testeOrgulho de publicar grandes histórias de amor!

Acreditamos no poder das histórias, sejam elas bonitas, tristes, engraçadas ou emocionantes. No mês do orgulho LGBTQ+ (e em todos os outros do ano), queremos celebrar o amor, todas as suas variadas formas e as histórias que temos a honra de publicar. Aos poucos, podemos fazer do mundo em lugar mais tolerante e justo. É difícil, mas acreditamos que se esses livros marcarem pelo menos uma pessoa, nosso trabalho já vai ter valido a pena.

Em junho, lançamos mais uma grande história de amor, escrita por Becky Albertalli, autora de Com amor, Simon, em parceria com Adam Silvera. Tão mágico quanto um musical da Broadway, E se fosse a gente? narra a história de Arthur e Ben, que precisam enfrentar inúmeros desafios para ficarem juntos. Ao se conhecerem em uma agência dos correios, os dois sentem que talvez tenham recebido um grande sinal do universo. Contudo, depois de muitos encontros e diversos contratempos, eles começam a questionar se os astros estão realmente do lado deles.

Mas… e se eles realmente estiverem destinados a dar certo?

Para preparar o coração de vocês para E se fosse a gente?, separamos alguns filmes, séries e músicas incríveis que têm tudo a ver com o livro!

 

Com amor, Simon, o primeiro filme de um grande estúdio focado em um romance adolescente LGBTQ+ , aquece nossos corações, Queer Eye nos faz rir e chorar e Glee deixa a gente com vontade de sair dançando e cantando por aí! Confira a lista completa.

 

Arthur é apaixonado por musicais da Broadway e Ben prefere ouvir alguma diva pop a caminho da escola, então é claro que fizemos uma playlist com o melhor dos dois mundos! Ouça aqui.

 

Conheça outros livros LGBTQ+ da Intrínseca

 

Me chame pelo seu nome

Elio sempre passa seus verões em sua casa de campo paradisíaca, enquanto divide seu tempo entre leituras e música. Mas quando o novo convidado da família chega para passar uma temporada na casa, tudo muda. Elio encontra no confiante escritor os primeiros sinais de desejo e de uma paixão avassaladora, que os marcará para o resto da vida. De André Aciman, Me chame pelo seu nome é uma narrativa na qual se reconhecem as mais delicadas e brutais emoções da juventude.

Com amor, Simon

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

Leah fora de sintonia

Na sequência de Com amor, Simon, vamos conhecer um pouco mais sobre sua melhor amiga, Leah, uma baterista rabugenta e adorável. Leah adora Harry Potter, fanfics, desenhar e tocar bateria – e basicamente odeia todo o resto. No último ano do colégio, ela se vê enfrentando despedidas e dilemas envolvendo seus amigos e família, além de paixões imprevisíveis que deixarão sua cabeça fora de sintonia.

Apenas uma garota

Apenas uma garota é a história de Amanda Hardy, uma adolescente que, após uma cruel agressão, se muda de cidade e de colégio. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. Só que nesse novo lugar ninguém sabe que ela é trans. E, embora acredite que a mudança trará um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos. Até que conhece Grant, um garoto diferente de todos os outros.

Boy Erased: Uma verdade anulada

Boy Erased: Uma verdade anulada acompanha a emocionante jornada de Garrard Conley ao ser matriculado em um programa de conversão sexual. Imersos na comunidade conservadora em que vivem, os pais de Garrard acreditavam que sua homossexualidade poderia ser curada. Essa história real mostra as consequências de tentar aniquilar uma parte de si mesmo. É uma mensagem de esperança e um pedido de tolerância para todos que vivem situações semelhantes de repressão

testeDe homofobia à gordofobia, Becky Albertalli conquista leitores e Hollywood

Por Pedro Martins*

Depois de conquistar leitores em mais de trinta países com o bem-humorado e poético Simon vs. a agenda Homo Sapiens, Becky Albertalli volta às prateleiras de lançamentos com Os 27 crushes de Molly.

Poxa, crush! Por que não me notas?

Enquanto o maior conflito de Simon era o medo de que descobrissem sua homossexualidade, a questão de Molly é impossível de esconder: ela é gorda. Aos 17 anos, Molly já viveu 26 paixões, mas todas dentro de sua cabeça. Isso porque, temendo a rejeição, ela nunca sequer tentou se declarar para os crushes. No entanto, quando sua irmã começa a namorar, Molly se vê ainda mais solitária. Por sorte, um dos melhores amigos da cunhada é um garoto hipster, fofo e lindo: perfeito para o seu primeiro beijo. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid. Fã de Tolkien, colega de trabalho e meio esquisito, Molly nunca se apaixonaria por ele, não é mesmo?

“Esse segundo livro foi muito mais difícil. Precisei reescrevê-lo sete vezes”, revela Becky ao blog da Intrínseca. “Ao contrário de Simon, Molly me trouxe questões que eu ainda não superei por completo, e escrever sobre essas coisas que me incomodam fez parte de um contínuo processo de superação.”

Quando viu a capa brasileira de Os 27 crushes de Molly pela primeira vez, Becky conta que não conseguia parar de admirá-la. “Além de ser bonita e de combinar com a capa de Simon, esta é a primeira vez que vejo uma garota parecida comigo numa capa de livro. Pode parecer bobo, mas capas como essa teriam me ajudado de verdade na adolescência”, diz a autora, elogiando o trabalho da designer Aline Ribeiro. “Leitores de outros cantos do mundo, que nem sabem português, estão encomendando a edição brasileira por se sentirem representados.”

Para a autora, a importância da representatividade está na reflexão não distorcida da realidade. “Eu quero ter certeza de que meus livros são lugares seguros e inclusivos para os meus leitores, muitos dos quais pertencem a grupos marginalizados pela sociedade”, explica. “É claro que no mundo existem problemas maiores do que um garoto enfrentando dificuldades com sua sexualidade ou do que uma garota que quer arranjar um namorado e não consegue, mas para mim era muito mais do que isso. Era desesperador me sentir excluída daquele jeito”, relembra a escritora, que antes de se dedicar à escrita trabalhava como psicóloga.

Pelo caminho da representatividade, Becky conquistou leitores como nunca havia imaginado. Publicada em dezenas de idiomas, a autora, que também é fangirl e já escreveu muita fanfic, hoje lida com histórias inspiradas em seus próprios livros. “Eu comecei a ler as fanfics assim que terminei meu último livro do universo de Simon, Leah on the Offbeat, porque agora não tenho mais medo de esbarrar em histórias que pudessem me influenciar”, conta. “Sempre me pedem para escrever um livro do ponto de vista de Blue, mas não é algo válido. Já sabemos de tudo que acontece; não teria suspense algum. Também não tenho interesse em continuar a história de Simon, pois o que me motiva a escrever é a ideia de formar casais. Mas é muito divertido revisitar esses personagens sob a visão dos leitores. Algumas cenas são escritas exatamente como eu as imaginava.”

Em 2016, como recordação de sua visita à Bienal do Livro de São Paulo, a autora levou para casa um exemplar de Simon autografado por seus leitores.

Em paralelo às fanfics, este ano Becky revisitou Simon de outra maneira ainda mais inesperada: nos sets de filmagem. Formalmente, a autora não tem nenhum cargo na produção, mas, à convite da direção, opinou em (quase) tudo: do roteiro à escolha do elenco. “Eles me mantiveram ciente de tudo e, para minha alegria, estávamos em sintonia. Também tive sorte de filmarem na cidade onde moro, Atlanta. Eu estava no set praticamente dia sim, dia não. Nunca me cansava.”

“Para respeitá-los, eu não quis dar dicas aos atores sobre seus personagens, mas todos foram maravilhosos”, acrescenta, orgulhosa. “Nick Robinson (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros) se transformou em Simon de corpo e alma, e Katherine Langford (13 Reasons Why), por exemplo, já era fã do livro, então a gente conversava muito no set.”

Becky com figurantes no set do filme: “Os estudantes mais legais da Creekwood!”

As filmagens terminaram em abril e, mesmo não tendo assistido ao filme finalizado, Becky já tem uma cena favorita, que, inclusive, não está no livro. Trata-se de quando Simon revela a sexualidade para sua mãe. “Eu nunca me esquecerei daquele momento. Dos produtores aos jornalistas que estavam nos visitando, ninguém conseguia parar de chorar”, relembra, emocionada. “Eu estou tão ansiosa para assistir ao filme que a primeira coisa que faço assim que acordo é checar no meu e-mail se o convite chegou!”

Produzido pela mesma equipe que levou A culpa é das estrelas para os cinemas, Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens deve chegar às telonas em março de 2018. Por enquanto, se você se apaixonou por Simon, conheça Molly, já nas livrarias!

 

*Pedro Martins descobriu a magia da leitura aos oito anos por meio dos livros de J.K. Rowling. Essa paixão o levou a ser gerente de conteúdo do Potterish.com e o empurrou em direção ao jornalismo, possibilitando-o escrever sobre literatura para diversos portais, do britânico The Guardian ao brasileiro Omelete.

testeUma história de aceitação e as primeiras experiências de uma adolescente trans

Prestes a entrar na vida adulta, Amanda Hardy acabou de mudar de cidade, mas a verdadeira mudança de sua vida vai ser encarar algo muito mais importante: a afirmação de sua identidade. Tudo que ela mais quer é viver como qualquer outra garota. E, embora acredite firmemente que toda mudança traz a promessa de um recomeço, ainda não se sente livre para criar laços afetivos.

Até que ela conhece um incrível grupo de garotas no novo colégio e Grant, um garoto diferente de todos os outros. Ela não consegue evitar: aos poucos, vai permitindo que Grant entre em sua vida. Quanto mais eles convivem, mais ela se sente impelida a se abrir e revelar seu passado, mas ao mesmo tempo tem muito medo do que pode acontecer se ele souber toda a verdade. Porque o segredo que Amanda esconde é que ela nasceu menino.

Em seu romance de estreia, Meredith Russo retrata o processo de transição de uma adolescente transexual, parcialmente inspirada nas próprias experiências. “Eu queria escrever uma personagem trans por ser uma mulher trans e porque sempre tive consciência de que todas as histórias sobre pessoas como eu eram contadas por e para  pessoas cis [pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento]. Não consigo nem colocar em palavras o quanto a falta de representatividade pode ser prejudicial para jovens, que estão tentando se encaixar no mundo. E é exatamente nesse ponto que eu gostaria que meu livro ajudasse”, explica autora.

Apenas uma garota chega às livrarias a partir de 16 de junho e, ao mesmo tempo que traz à tona questões difíceis como preconceito e bullying, também fala de forma esperançosa e leve sobre amizade, descobertas e autoaceitação.

testeManual prático de formação de super-heróis

Por Jeff Oliveira*

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Quando a Intrínseca me convidou para ler Simon vs. a agenda Homo Sapiens, não imaginei que as sagas psicológicas dos personagens remeteriam a tantas cicatrizes da minha adolescência. Além de divertido, o livro gera uma bomba de identificação em nossas mentes porque expõe questões essenciais com muita delicadeza e respeito.

Assim como Simon e seus amigos, agora convido todos a embarcarem nessa viagem rumo às intimidades do meu coração aos dezessete anos:

 

[Lembrança #1]

Fui um adolescente dos anos 2000. Isso basicamente significava internet lenta, uma coisa parecida com WhatsApp que chamávamos de ICQ, emocore por toda parte e confusão sobre sexualidade.

Meu círculo de amigos se resumia ao grupo de meninas que fazia trabalhos de sociologia comigo e alguns meninos que conheci no Chat UOL 18-20. Obviamente ninguém tinha nem perto de dezoito anos naquele site, mas entrar na sala 16-18 soava como suicídio social na época.

Jeff_Weasley_18 entra na sala.

Conheci o “ImNotOkay_RJ.20” — que, em errata ao nickname, tinha dezessete e se chamava Raphael — num domingo à tarde. Foram bons papos listando motivos para o Frodo ser o personagem mais tapado da Sociedade do Anel, conspirando se o The Used viria ao Brasil naquele ano e reclamando de fórmulas de física que não conseguíamos decorar. Era estranho termos tanta coisa em comum. Em geral os caras do meu colégio achavam tudo que eu fazia “bichice”.

Jeff diz:
Você beijaria o Seth?

Rapha está digitando…
Rapha está digitando…
Rapha está digitando…

 

Rapha diz:
Óbvio.
Ele é foda!
Todo mundo beijaria.
Tu não?

Comecei a ficar obcecado em conversar com o Rapha e, pior, com vontade de ser amigo dele na vida real. Sugeri um encontro para trocarmos cards de Pokémon.

Ele topou.

“No shopping então?”
“Demorô.”
“Vou estar com o uniforme do colégio.”
“Eu também.”

A última coisa que eu queria no mundo era que ele percebesse algum interesse além de amizade. Ele era meu único amigo homem. Não queria arriscar pedindo uma foto. Pedir a foto de um cara na internet era gay demais. Mais gay do que se assumir apaixonado por um personagem masculino de The O.C.

Cheguei suado, coração acelerado. Preferi acreditar que o tambor que rufava no meu peito era causado pelo passo apressado que mantive do portão da escola até ali.

Minutos depois chegou outro menino de uniforme, franja e mochila jeans com costuras de bandas. Nossas diferenças físicas, quase absolutas, seriam compensadas pelo quanto tínhamos em comum intelectualmente. Tinha que ser ele! Meu coração deu uma cambalhota.

Olhei algumas vezes na direção do suposto Rapha, mas não foi recíproco. Era o máximo que podia ser feito. 3G, só em episódios dos Jetsons, SMS era coisa de adulto — lembrava e-mail, que incontestavelmente era coisa de adulto — e ligar nunca foi uma opção, porque, na minha cabeça, pedir o telefone de um cara na internet também transpareceria mais homossexualidade do que desejar desesperadamente beijar o Adam Brody.

O menino foi embora. Não devia ser ele, pensei.
Duas horas esperando e nada.

“Oi.
E aí?
Aconteceu alguma coisa?”

Rapha não respondeu mais no ICQ.

 

[Lembrança #2]

Um dia simplesmente acordei e, plim, aceitei que gostava de meninos.

Não tinha nenhum problema nisso, ué! Foi como se parte do meu cérebro tivesse sido desbloqueada e feito as pazes com a parte que sempre soube que eu era gay.

Não importava mais que os outros meninos me chamassem de “viadinho” por estar lendo Harry Potter e o Cálice de Fogo enquanto eles usavam o tempo vago para jogar futebol. Eu era viado e pequeno. “Viadinho” fazia todo sentido, na verdade. Por fora eu só ignorava os “xingamentos”, mas, por dentro, ria da ironia. Era libertador!

Contei animado para uma prima e recebi um soco no estômago:
“Você precisa contar para a tia.”
Que injusto! Minha irmã nunca precisou de permissão para beijar caras.
Fiquei revoltado e fiz um piercing.

Se fosse para ser repreendido por algo, melhor que fosse algo pelo qual eu me sentisse culpado.

 

[Lembrança #3]

Não é possível que seja ele!

Meu cérebro estava descontrolado tentando achar uma resposta para o que o menino que ficou vinte minutos na porta do shopping me ignorando estava fazendo do outro lado da pista.

Eu só dei azar e isso é uma péssima coincidência.

Outro cara chegou perto dele. Os dois são bonitos. Bem mais bonitos que eu. Cabelos penteados com gel, bochechas rosadas, bocas pequenas. Na verdade, eles são bem parecidos e exatamente o contrário de mim.

Bebi mais para não cair naquela paranoia.
Adoro Britney.
Estava tocando “Overprotected”.
Acabou o beijo.
O outro cara saiu.

Foda-se tudo…

“Raphael?”
“Aham. Por quê?”
“Ih, foi mal. Pensei que fosse um amigo. Vou continuar procurando.”

Cheguei em casa chorando muito, nem sabia exatamente por quê.

Nota importante (sem spoiler, juro): Simon passa exatamente pela mesma situação quando decide sair do armário. Em um mundo ideal ninguém deveria precisar proclamar sua sexualidade aos quatro ventos. Heterossexuais, por exemplo, não saem de armários. Eles simplesmente beijam ou namoram alguém e pronto. Acho que quando falamos em igualdade estamos pedindo isto: para não sermos recebidos com um “MENTIRA QUE VOCÊ É GAY?” em Caps Lock.

***

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Simon vs. a agenda Homo Sapiens me fez revisitar nitidamente essas ocasiões da adolescência e lembrar a matriosca de sentimentos que é ser um menino gay e negro.

Assim que decidimos desbravar nossa sexualidade, libertamos novas questões ainda mais complicadas, como a autoestima debilitada pelos padrões estéticos e a desconstrução do pensamento eurocêntrico de “cara ideal”. Além disso, esbarramos com os mecanismos estruturais do racismo que silenciam e apagam pessoas negras LGBTs.

Durante essa jornada sobre identidade, é constante a sensação de que pertencemos a vários lugares e, ao mesmo tempo, não somos exatamente vistos como iguais em nenhum deles. Existe um desamparo sobre quem está na lacuna entre negros heterossexuais e gays brancos. Ser minoria das minorias é um pouco solitário.

Demorei anos para entender a beleza da minha cor, do meu nariz largo, do meu cabelo crespo e do quanto é normal se apaixonar pelo mesmo sexo. Não foi fácil tentar montar esse quebra-cabeça identitário e ainda decidir para que curso prestar vestibular. A consciência de quem sou foi amadurecendo junto comigo e, por isso, hoje considero que saí do armário duas vezes: uma quando me entendi gay e outra quando me entendi negro de forma plena.

Se Marty McFly me convidasse para um rolê no tempo, eu daria o seguinte conselho para meu eu adolescente:

Ser gay é um superpoder. Ser gay e negro são dois.

Leia um trecho de Simon vs. a agenda Homo Sapiens

 

Jeff Oliveira tem 28 anos, é carioca, publicitário e roteirista. Quando não está escrevendo sobre TV e cinema (ou postando textões no Facebook), grava vídeos em seu canal no Youtube sobre sexualidade e gênero, questões étnicas e direitos humanos. Jeff acredita que papos carinhosos e identificação são atalhos para entrar em corações e transformar diferenças em superpoderes que vão salvar o planeta.