teste6 livros e filmes que celebram o Natal

Para entrar no clima natalino, separamos algumas histórias que emocionam e divertem pessoas de todas as idades!

1- O presente do meu grande amor, de Stephanie Perkins

 

Nos contos desta coletânea, histórias românticas se desenrolam em meio às festas de fim de ano. Embora o Natal seja a principal festa religiosa entre os brasileiros, no livro há outras celebrações, como o Chanucá e o Yule.

 

2- Meninas Malvadas

O filme não fala sobre a data, mas já virou um clássico de Natal por causa de uma cena inesquecível com as personagens vestidas de Mamãe Noel. No filme, Cady, interpretada por Lindsay Lohan, e suas amigas se apresentam ao som de “Jingle Bell Rock” na escola.

3- Simplesmente Amor

Para torcer pelas dez histórias de amor que se entrelaçam durante o período de Natal. Estrelado por Hugh Grant, Colin Firth, Emma Thompson, Liam Neeseon e Laura Linney, o filme encanta por mostrar histórias de amor deliciosas e o clima natalino da Inglaterra.

4- Extraordinário

A mensagem de Extraordinário é importante o ano inteiro, mas ganha mais peso nesta época. O livro traz lições valiosas de gentileza e aceitação. A adaptação da obra está em cartaz nos cinemas e tem uma cena linda na noite de Natal!

5- Esqueceram de mim

Não podíamos deixar de fora esse clássico da cultura pop! Desde os anos 1990, o filme com Macaulay Culkin é lembrado nas festas de fim de ano. Na história, uma família de Chicago planeja passar o Natal em Paris. Porém, em meio às confusões da viagem, um dos filhos acaba ficando para trás.

 6- Simon vs. a agenda Homo Sapiens

Um dos livros mais doces e engraçados dos últimos tempos e uma verdadeira ode ao amor, à amizade e à tolerância, Simon vs. a agenda Homo sapiens não é um filme sobre o Natal, mas vai deixar seu coração quentinho e feliz como só uma boa ceia é capaz de fazer. 

testeE se você tivesse a chance de rever seus erros?

Por Pedro Martins*

Publicado em 2010 pela norte-americana Lauren Oliver, Antes que eu vá retorna aos holofotes. Seja nas páginas ou nas telas, sua grande mensagem, como em muitas outras histórias, é atemporal: a beleza de ser gentil.  

 

“Você não pode sentar com a gente!”

À primeira vista, a jovem Samantha Kingston, de 17 anos, vive a vida dos sonhos de toda garota: é popular, tem as melhores amigas que poderia pedir e, de quebra, namora o rapaz mais desejado do colégio.

De fato, são muitas as semelhanças com Meninas Malvadas, clássico dos anos 2000 estrelado por Lindsay Lohan. Sam e suas amigas não chegam a estabelecer que às quartas-feiras usam rosa — talvez porque esse estilo tenha saído de moda —, e diferente do Burn Book de Regina George, as meninas malvadas de Lauren Oliver ofendem os colegas em alto e bom som, sem a mínima preocupação de como suas palavras podem afetar a vida alheia — às vezes até de forma letal.

Diferente de Meninas Malvadas, porém, Lauren Oliver preferiu o dramático ao cômico na tentativa de conscientizar seus leitores. Voltando de uma festa, Sam e suas amigas capotam o carro, e ela morre. Mas o acidente não encerra sua vida. Pelo contrário: faz ela ficar presa em um looping temporal agoniante.

 

Bem-vinda à sua fita, Samantha Kingston

Ainda que não seja o foco, Antes que eu vá também fala sobre bullying e suicídio, temas que instantaneamente nos remetem a 13 Reasons Why, série mais popular da Netflix atualmente.

Estamos vivendo em uma realidade onde jovens preferem passar o fim de semana em casa, maratonando uma série sobre suicídio, ao invés de sair para se encontrar e nutrir suas relações interpessoais. É sintomático, e talvez haja uma explicação: essas relações estão se tornando tóxicas.

Revivendo o último dia de sua vida de novo e de novo, Sam começa a perceber como seu comportamento e o de suas amigas estava sendo prejudicial para aqueles que conviviam ao seu redor. Da irmã caçula à aluna que mais sofria bullying do colégio, ela tem a chance de rever suas atitudes.

Antes que eu vá, Meninas Malvadas, 13 Reasons Why ou até mesmo Carrie, a Estranha, de Stephen King. Não importa: do entretenimento, também vem capacidade de conscientizar.

 

Das páginas para as telas

Sete anos depois da publicação nos Estados Unidos, Antes que eu vá chegou aos cinemas. Nas telas, a cenografia de Michael Fimognari é certamente um dos maiores acertos do filme de Ry Russo-Young: com planos de câmera melancólicos e uma paleta de cores azul-metálica, a fotografia dá o tom estético ideal para a trama. Já do roteiro, não se pode dizer o mesmo: os cortes e as adaptações são compreensíveis e até benéficos, mas os diálogos expositivos e as inconsistências rítmicas atrapalham no desenvolvimento da narrativa. Felizmente, as entrelinhas permanecem intactas e o principal propósito da história é alcançado.

Nos cinemas ou nas livrarias, em uma edição especial com contos inéditos, Antes que eu vá é um aliado sutil e inspirador na busca por sermos pessoas melhores. Sam precisou que chegasse seu último dia de vida para descobrir o poder da empatia, do altruísmo e da gentileza. A nós, espero que não aconteça o mesmo.


Pedro Martins
é viciado em livros, filmes e séries e descobriu a magia por meio dos escritos de J.K. Rowling aos oito anos. Essa paixão o tornou webmaster do Potterish.com e o possibilitou escrever sobre literatura para diversos portais, do britânico The Guardian ao brasileiro Omelete. Agora, ele tem mais um lugar onde se aventurar: o blog da Intrínseca.