testeMomento nostalgia: livros e filmes que marcaram a infância da nossa equipe

 

Que belo momento, a infância! É difícil encontrar alguém que não tenha ótimas lembranças relacionadas a essa fase da vida. Com mais um 12 de outubro se aproximando, fomos tomados pela nostalgia e convidamos as pessoas da nossa equipe para compartilhar o livro ou o filme que marcou a vida delas quando eram pequenas (com fotos fofíssimas de brinde)! Confira:

 

(Marina – Marketing)

Um dos livros que mais marcaram a minha infância se chama O peixe arco-íris. O personagem principal é um peixinho que tem umas escamas holográficas lindas e eu sei que amava passar a mão nas ilustrações. O problema é que os outros peixinhos não enxergavam essa diferença como algo legal e achavam que ele era estranho demais. No final, spoiler alert, tudo termina bem e ele descobre que aquilo que o torna diferente é, na verdade, muito especial. Fico feliz que esse livro tenha sobrevivido à minha fase pré-adolescente conhecida como “Eu sou uma adulta e não preciso mais disso” na qual joguei muita coisa fora. No final das contas, a gente sempre precisa lembrar dessa lição.

 

(Luana – Editorial)

A minha mãe sempre leu muito, então lá em casa tinha muito livro – os dela e os nossos. Mas a fase de leitura que mais me marcou foi a das enciclopédias para crianças que ela comprava de um vendedor que batia de porta em porta. Eu adorava as que falavam sobre o reino animal e territórios específicos, como a Antártida. O negócio me envolveu tanto que, apesar de ter ido trabalhar com texto e livros, eu ainda curto muito biologia (quase gabaritei no vestibular) e gosto muito de fazer livros de não ficção. Em um Carnaval, a minha mãe fez fantasias de vampiro pra ela, pra mim e pro meu irmão, mas eu teimei que queria sair vestida de um animal. Fui de onça e minha prima ficou com a de vampira.

 

(Talitha – Aquisições)

Quando tinha 9 anos, entrei em uma escola nova e queria muito fazer amizade com uma menina da turma que parecia muito legal. Um dia, ouvi a conversa dela com um menino sobre um livro. Anotei e corri para pedir para a minha avó de Dia das Crianças. Li correndo, focada em prestar atenção para, no dia seguinte, puxar conversa com minha nova amiguinha (na minha cabeça, já éramos melhores amigas que leriam livros incríveis e discutiríamos durante o recreio). O livro era Harry Potter e a Pedra Filosofal. Li em dois dias, e li mais um milhão de vezes depois. A amizade não vingou, mas ficou a gratidão por ela ter me apresentado a esse livro que mudou a minha vida. Harry Potter pautou muitos caminhos pelos quais minha vida seguiu, inclusive o profissional. Se não fosse por ele, não estaria aqui hoje.

 

(Viviana – Comercial/Marketing)

Em 1996, uma editora publicou Eloise, de Kay Thompson, a história de uma garotinha de 6 anos cheia de energia e que nunca deixava o tédio invadir sua vida. Anos depois, vieram os filmes Eloise no plaza e O Natal de Eloise, que marcaram minha Sessão da Tarde para sempre. Já adolescente, assistia ao filme e dizia: se eu tiver uma filha vai se chamar Eloise. Muitos anos depois, a minha Eloise nasceu.

 

(Joyce – Marketing)

Quando era criança, eu amava Pokémon. Lembro de assistir ao desenho todos os dias com o meu irmão enquanto almoçava e me preparava para ir à escola. Eu jogava Pokémon sempre que podia, colecionava as miniaturas que vinham dentro da pokebola da Caçulinha do Guaraná Antarctica e me sentia a própria Misty, torcendo para que um dia eu pudesse me tornar uma verdadeira mestre Pokémon – sonho que consegui realizar aos 20 anos, percorrendo a cidade jogando Pokémon GO.

 

(Sheila – Editorial)

Meu livro preferido quando eu era pequena era um bem fininho e simpático sobre uma formiga que se chamava Gertrudes. Não tenho esse livro há muito tempo e não lembro o título nem o autor. Era todo ilustrado, mostrando o interior do formigueiro, cheio de formiguinhas em fila, trabalhando. A história era sobre a tal Gertrudes, que não gostava do nome dela. Em algum momento, é claro, ela percebia que não deveria se preocupar com isso e começava até a achar legal o nome, porque era diferente. Não lembro se eu achava feio ou não o nome, mas eu tinha uma professora chamada Gerusa na época e ela era muito legal, e Gertrudes parece um pouco Gerusa, então acho que eu devia gostar de Gertrudes também.

 

(Naotto – Marketing)

Lembro até hoje quando pedi para minha mãe comprar um gibi do Chico Bento enquanto esperávamos a barca para Niterói. Eu devia ter 7 anos na época. Nunca entendi por que gostava do personagem já que eu detestava todas as viagens que fazia com meus pais para uma área rural, mas sabia, de alguma forma, que o Chico era muito rico. A vida daquela criança, uma criança que poderia ser eu, com um cenário completamente diferente e questões completamente diferentes das que eu vivia, me fascinava. Talvez tenha sido o Chico Bento que me ensinou a ler.

 

(Rebeca – Editorial)

Um dos meus livros favoritos quando eu era criança era O menino que espiava para dentro, de Ana Maria Machado. Esse livro me ensinou a nunca deixar de sonhar que outro mundo é possível. Desde então, o que mais gosto de fazer é transformar sonhos em ideias e ideias em realidade.

 

(Ana – Marketing)

Com pernas enormes para abraçar o mundo, com macaquinhos no sótão, o Menino Maluquinho sabia de tudo, só não sabia ficar quieto. Não me lembro quantas milhares de vezes pedi para minha mãe, para meu pai ou para qualquer adulto que passasse por mim para ler a história do garoto que se vestia de fantasma, de cientista, que alargava o tempo, que era capaz de criar o sol, o riso e a alegria só com lápis de colorir. Essa história me marcou tanto que foi com ela que aprendi a ler. Li, reli, pintei e rabisquei por anos aquele livrinho. Guardado na estante, naquele lugar de honra, essa história me emociona até hoje. No fim, mesmo sabendo manejar o tempo como ninguém, mesmo pegando todas as bolas, o menino que não queria deixar de ser menino cresceu — e se tornou um cara muito legal. Pois como disse o genial Ziraldo, ele não tinha sido só um menino maluquinho, ele tinha sido uma criança feliz.

 

(Taila – Marketing)

Eu devia ter uns 6 anos quando li É proibido miar, do Pedro Bandeira. É sobre um filhotinho de uma família tradicional de cachorros chamado Bingo. Ele faz amizade com um gato e começa a miar. Mas, assim que sua família ouve o miado, se enfurece e chama a carrocinha para levar o filhotinho dali. Afinal, o que os cachorros da vizinhança iriam pensar se soubessem que o filho do senhor Bingão não era um cachorro decente? Nessa época, o maior preconceito que eu vivia era quando os meninos me proibiam de jogar bola porque eu era menina. Mas, mesmo criança, eu sabia que aquilo não estava certo. Eu carrego É proibido miar comigo até hoje e brinco que esse livro foi o começo de tudo, afinal, uma década depois de lê-lo, eu me vi na pele (pelo?) do Bingo: miando em um mundo que exigia que eu latisse.

 

(Vanessa – Comunicação)

Apesar de muitas vezes retratada como uma pequena Dora Aventureira (descamisada, descalça e na rua), passei incontáveis dias e noites dentro das cabaninhas de lençol, com uma lanterna, lendo. Minha família sempre incentivou a leitura e lembro de sempre ter comprado livros desde que comecei a ganhar qualquer dinheiro de mesada ou presente. Consigo facilmente pensar meu crescimento lembrando dos títulos que eu li. Na vida eu era a menina que levava até 8 títulos pro clube do livro semanal.

 

(Clara – Influenciadores)

O meu filme favorito na época era Tigrão – O filme, em que o Tigrão buscava a família porque ele se sentia sozinho. Meus pais fizeram a minha festa de 3 anos com o tema do filme, então eu estava completamente alucinada com o Pooh, o Tigrão e o Leitão gigantes na festa. No final da fita cassete com o registro da festa, tem um clipezinho da música tema do filme, chamada “Basta ouvir seu coração”, em que eles mesclaram fotos minhas e cenas do filme. Juro que choro até hoje quando vejo o DVD (convertemos a fita cassete). 

 

(Suelen – Editorial)

Minha relação com o universo dos livros começou com as revistinhas da Turma da Mônica. Ainda muito pequena, comecei a ter contato com as HQs por conta do meu irmão, quatro anos mais velho. Virei fã de toda a turminha e queria muito a boneca da Mônica. Quando ganhei uma, no aniversário de 2 anos, ela virou minha melhor amiga e ia comigo para todo canto. Acredito que ter contato com a leitura desde cedo nos ajuda a gostar mais dos livros e nos motiva a mergulhar em muitas histórias diferentes. Até hoje às vezes dou uma olhadinha no que está acontecendo com a Turma da Mônica. Afinal, não se abandona um melhor amigo, né?

 

(Heloiza – Marketing)

Um dos filmes que mais marcou minha infância foi o VHS de A Bela Adormecida. Eu e meus irmãos assistíamos todos os dias ao filme de 1h15 minutos e me lembro de cada parte como se fosse hoje: o início com a Malévola de quem eu morria de medo, a disputa da cor do vestido pelas fadas Fauna, Flora e Primavera e aquela roca bizarra na qual ela espetava o dedo. Gostava tanto da história que meu aniversário de 7 anos foi da Bela Adormecida com direito ao vestido confeccionado pela minha avó e bolo metade azul e metade rosa. Eu, meus irmãos e meus amigos tínhamos tanta segurança acerca do enredo (assistíamos todos os dias, repito) que resolvemos presentear os convidados da festa com uma interpretação exclusiva da história. Na foto sou eu, #PrincesaReflexiva, na coxia/varanda, esperando para entrar em cena.

 

(Márcia – Produção Gráfica)

Meu filme favorito era Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice).

 

(Marcela – Editorial)

Sempre fui macaca de imitação do meu irmão, como mostra a foto! Meu sonho era ser rock’n’roll que nem ele, mas meu gosto musical estava mais inclinado para Sandy & Junior e pop dos anos 90. Até que um belo dia ele trouxe da locadora uma fita aterrorizante que apelidei de “filme das caveirinhas”, mas que também é conhecido como O Estranho Mundo de Jack. Virou o meu filme preferido, e depois disso o sossego do meu irmão acabou porque passei a pedir o tempo todo: “Fabio, aluga o filme das caveirinhas!” Depois de muitos anos, ele me deu de presente o dvd e nunca mais precisou alugar para mim! 

 

(Pedro – Editorial)

O primeiro filme que eu me lembro de ter visto no cinema foi A Bela e a Fera, em 1992. Eu tinha 5 anos e fiquei impressionado. Saí do filme amando o castiçal e odiando o relógio, e confesso que fiquei um pouco decepcionado quando todos voltaram à forma humana (olha o spoiler!). Cheguei em casa e tentei ser amigo de um candelabro da minha mãe, mas ele vivia me deixando no vácuo. Apesar do meu ressentimento com os objetos inanimados lá de casa, o filme ficou na minha cabeça e eu sei quase todas as músicas até hoje.

 

(Martinho – Clube Intrínsecos)

Com 23 anos na cara, A Princesa e o Robô ainda é meu filme preferido de todos os tempos.

 

(Maria de Fátima – E-books)

Meu filme preferido da infância é ET. Vi na época, no cinema. Uma das poucas idas ao cinema que minha mãe me proporcionou. Eu adorava o ET, achava fofo e me identificava muito com ele. O desamparo de estar perdido longe dos seus. O sufocamento causado por quem não compreende aquilo que não conhece e tenta destruir e conter. Amor que se encontra onde não esperamos, mas pelo qual vale a pena enfrentar os mais difíceis territórios para deixar viver e ser livre.

Inspirados por essas histórias da infância que nos acompanham por toda a vida, lançamos a Coleção Pipoquinha, que reapresenta os clássicos dos anos 80 e 90 em lindos livros ilustrados, as edições perfeitas para apresentar E.T. – O extraterreste, De volta para o futuro e Esqueceram de mim para a geração que não precisa mais rebobinar.

E aí, consegue adivinhar quem é quem nas fotos? 😉 

testeSorteio Facebook – Adaptações Intrínseca [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares de nossos livros que se tornaram adaptações para a televisão e cinema!

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Facebook PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Facebook ,você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 30 de julho, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook . Boa sorte!

testeEu, John Green e os infinitos dentro de nós

Por Leticia Vallecilo*

Existem histórias que passam rápido, outras que ficam por um tempo, mas tem aquelas que nunca realmente vão embora, que nos acompanham desde a primeira leitura até as adaptações cinematográficas e que nos deixam morrendo de vontade de ler todos os livros do autor. Certa vez, um escritor entrou na minha vida em forma de metáforas, amor e lágrimas, and this, kids, is How I Met John Green (caso não tenha entendido a referência, deixarei um texto para você nas sugestões lá no final).   

Se alguém me pergunta por que ler um livro do John Green, a resposta vem fácil: porque ter um livro dele nas mãos é como estar com um amigo. Eles te fazem rir, emocionam, fazem o tempo passar mais rápido naqueles momentos chatos, ensinam lições importantes, mostram pontos de vista diferentes e, quando você termina, quando finalmente precisa deixá-los, a vontade que fica é de abraçá-los com força e não largar nunca mais. Mas, como acontece com todo bom amigo, os anos de distância não diminuem o sentimento.

Eu tinha 18 anos, fazia faculdade do outro lado da cidade e passava muita raiva nos transportes públicos quando decidi que era hora de trazer Hazel Grace e Augustus Waters para me ajudarem a enfrentar essa odisseia diária. Eu posso até não lembrar o que jantei ontem ou quem disputou a semifinal da Copa do Mundo, mas é impossível esquecer onde estava quando a cena da capela me fez chorar compulsivamente em público. “POR QUE FAZ ISSO COMIGO?”, pensei, em caps lock. “Sabe de nada, inocente”, respondeu a versão imaginada do John Green na minha cabeça. 

As cento e vinte três caixas de lenços de papel foram só uma amostra do novo mundo que se abriria para mim, e não demorou muito para que eu desse gargalhadas com o Colin de O teorema Katherine (que tem uma habilidade sobre-humana de se apaixonar por meninas chamadas Katherine). Alguns anos depois, esbarrei com uma edição de Cidades de papel na estante da casa de uma prima. Eu pedi umas quarenta vezes, o que pode ou não ter envolvido tentativas de chantagem emocional, mas ela não quis me emprestar, porque era o “xodó” dela. Não teve jeito, eu precisei seguir a vida me contentando em assistir à adaptação de A culpa é das estrelas (e chorar nas mesmas cenas) mais um milhão de vezes e em ver a Cara Delevingne sendo linda no filme inspirado em Cidades de papel.

Foi aí que eu entrei na Intrínseca e Quem é você, Alasca? logo cruzou o meu caminho. Uma ida de ônibus para São Paulo e eu já estava arrebatada: nossa, que história! (Muitas pessoas me diziam que Alasca era melhor que Culpa, mas, como uma cinéfila que não consegue escolher entre Titanic e E.T., recomendo que leiam os dois.) Pouco mais de um ano depois, recebemos o grande e esperado lançamento do autor, Tartarugas até lá embaixo (que eu li antes da minha prima porque o mundo dá voltas), e é obvio que após tantos livros e filmes inspirados nas obras dele eu já era uma fã de carteirinha (ou Nerdfighter, if you know what i mean).

De todos os livros do John Green, Tartarugas foi o único com o qual tive a oportunidade de trabalhar no departamento de marketing. Foi uma sensação totalmente diferente, porque me apaixonar pela Aza junto com tantos leitores tornou essa história ainda mais especial. Se tinha algo que faltava para o John marcar um “J” no meu coração, agora está tudo mais que completo. E, embora seja difícil encontrar quem veja o mesmo mundo que o meu, graças a ele eu encontrei milhares.

Por isso digo que os livros do John são aqueles amigos que ficam para sempre. Faz cinco anos desde que aprendi que “Alguns infinitos são maiores que outros”, e, mesmo depois de tanto tempo, de conhecer a complexidade da Alasca, de rir com as confusões do Colin, de explorar os mistérios da Margo e de mergulhar nos pensamentos da Aza, aqueles Hazel e Gus do primeiro livro estarão sempre convidados para cruzar a cidade — e a vida — junto comigo, porque o nosso infinito é maior que aquele entre 0,1 e 1.000.000.

P.S.: Todas as referências de Cidades de papel deste texto foram baseadas no filme, pois apesar dos anos e das voltas do universo, Julia jamais me emprestou seu exemplar.

Leticia Vallecilo tem uma prima egoísta, já assistiu a How I Met Your Mother quatro vezes e felizmente não precisa mais cruzar a cidade todos os dias.

testeSemana especial Liane Moriarty

O que falar sobre Liane Moriarty? Conhecida por seus best-sellers já publicados pela Intrínseca (Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido), a autora ganha uma semana especial feita por nossos blogueiros parceiros, aproveitando o lançamento de O que Alice esqueceu.

No início do especial foram divulgadas as resenhas sobre o novo livro, que retrata a história de Alice, uma mulher de 29 anos que acredita ter a vida perfeita até que acorda no chão da academia e descobre que dez anos se passaram. Ela agora tem 39 anos, três filhos e um divórcio em andamento. Enquanto tenta descobrir como reverter sua amnésia, ela tem que lidar com a pessoa que se tornou: alguém de quem ela não gosta nem um pouco.

Scheila Flores, do blog Guardiã da Meia-Noite, disse que, mesmo não gostando de livros na terceira pessoa, adorou e se identificou muito: “Mesmo narrado em terceira pessoa (o que não é muito a minha praia), a autora consegue dar um ritmo ágil e delicioso à trama, onde vamos montando pouco a pouco um lindo mosaico sobre a vida de Alice, com capítulos/passagens sob o seu ponto de vista, mas também alternando entre outros personagens muito importantes para a reconstrução da vida dessa mulher que realmente poderia ser qualquer uma de nós.”

Já o blog Além do Livro ressalta que o verdadeiro valor da obra está nas entrelinhas: “Se na superfície O que Alice esqueceu nos faz pensar sobre o amor – seja ele entre homem e mulher, mãe e filho, amigos ou irmãos –, quando entramos em suas camadas mais profundas, a história nos leva além. Reforça o valor das lembranças, mas também revela a beleza do não saber. E nos apresenta novas perspectivas que nos mostram que quase sempre é possível perdoar e reconstruir.”

Laura Brand, do blog Nostalgia Cinza, conta que o livro também traz uma reflexão sobre nós mesmos: “Alice é uma mulher que se vê perdida em níveis bem mais profundos do que sua falta de memória aparenta. Ela percebe que se tornou alguém irreconhecível para si mesma e isso nos faz pensar sobre nossas próprias escolhas e nossas expectativas para o futuro.”

(Foto: @AsasdeTinta)

Em seguida, os outros livros de Liane foram revisitados. O blog A Menina que Comprava Livros fez um ranking com seus favoritos, elegendo como primeiro lugar O segredo do meu marido, lançado em 2014. Opinião compartilhada com a página Resenhas de Algodão, que contou um pouco da sua história com a autora e destacou o trecho: “Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre.” Para o blog Por Essas Páginas, contudo, o favorito é Pequenas grandes mentiras, que deu origem à série Big Little Lies, da HBO. Eles descreveram o livro como “envolvente e surpreendente, escrito por uma autora que não tem medo de enfiar o dedo na ferida”.

(Foto: @stebookaholic)

Além disso, ao longo da semana os blogueiros também falaram sobre os principais temas trabalhados por Liane e as adaptações de suas obras para os meios audiovisuais. Todo o conteúdo do especial pode ser conferido aqui:

Resenha O que Alice esqueceu:

A Mãe Preta | A Menina que Comprava Livros | Abdução Literária | Além do Livro | Asas de Tinta | Borogodó | Colecionando Primaveras | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Kids Indoors | Livro In Cena | Magia Literária | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando Livros | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Sobre um Livro | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Viagem Literária | Viaje na Leitura

Outros livros da autora:

A Menina que Comprava Livros | Além do Livro | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Feed Your Head | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando LivrosPipoca Nerd | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Vai Lendo |  Viaje na Leitura 

Os temas de Liane:

Conjunto da Obra | Entrando Numa Fria | Guardiã da Meia-Noite | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Por Essas Páginas | Viaje na Leitura 

Adaptações para TV e cinema:

Danuza e os Livros | Feed Your Head | Livro Lab | Mais Que Livros | Portal Ju Lund | Vagando e Divagando 

Depois de conhecer melhor o estilo inconfundível da autora, a conclusão é clara: seja pelo mistério, pelas reviravoltas ou pelos personagens que são gente como a gente, O que Alice esqueceu, Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido são livros que você não vai querer parar de ler. 

 

Leia um trecho de O que Alice esqueceu

testeConheça Leah fora de sintonia, a sequência de Com amor, Simon

A Intrínseca e Becky Albertalli trazem uma grande novidade para aqueles que se encantaram pela história de amor de Simon e Blue: vem aí Leah fora de sintonia.

No livro narrado pela melhor amiga de Simon, vamos conhecer um pouco mais sobre essa baterista rabugenta e adorável. Leah adora Harry Potter, fanfics, desenhar e tocar bateria – e basicamente odeia todo o resto. No último ano do colégio, ela se vê enfrentando despedidas e dilemas envolvendo seus amigos e família, além de paixões imprevisíveis que deixarão sua cabeça fora de sintonia.

Assim como em Os 27 crushes de Molly e Com amor, Simon, o terceiro livro de Becky Albertalli trata de temas importantes com leveza e humor, uma história apaixonante sobre amadurecimento, amizade e amor.

Leah fora de sintonia chega às livrarias em agosto.

testeLançamentos de março

Confira as sinopses dos lançamentos do mês. Qual vocês querem ler?

Ikigai: Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, de Héctor Garcia e Francesc Miralles

Qual é o seu propósito na vida? Por que existem pessoas que sabem o que querem, enquanto outras definham na confusão? Segundo os japoneses, o segredo é encontrar seu ikigai, conceito que pode ser traduzido como razão para viver. Ter um ikigai claro e definido proporciona a satisfação e o propósito que justificam nossa existência, sendo, para muitos, também a chave para uma vida mais longa.

Os autores foram até Okinawa, a ilha japonesa de população centenária, e reuniram os hábitos e rotinas que mantém em dia a saúde da mente, do corpo e do espírito daquele povo. [Saiba mais]

 

Com amor, Simon, de Becky Albertalli

 

 

Edição com nova capa e novo título da apaixonante história de Simon, que conquistou milhares de leitores ao tratar com naturalidade e bom humor a afirmação e os dilemas de um adolescente gay. Agora, a adaptação do romance chega às telas de cinema com Nick Robinson, de Jurassic World, no papel de Simon, e Katherine Langford, protagonista de 13 Reasons Why.

Simon Spier tem dezesseis anos e é gay, mas não conversa sobre isso com ninguém. Enquanto troca e-mails com um garoto misterioso que se identifica como Blue, Simon vai ter que enfrentar, além de suas dúvidas e inseguranças, uma chantagem inesperada.

 

Bruce Dickinson: Uma autobiografia, de Bruce Dickinson

 

Vocalista e líder do Iron Maiden há mais de 30 anos, Bruce Dickinson é um homem de muitos talentos. Muito mais do que um ícone do rock, ele é piloto e empreendedor da aviação, cervejeiro, palestrante, roteirista, escritor com dois livros publicados, apresentador de rádio, ator de TV e exímio esgrimista.

Conhecido por não falar da sua vida pessoal, ele compartilha as memórias desde a sua infância, eventos marcantes e até a recente batalha contra um câncer na garganta. A obra contém ainda fotos incríveis da carreira e da vida pessoal de Bruce.

 

O Homem de Giz, de C. J. Tudor

 

Os fãs de Stephen King e Stranger Things vão curtir o thriller que revisita toda a nostalgia dos anos 1980 em uma história sobre assassinato e sinais misteriosos!

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás. [Leia um trecho]

 

Trilha sonora para o fim dos tempos, de Anthony Marra

 

Nesta coletânea de contos, Anthony Marra, aclamado pela imprensa internacional e eleito pela Granta como um dos mais promissores autores da década, reúne histórias que mostram a vida sob o impacto causado pelos regimes brutais que dominaram a Rússia — desde a Leningrado da década de 1930 até a São Petersburgo do século XXI.

Aclamado pela imprensa internacional e eleito pela Granta como um dos mais promissores autores da década, Marra é autor de Uma Constelação de Fenômenos Vitais.

 

Five Nights at Freddy’ (vol.2): Os distorcidos, de  Scott Cawthon e Kira Breed-Wrisley

Em Olhos prateados, primeiro volume da série Five Nights at Freddy’s, Charlie e seus amigos desvendam misteriosos assassinatos que aconteceram na pizzaria Freddy Fazbear’s, um lugar tomado por perigosos animatrônicos.

Em Os distorcidos, um ano se passou e Charlie continua assombrada por pesadelos. Para piorar, uma nova onda de assassinatos começa a acontecer e ela se pergunta: mas se todo o terror foi destruído junto com o que sobrou da pizzaria, o que estará por trás dessas mortes?

 

Segredos do Acampamento Meio-Sangue: O verdadeiro guia do acampamento para semideuses, de Rick Riordan

Neste livro extra da série As provações de Apolo, o leitor será guiado por Percy Jackson e outros residentes do acampamento para sentir na pele como é a vida de um semideus e conhecer curiosidades, segredos e a rotina do acampamento e seus chalés mágicos.

 O livro reúne diversas histórias de feitos heroicos de semideuses que moraram no acampamento ou apenas o visitaram de seguirem seu destino, além das palavras de sabedoria divina do deus Apolo e uma imperdível sessão de perguntas e respostas.

testePremiado romance italiano narra o resgate de memórias íntimas e delicadas

Por Miguel Conde*

Pelas avenidas ruidosas e cinzentas de Milão, no final dos anos 1970, um casal se dirige de carro ao trabalho. O marido vai ao volante, a esposa se acomoda no banco do passageiro. No banco detrás levam o filho pequeno, também ele rumo a um compromisso, pois já chegou à idade de ir à escola.

O trajeto é longo, mas em alguns pontos do caminho assomam no horizonte imagens que afastam por breves momentos o aborrecimento do trânsito. Aqui e ali, uma das montanhas que circundam Milão aparece à distância, rasgo luminoso de branco contra o azul do céu, capturando os olhares e a imaginação do casal. A esposa pergunta ao marido os nomes de cada uma e de seus vilarejos, vales, refúgios. Ele responde com autoridade, puxando da memória designações que ficam gravadas na cabeça do menino: Grigna, Macugnaga, Alagna, Gressoney, Ayas. Esses nomes passam a povoar suas fantasias infantis, como promessas de um mundo distante e um tanto fantástico, em tudo diverso daquele de sua vida citadina.

Os devaneios se repetem e se acumulam com força crescente, até que um dia viram planos de férias e a família se lança em expedição àqueles picos, que lembram a remota região rural onde o casal se conhecera anos atrás. Esse impulso em que se misturam sonho e nostalgia, o desejo de fugir à rotina e o de recuperar qualquer coisa perdida no tempo, move a história do belo romance As oito montanhas, do escritor italiano Paolo Cognetti.

Desde as primeiras páginas, essa é uma história de encantamento e de busca espiritual por uma vida menos ordinária. Mas é também, como aos poucos percebe o leitor que se aventura pelo relato, uma história de sonhos desfeitos, do caminho de volta ao rés do chão após a subida vertiginosa aos pontos mais altos.

O narrador é Pietro, o garoto que acompanhava os pais no banco detrás do carro. Já adulto, ele constrói um relato em vários tempos, da recordação de suas primeiras idas à montanha com os pais até o momento em que se lança sozinho em suas próprias explorações por outros países. As oito montanhas tem um tanto de romance de formação, mas Pietro é um narrador econômico, fala pouco de si. Mais do que uma história de seu amadurecimento, Pietro cria um inventário de afetos, dos encontros que lhe tocam de maneira decisiva ao longo da vida. Sua recordação é atravessada, porém, de um sentimento elegíaco, como se essas lembranças fossem também uma espécie de despedida. Aquilo que é mais importante tem sempre algo de frágil e transitório, está a toda hora em vias de se desfazer.

Tão decisivo quanto os espaços da história, em suas incursões por vias distantes nas montanhas, é o sentido nela assumido pela passagem do tempo. Cognetti entrelaça com grande talento essas duas dimensões da trama, pois em seu romance a montanha é desde o início o espaço de um tempo passado, de um tempo de coisas abandonadas e perdidas, como será também o tempo das recordações de seu narrador.

A família de Pietro elege como base das explorações de férias o pequeno vilarejo de Grana, na ramificação de um vale nos arredores de Milão, “ignorado por quem passava ali como se fosse uma possibilidade irrelevante”. Quando chegam à casa alugada pela primeira vez, o pai diz ao filho: “Cresci num lugar assim.” De saída, isso já produz uma espécie de nostalgia em duplo registro — de Pietro, que recorda sua infância, e de seu pai, que parecia buscar ali um reencontro com a própria juventude.

Estimulado pela mãe, Pietro faz amizade com Bruno, criança de sua idade nascida ali e acostumada à vida na montanha. Guiado pelo amigo, explora os arredores e se depara por toda parte com casas e construções abandonadas, sinais de um antigo mundo rural que foi deixando de existir e está, àquela altura, já quase desaparecido. Aos olhos infantis, porém, a decadência é também promessa: as ruínas guardam mistérios, convidam à fantasia e à aventura. O espanto dessas explorações se encapsula no som estranho dos nomes dialetais de árvores, bichos, pedras e arbustos apresentados pelo amigo ao narrador: “brenga”, “arula”, “pezza”, “barma” e “berio”.

Se para Bruno o vale de Grana define os limites do mundo conhecido, um microcosmos que ele apresenta ao amigo da cidade grande e por extensão ao leitor, para o pai de Pietro ele é uma forma de fugir do mundo, do cartão de ponto, dos sinais de trânsito que regulam idas e vindas urbanas. Empenhado numa peregrinação sem fim de um cume a outro, ele tenta incutir no filho o amor às caminhadas em meio ao silêncio das geleiras que cobrem de branco o topo das montanhas.

Cognetti conta que As oito montanhas foi escrito após uma série de desilusões que o deixaram à beira da depressão. Uma delas foi a organização (fracassada) de um movimento político na periferia de Milão, que pretendia fazer frente às forças de direita na cidade, tradicional reduto de apoiadores de Silvio Berlusconi. Em vez de uma forma de desistência e de adeus ao mundo, porém, a ida para as montanhas assume no romance o sentido de uma busca por outras formas de vida. Para o leitor acossado pelas notificações incessantes do celular, os pensamentos embolados pela cacofonia das redes sociais, o ar puro e o silêncio das caminhadas que a obra descreve de maneira vívida e precisa têm apelo certeiro.

O livro recebeu o Prêmio Strega, o mais importante da literatura italiana, e valeu ao autor contratos de tradução em mais de 30 países, depois de leilões acirrados entre editoras de todas as partes do mundo. Ainda mais notável do que essa combinação de sucesso comercial e consagração crítica, porém, é o modo como Cognetti confere às aventuras de crianças e adultos pelas montanhas um discreto sentido político, como se nessas caminhadas em aparência triviais por rincões esquecidos houvesse uma espécie de resíduo utópico da busca (hoje tão desacreditada) por um mundo melhor.

*Miguel Conde  é jornalista e doutor em Letras pela PUC-Rio. É editor da seção de resenhas do site Words Without Borders e curador do Garimpo Clube do Livro.

testePlaylist aquática de “A forma da água”

A água pode assumir vários formatos: lagos, lagoas, cachoeiras, chuvas, mares e oceanos. No novo trabalho de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, a água vem em forma de amor.

Das profundezas do rio amazônico, o deus Brânquia é capturado por Richard Strickland, um oficial dos Estados Unidos, para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. O homem-peixe representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o homem que ele próprio se tornou – e quem detesta ser. Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida monótona cercada de silêncio e invisibilidade.

Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Del Toro, numa narrativa que se expande no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017 e indicado a 13 categorias do Oscar 2018.

Tomamos um banho de inspiração e criamos uma playlist nesse clima bem aquático (sempre abusando dos trocadilhos, é claro!). Respirem fundo e venham se banhar com a gente!

testeDose dupla de Leonardos! DiCaprio será Leonardo Da Vinci nos cinemas

A vida do nosso gênio favorito vai ganhar uma versão cinematográfica. A Paramount anunciou que John Logan — roteirista de 007: Operação Skyfall — será o responsável pela adaptação da biografia de Leonardo da Vinci, escrita por Walter Isaacson, para os cinemas.

O protagonista será vivido por Leonardo DiCaprio. Para o ator, o projeto é muito especial, já que seu nome de batismo carrega, por influência direta, o mesmo nome do cientista e artista italiano: a mãe de DiCaprio estava olhando para uma pintura de da Vinci quando o bebê chutou pela primeira vez.

DiCaprio, vencedor do Oscar, também é um dos principais produtores do longa. Ele e Logan já trabalharam juntos no filme O Aviador, de Martin Scorsese. A história do longa deve mostrar como as artes de Da Vinci se conectam com seus diversos estudos, em áreas como anatomia, geologia, pássaros, etc.

O livro foi publicado por aqui em outubro e já está há 13 semanas na lista dos mais vendidos. Além de pintar a obra de arte mais conhecida do mundo e ser de extrema importância para o movimento renascentista, Da Vinci sempre foi muito curioso. Walter Isaacson usou mais de 7 mil anotações do artista para compor sua biografia e escreveu um livro incrível e completo, mostrando o lado mais humano desta personalidade mundial. Leia um trecho aqui!

testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.