testeTOP 10 da Intrínseca em 2018

Se todos os anos são especiais por algum motivo, podemos dizer que 2018 foi o ano oficial de ligar o f*da-se. Nenhum dos outros 57 lançamentos ou dos grandes clássicos da editora teve chance: o livro de Mark Manson, A sutil arte de ligar o f*da-se, foi o grande destaque da lista de best-sellers, com mais de 500 mil exemplares vendidos.

Nesse ano de intrínsecos, autoajuda, thrillers e adaptações de livros na Netflix, é bom ver o quanto os leitores nos ajudaram a construir mais 365 dias repletos de boas histórias. Por isso, criamos uma lista com os dez livros da Intrínseca mais vendidos de 2018. Confira:

 

  1. A sutil arte de ligar o f*da-se, Mark Manson

Talvez você não lembre, mas em janeiro de 2018 recebemos no Brasil um visitante ilustre: o autor do que viria a ser o livro mais vendido do ano, Mark Manson. Na época, sua antiautoajuda que incentiva o leitor a se desprender dos problemas, regras e padrões que afetam negativamente sua vida havia sido lançada há pouco mais de 2 meses e já causava burburinhos nos meios literários. Hoje, mais de um ano depois, tornou-se mantra de milhares de pessoas e vem contribuindo para tornar o dia a dia mais leve e mentalmente saudável.

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  1. Extraordinário, R. J. Palacio

Lançado pela primeira vez em 2013, a história do Extraordinário na Intrínseca é longa. Mudança de capa, livros complementares, edição especial do filme… Foram vários anos de trabalho, mas finalmente podemos dizer que muita gente por aí já conhece o Auggie e já se emocionou com essa linda história de superação e empatia. O filme, que chegou aos cinemas em dezembro de 2017, deu vida a alguns dos personagens mais adoráveis e inspiradores da literatura e ajudou o livro a encabeçar listas de mais vendidos durante muitos meses. É impossível não se apaixonar pelo Auggie, pela Via, pelo Jack Will (e pela Daisy, é claro) e não terminar a leitura com uma bela lição de vida.

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  1. Ainda sou eu, Jojo Moyes

Não dá para falar de livros mais vendidos da Intrínseca mencionar Jojo Moyes. Ainda sou eu, terceiro e último livro da trilogia Como eu era antes de você, chegou às livrarias em fevereiro para contar um pouco mais da história de Louisa Clark e de seus desafios após os acontecimentos do primeiro livro (nada de spoilers!). Sequência de Depois de você, o livro é um belo presente para todo mundo que se apaixonou pela personagem e não queria se despedir dela de jeito nenhum (embora já estejamos morrendo de saudades <3).

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  1. Tartarugas até lá embaixo, John Green

Outra figura que não poderia faltar nessa lista é nosso querido John Green. O livro mais recente do autor, Tartarugas até lá embaixo, foi publicado em outubro de 2017, mais de seis anos após seu último livro. Dessa vez, Green apresentou aos leitores Aza Holmes e compartilhou um pouco de sua própria trajetória, narrando com sensibilidade os dilemas enfrentados por alguém que tem transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Mesclando aventura, psicologia e muitas referências pop, o autor confirmou seu lugar no top 10 e no coração de muitos leitores.

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  1. Mais escuro, E L James

A trilogia Cinquenta tons de cinza chegou ao Brasil em 2012 e imediatamente se tornou uma febre. Milhões de exemplares vendidos, três adaptações cinematográficas e os fãs queriam mais: precisavam saber como seria essa história aos olhos do Christian. Foi daí que nasceram os livros Grey e Mais escuro, narrando os episódios do primeiro e do segundo livros sob outro ponto de vista. Os leitores amaram mergulhar nos pensamentos do Grey e colocaram o livro direto no nosso top 10. (Ainda não sabemos quando será lançado o terceiro livro, mas estamos torcendo para que seja logo!)

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  1. Para todos os garotos que já amei, Jenny Han

Assim como aconteceu com Extraordinário, a história da Intrínseca com Jenny Han começou já faz um tempo. O primeiro volume da série foi publicado em 2015, e logo de cara os leitores se apaixonaram pela Lara Jean, mas o filme lançado em agosto de 2018 levou a história a outro patamar. Os três volumes (Para todos os garotos que já amei, P.S: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean) estão disponíveis nas livrarias e mostram o amadurecimento da doce menina que escrevia cartas secretas para seus amores não correspondidos. É para ler esparramado no sofá e com um prato de cookies ao lado.

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  1. Mitologia Nórdica, Neil Gaiman

Nós amamos o Neil Gaiman e vamos gritar para todo mundo ouvir. Após sua chegada espetacular à Intrínseca com O oceano no fim do caminho, relançamento de edições favoritas do autor e HQs, a estrela do ano foi Mitologia nórdica. Narrados com o estilo inconfundível de Gaiman, os contos nórdicos ganham um tom divertido, sarcástico e sombrio, que somados a uma edição lindíssima em capa dura (que inclusive possui uma edição especial de luxo na Amazon!) não tinham como ficar fora dos mais vendidos do ano.

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  1. Leonardo Da Vinci, Walter Isaacson

Os fãs de biografias ganharam um presentão em 2017: Walter Isaacson, um dos maiores biógrafos do mundo, escreveu o livro definitivo sobre o gênio Leonardo Da Vinci. Após anos de pesquisas, o autor preencheu mais de 600 páginas com curiosidades, desenhos, informações pessoais e outros diversos conteúdos sobre o mestre que não colocava barreiras em sua mente. Em 2018, o livro permaneceu entre os favoritos e ganhou uma edição lindíssima em capa dura exclusiva da Amazon!

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  1. Com amor, Simon, Becky Albertalli

Becky Albertalli é uma autora que dá vontade de colocar em um potinho. Ela chegou aqui à Intrínseca em 2015 com o livro Com amor, Simon (que na época se chamava Simon vs. a agenda Homo Sapiens), que conta a história do Simon e do Blue, dois meninos gays que se correspondem anonimamente pela internet e que estão prestes a viver uma grande história de amor. Esse ano, o Simon foi parar no cinema, com um filme super fofo com um elenco incrível! Foi assim que todo mundo ficou conhecendo a Becky e ela finalmente chegou ao lugar que merece: o nosso top 10!

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  1. Uma breve história do tempo, Stephen Hawking

Existem vários livros que nós temos muito orgulho de publicar e os do Stephen Hawking com certeza estão entre eles. O trabalho do físico com a cosmologia, em especial os buracos negros, é mundialmente conhecido e ele ficou eternizado por suas descobertas, pelo bom humor e por ter vivido por muito tempo com uma doença degenerativa que lhe prometia uma baixíssima expectativa de vida. Esse ano, infelizmente vimos Hawking deixar esse planeta e ir viver entre as estrelas, e é um grande privilégio para a gente publicar sua obra, especialmente o novo livro, Breves respostas para grandes questões, no qual ele trabalhou em seus últimos meses de vida.

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Menções honrosas:

 

  1. Me chame pelo seu nome, André Aciman

Quem diria que a história de um adolescente que se apaixona pelo hóspede da família conquistaria tanta gente? Teoricamente, Me chame pelo seu nome não está entre os dez mais vendidos, mas em nossos corações ele é o número um! E quem não amou aquele filme com paisagens lindíssimas da Toscana e uma trilha sonora de tirar o fôlego? Melhor que isso, só vê-lo levar o Oscar de “Melhor roteiro adaptado” para casa. André Aciman sabe mesmo como escrever um livro intenso e maravilhoso.

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  1. O homem de giz, C. J. Tudor

Outro livro que MERECE uma menção honrosa é O homem de giz. Desde o lançamento, é difícil vê-lo fora das listas de mais vendidos e temos certeza de que no ano que vem ele entra no top 10! O thriller sobre um grupo de amigos que encontra um corpo desmembrado fez muita gente ter medo de bonecos de giz.

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testeSorteio Instagram – Black Friday [Encerrado]

Vamos sortear 3 exemplares de alguns dos nossos livros que estão bombando na Black Friday!

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Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
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– O resultado será anunciado no dia 26 de novembro, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte!

testeSorteio Twitter – Black Friday [Encerrado]

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testeSorteio Facebook – Black Friday [Encerrado]

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testeDa Vinci é pop!

Em 1519, o mundo perdia Leonardo da Vinci, um de seus maiores gênios. Morto há quase 500 anos, o multitalentoso artista continua vivo até hoje através de seu legado. Além da reverência que temos por suas obras clássicas, sejam pinturas, projetos de engenharia ou desenhos anatômicos perfeitos, Leonardo permanece relevante por suas aparições na cultura pop. Confira!

A principal obra de Da Vinci é também a mais referenciada. Basta procurar por versões alternativas da Mona Lisa para descobrir que ela já foi reimaginada de todas as formas que você consiga pensar. Seja em Star Wars, Lego ou até mesmo por outro gênio das artes, Salvador Dalí, existe uma Mona Lisa no seu estilo preferido na internet.

Outra participação incomum de Leonardo foi na série de jogos Assassin’s Creed, que reconstrói períodos históricos misturando-os com ficção científica. No jogo, vemos um Da Vinci jovem e espontâneo ajudando o protagonista com suas máquinas de guerra impressionantes.

Falando em juventude, a série Da Vinci’s Demons recria a juventude de Leonardo, o transformando praticamente em uma versão renascentista de um super-herói de quadrinhos. Não por acaso, a produção é de David S. Goyers, mesmo roteirista de Homem de Aço e Batman: O Cavaleiro das Trevas

Leonardo foi pano de fundo para o sucesso dos cinemas O Código Da Vinci, que acompanha um professor em busca de um dos maiores segredo da humanidade, escondidos em códigos na obra de Da Vinci.

E os próximos anos prometem ainda mais novidades para Leonardo da Vinci. Depois da biografia best-seller de Walter Isaacson, foi anunciado recentemente que o livro será inspiração para um filme sobre o gênio renascentista protagonizado por ninguém menos que Leonardo DiCaprio. Saiba mais sobre o filme clicando aqui.

testeLivros para um carnaval literário

Seja você um folião recluso ou alguém que gosta de curtir o bloco na rua, separamos dicas de leituras incríveis para aqueles (poucos) momentos de descanso durante o Carnaval:

A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson

Poucas épocas do ano pedem tanto o botão do f*da-se ligado quanto o Carnaval, não é mesmo? Em A sutil arte de ligar o f*da-se, Mark Manson usa toda a sua sagacidade e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão.

Saiba seus limites, aproveite a festa, e, para o resto, ligue o f*da-se até a Quarta-Feira de Cinzas!

Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado na biografia de Walter Isaacson é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los.

Depois de conhecer a pessoa por trás das obras de arte, temos certeza que Da Vinci adoraria conhecer o Carnaval brasileiro.

Mais escuro, de E L James

E L James revisita Cinquenta tons mais escuros com um mergulho mais profundo e sombrio na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo.

O relacionamento quente e sensual de Anastasia Steele e Christian Grey chega ao fim com muitas acusações e sofrimento, mas Grey não consegue tirar Ana da cabeça. Determinado a reconquistá-la, ele tenta suprimir seus desejos mais obscuros e sua necessidade de controle absoluto, aceitando a amar Ana nos termos estabelecidos por ela.

 

Me chame pelo seu nome, de André Aciman

A casa onde Elio passa os verões fica em um verdadeiro paraíso da costa italiana. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todos os verões, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e outras tarefas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Me chame pelo seu nome explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual.

 

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, e Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

Esse é o Carnaval do poder feminino! Para entrar no clima, indicamos duas leituras com mulheres incrivelmente fortes, cada uma a sua maneira: Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty – que inspirou a premiadíssima série da HBO, Big Little Lies -, e Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, que lançou o desfecho da trilogia no último dia 8, Ainda sou eu!

 

Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker

Um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e um elenco formado por Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

 

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação, de Felipe Castilho

Que tal viajar para a última cidade do mundo durante o feriado?  Conheça Untherak, seus becos e histórias que farão qualquer bloco superlotado parecer tranquilo. Localizada aos pés do monte Ahtul, ao lado dos Grandes Pântanos, a cidade abriga humanos e kaorshs, gigantes e anões,  gnolls e sinfos que vivem para servir à deusa Una.

Cumprindo sua missão milenar, eles coexistem em relativa paz. Até que a kaorsh Yanisha descobre um segredo capaz de abalar as estruturas do Palácio. Junto com a esposa, Raazi, ela arquiteta um plano tão corajoso quanto arriscado, que terá como cenário o Festival da Morte.

 

Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O mais pessoal de todos os livros do autor de A culpa é das estrelas, Tartarugas até lá embaixo é recheado de frases sublinháveis, amizades cativantes, fanfics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses. Um livro sobre as mais incríveis surpresas que surgem ao longo da vida de todos nós.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Extraordinário, de R. J. Palacio

Auggie Pullman é um menino com uma severa deformidade facial que precisa enfrentar o estranhamento e o preconceito de crianças e adultos. O livro, que foi adaptado para os cinemas em 2017, se tornou uma ode à empatia, à tolerância e à gentileza. “Escolha ser gentil”: um mantra, uma atitude, uma mensagem valiosa para a atualidade.

 Simon vs. a agenda Homo sapiens, de Becky Albertalli

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.

testeDose dupla de Leonardos! DiCaprio será Leonardo Da Vinci nos cinemas

A vida do nosso gênio favorito vai ganhar uma versão cinematográfica. A Paramount anunciou que John Logan — roteirista de 007: Operação Skyfall — será o responsável pela adaptação da biografia de Leonardo da Vinci, escrita por Walter Isaacson, para os cinemas.

O protagonista será vivido por Leonardo DiCaprio. Para o ator, o projeto é muito especial, já que seu nome de batismo carrega, por influência direta, o mesmo nome do cientista e artista italiano: a mãe de DiCaprio estava olhando para uma pintura de da Vinci quando o bebê chutou pela primeira vez.

DiCaprio, vencedor do Oscar, também é um dos principais produtores do longa. Ele e Logan já trabalharam juntos no filme O Aviador, de Martin Scorsese. A história do longa deve mostrar como as artes de Da Vinci se conectam com seus diversos estudos, em áreas como anatomia, geologia, pássaros, etc.

O livro foi publicado por aqui em outubro e já está há 13 semanas na lista dos mais vendidos. Além de pintar a obra de arte mais conhecida do mundo e ser de extrema importância para o movimento renascentista, Da Vinci sempre foi muito curioso. Walter Isaacson usou mais de 7 mil anotações do artista para compor sua biografia e escreveu um livro incrível e completo, mostrando o lado mais humano desta personalidade mundial. Leia um trecho aqui!

testeLeonardo, o mais humano dos gênios

Por João Carvalho*

Quando pensamos em Leonardo Da Vinci a primeira palavra que nos vêm à cabeça é gênio. Da Vinci era genial, isso é um fato posto. Afinal, estamos falando do cara que pintou a Mona Lisa e A Última Ceia. Um homem que cinco séculos atrás desenhou projetos de helicópteros e escafandros. Um sujeito que era a um só tempo tão versado em pintura e geologia quanto em anatomia e engenharia. Mas o que significa ser um gênio?

A palavra gênio tem sua origem no latim genius, que era o espírito guia ou deidade pessoal que acompanhava cada um de nós, quase uma versão pagã do anjo da guarda. Como aqueles que conseguiam atingir grandes feitos eram considerados possuidores de um grande genius, a palavra passou a significar também inspiração. Em sua acepção moderna o termo bebe de duas fontes latinas. Genius, que já explicamos, e ingenium, que, por sua vez, significa talento, capacidade natural, dom.

Ou seja, genial seria aquele que tem um enorme talento ou dom que se manifesta quase que metafisicamente através de uma dádiva recebida de um espírito guia, ou, após o surgimento da cristandade, de Deus. Assim, o gênio se torna um inspirado, alguém fora do convívio humano, um predestinado que já nasceu preparado para surpreender a todos com seu talento sobrenatural. Se essas são as qualidades de um gênio, ironicamente, Da Vinci foi tudo, menos isso.

A Última Ceia (Fonte)

Da Vinci era acima de tudo um polímata, um homem do Renascimento. Seus interesses eram tão diversos quanto difusos: óptica, perspectiva, anatomia, engenharia hidráulica, arquitetura, engenharia militar, pintura, música, teatro, geologia, botânica, enfim, pense em um ramo da ciência que alguém pode buscar conhecer e você achará alguma página dos inúmeros cadernos de Da Vinci contendo notas a respeito. Mas a genialidade de Da Vinci não era algo inato. Seu maior dom era sua curiosidade infindável e seu desejo de conhecer o ser humano em absolutamente todas as suas facetas.

Estudos de Adoração dos Magos por Leonardo da Vinci (1452-1519), drawing 436E recto.

Da Vinci tinha a curiosidade de uma criança, a obstinação em angariar conhecimento de um Hércules e o foco de um Husky Siberiano, não à toa ele é o “gênio das obras inacabadas”. Muitas de suas descobertas fantásticas tiveram que ser redescobertas após a sua morte porque ele não chegou a divulgá-las, devido ao afã de aprimorá-las, fossem as artísticas, fossem as científicas. E é no fascinante mundo mental do mais humano de todos os gênios que a biografia de Walter Isaacson nos convida a mergulhar.

Isaacson é um dos biógrafos mais renomados de nossa geração. Dele também temos o apanhado da vida de Steve Jobs, de Benjamin Franklin e de Albert Einstein. Talvez o que torne Isaacson um biógrafo tão espetacular seja sua capacidade de a um só tempo apresentar uma pesquisa científica digna de um doutorado em uma linguagem aberta e atraente como se fosse um livro de ficção. Além disso, faz algo que é raro entre os biógrafos: ele se aproxima mais do estilo de um narrador, quase de um jornalista e não de um apologista, e podemos ver o melhor da sua escrita na biografia de Leonardo.

Isaacson nos traz em um livro luxuosamente bem editado um mergulho no universo mental de Leonardo Da Vinci, a partir de uma pesquisa de anos na quase totalidade do corpus de suas obras e, principalmente, de seus escritos que sobreviveram até os nossos dias. Ao final, Isaacson consegue pintar um Da Vinci tão fascinante e misterioso quanto o sorriso da Mona Lisa.

É com enorme prazer que eu te convido a fazer essa jornada fantástica e conhecer mais a fundo um dos homens mais fascinantes que caminhou sobre essa Terra. A biografia de Leonardo é sobretudo um convite ao aprendizado, à observação e à curiosidade. Leonardo desperta em nós perguntas que fazíamos quando éramos crianças e nos convida a olhar o mundo de uma forma mais profunda e ao mesmo tempo mais singela.

Obviamente a grande maioria de nós não pintará uma nova Mona Lisa ou descobrirá a quadratura do círculo ao fim da leitura, mas, certamente, aquele que ler sua biografia perceberá que o mundo a nossa volta se tornou mais colorido, mais encantado e cheio de novas perguntas e descobertas a cada dia.

Quinhentos anos após a sua morte Leonardo continua vivo a cada vez que nos perguntamos acerca da natureza que nos cerca bem como tentamos entender a nossa própria natureza humana. Sua genialidade, forjada no molde da observação e da experimentação, nos convida a nos maravilharmos com o mundo e torna Leonardo o mais humano de todos os gênios.

 

* João Carvalho é podcaster pelo DecrépitosAnticast Revolushow. Formado em História e Letras Clássicas e mestre em História Social, trabalha no Ministério das Relações Exteriores desde 2009.

testePodcast #3 – Leonardo da Vinci, Steve Jobs e lançamentos simultâneos

 

Em nosso terceiro episódio, falamos sobre Leonardo da Vinci, focando menos na imagem quase lendária do artista e mais em seu lado humano. Abordamos o trabalho de produção de lançamentos simultâneos, falamos sobre os colaboradores, como o tradutor André Czarnobai, e conversamos um pouco sobre a carreira do autor Walter Isaacson, que também biografou Steve Jobs e Albert Einstein.

Sumário: 
02:29 – O Leonardo da Vinci além dos quadros: errático, distraído e extremamente curioso

07:30 – Walter Isaacson, o biógrafo de gênios, e quais as lições Steve Jobs, Albert Einstein e Leonardo da Vinci podem nos ensinar?

20:35 – Como é o processo de produção de um lançamento simultâneo?

25:30 – A futura cinebiografia de Leonardo da Vinci com Leonardo… DiCaprio

 

Assine o podcast!


Participantes:
Bruno Machado
Roberto Jannarelli
Ana Slade
 

Edição:
Manoel Magalhães