teste7 filmes LGBTQ+ que você precisa assistir

Sabemos como é difícil encontrar bons romances LGBT por aí, principalmente sem os ofensivos estereótipos tão comuns em Hollywood. Então resolvemos facilitar a sua vida e separamos os filmes que você precisa ver nesse fim de semana. Confira:

Moonlight: Sob a luz do luar

 

Vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, Moonlight é o primeiro da temática LGBT a ganhar nessa categoria. O longa acompanha os desafios de Chiron ao confrontar sua própria identidade e sexualidade, passando por várias fases de sua vida. Morador da periferia de Miami e filho de uma mãe viciada em crack, o personagem também encara a tentação do universo do crime e das drogas.

Azul é a cor mais quente

  

O filme retrata a primeira paixão da jovem Adèle pela estudante de artes Emma. Acompanhando a passagem da adolescência para o dia a dia adulto, Azul é a cor mais quente capta com honestidade a primeira experiência amorosa e as dificuldades encontradas quando duas pessoas crescem juntas em um relacionamento.  

Me chame pelo seu nome

 

O indicado ao Oscar de melhor filme esse ano não poderia faltar nessa lista. Elio sempre passa seus verões em sua casa de campo paradisíaca, enquanto divide seu tempo entre leituras e música. Mas quando o novo convidado da família chega para passar uma temporada na casa, tudo muda. Elio encontra no confiante escritor os primeiros sinais de desejo e de uma paixão avassaladora, que os marcará para o resto da vida. Inspirado no romance de André Aciman, Me chame pelo seu nome é uma narrativa na qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude.

Leia um trecho do livro

Carol

  

Em Nova York nos anos 1950, a vendedora Therese troca olhares com a rica dona de casa Carol, interpretada por Cate Blanchett. Atraídas quase instantaneamente, as duas desenvolvem uma forte amizade que poderá ter sérias consequências quando o marido de Carol desconfia dos verdadeiros sentimentos da relação. Além da história de amor, o filme retrata as dificuldades de um relacionamento lésbico dentro de uma sociedade machista e conservadora.

Hoje eu quero voltar sozinho

 

O delicado filme brasileiro conta a história de Leonardo, um adolescente cego em busca de independência diante da superproteção dos pais. Sua rotina muda com a chegada do novo aluno na escola, com quem rapidamente faz amizade. A medida em que os dois se aproximam, Leonardo encontra nessa amizade a coragem para se libertar. Além de lidar com as inseguranças e medos de qualquer adolescente, Leonardo vai experimentar algo até então inédito para o menino: se apaixonar por alguém. 

Direito de amar

  

Dirigido por Tom Ford, Direito de amar percorre um dia na vida de um professor universitário homossexual abalado pela morte do companheiro, com quem viveu por 16 anos. Grandes nomes como Colin Firth, Julianne Moore e Nicholas Hoult dão vida ao enredo que discute temas difíceis, como a aceitação dos relacionamentos homossexuais pelas famílias e pela sociedade americana dos anos 1960. As roupas, a iluminação e principalmente as cores transmitem a inquietação, o desejo e por vezes a esperança que o personagem sente ao longo do dia.

Brokeback Mountain

  

O clássico romance retrata o relacionamento de dois caubóis do interior dos Estados Unidos ao longo de 18 anos. Enquanto trabalham juntos na isolada montanha de Brokeback, no Wyoming, os dois iniciam uma relação secreta que trará dificuldades, alegrias e tragédias e que os acompanhará pelo resto de suas vidas.

Boys

 

Sierger é um adolescente competidor de atletismo treinando para o campeonato. A rotina é alterada pela chegada de um novo membro da equipe, Marc. Ele e Marc se tornam amigos próximos, até perceberem que possuem sentimentos um pelo outro. Tentando reprimir sua atração por Marc, Sieger começa a se envolver com uma menina.

 

testeJason Reynolds: a importância de dar voz aos jovens da periferia

Retratar a realidade: esse é o maior objetivo de Jason Reynolds, autor de Fantasma, finalista do National Book Award de literatura jovem em 2016. O escritor é a prova de que mesmo o contato tardio com a literatura não impede ninguém de ser escritor. Criado apenas pela mãe, Reynolds cresceu na periferia de Washington (D.C.), nos Estados Unidos, e só leu um livro inteiro aos 17 anos. Por isso, destinou sua obra ao público jovem, com histórias que giram em torno de adolescentes em situações desfavoráveis economicamente e socialmente. Seu desejo como escritor é alcançar aqueles que não acreditam na literatura, por acharem que não há livros por aí que possam dialogar com eles.

“Eu falo sobre miojo, Kool-Aid, tênis Nike Jordan e basquete, porque é isso que importa para os adolescentes das periferias”, comenta. Ele escreve sobre verdades universais: medo, família e amizade, perdas, amores e risadas compartilhadas.

Cheio de estilo e com um visual super atraente para os jovens, Jason Reynolds pode ser considerado um dos autores mais representativos da atualidade. Separamos 5 razões que lhe garantem esse status. Confira!

1) A música foi sua inspiração para começar a escrever

Quando criança, Jason Reynolds adorava ler, mas com o tempo, abandonou os livros. O autor sentia que a literatura indicada por seus professores na escola não conversava com ele, porque não falava sobre a realidade da sua vida cotidiana.  “Me mandaram ler um livro sobre um homem perseguindo uma baleia (Moby Dick), e eu fiquei, tipo… não sei se consigo me conectar com um cara perseguindo uma baleia já que eu nunca vi uma baleia”, diz Reynolds.

Um dia, o pequeno Jason comprou uma fita cassete de Queen Latifah. Era o álbum “Black Reign”, de 1993. Ele tinha 10 anos e ficou hipnotizado por aquelas rimas e pela habilidade de escrita da rapper. Foi aí que ele percebeu que rap também podia ser poesia. “O rap me fez um escritor. Foi onde me senti significante, necessário […] As músicas contavam a minha história”, disse Reynolds em entrevista ao Publishers Weekly.

2) Ele já foi poeta

A descoberta do rap o inspirou a tornar-se poeta. Jason começou a escrever todo dia. Anos depois, durante a faculdade, ele se matriculou em um curso sobre Shakespeare, onde mostrou seus poemas para um professor. Apesar das críticas negativas, ele persistiu.


3) Ele só se interessou por literatura aos 17 anos

Por volta dessa época, ele começou a trabalhar em uma livraria que enaltecia os autores afrodescendentes. Foi lá que Reynolds leu seu primeiro livro, Black boy, do autor Richard Wright. A partir daí, começou a devorar todos os livros do gênero, escritos por James Baldwin, Zora Neale Hurston e Toni Morrison.

4) Ele só escreve livros que gostaria de ter lido quando jovem

Um amigo de Jason foi assassinado aos 19 anos. Era esse o tipo de coisa que acontecida na vizinhança e, por isso, é sobre esses assuntos que nosso autor escreve – tretas de gangues, pais alcoólatras, violência doméstica, sexualidade e medo. As vozes dos protagonistas são aquelas que Reynolds escutava nos anos 1980 e 1990, vivendo em um bairro onde o tráfico de drogas e a violência aconteciam na calçada de casa. Por sorte, em seu lar havia uma família amorosa.

Foto de Jayson Reynolds criança. Reprodução.

5) Ele fala como se fosse seu amigo

Jason Reynolds tem 33 anos, mas seu texto dialoga com leitores muito mais novos, alcançando um público de até 10 a 14 anos. A fala cheia de gírias e códigos de linguagem, faz você se sentir um amigo próximo e transforma Jason naquele cara com quem sempre se pode contar. Por isso seus livros são tão premiados e agradáveis para o público jovem.

 

*Extra: 6) Potencial para ser crush

Além de ser um escritor talentosíssimo, Jason Reynolds é muito gato. Quer dizer, como resistir a esse sorriso? Potencial para crush: temos!