testeReese Witherspoon e Kerry Washington vão adaptar romance de Celeste Ng

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um projeto poderoso! As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu, que detém os direitos de transmissão de The Handmaid’s Tale.

Reese escolheu Pequenos incêndios por toda parte para seu Clube do Livro em setembro do ano passado e desde então virou embaixadora da história. Empolgada, comprou os direitos de adaptação do romance para sua produtora Hello Sunshine, responsável também pela bem-sucedida série Big Little Lies.

A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada. 

testeMagnus Chase, Somos todos extraordinários e outros vencedores do prêmio Goodreads

O Goodreads Choice Awards é uma votação anual feita entre os usuários do Goodreads, plataforma digital de catálogo e resenha de livros, que escolhem os melhores títulos do ano. Foram selecionados 20 livros de 20 categorias diferentes para disputar o prêmio final. A votação, que está rolando desde 31 de outubro, chegou ao fim, e os vencedores foram anunciados!

Pelo sétimo ano seguido, Rick Riordan ficou em primeiro lugar na categoria Infantojuvenil com O navio dos mortos, último livro da trilogia Magnus Chase e os deuses de Asgard. O autor também abocanhou o segundo lugar com A profecia das sombras, segundo livro da série As provações de Apolo. O sexto lugar da categoria ficou com Vejo você no espaço. Em Livros Ilustrados, Somos todos extraordinários foi o grande vencedor.

Little Fires Everywhere, segundo livro de Celeste Ng, autora de Tudo o que nunca contei, ocupou o topo do pódio na categoria Ficção. O livro será lançado pela Intrínseca no primeiro semestre de 2018. A história se passa em um bairro pacato de Cleveland, onde Elena Richardson mora. Mia Warren, artista e mãe solteira, chega ao lugar e muda a dinâmica das relações, ameaçando o status quo do lugar. Elena tentará desvendar os segredos da nova moradora para retomar seu lugar na hierarquia, mas sua obsessão terá um custo.

Tartarugas até lá embaixo, o livro mais recente de John Green, ficou em segundo lugar em Livro Jovem Adulto. Agora e para sempre, Lara Jean ficou em quinto e Geekerela em sexto. Neil Gaiman arrebatou o segundo lugar de Melhor Fantasia com Mitologia Nórdica. Quem era ela conquistou a sétima posição na categoria Mistério & Thriller e Projeto desfazer ficou em oitavo lugar em História & Biografia.

testeOs melhores livros do ano, segundo o Goodreads

Todo ano, o Goodreads, uma plataforma digital de catálogo e resenha de livros, realiza o Goodreads Choice Awards, uma votação entre os usuários para premiar os melhores livros do ano. Ao longo de um mês, os leitores podem votar nos seus livros favoritos das 20 categorias disponíveis. No dia 14 de novembro começou a rodada final, e a Intrínseca tem vários títulos na disputa!

E os indicados são:

Na categoria de Melhor Livro Jovem Adulto, Tartarugas até lá embaixo, novo livro de John Green sobre uma adolescente com TOC e sua busca por um bilionário desaparecido; Geekerela, uma releitura de Cinderela para o mundo nerd; e Agora e para sempre, Lara Jean, a conclusão da série Para todos os garotos que já amei. Em Infantojuvenil, Vejo você no espaço, A profecia das sombras, da série As provações de Apolo e O navio dos mortos, da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, ambos escritos por Rick Riordan. Em Livros Infantis, aparece Somos todos extraordinários, a versão ilustrada de Extraordinário. Em Fantasia, é a vez Mitologia nórdica, de Neil Gaiman. Quem era ela está concorrendo em Mistério & Thriller, e Projeto Desfazer, de Michael Lewis, em História & Biografia.

E temos uma novidade! No primeiro semestre de 2018, publicaremos Little Fires Everywhere, de Celeste Ng, ainda sem título em português definido, que está concorrendo ao prêmio de Melhor Ficção. A história se passa em bairro pacato em Cleveland, onde Elena Richardson mora.  Mia Warren, artista e mãe solteira, chega ao lugar e muda a dinâmica das relações, ameaçando o status quo do lugar. Elena tentará desvendar os segredos da nova moradora para retomar seu lugar na hierarquia, mas sua obsessão terá um custo.

A votação vai até o dia 27 de novembro, e os vencedores serão anunciados no dia 5 de dezembro. Não se esqueça de votar!

 

testeComo frustrações e preconceitos podem destruir uma família

Por Luana Freitas*

A partir da trágica história de uma menina morta, Tudo o que nunca contei revela os segredos mais bem guardados de uma família de ascendência chinesa nos Estados Unidos na década de 1970

Eu adoro trabalhar no texto dos livros, pois cada um é um mergulho ímpar em uma nova realidade e traz uma série de descobertas. O último que me deixou fascinada foi Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng (autora também de Pequenos incêndios por toda parte). Como o título já entrega, ele é centrado em uma série de segredos que sustenta a tensa relação de uma família. Tudo é permeado de silêncios, omissões e até fingimento. Quando Lydia, a filha preferida do casal Lee, some e depois se descobre que ela está morta, o tênue equilíbrio que mantinha o véu de suposta harmonia da família se desfaz, e agora cada um empreende sua busca por respostas sobre quem realmente era a adolescente e o que poderia tê-la levado a assumir um comportamento tão perigoso que culminou na sua morte.

Mas há um detalhe importante aqui: a história se passa na década de 1970, então estamos falando de uma investigação pré-revolução da telefonia celular e outras tecnologias. Nada de Instagram, Facebook e troca de mensagens de WhatsApp para tentar descobrir qual de fato era a personalidade de Lydia e com quem ela mantinha contato. Nada de celular com GPS para rastrear seus últimos movimentos. Câmeras em ruas e lojas que pudessem registrar seu comportamento e humor? Esqueça.

Também há uma questão de suma relevância para o drama de nossos personagens: James Lee, pai de Lydia, é filho de chineses chegados ilegalmente aos Estados Unidos. Apesar de ser americano, ele carrega consigo o peso do preconceito contra asiáticos na década de 1970 e a dor de nunca se sentir integrado, aceito. São os risos e dedos apontados na rua, a promoção que não veio, a necessidade de se casar em um estado que não considere crime a união de pessoas de raças diferentes. Isso porque Marilyn, sua mulher, é branca, a típica menina americana da década de 1970, criada para ser uma boa dona de casa, esposa e mãe — lembremos que nessa época a presença da mulher no mercado de trabalho ainda não era algo comum. Só que Marilyn tem um sonho: ser independente, ter uma carreira de sucesso como médica. E ela quase chegou lá: conseguiu entrar para a faculdade, estava se dando bem nas disciplinas, mas justo quando faltava pouco para se formar ela se vê grávida.

Crédito: Kevin Day

Isso tudo faz de Lydia, a filha do meio desse casal com uma história tão conturbada, alguém que precisa encontrar estratégias para lidar com o fato de ser diferente em uma época especialmente cruel com aqueles que não se enquadravam no padrão americano de aparência — e em uma fase da vida por si só complexa: a adolescência. Como se isso não bastasse, ela se vê obrigada a compensar os pais pelas frustrações, anseios e inseguranças que cada um carrega, violentando a própria identidade na tentativa de ser quem eles desejam que ela seja.

Para mim, a grande surpresa do livro foi descobrir que ele não é exatamente um thriller: não importa tanto quem ou o que matou Lydia e logo na primeira linha o leitor já sabe que ela está morta. O interessante é acompanhar a dinâmica que compõe essa família, ver como as relações e principalmente o background cultural da época moldaram cada personagem, levando-os à ruína. Se há medo aqui, é o de se identificar com algumas dores dos personagens, já que eles sofrem visceralmente com questões que nos afligem ainda hoje, como aceitação, integração, a pressão gerada pela expectativa dos outros e, o pior, o temor de descobrir que o sonho que o mantém vivo, aquilo que se acredita determinar quem você é, não passa de ilusão, apenas faz de você um ridículo.

*Luana Freitas é editora assistente de ficção e não ficção estrangeiras. Estuda tradução e até hoje se espanta com o universo de descobertas que faz ao trabalhar com livros.