testeEstá aberta a votação dos melhores livros do ano, segundo o Goodreads

O Goodreads é uma plataforma digital de catálogo que, todos os anos, realiza uma votação entre usuários para premiar os melhores livros lançados nos últimos doze meses. Ao longo de novembro, os leitores poderão votar nos seus livros favoritos nas 21 categorias disponíveis. Já começaram as semifinais, e a Intrínseca tem vários livros na disputa!

Confira os indicados ao Goodreads Choice Awards:

Na categoria Melhor Ficção, tem Ainda sou eu, a conclusão da trilogia Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, e Nine perfect strangers, o novo livro de Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras.

Em Melhor Livro Jovem Adulto, tem o recém-contratado Emergency Contact e dose dupla de Becky Albertalli, com Leah fora de sintonia e a grande novidade What if it’s us! Escrito por Albertalli em parceria com Adam Silvera, o livro, ainda sem título em português, será lançado no Brasil em 2019. Ele narra a história de Ben, um menino que, depois de um término difícil, vai ao correio para enviar os pertences do ex-namorado e acaba conhecendo Arthur, que está de férias na cidade. O que poderá sair desse encontro? Os dois terão que se arriscar para descobrir.

Em Ciência & Tecnologia, estão concorrendo Breves respostas para grandes questões, o presente final de Stephen Hawking para a humanidade, e Como mudar sua mente, de Michael Pollan.

Em Infantojuvenil, tem Labirinto de fogo, terceiro livro da série As provações de Apolo, de Rick Riordan, e, na categoria Livro Ilustrado, o fofíssimo Love, a ser publicado.

O homem de giz, de C. J. Tudor, concorre em duas categorias: Mistério & Thrillers e Autor Estreante.

Mais escuro, o segundo livro da trilogia Pelos olhos de Christian, está concorrendo em Romance, e A forma da água, em Fantasia. As obras ainda não publicadas Where the crawdads sing, de Delia Owens, e We sold our souls, de Grady Hendrix, estão concorrendo respectivamente em Romance Histórico e Terror, e o segundo volume de Black Hammer, O evento, em Graphic Novels & Quadrinhos.

Na categoria Best of the Best, que reúne os livros mais votados das últimas edições da premiação, estão concorrendo alguns dos nossos livros favoritos: A culpa é das estrelas, de John Green; Pequenos incêndios por toda parte, de Celeste Ng; O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman; Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr; e Garota exemplar, de Gillian Flynn.

A votação vai até o dia 26 de novembro, e os vencedores serão anunciados no dia 4 de dezembro. Não esqueça de votar e escolher os seus favoritos!

testeLançamentos de novembro

O ano está quase acabando mas ainda dá tempo de adicionar alguns livros à sua lista! Confira os lançamentos de novembro:

Breves respostas para grandes questões, de Stephen Hawking

O livro inédito de Stephen Hawking responde as perguntas que movem a humanidade, desde seus primórdios até os dias atuais, como a origem do universo, a existência de Deus e até a possibilidade de viajar no tempo. Os textos são resultado do trabalho de uma vida inteira de pesquisas que consagrou Hawking como um gênio da física moderna.

Com prefácio de Eddie Redmayne — que ganhou um Oscar por interpretar o cientista no cinema — e posfácio comovente de Lucy Hawking, sua filha, Breves respostas para grandes questões não é apenas a última mensagem de um grande gênio: é seu presente final para todos nós. Stephen Hawking também é autor de Uma breve história do tempo, O universo numa casca de noz, Buracos negros e Minha breve história.

O último livro escrito por Hawking chega às livrarias a partir do dia 8 de novembro.

Velhos são os outros, de Andréa Pachá

Inspirados em casos judiciais, Andréa Pachá transforma suas vivências no tribunal em um livro de crônicas sobre acasos do tempo, da memória e das relações familiares. A obra é recheada de personagens vívidos com desejos e motivações com os quais todos se identificam.

Conhecida também por A vida não é justa (2012) e Segredo de Justiça (2014), livros que deram origem à série Segredos de Justiça, do Fantástico, Andréa Pachá constrói histórias delicadas, bem-humoradas e emocionantes sobre a longevidade pela qual tantos de nós anseiam — aquela que trará consigo as alegrias, dores, descobertas e perdas que só quem já caminhou bastante pode experimentar.

Velhos são os outros chega às livrarias a partir de 1º de novembro. Leia um trecho.

Como mudar sua mente, de Michael Pollan

Nos anos 1940, quando o LSD foi descoberto, pesquisadores, cientistas e médicos acreditavam que a substância teria o potencial de revelar os mistérios do inconsciente e oferecer avanços no tratamento de doenças mentais. Poucas décadas depois, o LSD se popularizou como droga recreativa e as pesquisas com a substância foram suspensas.

Após se debruçar sobre a história social dos alimentos em suas obras anteriores (Cozinhar, O dilema do onívoro, Regras da comida e Em defesa da comida), o jornalista Michael Pollan parte em busca de uma compreensão aprofundada da relação entre a psique humana e as substâncias psicodélicas. Como mudar sua mente conta a história do renascimento das pesquisas com esses compostos depois de anos de coibição e esquecimento.

O livro chega às livrarias a partir do dia 9 de novembro.

Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Lançado em 2015, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica original da Netflix que será liberada mundialmente no dia 21 de dezembro na plataforma de streaming. Com a estreia do filme se aproximando, adicionamos um adesivo à capa. Caixa de pássaros se passa 5 anos após um misterioso impulso violento dominar algumas pessoas, levando-as a suicidar-se. Malorie e seus dois filhos moram em uma casa isolada para fugir do mundo pós-apocalíptico, mas, após anos trancados, eles precisam enfrentar o mundo em que abrir os olhos pode ser letal. O livro já está disponível. Assista ao trailer:

 

testeO lado científico das drogas psicodélicas

Como as substâncias psicodélicas podem transformar vidas?

Em Como mudar sua mente, o jornalista Michael Pollan faz um relato elucidativo sobre a revolução médica e científica em torno das drogas psicodélicas. Ele parte em busca de uma compreensão aprofundada da psique humana, e conta a história do renascimento das pesquisas com esses compostos depois de anos de coibição e esquecimento.

Com base em sua própria experiência, além de dados históricos, depoimento e artigos científicos, Pollan mergulha nos mais diversos estados da consciência e apresenta os progressos que essas substâncias trazem para os estudos mais recentes da neurociência, revelando que seus benefícios terapêuticos são indissociáveis das experiências de transcendência proporcionadas por tais compostos.

Michael Pollan também é autor de outros quatro livros publicados pela Intrínseca – O dilema do onívoro, Em defesa da comida, Regras da comida e Cozinhar, que deu origem à série Cooked da Netflix.

teste6 Séries inspiradas em livros que estão na Netflix

Depois da nossa lista de filmes inspirados em livros da Intrínseca disponíveis na Netflix, decidimos que dedicar apenas duas horas a um filme não era o suficiente. Separamos seis séries para os leitores que querem passar mais tempo com seus personagens literários favoritos:

Caçadores de trolls – lançada no final de 2016, a adaptação do livro de Guillermo del Toro mostra a história do jovem Jim e de seu melhor amigo, que descobrem uma sociedade de criaturas que vivem embaixo da terra. Com produção do autor e da DreamWorks, a segunda parte da série tem previsão de estreia em 2017.

How I Met Your Mother – série que originou as obras do irreverente Barney Stinson, O código Bro e Playbook: o manual da conquista, a comédia mostra um pai contando aos filhos, de maneira extremamente detalhada, divertida e prolongada, como ele conheceu a mãe dos dois adolescentes.

Orange Is the New Black – primeiro sucesso original da Netflix, a produção mostra a rotina de um grupo de presidiárias, com foco na autora do livro, Piper Kerman. A quinta temporada da série foi anunciada recentemente, e estreia em 9 de junho.

Cooked – no livro Cozinhar e na série Cooked, o escritor Michael Pollan convida o público a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos a partir dos quatro elementos da natureza — fogo, água, ar e terra. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan mergulha numa história tão antiga quanto a da própria humanidade e propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos.

Homeland – O livro Homeland: onde tudo começou mostra o passado da protagonista da série de sucesso, Carrie Mathison (Interpretada por Claire Danes). A atração chegará a sua sexta temporada em 2017. Indispensável para todos os fãs de thrillers de espionagem.

Como treinar o seu dragão – Além da série de livros, que chega ao fim em Como combater a fúria de um dragão, e da série de filmes de mesmo nome, a Netflix produziu uma série que conta histórias inéditas de Soluço e seu companheiro Banguela. Dragões: corrida até o limite mostra o que aconteceu entre os dois primeiros filmes da série.

testeA liberdade de comer sem sofrer

Com tantas informações e regras, comer simplesmente virou um inferno, com tudo controlado e altamente racionalizado. Mas onde foi parar a alegria de comer? A felicidade em compartilhar uma refeição com quem amamos? Neste texto, nossa editora assistente Luana Freitas conta como Cozinhar, de Michael Pollan, a libertou desse emaranhado sufocante.

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(fonte)

Lá fui eu para uma consulta com uma nutricionista. A terceira de toda a minha vida. Em mais uma das incontáveis tentativas de ser saudável e, sim, de emagrecer… horrores. Eu fiquei ali, respondendo às perguntas de sempre, ouvindo as recomendações que conhecia de cor.

As únicas novidades para aquela consulta eram as taxas alteradíssimas do exame de sangue e a raiva. Sim, raiva, muita raiva. Eu me culpava por ter me permitido engordar aqueles dezoito quilos (a meta da vez), pois não havia desculpa. Já li por conta própria e revisei vários livros de reeducação alimentar, dieta, nutrição e doenças ligadas à alimentação, já trabalhei em diversos livros de receitas saudáveis. Sabia claramente o que deveria fazer e cortar e quais eram as consequências dos meus maus hábitos. Então por que a frustação, a culpa, a sensação de impotência?

Por mais curioso que possa parecer, eu, que trabalho há tanto tempo com livros, não precisei encontrar a dieta, a clínica ou o médico certo para eliminar todos esses sentimentos ruins. Precisei apenas encontrar o livro certo. Na verdade, o escritor. Foi apenas por trabalho que descobri o Cozinhar, do jornalista Michael Pollan. Ainda bem, pois teoricamente eu poderia ter sido levada ao grande erro de achar que o livro tratava apenas sobre o ato de cozinhar e jamais abri-lo (nunca tive muita paciência para cozinhar, esperar os três minutos do macarrão instantâneo já me irritava profundamente).

cozinhar211x319Sendo obrigada a ler o livro, descobri o que me faltava: encantamento, diversão e, por que não, sedução. Pois é simplesmente impossível não se deixar levar pela empolgação de Pollan pela cozinha. As descrições dele para os métodos de preparo dos pratos que aparecem no livro são uma forma requintada de tortura. Quando a obra virou série da Netflix, a cena mais aguardada de todos os tempos foi a do preparo do bendito porco inteiro assado lentamente. Também fiquei ansiosa para ver uma personagem fazer um cozido. Sim, um cozido. A coisa mais simples de se fazer. Mas esse é o poder de Pollan: ao realçar toda a beleza e poesia do ato de cozinhar, de preparar a própria comida, ele nos leva a abrir nossos olhos para o que esteve sempre ali, para toda a gama de sabores e texturas da comida de verdade.

O ponto-chave para minha mudança foi adotar a estratégia do autor: em vez de pensar no negativo, investir numa agenda positiva, empolgante e social. Na sua prosa simples, direta e bem humorada, Pollan nos mostra aos poucos como o ato da alimentação envolve todos a nossa volta, interfere radicalmente na forma como nos relacionamos com os outros e conosco. Instigada pelo livro, encontrei conforto nas receitas da minha mãe: doce de abóbora e de laranja-da-terra, bertalha na sopa, vaca atolada, empadão de frango, batata-doce cozida. Passei a cozinhar mais, a conversar com meu marido sobre receitas que poderíamos experimentar. Também descobrimos vários alimentos. Na série, há várias cenas de Pollan na cozinha ou no quintal de casa, preparando pão, cerveja, cozido e um churrasco, o que representa bem a minha fantástica descoberta de que é bem mais legal fazer as refeições em família, todo mundo em casa, cozinhando e conversando.

A grande jogada está na tomada de consciência gerada pelo livro, a revelação de tudo de que abrimos mão quando delegamos a corporações o preparo do que consumimos. Ao permitirmos que grande parte da nossa alimentação seja baseada em produtos industrializados, nós entramos no modo comida pela comida, nós deixamos de reservar um tempo para nós mesmos e para compartilharmos momentos com nossos familiares, amigos e até com os produtores locais.

Depois que passei a lutar para ter mais comida de verdade no meu prato, muita gente veio me falar de restrição, sofrimento por não poder comer certas coisas. O engraçado é que para mim esse mergulho nos livros e no pensamento de Pollan significou liberdade, me trouxe uma calma inigualável. Não preciso mais contar calorias, decifrar informações de tabelas nutricionais ou classificar os alimentos em grupos como proteínas e carboidratos. Cozinhar abriu a minha mente para simplesmente comer e fazer desse ato algo magnífico.

Minha relação com a comida melhora conforme compreendo o meu papel na cadeia de produção de alimentos, a forma como a indústria alimentícia me vê, a maneira como a refeição impacta a minha relação com quem divide a mesa comigo e como a alimentação tem um poder agregador subestimado. Quando substituí as dietas pelo mantra “comer comida de verdade”, tudo se encaixou e fluiu naturalmente. Não há mais sofrimento, frustração ou culpa, e as relações melhoraram, já que tudo melhora quando a gente cuida do que come.

Para mim é complexo escrever sobre a importância de Pollan, pois os livros dele, sobretudo o Cozinhar, não são sobre emagrecer, comer melhor ou a indústria alimentícia em si. São mais sobre o nosso lugar no mundo, sobre que posição assumimos nele e o que queremos para nós mesmos. Em última instância, é um pedido para darmos uma parada na agitação da vida cotidiana e refletirmos sobre quem de fato somos; um pedido para que olhemos para o passado e tomemos consciência de como estamos permitindo que nossos laços se enfraqueçam, que nosso corpo seja destruído, que viremos apenas consumidores passivos, sem consciência nem voz. Mas, acima de tudo, os livros e a série de Pollan são a celebração do que nos diferencia dos animais, o que nos torna únicos: a criatividade e a curiosidade que nos movem a criar e transformar com o que encontramos na natureza. Não à toa, meu capítulo favorito do livro e da série é o do Ar. Você já parou para pensar quão belo e louco é conseguir criar um pão a partir de farinha, água e fermento?

>> Confira a entrevista com  Michael Pollan sobre Cozinhar
>> Leia um trecho do livro Cozinhar

 

Luana Freitas é editora assistente de ficção e não ficção estrangeiras, além de viciada em programas de culinária e ótima com receitas doces.

testeCozinhar é o que nos torna humanos

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Do costume de uma tribo australiana de cozinhar lagartos direto no fogo ao tradicional churrasco de porco inteiro no Sul dos Estados Unidos, Michael Pollan busca em Cozinhar a essência de nossa identidade como seres humanos. Baseada no livro homônimo, a série documental Cooked estreia mundialmente hoje na Netflix.

Dividida em quatro episódios focados nos elementos primordiais — fogo, água, terra e ar —, a produção introduz alguns dos princípios defendidos pelo celebrado jornalista, autor de obras de referência como O dilema do onívoro e Em defesa da comida. Para ele, retornar à cozinha é hoje um ato político um protesto contra uma economia de consumo altamente especializada e alienante e uma das atividades mais recompensadoras e prazerosas que podemos exercer.

cozinhar211x319Pollan reforça que a ascensão do fast-food e o declínio da comida caseira causam impactos que vão além dos males à nossa saúde. Porque cozinhar é o que nos torna humanos, tanto cultural como biologicamente: ao passar a ingerir alimentos cozidos, o Homo erectus mudou o destino da nossa espécie. Enquanto primatas dispõem de sistemas digestivos enormes e passam até metade do tempo acordados mastigando alimentos crus, especialistas defendem que a nova dieta (com maior densidade energética e de mais fácil digestão) fez com que nossos cérebros aumentassem de tamanho e nossos intestinos encolhessem — além de nos propiciar muitas horas livres para atividades mais interessantes do que mastigar.

“Cozinhar é uma atividade primordial, profundamente enraizada em nossa mente”, defende o autor em entrevista ao blog da Intrínseca, e essa prática faz parte hoje de um intrigante paradoxo. Passamos cada vez menos tempo preparando nossa comida e mais tempo assistindo a programas de culinária na televisão o tempo médio gasto com o preparo das refeições nos Estados Unidos é de 27 minutos por dia, muito menos do que o necessário para assistir a um único episódio da franquia MasterChef.

Na entrevista a seguir, Michael Pollan reflete sobre nosso fascínio por programas de culinária na TV, o processo de adaptação de seu livro e como, ao deixarmos de cozinhar, perdemos a conexão com o mundo e com o que faz de nós humanos.

 

Como o ato de cozinhar pode ser um convite para repensar nosso papel em uma economia de consumo altamente especializada, dependente e alienante?
Michael Pollan: Numa época em que o mercado quer que você apenas consuma passivamente a comida preparada pela indústria, cozinhar é um ato político porque torna-se uma espécie de protesto, uma afirmação da sua identidade como produtor e não mero consumidor. Quando cozinhamos, defendemos nossas cozinhas e nossos jantares em família dos esforços da indústria em comercializá-los.

Como foi o processo de adaptação do livro para uma série de TV?
MP: É sempre fascinante observar o processo de adaptação de um livro, já que o que funciona em um meio nem sempre funciona em outro. Enquanto o livro enfatiza informações de caráter histórico, científico e antropológico, a série destaca personagens, locais e histórias. Também queríamos realçar na série o fato de que cozinhar faz parte de uma história universal, global. Assim, cada episódio dedica tempo considerável a outros países: Austrália, Índia, Marrocos e Peru. Cozinhar diz respeito a nossa humanidade, e, embora cozinhemos de maneiras diferentes em lugares diferentes, certos elementos nunca mudam — incluindo o uso do fogo, da água, do ar e da terra (com os micróbios) para transformar a matéria natural em cultura.

Quais são as novidades que os leitores encontrarão na série em relação ao livro?
MP: Para quem leu o livro, a série oferece uma perspectiva mais global e apresenta algumas práticas culinárias surpreendentes, como mulheres que mastigam raízes ricas em amido para produzir cerveja com a própria saliva, uma tribo de caçadores que cozinha lagartos diretamente sobre o fogo e famílias marroquinas que fazem pão todos os dias assando a massa em um forno comunitário.

Em Cozinhar você ressalta o Paradoxo do Cozinhar: passamos cada vez menos tempo preparando nossas refeições e mais tempo assistindo a programas de culinária na TV. Como você explicaria nosso fascínio em ver outras pessoas cozinhando fora de nossas casas, na TV?
MP: Acredito que somos atraídos por imagens e histórias envolvendo culinária, quer na TV ou em outros lugares, porque cozinhar é uma atividade primordial, profundamente enraizada em nossa mente. Quando assistimos a outra pessoa cozinhando, antecipamos o prazer de comer e trazemos à memória nossos familiares preparando alimentos para nós. Cozinhar é a essência de nossa identidade como seres humanos, então não é de se admirar que sejamos sempre atraídos para as chamas de um fogão, não importa onde ele esteja — mesmo na TV!

Leia um trecho de Cozinhar: uma história nacional da transformação

testeMichael Pollan na Netflix

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A transformação pela comida vem sendo cada vez mais discutida nos dias de hoje, e Michael Pollan, autor, jornalista, ativista e professor, é uma das referências na área. Pollan é defensor da criação de uma consciência por trás dos pratos e autor de Cozinhar: uma história natural da transformação, obra que inspirou a série Cooked.

A atração, produzida pela Netflix, estreia em 19 de fevereiro e será dividida em quatro episódios. Assim como o livro, a série será focada nos quatros elementos da natureza: terra, ar, fogo e água.

Pollan também abrirá sua cozinha para ensinar receitas, mostrará a importância de preparar a própria comida e compartilhará suas experiências.

Alex Gibney, de Um Táxi para a Escuridão e Steve Jobs: The Man in the Machine, será o produtor executivo da atração.

testeAutores que já participaram da FLIP

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A charmosa cidade de Paraty recebe todos os anos autores conhecidos mundialmente durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Para relembrar os escritores que já participaram da FLIP, um dos principais eventos literários do país, preparamos uma lista.

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O escritor, diretor e cartunista Riad Sattouf, de O árabe do futuro, é uma das atrações da programação principal da FLIP neste ano. O autor participa da mesa “De balões e blasfêmias” neste sábado, 4 de julho, às 15h.

O árabe do futuro – Nascido na França em 1978, filho de pai sírio e mãe bretã, Riad Sattouf viveu uma infância peculiar. Ele tinha apenas três anos quando o pai recebeu um convite para lecionar em uma universidade da Líbia. Em Trípoli, o menino entrou em contato com uma cultura completamente distinta e precisou superar o estranhamento diante de novos costumes – experiência que se repetiria pouco depois na Síria, quando o pai foi trabalhar lá. Com o olhar inocente de uma criança, Riad oferece um importante relato sobre os contrastes entre a vida na França socialista de Mitterand e os regimes autoritários na Líbia de Kadafi e na Síria de Hafez al-Assad.

A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joël Dicker

Jovem escritor americano sofrendo com bloqueio criativo, Marcus Goldman procura o renomado romancista e seu ex-professor de faculdade Harry Quebert. Surpreendido por um mistério que envolve seu mentor na morte de uma jovem de quinze anos, Marcus precisa correr contra o tempo para tentar inocentar o amigo, descobrir quem matou Nola Kellergan e escrever um livro bem-sucedido.

+ Os últimos dias de nossos pais

A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. Obra vencedora do Pulitzer, do National Book Critics Circle Award e do LA Times Book Prize no ano de 2011, A visita cruel do tempo é composto por histórias curtas – 13 faixas sobre relações familiares, indústria fonográfica, jornalismo de celebridades, efeitos da tecnologia, viagens e a busca por identidade versus o esfacelamento de ideais -, interligadas pelas memórias de um grupo de personagens em diferentes pontos de suas vidas.

+ Circo invisível

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver

Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

+ A nova república

 Cozinhar, de Michael Pollan

Nos dias de hoje, diante de uma vida atribulada, as pessoas pensam cada vez mais em comida, embora dediquem cada vez menos tempo ao preparo de suas refeições. Preocupam-se com a quantidade de calorias ingeridas e com a qualidade dos ingredientes, mas reservam mais horas para assistir aos programas de culinária na TV do que efetivamente passam dentro da cozinha. E enchem a despensa com produtos industrializados supostamente “saudáveis”. Nesse cenário tão contraditório, o escritor Michael Pollan convida o leitor a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos. A partir dos quatro elementos da natureza — fogo, água, ar e terra —, ele nos mostra o calor ancestral do churrasco, o caldo perfumado dos assados de panela, a leveza dos pães integrais e a magia da fermentação de um chucrute. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan mergulha numa história tão antiga quanto a da própria humanidade e propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos.

link-externoIntrínseca na FLIP 2015

testeRegulamento da ação exclusiva para o Instagram e o Twitter: #DesafioCozinhar

Regulamento redes

“Existe atividade menos egoísta, trabalho menos alienado, tempo menos desperdiçado do que aquele gasto preparando algo delicioso e nutritivo para quem você ama?”

“À medida que fui me sentindo cada vez mais à vontade na cozinha, descobri que, a exemplo do que ocorre com a jardinagem, a culinária costuma ser agradável e cativante sem exigir demais do intelecto.”

“Acima de tudo, o que descobri em frente ao fogão é que cozinhar faz com que estabeleçamos conexões.’’

Michael Pollan, autor de Cozinhar, entre outros sucessos, é um entusiasta da comida não processada. Pollan defende bravamente a importância de que todos preparem suas próprias refeições sempre que possível. Ele acredita que o ato de cozinhar pode unir as pessoas e transformá-las em seres mais conscientes. Para incentivar os nossos leitores, propomos um concurso cultural no Instagram e no Twitter da Intrínseca (@intrinseca) com a hashtag #DesafioCozinhar.

Vejam as regras:

Mecânica: Os leitores vão soltar a imaginação para registrar momentos na cozinha, e vamos escolher as postagens mais criativas. Somente fotos serão aceitas. A ação ocorrerá no dia 20 de agosto.

Como participar: Basta seguir o perfil da Intrínseca no Instagram, marcar a editora e usar a hashtag #DesafioCozinhar. No caso do Twitter, basta seguir o perfil da Intrínseca (@intrinseca) e no tuíte citar o perfil do autor (@michaelpollan) e a hashtag #DesafioCozinhar.

O que o leitor vai ganhar: um livro da Intrínseca de sua escolha e um exemplar autografado de Cozinhar. Serão desclassificadas postagens com conteúdo obsceno e que ferirem as regras de ortografia e gramática. Apenas ganhadores residentes em território brasileiro serão contemplados. Os resultados serão divulgados no dia 20 de agosto, às 19h, no Instagram e no Twitter da Intrínseca ─ serão quatro ganhadores para cada rede social. Os contemplados deverão entrar em contato pelo e-mail imprensa@editoraintrinseca.com.br em até sete dias úteis a partir da data de divulgação do resultado, informando seus endereços completos. A entrega dos kits será realizada em até 30 dias úteis após a divulgação do resultado.

 

 

 

 

testeComa comida de verdade na Flip

Coma comida de verdade na Flip

“Não coma nada que sua avó não reconhecesse como comida.” É essa é uma das frases emblemáticas de Michael Pollan, ensaísta norte-americano e autor de seis livros, entre eles Cozinhar  − lançamento da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde Pollan apresentará suas ideias revolucionárias no painel intitulado “À mesa com Michael Pollan”, no dia primeiro de agosto, às 12h.

Em Cozinhar, Pollan demonstra ao leitor a importância de colocar a mão na massa. O autor faz uma investigação minuciosa sobre os quatro elementos que pautam a arte de cozinhar: fogo, água, ar e terra. Envolvidos com os conceitos apresentados no livro e com a proximidade da Flip, montamos um roteiro gastronômico que se baseia nos elementos citados. Confira:

Fogo – criaturas da chama

“Se o fogo representa a primeira e mais básica forma de cozinhar − entre as poucas formas concebidas pelos seres humanos para transformar matéria da natureza na matéria da nossa subsistência e do prazer −, então, pelo menos para um americano, o porco inteiro assado na brasa representa a mais pura e inalterada expressão dessa forma.”

A Casa do Fogo não promete assados ─ o que não é exatamente fiel ao capítulo de Cozinhar. No entanto, o nome do local sugere que a chama é um de seus charmes, pois alguns dos pratos são flambados e a cozinha é aberta para que os clientes possam apreciar o preparo.

Água – uma receita em sete passos

“Numa panela, a água é o meio no qual sabor e calor coexistem, de modo a permitir que os condimentos e outros temperos permaneçam ali e se façam presentes. Com tanta a coisa a seu favor, poderíamos pensar que a água sozinha já seria o líquido mais do que adequado para preparar um assado de panela.”

O Restaurante do Hiltinho funciona no Centro Histórico e tem uma filial na Ilha do Algodão.  Além de ser um dos lugares mais tradicionais para se comer na cidade, a casa oferece peixes ensopados entre as suas especialidades.

Ar – a formação de um padeiro amador

“É no ar que reside a maior parte do sabor do pão, e por isso ele é muito mais aromático do que o mingau.”

O Punto Divino é um italiano que faz questão de incluir no menu a fabricação própria  de massas e pães.

Terra – o frio calor da fermentação

“A fermentação é diferente. Nela, as leis da biologia se sobrepõem a todas as outras e são necessárias para explicar como um fermento gera sua própria energia. Ele não só parece vivo, mas está vivo.”

Os alambiques de Paraty são mundialmente cobiçados, tanto que os turistas batem ponto no Festival de Cachaça que acontece todos os anos na cidade. No processo da produção da cachaça, a fermentação tem uma função especial ─ é ela quem define o sabor e a qualidade da bebida.

Como são muitas as opções de alambiques, indicamos aqui um site que reúne os principais endereços.