testeLivros durante a Primeira Guerra Mundial

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A Primeira Guerra Mundial foi um dos conflitos mais dramáticos e letais da história. Após cem anos, o assunto ainda é tema de vários livros, de títulos de não ficção a romances.

Confira algumas sugestões de obras com tramas ambientadas nesse período:

A última viagem do Lusitania, de Erik LarsonEm 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, um luxuoso transatlântico saiu de Nova York com destino a Liverpool, levando um número recorde de bebês e crianças a bordo. Era uma surpresa que os passageiros estivessem tão tranquilos, já que a Alemanha declarara os mares ao redor da Inglaterra zona de guerra e havia meses os submarinos alemães levavam terror ao Atlântico Norte. Com um trabalho de pesquisa minucioso, o livro se baseia em documentos oficiais, recortes de jornal, diários e obras escritas pelos sobreviventes sobre um dos maiores desastres marítimos da história mundial.

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Os maiores naufrágios no início do século XX

Catástrofe — 1914: A Europa vai à guerra, de Max HastingsEm 1914, a Europa mergulhou num conflito sem precedentes. A Primeira Guerra Mundial desfez impérios, aniquilou dinastias e transformou toda a geopolítica do Velho Mundo, marcando de fato o início do século XX. Em Catástrofe, Max Hastings examina as causas que conduziram ao início das hostilidades e acompanha as agruras de incontáveis homens e mulheres durante os primeiros meses de luta. Hastings também relata como, após o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand, as relações diplomáticas se degeneraram e os países europeus lançaram-se numa calamidade que deixaria um saldo de milhões de mortos, explora detalhes da realidade da guerra pelos olhos de estadistas, aristocratas, soldados e camponeses e oferece uma análise brilhante das decisões de líderes políticos e militares e pintando um retrato vívido do começo do conflito.

A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes — Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, então ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato dela que ele pintou. O quadro chama a atenção do novo comandante alemão, e Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.
Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv sente, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

link-externoVeja também a lista com livros sobre a Segunda Guerra Mundial.
A bondade nos tempos de guerra

testeOito livros sobre histórias durante a Segunda Guerra Mundial

Setenta anos após a morte de Adolph Hitler, as histórias passadas durante os anos em que o ditador nazista esteve no poder ainda emocionam e chocam. Para recordamos um dos períodos mais conturbados da história mundial, selecionamos uma lista com oito livros com tramas durante a Segunda Guerra Mundial.

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Marie-Laure, cega aos seis anos, vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural. Na Alemanha, o órfão e curioso Werner se encanta pelo rádio. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Anthony Doerr constrói um tocante romance sobre o que há além do mudo visível.

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Leia também: Toda luz que não podemos ver recebe o Pulitzer de ficção

O último dia dos nossos pais, de Joël Dicker — Neste livro, Dicker  aborda a criação da SOE (Executiva de Operações Especiais) e mostra como um serviço composto em sua maioria por amadores tornou-se uma das peças-chaves da Segunda Guerra Mundial. O autor relata um feito pouco conhecido da Resistência francesa e ao mesmo tempo constrói uma história sobre o ser humano e suas fraquezas.

No jardim das feras, de Erick Larson — O livro reconstitui a ascensão de Hitler sob a singular perspectiva do então embaixador norte-americano em Berlim e de sua filha — uma jovem divorciada que se envolve com importantes homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.

A Segunda Pátria, de Miguel Sanches Neto — Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas alia-se ao Terceiro Reich. Neste cenário alternativo, o autor desenvolve uma surpreendente história de amor enquanto subverte os fatos para criar um Brasil que não está nos livros de história, mas que nem por isso deixa de ser assustadoramente plausível.

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Leia também: Gente real, gente inventada

A menina que roubava livros, de Markus Zusak — Uma menina embrutecida pela guerra apela à literatura para driblar o nazismo então dominante. Rouba livros e confia às letras o poder de salvá-la daquela atrocidade. A história, narrada sob o inusitado ponto de vista da Morte, rendeu um dos mais elogiados best-sellers dos últimos tempos.

Inferno: o mundo em guerra 1939 -1945, de Max Hastings — Resultado de 35 anos de pesquisa, o livro traça um painel completo da Segunda Guerra Mundial em todas as linhas de frente, com enfoque na experiência humana. Em um volume único, Max Hastings entrelaça o testemunho de pessoas comuns e compõe uma narrativa capaz de revelar como foi viver, lutar e morrer em um mundo em conflito.

O diário de Helga, de Helga Weiss — Calcula-se que das 15.000 crianças que passaram pelo campo de Terezín, na antiga Tchecoslováquia, apenas 100 chegaram com vida ao fim da Segunda Guerra Mundial. Uma delas é Helga Weiss, que relata a vida no campo de concentração.

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Leia também: As cores do Holocausto

Os óculos de Heidegger, de Thaisa Frank — O livro mescla filosofia e romance em uma ficção inusitada. O cenário é a Operação Postal, programa nazista realizado durante a Segunda Guerra Mundial em que um grupo de intelectuais — salvos de fuzilamentos e dos campos de concentração pelo conhecimento de outras línguas — respondia às cartas enviadas aos mortos do Terceiro Reich.

teste#3 Testemunhas do Holocausto: a escritora Irène Némirovsky

Entre 1939 e 1945, mais de setenta milhões de pessoas morreram em consequência do maior conflito da Terra. Em Inferno, Max Hastings — um dos maiores historiadores militares do mundo, agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico pelo conjunto de sua obra e vencedor do Pritzker Military Library Literature Award —, reúne o testemunho de pessoas comuns que vivenciaram, direta e indiretamente, a Segunda Guerra Mundial.

O que viram as testemunhas de batalhas, ataques aéreos, massacres e afundamentos de navios? Por quais provações, medos e incertezas passaram civis, soldados e militares de alto escalão? Nesta nova seção do blog, Relatos do Inferno, destacaremos algumas das histórias narradas por Hastings, testemunhos capazes de revelar ao leitor do século XXI como foi viver, lutar e morrer em um mundo em guerra.

Testemunhas do Holocausto — a escritora Irène Némirovsky:

Muitos importantes testemunhos de vítimas do Holocausto foram preservados, mas um entre os mais espantosos foi revelado ao mundo apenas sessenta anos depois da morte de sua autora. Irène Némirovsky nasceu em Kiev, em 1903, filha de um rico banqueiro que deixara os guetos e pogroms ucranianos para se instalar em uma grande mansão em São Petersburgo. Ela cresceu num ambiente de luxo solitário, viajando com regularidade para a França com a família. Fugiram da revolução em 1917, passando por sofrimentos consideráveis até chegarem a Paris, dois anos depois, onde o pai refez sua fortuna. Irène escrevia desde os quatorze anos. Em 1927, publicou seu primeiro conto; quando a guerra começou, era uma figura literária estabelecida na França, autora de nove romances, um deles transformado em filme, além de casada e mãe de duas meninas. Em 1940, quando os alemães ocuparam Paris, retirou-se para uma casa alugada na aldeia de Issy-l’Eveque, em Saone-et-Loire. Ali, no ano seguinte, iniciou o que planejava ser uma trilogia sobre a guerra, com a escala épica de Guerra e paz. Irène tinha poucas ilusões sobre seu provável fim e escreveu com desespero em 1942: “Que isso termine, de uma forma ou de outra!” Embora convertida ao catolicismo, não houve como escapar ao flagelo imposto pelos nazistas: em 13 de julho, foi detida pela polícia francesa e deportada para Auschwitz, para ser assassinada em Birkenau, em 17 de agosto. Seu marido foi morto pouco depois.

Némirovsky havia concluído os dois primeiros volumes de sua obra notável. As filhas, que sobreviveram à guerra escondidas, preservaram, milagrosamente, os originais, escritos numa letra minúscula que refletia a escassez de tinta e de papel vivida pela autora. As moças só conseguiram ler esse exclusivo memorial mais de meio século depois. Então uma delas, Denise, transcreveu penosamente os originais, com a ajuda de uma lupa, e, hesitante, entregou o texto a um editor. Suíte francesa, publicado na França em 2004, tornou-se uma sensação mundial. O primeiro volume descreve a experiência francesa em junho de 1940 e as aflições de milhões de refugiados. O segundo concentra-se no relacionamento entre um soldado alemão do exército de ocupação e uma francesa. O pathos é extraordinário, de uma judia condenada a morrer retratando com aguda simpatia os sentimentos e o comportamento daqueles que seriam seus assassinos. O relato da sociedade francesa sob ocupação, seus sofrimentos e as manifestações silenciosas de coragem e de traição moral compõem um dos mais impressionantes legados literários da guerra. A análise fria e irônica e acompanhada por uma calorosa compaixão, demonstrada enquanto a autora aguardava uma morte em que, ela sabia, o povo francês era cúmplice dos alemães. Némirovsky passou a ser reconhecida como uma extraordinária testemunha de sua época e da tragédia de seu povo.

Leia outros Relatos do Inferno:
#1 Uma pintora russa retrata a agonia de sua cidade
#2 A glamorização da mão de obra feminina: Rosie, a rebitadeira, e Wendy, a soldadora

teste#2 A glamorização da mão de obra feminina: Rosie, a rebitadeira, e Wendy, a soldadora

Entre 1939 e 1945, mais de setenta milhões de pessoas morreram em consequência do maior conflito da Terra. Em Inferno, Max Hastings — um dos maiores historiadores militares do mundo, agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico pelo conjunto de sua obra e vencedor do Pritzker Military Library Literature Award —, reúne o testemunho de pessoas comuns que vivenciaram, direta e indiretamente, a Segunda Guerra Mundial.

O que viram as testemunhas de batalhas, ataques aéreos, massacres e afundamentos de navios? Por quais provações, medos e incertezas passaram civis, soldados e militares de alto escalão? Nesta nova seção do blog, Relatos do Inferno, destacaremos algumas das histórias narradas por Hastings, testemunhos capazes de revelar ao leitor do século XXI como foi viver, lutar e morrer em um mundo em guerra.

#2 A glamorização da mão de obra feminina: Rosie, a rebitadeira, e Wendy, a soldadora

“Rosie, a rebitadeira, que se tornou ícone do feminismo americano, era Rose Will Monroe, de 22 anos, natural do condado de Pulaski, em Kentucky. Como milhões de americanas, ela foi realocada para contribuir com o esforço de guerra — em seu caso, para as linhas de montagem de B-24 e B-29 em Willow Run, em Ypsilanti, Michigan. Ela foi transformada em estrela de um filme de propaganda, e, em maio de 1943, Norman Rockwell produziu uma famosa pintura de Rosie, a rebitadeira, publicada como capa da revista Saturday Evening Post, embora sua modelo tenha sido uma telefonista de Arlington, Virginia. Em 1944, vinte milhões de americanas trabalhavam, um aumento de 57% em relação a 1940. O progresso dos direitos civis da população negra nos Estados Unidos, apesar de extremamente vagaroso, foi acentuado, de forma significativa, pelo recrutamento de afro-americanas pelas fábricas, servindo ao lado de mulheres brancas. Todas as operárias, porém, recebiam salários muito menores, numa média 31,50 dólares por semana, enquanto os homens ganhavam 54,65 dólares. Muitas foram empregadas em estaleiros, o que originou outra personagem de propaganda, Wendy, a soldadora, inspirada em Janet Doyle, do estaleiro Liberty, da Kaiser, em Richmond, Califórnia.

Mulheres rebitadeiras em um estaleiro americano em 1942/ Crédito: Corbis

Outra “Rosie” que despertou muita publicidade foi Shirley Karp Dick, que recebeu seis dólares para posar para fotos, a mais famosa das quais a mostra pisoteando o Mein Kampf de Hitler. O Canadá seguiu o mesmo caminho, promovendo “Ronnie, a garota das metralhadoras Bren”.

Wendy Richmond

Leia outros Relatos do Inferno:
#1 Uma pintora russa retrata a agonia de sua cidade

testeUma pintora russa retrata a agonia de sua cidade

Entre 1939 e 1945, mais de setenta milhões de pessoas morreram em consequência do maior conflito da Terra. Em Inferno, Max Hastings — um dos maiores historiadores militares do mundo, agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico pelo conjunto de sua obra e vencedor do Pritzker Military Library Literature Award —, reúne o testemunho de pessoas comuns que vivenciaram, direta e indiretamente, a Segunda Guerra Mundial.

O que viram as testemunhas de batalhas, ataques aéreos, massacres e afundamentos de navios? Por quais provações, medos e incertezas passaram civis, soldados e militares de alto escalão? Nesta nova seção do blog, Relatos do Inferno, destacaremos algumas das histórias narradas por Hastings, testemunhos capazes de revelar ao leitor do século XXI como foi viver, lutar e morrer em um mundo em guerra.

Um homem faminto com um pedaço de pão em Leningrado em 1941 Foto: Akg Images

Um homem faminto com um pedaço de pão em Leningrado em 1941
Foto: Akg Images

Uma pintora russa retrata a agonia de sua cidade

Elena Martilla, dezoito anos, vivia na Leningrado sitiada em que vinte mil pessoas morriam por dia.

“Numa academia de artes, o velho professor Yan Shabolsky chamou sua aluna mais brilhante, Elena Martilla, de dezoito anos. “Lena” disse ele, “as coisas estão ficando muito ruins. Não espero sobreviver. Mas alguém precisa registrar o que está acontecendo. Você faz retratos, portanto faça retratos do povo de Leningrado sob o cerco — retratos honestos, mostrando como sofrem nessas circunstâncias diabólicas. Precisamos preservar isso para a humanidade. As gerações vindouras precisam ser alertadas sobre o horror absoluto da guerra.”

Elena Martilla passou a percorrer as ruas, fazendo esboços tão rápidos quanto o frio e a fraqueza lhe permitiam de rostos esticados, exaustos, encovados e vazios em consequência de uma escala de privações que nenhuma outra civilização da Europa moderna havia conhecido. Ela notou que muitos adultos reagiam fechando-se emocionalmente, tornando-se passivos e retraídos, parecendo sonambúlicos. As crianças, porém, ficavam estranhamente alertas: um menino fez, aos seus amedrontados companheiros adultos num abrigo, um comentário vívido e espirituoso sobre um ataque da Luftwaffe. Escreveu ela: “Era como se aquele menino houvesse envelhecido cinquenta anos em cinquenta dias — seu rosto parecia tão velho, e, através desse envelhecimento forçado, senti que lhe roubaram a inocência da infância. Era assustador ouvir sua curiosidade natural presa à medonha maquinaria da guerra (…) Examinei seu rosto com mais atenção e vi nele uma peculiar sabedoria. O que vislumbrei, naquele momento, me chocou: percebi que uma criança podia parecer um sábio ancião. Na agonia que sofríamos, algo extraordinário havia, por um instante, adquirido vida.”

testeLivros da Intrínseca já estão à venda na Amazon e no Google Play

Nesta madrugada, a Amazon e o Google Play iniciaram a comercialização de livros eletrônicos no Brasil, e os 105 e-books da Intrínseca já estão à venda. Com o lançamento simultâneo das versões impressa e digital, a editora possuí 50% de seu catálogo convertido, também disponível na iBookstore e em outras 27 lojas nacionais.

Às vésperas de completar um ano da comercialização de e-books, iniciada em 15 de dezembro de 2011, a Intrínseca alcança a marca de 75 mil títulos baixados, impulsionada pelo sucesso da trilogia Cinquenta tons de cinza — que já figura entre os mais vendidos da Amazon e do Google Play.

Para garantir a qualidade, todo o processo de produção dos livros digitais foi internalizado. Depois de convertidos, os títulos recebem da equipe editorial o mesmo tratamento destinado a um novo livro: passam por mais uma revisão e pela aprovação do editor responsável pelo título. Além de assegurar a fidelidade do conteúdo, a qualificação da equipe permite a publicação de e-books sofisticados como Guerra e Spray, de Banksy, e Paris versus New York, de Vahram Muratyan, duas obras de arte cujas versões digitais serão lançadas pela primeira vez no mundo pela Intrínseca.

Preços promocionais

Durante este mês, as versões digitais de sete títulos da editora estarão com preços promocionais em todas as lojas. São eles: Argo, de Antonio Mendez e Matt Baglio, livro que inspirou o filme homônimo dirigido por Ben Affleck; A culpa é das estrelas, romance de John Green que acaba de ser eleito o melhor do ano pela revista Time; Inferno, obra monumental do premiado historiador Max Hastings sobre a Segunda Guerra Mundial; os novos clássicos A menina que roubava livros, de Markus Zusak, e Um dia, de David Nicholls; O segundo suspiro, de Phellipe Pozo di Borgo, que inspirou o sucesso de bilheteria francês Intocáveis; e o romance A última carta de amor, de Jojo Moyes.

Ranking dos 15 e-books mais vendidos da Intrínseca:

1 – Cinquenta tons de cinza, de E L James
2 – Cinquenta tons mais escuros, de E L James
3 – Cinquenta tons de liberdade, de E L James
4 – Um dia, de David Nicholls
5 – Os arquivos perdidos: os Legados da Número Seis, de Pittacus Lore
6 – A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan
7 – A arte de viajar, de Alain de Botton
8 – Amanhecer, de Stephenie Meyer
9 – Os arquivos perdidos: os Legados do Número Nove, de Pittacus Lore
10 – A menina que roubava livros, de Markus Zusak
11 – Fuga do campo 14, de Blaine Harden
12 – A última carta de amor, de Jojo Moyes
13 – Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
14 – Crepúsculo, de Stephenie Meyer
15 – A culpa é das estrelas, de John Green

testeSouvenirs do Inferno

Editora de Não Ficção da Intrínseca, Livia de Almeida esteve em Londres após o fechamento de Inferno: o mundo em guerra 1939-1945, que traça um vasto painel da Segunda Guerra Mundial. Diante de registros do período histórico relatado no livro, ela não se conteve em dividir sua experiência com os colegas da editora que também participaram do processo de publicação. Às vésperas do lançamento, para dar continuidade à corrente, nós do Blog da Intrínseca decidimos compartilhar o texto e as imagens dessa visita para vocês sentirem um pouco do que vem pela frente na obra monumental de Max Hastings.

Oi queridos,

Muitas lembranças de Inferno. Afinal, neste domingo, dia 11 de novembro é Remembrance Day, ocasião em que se homenageiam os veteranos de guerra e se lembram os mortos. Por isso, nossa história está presente a cada esquina, nas lapelas enfeitadas com papoulas (há uma poesia de um soldado da I Guerra que fala das vidas que se perderam nos campos de papoulas de Flandres, daí a flor virou um símbolo) e em canteiros com papoulinhas lembrando os caídos. A primeira foto que estou mandando é de um deles que homenageia os mortos do Comando de Caça, os rapazes que enfrentavam os aviões alemães durante a blitz. Saca só o número. Não consegui tirar uma foto decente do canteiro da RAF. Era tão grande que eu acabei cortando a cruz. Como contava nosso autor, pertencer à força aérea aumentava MUITO a chance de virar papoula. Foto 1

Hoje fui no Churchill War Rooms, cenário mencionado à exaustão no livro: o bunker subterrâneo onde ocorriam as operações. Bicho, ele era protegido, mas non troppo. Rolou uma mão de Deus. Quando cheguei na sala de controle, onde fica a cadeira do homem, ela estava tomada por um grupo de VETERANOS cheios de medalhas. De uniforme. Fiquei até emocionada. Vejam na foto 2. O sujeito de terno segura na cadeira usada por Churchill. A sala dos mapas era o centro nervoso daquela confusão toda. No dia 16 de agosto de 1945, o povo desligou a luz, fechou a porta e deixou tudo como estava. É meio impressionante. Um sujeito chegou a fazer uma caricatura do Hitler numa parede. A vida devia ser um tédio. Todo mundo fumava, não havia janelas, óbvio, não havia ventilação, e pior de tudo, não havia BANHEIROS COM ÁGUA CORRENTE. Ou seja, o cheiro devia ser insuportável. Na cabeceira de Winston tem um charuto de prontidão. Vejam a foto 3.

No domingo, fui ao Imperial War Museum, onde nosso autor fez suas pesquisas. Tem uma imensa biblioteca e arquivos power. Para o turista casual, como eu, o que impressiona são os armamentos em exposição no saguão como o Stuka nazista, os tanques Tigre e Sherman. Tem até bombas lançadas sobre a cidade e não detonadas. Mas o que mais me encantou foi o decodificador Enigma, usado para hackear as comunicações dos nazistas. Fotos 4, 5, 6 e 7. (Tem um depoimento de um oficial que diz que as comunicações Ultra — aquelas decodificadas — não ganharam a guerra, mas a guerra não teria sido ganha sem Ultra).

Saí desse museu muito passada. A exposição sobre o holocausto é devastadora. Bom, e aí está o homem, Winston Churchill, com um ar atormentadíssimo, diante do Parlamento. É a foto 8. E, para encerrar, esbarrei com o monumento aos mortos das duas guerras, onde acontecerão comemorações de domingo, dia do armistício. Estarei aqui para ver. Às 11h do dia 11 de novembro, todo mundo vai fazer dois minutos de silêncio.

Pode parecer esquisito, mas lembrei de Inferno e pensei em vocês. Espero não ter abarrotado as caixas postais.
Beijos para todos,
Livia de Almeida

 

Resultado de 35 anos de pesquisa do jornalista Max Hastings, Inferno: o mundo em guerra 1939-1945o traça um vasto painel da Segunda Guerra Mundial em todas as linhas de frente, com enfoque na experiência humana. O testemunho de pessoas comuns, documentado em cartas, diários e memórias, ajuda o autor a ir além da mera narrativa de uma sequência de eventos e a revelar ao leitor do século XXI como foi viver, lutar e morrer em um mundo em guerra.

MAX HASTINGS é um dos maiores historiadores militares do mundo, com mais de vinte livros publicados. Como jornalista, participou da cobertura de onze conflitos em lugares como o Vietnã e as ilhas Falklands e foi editor dos jornais Daily Telegraph e Evening Standard. Pelo conjunto de sua obra, ele foi agraciado em 2002 com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Atualmente, vive em West Berkshire, na Inglaterra, com sua mulher, Penny.

testeESTANTE INTRÍNSECA – LANÇAMENTOS DE NOVEMBRO

7/11 – Paris versus New York, de Vahram Muratyan

Com traços simples e perspicazes, as ilustrações bem-humoradas de Vahram Muratyan revelam detalhes, clichês e contradições de duas das cidades mais míticas do mundo. Nascido em Paris, de origem armênia, Muratyan sempre se surpreendeu com o humor imprevisível da cidade e sua capacidade de refletir a essência de seus habitantes. Em 2010, uma estadia prolongada em Nova York suscitou a inevitável comparação entre sua charmosa cidade natal e a agitada metrópole que o encantou. Do desejo de compartilhar seus insights diários com os amigos e com a família surgiu o blog Paris versus New York, que recebeu mais de cinco milhões de visitas em um ano. Em 2012, sua sofisticada batalha visual foi reunida em livro.
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Assista à animação de Tony Miotto inspirada em Paris versus New York 

8/11 – Cinquenta tons de liberdade, de E L James

No desfecho de Cinquenta tons de cinza, trilogia adulta que se tornou um sucesso editorial sem precedentes, a paixão avassaladora entre Anastasia Steele e Christian Grey evoluiu, em um curto espaço de tempo, para um sentimento mais profundo que transformou a vida do casal. Os dois estão se acertando: Ana torna-se mais segura a cada dia, e Christian lentamente permite-se relaxar e confiar nela. Tudo leva a crer que eles estejam caminhando para um desfecho digno de conto de fadas. Mas ainda há contas a acertar com o passado.
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Leia também:
Cinquenta tons de liberdade em e-book

Box da Trilogia Cinquenta tons de cinza entra em pré-venda

10/11 – Estado de graça, de Ann Patchett

Vencedora do Prêmio Orange, do PEN/Faulkner Award e finalista do National Book Critics Circle Award, a norte-americana Ann Patchett é autora de cinco romances, foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes pela revista Time em 2012 e é proprietária de uma livraria independente em sua cidade natal, Nashville, Tennessee. Em Estado de graça, seu romance mais recente, a farmacêutica Marina Singh trabalha para uma grande empresa norte-americana e precisa viajar para a Amazônia com o objetivo de investigar a misteriosa morte de seu colega de trabalho, Anders Eckman. O gentil pesquisador foi enviado para o coração da selva atrás da Dra. Annick Swenson, uma brilhante e controversa cientista que vive em uma tribo isolada na floresta. Mas assim como os métodos empregados pela Dr. Swenson, o progresso da pesquisa é totalmente obscuro até para o alto escalão da empresa que a financia.
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10/11 – O colapso de tudo, de John Casti

Renomado matemático especializado em teorias dos sistemas, John Casti avisa: o mundo moderno está cada vez mais frágil. O alto grau de complexidade dos sistemas essenciais torna a sociedade progressivamente mais vulnerável a eventos extremos (os eventos X) — acontecimentos raros e inesperados capazes de pôr o modo de vida contemporâneo em xeque. Em O colapso de tudo, Casti examina a probabilidade de ocorrência de eventos extremos provocados pelo próprio homem, indo de um prolongado apagão na internet ao esgotamento dos combustíveis, ou de uma pandemia global à desativação de todos os aparelhos eletrônicos por um pulso eletromagnético.
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24/12 – Noite infeliz, de Seth Grahame-Smith

Em uma manjedoura, um jovem casal dá as boas-vindas ao filho recém-nascido. Três desconhecidos surgem de repente, oferecendo proteção e preciosos presentes ao futuro Rei dos Reis. Ao recontar uma das mais famosas passagens da história da humanidade, Seth Grahame-Smith utiliza sua poderosa imaginação para criar uma emocionante fábula sobre fé e caridade, sem deixar de fora as batalhas sangrentas e criaturas míticas que conquistaram o mundo em Orgulho e preconceito e zumbis e Abraham Lincoln: caçador de vampiros.
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01/12 – Inferno, Max Hastings

Um dos maiores historiadores militares do mundo, com mais de vinte livros publicados, o jornalista Max Hastings participou da cobertura de onze conflitos em lugares como o Vietnã e as ilhas Falklands e foi editor dos jornais Daily Telegraph e Evening Standard. Pelo conjunto de sua obra, ele foi agraciado em 2002 com o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Resultado de 35 anos de pesquisa, Inferno traça um vasto painel da Segunda Guerra Mundial em todas as linhas de frente, com enfoque na experiência humana. O testemunho de pessoas comuns, documentado em cartas, diários e memórias, ajuda Hastings a ir além da mera narrativa de uma sequência de eventos e a revelar ao leitor do século XXI como foi viver, lutar e morrer em um mundo em guerra.
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01/12 – O pesadelo, de Lars Kepler

Após conquistar os leitores em O hipnotista, Lars Kepler os deixa sem fôlego com um novo quebra-cabeça, cujas peças o detetive mais carismático, intuitivo e obstinado da Suécia precisa encaixar. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações.
Leia um trecho

Leia também:
A sombria fábrica de Seth Grahame-Smith e Tim Burton

Conheça os lançamentos de ficção para jovens no Blog das Séries.

testeBem-vindo 2012! Veja o que 2011 lhe reservou

Uma lista com os melhores livros publicados em 2011 nos apresenta mais do que uma retrospectiva do ano que se despede, é também um indicativo das expectativas reservadas para o próximo. Além da habitual seleção entre as obras já publicadas, escolhidas conforme a recepção do público e da crítica, as listas internacionais de final de ano são um bom termômetro para medir o impacto do que chegará por aqui. Em meio aos livros destacados por alguns dos veículos de maior prestígio em 2011, estão alguns títulos que publicaremos: The Art of Fielding, de Chad Harbach, presente nas listas do The New York Times e da Amazon; State of Wonder, de Ann Patchett, destaque na Publishers Weekly, no The Washington Post e na revista Time; In the Garden of Beasts (No jardim das feras), de Erik Larson, o 10° livro de não ficção mais vendido nos EUA e indicado na seleção da Amazon; The Night Circus (O circo da noite), de Erin Morgenstern, também entre os 10 mais da Amazon; e Inferno, de Max Hastings, presente na lista da Time.

Última retrospectiva de 2011 — Os melhores títulos publicados

Entre os 50 títulos publicados em 2011, A lebre com olhos de âmbar — relato de Edmund de Waal sobre a trajetória de sua família que tem como ponto de partida uma coleção de netsuquês (miniaturas japonesas entalhadas em madeira) — foi considerado pela crítica nacional um dos melhores livros do ano. Em meio aos personagens dessa história real está Charles Ephrussi, merchant que serviu de inspiração para Marcel Proust na criação do esteta Swann de Em busca do tempo perdido. Proust também é referência em Como Proust pode mudar sua vida, livro do filósofo Alain de Botton, reeditado em 2011, que analisa os ensinamentos presentes na obra e na correspondência do autor francês. De Botton, a propósito, esteve em novembro no país para lançar o inédito e polêmico Religião para ateus, uma defesa ao reconhecimento de conceitos religiosos como importantes aliados para mudanças culturais na sociedade contemporânea.

Grito de guerra da mãe-tigre, da sino-americana Amy Chua, também foi destaque no ano. A professora de Direito da Universidade de Yale chocou a opinião pública ao apresentar os métodos rígidos utilizados na educação das duas filhas, estudantes brilhantes. Mais um relato real, só que direto da zona de conflito, é Guerra, do jornalista Sebastian Junger. Além do livro, sua experiência de quinze meses no Afeganistão, ao lado das tropas americanas, resultou no documentário Restrepo, indicado ao Oscar. Outras disputas norte-americanas, agora nos bastidores da corrida presidencial, foram retratadas em Virada no jogo – Como Obama chegou à Casa Branca, de John Heilemann, colunista da revista NewYork, e Mark Halperin, da Time.

Entre as ficções que se sobressaíram, muitas foram — ou estão sendo — adaptadas para o cinema. É o caso da história do casal Dexter e Emma, personagens do romance Um dia, de David Nicholls, cuja versão cinematográfica estreou recentemente em circuito nacional. Precisamos falar sobre o Kevin, romance de Lionel Shriver vencedor do Prêmio Orange de 2005, entra em cartaz em 27 de janeiro, e a protagonista, Tilda Swinton, está concorrendo ao Globo de Ouro de melhor atriz. Em 2011 publicamos outro livro da autora, Dupla Falta, que explora a relação de um casal de tenistas e as consequências da competição extrema entre marido e mulher. Já a adaptação do thriller O hipnotista é dirigida pelo sueco Lasse Hallström e tem estreia prevista para este ano. No primeiro título da trilogia de Lars Kepler, a única testemunha de um massacre está traumatizada demais para falar e, na tentativa de solucionar o caso, o detetive Joona Linna recorre a um ex-hipnotista.

Em  2011 também tivemos Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em que Alyson Noël  lançou Infinito, o sexto e último título da série Os imortais. A autora, que já vendeu mais de 300 mil exemplares no Brasil, embarcou em uma turnê de lançamentos pelas cidades de Brasília, Campinas, Curitiba, Salvador e São Paulo. Ainda para os jovens leitores, foram publicadas duas obras de Rick Riordan, o ex-professor de história que se transformou em fenômeno editorial. As aventuras foram O herói perdido, da série Os heróis do Olimpo, e O trono de fogo, de As crônicas dos Kane.

Fechando o ano, A parisiense – O guia de estilo de Ines de la Fressenge, de Ines de la Fressange e Sophie Gachet, tornou-se o hit do verão. No guia, que já vendeu mais de 300 mil exemplares em todo o mundo, a modelo exclusiva de Chanel nos anos 1980, atual rosto internacional da L’Oréal e ícone da elegância na França conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda.