testeRuby, o romance que conquistou Oprah Winfrey, conta a luta de uma mulher para sobreviver à violência

“Não é uma história apenas sobre abuso. É sobre sobrevivência”. Assim Cynthia Bond define Ruby, seu romance de estreia. A obra apresenta a vida de uma jovem garota que, depois de passar por sofrimentos inimagináveis durante a infância, decide fugir de sua cidadezinha no sul dos Estados Unidos para recomeçar a vida em Nova York nos anos 1950. Porém, um telegrama urgente a faz voltar para casa, forçando-a a reencontrar pessoas do passado e a reviver momentos perturbadores.

Com uma prosa refinada, Cynthia escreve sobre temas delicados como violência doméstica, abuso e racismo. Apesar de ser uma história de ficção, Ruby foi inspirado em fatos reais vividos pela família da própria autora. A tia de Cynthia foi assassinada no Texas por homens da Ku Klux Klan. A história ficou guardada por um bom tempo até parar no papel, anos depois.

Ruby conquistou elogios do público, da crítica e de personalidades como Oprah Winfrey, que selecionou a obra para o seu Clube de Leitura, e Uzo Aduba, atriz que interpreta a Crazy Eyes de Orange Is the New Black e se encantou com a história de uma mulher que tinha tudo para ser fraca, mas luta para sobreviver à violência e à loucura.

O romance virou best-seller do New York Times e foi finalista do Baileys Women’s Prize, prêmio que elege o melhor livro de ficção escrito por mulheres no Reino Unido. A obra chega às livrarias brasileiras a partir de 13 abril.

testeComo Cinquenta tons de cinza nos trouxe liberdade

Por Nina Lopes*

Cinquenta tons de cinza foi lançado em 2012. Em 2017, a adaptação cinematográfica do segundo livro da série acabou de chegar aos cinemas. Ou seja, cinco anos depois Grey continua com tudo. Porque, vamos combinar, ele é eterno, doa a quem doer. E para entender um pouco melhor sobre sua permanência nas listas de mais vendidos e a importância dessa obra é preciso voltar um pouco no tempo.

Vamos começar no Antigo Regime, que cobre um período entre os séculos XV até início do XVIII. Nessa época, os livros com conteúdo erótico não tinham permissão da Igreja e do Estado para serem publicados, portanto eram vendidos de forma clandestina. As poucas escritoras femininas preferiam o anonimato e o uso de pseudônimos para evitar o julgamento alheio e a perseguição que sofriam caso assumissem a autoria. Inclusive, elas eram consideradas incapazes de descrever cenas sensuais com a mesma precisão que os homens. Acreditavam que só eles entendiam do assunto e por isso eram os únicos aptos a escrever sobre o tema. Chocante, né?

Já no século XVIII, as mulheres tinham muito tempo livre em casa e gostavam de ler romances. Nesse momento, o gênero já sofria críticas por ser uma leitura de diversão. No século seguinte, o romantismo se expandiu com a chegada dos folhetins e passou a ser chamado de “literatura de massa”, atingindo as camadas populares. Mas nem tudo é fácil e a crítica não deixava barato, afinal de contas a elite intelectual não aceitava ter a mesma preferência literária que os emergentes.

A temática do sexo já fazia sucesso, mas esses livros eram chamados de “romances para homens”. Não era bem-visto que as mulheres lessem essas histórias, pois eram consideradas má influência. Mas elas não eram bobas e compravam escondidas ou liam o exemplar do marido enquanto ele não estava em casa. Contudo, era impensável assumir que gostavam desse gênero ou ler esses livros em público.

No século XX, a sexualidade foi incorporada pelo capitalismo para gerar lucro. E a mulher, nesse novo contexto, passou a ser vista como objeto sexual, sem voz ativa. Mas nem tudo estava perdido e no final do século conquistamos a libertação feminina, e a literatura erótica passou a ser majoritariamente produzida por mulheres. Porém, essa produção ficava confinada aos livros de bolso vendidos em bancas de jornal, nada de destaque nas vitrines das livrarias ou aposta nos catálogos das editoras. E foi só no século XXI que Cinquenta tons de cinza tirou a literatura erótica desse “esconderijo” e a colocou sob os holofotes.

Portanto, fica claro que o obsceno na literatura sempre foi condenado e repreendido. Além disso, a visão do homem era predominante. A produção feminina começou tarde e enfrentou desafios, e quem quebra paradigmas é sempre criticado. A crítica mantém sua postura, afinal não quer perder a autoridade intelectual. Mas já está na hora de entender que o público leitor é heterogêneo.

Foi com a coragem de autoras como E L James que conseguimos transgredir uma repressão que durou muito tempo, nos permitindo alcançar a liberdade que temos hoje. Cinquenta tons de cinza retrata o momento em que vivemos ao contar uma história romântica moderna, com as mulheres assumindo a autoria, as fantasias e lendo textos eróticos em público.

Acima de tudo, E L James decidiu contar uma história de amor. O problema é que o prazer e o amor são simples, e por isso mesmo desprezados. Mas não só no campo literário, como em outros aspectos da vida, o ato de espalhar o amor precisa ser mais valorizado. Então, que chorem as inimigas, que chorem os críticos, eu tenho muito orgulho de fazer parte da geração que dá voz às mulheres, que coloca uma escritora falando tão abertamente sobre amor e sexo no topo das listas de mais vendidos do mundo todo. Segue o show, Grey!

 

*Nina Lopes é editora assistente no setor de ficção da Editora Intrínseca e é dessas que se apaixonam pelos personagens dos livros que lê.

testeQuando acontece com você

Está chuvoso, mas ela usa óculos escuros. Sente-se reconfortada pelo fato de que, nessas ruas do centro, uma mulher tentando esconder os olhos em dia sem sol está longe de ser a coisa mais estranha que alguém poderia ver.

É preciso tomar uma decisão. Veio até aqui, mas agora se vê cercada de dúvidas. Sair ou não do carro, andar rápido ou devagar até a porta da delegacia? Dois filhos, duas casas, sendo uma de campo, e muitas mentiras. Decidiram que o divórcio era a melhor solução. Triste, mas uma decisão madura.

Ele já saíra de casa e há dois meses se instalara em um hotel. Era um homem bem-sucedido, não especialmente bonito, porém persuasivo o suficiente para fazer jovenzinhas de vinte anos rirem-se todas. Era um dom, o da conquista, o do papo mole. Sempre tinha exercitado essa capacidade por aí. Fazia tempo ela havia parado de se importar com isso.

Pelo espelho do carro, olha e vê que uma fração da mancha roxa ao redor de seu olho está visível. Pensa em escondê-la de alguma forma. Seria mais uma a entrar na longa fila de mulheres que, ao longo de gerações, caem da escada ou sofrem um acidente na cozinha? Sempre fora distraída, nunca soubera aonde queria ir. Era até capaz de acreditar nessa justificativa.

O marido — quase ex-marido — era menos importante do que ele próprio pensava, mas conhecido o bastante para que o caso saísse nos jornais. Viu-se zelando pelos filhos e por um segundo sentiu pena do homem com quem convivera por onze anos. Considerando a pouco animadora média, era um bom homem, talvez não merecesse cair só por um deslize.

Então o sentimento de humilhação, que ela jamais poderia explicar em palavras, tomou conta de seu corpo e ela tremeu. De raiva, de medo, de impotência, de não saber o que fazer. Era preciso tomar uma decisão: correr em direção à delegacia ou correr para casa. Seria mais prático resolver tudo por meio de advogados e, como gente civilizada, exigir mais dinheiro na separação.

Reconstituiu o que aconteceu. Recordou a mão pesada, com cheiro de uísque, pousando em seu rosto. Esmiuçou todos os detalhes. Não foi uma bofetada, pois a mão dele estava semicerrada. Para prestar depoimento, é necessário ater-se aos fatos. Decidiu, naquele momento, que era importante não chorar. Isso, sim, ela poderia fazer sozinha, tarde da noite, trancada no quarto.

Colocou, calma e decidida, os óculos escuros no painel do carro. Lembrou-se até de apertar o botão para acionar o alarme. Não correria nem tentaria disfarçar o hematoma no rosto. Pelo contrário: para certificar-se de que todos veriam a marca, amarrou os cabelos em um coque. Decidiu contar os passos até a porta da delegacia para não caminhar rápido demais. Seriam cento e oitenta bem compassados, para marcar os segundos.

Era fim de tarde e havia um número considerável de pedestres passando naquela calçada. À medida que avançava, tentava não se concentrar nos olhares. Sentia o rosto latejar com a brisa fria. Decidiu que aceitaria se alguém olhasse para ela e visse vergonha ou desonra. Pois sabia que era dele, e não sua, a desgraça que carregava.

testeLista de autoras que tratam do universo feminino

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Quantos livros escritos por mulheres vocês leram recentemente? No Dia Internacional da Mulher, convidamos os nossos leitores a conhecer obras de autoras publicadas pela Intrínseca. Os livros abordam questões como empoderamento feminino, violência doméstica, igualdade de gênero e maternidade, temas importantes para discutirmos a data, além de histórias de ficção com personagens femininas fortes.

 

Confira a lista:

A arte de pedir, de Amanda Palmer — Amanda é cantora, produtora, compositora e artista plástica. Nesse livro, ela levanta a bandeira do feminismo, questiona a maneira como lidamos com o casamento e fala abertamente sobre a liberdade das mulheres para fazer o que quiserem com seus corpos. A obra foi inspirada em uma palestra ministrada no TED Talk e narra também a experiência bem-sucedida da autora em campanhas de financiamento coletivo para projetos artísticos. Leia também: A arte de ser Amanda Palmer

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty — O livro mais recente da autora aborda temas como violência doméstica e sexual e bullying. A obra conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional, Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve.

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — Nesse livro, Lionel constrói uma personagem muito forte e humana, que emocionou milhares de pessoas. Na obra, uma mãe escreve cartas ao pai do seu filho Kevin, na tentativa de compreender o motivo do assassinato em massa cometido pelo adolescente na escola. Ela rememora cada minúcia da vida conjugal e faz o antielogio da maternidade ao explicitar os instintos sombrios, diariamente menosprezados, por trás dos sagrados laços de família.

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — Lena já foi considerada a voz de sua geração por falar abertamente de assuntos polêmicos. Criadora, produtora e atriz de Girls, ela conta a história da sua vida e aborda temas como sexo, culto ao corpo, violência sexual, amizade e a luta para ser reconhecida na carreira aos vinte e poucos anos. Leia também: As causas de Lena

P.S.: Ainda amo você, de Jenny Han — SPOILER!
Na continuação de Para todos os garotos que já amei, Lara Jean está em um relacionamento de verdade pela primeira vez na vida, mas ainda está aprendendo a lidar com as dificuldades de um namoro. Nesse segundo livro, Jenny Han aborda o feminismo de uma forma sutil e levanta a questão sobre o vazamento de imagens íntimas.

Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — Wednesday é ph.D. e lecionou estudos culturais em Yale, onde concluiu o doutorado em literatura comparada e estudos culturais com foco em antropologia e história da psicanálise. No livro, ela analisa a região do Upper East Side, área mais rica de Nova York, e aponta o comportamento das moradoras que sofrem com depressão, vícios e ansiedade por serem as principais responsáveis pela criação dos filhos e terem que se adequar aos padrões rígidos de beleza e status social. Wednesday utiliza seus conhecimentos para questionar a obrigação da mulher de estar sempre perfeita e se dedicar 100% às crianças. Leia também: A tribo escondida por trás dos luxuosos prédios de Nova York

História do Futuro: O Horizonte do Brasil no Século XXI, de Míriam Leitão — A premiada jornalista apresenta dados que ajudam a compreender o atual cenário brasileiro. Resultado de quatro anos de pesquisa, a obra indica tendências e aponta reflexões sobre demografia, política, economia, educação, meio ambiente, temas importantes para as leitoras que querem estar informadas.

A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes — Nessa obra, Jojo apresenta personagens corajosas e determinadas.  O romance conta a história de Sophie, uma francesa obrigada a se separar do marido, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre, durante a Primeira Guerra Mundial.  Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, ela apega-se às lembranças admirando um retrato seu pintado pelo marido. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo.

Operação impensável, de Vanessa Barbara — Vanessa é uma jovem e premiada autora brasileira. Com humor ácido e muitas referências sobre cinema, ela narra o fim de um casamento entre a historiadora Lia e o programador Tito marcado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro.

Objetos cortantes, de Gillian Flynn — Gillian é conhecida por criar personagens femininas ambíguas e perturbadoras. Em seu livro de estreia, a autora conta a história de uma jovem repórter que investiga casos de assassinato ao mesmo tempo em que tenta sobreviver a uma família completamente disfuncional.

testeA calça jeans teste

Por Vanessa Mello*

teste

Eu estava de malas prontas para viajar para Buenos Aires com as minhas amigas em junho de 2011. Na lista de coisas para comprar: alfajor, vinho, doce de leite e uma calça jeans Levi’s 572. Estava procurando esse modelo havia alguns meses e tinha certeza de que essa peça tão desejada seria minha companheira por um longo tempo.

A 572 caiu perfeitamente no meu corpo. Era confortável, combinava com tudo e, o principal, era 36! Naquele tempo, era uma alegria poder comprar uma peça nesse tamanho. Foram meses de preparação (leia-se: dieta) para voltar a vestir o número queridinho da maioria das mulheres. Por isso, essa calça tornou-se uma referência no armário, e nunca mais saiu de lá!

Você deve estar se perguntando por que estou escrevendo sobre esse blá-blá-blá de calça jeans. Mas tenho certeza de que vai entender depois de ler A mulher perfeita é uma vaca. Eu me lembrei da peça enquanto lia o livro das gêmeas Anne-Sophie e Marie-Aldine Girard.

Capa_mulherperfeitavaca_MAINNa obra, as autoras explicam o que é uma calça jeans teste. Se você não tem uma, deve conhecer alguma amiga que guarda um jeans bem escondidinho no armário. A calça jeans teste é aquela peça que experimentamos de tempos em tempos para verificar se engordamos demais.

Às vezes, ela nem cabe mais em você. Mas permanece lá, guardada, na esperança de um dia voltar à ativa. É uma espécie de balança, só que muito mais real! Afinal, você sabe exatamente como aquela calça vestia em você. Não há maneira melhor para descobrir se emagracemos ou não.

Com muito bom humor e ironia, Anne-Sophie e Marie-Aldine mostram que não tem problema manter uma calça jeans teste no guarda-roupa: o problema é não aceitar que o nosso corpo (e gosto) pode mudar.

Mulheres normais engordam e mudam de tamanho ao longo dos anos. Faz parte. Talvez eu demore um pouco para tirar a minha 572 do armário ou talvez volte a vesti-la em algum momento. Vai saber…

Você tem uma calça jeans teste? Com que situação você  mais se identifica?

“Que alegria imensa! Que vitória quando conseguimos fechar nosso velho Levi’s!”

 Frase a ser repetida para levantar o ânimo em caso de fracasso:

“É normal! É verão, e no calor a gente retém mais líquido.”

 Se um dia você não conseguir fazer a calça passar nem pelas coxas, diga:

“Não estou nem aí! Aliás, ninguém mais usa esse modelo hoje em dia.”

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 Leia também Para de sentir culpa: a mulher perfeita não existe
Lista de músicas vergonhosas, mas que amamos mesmo assim

*Vanessa Mello é analista de mídias sociais no departamento de Marketing. Ama Nutella, praia, histórias emocionantes e viagens. E se considera uma mulher sem culpa depois de ler A mulher perfeita é uma vaca.

 

testePare de sentir culpa: a mulher perfeita não existe

Por Vanessa Mello*


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“Dez passos para perder aquela gordurinha localizada” ou “cinco dicas para estar linda em qualquer situação”. Quantas vezes já nos deparamos com chamadas como essas em revistas femininas? Quantas vezes já nos sentimos mal por estar fora do padrão estético imposto pela sociedade? A busca infinita para ser a “mulher ideal” traz sérios problemas e só causa frustração.

Em defesa das mulheres de verdade — sem retoques de Photoshop —, as irmãs gêmeas Anne-Sophie Marie-Aldine Girard decidiram escrever um livro para falar do assunto. E foi essa descrição que chamou a minha atenção na reunião que fazemos na editora para discutir os lançamentos do mês.

Decidi ler o livro porque fiquei curiosa com o título. No primeiro momento, parecia ofensivo. Porém eu estava disposta a entender como as autoras poderiam falar de um tema tão sério com ironia. Já perdi a conta de quantas vezes estive em uma mesa de bar com as minhas amigas e ouvi: “Preciso perder uns cinco quilos.” Para não ser hipócrita, assumo que também já falei (e falo) que eu deveria perder peso para me sentir melhor.

Capa_mulherperfeitavaca_300dpiMas é cansativo viver assim. Ter um corpo maravilhoso, resistir aos doces, estar sempre arrumada e lutar o tempo inteiro para ser perfeita só nos deixa… chatas! Nunca seremos como as modelos ou como as blogueiras do Instagram que acordam às 5h para “treinar”. Eu, por exemplo, não tenho a menor vocação. Sou baixinha, como chocolate todos os dias, pago os maiores micos, nunca faço as unhas e ainda não sei me equilibrar em sapatos de salto.

E por que eu teria que saber? Com muito bom humor, as autoras mostram que eu sou normal, e isso é incrível! Elas apresentam situações com que qualquer garota pode se identificar. Quem nunca inventou uma desculpa para ficar em casa assistindo ao reality show preferido? Quem nunca disse que ia começar a academia na segunda-feira, desistiu e ficou tudo bem depois?

Com testes, listas e frases engraçadíssimas (e algumas impublicáveis aqui), as gêmeas nos lembram de como é importante aceitar nossas bizarrices e celulites. E o principal: ensinam a se divertir, sem medo, porque a mulher perfeita não existe. Ela é uma vaca.

Confira as listas:
Lista de músicas vergonhosas, mas que amamos mesmo assim
Como saber se você tem uma vida de merda


Vanessa Mello
é assistente de mídias sociais no departamento de Marketing. Ama Nutella, praia, histórias emocionantes e viagens. E só quer continuar sendo uma mulher normal quando crescer!