testeAlex Ferguson e o padrão da vitória

Por Manoel Magalhães*

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O antes e depois da geração que ficou conhecida como Classe de 92. Na primeira foto: Eric Harrison, responsável pelas categorias de base do United em 1992, Giggs, Butt, Beckham, Gary Neville, Phill Neville, Scholes e Cook. Na segunda: Ferguson, Giggs, Butt, Beckham, Gary Neville, Phill Neville e Scholes (Foto: divulgação / Site Oficial do Manchester United)

 

Técnicos de futebol não costumam durar muito. O tempo médio do trabalho de um profissional no Brasil é de cinco meses e a cada rodada do Campeonato Brasileiro pelo menos um treinador saca seu FGTS. Na Inglaterra, país que abriga o mais lucrativo campeonato de futebol do mundo, a Premier League, essa média é um pouco maior: 11 meses de trabalho. Em um emprego de alto risco e rotatividade garantida, Sir Alex Ferguson é a mosca branca. Permaneceu à frente do Manchester United por 26 anos e transformou a história do clube, conquistando impressionantes 38 títulos (é o maior vencedor do futebol inglês) e ajudando a talhar uma das mais valiosas marcas do esporte mundial. Independentemente das particularidades do universo do futebol, a façanha é digna de estudo para qualquer um que queira aprender sobre liderança e gestão de projetos vitoriosos.

Liderança, livro nascido da parceria entre Ferguson e Michael Moritz (presidente da Sequoia Capitol, empresa de investimentos que ajudou a moldar companhias como Apple, Google, PayPal, YouTube, WhatsApp e Airbnb), é um prato cheio para os que buscam um guia que ajude na construção de um padrão de sucesso para o trabalho. Ferguson e Moritz esmiúçam detalhes de planejamento e gestão que levaram o Manchester United a marcas históricas de produtividade. E este é o ponto essencial: com a preparação adequada, a vitória pode até não chegar sempre, mas passa perto tantas e tantas vezes que acaba por se tornar inevitável.

O argumento é comprovado pelos números: desde que a Premiere League foi criada, em 1992, o time de Ferguson sempre esteve entre os três primeiros colocados, conquistando 13 títulos em 21 edições do torneio. Na temporada 2013-2014, a primeira sem o técnico, o Manchester United caiu para a inédita sétima colocação, e até hoje não se recuperou. Mesmo com grandes investimentos nas contratações de astros como Ángel Di María (€ 75 milhões) e Bastian Schweinsteiger (€ 30 milhões), o clube não conseguiu ainda resultados sequer próximos aos do trabalho de Ferguson.

Sempre olhei o caso do Manchester United com admiração. Nos últimos trinta anos o clube prezou pela identificação genuína com seus atletas (Roy Keane e Rio Ferdinand permaneceram no elenco por mais de uma década, Wayne Rooney já está há mais de 12 anos no time) e formou talvez a geração de base mais prodigiosa do futebol, a Classe de 92. Em uma só tacada, Sir Alex Ferguson tirou dos campos de treinamentos para jovens atletas como David Beckham, Ryan Giggs, Paul Scholes e Gary Neville — todos com lugar cativo entre os maiores ídolos do clube.

Ferguson mostra que renovar é a essência para inovar. Um dos pontos que brilham em Liderança é justamente a importância de uma equipe apostar em um sistema de captação de jovens talentos. Em sua primeira década no comando do Manchester United, o técnico trabalhou exaustivamente para montar um grande esquema envolvendo olheiros (que mapearam boa parte do Reino Unido) e treinadores especializados para as categorias de base. Sobre isso, Ferguson resume no livro: “Todo impacto do nosso programa de categorias de base ficou claro no início da temporada de 1995-1996, quando seis dos treze jogadores que usei no jogo contra o Aston Villa — que perdemos — eram oriundos do sistema. Alan Hansen, comentarista de televisão, avaliou o resultado e concluiu, anunciando ao público britânico naquela noite: ‘Não se pode vencer nada com garotos.’ Sempre pensei o contrário — você nunca poderá vencer nada sem garotos.”

999-sir-alex-ferguson-presenting-cristiano-ronaldo-manchester-united-2003Sir Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo durante a apresentação do atleta ao time em 2003 (Foto: Reuters)

A linha de pensamento do técnico converge com a adotada nas maiores empresas de tecnologia, como Apple, Facebook, Google, Amazon e LinkedIn, formadas por funcionários jovens, com idade média entre 28 e 31 anos. Da dedicação de Ferguson em lapidar joias, veio o resultado. Em 1999, o clube conquistou todos os principais títulos da temporada, na Inglaterra e na Europa, feito realizado antes apenas por três clubes na história. Era o fruto do trabalho dos jovens selecionados em 1992 e promovidos ao elenco principal na temporada 1995-1996.

A preocupação com a análise de dados, outro pilar do padrão de liderança de Sir Alex Ferguson, pode ser identificada especialmente na vitória que marcou o auge dessa geração de 92, a conquista da Liga dos Campeões da UEFA (UEFA Champions League) de 1999 sobre o Bayern de Munique. Ferguson não deixa dúvidas no livro: “Havíamos previsto que Alexander Zickler e Mario Basler seriam substituídos. Não havia bola de cristal; simplesmente assistimos a fitas dos jogos do Bayern e sabíamos que eles tirariam esses jogadores. Zickler foi substituído aos 26 minutos do segundo tempo, enquanto Basler saiu aos 42. Essas substituições privaram o Bayern de grande parte de sua capacidade de penetrar nossas defesas, e assim eles passaram a ser uma ameaça menor e nós pudemos avançar mais em busca do gol.”

Com base nessas informações, o técnico fez história. Colocou os atacantes Teddy Sheringham e Ole Gunnar Solskjær, que marcaram os dois gols da virada do Manchester United nos três minutos de acréscimo da partida. Até o último minuto regulamentar do segundo tempo o time estava perdendo o jogo.


O terceiro pilar no padrão de Ferguson é o trabalho cotidiano para a melhoria dos processos. Seja por meio de seus auxiliares técnicos, escolhidos a dedo pelo esmero na evolução do rendimento dos atletas, ou cuidando pessoalmente de detalhes como a relação dos jogadores com a imprensa, o que os atletas vestem, a qualidade dos gramados ou qualquer tipo de minúcia relacionada à construção da marca da instituição ou ao rendimento esportivo. A dedicação exacerbada aos mínimos detalhes era também a marca de outro grande líder: Steve Jobs. O fundador da Apple ficou conhecido por exigir excelência em cada pixel.

Nesse aspecto, um caso em especial chama a atenção: Cristiano Ronaldo. O português chegou às mãos de Ferguson aos 18 anos como uma promessa de craque, mas com certa dificuldade em marcar gols. Em 2003-2004, sua primeira temporada no Manchester United, Cristiano marcou apenas seis. Com o esforço do técnico em desenvolver suas qualidades e após treinos sistemáticos, em 2005-2006 a marca dele saltou para 12 gols, depois para 23 em 2006-2007, chegando aos 42 gols marcados na temporada 2007-2008, que também coroou seu trabalho no Manchester United com o título da Liga dos Campeões da UEFA, conquistado sobre o rival Chelsea.

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Sir Alex Ferguson e Cristiano Ronaldo em 2009 (Foto: divulgação / Site Oficial do Manchester United)

Cristiano Ronaldo credita sua evolução atlética, esportiva e até de caráter ao treinador. Recentemente, o jogador foi muito exaltado por sua liderança no inédito título de Portugal na Eurocopa 2016 e recebeu um abraço de Ferguson ao final da partida. O nível de exigência estabelecido pelo padrão de um líder vitorioso é fundamental para a formação de novos líderes.

“Aos poucos, fui entendendo que o meu trabalho era diferente. Era estabelecer padrões elevados. Era ajudar todos os outros a entenderem que podiam alcançar coisas que não se consideravam capazes de fazer. Era traçar um caminho que ainda não havia sido seguido. Era fazer todo mundo entender que o impossível era possível. Essa é a diferença entre liderança e administração.” As palavras do próprio Sir Alex Ferguson resumem o valor de Liderança, livro que flui muito fácil entre histórias envolvendo craques como Éric Cantona e Ryan Giggs, mas também busca aprofundar lições fundamentais sobre gestão de equipes de trabalho, traço que pode ser aproveitado no cotidiano de qualquer tipo de projeto, de iniciativas artísticas a empresas de pequeno ou grande porte.

Ouvir alguém que construiu tão sólida carreira, baseada não só em resultados, mas em relações humanas perenes, é uma oportunidade de repensar a forma como nos colocamos nos projetos aos quais escolhemos dedicar nosso precioso tempo de vida. As amizades que o treinador construiu e a enorme influência positiva que teve na vida de dezenas de seus comandados talvez expliquem a longevidade em um emprego que raramente passa de uma temporada. O trabalho de Ferguson marcou uma era do futebol inglês, seus conselhos foram fundamentais para a carreira de jogadores de diversas nacionalidades e suas considerações sobre liderança reunidas no livro são preciosas. Não é todo líder que sai pela porta da frente. Ferguson deixou seu posto de trabalho ovacionado por 75 mil pessoas que lhe agradeceram por marcas históricas de orgulho e superação. Vale ouvi-lo.

 >> Leia um trecho de Liderança
Manoel Magalhães é músico e jornalista. Vive no Rio de Janeiro, mas sonha com a Premier League todo sábado pela manhã.

testeUm banho de futebol

* Por Pedro Staite

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A ciência tem tarefas mais importantes a desempenhar, mas, se estivesse com tempo e ideias inúteis de sobra, comprovaria que eu sou um caso excepcional do futebol. Excepcionalmente lamentável. Minha coordenação tem lacunas constrangedoras, já perdi o fôlego uma vez jogando Banco Imobiliário (mesmo tendo ficado seis rodadas seguidas descansando na cadeia) e não tenho aquela gana animal para executar desarmes no ponto futuro. Na verdade, às vezes me falta gana até para atravessar a rua.

A introdução é só para deixar bem claro que eu sou péssimo em futebol. É imprescindível que a raça humana nunca dependa dos meus gols.

Mas, por algum motivo, adoro futebol. A vida tem disso mesmo, é sempre muito revelador acompanhar alguém fazendo alguma coisa que você não sabe fazer. É por isso que eu adoro reality shows de culinária, shows de rock e pessoas que enriquecem.

Um dos livros com os quais entrei em contato nos últimos meses aqui na Intrínseca foi o Liderança, de Sir Alex Ferguson, treinador escocês que fez história no Manchester United. A obra foi produzida pela Luana Luz, uma fonte cristalina de conhecimento a um braço meu de distância. Fiz uma das revisões do livro: a ideia era verificar termos futebolísticos, porque, embora a obra discorra sobre liderança e as experiências de gestão do autor, o estofo é todo envolto no relvado. É recheado de bastidores, números e causos de futebol, e isso é lindo.

untitledAlex Ferguson foi técnico do Manchester United por quase 27 anos, ou 1.500 jogos, e o que ele tem de títulos eu não chego a ter de dentes (sim, ele conseguiu a proeza de ganhar mais de 32 títulos no Manchester, e eu tirei os sisos). Isso sem contar a carreira de sucesso que ele já tinha na Escócia, onde treinou a seleção do país e o Aberdeen na década de 1980 — um raro momento no século passado em que algum time ofuscou o brilho dos gigantes Celtic e Rangers. Dos quatro títulos que o Aberdeen tem em sua história no Campeonato Escocês, Ferguson conquistou três. O pessoal de lá deve amar muito o cara. Ainda mais se esmagarmos os números para observarmos suas entranhas:

— O Campeonato Escocês já teve 121 edições.

— O Celtic e o Rangers ganharam, juntos, 101 vezes. (Sim, só há 16,53% de chances de qualquer outro time ganhar o Escocesão. Não sei de onde os torcedores tiram esperança no início de cada temporada.)

— O maior intervalo NA HISTÓRIA sem título de um dos dois foi de apenas três anos (da temporada 1982-83 até a 1984-85). Ali, o Aberdeen de Ferguson conseguiu dois títulos. Na verdade, depois disso, nenhum outro time foi campeão, só o Celtic e o Rangers.

Ou seja, Sir Alex Ferguson sempre pareceu saber o que estava fazendo. E muitas das estratégias que comprovam isso estão nos causos de Liderança.

 

O banho de banheira que trouxe Cantona

Em 1992, depois de um jogo contra o Leeds, alguns jogadores do Manchester United fizeram algo que a maioria das pessoas vão morrer sem fazer (como se jogar no Manchester United já não fosse o suficiente): tomaram um banho de banheira com o chefe. É por isso que o futebol é maravilhoso; isso nunca aconteceria num escritório de arquitetura.

Durante o banho pós-jogo, Steve Bruce e Gary Pallister, dois pilares do time na época, contaram para Ferguson que o Leeds tinha um atacante francês muito perigoso chamado Éric Cantona. “De algum modo, esses comentários plantaram uma semente que pouco depois nos levou a comprar o atacante francês”, conta Ferguson no livro.

Foi um banho de banheira abençoado: Cantona fez mais de oitenta gols e ajudou o time a ganhar nove títulos nos quatro anos seguintes. Portanto, a moral do parágrafo é a seguinte: escute os conselhos de quem toma banho com você.

 

O mesmo Cantona e a bicuda de kung fu

O francês sempre foi conhecido por ter um pavio inexistente. Em um jogo inesquecível contra o Crystal Palace, Cantona se irritou com um torcedor do time adversário. Em vez de dizer “Meu senhor, suas ofensas são injustificadas e não me agradam, por favor, pare com a bravata”, Cantona correu até o cara e desferiu uma VOADORA nele (e ainda tentou dar uns socos, eu vi no YouTube).

A completa falta de verniz social do francês lhe rendeu uma suspensão de oito meses. O sábio Ferguson, depois das broncas que devem ter balançado o Paraíso e o Inferno, reforçou a importância da lealdade no time: “Foi natural ele se sentir isolado e esquecido. Eu me esforcei muito para que soubesse que nos importávamos com ele, e, no fim das contas, quando ele estava prestes a se transferir para a Itália, nossa lealdade o fez ficar no Manchester United.”

 

Bons, bonitos, ricos e pelo menos um sem caspa (segundo o anúncio)

Cristiano Ronaldo e David Beckham são duas traduções do sucesso completo no futebol. Estão entre os melhores jogadores da história, são as coisas mais bonitas em que já pus os olhos, viraram chamarizes das marcas mais conceituadas do planeta e não entram no cheque especial desde o início da década de 1990. À semelhança de Sérgio Chapelin em frente ao telão do Globo Repórter, me pergunto: “Qual é o segredo deles?”

(Evidentemente várias pessoas talentosas seguem os mesmos caminhos, mas acabam não vicejando na profissão, então devemos complementar com o fator “sorte” tudo o que vier escrito em seguida.)

Ferguson tem algumas respostas sobre Cristiano Ronaldo: “Ele tinha uma verdadeira ânsia de se tornar o melhor jogador do mundo e estava determinado a alcançar tal objetivo. Também tinha um cuidado tremendo com a alimentação, um hábito anterior à sua mudança para a Inglaterra (…) [Cristiano Ronaldo] Não chega nem perto de bebidas alcoólicas.” Se eu jogasse bem assim, também ficaria longe de bebidas alcoólicas. Mas eu — esquisito, beberrão, pereba, usuário do xampu do anúncio dele e simpático — sou o completo oposto do Cristiano Ronaldo.

Beckham, que chegou molequinho ao Manchester United, também é conhecido por sua dedicação febril. Nas palavras do autor de Liderança, “[ele] também era extraordinário. Quando se juntou a nós, morava em um alojamento, e não treinava apenas de manhã e à tarde, mas também aparecia à noite para praticar com os meninos da escolinha”. Poucos são os que usam tão bem a sorte a favor.

 

Futebol não é só bola

E isso é uma das razões que tornam Liderança tão divertido. No livro a gente acompanha, por exemplo, como o Manchester (que, embora bem estruturado, não conta com o macete de dinheiro infinito que Chelsea, Real Madrid e Manchester City têm) lutou para contratar vários craques. Um spoiler da vida real: em várias ocasiões, Ferguson levou a pior. O Lucas, por exemplo, que jogou no São Paulo (no Google, é o segundo Lucas que aparece na caixa de buscas. O primeiro é o Lucas Lucco), quase foi para o Manchester, mas acabou preferindo o dinheiro infinito do Paris Saint-Germain. Esse jogo de xadrez chamado “janela de transferência junto com muito time rico por perto” é esmiuçado várias vezes, e sempre dá uma sensação de “ooolha isso, gente, eu não sabia!”.

Brigas de bastidores, reviravoltas impossíveis dentro de campo, rivalidades e lealdades para uma vida inteira, as impressões sobre os melhores jogadores da história… A vida de Sir Alex Ferguson no Manchester United é um recorte não só de uma lenda da bola, como também da bola em si. É ao mesmo tempo um relato autobiográfico e uma biografia do futebol. Uma homenagem ao futebol, para falar a verdade.

>> Leia um trecho de Liderança

 

Pedro Staite é editor-assistente de livros estrangeiros da Intrínseca e é uma lenda do handebol amador, pena que a editora não tem livros sobre esse esporte. Escreveu um livro chamado Memorial leve, que não tem nada a ver com futebol (nem handebol, claro).

testeLançamentos de junho

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Confira sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

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Loney, de Andrew Michael Hurley – Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era jovem e visitou o lugar. Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês. [Leia +]

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A ditadura acabada, de Elio Gaspari – A mais aclamada obra sobre o regime militar no Brasil chega à conclusão com o livro A ditadura acabada. No quinto volume da Coleção Ditadura, o jornalista Elio Gaspari examina com riqueza de detalhes o período de 1978 a 1985, desde o final do governo do presidente Ernesto Geisel e a posse de seu sucessor, o general João Baptista Figueiredo, até a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral.

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A publicação de A ditadura acabada é a conclusão da obra definitiva sobre um dos períodos mais turbulentos da história do Brasil, resultado de uma extensa pesquisa e do acesso a uma documentação até então inédita. Os cinco volumes da Coleção Ditadura foram reunidos em um luxuoso box, também disponível em versão digital. [Leia +]

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F de falcão, de Helen Macdonald – Best-seller do The New York Times, F de falcão é um livro de memórias nada usual que narra a história de Helen Macdonald a partir do momento em que viaja até a Escócia para comprar um falcão. Devastada por uma forte depressão após a morte de seu pai, Helen se encontra em um abismo e nada mais faz sentido em sua vida. Porém, ao praticar a falcoaria com Mabel, sua nova ave de rapina, e ler os diários de T. H. White, clássico autor da literatura inglesa, ela começa a entender que o luto é um estado que não pode ser evitado, mas que pode ser superado — inclusive com a ajuda de um inusitado açor.

A premiada escritora britânica participará da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 29 de junho a 3 de julho. Saiba mais

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Liderança, de Alex Ferguson e Michael Moritz – O que é necessário para levar uma equipe ao máximo de sucesso e mantê-la no topo por um bom tempo? Sir Alex Ferguson é um dos poucos líderes que sabem de fato a resposta a essa pergunta. Nos 38 anos em que atuou como técnico de futebol, ele alcançou a impressionante marca de 49 troféus e fez do Manchester United uma das maiores marcas do mundo. Nesse livro franco e inspirador, ele revela os segredos por trás de sua carreira repleta de recordes. [Leia +]

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Gentil como a gente, de Fernanda Gentil – Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

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Lugar Nenhum, de Neil Gaiman – Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta Edição Preferida do autor inclui um texto de introdução assinado por Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo. [Leia +]

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No reino do gelo, de Hampton Sides – No final do século XIX, o mundo era bem diferente de como o conhecemos hoje. Os Estados Unidos eram um jovem país em acelerado crescimento após a Guerra Civil, invenções tecnológicas apareciam a todo momento e muitas partes do globo ainda continuavam completamente inexploradas. Entre elas estava o Polo Norte. No reino do gelo conta a fascinante história de heroísmo e determinação do navegador George De Long e da tripulação do navio americano USS Jeannette na conquista de um dos locais mais implacáveis do planeta. [Leia +]

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Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor – O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas da pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo. [Leia +]

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A outra história, de Tatiana de Rosnay – Aos vinte e quatro anos, Nicolas Duhamel se depara com um segredo perturbador, há décadas mantido a sete chaves por sua família. Perplexo, ele parte em uma cruzada na busca por suas verdadeiras origens, uma empreitada que o inspira a escrever seu primeiro romance, O envelope. Após três anos do inesperado e estrondoso sucesso mundial do livro, Nicolas é um autor vaidoso, com muitos fãs. Contudo, não consegue mais escrever nem uma linha sequer. Hospedado em um luxuoso resort na Toscana, ele tenta vencer o bloqueio criativo, mas o que Nicolas encontra lá poderá colocar em jogo todo o seu futuro. [Leia +]