma artéria ainda funcionando”. Já durante a feira, destaque para o baile em que foram servidas, entre outras iguarias, guisado de macaco, fricassê de rena e avestruz recheado. Ah, havia também batatas cozidas, mas quem se importa?

 

5 – Além de Chicago

Alguns dos principais nomes que fizeram nascer a feira mundial de 1893 deixaram um legado para além do evento. Seu diretor de obras, Daniel Burnham, projetou o icônico edifício Flatiron, onipresente em fotos e filmes de Nova York. Apelidado de “pai dos arranha-céus”, Louis Sullivan desenhou para o evento o gigante e premiado Edifício dos Transportes, mas é mais conhecido por ter sido mentor do influente arquiteto Frank Lloyd Wright — o responsável, entre outras obras-primas, pelo museu Guggenheim de Nova York.

 

6 – Um mal de muitos nomes

Conhecido pela série de assassinatos que cometeu em paralelo à agitação da feira mundial de Chicago, H. H. Holmes também era um vigarista de mão-cheia. Ele se valeu de ao menos seis nomes ao longo da vida para cobrir rastros de fraudes e homicídios. A conta inclui o de batismo, Herman Webster Mudgett. Além disso, casou-se três vezes — em mais um golpe, dois dos casamentos foram simultâneos.

dr-_henry_howard_holmes_herman_webster_mudgettH. Holmes (Fonte: Wikipedia)

7- Paisagem do caos

Responsável pelo paisagismo da feira de Chicago, Frederick Law Olmsted é considerado um dos pioneiros da atividade nos Estados Unidos e foi um dos autores do projeto paisagístico do Central Park, em Nova York. Olmsted assinou paisagens em todo o território americano — inclusive a do próprio asilo em que foi internado no fim da vida, sob profunda demência, no estado de Massachusetts.

 

8 – Um mundo ideal

Um dos milhares de operários que ergueram a feira mundial de 1893 era um carpinteiro e marceneiro chamado Elias Disney. Segundo o escritor Erik Larson, ele “contaria muitas histórias sobre a construção do mágico reino à beira do lago. O filho Walt registraria tudo”. O escritor L. Frank Baum e o ilustrador William Wallace Denslow também visitaram a feira e de lá saíram inspirados para produzir “O Mágico de Oz”. Ambos faziam parte do clube da imprensa de Chicago.

 

9 – A Cidade Branca resiste

Muito do que foi erguido para a feira foi pensado para ser temporário. Alguns dos pavilhões foram desmontados e reconstruídos em outros lugares dos Estados Unidos. Mas os maiores deles foram ao chão em agosto de 1894, sob a ação de incendiários. Hoje, a Cidade Branca resiste no Palácio de Belas-Artes, transformado em um prédio permanente que sedia o Museu da Ciência e Indústria.

>> Leia um trecho de O demônio na Cidade Branca

Bernardo Barbosa é jornalista, com passagens por O Globo e Agência Efe. Gostaria de ver o Aterro do Flamengo tomado por qualquer feira que tenha o maior número de barracas de comida por país.

testeHistórias reais que mais parecem ficção

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Nem sempre histórias incríveis são focadas em contos fantásticos, mistérios imaginários ou ficção científica. Separamos quatro livros impressionantes que mostram como, às vezes, a realidade cria histórias tão impressionantes quanto a ficção.

Deixado para morrer

untitledParecia que tudo correria normalmente para um grupo de alpinistas que planejava subir ao topo do Evereste em maio de 1996. Até que uma tempestade inesperada atingiu a montanha mais alta do mundo.

O grupo foi atingido diretamente, e seus integrantes se separaram ao longo do caminho. Assim que a equipe de resgate chegou, uma escolha impossível foi feita: alguns alpinistas simplesmente não poderiam ser resgatados, devido a sua localização e sua condição física após a tempestade.

Beck Weathers foi um dos que foi dado como morto após o resgate, mas doze horas depois, cego, sem luvas e coberto de gelo, ele surgiu caminhando na direção do acampamento. Como ele sobreviveu? Você terá de ler para saber.

A história de Beck foi uma das que inspirou o filme Evereste, estrelado por Jake Gyllenhaal, Keira Knightley e Josh Brolin.

Além do relato assustador de Beck, é interessante ver quão fiel à realidade é a descrição da escalada. Ideal para aqueles que se interessam pelo assunto, e pelo que acontece quando tudo dá errado.

A última viagem do Lusitânia

lusitaniagrndeEm maio de 1915, o transatlântico Lusitânia saiu de Nova York com destino a Liverpool, na Inglaterra, levando um número recorde de crianças e bebês a bordo. Apesar da tranquilidade da tripulação e dos passageiros, a Europa entrava no décimo mês da Primeira Guerra Mundial, e uma viagem daquele tipo era obviamente um risco.

O que o capitão do navio não esperava é que a rota do Lusitânia encontraria a do submarino alemão Unterseeboot-20 e do serviço secreto britânico, ficando no centro de um dos maiores desastres navais já documentados.

Apesar de ser um dos maiores naufrágios da história, a história do Lusitânia era desconhecida do grande público até ser recontada por Erik Larson – autor de No Jardim das feras e de O demônio na Cidade Branca –, que recorreu a documentos oficiais, recortes de jornal, diários e obras escritas pelos sobreviventes para escrever sobre a tragédia.

É isso que eu faço

Lynsey Addariograndeitswhatido era uma fotojornalista que tentava se estabelecer profissionalmente quando os atentados de 11 de Setembro mudaram o mundo. Por ter alguma experiência no Afeganistão, ela foi chamada para voltar ao Oriente Médio e cobrir a invasão americana ao país.

Essa foi apenas a primeira de muitas vezes que Lynsey abdicou do conforto de sua vida para relatar as crueldades da guerra.

Em É isso que eu faço ela retrata os afegãos antes e depois do estabelecimento do regime talibã, a destruição e revolta no Iraque e expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo

Além disso, relata a ocasião do próprio sequestro durante a guerra civil na Líbia, que ganhou destaque na mídia internacional.

O livro teve os direitos vendidos para o cinema, e o filme será produzido por Steven Spielberg.

No reino de gelo

CAPA_NoReinoDoGelo_GNo século XIX, o mundo era um pouco mais misterioso do que atualmente. Uma das grandes questões era sobre o que poderia existir no Pólo Norte.

Enquanto as teorias variavam entre civilizações perdidas, continentes inteiros e um imenso bloco de gelo deserto (o que obviamente é a resposta mais sem graça e a verdade) algumas pessoas acreditavam que de alguma forma o ponto extremo do planeta seria na verdade um oceano quente e navegável.

Para colocar tais teorias à prova, diversos exploradores rumaram ao Norte. E, como o padrão da lista, as coisas não foram muito positivas.

No reino do gelo mostra todo o processo da exploração liderada por George Washington De Long, desde a escolha do navio perfeito – o USS Jeannette – à luta pela sobrevivência da tripulação.

 

teste10 livros para o Dia das Mães

Confira nossas sugestões de presentes:

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Como eu era antes de você, de Jojo Moyes Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois.

Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas em 16 de junho com roteiro adaptado pela própria autora e estrelado por Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes). [Leia +] 

Leia também:  Assista ao trailer e confira a trilha sonora do filme
Conheça a nova capa do livro inspirada no cartaz do filme

Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr —  Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o curioso órfão Werner se encanta pelo rádio.

Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [Leia +]

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Eu sou o Peregrino, de Terry Hayes  Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia. [Leia +]

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O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +] Leia também: Colunas de Fernando Scheller publicadas no blog

Uma pergunta por diaTodos os dias criamos uma imensa quantidade de registros em celulares, redes sociais e aplicativos. No entanto, quase nunca temos o hábito de retornar a eles. Às vezes podem parecer só besteiras, mas quantos desses relatos não mostrariam nosso crescimento e nossas mudanças em todos esses anos?

Uma pergunta por dia convida a registrar suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. [Leia +]

Operação Impensável, de Vanessa Barbara — Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com toques de humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. O afeto e a cumplicidade dão lugar à desconfiança, a um clima de tensão e de ameaças implícitas. Como na Guerra Fria, objeto de pesquisa da dissertação de mestrado de Lia, não há um confronto bélico declarado, embora algo sempre pareça prestes a explodir. [Leia +] Leia também: Colunas de Vanessa Barbara publicadas no blog

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A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas. [Leia +]

Miniaturista, de Jessie Burton — Após um casamento arranjado com um ilustre comerciante de Amsterdã, Nella Oortman recebe um extraordinário presente: uma réplica de sua nova casa em miniatura, capaz de ajudá-la a desvendar os segredos — e perigos — da família. Eleito o melhor livro de 2014 pelo Observer e traduzido para 32 idiomas, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade. [Leia +]

testeFamília Guinle?

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Eu era criança, nos anos 1960, e morava em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Foi andando pelas ruas do bairro que, pedagogicamente, percebi que a família Guinle era uma gente diferente. Além de existirem algumas ruas com esse sobrenome, eu e meus irmãos brincávamos nos jardins de uma linda mansão. Ali, morava alguém dessa família que generosamente abria os portões de sua casa para as crianças do bairro. Pelas dimensões da propriedade era claro que se tratava de gente muito rica.

Uma década mais tarde, nos anos 1970, escutei mais de uma vez meu tio Nuno dizer a seguinte máxima: “São Paulo é uma cidade mais rica, mas as maiores fortunas são cariocas.” Eu perguntava quem eram esses milionários e a resposta era sempre a mesma: os Guinle, da Cia. Docas de Santos. Eu nem entendia direito, pois os milionários cariocas tinham um porto em Santos com sede no Rio.

Foi nos anos 1980, que fui dando conta de quem eles realmente eram. Antes mesmo de entrar para o curso de história, abri minha primeira conta corrente no Banco Boavista, agência Voluntários da Pátria, em Botafogo. Meus pais eram correntistas e em muitas ocasiões falavam o nome dos donos da prestigiosa instituição: de novo, os Guinle. Ou seja, eles também eram banqueiros.

link-externoConheça Os Guinle: A história de uma dinastia

Ainda na mesma década, foi no curso de História da PUC-RJ – na matéria História III, ministrada por Ilmar Rohloff de Matos – que bati de frente com os Guinle. Estudando a reforma Pereira Passos, um período de grande transformação urbanística do Rio de Janeiro, no início do século XX, visualizei o quanto os Guinle tinham sido importantes na vida da cidade e do Brasil.

Entre 1902 e 1906, a capital da jovem República brasileira passou por uma gigantesca transformação. O objetivo era dar ao Brasil uma capital digna do maior país do continente. Além disso, visava estabelecer um contraponto com Buenos Aires, a moderna e europeizada capital da Argentina. Portanto, ao adquirirem seis terrenos na avenida Central, principal intervenção da reforma Pereira Passos, os Guinle  ajudavam a viabilizar um projeto que tinha uma dimensão nacional e continental.

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Foi então nos anos 1980 quando pela primeira vez encontrei um bom motivo para se resgatar a história dessa família. Nessa época, exatamente como os Guinle, o Rio de Janeiro vivia um momento de muita decadência. Algo me dizia que não era uma mera coincidência. Logo, ficou claro que a história deles merecia um livro.