teste9 dicas de livros para o Dia das Crianças!

 

Confira a nossa lista com 9 leituras imperdíveis para crianças:

 

João & Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti — O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti recontam o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

Obra vencedora da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016 e também contemplada com o selo Altamente Recomendável.

Indicado para leitores a partir de 6 anos.

 

Série Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell — Os vikings são uma parte importante da história mundial. E nada melhor que acompanhar as aventuras do adorável Soluço Spantosicus Estrondus III,  herdeiro da tribo dos Hooligans Cabeludos, e de seu dragão Banguela. A série que inspirou a animação da DreamWorks é composta por 12 volumes — o último será publicado em janeiro de 2017.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

 

Os piores pirralhos do mundo, de David Walliams — Nestas dez histórias tão divertidas quanto horripilantes, tão criativas quanto nojentas, David Walliams faz os pequenos leitores morrerem de rir com os pirralhos mais malcriados, mais bagunceiros e mais adoráveis do mundo. [Leia +]

Indicado para leitores entre 8 e 10 anos.

 

Robô selvagem, de Peter Brown — Roz é uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha em uma ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas está programada para sobreviver. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um elo com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou até ali, está prestes a retornar para assombrá-la. [Saiba mais]

Peter Brown é autor também de Minha professora é um monstro (Não sou, não) Sr. Tigre solto na selva.

Indicado para leitores entre 8 e 10 anos.

 

Somos todos extraordinários, de R. J. Palacio — Resgatando elementos do romance Extraordinário e inserindo os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do protagonista, Auggie, Somos todos extraordinários vai deliciar os leitores que já se emocionaram e os que ainda vão se emocionar com essa incrível história de superação, amizade e, acima de tudo, amor.Destrua este diário em cores

Indicado para leitores até 10 anos.

 

Extraordinário, de R.J. Palacio — conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e enfrenta o grande desafio de frequentar a escola pela primeira vez. Com momentos comoventes e outros descontraídos, o livro consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos a seu redor: família, amigos e comunidade.

Indicado para leitores a partir de 12 anos.

 
Fantasma, de Jason Reynolds — Fantasma é um garoto que sempre soube que correr era o seu forte, mas nunca levou a atividade muito a sério. Até que, certo dia, ele disputa uma corrida contra um dos melhores atletas de uma equipe que está treinando na pista de atletismo do parque. E vence. O treinador quer ele entre para a equipe de qualquer jeito. O problema é que Fantasma tem muita raiva dentro de si e também um passado que tenta desesperadamente deixar para trás.

Finalista do National Book Award de 2016, um dos prêmios literários de maior relevância no mercado, Fantasma aborda com leveza temas como bullying, representatividade, invisibilidade social e racismo. [Leia +]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

 

Geekerela, de Ashley Poston — Quando Elle, nerd de carteirinha, descobre que sua série favorita vai ganhar uma refilmagem hollywoodiana, ela fica dividida. Antes de morrer, o pai lhe transmitiu a paixão por aquele verdadeiro clássico da ficção científica, e agora ela não quer que suas lembranças sejam arruinadas por astros pop e fãs que nunca ouviram falar da série. O divertido romance traz a clássica história de Cinderela para os dias de hoje e aborda temas como internet, independência da mulher, indústria do cinema e cultura nerd. [Saiba mais]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

Para todos os garotos que já amei, de Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, a vida amorosa de Lara Jean se transforma. [Leia +]

Indicado para leitores a partir de 14 anos

 

teste9 leituras imperdíveis para crianças

 

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Confira a nossa lista com 9 leituras imperdíveis para crianças:

 

O livro sem figuras, de B.J. Novak
Combinando simplicidade e criatividade de forma engenhosa, O livro sem figuras inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

Recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.

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João & Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti

O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti recontam o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

Obra vencedora da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016 e também contemplada com o selo Altamente Recomendável.
Indicado para leitores a partir de 6 anos.

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As inusitadas histórias de David Walliams

Dentistas sinistras, ratos que dançam break e tias trapaceiras são só alguns dos inusitados personagens criados por David Walliams, escritor que se tornou um fenômeno da literatura infantojuvenil na Inglaterra. Ator, roteirista e escritor premiado, Walliams trata com muito bom humor os dramas da vida da criança, sempre com muito respeito à inteligência dos leitores.

Indicado para leitores a partir de 10 anos.
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As descobertas de Peter Brown

Em duas narrativas sensíveis sobre a construção da identidade, o premiado escritor e ilustrador Peter Brown mostra, em Minha professora é um monstro!, como as aparências enganam (e como professores podem ser incríveis) e, em Sr. Tigre solto na selva, como descobrir seu lugar no mundo.

Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.
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Série Os Dois Terríveis, de Jory John e Mac Barnett

Uma série sobre amizade e companheirismo, Os Dois Terríveis narra as aventuras de uma dupla de pregadores de peças que aterrorizam um cidade até então pacata, o Vale do Bocejo. Ricamente ilustrada, a série também é recheada de piadas hilárias.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.
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Série Os irmãos Tapper, de Geoff Rodkey

Com uma narrativa totalmente original, incluindo fotos, capturas de tela dos jogos, registros de chats e muitas mensagens trocadas pelo celular entre os pobres pais dos beligerantes, Os irmãos Tapper mostra, de forma autêntica e hilária, os conflitos entre dois irmãos adolescentes numa era saturada de recursos visuais e digitais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

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Série Frank Einstein, de Jon Scieszka

Com robôs e muitas experiências, Jon Scieszka apresenta conceitos de ciência de maneira fácil e divertida, criando histórias sobre disputas, espionagem e amizade. Frank Einstein é um menino de dez anos que adora passar o tempo no laboratório montado na garagem do avô, explorando ciência com inventos muito originais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

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O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert

Inspirada no jogo educativo on-line, a história acompanha três amigos que embarcam em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

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Série Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell

Os vikings são uma parte importante da história mundial. E nada melhor que acompanhar as aventuras do adorável Soluço Spantosicus Estrondus III,  herdeiro da tribo dos Hooligans Cabeludos, e de seu dragão Banguela. A série que inspirou a animação da DreamWorks é composta por 12 volumes — o último será publicado em janeiro de 2017.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

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testeIntrínseca ganha Prêmio FNLIJ por melhor tradução de livro de Neil Gaiman

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A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil anunciou os vencedores do Prêmio FNLIJ 2016.  João e Maria, de Neil Gaiman, foi o grande vencedor da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto. A obra, publicada em 2015, revisita a história clássica dos irmãos Grimm, com ilustrações de Lorenzo Mattotti, e foi traduzida por Augusto Calil.

Além do prêmio de melhor tradução, João e Maria recebeu o selo Altamente Recomendável. “Ficamos muito felizes com a premiação. Neil Gaiman reconta o clássico João & Maria com mestria e resgata o clima sombrio da história original.  Augusto Calil, com muita habilidade, conseguiu trazer para a edição brasileira a mesma atmosfera assustadora”, comemora Cristhiane Ruiz, editora de ficção jovem.

O livro sem figuras, de B.J. Novak, também recebeu o selo Altamente Recomendável concedido pela fundação, que seleciona anualmente os melhores livros para indicação a crianças e jovens.

Os certificados de premiação serão entregues na cerimônia de abertura do 18º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens que acontece entre os dias 8 a 19 de junho, no Rio de Janeiro. A Intrínseca terá um estande com uma seleção especial de títulos e materiais exclusivos voltados para o público infantil, juvenil e professores.

teste13 histórias para um Dia das Bruxas mais assustador

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Para comemorar o Dia das Bruxas, preparamos uma lista de alguns livros da Intrínseca com monstros, zumbis, bruxas, criaturas inomináveis e terror em geral. Confira!

1- João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti: Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria.

2- O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis. Um homem cometeu suicídio, despertando forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas.

3- Caixa de pássaros, de Josh Malerman: Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e que alterna passado e presente, o livro conta uma incrível história de terror psicológico em um mundo pós-apocalíptico.

4- Orgulho e Preconceito e Zumbis, de Jane Austen e Seth Grahame-Smith: Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. Conseguirá ela subjugar as crias de Satã e superar os preconceitos sociais dos grandes aristocratas ingleses?

5- O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers: Uma peça teatral estrelada por uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. Pouco se sabe a respeito do texto original, exceto que seus leitores são levados à loucura, condenando sua alma à perdição.

6- Caçadores de Trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus: Jim Sturges é um típico adolescente de San Bernardino, até que um mistério de décadas ressurge, ameaçando a vida de todos os moradores da aparente entediante cidadezinha. Um livro sobre medos e criaturas que se ocultam onde menos esperamos.

7- Titia Terrível, de David Walliams: Uma menininha não sabe que perdeu os pais em um acidente de carro, pois passou meses em coma. Ao despertar, ela precisará fazer de tudo para escapar das tramoias da tia, uma mulher malvada interessada na herança da sobrinha, e de sua coruja mal-humorada.

8- Half Bad, de Sally Green: Na Inglaterra, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras.

9- Abraham Lincoln: Caçador de vampiros, de Seth Grahame-Smith: Indiana, 1818. Sob o luar que se insinua por entre a densa floresta, uma pequena cabana se destaca. Dentro dela, o pequeno Abraham Lincoln, com apenas nove anos, está ajoelhado ao lado da cama em que a mãe agoniza. Anos mais tarde, o magoado Abe descobriria que o mal que vitimou sua mãe foi, na realidade, obra de um vampiro. Dotado de impressionantes altura, força e habilidade, ele traça um plano de vingança que acabará por levá-lo à Casa Branca.

10- Filme noturno,de Marisha PesslEm uma noite fria de outono, Ashley Cordova é encontrada morta em um armazém abandonado em Manhattan. Embora a polícia suspeite de suicídio, o jornalista Scott McGrath acredita que exista algo mais por trás dessa história. Seu interesse pelo caso não é gratuito: Ashley é filha do famoso e recluso diretor de filmes de terror Stanislas Cordova, um homem que não é visto em público há mais de 30 anos e que, no passado, teve um papel trágico na vida de McGrath.

11- Objetos cortantes, de Gillian Flynn: A repórter Camille Preaker precisa retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille começa a desvendar segredos familiares perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

12- Lugares escuros, de Gillian Flynn: Libby Day tinha apenas sete anos quando testemunhou o brutal assassinato da família. O acusado do crime foi seu irmão mais velho, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, ao ser procurada por um grupo de pessoas convencidas da inocência de seu irmão, Libby começa a se fazer as perguntas que até então nunca ousara formular. Será que a voz que ouviu naquela noite era mesmo a do irmão?

13- Até você ser minha, de Samantha Hayes: A assistente social Claudia parece ter uma vida perfeita. À espera do bebê que sempre desejou, ela vive em uma linda casa com seu marido que a ama incondicionalmente. Até que Zoe — a babá contratada para ajudá-la quando a criança nascer — entra na sua vida. Claudia passa a desconfiar de Zoe. E um dia as suspeitas se tornam um medo real.

 

link-externoLeia também: 13 thrillers

testeLista Dia das Crianças

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Selecionamos algumas sugestões de presentes para o Dia das Crianças. Tem livro para os pequenos, para os que gostam de ciência, para os bagunceiros, para os que gostam de mitologia, de contos clássicos e muito mais!

Confira:

O livro sem figuras, de B. J. Novak — Combinando simplicidade e criatividade de forma engenhosa, o livro inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

A espada do verão, de Rick Riordan — Primeiro livro da nova série do autor: Magnus Chase e os deuses de Asgard. Desde a morte da mãe, em um acidente misterioso, Magnus vive nas ruas de Boston, até que um dia descobre um segredo improvável: ele é filho de um deus nórdico. Magnus vai ter que enfrentar trolls, gigantes e outros monstros para impedir o fim do mundo. O novo herói de Rick Riordan vai empreender uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos.

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Leia também 9 fatos inusitados sobre Magnus Chase

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Extraordinário, de R. J. Palacio  — Auggie nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso, ele nunca havia frequentado uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Frank Einstein e o eletrodedo, de Jon Scieszka — O esperto inventor-mirim Frank está trabalhando para criar o “eletrodedo”, um dispositivo que pode fornecer energia solar de graça para a sua cidade. Mas para isso vai ter que enfrentar seu arqui-inimigo T. Edison, que deseja controlar toda a eletricidade de Midville monopolizando as fontes de energia e ficar ainda mais rico. Sequência de Frank Einstein e o motor antimatéria, este segundo livro da série mostra que é possível aprender ciências de um jeito bem divertido.

Minha professora é um monstro, de Peter Brown — Beto tem a pior professora do mundo. Ela ruge, bate o pé e deixa sem recreio as crianças que gostam de jogar aviõezinhos de papel. Ela é um monstro! Por sorte, Beto sempre tem os fins de semana para se divertir e brincar no parque. Até que um dia… ele encontra sua professora em seu lugar preferido. Com humor leve e belas ilustrações, o livro ensina que nem sempre as pessoas são o que parecem.

Os Dois Terríveis, de Jory John e Mac Barnett — Miles era o garoto mais terrível de sua escola, mas acaba de se mudar para a entediante cidade de Vale do Bocejo, conhecida unicamente por suas muitas vacas. Só que Vale do Bocejo já tem um rei das travessuras. E dos bons. Se quiser roubar o posto, Miles vai ter que se superar.

João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti — Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. Em uma bela edição de capa dura, Gaiman reconta com maestria a clássica história que vem encantando gerações até hoje.

Cidades de Papel, de John Green — Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que, certa noite, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que Margo desapareceu. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.

untitledTitia Terrível, de David Walliams — Nesta aventura repleta de surpresas e ricamente ilustrada, o leitor vai conhecer Stella, uma menina de 12 anos, única herdeira da Mansão Saxby. O problema é que a terrível tia Alberta e sua coruja gigante vão fazer de tudo para roubar a herança da menina. Elas só não imaginam que Stella conta com a ajuda de um fantasma e os dois juntos vão unir forças para enfrentar a tia e impedir que ela fique com o único bem da  sobrinha.

O mundo imaginário de…, de Keri Smith — Nesse livro, Keri Smith propõe um mundo inteiramente novo, com nomes, mapas, moeda, habitantes e histórias que o próprio leitor deverá criar com a ajuda do livro.

Percy Jackson e os deuses gregos, de Rick Riordan — Com muito humor e tiradas sarcásticas, Percy Jackson explica sua versão da mitologia grega para a criação do mundo e dá aos leitores sua visão pessoal sobre quem é quem na Grécia Antiga, de Apolo a Zeus. Edição de luxo, em capa dura, inteiramente colorida e ilustrada por John Rocco.

Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell — Divertida aventura que se passa num mundo mítico de vikings corpulentos e dragões ferozes. A história gira em torno de Soluço, um adolescente franzino que vive na ilha de Berk, onde precisa capturar e treinar o dragão mais impressionante de todos. Soluço tem um coração viking, mas não é o herói que seu pai queria que ele fosse. Ao se unir a Banguela, um dragão teimoso, mal-educado e nada ameaçador, finalmente o menino tem a chance de mostrar quem realmente é. Inteiramente ilustrado, este é o primeiro livro da série Como treinar o seu dragão, sucesso no mundo inteiro.

testeFome e abandono

Por Mário Feijó*

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Neil Gaiman é o autor que tornou a Morte pop. Na década de 1980, os fãs de quadrinhos se dividiam: de um lado, a Morte na sua versão Marvel, a clássica senhora com sua foice, assustadora e macabra, amante infiel do vilão Thanos; já na DC, a editora concorrente, na série Sandman, havia a irmã do Sonho, e ela era a mais descolada dos Perpétuos, era uma garota legal, uma amiga bacana que te espera o tempo que for preciso. Boa conselheira, ela sabia dar as melhores dicas sobre o significado da vida. Logo se tornou um símbolo pop entre os jovens daquela década. De lá para cá, Gaiman continuou escrevendo sobre viver e morrer, sobre medo e esperança, sobre identidades e famílias, sobre amor e confiança, sobre mitologias e folclores. Para leitores de diversas idades.

Em João e Maria, adaptação do clássico dos irmãos Grimm publicada pela Intrínseca, Gaiman mostra seu talento como adaptador, sendo fiel ao enredo consagrado pela tradição, mas renovando a linguagem da narrativa com seu estilo preciso e precioso.

Crianças não têm medo da morte, é uma abstração incompreensível para elas. O verdadeiro medo infantil é o abandono; também conhecido como a morte em vida. A solidão, aliás, é uma poderosa metáfora para o abandono, que é uma situação de pura vulnerabilidade. Crianças dependem dos adultos e quanto menores, mais dependentes são. Ser abandonado em um mundo que todos sabemos ser hostil e impiedoso, com fome, sede, sono, sujo, sem qualquer proteção contra possíveis abusos, é um pesadelo recorrente no imaginário infantil. E Neil Gaiman sempre foi um mestre em explorar medos primordiais.

Escrever sobre abandono em João e Maria, ou em Coraline, é escrever sobre medos básicos que qualquer criança tem. Inclusive aquela que habita adolescentes, jovens e idosos. Aliás, quanto mais a idade avança, mais o ser humano tende a valorizar suas vivências infantis, a relembrar antigos sonhos e pesadelos. Uma vida longa, bem longa, provavelmente nos fará depender dos filhos ou dos netos tanto quanto um dia dependemos de nossos pais. Assustador. Mas Gaiman sabe como transformar narrativas assustadoras em lições de sabedoria. É o que manda a melhor tradição da literatura infantil.

O filósofo Walter Benjamin, em 1936, escreveu que contar histórias sempre foi a arte de contá-las de novo. E que há uma grande perda quando as histórias antigas não são mais conservadas. Ele estava pensando na tradição da oralidade, nas narrativas que passavam de uma pessoa para capa_joaoemaria_Goutra, geração após geração, e então afirmava: o primeiro e verdadeiro narrador para todos nós é o conto de fadas. Benjamim fazia a defesa das narrativas que permanecem, daquelas que estão mais profundamente enraizadas no povo. O chamado conto de fadas, esse tal narrador primeiro e verdadeiro, veio de onde? Das histórias que camponeses contavam uns para os outros, reciclando outras histórias ouvidas em outros tempos e em outros lugares. Quase sempre eram contos de terror…

Antigos e populares, eles eram narrativas ouvidas desde os primeiros anos de vida, faziam parte da formação daquelas crianças que viviam no campo. Tinham a ver com alertar e instruir acerca de perigos, intrigas, injustiças, invejas, mentiras, enganos e terríveis crueldades. Começam assim: “Era uma vez…” ou “Foi há muito tempo…” Os enredos eram simples, sobre crianças que costumavam ter nomes comuns, famílias complicadas e desafios a superar.

Sabemos que o primeiro registro sobre os irmãos João e Maria (ou Hansel e Gretel, no original) data de 1812, quando a Alemanha ainda não existia como país, embora possuísse riquíssima tradição oral que muitos julgavam ameaçada pela urbanização e pelo progresso acelerado. Sendo assim, os irmãos Jacob e Wilhelm Grimm decidiram que era necessário e urgente coletar e registrar por escrito os contos dos camponeses, pastores, barqueiros, viajantes e soldados. Assim, naquele ano de 1812, foi publicada a primeira edição de Contos para a criança e para o lar, a obra que imortalizaria os irmãos: os adultos Grimm e as crianças João e Maria.

No texto de Gaiman, não sabemos onde ou quando a narrativa se passa. Não faz diferença. Os bons tempos foram antes da guerra, antes da fome. Antes, não importava se a mãe, mesmo sendo muito jovem, era uma mulher amarga; havia comida. Depois, mesmo sem a família saber qual o motivo da guerra, ou entender quem estava contra quem, ou por que as colheitas eram queimadas e os fazendeiros mortos, a fome passou a ser a companheira de cada dia e de cada noite. Até que a mãe resolveu convencer o pai de que era melhor morrerem dois do que quatro. Questão de matemática. Bastava abandonar as crianças na floresta. Talvez fossem encontradas por alguém que as acolhesse e alimentasse. No futuro, o casal poderia ter outros filhos, em tempos melhores.

Para aquela jovem mãe, as últimas cerejas na cozinha eram mais importantes do que as crianças. Mesmo assim, os dois irmãos preferiam voltar para casa, para o único lar que conheciam, a ficar lá fora no escuro, com frio, com medo de ursos e lobos, ou o que mais houvesse na floresta. Havia uma bruxa, é claro. E ela também tinha fome. De carne. João e Maria continua um conto assustador duzentos anos depois.

Crianças vão gostar? Sim, elas ficam apavoradas e fascinadas.

Bruno Bettelheim considera que a fantasia aumenta o conhecimento da criança sobre o mundo e sobre os seres humanos, organiza emoções e pensamentos, ajuda a formar a personalidade. Experimentar o medo faz parte deste processo. Narrativas mágicas ajudam a criança a subir um degrau na sua maturidade psicológica. De uma boa história com mães malvadas e bruxas, essa criança capta as lições implícitas de confiança na vitória, de confiança em si mesma, apesar das barreiras aparentemente intransponíveis.

Outro trabalho importantíssimo sobre a permanência e o apelo dos contos folclóricos é o do crítico literário Wladimir Propp. Estudando principalmente os contos russos, ele decodificou uma estrutura quase imutável: a quebra da harmonia familiar, a busca da solução para o problema, os elementos mágicos, a volta para casa, a conquista da harmonia. E aqui está, talvez, o grande segredo: em última instância, o que as crianças mais querem é a harmonia familiar. Elas têm fome de proteção.

Talvez a sentença definitiva sobre o assunto seja a opinião atribuída a Cecília Meireles: as crianças pedem contos de fadas porque gostam.

Impossível os pais não gostarem do texto de Gaiman. E quem lê livros para os filhos sabe: eles vão pedir para você ler de novo, de novo e de novo. Será um prazer.

 

Mário Feijó é doutor em Letras e professor da Escola de Comunicação da UFRJ, onde ministra a disciplina complementar “Gaiman: do terror ao infantil”.

testeLançamentos de Setembro

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. A história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo sob um novo ponto de vista. [Leia +]

Surpreendente!, de Maurício Gomyde — Pedro Diniz tem um desafio: produzir o filme perfeito! Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos em uma longa e inesquecível viagem. [Leia +]

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Leia também: Surpreendente! não é filme, mas poderia ser, por Maurício Gomyde

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Elon Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Mais do que qualquer outro empresário da atualidade, ele tem investido sua energia e sua fortuna na missão de criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e tão longe de ser alcançado quanto uma fantasia de ficção científica.

João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti — O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti se encontram para recontar a clássica história de João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que são abandonados pelos pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. [Leia +]

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Em 1990, a Nintendo monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, um ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a empresa a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. [Leia +]

Sr. Holmes, de Mitch Cullin — Aposentado há décadas, Sherlock Holmes mora numa fazenda em Sussex, onde cria abelhas com a ajuda do filho de sua empregada. Além do apiário, o velho detetive gosta de passar o tempo relembrando casos, que registra diligentemente em um diário. Com isso, tenta juntar os fragmentos remotos de uma de suas aventuras mais marcantes, ocorrida há mais de cinquenta anos. [Leia +]

Sonhos partidos, de M. O. Walsh — Baton Rouge, nos Estados Unidos, é uma cidade conhecida por seus churrascos no jardim, tardes quentes de verão, barris de cerveja gelada e muitos fãs de futebol americano. Mas no verão de 1989, quando Lindy Simpson, uma das garotas mais bonitas do bairro e estrela das pistas de corrida, é estuprada perto de casa, fica claro que os subúrbios também têm um lado obscuro. [Leia +]

Titia terrível, de David Walliams — Em uma mansão rural remota vive Stella, uma menininha que não sabe que perdeu os pais num acidente de carro, pois passou meses dormindo. Ao acordar, ela vai precisar escapar das tramoias da tia, uma mulher malvada, que perdeu todo o dinheiro em jogos de tazo e anda sempre acompanhada de uma coruja mal-humorada. [Leia +]

O leitor do trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent — Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas da máquina que opera. A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera, até que um dia encontra textos misteriosos que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida. [Leia +]

Uma história do mundo, de Andrew Marr — O entendimento da história mundial se transforma à medida que novas descobertas são feitas em todos os continentes e velhos preconceitos são desafiados. Nessa jornada verdadeiramente global, Andrew Marr revisita os relatos épicos tradicionais, desde a Grécia e a Roma clássicas até a ascensão de Napoleão, entremeando-os com histórias menos conhecidas, do Peru à Ucrânia, da China ao Caribe. Assim, o autor encontra ecos e paralelos surpreendentes que atravessam vastas distâncias e muitos séculos.