testeCinco livros para seguir em frente

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Todo mundo já sofreu por amor algum dia. Chorar, ouvir músicas tristes, pedir conselhos aos amigos e ter vontade de ligar para o ex são coisas que fazem parte da rotina de quem acabou de terminar um relacionamento. Para ajudar nesse momento tão delicado, listamos alguns livros que mostram que é possível desapegar, viver novas histórias e até mesmo amar de novo.

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Para aqueles que precisam desapegar do passado e esquecer…

Não se apega, não, de Isabela Freitas — Tudo começa com um ponto final: a decisão de terminar o namoro de dois anos com Gustavo, o namorado dos sonhos de toda garota. As amigas acharam que Isabela tinha enlouquecido, porque eles formavam um casal perfeito! Mas por trás das aparências existia uma menina infeliz, disposta a assumir as consequências pela decisão de ficar sozinha. Atrapalhada do jeito que é, Isabela precisa primeiro lidar com o assédio de um primo gostosão, com as tentações da balada e, principalmente, entender que o príncipe encantado é artigo em falta no mercado.

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Para os que precisam superar o luto…

Depois de você, de Jojo Moyes — Na continuação de Como eu era antes de você, Lou está morando em Londres e trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, ela cai do terraço. O acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

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Para os que sofrem com encontros furadas…

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — A criadora, produtora e protagonista da série Girls, exibida pela HBO, abre o jogo e fala sobre as suas escolhas, seus ex-namorados, sobre sexo e a luta para conseguir ser respeitada na carreira. Lena revira o seu passado e faz um balanço sobre relacionamentos e experiências. De maneira bem-humorada, conta como os seus encontros fracassados e ex-namorados babacas a ajudaram a se tornar uma mulher mais forte aos vinte e poucos anos.

Para os que estão cansados de sonhar e quebrar a cara…

Não se iluda, não, de Isabela Freitas — A segunda obra da autora não só dá sequência às histórias de Não se apega, não, como também traz 20 regras para as pessoas que não querem mais se iludir.

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Para os que estão vivendo o fim de um relacionamento longo…

Nós, de David Nicholls — Douglas é um bioquímico de 54 anos, casado com Connie e pai de Albie, um jovem que acabou de entrar para a faculdade. Certa noite, ele é acordado pela esposa, que decide pedir o divórcio. Porém, eles estão prestes a embarcar em uma viagem em família pela Europa. Com a mesma sensibilidade que construiu o best-seller Um dia, David Nicholls faz uma irresistível reflexão sobre o que acontece no fim de um relacionamento.

testeOs personagens de Não se apega, não na TV

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Divulgação/TV Globo

A série inspirada em Não se apega, não, primeiro livro de Isabela Freitas, estreia neste domingo, dia 8, no Fantástico. Com previsão de seis episódios, a atração conta a história de Isabela, uma jovem de 22 anos que namora Gustavo mas está insatisfeita com o relacionamento. Após terminar o namoro, ela precisa resgatar o amor-próprio e a autoconfiança, além de lidar com o assédio de um primo gato, as tentações da balada e uma amiga fura-olho.

A obra chamou a atenção do dramaturgo Manoel Carlos, que entrou em contato com a autora para negociar a adaptação para a telinha.

— Para a minha surpresa, ele não conheceu meu livro pela lista dos mais vendidos ou por indicação. Ele apenas entrou na livraria, se interessou pela capa, leu a contracapa e disse que aquele textinho ali o conquistou. Resultado: comprou meu livro, leu, gostou e queria que fosse mais que um livro — diz Isabela.

Para interpretar os personagens na TV, os atores Laura Neiva, Arthur Aguiar, Rafael Vitti e Rodrigo Simas foram escalados. Conheça o elenco completo e entenda quem é quem na atração:

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rafaelpedro

 

ficantedamanda

 

loretoprimo

 

toledoprincipe

camila

 

amanda

gissonigala

mae

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link-externoVeja a primeira imagem divulgada da série 

testePrimo, prima

Retrato a crayon, de Branca Guinle, por Henri Royer

Retrato a crayon, de Branca Guinle, por Henri Royer

Devo confessar que, ao longo da vida, tive alguns namoros com primas. Há pouco tempo, em sala de aula, cheguei a perguntar a meus alunos do ensino médio se algum deles havia passado por essa experiência. A reação foi de choque. A maioria defendeu que primos são como irmãos, logo, esse tipo de relação seria um tabu, algo inadmissível. Foi só então que me dei conta de que não tenho primos-irmãos. As primas que namorei eram de segundo grau e nenhuma morava no Rio, foram histórias de curta duração. Mesmo assim, duvido que tivesse problemas manter um rolo mais demorado com alguma.

Casamentos entre primos não eram raridade em outros tempos, pelo contrário. Em Os Guinle conto a história real de um triângulo amoroso entre primos-irmãos. As fotos de época revelam que Branca Ribeiro era uma gata. Seus primos Eduardo e Guilherme Guinle se interessaram assumidamente por ela. Eduardo, o primogênito, era charmoso, bonitão e ótimo aluno. Parecia ter um futuro promissor como capitão dos negócios da família. Guilherme era mais tímido e completou os estudos aos trancos e barrancos.

Hoje em dia, talvez sua mãe ficasse de cabelo em pé se você demonstrasse interesse pelo filho da irmã dela. Na virada do século XX, no entanto, isso não causava espanto. Dona Guilhermina, a matrona super-religiosa, deu o maior apoio. Para os dois? Nada disso. A forcinha foi para Eduardo, seu queridinho. Não se sabe se a ajuda da mãe foi determinante, mas Branca e Eduardo acabaram se casando.

Foi muito duro para Guilherme perder uma bela mulher para o próprio irmão, e sob os auspícios da mãe. Aparentemente, ele nunca mais manifestou interesse por outra, uma parte do livro que tem suscitado grande discussão. Eduardo morreu precocemente e Branca se viu viúva ainda bonita e jovem. Durante décadas, a família inteira se reunia para o jantar. Branca e Guilherme sentavam-se lado a lado. O que ninguém sabe dizer é o tipo de emoção que essas refeições despertavam nos dois primos.

testeDiário de Isabela Freitas

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– Fala, Marcos. Achei que não viria mais.
– Pois é, atrasei por causa da Fernanda. Passei lá na casa dela antes.
– A coleira tá apertada, né?
– Que nada, ela é tranquila.
– Mas aposto que já tá te mandando mensagem.
– Normal, pô. A gente conversa o dia todo por mensagem.
– Coisa chata ter que ficar dando satisfação de onde você tá, com quem tá… Não tem saudade da vida de solteiro não, Marcos? Putz, a gente era demais.
– Era bom, mas já passou. Tenho 25 anos nas costas, Bruno. Você tá na hora de arrumar uma namorada também.
– Até parece. Não sou bobo, não. Vou aproveitar e muito minha vida antes de me castrar.
– Fala sério, aproveito da mesma forma que você.
– Lógico que não. Comi três essa semana, você tinha que ver. Cada gostosa…
– Já passei dessa fase.
– Passou nada. Vai falar que você não sente falta de pegar uma cachorrona de vez em quando? Faz falta, mano. Eu sei que faz. Olha aquela loira ali da mesa do lado. que delícia. Imagina só…
– Para com isso, Bruno. Sou feliz com a Fernanda e pronto.
– Tá bem. Mudando de assunto, depois daqui do bar, vamos pra aquele pub novo?
– Ah, não sei… Tô meio desanimado.
– A Fernanda não iria deixar, aposto.
– Deixa sim, é que tô cansadão mesmo. Já trabalhei hoje, malhei… Quero só tomar umas pra relaxar mesmo.
– Tu tá morto, cara.
– Você que parece ligado em uma tomada, tá animado todos os dias.
– Claro! Por isso que te falo, ser solteiro é ser feliz meu amigo.

Assustou-se ao ler esse diálogo? Acredite, ele é recorrente nas mesas de bar ao redor do mundo. Homem é assim, não tem jeito. Se tá solteiro, quer e faz de tudo para que todos os amigos sejam iguais a ele. Ao escrever essa crônica, juro que fiquei com raiva pensando peraí, então é isso que falam pro meu namorado? É. É isso mesmo. Se acalmem, ainda existem homens maduros que não caem nesse conto de fadas do amigo solteiro que é feliz de morrer. Entretanto, nem todos têm maturidade suficiente pra duvidar do amigo, e eu não os julgo, nós mulheres também podemos sofrer influência das amigas solteiras. Ah, vai. Pelo menos uma vez na vida, tenho certeza que já sofremos.

A verdade é que se você tem algum amigo que te incentiva a terminar seu namoro, mesmo sabendo que este namoro te faz muito bem, é porque ele é egoísta e sente um pouco de inveja daquilo que você tem. Desculpe-me a sinceridade. Porque no fundo, no fundo, talvez bem lá no fundo mesmo, todo mundo quer ter alguém para amar. Que coisa chata, né? Então abre o olho com aquela sua amiga que fica te incentivando a trair, com a colega de trabalho que critica seu namorado, com o vizinho que te encoraja a brigar por coisa boba… Todo incentivo para que se desista do amor, é no mínimo suspeito.

Quanto aos que terminaram um namoro por influência dos amigos, meus sentimentos. Suas garotas, incríveis, sem dúvidas, hoje estão nos braços de alguém que as valorizou da forma que mereciam. E quem sofreu influência de “amigos”, bem, é lógico que se arrependeu.