testeCinco lições que aprendemos com O Touro Ferdinando

Se tem um personagem que define a #DeixaAsPessoa, é o touro Ferdinando. Meigo e tranquilão, ele é diferente de todos os outros touros com quem vive no pasto. Ferdinando nunca gostou de brincadeiras brutas e violentas. Amante da natureza e dos outros animais, ele leva uma vida sossegada, passando os dias embaixo de sua árvore preferida, cheirando flores em paz.

O touro Ferdinando foi escrito em 1936 pelo norte-americano Munro Leaf em parceria com seu amigo, o ilustrador Robert Lawson. O livro foi lançado nove meses antes da eclosão da Guerra Civil espanhola, por isso, adeptos do ditador Francisco Franco o classificaram como um livro pacifista, sendo proibido em muitos países que adotaram modelos fascistas de governo. Em 1938, a Walt Disney adaptou o romance para um curta-metragem de animação que lhe rendeu o Oscar na categoria.

Em 2017, este clássico mundial da literatura infantil ganhou nova edição pela Intrínseca e virou um longa-metragem produzido pela Fox, com direção do brasileiro Carlos Saldanha. O filme entrou em cartaz no Brasil semana passada e está conquistando o público, provando que esta fábula não envelheceu um dia sequer. Com mais de 80 anos de vida, a história de Ferdinando continua atual, passando uma mensagem universal de respeito pelas diferenças.

Listamos algumas outras belas lições que este simpático touro nos ensina!

1 – Está tudo bem se você for introvertido

Enquanto os outros bezerros gostam de pular por aí e dar cabeçadas, Ferdinando prefere ficar sozinho, longe do bando. Mesmo sendo dócil e se dando bem com os colegas, ele curte ficar no seu próprio canto. E tudo bem! Ele só queria ficar “de boas”, contemplando a natureza. Para quê correr e tagarelar se você pode cheirar flores e ser feliz assim, não é mesmo?

 

2 – Ficar sozinho não é a mesma coisa que solidão

No princípio, a mãe de Ferdinando demorou a entender a personalidade do filho e temia que ele se sentisse isolado e, portanto, triste. Mas com o tempo ela percebeu que ele era feliz com a própria companhia. Não é preciso estar sempre rodeado de gente para se sentir preenchido.

 

3 – Siga suas próprias convicções

Todos os touros queriam participar da tourada em Madri, mas essa nunca foi uma aspiração de Ferdinando. Ele gosta do campo e não tinha interesse em ir para a cidade. Multidão, gritaria e luta? Vixe, não mesmo! Quando é escolhido por engano para ir às touradas, imagine como os outros touros não tentaram convencê-lo de que era a melhor coisa do mundo? Mas nem por isso ele se envergonha de preferir ficar onde está.

 

4 – Às vezes nossas ações são mal interpretadas. Cuidado!

Uma reação exagerada de Ferdinando fez com que os toureiros locais achassem ele perfeito para as touradas, pois seria um verdadeiro desafio domar aquele animal raivoso e descontrolado. Mas aquela não é a personalidade dele. Criou-se uma verdadeira confusão baseada em uma ação isolada.

 

5 – Não precisamos ser o que esperam de nós

“Deram a ele o nome de Ferdinando, o Feroz”. Que expectativa errada! Esse título nunca se encaixaria com o Touro mais dócil e amável da natureza. Ferdinando nunca foi bravo e sempre odiou brigas. Ele gostava de todos os animais e seres vivos, como as árvores, as plantas e as flores – suas inseparáveis companhias. Ou seja: não importa como os outros querem que você se comporte. Faça apenas aquilo que te deixa feliz.

 

Leia um trecho do livro aqui!

testeConheça nosso estande na FNLIJ, inspirado em Extraordinário

Cercado de livros, o inesquecível August Pullman é o homenageado do estande da Intrínseca no 19º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, que acontece até 28 de junho no Rio de Janeiro. Além de todos os livros da família Extraordinário, nosso espaço reúne uma seleção especial de títulos para crianças e jovens e está recheado de materiais exclusivos e descontos.

Pais e educadores que forem ao evento também terão a oportunidade de conhecer Sr. Tigre solto na selva, livro do premiado autor e ilustrador Peter Brown que recebeu o Selo Altamente Recomendável FNLIJ 2017. Indicado para crianças de 4 a 6 anos, a fábula do sr. Tigre incentiva o respeito às diferenças e a liberdade de sermos quem realmente somos.


Local: FNLIJ – Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin nº 1 — Cidade Nova, Centro, Rio de Janeiro
Estande da Intrínseca: 12
Horário: Segunda a sexta: 8h30 às 17h
Sábados e domingos: 10h às 18h

 

Ingresso para entrada na FNLIJ: R$ 12,00
Gratuidade para maiores de 60 anos, portadores de deficiência, professores da rede municipal do Rio de Janeiro e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda, contanto que pré-agendadas com a FNLIJ. Mais informações.

teste9 leituras imperdíveis para crianças

 

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Confira a nossa lista com 9 leituras imperdíveis para crianças:

 

O livro sem figuras, de B.J. Novak
Combinando simplicidade e criatividade de forma engenhosa, O livro sem figuras inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

Recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.

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João & Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti

O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti recontam o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

Obra vencedora da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016 e também contemplada com o selo Altamente Recomendável.
Indicado para leitores a partir de 6 anos.

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As inusitadas histórias de David Walliams

Dentistas sinistras, ratos que dançam break e tias trapaceiras são só alguns dos inusitados personagens criados por David Walliams, escritor que se tornou um fenômeno da literatura infantojuvenil na Inglaterra. Ator, roteirista e escritor premiado, Walliams trata com muito bom humor os dramas da vida da criança, sempre com muito respeito à inteligência dos leitores.

Indicado para leitores a partir de 10 anos.
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As descobertas de Peter Brown

Em duas narrativas sensíveis sobre a construção da identidade, o premiado escritor e ilustrador Peter Brown mostra, em Minha professora é um monstro!, como as aparências enganam (e como professores podem ser incríveis) e, em Sr. Tigre solto na selva, como descobrir seu lugar no mundo.

Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.
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Série Os Dois Terríveis, de Jory John e Mac Barnett

Uma série sobre amizade e companheirismo, Os Dois Terríveis narra as aventuras de uma dupla de pregadores de peças que aterrorizam um cidade até então pacata, o Vale do Bocejo. Ricamente ilustrada, a série também é recheada de piadas hilárias.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.
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Série Os irmãos Tapper, de Geoff Rodkey

Com uma narrativa totalmente original, incluindo fotos, capturas de tela dos jogos, registros de chats e muitas mensagens trocadas pelo celular entre os pobres pais dos beligerantes, Os irmãos Tapper mostra, de forma autêntica e hilária, os conflitos entre dois irmãos adolescentes numa era saturada de recursos visuais e digitais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

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Série Frank Einstein, de Jon Scieszka

Com robôs e muitas experiências, Jon Scieszka apresenta conceitos de ciência de maneira fácil e divertida, criando histórias sobre disputas, espionagem e amizade. Frank Einstein é um menino de dez anos que adora passar o tempo no laboratório montado na garagem do avô, explorando ciência com inventos muito originais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

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O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert

Inspirada no jogo educativo on-line, a história acompanha três amigos que embarcam em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

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Série Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell

Os vikings são uma parte importante da história mundial. E nada melhor que acompanhar as aventuras do adorável Soluço Spantosicus Estrondus III,  herdeiro da tribo dos Hooligans Cabeludos, e de seu dragão Banguela. A série que inspirou a animação da DreamWorks é composta por 12 volumes — o último será publicado em janeiro de 2017.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

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testeConheça o estande da Intrínseca na FNLIJ

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Venha nos visitar no 18º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, evento que acontece até o dia 19 de junho, no Rio de Janeiro. Com uma seleção especial de títulos para crianças e jovens, o estande da Intrínseca também está recheado de materiais exclusivos e livros com descontos.

“O evento é muito importante porque aproxima as editoras dos educadores. É uma oportunidade maravilhosa para apresentarmos aos professores livros que podem ser adotados ou servir de material de apoio em sala de aula”, explica a gerente de marketing Heloiza Daou.

Obras premiadas

joaoemaria2113191João e Maria, de Neil Gaiman, foi o grande vencedor da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016. A obra, publicada em 2015, revisita a história clássica dos irmãos Grimm, com ilustrações de Lorenzo Mattotti, e foi traduzida por Augusto Calil.

Além do prêmio de melhor tradução, João e Maria recebeu o selo Altamente Recomendável. “Ficamos muito felizes com a premiação. Neil Gaiman reconta o clássico João & Maria com mestria e resgata o clima sombrio da história original. Augusto Calil, com muita habilidade, conseguiu trazer para a edição brasileira a mesma atmosfera assustadora”, comemora Cristhiane Ruiz, editora de ficção jovem.

O livro sem figuras, de B.J. Novak, também recebeu o selo Altamente Recomendável concedido pela fundação, que seleciona anualmente os melhores livros para indicação a crianças e jovens.

 

Local: FNLIJ – Centro de Convenções Sul América
Av. Paulo de Frontin nº 1 — Cidade Nova, Centro, Rio de Janeiro
Estande da Intrínseca na FNLIJ: 38
Horário de funcionamento: Segunda a sexta | 8h30 às 17h
Sábados e domingos | 10h às 18h

 

Ingresso para entrada na FNLIJ: R$ 6,00
Gratuidade para maiores de 60 anos, portadores de deficiência, professores da rede municipal do Rio de Janeiro e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda, contando que pré-agendadas com a FNLIJ. Mais informações.

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Eu sou o Peregrino, de Terry HayesUma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

 

O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller — Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo que já passou pelas redações de Gazeta do Povo, TV Globo e Deutsche Welle, na Alemanha.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +]

Em O amor segundo Buenos Aires, Scheller oferece a cada personagem a chance de narrar suas escolhas e percepções sobre diferentes formas de amor, como entre pai e filho, um homem e uma mulher, dois homens e também entre amigos.

Leia as colunas de Fernando Scheller no blog

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Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

 

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia.

Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror. [Leia +]

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A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível.

A agenda antiplanos parte do princípio de que a busca pela organização e pelo perfeccionismo, tão exaltada na cultura moderna, é na verdade um grande empecilho ao processo criativo. O estilo, a forma e a proposta pouco convencional do livro entretêm e levam à reflexão. Capturando momentos e estados de espírito, ele convida o leitor a controlar menos e experimentar mais, a deixar de levar tudo tão a sério e, simplesmente, viver. E o principal: a se divertir! [Leia +]

 

Baía da Esperança, de Jojo Moyes No quinto romance da autora de Como eu era antes de você, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores.

Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores.

Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam. Com personagens cativantes em um cenário encantador, Baía da Esperança é um romance comovente e irresistível, repleto do humor e da generosidade que marcam as obras de Jojo Moyes.

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O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert — Quando decidiram embarcar em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Neste primeiro volume da história, inspirada no jogo infantil educativo on-line, os três amigos encontram um mapa mágico e se aventuram em uma perigosa jornada para tentar encontrar o caminho de volta para casa. Porém, os habitantes da ilha — incluindo o assustador líder dos vikings, Erik, o Vermelho — estão nos calcanhares deles, e Octavian, o capitão do balão, responsável por estarem presos naquela ilha, quer seu mapa de volta. Será que Oliver, Mya e Jorge vão conseguir fugir das garras dos sanguinários vikings e encontrar um jeito de escapar da ilha e de Octavian? [Leia +]

 

Solteirona: O direito de escolher a própria vida, de Kate Bolick — “Com quem se casar e quando: essas duas questões definem a existência de toda mulher”, provoca a autora logo no início de Solteirona. Em uma análise inteligente e bem-vinda dos prazeres e possibilidades de ficar solteira, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte da própria experiência para ponderar o porquê de mais de cem milhões de americanas hoje preferirem ficar solteiras.

No livro, Bolick também apresenta um elenco de personalidades femininas do último século que, pela genialidade e determinação, são inspirações para sua escolha: a colunista Neith Boyce, a ensaísta Maeve Brennan, a visionária social Charlotte Perkins Gilman, a poeta Edna St. Vincent Millay e a escritora Edith Wharton. Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de se casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito da mulher de escolher a própria vida. [Leia +]

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Conheça nossos livros publicados em março

 

testeO editor como artesão

Por Sheila Louzada*

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É como nas fotografias: dê zoom em um inseto ou em uma flor, e você vai ver cada detalhe ampliado de tal forma que assume proporções gigantescas.

Se você faz um livro de mil páginas, o natural é que seu foco seja mais efêmero. Aquela infinidade de frases se dilui, uma se apoiando na outra em uma espécie de companheirismo literário de maneira a formar um elenco sem protagonistas. Um ou outro trecho com alguma dificuldade vai exigir atenção especial, mas o fluxo de ideias se sobrepõe ao efeito individual de cada bloco de texto.

link-externoLeia também: A diferença entre “ler para” e “ler com” uma criança, por Natalia Klussmann

Em um livro sem figuras de uma única lauda, em que espaços em branco são tão importantes quanto imensas onomatopeias coloridas, cada frase e cada palavra e cada mínima pontuação merece uma atenção desmedida. Dos 2.113 caracteres originais, cada um foi pensado e repensado e invertido e observado e testado, desde a tradutora até a designer que convocamos para ler em voz alta para a equipe. Cada item ali tem uma função; cada cor, um propósito. A pizza de goiaba, por exemplo, era originalmente azul-escura, por ser uma pizza de mirtilo. No entanto, a tradução optou por uma fruta mais comum no Brasil — coerente com a escolha do tamanduá em vez do macaco, por exemplo, e com a própria sonoridade mais abrasileirada dos estranhos sons que inundam as páginas 38 e 39 —, o que nos levou a trocar também a cor das letras. Outro exemplo é o “bip bip”, que, embora esteja ali escondidinho entre um extravagante XABLAU e um cativante BOROGOTONGO, não podia ser esquecido, por remeter ao tamanduá robô.

link-externoConheça O livro sem figuras, de B.J. Novak

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Cada frase tem inúmeras possibilidades de escrita, e cada versão tem inúmeras possibilidades de entonação. Vimos isso com mais clareza na gravação do e-book com áudio, em que passamos horas e horas atentos a versões e mais versões de uma mesma frase e tentando decidir qual transmitia melhor a ideia. Um mero “Jura?” pode ser dito de forma incrédula (“Não acredito que estou lendo essas baboseiras”), debochada (“Aham. Sei.”), impaciente (“Será que estou lendo isso direito?”) ou mesmo feliz (“Concordo inteiramente!”).

link-externoConheça o e-book especial de O livro sem figuras com áudio nas vozes de Maria Clara Gueiros e Lúcio Mauro Filho

Experimente. Duvido você ler esse livro da mesma forma duas vezes. E é essa a graça dele: a cada voz, a cada momento, a leitura muda e se renova, e se a graça de um livro com figuras é repetir o prazer da primeira leitura, a graça é esse prazer ser constantemente renovado e jamais recuperado. Haverá infinitas primeiras leituras.

 


Sheila Louzada
, 30 anos, é editora assistente no setor de ficção infantojuvenil da Editora Intrínseca.

testeLer para, ler com

Por Natalia Klussmann*

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Filhos, dizem, vêm sem manual de instruções. Mas posso contar um segredo? Não é bem assim! Na verdade, o que parece mesmo é que eles vêm com duzentos manuais. E cada um diz uma coisa diferente: às vezes eles se anulam, noutras, se sobrepõem, mas, invariavelmente, soterram mães e pais com infinitas informações.

Agora, se existe algo unânime na maternidade e na paternidade, para além das óbvias instruções básicas que visam à sobrevivência dos rebentos, tal coisa é a leitura.

Leia para seus filhos. Todas as pesquisas acadêmicas com as quais tive contato defendem e ressaltam a importância da precoce exposição aos livros e às rimas infantis. Ler para crianças desde sempre contribui significativamente para a ampliação de vocabulário, desenvolvimento cognitivo e fonológico, aporte de noções básicas de cálculo, melhoria no desempenho de leitura e escrita quando da época pós-alfabetização e mais. A lista é vasta e bastante convincente. Até mesmo o senso comum ou o bom senso sabem disso, sem teorias ou referências bibliográficas.

No entanto, existe uma coisa ainda melhor e mais eficiente do que ler precocemente para os pequenos. É ler com a criança desde muito cedo. Sim, porque uma coisa é ler para a criança, sentada no sofá ou na cama, tendo o objetivo de distrair, cumprir o ritual do sono ou pensando em desenvolver habilidades. Outra coisa é ler com a criança, interpretando falas, entrando no mundo de fantasia que o livro abre, partilhando emoções, impressões e surpresas. Ler com significa entregar-se ao instante, dividir sentimentos e descobrir novas maneiras de contar as mesmas palavras. O espaço lúdico da literatura e o espaço afetivo do estar presente unem-se e não há mais uma simples leitura: acontece um momento. Um momento (delicioso) de aprendizado.

LIVRO SEM FIGURAS_3dPara ler com, crianças e adultos precisam se engajar no que vai escrito, mesmo que as palavras registradas soem estranhas ou absurdas. Por isso, O livro sem figuras, de B. J. Novak, é genial: ele não deixa alternativa e só é concebível uma leitura interativa da obra. Impossível ser burocrático em meio a borogotongos e uengarengas. Menos ainda se seu filho fizer como o meu e cair na gargalhada já bem no comecinho do livro (e seguir assim não importando quantas vezes você repita tudo).

Esta é a mágica: fazer gostar de ler e de ouvir histórias. Entender que mesmo um livro sem figuras é divertido e envolvente. Porque através das palavras é que as imagens vão se construir, lentamente, no imaginário de quem as lê.

Claro que livros infantis ilustrados são maravilhosos e também muito importantes para as crianças. Não se pode ignorar ou subestimar o poder comunicativo e narrativo de desenhos e imagens. Mas meu ponto, e o genial no livro de Novak, é que, em uma vida mediada pelo audiovisual, crianças conhecem muito bem a potencialidade das imagens coloridas e atraentes.

Contudo, as palavras — talvez, a princípio, letras monocromáticas sobre o papel, porém sempre muito vivas e vívidas conforme a imaginação as vai encadeando — também são poderosas. Elas ganham vida somente com a leitura, mas, a partir de então, as construções são múltiplas e ricas. E quando, em vez de ler para, você lê com uma criança, vive com ela a experiência da imaginação, sonha as histórias, vai ao lado dela nos caminhos que se desdobram. É um momento partilhado, conectado e interativo.

No entanto, sabemos que nem sempre é fácil, depois da cansativa jornada diária da vida adulta, ter pique ou criatividade para inventar vozes, interpretar onomatopeias e conduzir uma contação vivaz. Por isso que, desde a primeira vez que li O livro sem figuras, fiquei encantada. A história é breve e despretensiosa, ótima para mentes e corpos cansados. E o texto é tão bom e a tradução tão bem cuidada que ninguém vai precisar fazer um curso de interpretação para conseguir provocar risadas. Aliás, risadas, não! Gargalhadas. Homéricas, daquelas que levam embora o cansaço, a mesmice e a previsibilidade, mas prendem bem firme a atenção dos filhotes. Isso acontece porque o autor consegue tomar para si a responsabilidade de conduzir a trama e guia o leitor pela mão, em uma narrativa declarada e descaradamente maluca. Isso permite aos adultos relaxar e aproveitar: a conexão vai se estabelecer na risada e no estranhamento partilhados.

Ao mesmo tempo, apesar da leveza e da espontaneidade, a história acaba por resgatar um tempo infantil dentro de nós. A estranheza presente exige atenção e dedicação e, assim, retomamos a fruição, o engajamento com aquilo que é novo, a fascinação com o nunca visto. Mais uma vez a fusão adulto-criança acontece. Estamos lendo com os olhos divertidos de uma criança, saboreando cada sílaba ressonante e cada invencionice surrealista. Reaprendendo o prazer da literatura e, ao mesmo tempo, mostrando aos pequenos como é fascinante uma história bem contada.

Com o firme propósito de fazer rir e de provar que um livro sem figuras é divertido, Novak vai além do que se propõe e cria uma obra inteligente, engraçada e educativa. Sua principal lição? Ler para crianças é bom e faz bem, mas ler com as crianças é o melhor que você pode fazer para você, sua criança e a relação de vocês.

Palavra de tamanduá que aprendeu a ler sozinha!

Confira a leitura de B.J. Novak:

Natalia Klussmann é mestre em literatura brasileira e bacharel em comunicação pela UFRJ, tradutora, mãe e leitora. Gosta dos bons livros, sejam eles com ou sem figuras.