testeIntrínseca na Flip: conheça os autores que marcaram o festival

A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – já começou, e nós não poderíamos estar mais animados!

Em sua 17ª edição, o festival está recheado de novidades imperdíveis. Além da participação de nossas autoras Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo na programação oficial, a Intrínseca também marca presença na Flip 2019 com um book truck especial do nosso clube do livro, o intrínsecos, e com muitas outras surpresas!

Para você se preparar para esse grande evento, fizemos uma lista dos nossos autores que já participaram do festival literário. Relembre com a gente!

  1. Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo

     

Este ano, a Intrínseca traz duas consagradas autoras latino-americanas para a Festa Literária Internacional de Paraty: Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo.

Autora de As coisas que perdemos no fogo e do lançamento Este é o mar, Enriquez constrói em suas obras cenários fantásticos e sombrios que evidenciam o horror do cotidiano, em uma escrita fluida que prende o leitor do início ao fim.

Karina Sainz Borgo lançou em junho seu primeiro romance pela Intrínseca. Noite em Caracas traz uma poderosa história sobre uma mulher que enfrenta situações extremas, enquanto precisa aceitar a ausência definitiva da mãe, tudo isso em um país que também desaparece aos poucos. A obra, publicada em março na Espanha, se tornou um best-seller em menos de um mês.

Confira a programação da Flip 2019 aqui.

  1. André Aciman

Em 2018, o convidado foi ninguém menos que André Aciman. O autor de Me chame pelo seu nome e Variações Enigma conversou sobre o processo de escrita, o exercício da liberdade de escrever e a escolha de temas tabus ou proibidos – como homoerotismo, sexualidade feminina e religião.

Além disso, Aciman também respondeu algumas perguntas dos leitores durante a sua passagem pelo Brasil! Você pode conferir o vídeo aqui:

 

  1. Marlon James e William Finnegan

A edição de 2017 da Flip contou com a participação de dois autores incríveis: Marlon James e William Finnegan.

Autor de Breve história de sete assassinatos, Marlon James debateu a renovação da tradição americana do romance a partir de seu ponto de vista como jamaicano negro que migrou para os Estados Unidos.

Autor de Dias bárbaros, sua autobiografia vencedora do Prêmio Pulitzer, Finnegan conversou sobre as diferentes motivações de um escritor e a entrega ao trabalho.

  1. Helen Macdonald

Outra escritora que marcou presença na Festa Literária Internacional de Paraty foi Helen Macdonald, autora de F de Falcão. Em sua participação, Macdonald falou sobre como a sua paixão pela falcoaria a ajudou a lidar com o luto por conta da morte súbita do pai.

  1. Riad Sattouf

O renomado quadrinista Riad Sattouf compareceu à Flip em 2015. Ao lado do brasileiro Rafa Campos, o criador de O árabe do futuro participou da mesa “De balões e blasfêmias”.

Em sua série de HQ, que já tem três volumes publicados pela Intrínseca, o autor retrata o choque cultural experimentado durante sua infância. Nascido na França socialista de Mitterand, ele vivenciou as ditaduras da Síria de Assad e da Líbia de Kadafi.

  1. Michael Pollan e Joël Dicker

A Flip de 2014 foi abrilhantada pela presença de dois autores incríveis: Michael Pollan e Joël Dicker.

Em Cozinhar, Michael Pollan convida o leitor a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos.

Já em A verdade sobre o caso Harry Quebert, premiado romance policial de Joël Dicker, somos confrontados com um grande mistério. Protagonizado por um jovem e bem-sucedido escritor que passa por um bloqueio criativo, a trama envolve o assassinato de uma menina de 15 anos e a luta contra o tempo em busca do verdadeiro responsável pelo crime.

  1. Jennifer Egan

Em 2012, quem visitou Paraty e participou da Flip foi a norte-americana Jennifer Egan. A autora de A visita cruel do tempo e Praia de Manhattan marcou presença na mesa “Pelos olhos dos outros”, ao lado do autor inglês Ian McEwan.

Egan é vencedora do Pulitzer de Ficção e do National Book Critics Circle Awards de 2011 por A visita cruel do tempo, obra em que tece uma narrativa caleidoscópica, alternando vozes e perspectivas, cenários e personagens, para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida.

  1. Lionel Shriver

Autora do intenso Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver ficou encantada pelo Brasil quando veio à Flip em 2010 para participar da mesa sobre violência e maternidade.

Em seu livro, conhecemos a história de Kevin, que aos 15 anos mata onze pessoas, entre colegas do colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados e nos olhares de julgamento que recebe.

testeCinco livros sobre maternidade

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Uma das características mais importantes da literatura é ampliar as perspectivas e desconstruir alguns mitos. A maternidade, por exemplo, é um assunto que gera bastante discussão. Os rituais maternos, o estereótipo da mãe ideal, o comportamento que a mulher deve ter, o que se deve fazer com os filhos, como lidar com os seus desejos e a culpa são algumas questões da vida real que também são abordadas em obras de ficção.

Confira a lista com cinco livros que apresentam diferentes aspectos da maternidade:

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A filha perdida, de Elena Ferrante — Leda é uma professora universitária de 40 e poucos anos que decide tirar férias no sul da Itália após as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai. Com elementos simples e uma trama bem construída, a obra acompanha os sentimentos conflitantes dessa personagem que reflete sobre o papel de ser mãe, os desejos e as vontades das mulheres.

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Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — De forma perturbadora, a autora levanta a polêmica sobre a maternidade romantizada e constrói uma personagem muito forte e humana. Na obra, uma mãe escreve cartas ao pai do seu filho Kevin, na tentativa de compreender o motivo do assassinato em massa cometido pelo adolescente na escola. Ela rememora cada minúcia da vida conjugal e faz um antielogio à maternidade ao explicitar os instintos sombrios, diariamente menosprezados, por trás dos sagrados laços de família.

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Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty — A obra conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional, Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve. Violência doméstica, estupro, bullying e a pressão que as mães sofrem são alguns dos temas abordados na história.

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Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — O livro causou uma grande polêmica quando foi publicado nos Estados Unidos.  Wednesday analisa a região do Upper East Side, área mais rica de Nova York, e aponta o comportamento das moradoras que sofrem com depressão, vícios e ansiedade por serem as principais responsáveis pela criação dos filhos e terem que se adequar aos padrões rígidos de beleza e status social. Com um relato forte e repleto de curiosidades, a autora traz à tona questões que assolam o universo feminino, como a insegurança e o medo de não ser uma boa mãe.

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Um mais um, de Jojo Moyes — Nessa obra publicada em 2015, a autora de Como eu era antes de você traz uma personagem que representa as mães solteiras, que cuidam dos filhos sozinhas e fazem qualquer coisa para ajudá-los.

Jess se casou muito nova depois de engravidar.  Quando o marido sai de casa para tratar a depressão na casa da mãe, ela precisa acumular dois trabalhos para sustentar a família composta por Tanzie, a filha que é um prodígio da matemática, Nicky, o enteado emo, e um gigantesco cachorro babão. Para garantir a educação e o futuro de Tanzie, Jess vai ter de recorrer a um geek milionário e fazer uma road trip cheia de surpresas.

testeLista de autoras que tratam do universo feminino

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Quantos livros escritos por mulheres vocês leram recentemente? No Dia Internacional da Mulher, convidamos os nossos leitores a conhecer obras de autoras publicadas pela Intrínseca. Os livros abordam questões como empoderamento feminino, violência doméstica, igualdade de gênero e maternidade, temas importantes para discutirmos a data, além de histórias de ficção com personagens femininas fortes.

 

Confira a lista:

A arte de pedir, de Amanda Palmer — Amanda é cantora, produtora, compositora e artista plástica. Nesse livro, ela levanta a bandeira do feminismo, questiona a maneira como lidamos com o casamento e fala abertamente sobre a liberdade das mulheres para fazer o que quiserem com seus corpos. A obra foi inspirada em uma palestra ministrada no TED Talk e narra também a experiência bem-sucedida da autora em campanhas de financiamento coletivo para projetos artísticos. Leia também: A arte de ser Amanda Palmer

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty — O livro mais recente da autora aborda temas como violência doméstica e sexual e bullying. A obra conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida perfeita em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional, Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma mãe solteira recém-chegada na cidade. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia que as envolve.

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — Nesse livro, Lionel constrói uma personagem muito forte e humana, que emocionou milhares de pessoas. Na obra, uma mãe escreve cartas ao pai do seu filho Kevin, na tentativa de compreender o motivo do assassinato em massa cometido pelo adolescente na escola. Ela rememora cada minúcia da vida conjugal e faz o antielogio da maternidade ao explicitar os instintos sombrios, diariamente menosprezados, por trás dos sagrados laços de família.

Não sou uma dessas, de Lena Dunham — Lena já foi considerada a voz de sua geração por falar abertamente de assuntos polêmicos. Criadora, produtora e atriz de Girls, ela conta a história da sua vida e aborda temas como sexo, culto ao corpo, violência sexual, amizade e a luta para ser reconhecida na carreira aos vinte e poucos anos. Leia também: As causas de Lena

P.S.: Ainda amo você, de Jenny Han — SPOILER!
Na continuação de Para todos os garotos que já amei, Lara Jean está em um relacionamento de verdade pela primeira vez na vida, mas ainda está aprendendo a lidar com as dificuldades de um namoro. Nesse segundo livro, Jenny Han aborda o feminismo de uma forma sutil e levanta a questão sobre o vazamento de imagens íntimas.

Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — Wednesday é ph.D. e lecionou estudos culturais em Yale, onde concluiu o doutorado em literatura comparada e estudos culturais com foco em antropologia e história da psicanálise. No livro, ela analisa a região do Upper East Side, área mais rica de Nova York, e aponta o comportamento das moradoras que sofrem com depressão, vícios e ansiedade por serem as principais responsáveis pela criação dos filhos e terem que se adequar aos padrões rígidos de beleza e status social. Wednesday utiliza seus conhecimentos para questionar a obrigação da mulher de estar sempre perfeita e se dedicar 100% às crianças. Leia também: A tribo escondida por trás dos luxuosos prédios de Nova York

História do Futuro: O Horizonte do Brasil no Século XXI, de Míriam Leitão — A premiada jornalista apresenta dados que ajudam a compreender o atual cenário brasileiro. Resultado de quatro anos de pesquisa, a obra indica tendências e aponta reflexões sobre demografia, política, economia, educação, meio ambiente, temas importantes para as leitoras que querem estar informadas.

A garota que você deixou para trás, de Jojo Moyes — Nessa obra, Jojo apresenta personagens corajosas e determinadas.  O romance conta a história de Sophie, uma francesa obrigada a se separar do marido, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre, durante a Primeira Guerra Mundial.  Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, ela apega-se às lembranças admirando um retrato seu pintado pelo marido. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo.

Operação impensável, de Vanessa Barbara — Vanessa é uma jovem e premiada autora brasileira. Com humor ácido e muitas referências sobre cinema, ela narra o fim de um casamento entre a historiadora Lia e o programador Tito marcado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro.

Objetos cortantes, de Gillian Flynn — Gillian é conhecida por criar personagens femininas ambíguas e perturbadoras. Em seu livro de estreia, a autora conta a história de uma jovem repórter que investiga casos de assassinato ao mesmo tempo em que tenta sobreviver a uma família completamente disfuncional.

testeTop 10 de Pedro Gabriel

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Procurando por uma nova leitura? Confira as dez indicações de Pedro Gabriel, autor de Eu me chamo Antônio e Segundo: Eu me chamo Antônio. Os e-books de alguns títulos dessa seleção estão com preços promocionais na Google Play até a próxima quinta-feira, dia 3 de março. Confira aqui.

 

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista.

Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível. [+]

O árabe do futuro: uma juventude no Oriente Médio (1978 – 1984), de Riad Sattouf — Filho de mãe francesa e de pai sírio, o quadrinista Riad Sattouf conta o choque cultural que viveu quando foi, ainda bem criança, para a Síria e a Líbia, e fala também do retorno da família à França. Depois de viver em lugares tão diferentes, Riad se tornou um completo estrangeiro, com uma visão crítica, afiada e muito bem-humorada sobre o mundo.

Um relato literário pleno em forma de graphic novel, com traço simples e narrativa fluida e descontraída. Riad fornece ao mesmo tempo uma análise antropológica do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de sua própria infância plural. [+]

A verdade sobre o caso Harry Quebert, de Joël Dicker — Em 1975, na pequena cidade de Aurora, em New Hampshire, Nola Kellergan, de quinze anos, é vista pela última vez sendo perseguida na floresta e nunca mais é encontrada. Trinta e três anos depois, Marcus Goldman, jovem escritor de sucesso, vai a Aurora encontrar seu amigo e professor, o respeitado romancista Harry Quebert, na esperança de conseguir superar um bloqueio criativo. Durante esse tempo, ele descobre que seu mentor teve um caso com a adolescente.

Depois de encontrarem o cadáver da garota em seu jardim, Harry é preso, acusado de ter cometido assassinato. Marcus precisa correr contra o tempo para inocentar o amigo, descobrir quem matou Nola Kellergan e escrever um romance bem-sucedido. [+]

 

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Queria ver você feliz, de Adriana Falcão — O Amor, essa entidade mítica, obstinada e perfeccionista, desempenha o papel de narrador na história real do casal Caio e Maria Augusta, pais da autora Adriana Falcão. Com linguagem poética e ao mesmo tempo bem-humorada, Adriana revela para seus leitores aquilo que poderia ser descrito como uma história trágica protagonizada por dois personagens atormentados por seus demônios.

Apaixonados, Caio e Maria Augusta se casam no Rio de Janeiro da década de 1950 e têm três filhas. Todo o sentimento que eles compartilham não impede que a personalidade exuberante de Maria Augusta se torne mais obsessiva e asfixiante com o passar do tempo, apesar dos medicamentos e dos tratamentos psiquiátricos a que é submetida. Caio, por sua vez, aprofunda uma melancolia que existia nele desde a adolescência, e que culmina nos anos 1970 em tentativas de suicídio. Mais do que uma história com final dramático, trata-se de memórias afetivas que alternam momentos de intensa felicidade e outros tantos de dor. [+]

Pó de lua, de Clarice Freire — Filha de Wilson Freire, parceiro do compositor Antônio Nóbrega, Clarice cresceu rodeada por artistas. Ela própria compõem letras de músicas e toca violão. Não é à toa que conseguiu encantar o público com a delicadeza de seus pensamentos, seu humor sutil e o traço despretensioso, que combina desenhos e fragmentos de palavras.

A obra segue o formato dos cadernos moleskine em que Clarice acostumou-se a exercitar sua criatividade. Inspirada pelas quatro fases da lua — minguante, nova, crescente e cheia —, ela trata em frases concisas e certeiras de sentimentos como a saudade, o medo, a paixão e a alegria, sempre em sua caligrafia característica, enfeitada com ilustrações singelas. [+]

O livro sem figuras, de B. J. Novak — Um livro sem figuras? O que tem de divertido nisso? Combinando simplicidade e criatividade de uma forma surpreendentemente engenhosa, O livro sem figuras inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

Um livro original e divertido capaz de transformar qualquer leitor em um verdadeiro comediante, que vai fazer as crianças implorarem para ouvir a história repetidas vezes. [+]

 

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Paris versus New York, de Vahram Muratyan — Vahram Muratyan é um jovem artista gráfico de origem armênia criado em Paris. Em 2010, depois de uma longa temporada em Nova York, ele criou o blog Paris versus New York como uma espécie de registro visual de suas experiências, um bem-humorado confronto entre duas das mais míticas cidades do mundo. O sucesso foi surpreendente e o blog teve mais de cinco milhões de visitas em um ano. A sofisticada batalha visual, travada por um amante de Paris vagando por Nova York, se transformou em livro e firmou o artista como um designer renomado, com uma carteira de clientes que inclui grandes nomes da moda, entre eles Prada e Chanel.

Este amistoso confronto artístico é dedicado aos amantes de Paris, de Nova York e àqueles que estão divididos entre as duas cidades. [+]

A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal — Um dos mais importantes ceramistas da atualidade, Edmund de Waal era fascinado pela coleção de 264 miniaturas japonesas entalhadas em madeira e marfim guardadas no apartamento do tio-avô, que vivia em Tóquio. Nenhuma daquelas peças era maior do que uma caixa de fósforos e, no entanto, seu valor revelou-se grandioso.

Mais tarde, quando herdou estes netsuquês, Edmund descobriu que, além da riqueza artística, eles carregavam uma história muito maior: revelavam o passado de sua família e eventos cruciais do século XX. A partir dessa delicada coleção, A lebre com olhos de âmbar, obra vencedora do Costa Book Award na categoria Biografia e finalista do South Bank Sky Arts Award na categoria Literatura, transporta o leitor desde um império em Odessa — passando pela Paris do fin-de-siècle e pela Viena ocupada pelos nazistas — até o Japão e a Inglaterra contemporâneos. [+]

Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver — Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive.

Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável. [+]

Eu me chamo Antônio, de Pedro Gabriel — Em seu primeiro livro, Pedro Gabriel apresenta uma narrativa que transita por todas as fases de um relacionamento amoroso: com um estilo simples e acessível, mas nem sempre óbvio, o leitor acompanha os encontros e desencontros de Antônio. Percebe-se uma irreverência no tom de versos e trocadilhos como: “Invista nos amores à primeira vista”. Outras emoções são apresentadas de forma singela, quando há uma separação, por exemplo: “Você, distante, diz tanto sobre mim”. Enquanto a angústia, sentimento que faz parte da instabilidade de qualquer casal, também é citada no livro: “Na dança do amor: dor pra cá, dor pra lá”.

Antônio é um personagem sensível e verossímil, talvez seja por isso que os leitores cultivem a dúvida sobre até onde vai a linha tênue que separa a realidade da ficção. [+]

testeA nova república

Por Lionel Shriver* Lionel Shriver (c) Suki Dhanda Escrito entre Dupla falta e Precisamos falar sobre o Kevin, A nova república foi concluído em 1998. Naquela época, meu histórico de vendas era um horror. E, o que talvez seja mais importante, meus compatriotas norte-americanos, em sua maioria, descartavam o terrorismo como um Problema Chato dos Estrangeiros. Não consegui despertar interesse pelo manuscrito em nenhuma editora dos Estados Unidos.

Em pouco tempo, essas duas fontes de desincentivo desapareceram. Minhas vendas melhoraram. Depois do 11 de Setembro, os norte-americanos ficaram muito interessados no terrorismo, para dizer o mínimo. Por isso, durante anos após a calamidade em Nova York, fui obrigada a manter o romance na gaveta, porque um livro que tratasse dessa questão com um toque de leveza seria considerado de mau gosto.

Mas o tabu parece haver chegado ao fim. As sensibilidades se robusteceram. Tenho esperança de que este romance — cujos temas só se tornaram mais contundentes desde que ele foi escrito — possa agora ser lançado sem causar melindres. Apesar de revisado com o olhar frio da distância, o livro está sendo publicado mais ou menos como o escrevi originalmente, com um pequenino e irresistível acréscimo no epílogo, que os leitores reconhecerão de imediato.

*Nota da autora em A nova república. Leia um trecho do romance que acaba de ser publicado no Brasil:

testeEstante Intrínseca – Lançamentos de janeiro

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Cinquenta tons de cinza – edição com capa inspirada no pôster do filme, de E L James: O primeiro volume da trilogia que vendeu mais de 100 milhões de exemplares em todo o mundo — 5 milhões apenas no Brasil — ganha nova capa, inspirada no pôster do filme estrelado por Jamie Dornan no papel de Christian Grey e Dakota Johnson como Anastasia Steele. O livro conta o início do apimentado romance entre Christian Grey, um bilionário charmoso e controlador, e a recatada estudante Anastasia Steele. [Leia trecho]

A nova república, de Lionel ShriverEm A nova república, a autora do consagrado Precisamos falar sobre o Kevin criou um cenário de guerra fictício porém não inverossímil. Em Barba, região ficcional de Portugal, um grupo separatista explode bombas como estratégia para conseguir sua independência e aterroriza a comunidade internacional com seus atentados e sua autodeterminação. A capital, Cinzeiro, abriga repórteres de toda parte, entre eles o recém-chegado Edgar Kellogg — advogado que trocou a carreira em Nova York pela imprevisibilidade do jornalismo. Hostilizado na infância por ser gordo, Kellogg construiu uma idolatria por personagens magnificentes. Enviado para substituir o excepcional repórter desaparecido Barrington Saddler, o novato reconhece nesse homem grandioso a figura que deseja imitar. [Leia trecho]

Sniper americano, de Chris Kyle, Jim DeFelice e Scott McEwen: Best-seller do The New York Times e um dos livros mais comentados de 2013 na imprensa dos Estados Unidos, Sniper americano é considerado um dos relatos de guerra mais importantes da atualidade. Em uma década de serviço, incluindo diversas incursões ao Iraque e a outras zonas de combate durante a chamada guerra ao terror, Chris Kyle, atirador de elite dos Seals, alcançou o recorde de mais de 150 mortes confirmadas pelo Pentágono. No livro, ele fala da morte brutal dos companheiros, da ação como atirador e da frieza e da precisão que desenvolveu ao longo da carreira, lançando luz não só sobre a realidade dos combatentes como também sobre a dificuldade de readaptação dos que retornam ao lar. Em 2013, Chris Kyle foi assassinado por um veterano de guerra que sofria de transtorno de estresse pós-traumático. A adaptação cinematográfica do livro estreia no Brasil em 22 de janeiro em grande circuito. Com direção de Clint Eastwood e protagonizado por Bradley Cooper, o filme está entre os favoritos na corrida ao Oscar 2015. [Leia trecho]

A economia da desigualdade, de Thomas PikettyNeste livro, o economista francês Thomas Piketty, autor do celebrado O capital no século XXI, aprofunda-se em seu discurso sobre desigualdade e riqueza e o insere no centro do debate político. Revisto e atualizado continuamente desde sua primeira edição francesa, em 1997, A economia da desigualdade demonstra que o antagonismo esquerda/direita do debate político não reflete noções discordantes de justiça social. Na verdade, diz Piketty, trata-se de uma divergência essencial sobre quais mecanismos econômicos produzem desigualdade e de que maneira é possível melhorar as condições de vida das parcelas mais desfavorecidas da população. Com gráficos e tabelas bastante ilustrativos, a obra é mais uma aula valiosa sobre a natureza da distribuição de renda e o cenário econômico atual. [Leia trecho]

Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking: Lançado originalmente em 1988, Uma breve história do tempo vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo e ficou 237 semanas na lista dos livros mais vendidos do The Sunday Times. Considerado um dos mais importantes cientistas da atualidade, Stephen Hawking fez descobertas sobre a natureza do tempo e o funcionamento dos buracos negros. Suas teorias revolucionárias também elevaram seu nome ao patamar de gênios como Galileu, Newton e Einstein. Nesta obra, um clássico da divulgação científica, Hawking apresenta ilustrações criativas e texto lúcido e bem-humorado para desvendar desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o universo. A Teoria de Tudo, filme que narra a vida do celebrado físico e cosmólogo e é estrelado por Eddie Redmayne e Felicity Jones, chega aos cinemas brasileiros em 22 de janeiro. [Leia trecho]

Sonhos com deuses e monstros, de Laini TaylorNo desfecho da trilogia Feita de fumaça e osso, best-seller do The New York Times, dois mundos se equilibram na iminência de uma terrível guerra. Na Terra, os humanos recebem com êxtase os anjos e seu imperador, que pretendem angariar armas para um combate maligno. Jael nem desconfia de que, em Eretz, quimeras e Ilegítimos ensaiam unir forças na tentativa de alcançar a paz. Karou assumiu o controle da rebelião quimera e, ao menos na batalha contra o inimigo em comum, está, finalmente, ao lado de Akiva. É uma versão distorcida do tão antigo sonho dos dois, uma esperança de futuro para seus povos. E, talvez, para o amor que eles sentem renascer. [Leia trecho]

As presas, de Andrew FukudaAndrew Fukuda vira do avesso o romance de vampiros e cria uma história assombrosa e original. Com a morte pairando sobre suas cabeças, Gene e os outros humanos precisam encontrar uma forma de sobreviver na Vastidão, uma área desértica e isolada, por tempo o bastante para escaparem dos predadores sedentos de sangue que os caçam obstinadamente na noite. Conforme a tênue linha entre inimigos e aliados se torna cada vez mais indistinta, uma coisa fica absolutamente clara: se quiser sobreviver, Gene precisará confiar em alguém além de si próprio. As presas é o segundo volume da eletrizante série A caçada. [Leia trecho]

Caixa de pássaros, de Josh MalermanRomance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante,que explora a essência do medo. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio.Ninguém é imune nem sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e seus dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que têm pela frente é assustadora: uma decisão errada e todos morrerão. [Leia trecho]

testeTempo de Flip

Lionel Shriver Jennifer Egan

O celular não pega. As ruas são confusas e andar é um perigo — quando finalmente é possível se equilibrar nas pedras centenárias que pavimentam Paraty, está na hora de ir embora. Todo ano é a mesma história, e sempre voltamos todos, mais ou menos ali pelo sétimo mês do ano, à próxima Festa Literária Internacional de Paraty. Para as duas escritoras que assessorei no evento, veteranas em festivais de literatura mundo afora, a Flip também deixou saudade.

A norte-americana Lionel Shriver, criadora do psicopata que assombra mães no mundo inteiro em Precisamos falar sobre o Kevin, não esquece a Flip 2010 — “a melhor festa literária de que já participei, com toda franqueza”, derramou-se em artigo escrito para o Blog da Intrínseca.

Dois anos depois, a Pulitzer de Literatura Jennifer Egan também se rasgou em elogios em uma mensagem para o nosso editor: “foi o ponto alto de 2012”. Naquele ano ela viajou o mundo com seu premiado A visita cruel do tempo — não é pouco. Veio com as crianças e o marido, bateu papo com o ídolo Ian McEwan e ouviu dele que Caixa preta, conto de Egan escrito para o Twitter, era a obra mais sensacional daquele ano.

De volta a Paraty, com os olhos pregados no chão de pedras e a atenção voltada para nossos escritores convidados em 2014 — o romancista Joël Dicker e o ensaísta Michael Pollan —, vamos lá conversar sobre livros maravilhosos e criar lembranças inesquecíveis. Fazer o quê? É tempo de Flip!

*Por Juliana Cirne, gerente de comunicação da Intrínseca.

testeLionel Shriver apresenta “Grande irmão” aos brasileiros

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Por Lionel Shriver

Sempre penso nos brasileiros como um povo esbelto e sensual, por isso, fiquei surpresa ao saber que a obesidade é uma preocupação crescente no Brasil. A gordura parece ser o preço da prosperidade. O estranho é que, tal como acontece nos Estados Unidos, o excesso de peso entre vocês é, cada vez mais, um problema dos pobres. E isso não faz sentido, faz? Não são os ricos que podem bancar a despesa de comer mais? Minha teoria é que, muitas vezes, comer em demasia é um sinal de deficiências em outras áreas da vida — um sentimento maior de insatisfação, que pilhas de batata frita não têm como remediar.

Grande irmão é um livro sobre comida, sobre gordura — questões sociais que são também profundamente íntimas: como nos sentimos quando nos olhamos no espelho, ou quando vemos uma fotografia nossa. O juízo que fazemos sobre as pessoas, dependendo do quanto elas pesam. O romance pergunta: santo Deus, por que comer ficou tão complicado?

Passei a ter um carinho especial pelos leitores brasileiros desde que estive na FLIP, em Paraty (a melhor festa literária de que já participei, com toda franqueza), e descobri toda uma base da fãs da qual eu não tinha conhecimento. Fiquei sem jeito com a grande generosidade de todos. Eu sempre me impressiono com os leitores estrangeiros, que se dispõem alegremente a dar um salto da imaginação para um romance que se passa em outro lugar. Portanto, em Grande irmão, sejam bem-vindos ao Iowa, o “celeiro” do centro-oeste americano, a pátria da glucose de milho, com seu notório alto teor de frutose. Mas não recomendo a leitura desse livro, em particular, acompanhada de um cremoso brownie. De preferência, deve-se ter à mão um desolador potinho de queijo cottage de baixa caloria e uma bolacha de arroz.

Tradução de Vera Ribeiro

 

testeCasais nada exemplares

Nem todas as histórias de amor terminam — ou se desenvolvem — bem. A verdade inconveniente tanto para os que gostam quanto para aqueles que detestam o Dia dos Namorados povoa o universo criado por Gillian Flynn, escritora norte-americana admirada publicamente pelo mestre do terror Stephen King.  Se para muitos o problema está em acordar e perceber que não conhecemos muito bem a pessoa com quem dividimos a cama, Flynn alerta: o inferno pode ser conhecê-la bem demais.

No aclamado Garota exemplar, Gillian Flynn expõe as consequências psicológicas da deterioração de um relacionamento íntimo. Seus personagens, Amy Elliot e Nick Dunne, fazem parte de uma lista nada lisonjeira: a dos casais nada exemplares. Na ficção, podem facilmente ser acompanhados por Willy e Eric, os complexos protagonistas de Lionel Shriver em Dupla falta, e por Catherine e Lee e sua relação violenta criada por Elizabeth Haynes em No escuro.

Na vida real, casais problemáticos costumam preencher as páginas de tabloides. Assim foi com o conturbado relacionamento entre Madonna e Sean Penn. Marcado por brigas e escândalos, a união terminou em 1989 com boatos de violência — em um deles, Sean Penn teria mantido a cabeça da estrela do pop dentro do forno por algumas horas.

Alguns casos se desenrolam no tribunal, como o de Chris Brown e Rihanna.  Em 2009, a cantora se pronunciou em público sobre as agressões do então namorado — que responde a um processo criminal.

Em 1978, uma das paixões mais loucas da história do rock terminou em tragédia em um dos quartos do Hotel Chelsea, em Nova York. No apartamento de número 100, Nancy Laura Spungen foi encontrada morta a facadas. O acusado foi seu namorado Sid Vicius, baixista da banda Sex Pistols.

E você? Que casais incluiria nessa lista?

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teste10 SUGESTÕES DE LIVROS PARA A SUA MÃE

Em homenagem ao Dia das Mães, a equipe da editora selecionou algumas sugestões de livros para você acertar em cheio no presente. Afinal, nossas queridas guerreiras merecem um carinho a mais nesta data! Confira a lista abaixo e veja qual deles é a cara da sua mãe:


A última carta de amor
Jojo Moyes

Um livro comovente e irremediavelmente romântico. Ao entrelaçar as histórias de amor e de adultério de duas mulheres — uma jornalista solteira e independente na Londres de hoje e uma dama da sociedade na década de 1960 —, a autora britânica Jojo Moyes reflete sobre as mudanças nos relacionamentos, no comportamento e no papel feminino na sociedade inglesa. Através da perspectiva de diferentes personagens, sua narrativa não linear combina essas duas histórias com dezenas de cartas, redigidas por anônimos e por escritores, e expõe desejos, angústias e frustrações atemporais.

Memórias de um vendedor de mulheres
Giorgio Faletti

Em seu novo thriller, o fenômeno mundial da literatura italiana contemporânea Giorgio Faletti recria as insanas noites milanesas da década de 1970 sob a perspectiva de Bravo, um negociante de mulheres. Entre cabarés e cassinos clandestinos, esse homem enigmático compartilha suas noites em claro com mulheres desesperadas, viciados e membros da máfia. Dotado de avidez, rancor e cinismo, Bravo não questiona seus atos até que eles o levam a viver um pesadelo: ser caçado pela polícia, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas.

Grito de guerra da mãe-tigre
Amy Chua

Grito de guerra da mãe-tigre é a história incontestavelmente honesta, muitas vezes engraçada e sempre instigante de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, a sino-americana Amy Chua tomou a decisão de criar as filhas à moda chinesa, enfrentando, corajosamente, um amargo choque de culturas.
Sophia e Lulu tiveram aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio e horas diárias de estudos musicais. Os resultados são indiscutíveis: ambas são alunas excepcionais. Entretanto, o preço dessas conquistas é muito alto, e os confrontos generalizados com a rebelde Lulu põem à prova os princípios e os métodos dessa mãe-tigre.

A visita cruel do tempo
Jennifer Egan

Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. Vencedor do Pulitzer de Ficção, o livro é composto por histórias curtas — 13 faixas sobre relações familiares, indústria fonográfica, jornalismo de celebridades, efeitos da tecnologia, viagens e a busca por identidade versus o esfacelamento de ideais —, interligadas pelas memórias de um grupo de personagens em diferentes pontos de suas vidas.

Veja os extras de A visita cruel do tempo. 

Por favor, cuide da Mamãe
Kyung-sook Shin

Com Por favor, cuide da Mamãe, a escritora Kyung-sook Shin venceu o Man Asian Literary Prize, o mais prestigioso prêmio destinado a escritores asiáticos, e outros como o Manhae Grand de Literatura, o Dong-in Literary e o francês Prix de l’Inaperçu.
No romance, a moradora de uma aldeia no interior do país e mãe de cinco filhos já crescidos, Park So-nyo, desaparece ao chegar a Seul. Enquanto a procuram pelas ruas da cidade, o marido e os filhos repassam mentalmente tudo o que não disseram a ela.

Magra e poderosa
Rory Freedman e Kim Barnouin

“Leia os ingredientes” é a frase-síntese desse guia que alcançou o primeiro lugar na lista de livros mais vendidos do jornal The New York Times. Repetido inúmeras vezes ao longo das páginas, o bordão incita as leitoras a examinarem os rótulos dos alimentos e, sobretudo, a compreendê-los. Por trás do sabor e da mística da gastronomia convencional, estão pequenos venenos embutidos que não são apenas nocivos, mas engordam.
O livro traz um corajoso tom de manifesto, ancorado em argumentação consistente e pesquisa incansável, sem deixar de lado o bom humor.

O mundo pós-aniversário
Lionel Shriver

O mundo pós-aniversário aborda o relacionamento aparentemente sólido de um casal de americanos radicado em Londres. Ele é um disciplinado pesquisador de um instituto de estudos estratégicos; ela, uma acomodada ilustradora de livros que depara com uma vontade incontrolável de beijar outro homem: um velho amigo do casal, impetuoso jogador de sinuca que figura no topo do ranking do esporte, um dos mais populares entre os britânicos.
Escrito com a sutileza e a sagacidade que são as marcas registradas da obra de Lionel Shriver, o livro é um apelo para aquele “talvez” que intriga e provoca todos nós.

Um dia
David Nicholls

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida. O longa-metragem, baseado no romance homônimo de David Nicholls, é estrelado por Anne Hathaway e Jim Sturgess.

Nove plantas do desejo e a flor de estufa
Margot Berwin

Lila Nova recupera-se de um divórcio doloroso quando percebe que sua vida é igual à sua casa: comum, nova e vazia. Mas quando conhece o belo vendedor de plantas, um mundo todo novo se revela. Ela resolve abandonar seu “mantra pessoal” — nada de animais de estimação, nada de gente, nada de problemas — e embarca numa viagem pelas florestas de Yucatán atrás de nove plantas místicas.
Sozinha na selva, é obrigada a aprender mais do que possa ter sonhado sobre si mesma. Uma empolgante viagem sobre amor e autoconhecimento, que alia mistério, aventura, e excitação, em todos os sentidos possíveis.

O retorno
Victoria Hislop

Quando o passado retorna ao presente, o futuro se torna ainda mais imprevisível. E, nesse livro, redentor. Sonia Cameron está na Espanha para comemorar com aulas de flamenco o aniversário de 35 anos da melhor amiga. Sua intenção é apenas dançar e se divertir. Em Londres, deixou a aridez, as exigências do cotidiano e um casamento em crise.
Em um café sossegado de Granada, contudo, uma conversa com o proprietário e uma intrigante coleção de fotografias antigas a atraem para a história da Guerra Civil Espanhola e da vida de personagens como toureiros, dançarinas, músicos e o poeta García Lorca.