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testeComo Lou Clark virou protagonista da sua própria história

Por Carla Paredes*

“Pensei em como somos moldados pelas pessoas que nos cercam e como precisamos ser cuidadosos ao escolhê-las exatamente por esse motivo. Então pensei também que, apesar de tudo, no fim talvez seja necessário perder todas elas para de fato descobrirmos quem somos.”

Se tem uma frase que me marcou profundamente em todas as quase 400 páginas de Ainda sou eu, eu diria que foi essa. Parece triste, ainda mais se lembrarmos da sua história com Will no primeiro livro, mas não se enganem, não é nada disso! O livro é alegre e arranca diversos sorrisos, e essa frase, na verdade, revela esperança, aconchego, amor-próprio e muito amadurecimento por parte da Lou.

É um resumo da personagem que reencontramos depois da temporada que ela passa perdida em Depois de você. O luto deu lugar a uma reconexão consigo. A ideia dessa frase norteia a história que em meio a reviravoltas, surpresas e delícias nos faz ter certeza que nos conheceremos melhor quanto mais conectados com nós mesmas e menos suscetíveis às opiniões alheias estivermos. Que coisa linda de se ler, de se refletir e de se perceber.

Ainda sou eu traz uma Louisa Clark parecida com a personagem que a gente lembra em Como eu era antes de você: atrapalhada, bem-humorada, meio doidinha, completamente cativante e com um gosto peculiar e todo único para as roupas. Só que a versão de agora vai ficando cada vez melhor, mais madura, mais autoconfiante e disposta a descobrir quem realmente é,  mesmo levando uma vida totalmente nova e diferente depois que decide dar um grande passo e aceitar um convite para trabalhar em Nova York.

 

Mais do que nunca Louisa virou protagonista de sua própria história nesse livro, e nós, como leitoras, nos pegamos torcendo por cada decisão que ela toma, seja seguir em frente, mudar algo totalmente ou até mesmo recuar. Nós observamos, torcendo para que ela seja feliz, e ficamos satisfeitas quando vemos que até as escolhas erradas serviram para alguma coisa.

Para as órfãs de Will Traynor, não se enganem, ele continua muito presente em Ainda sou eu. Aliás, diria que nesse livro há uma relação saudável entre os dois: menos sobre o luto e a dor, mais sobre uma saudade inspiradora. Will aqui é motivação, mola propulsora que ele sempre quis ser.

Não sabemos se terá mais um livro depois desse, mas de qualquer forma Ainda sou eu é o encerramento perfeito da história, faz jus à personagem principal, enriquece personagens secundários e, acima de tudo, é uma injeção de positividade, amadurecimento e autoconfiança. Obrigada, Jojo. Todo mundo deveria ler essa obra sobre a reviravolta de uma mulher que passou por muita coisa e,  onde menos esperava, encontrou a melhor versão de si.

 

*Carla Paredes é blogueira do @futilidades, mãe, fã de hits musicais, filmes blockbusters e livros best-sellers. Tem uma coluna no blog chamada #bookdodia e seu sonho é ter tempo para, de fato, indicar um livro por dia. 

testePlaylist de Ainda sou eu, novo livro de Jojo Moyes

Louisa Clark deixou a Inglaterra para se aventurar em Nova York. Preparada para começar uma nova vida em uma das cidades mais empolgantes do mundo, a nossa querida personagem está determinada a cumprir a promessa que fez para Will: dizer sim para as oportunidades que surgirem. Com muita coragem, ela começa a trabalhar em um novo emprego e cai de paraquedas no mundo dos super-ricos da Big Apple.

Como Nova York é uma cidade que desperta muitos sentimentos, preparamos uma playlist inspirada em Ainda sou eu para fazer com que os leitores viajem junto com a Lou. 

testeSorteio Instagram – Trilogia Jojo Moyes [Encerrado]

Vamos sortear a trilogia da Jojo Moyes: Como eu era antes de você, Depois de você e a conclusão da série, Ainda sou eu

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Confira o resultado abaixo:

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Vamos sortear a trilogia da Jojo Moyes: Como eu era antes de você, Depois de você e a conclusão da série, Ainda sou eu

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testeLivros para um carnaval literário

Seja você um folião recluso ou alguém que gosta de curtir o bloco na rua, separamos dicas de leituras incríveis para aqueles (poucos) momentos de descanso durante o Carnaval:

A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson

Poucas épocas do ano pedem tanto o botão do f*da-se ligado quanto o Carnaval, não é mesmo? Em A sutil arte de ligar o f*da-se, Mark Manson usa toda a sua sagacidade e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão.

Saiba seus limites, aproveite a festa, e, para o resto, ligue o f*da-se até a Quarta-Feira de Cinzas!

Leonardo da Vinci, de Walter Isaacson

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado na biografia de Walter Isaacson é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los.

Depois de conhecer a pessoa por trás das obras de arte, temos certeza que Da Vinci adoraria conhecer o Carnaval brasileiro.

Mais escuro, de E L James

E L James revisita Cinquenta tons mais escuros com um mergulho mais profundo e sombrio na história de amor que envolveu milhões de leitores em todo o mundo.

O relacionamento quente e sensual de Anastasia Steele e Christian Grey chega ao fim com muitas acusações e sofrimento, mas Grey não consegue tirar Ana da cabeça. Determinado a reconquistá-la, ele tenta suprimir seus desejos mais obscuros e sua necessidade de controle absoluto, aceitando a amar Ana nos termos estabelecidos por ela.

 

Me chame pelo seu nome, de André Aciman

A casa onde Elio passa os verões fica em um verdadeiro paraíso da costa italiana. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todos os verões, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e outras tarefas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Me chame pelo seu nome explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual.

 

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty, e Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

Esse é o Carnaval do poder feminino! Para entrar no clima, indicamos duas leituras com mulheres incrivelmente fortes, cada uma a sua maneira: Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty – que inspirou a premiadíssima série da HBO, Big Little Lies -, e Como eu era antes de você, de Jojo Moyes, que lançou o desfecho da trilogia no último dia 8, Ainda sou eu!

 

Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker

Um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e um elenco formado por Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

 

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação, de Felipe Castilho

Que tal viajar para a última cidade do mundo durante o feriado?  Conheça Untherak, seus becos e histórias que farão qualquer bloco superlotado parecer tranquilo. Localizada aos pés do monte Ahtul, ao lado dos Grandes Pântanos, a cidade abriga humanos e kaorshs, gigantes e anões,  gnolls e sinfos que vivem para servir à deusa Una.

Cumprindo sua missão milenar, eles coexistem em relativa paz. Até que a kaorsh Yanisha descobre um segredo capaz de abalar as estruturas do Palácio. Junto com a esposa, Raazi, ela arquiteta um plano tão corajoso quanto arriscado, que terá como cenário o Festival da Morte.

 

Tartarugas até lá embaixo, de John Green

O mais pessoal de todos os livros do autor de A culpa é das estrelas, Tartarugas até lá embaixo é recheado de frases sublinháveis, amizades cativantes, fanfics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses. Um livro sobre as mais incríveis surpresas que surgem ao longo da vida de todos nós.

A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Extraordinário, de R. J. Palacio

Auggie Pullman é um menino com uma severa deformidade facial que precisa enfrentar o estranhamento e o preconceito de crianças e adultos. O livro, que foi adaptado para os cinemas em 2017, se tornou uma ode à empatia, à tolerância e à gentileza. “Escolha ser gentil”: um mantra, uma atitude, uma mensagem valiosa para a atualidade.

 Simon vs. a agenda Homo sapiens, de Becky Albertalli

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.

testeComo um cão adotado de 58 quilos mudou minha vida, por Jojo Moyes

*Por Jojo Moyes

A autora do livro Como eu era antes de você conta como sua vida se transformou quando ela ofereceu um lar a um cão de montanha dos Pireneus

(matéria originalmente publicada dia 25 de janeiro de 2018, no The Times)

É uma obviedade dizer que os quarenta e tantos anos são uma idade perigosa. Dois anos atrás, eu me apaixonei por alguém que não era meu marido, mas o inesperado amor da minha vida não é um garotão nem meu primeiro namoradinho que redescobri no Facebook — é uma cadela de montanha dos Pireneus de 58 quilos.

Eu não tinha qualquer intenção de adotar mais um bicho de estimação; estávamos, como diz meu marido, no auge dos animais, com três cavalos, três gatos e um border terrier (além de três filhos). Mas tínhamos acabado de nos mudar para uma casa maior quando um amigo viu uma cadela no site de um abrigo local para animais resgatados. Ela era muito grande e, aos sete anos, velha demais para ser realocada com facilidade. Ninguém quer um cachorro que, muito provavelmente, vai precisar de cuidados veterinários em breve ou algo pior (cães grandes demais não costumam envelhecer muito).

Pensando agora, não sei o que me fez concordar em conhecê-la, mas eu e minha família fomos de carro até uma casinha abarrotada de cães para adoção, e lá estava ela, praticamente um pônei canino, branca e deprimida. Disseram-nos que ela adorava crianças e queijo, ignorava gatos e “não daria trabalho”. Eu disse a mim mesma que era a coisa certa a fazer.

Hoje, tenho uma empatia nova por quem adota uma criança. Fiquei tão nervosa enquanto aguardava a fiscalização da casa para adotar um cachorro que acordei às três da manhã. Moramos em uma propriedade de nove hectares, mas o jardim não é cercado. Será que aquilo pesaria contra nós? Deveríamos ter cercado o lago? Meu cabelo despenteado poderia sugerir uma potencial negligência em relação aos cuidados com o cachorro? Na ocasião, o homem da instituição de caridade se aproximou, olhou a nossa propriedade e disse: “Não sei bem por que estamos fazendo isso. Francamente, eu gostaria que você me adotasse.”

Uma semana depois, eu voltava para casa no meu 4×4 com uma cachorra que duas pessoas juntas demoraram 20 minutos para conseguir içar sobre o banco de trás (ela é velha demais para pular). Ela ganiu durante uma hora inteira, todo o tempo do percurso — um som terrível e lúgubre —, enquanto eu a observava pelo retrovisor e pensava: “O que foi que eu fiz?” Mais tarde, entendi que ela havia sido adotada e devolvida tantas vezes que supôs estar vivendo isso mais uma vez.

Pelo que já sabia, rotina e exercício são a melhor forma de acalmar um animal. Começamos a fazer passeios frequentes e regulares com ela, mas em poucos dias BigDog estava mancando muito. Pesquisei sobre artrite, problemas nas juntas, no quadril — então finalmente olhei suas patas. As solas eram macias e cor-de-rosa, o que é comum entre cães mantidos para reprodução. Caminhamos na grama até suas patas se tornarem mais resistentes, enquanto eu nutria pensamentos sombrios sobre fábricas de filhotes.

As primeiras semanas não foram fáceis. Ela chorou muito, teve infecções urinárias e comeu só de vez em quando. Nossos gatos estavam indignados. Nossos filhos não tiveram qualquer receio: aninhavam-se em seu pelo macio, deitavam-se nela e lhe contavam coisas. Pireneus adoram crianças. Enquanto qualquer visitante adulto em nossa casa é acolhido com uma recepção digna do filme O Regresso, uma criança pode entrar sem hesitar e ela baixa a cabeça, instantaneamente gentil e submissa (o que é peculiar à raça). Conforme os meses foram passando, ela se animou e parou de chorar no carro (encomendamos uma rampa especial para ajudá-la a entrar e sair). Os gatos começaram a nos acompanhar durante os passeios, e eu, de forma inesperada, me apaixonei perdidamente.

Amo todos os meu bichos. Mas BigDog me venera de um jeito para o qual eu não estava preparada. É uma distração, é apaixonante, toma tempo. A maioria dos cães desvia os olhos se você os encara por muito tempo, mas ela continua olhando, como se quisesse absorver você. Quando está descansando, ela ergue a cabeça para saber onde estou, depois dá um grunhido de aprovação. De noite, ela se aproxima de cada membro da família para que sua imensa cabeça macia seja acariciada antes de se recolher para dormir.

Um ano depois de ter vindo morar conosco, ela começou a abanar o rabo (partiu meu coração me dar conta da demora). Ela passou a brincar, jogando habilmente brinquedos no ar ou galopando para cima e para baixo no corredor. Aprendemos que quando isso acontece temos que nos encostar logo numa parede, porque abajures voam, tapetes se dobram e objetos decorativos caem das prateleiras. Maior do que um pônei shetland, ela já derrubou no chão a mim e meu marido (eu fiz a turnê promocional do livro Como eu era antes de você com um ligamento rompido; ele está usando uma joelheira depois de uma recepção um pouco calorosa demais). Recentemente, ela começou a “falar” conosco durante o jantar. Deita-se de lado perto da mesa da cozinha e uiva e grunhe, esperando uma resposta antes de “falar” de novo (há um vídeo disso nas minhas contas no Instagram, jojomoyesofficial e nanookthebigdog).

O prazer inesperado de adotar um animal é vê-lo se abrir, confiar aos poucos em seu entorno e expressar felicidade. Tenho consciência, a cada pulinho no bosque, cada carinho na barriga, que tornei sua vida infinitamente melhor, e, em troca, nos dois anos difíceis em que nossa família enfrentou uma doença séria, uma cirurgia invasiva, os altos e baixos do trabalho, da política e da vida, ela foi uma fonte constante de alegria e afeto.

Desafios são inevitáveis. O limpador de carpete é usado com frequência — ela precisa sair para passear a cada três horas, por causa da bexiga fraca. Ela desaprova ferozmente ciclistas, lambretas e, certa vez (para nossa vergonha completa), uma cadeira de rodas motorizada. Nutre antipatias irracionais e têm de ser afastada para impedir que “encurrale” certos convidados. Já quase deslocou meu ombro, precisa dos cuidados de um tosador especializado e de uma glucosamina cara para suas juntas, e, quando se senta no seu colo, você tem 20 minutos até suas pernas ficarem dormentes e você achar que vai perdê-las.

Assim como a maioria dos Pireneus, BigDog considera a coleira uma afronta à sua dignidade e um chamado como algo opcional. No verão passado, quando meu editor de Nova York veio almoçar aqui, ela simplesmente desapareceu durante a sobremesa. Não consigo imaginar como uma criatura tão grande e branca pode sumir completamente, mas largamos a refeição enquanto vasculhávamos o campo inteiro a pé, de carro e de quadriciclo. Depois de duas horas fiquei bastante histérica; semelhante a quando nosso filho, com dois anos, desapareceu rapidamente em um supermercado.

Paguei para que um táxi levasse o editor de volta a Londres e expliquei que não poderia ir a lugar nenhum enquanto BigDog estivesse desaparecida. Finalmente a localizamos, uma hora depois, exausta, felicíssima e preta, após ter nadado na vala mais intragável e fedida da cidade. Eu chorei de alívio (e chorei de novo quando vi a conta do tosador).

Não sou só eu que a amo. É impossível dar dez passos na minha cidade sem que as pessoas parem para falar com ela e sorriam. É uma das clientes preferidas do café onde escrevo, os funcionários evitam tropeçar nela sem reclamar. Quando estou com BigDog, não sou mais a escritora, sou um apêndice dela (para que fique registrado, as respostas são: não, ela não come tanto assim, só baba quando está estressada e na verdade os resultados do número dois são do mesmo tamanho que os de qualquer cachorro, graças a deus).

Meus filhos adolescentes brincam dizendo que sinto mais a falta dela do que a deles quando estou viajando. Só é engraçado porque eles também sentem mais saudades dela do que de mim (criaram uma conta no Instagram dedicada a ela). Até mesmo meu marido, que não é o homem mais expressivo do mundo, vira uma manteiga derretida quando está perto dela, como descobri quando o ouvi dizer: “Não quer seu café da manhã? Não? Quer que eu coloque parmesão ralado em cima?” (O cachorro no meu novo livro, Ainda sou eu, também adquiriu esse hábito culinário.)

Ainda sou eu, continuação de Como eu era antes de você e Depois de você.

Sem saber, ela melhorou minha coluna, porque sou obrigada a deixar a escrivaninha quatro vezes ao dia. Aproximou meu marido e eu — caminhamos juntos ao amanhecer. Nem o adolescente mais irritadiço consegue conter uma risadinha diante do seu respeito tímido frente à nossa gata idosa e feroz, ou ao observá-la mexer as patas enquanto sonha.

Quando trouxemos BigDog para casa, dissemos às crianças que, devido a sua idade, ela seria, no máximo, nossa cadela por quatro anos. Eu me senti quase indiferente ao dizer isso. Dois anos depois, fico chorosa só de pensar no que isso significa e observo cada manqueira, cada tombo exausto, com preocupação.

No entanto, talvez a lição que aprendemos com os animais seja mesmo essa: o amor é fugaz, muitas vezes inesperado, e deve ser apreciado quando surge. Até agora, uma imensa cachorra de expressão triste me ensinou a viver no presente e simplesmente aproveitar cada dia que temos. Acima de tudo, o que nós, enquanto família, aprendemos com cães adotados é que é de fato dando que se recebe.

E se alguém tiver interesse, o Santuário de Animais Heathlands, em Hertfordshire, está procurando um lar para Glenda, uma são-bernardo de seis anos de aspecto particularmente tristonho. Aposto que ela é maravilhosa.

*Matéria originalmente publicada dia 25 de janeiro de 2018, no The Times

Saiba mais sobre o novo livro da autora, Ainda sou eu, continuação de Como eu era antes de você e Depois de você.