testeBela Gil: Como encontrar o equilíbrio entre o prazer e o bem-estar

Por Bela Gil*

 

Comer é um ato de prazer para muitas pessoas, principalmente para aquelas com um acesso seguro à alimentação, que não precisam se preocupar em saber quando será sua próxima refeição. Mas será que esse prazer que a comida nos oferece vale a pena quando coloca em risco nossa saúde? Eu me arrisco a dizer que o ser humano tem uma natureza imediatista e por isso valoriza muito mais o ato de comer um doce que lhe oferece prazer instantâneo, mesmo sabendo que isso pode afetar sua saúde, do que o bem-estar que sentiria se deixasse de comê-lo. Essa definição ficou muito clara para mim quando ouvi do meu pai a seguinte frase: “Muitas vezes é necessário trocarmos uma porção de prazer por uma porção de bem-estar.” E o livro Comer para não morrer nos ensina perfeitamente como achar o equilíbrio entre a saúde do corpo e o prazer pela comida com informações científicas detalhadas de alimentos específicos e grupos alimentares, além de trazer dicas de receitas saborosíssimas. 

Descobrir a quantidade que precisamos ou devemos ingerir de cada alimento para prevenir doenças e fortalecer nosso organismo é libertador. Nos sentimos cada vez mais responsáveis por nossa saúde e consequentemente fazemos escolhas alimentares mais conscientes. Ficamos menos dependentes das indústrias farmacêutica e alimentícia porque conseguimos entender o motivo pelo qual escolhemos ingerir certo alimento, podendo ser exclusivamente por saúde ou por prazer. O mais importante é ter o conhecimento e a consciência do que ingerimos. 

 

 

Acredito que dentro de uma alimentação saudável podemos comer de tudo. Porém precisamos entender quanto, quando e por que estamos ingerindo certos alimentos. Se temos a consciência de que o açúcar é nocivo para a saúde, tomar refrigerante todos os dias pode ser uma má ideia. Mas ao mesmo tempo sabemos que açúcar é gostoso, nos dá prazer e precisa ser consumido com muita moderação, então não precisamos abrir mão da sobremesa do restaurante predileto, da caixa de chocolate do Dia dos Namorados ou do doce da casa da vovó. O importante, dentro de uma alimentação saudável, é equilibrar a quantidade e a qualidade de cada alimento, conhecer suas funções e observar o que nos faz bem e o que nos faz mal. O nome disso é autoconhecimento, e só conquistamos isso quando prestamos atenção no que comemos e por que comemos. 

Hoje temos mais pessoas morrendo de doenças relacionadas ao consumo excessivo de comida do que pessoas morrendo de fome. Estamos num momento da história da humanidade em que a comida pode ser uma grande aliada para uma vida saudável e para a prevenção de doenças. Porém a comida também está causando muitas doenças crônicas que testemunhamos na sociedade atual. Ou seja, comida é uma ferramenta poderosa que pode nos trazer a cura ou provocar doenças. 

 

Não existe um alimento vilão e um superalimento para todo mundo. Tudo depende da quantidade, da qualidade e de quem está consumindo. Por exemplo, um suco verde com couve pode fazer muito bem a quem está com anemia, mas pode prejudicar o quadro da pessoa que tem hipotireoidismo ou trombose.  E, nesse livro, o dr. Michael Greger nos mune com poderosas ferramentas de conhecimento para nos libertarmos do medo e da adoração excessiva por alimentos específicos. Ele nos fornece o caminho para a busca da saúde e do equilíbrio.

Por enquanto a forma mais eficaz que temos para prevenir problemas no nosso corpo é uma boa alimentação baseada em vegetais. Alimentos ricos em fibras, vitaminas, minerais, antioxidantes e muitos fitoquímicos podem prevenir e curar uma quantidade infinita de doenças, desde proteger contra doenças do coração, do sistema nervoso, do sistema digestório ou na pele até curar um câncer. Graças ao avanço nas pesquisas e ao profissionalismo de pessoas como o dr. Michael Greger, temos a oportunidade de colocar em prática a velha e famosa frase da medicina: “Faça do alimento o seu remédio.” Este livro é uma grande ferramenta para conseguirmos viver melhor conhecendo e saboreando o que a natureza tem a nos oferecer.  

 

*Bela Gil é especialista em Alimentação Natural e Nutrição Holística e apresentadora.  Esse é o prefácio que ela escreveu para o livro Comer para não morrer, de Michael Greger e Gene Stone.

teste6 coisas que você precisa saber para viver mais

Em Comer para não morrer, descobrimos como alimentos comuns podem contribuir drasticamente para a nossa saúde. No livro, o doutor Michael Greger compartilha informações sobre a indústria alimentícia, dicas do que colocar no prato e até algumas receitas!

Vários estudos apresentados por ele mostram que compostos químicos presentes nos vegetais podem ter o mesmo efeito que remédios prescritos para doenças graves. Pensando nisso, separamos algumas dicas para você acrescentar anos à sua vida. Confira:

 

1. Os Doze por Dia

Acompanhar o que você deve ou não comer o tempo inteiro pode ser exaustivo, por isso o doutor Michael Greger separou os alimentos que devem ser consumidos diariamente e criou a lista Doze por Dia. Pode parecer difícil assinalar todos os xis em um dia só, mas com uma simples salada com grão-de-bico, legumes e nozes já dá para marcar vários!

 

2. Açafrão contra a depressão

 

O transtorno depressivo é uma das doenças mentais diagnosticadas com maior frequência. Cientistas descobriram que o açafrão e o antidepressivo mais receitado funcionam igualmente bem na redução dos sintomas dessa doença. Mas, diferentemente do medicamento, o tempero não causa alguns dos efeitos colaterais comuns dos remédios prescritos.

 

3. Brócolis e cigarro

 

As doenças pulmonares causadas pelo tabagismo são consideradas pela OMS as principais causas de morte evitável no mundo. Pesquisadores descobriram que o consumo de brócolis reduz os danos causados pelo cigarro, tornando o corpo mais resistente em um nível subcelular. Ele também ajuda a evitar o linfoma e a desintoxicar o fígado.

 

4. Alergia? Coma cogumelos!

 

Você sofre com alergias sazonais? Nariz escorrendo, coceira nos olhos e espirros? Faça um prato de cogumelos! Pelo visto, o consumo de cogumelos estimula a parte do sistema imunológico que combate infecções e ao mesmo tempo previne inflamações crônicas (e todos seus sintomas irritantes).

Um estudo publicado em 2014 confirmou um aparente efeito antialérgico em crianças com histórico de infecções recorrentes no sistema respiratório superior.

 

5. Leguminosas e perda de peso

 

A diabete é responsável por cerca de 5% de todas as mortes globais por ano. Testes comprovam que o consumo de leguminosas, como lentilha, grão-de-bico, ervilha seca ou feijão-branco, é eficaz no controle do açúcar, através da regulação de insulina, além de ajudar na perda de peso. Vale incluir leguminosas de todos os jeitos no cardápio, seja no clássico arroz e feijão, na sopa de ervilha ou até no homus de grão-de-bico.

 

6. Vai um cafezinho?

 

Nos Estados Unidos, foi feito um estudo com indivíduos com alto risco de doença hepática — por exemplo, pessoas com sobrepeso ou que consumia muita bebida alcoólica.

No estudo, descobriram que o consumo de café está associado a menos inflamações no fígado. As pessoas que bebiam mais de duas xícaras de café por dia pareceram ter menos da metade do risco de desenvolver problemas crônicos no fígado do que aquelas que bebiam menos de uma xícara. Vai um cafezinho?

 

Comer para não morrer

testeComo evitar a morte apenas com sua alimentação

A maioria dos médicos se restringe a apenas receitar um remédio ao paciente, ignorando tratamentos alternativos ou medicina preventiva. Por causa disso, milhares de vidas são perdidas para doenças que poderiam ter sido evitadas ou revertidas. Mas não precisa ser assim.

Em Comer para não morrer, o médico e especialista em nutrição Michael Greger explora o estilo de alimentação capaz de prevenir, controlar e até reverter muitas das principais causas de morte da atualidade: a dieta à base de vegetais. Inspirado pela recuperação quase milagrosa de sua avó após se submeter a essa dieta, Michael passou a se dedicar ao estudo dos alimentos e seus efeitos sobre as doenças que mais matam hoje em dia, entre elas, distúrbios cardíacos, pulmonares, diabetes e até depressão.  

Ao longo do livro, obtemos dicas de como melhorar nossa rotina e aumentar nossa qualidade de vida apenas adicionando alguns alimentos-chave, como, por exemplo, o brócolis. A ingestão de crucíferos como o brócolis ajuda a evitar que os pulmões sejam excessivamente danificados pelo fumo. Boa notícia para quem está tentando largar o cigarro! Outro alimento importante é a castanha-do-pará. Os níveis de LDL das pessoas que consomem quatro castanhas uma vez ao mês diminuem vinte pontos apenas nove horas após a ingestão. Nem mesmo remédios específicos para doenças do coração agem tão depressa.

Com uma linguagem clara e ferramentas práticas que nos indicam o que, quando e em que quantidade comer, o livro desmistifica a ciência por trás dessa forma de nutrição revolucionária e mostra que adotá-la está longe de ser um bicho de sete cabeças.

Comer para não morrer chega às livrarias a partir do dia 20 de abril.