testeIntrínseca na Flip: conheça os autores que marcaram o festival

A Flip – Festa Literária Internacional de Paraty – já começou, e nós não poderíamos estar mais animados!

Em sua 17ª edição, o festival está recheado de novidades imperdíveis. Além da participação de nossas autoras Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo na programação oficial, a Intrínseca também marca presença na Flip 2019 com um book truck especial do nosso clube do livro, o intrínsecos, e com muitas outras surpresas!

Para você se preparar para esse grande evento, fizemos uma lista dos nossos autores que já participaram do festival literário. Relembre com a gente!

  1. Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo

     

Este ano, a Intrínseca traz duas consagradas autoras latino-americanas para a Festa Literária Internacional de Paraty: Mariana Enriquez e Karina Sainz Borgo.

Autora de As coisas que perdemos no fogo e do lançamento Este é o mar, Enriquez constrói em suas obras cenários fantásticos e sombrios que evidenciam o horror do cotidiano, em uma escrita fluida que prende o leitor do início ao fim.

Karina Sainz Borgo lançou em junho seu primeiro romance pela Intrínseca. Noite em Caracas traz uma poderosa história sobre uma mulher que enfrenta situações extremas, enquanto precisa aceitar a ausência definitiva da mãe, tudo isso em um país que também desaparece aos poucos. A obra, publicada em março na Espanha, se tornou um best-seller em menos de um mês.

Confira a programação da Flip 2019 aqui.

  1. André Aciman

Em 2018, o convidado foi ninguém menos que André Aciman. O autor de Me chame pelo seu nome e Variações Enigma conversou sobre o processo de escrita, o exercício da liberdade de escrever e a escolha de temas tabus ou proibidos – como homoerotismo, sexualidade feminina e religião.

Além disso, Aciman também respondeu algumas perguntas dos leitores durante a sua passagem pelo Brasil! Você pode conferir o vídeo aqui:

 

  1. Marlon James e William Finnegan

A edição de 2017 da Flip contou com a participação de dois autores incríveis: Marlon James e William Finnegan.

Autor de Breve história de sete assassinatos, Marlon James debateu a renovação da tradição americana do romance a partir de seu ponto de vista como jamaicano negro que migrou para os Estados Unidos.

Autor de Dias bárbaros, sua autobiografia vencedora do Prêmio Pulitzer, Finnegan conversou sobre as diferentes motivações de um escritor e a entrega ao trabalho.

  1. Helen Macdonald

Outra escritora que marcou presença na Festa Literária Internacional de Paraty foi Helen Macdonald, autora de F de Falcão. Em sua participação, Macdonald falou sobre como a sua paixão pela falcoaria a ajudou a lidar com o luto por conta da morte súbita do pai.

  1. Riad Sattouf

O renomado quadrinista Riad Sattouf compareceu à Flip em 2015. Ao lado do brasileiro Rafa Campos, o criador de O árabe do futuro participou da mesa “De balões e blasfêmias”.

Em sua série de HQ, que já tem três volumes publicados pela Intrínseca, o autor retrata o choque cultural experimentado durante sua infância. Nascido na França socialista de Mitterand, ele vivenciou as ditaduras da Síria de Assad e da Líbia de Kadafi.

  1. Michael Pollan e Joël Dicker

A Flip de 2014 foi abrilhantada pela presença de dois autores incríveis: Michael Pollan e Joël Dicker.

Em Cozinhar, Michael Pollan convida o leitor a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos.

Já em A verdade sobre o caso Harry Quebert, premiado romance policial de Joël Dicker, somos confrontados com um grande mistério. Protagonizado por um jovem e bem-sucedido escritor que passa por um bloqueio criativo, a trama envolve o assassinato de uma menina de 15 anos e a luta contra o tempo em busca do verdadeiro responsável pelo crime.

  1. Jennifer Egan

Em 2012, quem visitou Paraty e participou da Flip foi a norte-americana Jennifer Egan. A autora de A visita cruel do tempo e Praia de Manhattan marcou presença na mesa “Pelos olhos dos outros”, ao lado do autor inglês Ian McEwan.

Egan é vencedora do Pulitzer de Ficção e do National Book Critics Circle Awards de 2011 por A visita cruel do tempo, obra em que tece uma narrativa caleidoscópica, alternando vozes e perspectivas, cenários e personagens, para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida.

  1. Lionel Shriver

Autora do intenso Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver ficou encantada pelo Brasil quando veio à Flip em 2010 para participar da mesa sobre violência e maternidade.

Em seu livro, conhecemos a história de Kevin, que aos 15 anos mata onze pessoas, entre colegas do colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados e nos olhares de julgamento que recebe.

teste8 dicas de escrita com Joël Dicker

Foto: Valery Wallace Studio / CYAN

Joël Dicker é um dos mais jovens autores suíços a conquistar o mundo. Depois do grande sucesso de A verdade sobre o caso Harry Quebert, O livro dos Baltimore e Os últimos dias de nossos pais, o escritor está de volta com o romance policial O desaparecimento de Stephanie Mailer.

No novo livro, acompanhamos a investigação de um quádruplo homicídio na pequena e pacata cidade de Orphea, nos Hamptons. O crime aconteceu em 1994, mas 20 anos depois surgem novas informações depois que a jornalista Stephanie Mailer decide apurar o caso. Tudo fica muito suspeito quando a moça desaparece misteriosamente e os policiais responsáveis precisam desenterrar segredos escondidos há décadas.

Intercalando duas linhas temporais, Dicker constrói um quebra-cabeça literário praticamente impossível de se largar até que o verdadeiro culpado seja capturado. Se você gosta de escrever ou apenas quer descobrir mais sobre o processo de escrita do autor, reunimos algumas dicas de Joël Dicker para se inspirar. Anota aí:

 

1) Nenhum autor consegue escrever um best-seller de propósito.

Dicker diz que são os leitores, críticos e livreiros os verdadeiros responsáveis por transformar os livros em grandes sucessos.

 

2) A beleza e a mágica dos livros não é algo científico, não há uma receita.

Para ele, existe uma química entre os leitores e a história que não pode ser facilmente replicada ou explicada. 

 

3) Não dá para agradar todo mundo.

Uma boa ideia é sempre tomar nota do que dizem sobre o seu trabalho, seja um elogio ou uma crítica, para melhorar no próximo.

 

4) São os bloqueios que ajudam a parar para refletir e analisar o progresso.

O autor tem uma visão positiva sobre os bloqueios criativos: eles são uma chance de se questionar sobre a qualidade do texto e verificar se o enredo está se desenrolando bem.

 

5) Temos de mostrar às pessoas que ler pode ser divertido, prazeroso.

A literatura é séria, mas também deve trazer entretenimento para o público. Diversão combina com literatura!

 

6) Tente escrever em quase todos os dias úteis da semana e o máximo que conseguir.

É preciso escrever todos dias, mas o importante não é impor um número de linhas, e sim obter qualidade no que se produz.

 

7) Enquanto escrevemos um livro não há pressão. A pressão chega quando ele é publicado.

Dicker diz que a verdadeira pressão surge quando o livro está impresso e nas livrarias, pois não há mais nada a se fazer.

 

8) É preciso que o livro tenha profundidade.

O importante é deixar os leitores encontrarem sozinhos o que existe nas entrelinhas.

 

Fontes: Revista Estante 1, Revista Estante 2, El país e Veja.

testeA lista perfeita para quem gosta de investigação

 

Geralmente tudo começa com um crime, policiais determinados, alguns suspeitos e muitas dúvidas no ar. Mas, apesar desses elementos já conhecidos do público, é quase impossível não se surpreender, ficar tenso e soltar gritinhos quando as peças parecem se encaixar. Para aqueles que adoram romances policiais, investigações intrigantes, mistérios e quebra-cabeças aparentemente impossíveis, preparamos uma lista de livros, séries e filmes imperdíveis! Confira:

 

1. O desaparecimento de Stephanie Mailer

Joël Dicker, autor do aclamado A verdade sobre o caso Harry Quebert, está de volta! Em seu novo romance policial, O desaparecimento de Stephanie Mailer, vamos conhecer a pequena e pacata cidade de Orphea, localizada nos Hamptons. Apesar das aparências, um crime chocante abala a vida de seus moradores: em 1994, no dia da estreia do primeiro festival de teatro da região, quatro pessoas são brutalmente assassinadas, entre elas o prefeito. O caso é solucionado por dois jovens policiais, Jesse Rosenberg e Derek Scott, e o responsável vai parar atrás das grades.

O problema é que, vinte anos depois, quando Jesse está prestes a se aposentar, a obstinada jornalista Stephanie Mailer afirma que houve um terrível erro na investigação. Quando ela desaparece misteriosamente, os policiais precisam reabrir o caso e desvendar segredos enterrados há décadas. Com uma narrativa que mistura passado e presente, essa é a leitura perfeita para os fãs do gênero.

 

2. True Detective

Falando em narrativas que misturam passado e presente, não podemos deixar de fora uma série que é mestre no assunto: True Detective. Na primeira temporada, protagonizada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson, acompanhamos ao longo de 17 anos a busca de dois policiais por um serial killer na Louisiana. Na segunda, com um elenco completamente diferente, a história é outra: três detetives estão envolvidos em uma conspiração após um assassinato. Já na terceira, o ganhador do Oscar Mahershala Ali é um policial que investiga o desaparecimento de duas crianças ao longo de três linhas temporais distintas. O criador e roteirista da produção da HBO é Nic Pizzolatto, que publicou Galveston pela Intrínseca.

 

3. Sharp Objects (Objetos cortantes)

A HBO também é responsável por umas das minisséries mais faladas de 2018: Sharp Objects. Inspirada no livro de estreia de Gillian Flynn, autora de Garota exemplar, a trama narra a história da repórter Camille Preaker (Amy Adams), uma mulher enigmática que acabou de sair de um hospital psiquiátrico. Ela é obrigada a voltar à sua cidade natal, Wind Gap, para investigar o assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Além dos crimes, ela também precisa lidar com as lembranças nada agradáveis de sua infância e adolescência, que envolvem uma mãe neurótica e uma meia-irmã que praticamente não conhece.

 

4. Zodíaco

Já que falamos em Gillian Flynn, é impossível não lembrar a excelente adaptação cinematográfica de Garota exemplar, dirigida por David Fincher. O diretor, famoso por seus ótimos filmes de suspense, como o grande sucesso Se7ven, não poderia ficar de fora dessa lista. Por isso, escolhemos Zodíaco, a produção de 2007 que conta a história real do assassino que matou sete pessoas em São Francisco entre dezembro de 1968 e outubro de 1969. Fincher passou dois anos estudando o caso, que, apesar de não ter respostas, ainda é um dos enigmas investigativos mais famosos de todos os tempos.

 

5. Mindhunter

Para finalizar, Mindhunter, a série da Netflix também dirigida por David Fincher. Nela, acompanhamos John Douglas, uma figura lendária no FBI que ajudou a revolucionar as investigações em uma época em que a expressão serial killer sequer existia. Ao longo de sua carreira, o agente especial que inspirou personagens como Jack Crawford de O Silêncio dos Inocentes, confrontou, entrevistou e estudou Charles Manson, Ted Bundy, Ed Gein, entre outros. A produção ­– cuja segunda temporada já foi confirmada – é inspirada no livro homônimo publicado pela Intrínseca.

testeLançamentos de janeiro

 

O primeiro mês de 2019 chegou com lançamentos incríveis!

O desaparecimento de Stephanie Mailer, de Joël Dicker

No novo livro do premiado Joël Dicker – autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert –, acompanhamos a vida dos moradores de Orphea, uma pacata cidade balneária nos Hamptons. Em 1994, um crime terrível acontece: o prefeito e sua família são brutalmente assassinados.

Vinte anos depois, Jesse Rosenberg, um dos policiais responsáveis pela resolução dos homicídios, está prestes a se aposentar quando a jornalista Stephanie Mailer afirma que houve um gravíssimo erro na investigação. Poucos dias depois, ela desaparece misteriosamente.

O desaparecimento de Stephanie Mailer foi escolhido para ser o primeiro livro do intrínsecos e as intrigas e reviravoltas da obra conquistaram os assinantes do clube! Leia um trecho. 

 

Trilogia Verão, de Jenny Han

Todas as férias de verão, Belly deixa sua vida monótona na cidade e vai com a família para Cousins Beach. Mas esse verão na casa de praia parece diferente dos anteriores. Agora, ela está mais confiante e Conrad e Jeremiah, os filhos da melhor amiga de sua mãe, estão olhando para ela de uma outra maneira. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e só tem uma certeza: vai partir o coração de um deles.

Primeiros romances jovens da autora de Para todos os garotos que já amei, O verão que mudou minha vida, Sem você não é verão e Sempre teremos o verão são relançados pela Intrínseca com tradução e capas inéditas.   

 

Boy Erased: Uma verdade anulada, de Garrad Conley

Por ter crescido na comunidade religiosa de uma cidade pequena, Garrard viveu em conflito com a própria sexualidade por anos. Quando um colega de faculdade expõe o segredo para seus pais, ele é forçado a entrar em um programa de conversão sexual que promete “reverter” sua homossexualidade. Enquanto frequenta o programa, Garrard reflete sobre sua relação com os pais, sua fé e os acontecimentos que o levaram até ali.

A emocionante história real foi adaptada para o cinema com direção de Joel Edgerton e com Nicole Kidman, Russell Crowe e Lucas Hegdes no elenco. O livro já está disponível nas livrarias com uma linda sobrecapa do filme, que está cotado para disputar o Oscar!

 

Misbehaving, de Richard H. Thaler

Em Misbehaving, o ganhador do Nobel Richard H. Thales remonta à origem da economia comportamental – disciplina que ajudou a criar e tem se mostrado fundamental para aqueles que desejam se conectar com o futuro do pensamento econômico.

A obra revela como o estudo da imprevisibilidade humana pode ser útil para nossas vidas, negócios e governos, transformando assim a forma como pensamos sobre nós mesmos e o mundo. –

Misbehaving chega às livrarias a partir de 22 de janeiro.

testeTrecho de O desaparecimento de Stephanie Mailer

O escritor suíço Joël Dicker, conhecido pelo sucesso de A verdade sobre o caso Harry Quebert, está de volta com o seu novo romance policial: O desaparecimento de Stephanie Mailer.

Dessa vez, uma pacata cidade balneária dos Hamptons é abalada por um crime horrível: o prefeito e sua família são brutalmente assassinados, assim como uma outra moradora da região. Dois jovens policiais, Jesse Rosenberg e Derek Scott, conseguem solucionar o caso e colocar o responsável atrás das grades, encerrando as investigações.

No entanto, tudo muda quando, vinte anos mais tarde, a jornalista Stephanie Mailer aparece com novas informações sobre o crime. Poucos dias depois, ela desaparece misteriosamente e os policiais precisarão reabrir o caso para enfrentar segredos enterrados há décadas.

O livro foi escolhido para ser o primeiro do clube intrínsecos e muitos leitores já se apaixonaram por esse mistério! Por isso, leia um trecho e desvende esse caso também:

 

“Jesse Rosenberg

Segunda-feira, 23 de junho de 2014

33 dias antes da abertura do 21º festival de teatro de Orphea

 

A primeira e última vez que vi Stephanie Mailer foi quando ela participou da pequena recepção organizada para comemorar minha saída da polícia do estado de Nova York.

Naquele dia, um grande número de policiais de todas as brigadas se reuniu sob o sol do meio-dia diante do palanque de madeira que era montado para ocasiões especiais no estacionamento do centro regional da polícia estadual. Eu estava no palanque ao lado do meu superior, o major McKenna, que havia sido meu comandante ao longo de toda a minha carreira e me fazia uma homenagem.

— Jesse Rosenberg é um capitão jovem, mas, visivelmente, está com pressa de ir embora — disse o major, suscitando risadas no público. — Nunca imaginei que ele partiria antes de mim. A vida tem dessas: todo mundo queria que eu fosse embora, e continuo aqui. Todo mundo queria que Jesse ficasse, mas ele vai embora.

Eu tinha 45 anos e deixava a polícia sereno e feliz. Após 23 anos de serviço, me decidira pela aposentadoria à qual agora tinha direito, a fim de concluir um projeto que me motivava havia muito tempo. Eu ainda tinha uma semana de trabalho até o dia 30 de junho. Depois disso, começaria um novo capítulo da minha vida.

— Lembro-me do primeiro caso complicado de Jesse — prosseguiu o major. — Um quádruplo homicídio horrível, que ele resolveu brilhantemente, quando ninguém na brigada o julgava capaz disso. Ainda era um policial bem jovem. A partir desse momento, todos ficaram cientes de como Jesse é de fato. Todos que conviveram com ele sabem que foi um investigador excepcional. Acho que posso dizer, inclusive, que foi o melhor de todos nós. Nós o apelidamos de “Capitão 100%”, por ter resolvido todas as investigações de que participou, o que faz dele um investigador único. Policial admirado pelos colegas, perito respeitado e instrutor da academia de polícia durante muitos anos. Deixe-me lhe dizer uma coisa, Jesse: faz vinte anos que sentimos inveja de você!

A plateia riu novamente.

— Ainda não entendemos direito esse seu novo projeto, mas desejamos-lhe boa sorte na empreitada. Saiba que sentiremos sua falta, a polícia sentirá sua falta e, sobretudo, nossas mulheres sentirão sua falta, pois passavam as festinhas da polícia devorando-o com os olhos.

Uma chuva de aplausos se seguiu ao discurso. O major me deu um abraço amistoso, depois eu desci do palanque para cumprimentar todos os amigos presentes antes que eles corressem para o bufê.

Sozinho por um instante, fui então abordado por uma mulher muito bonita, na casa dos 30 anos, que eu não me lembrava de ter visto antes.

— Então o senhor é o famoso Capitão 100%? — perguntou ela com um

tom sedutor.

— Parece que sim — respondi, sorrindo. — Por acaso nos conhecemos?

— Não. Meu nome é Stephanie Mailer. Sou jornalista do Orphea Chronicle.

Trocamos um aperto de mão. Então ela continuou:

— Vai ficar chateado se eu o chamar de Capitão 99%?

Franzi a testa.

— Está insinuando que não resolvi algum dos meus casos?

Como resposta, ela tirou da bolsa a fotocópia de um recorte do Orphea Chronicle de 1º de agosto de 1994 e a passou para mim.

 

CHACINA EM ORPHEA:

PREFEITO E SUA FAMÍLIA SÃO ASSASSINADOS

Sábado à noite, o prefeito de Orphea, Joseph Gordon, sua mulher e seu filho, de apenas 10 anos, foram mortos a tiros dentro de casa. A quarta vítima do homicídio chama-se Meghan Padalin, de 32 anos. A mulher fazia sua corrida diária quando os fatos ocorreram e provavelmente foi uma desafortunada testemunha do crime. Acabou assassinada por disparos vindos da rua, em frente à casa do prefeito.

 

Ilustrando a matéria, havia uma foto minha e de meu parceiro na época, Derek Scott, no local do crime.

— Aonde pretende chegar? — perguntei.

— O senhor não resolveu esse caso, capitão.

— Será que estou ouvindo direito?

— Em 1994, o senhor se enganou quanto ao culpado. Achei que gostaria

de saber disso antes de deixar a polícia.

Logo pensei numa brincadeira de mau gosto dos meus colegas, até perceber

que Stephanie estava muito séria.

— Por acaso está fazendo uma investigação por conta própria? — questionei-a.

— De certa maneira, capitão.

— De certa maneira? Terá de falar um pouco mais sobre isso se quiser que eu acredite no que está dizendo.

— Estou falando a verdade, capitão. Tenho um encontro daqui a pouco em que talvez eu consiga uma prova irrefutável.

— Encontro com quem?

— Capitão — disse ela num tom divertido —, não sou uma iniciante.

Esse é o tipo de furo que um jornalista não quer correr o risco de perder. Prometo dividir minhas descobertas com o senhor na hora certa. Enquanto isso, tenho um favor a lhe pedir: gostaria de ter acesso aos arquivos da polícia estadual.

— Chama isso de favor? Para mim é chantagem! — rebati. — Primeiro me fale sobre sua investigação, Stephanie. São alegações muito graves.

— Tenho consciência disso, capitão Rosenberg. E por isso mesmo não pretendo ser superada pela polícia estadual.

— Lembro que a senhorita tem o dever de compartilhar com a polícia todas as informações importantes que obtiver. Está na lei. Eu também poderia ordenar uma averiguação no seu jornal.

Stephanie pareceu decepcionada com a minha reação.

— Então azar, Capitão 99% — respondeu ela. — Supus que isso pudesse interessá-lo, mas o senhor já deve estar pensando na sua aposentadoria e nesse novo projeto que o major mencionou no discurso. Do que se trata? Dar uma ajeitada em algum barco velho?

— Isso não é da sua conta — rebati secamente.

Ela deu de ombros e fez menção de partir. Eu tinha certeza de que estava blefando, e, de fato, ela parou após alguns passos e se virou na minha direção.

— A resposta estava na sua cara, capitão Rosenberg. O senhor simplesmente não a enxergou.

Eu me senti ao mesmo tempo intrigado e irritado.

— Não sei se estou entendendo, Stephanie.

Ela então ergueu a mão e a posicionou na altura dos meus olhos.

— O que está vendo, capitão?

— Sua mão.

— Eu mostrei os dedos — corrigiu ela.

— Mas eu vejo sua mão — repliquei, sem compreender.

— Esse é o problema. O senhor viu o que queria ver, e não o que estavam lhe mostrando. Foi isso que o senhor deixou escapar há vinte anos. Foram suas últimas palavras. Ela foi embora, me deixando com seu enigma, seu cartão de visita e a fotocópia da reportagem.

Ao avistar Derek Scott junto ao bufê, meu ex-parceiro que agora vegetava na divisão administrativa, corri até ele e mostrei o recorte de jornal.

— Você continua igual, Jesse — disse ele, sorrindo, divertindo-se ao ver aquela matéria tão antiga. — O que aquela mulher queria com você?

— É uma jornalista. Segundo ela, a gente errou feio em 1994. Ela afirma que na verdade não solucionamos a investigação, pois nos enganamos de culpado.

— O quê? — Derek parecia surpreso. — Mas isso não faz sentido.

— Eu sei.

— O que ela disse exatamente?

— Que a resposta estava na nossa cara e que não a enxergamos.

Derek ficou perplexo. Também aparentava estar abalado, mas decidiu afastar essa ideia da mente.

— Não acredito em nada disso — concluiu ele, resmungando. — É só uma jornalista de segunda categoria que quer se promover às nossas custas.

— É, pode ser — respondi, pensativo. — Mas pode ser que não.

Ao vasculhar o estacionamento com o olhar, vi Stephanie entrar em seu

carro. Ela me fez um sinal e gritou:

— Até logo, capitão Rosenberg!

Mas não houve ‘até logo’.

Porque foi nesse dia que ela desapareceu.”

testeCrimes, mistérios e intrigas: conheça o novo livro de Joël Dicker

O novo livro do premiado escritor suíço Joël Dicker – autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert – chega às livrarias no dia 9 de janeiro com uma legião de fãs!

Em O desaparecimento de Stephanie Mailer, acompanhamos a vida dos moradores de Orphea, uma pequena e pacata cidade balneária nos Hamptons. Na noite de estreia do primeiro Festival de Teatro da cidade, em 1994, um crime terrível acontece: o prefeito e sua família são brutalmente assassinados, assim como outra moradora da região, testemunha do crime.

Vinte anos depois, Jesse Rosenberg, um dos policiais responsáveis pela resolução do homicídio, está prestes a se aposentar quando a jornalista Stephanie Mailer afirma que houve um gravíssimo erro na investigação. Poucos dias depois, ela desaparece misteriosamente.

Com diversas reviravoltas e intrigas, a obra foi escolhida para ser o primeiro livro do intrínsecos! Vários leitores já tiveram o prazer de conhecer todos os segredos e mistérios de Orphea e compartilharam um pouco do que sentiram durante a leitura.

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testeA verdade sobre a família de Marcus Goldman

Por João Lourenço*

A primeira coisa que me chamou a atenção no novo livro do suíço Joël Dicker foi o título: O livro dos Baltimore. Fiquei intrigado, pois passei uma boa temporada naquela que é conhecida como a cidade mais charmosa dos Estados Unidos. Embora esteja localizada a apenas 30 minutos de trem da capital do país, Baltimore é a típica metrópole com cara de cidade do interior. Lá, a cena artística é diversa e já revelou nomes importantes do showbusiness norte-americano, como o cineasta John Waters (Pink Flamingos), o ator Edward Norton (Clube da Luta) e Matthew Weiner, criador da série de TV Mad Men. Em relação à literatura, Baltimore foi berço do autor Edgar Allan Poe. A cidade também serviu de cenário para o filme O Silêncio dos Inocentes (1991), protagonizado pelo terrível Dr. Hannibal Lecter. 

Para o escritor Marcus Goldman, personagem que já tinha nos conquistado em A verdade sobre o caso Harry Quebert, Baltimore representa um lugar divino e intocável, afinal, era lá que ele passava as férias e os feriados ao lado dos tios e dos primos. A família de Marcus foi dividida, pelos avós, entre os Goldman-de-Montclair e os Goldman-de-Baltimore ­­– sendo que os últimos sempre foram alvo de inveja e admiração do resto da família. Em O livro dos Baltimore, Marcus está de volta para recontar e tentar entender os passos que levaram ao declínio dessa família quase perfeita. Por meio de recordações e pesquisa, Marcus disseca a história dos Goldman-de-Baltimore para entender e fazer as pazes com o que ele chama de “Drama”: evento que mudou para sempre a vida dos tios e primos. Mas antes de chegar ao Drama, somos levados a habitar o universo de uma rica família norte-americana. 

Enquanto Marcus vive a rotina de uma típica família de classe média, em Nova Jersey, os Goldman-de-Baltimore moram em uma mansão rodeada de seguranças e com tudo que o dinheiro pode comprar. Os Goldman ilustram o ideal do sonho americano e Marcus passa a infância almejando ser como um deles. Saul, o patriarca da família, é um advogado famoso que nunca perdeu um caso; Anita é chefe da ala de oncologia de um dos hospitais mais renomados do país; Hillel é o filho prodígio do casal e, por isso, alvo de ataques diários dos colegas na escola. A vida dos Goldman muda com a chegada de Woody, um menino forte e encantador que ajuda Hillel a se livrar das brigas. Woody, abandonado pelos pais, acaba indo morar com os Goldman e, ao lado de Hillel e Marcus, forma a Gangue dos Baltimore. Os três se tratam como irmãos, dividindo sonhos e aventuras entre propriedades luxuosas nos Hamptons e na Flórida.

Pausa. Nenhuma família poderia ser tão perfeita e pequenas pistas sobre o Drama são oferecidas no decorrer do livro. Joël Dicker repete a fórmula de sucesso do livro anterior e constrói outro suspense de tirar o fôlego. Às vezes, fiquei dividido entre “salvar” o romance para o dia seguinte ou “matar” logo a curiosidade sobre os próximos passos da narrativa. Porém, essa dúvida não durava mais do que alguns minutos, pois no fundo eu já sabia que não iria conseguir abandonar os Goldman. Ao contrário de outros livros do gênero, Dicker não está interessado apenas em chocar o leitor ao fim de cada capítulo. Em O livro dos Baltimore, o autor apresenta um emaranhado de histórias e detalhes que, com maestria, só se encaixam no fim da narrativa. O que mais me agrada no trabalho do autor é que as reviravoltas fazem sentido, o labirinto que ele oferece não está ali apenas para nos enganar. 

Outro ponto positivo vai para a autenticidade dos personagens. Com exceção de alguns trechos exagerados, se alguém tivesse me entregado O livro dos Baltimore sem avisar que era um romance, eu poderia muito bem dizer que se tratava de um livro de memórias reais. Esse é um dos elementos que atrai milhares de leitores para a obra de Joël Dicker: ele é um bom contador de histórias e sabe como tornar uma narrativa aparentemente simples em algo sedutor. Em O livro dos Baltimore, o autor também faz referência a algo que aparece em todos os filmes do Woody Allen: a bendita da sorte. Para Dicker, uma hora tudo se desmorona pelo simples fato de estarmos no lugar errado na hora errada. 

O sucesso da narrativa de Joël Dicker também pode ser medido pelos temas universais que ele aborda. Em O livro dos Baltimore, percorremos uma montanha-russa de sentimentos. O romance trata do pior e do melhor do ser humano: inveja, rivalidade, cobiça, trapaça, ambição, redenção, amizade e, claro, amor. Por sinal, os grandes momentos da história falam sobre as loucuras que cometemos em nome do amor e da amizade. O livro dos Baltimore nos lembra que o maior sucesso que podemos ter é na escolha dos nossos amigos, de pessoas que acreditam em nós e nos incentivam a ser a melhor versão do que podemos ser.  

João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

testeO livro que ganhou minha prateleira e meu coração

Por Nina Lopes*

Eu tenho dois tipos preferidos de história: as românticas, que afloram todo o amor que carrego, e as de suspense, que despertam o detetive que mora dentro de mim. Quando um livro é capaz de juntar as duas coisas, pronto, já vai para a minha prateleira de preferidos. E nessa prateleira não pode faltar A verdade sobre o caso Harry Quebert. O combo romance arrebatador com fim trágico, investigação policial, passado repleto de mistério e o processo de escrita de um autor só poderia se tornar um fenômeno mundial. E não é todo dia que um escritor jovem, formado em Direito, de um país pequeno como a Suíça, que escreve em francês, mas situa sua história nos Estados Unidos, consegue agradar a exigente crítica francesa e a do resto do mundo e também um público igualmente rigoroso.

Hoje em dia a dinâmica do leitor é outra. Não basta ser fã do livro, é preciso seguir os ídolos nas redes sociais. Como não sou boba, fui logo curtindo a página do Joël Dicker e ao longo desse tempo fui acompanhando sua rotina de divulgação do livro, suas viagens e as fotos do seu dia a dia. Até que no ano seguinte, como um bom autor de thriller, ele criou um suspense dizendo que ia anunciar uma novidade em alguns dias. Marcou, inclusive, data e horário com os fãs. Lá fui eu calcular o fuso horário, marcar a data na minha agenda e apertar F5 enquanto a página não atualizava. Depois da espera, da ansiedade e de várias suposições, Dicker anunciou que lançaria um novo livro. E mais: o personagem emblemático da história anterior, Marcus Goldman, voltaria.

E aí você se pergunta: como inovar trazendo o mesmo personagem outra vez em busca de uma história para contar? E o mais difícil: como superar um sucesso mundial? Mas Joël Dicker não foi tão aclamado à toa. A história do seu novo livro começa em 2004, com o chamado “dia do Drama” (Drama em caixa alta para ficar mais impactante, do jeito que a gente gosta), em que um dos primos de Marcus Goldman é condenado a cinco anos de prisão. Somos introduzidos ao passado do personagem, que cresceu feliz ao lado dos tios endinheirados, dos primos e de um grande amor de juventude, mas o destino de todos eles acabou marcado por uma tragédia inesperada.

As memórias dessa época voltam quando Marcus resolve passar uma temporada na Flórida e lá reencontra seu amor do passado. Não só a antiga paixão reacende, como também os ressentimentos e as peças soltas de um quebra-cabeça que ele nunca conseguiu montar. Enquanto tenta desvendar o mistério do que aconteceu com as pessoas que ele mais amava e decidir seu futuro, Marcus Goldman resolve escrever um romance sobre a sua família, mas com uma bela intenção por trás: a de perdoar e redimir aqueles que erraram e sofreram.

Dessa vez, Dicker escreveu um livro ainda mais inteligente e maduro e consolidou um estilo narrativo próprio, como todo grande escritor. Sua humanidade na hora de contar a história e sua sensibilidade na construção dos personagens são, para mim, o grande diferencial desse autor. Abordando temas presentes na vida de todos nós, como disputa de ego e poder, o peso da culpa, rivalidade na família e a desagradável responsabilidade de agradar os pais e ser bem-sucedido, O livro dos Baltimore certamente vai fazer sucesso com quem gostou de A verdade sobre o caso Harry Quebert, e também com quem não conhece a primeira obra, pois as duas funcionam de forma separada. Na realidade, certamente vai agradar a todos que gostam de uma boa história.

Ao usar o mesmo personagem, Dicker torna a literatura e os leitores testemunhas da vida de Marcus Goldman. Um romance completo, com mistérios, segredos, amor (obrigada, Dicker!) e um final lindo e tocante que vai emocionar principalmente quem já perdeu alguém especial. Uma leitura que vale a pena, porque, como diz o próprio Marcus, os livros são ainda mais intensos que a vida.

>> Leia um trecho de O livro dos Baltimore

Nina Lopes é editora assistente no setor de ficção da Editora Intrínseca e é dessas que se apaixonam pelos personagens dos livros que lê.

teste12 Thrillers para 2017

Agora que 2016 acabou, muitas são as esperanças para que 2017 seja um ano incrível, cheio de boas notícias. E, se depender da Intrínseca, os fãs de thrillers já podem comemorar. Neste ano publicaremos um livro do gênero por mês! Confira os lançamentos do primeiro semestre:

Para abrir a lista, em janeiro temos o lançamento de um autor premiadíssimo: Joël Dicker. Em seu novo romance, O livro dos Baltimore, Dicker investiga o passado de Marcus Goldman, emblemático personagem de seu livro anterior, A verdade sobre o caso Harry Quebert, fenômeno de vendas no mundo todo. Marcus Goldman teve uma juventude inesquecível em Baltimore, ao lado dos primos e dos tios. Mas a felicidade aparente não condizia com a realidade, e o dia do Drama marcou o destino fatídico das pessoas que ele mais amava. Oito anos depois, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça do Drama, lidar com as consequências e entender o que aconteceu.

>> Leia também: A verdade sobre a família de Marcus Goldman

 

Em fevereiro, teremos um extraordinário romance de estreia: A viúva. Fiona Barton, uma jornalista experiente e premiada, já entrevistou vítimas, culpados, famosos e anônimos afetados por tragédias, mas, ao decidir escrever seu primeiro livro, escolheu como personagem principal uma coadjuvante do drama. Ela conta a história de Jean Taylor, que permanece ao lado do marido mesmo quando ele é acusado de um crime imperdoável. Entretanto, depois que ele morre, ela se sente livre para contar a sua versão. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes e da repórter Kate Waters, o thriller reconstrói uma investigação policial ao mesmo tempo que desconstrói impiedosamente um relacionamento.

> Leia um trecho

 

Para fechar o primeiro trimestre com chave de ouro, lançaremos o aguardado livro Quem era ela. Um thriller psicológico incrível que conta a história de duas mulheres: uma que busca um final feliz e outra que leva uma vida cercada de mistério. Emma procura um novo lugar para morar e descobre Folgate Street, nº 1: uma obra-prima da arquitetura. Mas os moradores têm que seguir regras estritas. Depois de sofrer uma perda, Jane precisa recomeçar. Ela se apaixona à primeira vista pela casa e, ao se mudar, logo fica sabendo da morte trágica que ocorreu ali. Enquanto tenta separar as verdades das mentiras, Jane acaba fazendo as mesmas escolhas de Emma e vivenciando as mesmas situações aterrorizantes. O autor, bastante famoso por seus livros de ficção, usou o pseudônimo JP Delaney para escrever seu primeiro thriller. Tem tudo para ser um sucesso.

Em abril, teremos Antes da queda, novo best-seller de Noah Hawley, premiado escritor da série Fargo. Considerado por diversos veículos o melhor thriller de 2016, o livro narra o acidente de um pequeno avião com 11 passageiros do qual só dois sobrevivem, um pintor e uma criança, último membro de uma família rica e poderosa. À medida que a história prévia de cada um dos tripulantes é revelada, estranhas coincidências apontam para uma conspiração. Terá sido obra do acaso um acidente que matou as figuras mais importantes dos Estados Unidos? Impossível de largar, Antes da queda investiga a geografia da alma humana, o destino e os laços que nos unem, sem deixar de lado o ritmo alucinante, que faz com que o leitor não queira nem dormir.

Clare Mackintosh trabalhou durante 12 anos na força policial da Inglaterra. Quem melhor que uma ex-policial para escrever um thriller? Ainda sem título em português, I let you go é o thriller de maio! O livro ficou mais de três meses entre os dez títulos mais vendidos de 2015, segundo o The Sunday Times, foi considerado um dos dez melhores romances policiais de 2016 pelo The New York Times e vai ser traduzido para mais de trinta idiomas. A obra conta a história de Jenna Gray, cuja vida se transforma em um pesadelo. Sua única esperança é se afastar de tudo que a faz lembrar o trágico acidente que matou seu filho e recomeçar. Jenna decide se mudar para um chalé na remota costa escocesa, mas continua assombrada por seus medos, seu luto e suas memórias. Aos poucos ela começa a vislumbrar felicidade em seu futuro, mas o passado está prestes a alcançá-la, e as consequências podem ser arrasadoras.

Também sem título definido pela equipe editorial (esse pessoal adora deixar a gente no suspense), The book of you, romance de estreia de Claire Kendal, fecha nosso semestre de excelentes thrillers. Clarissa está cada vez com mais medo de seu colega Rafe. Ele não a deixa sozinha, aparece em todos os lugares e se recusa a receber um não como resposta. Clarissa fica aliviada ao ser selecionada para fazer parte de um júri. O tribunal é um paraíso de segurança onde Rafe não pode colocar os pés. Mas, à medida que um caso de sequestro e abuso se desenrola na corte, Clarissa começa a ver muitos paralelos entre sua situação e a da jovem no banco das testemunhas.

E aí? Ficaram animados? Em breve divulgaremos os livros do segundo semestre!

teste17 livros para um verão incrível

Confira nossa seleção de livros para um verão literário:

1. Aconteceu naquele verão,organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

2. A química, de Stephenie Meyer — Uma ex-agente especial fugindo dos antigos empregadores precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida. A química, o primeiro lançamento inteiramente inédito de Stephenie Meyer em seis anos, é um thriller diferente de tudo o que ela já publicou. [Leia +][Leia um trecho]

3. Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

4. O martelo de Thorde Rick Riordan — No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

 5. Não se enrola, não, de Isabela Freitas — “Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +][Leia um trecho]

 6. O som do amor, de Jojo Moyes — um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões, O som do amor é um dos primeiros livros da autora do best-seller Como eu era antes de você. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história sobre recomeços. [Leia +][Leia um trecho]

7. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil — Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

8. Garoto21, de Matthew Quick  Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra. Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +]

9. A filha perdida, de Elena Ferrante — Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

10. Fãs do impossível, de Kate Scelsa — Mira, Sebby e Jeremy são três amigos em meio aos complexos conflitos da adolescência. Mesmo sentindo-se despedaçados, sem motivos para serem amados e tentando não sucumbir à solidão, eles lutam pela vida, cada um à sua maneira. Mira está começando em uma escola nova, depois de passar um tempo no hospital. Sebby é um garoto brincalhão que leva a vida com boas doses de mentira e bom humor, até que seu lado mais destrutivo vem à tona. Jeremy está retornando à antiga escola, depois de um tempo afastado por causa de um incidente traumático que arruinou seu ano letivo.

 11. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang — Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Com apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas, a pequena produção de Chiang contrasta com a expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +][Leia um trecho]

12. Pax, de Sara Pennypacker — Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

13. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais. Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

14. A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível. [Leia +]

15. O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

16. Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

17. Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]