testeIntrínseca na Comic Con Experience 2016

Sim, queridos leitores! Pelo segundo ano consecutivo esperamos encontrar vocês na Comic Con Experience, grande celebração do universo geek e da cultura pop que acontece de 1 a 4 de dezembro no São Paulo Expo (antigo Expo Imigrantes). #VaiSerÉpico

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Nessa edição, nosso estande terá o dobro do tamanho e a galera do Papo Nerd no Estoque vai sair do Snapchat para conversar sobre nossos lançamentos no sábado, 3/12, às 16h, direto do nosso estande!

 

Mas se você ainda não está de malas prontas para a CCXP, temos mais uma novidade:

O bate-papo será transmitido, ao vivo, pelo nosso Facebook e as aventuras dos nossos nerds pelo evento serão registradas nos nossos perfis do Instagram e do Snapchat (ed.intrinseca).

 

Se você precisa de mais razões para não deixar de nos visitar na CCXP, aqui vai o ultimato! Nosso estande estará muito especial (surpresa!) e todos os nossos livros terão preços especiais. Entre eles, a coleção completa da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, História da sua vida e outros contos, livros de Neil Gaiman, como o lançamento Deuses Americanos, O martelo de Thor e todos os livros de Rick Riordan, Nimona, Welcome to the Night Vale, o quebra-cabeça literário S., de J.J. Abrams, a trilogia Comando Sul, os livros de Stephen Hawking e muito mais!

 

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Visite a Intrínseca na CCXP 2015

Nosso estande ficará na Moby Way – 42b
A CCXP acontece na Rod. dos Imigrantes, Km 1,5 – Água Funda, São Paulo.

Horários:
Quinta-feira, 01/12 – 12h às 22h
Sexta-feira, 02/12– 10h às 22h
Sábado, 03/12– 10h às 22h
Domingo, 04/12 – 10h às 20h

A gente se vê lá?

testeSe você gosta de… vai gostar de…

Lista Gosta gosta

Em algumas ocasiões, ficamos sem um bom livro para ler, seja por finalmente acabarmos de ler aquela pilha de leituras atrasadas ou por não termos certeza de que o livro que vimos na livraria é realmente interessante. Pensando nisso, separamos algumas recomendações de acordo com outros livros, séries e filmes que você pode gostar.

– Gosta de Extraordinário? Você vai gostar de Pax

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A tocante história de Peter e sua raposa de estimação Pax tem tudo para agradar aos fãs do menino Auggie. Com importantes lições sobre amizade e crescimento, o livro de Sara Pennypacker emociona o leitor desde a primeira página. Natureza e humanidade se encontram nessa obra-prima sobre lealdade e amor.

– Gosta de A menina que roubava livros? Você vai gostar de Toda luz que não podemos ver

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É inegável o papel transformador da Segunda Guerra Mundial na história. Mesmo fora do front de batalha, o impacto do conflito afetou de forma drástica a vida dos milhões de civis que viviam na Europa, inclusive à das crianças. Se você se emocionou com a história de Liesel em A menina que roubava livros, o vencedor do Pulitzer Toda luz que não podemos ver é a pedida ideal.

– Gosta de Curtindo a Vida Adoidado, As Vantagens De Ser Invisível ou A culpa é das estrelas? Você vai gostar de O dia da morte de Denton Little.

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Livros como A culpa é das estrelas e filmes como As Vantagens De Ser Invisível mostraram que é possível escrever para jovens e abordar assuntos delicados como morte e depressão. Adicione a essa temática a atmosfera hilária e irreverente de filmes clássicos como Curtindo a Vida Adoidado, e será impossível não se encantar por O dia da morte de Denton Little.

– Gosta de O Guia Do Mochileiro Das Galáxias, Twin Peaks ou Gravity Falls? Você vai gostar de Welcome to Night Vale.

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Você se interessa por coisas surreais, hilárias e ligeiramente assustadoras? Então você precisa conhecer Welcome to Night Vale. Localizada no meio do deserto americano, Night Vale é lar de teorias da conspiração e criaturas bizarras e vai agradar em cheio os fãs de esquisitices literárias.

– Gosta de Para todos os garotos que já amei? Você vai gostar de Isla e o final feliz.

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Se você gosta de personagens femininas fortes e de romances complicados, os principais ingredientes de Para todos os garotos que já amei, é hora de dar uma chance a Isla e o final feliz. Enquanto o terceiro livro de Jenny Han não chega às livrarias brasileiras, você vai se deliciar com os encontros e desencontros de Isla e Josh.

– Gosta de Downton Abbey e filmes de época como Desejo e Reparação? Você vai gostar de Belgravia e Miniaturista.

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Fãs de dramas de época, carentes após o fim do sucesso de crítica e público que foi Downton Abbey, podem comemorar, pois temos duas recomendações imperdíveis: a primeira é Belgravia, série em folhetim do mesmo autor de Downton Abbey, Jullian Fellowes, ambientada nos anos 1840, na véspera da Batalha de Waterloo. A segunda é Miniaturista, de Jessie Burton, trama que se passa na elitista sociedade da Amsterdã do século XVII.

– Gosta de mistérios como Lost e Stranger Things? Você vai gostar de S.

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Recentemente a série da Netflix Stranger Things mostrou que ainda existe espaço para os fãs de mistérios surpreendentes. Responsável pela série Lost, J.J. Abrams se estabeleceu em Hollywood como uma espécie de mestre dos suspenses criativos e originais, e foi o responsável por trazer Star Wars de volta aos cinemas. Abrams também se aventurou no mundo dos mistérios literários junto de Doug Dorst e concebeu S., um livro-jogo com diversas histórias e segredos, em que o leitor é mais do que sujeito passivo da história, atuando diretamente na descoberta dos mistérios da obra.

– Gosta de O oceano no fim do caminho, Deuses americanos e Doctor Who? Você vai gostar de Lugar Nenhum.

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Neil Gaiman é um dos escritores mais criativos da atualidade. Se você gostou de best-sellers do autor, como Deuses americanos e o recente O oceano no fim do caminho, é hora de conhecer Lugar Nenhum. Com pitadas de surrealismo similares à série Doctor Who, o livro apresenta um mundo secreto escondido nos subterrâneos de Londres.

 

testeS., de J.J. Abrams, está de volta às livrarias

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Com a primeira edição esgotada em apenas 3 meses, o quebra-cabeça literário de J.J. Abrams e Doug Dorst está de volta às livrarias.

Lançado em 2013, nos Estados Unidos, S. foi publicado pela Intrínseca em novembro de 2015 após dois anos de trabalho de uma equipe formada por cerca de 15 pessoas. Além da complexidade na adaptação e na tradução da narrativa repleta de códigos e pistas escondidas, a produção gráfica de S. também foi desafiadora. Para quem ainda não teve o privilégio de ver a obra, trata-se de uma caixa recheada de mistérios. Ao abrir o lacre, o leitor se depara com um exemplar do romance O navio de Teseu coberto pelas marcas do tempo e anotações nas margens. Escondidas entre suas páginas, cartas, fotos, postais, guardanapos e outros anexos escritos à mão.

Para a gerente editorial da Intrínseca Danielle Machado, a recepção surpreendente do público brasileiro lembra o encanto experimentado pela equipe durante todo o processo. O projeto foi adquirido pela editora em 2011 quando ainda se sabia muito pouco sobre os planos mirabolantes de J.J. Abrams. Com o passar dos anos, amostras foram chegando na editora e, a cada nova pista, geraram mais expectativas e receios.

“Quando recebemos a edição estrangeira de S. ficamos deslumbrados — é um livro lindo! Foi um desafio traçar quais seriam as etapas para a produção”, relembra Danielle. “Fizemos uma tiragem audaciosa e conseguimos chegar a um preço competitivo, mas não esperávamos que o título se esgotasse tão rápido!”

Para entender um pouco mais sobre a minuciosa produção de S. confira a entrevista com Antonio Rhoden, o designer que adaptou o conteúdo original manuscrito para a edição nacional.

testeLivros que não conseguimos parar de ler

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Existem alguns livros que nos fascinam tanto que é impossível parar de ler até chegarmos à última página. Seja pelo suspense que despertam, pela vontade de saber o que vai acontecer com os personagens ou por querer desvendar mistérios, algumas obras nos encantam e nos deixam vidrados de uma maneira única.

Selecionamos alguns títulos publicados pela Intrínseca que podem ser lidos de uma vez só:

Para quem curte terror psicológico:

Caixa de pássaros — Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de Pássaros é um thriller tenso e aterrorizante que explora a essência do medo. Cinco anos depois de um surto sem explicação ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ninguém sabe o que causa, mas basta uma olhadinha para fora para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Malorie sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas terá que enfrentar o medo de encarar o mundo fora da casa em que está trancada.

Para quem curte suspense:

Garota exemplarGillian Flynn cria um retrato cruel sobre como as mentiras podem construir um casamento. E também destruí-lo. O livro se alterna entre duas perspectivas opostas e conflitantes, estabelecendo uma atmosfera capaz de fazer o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã do quinto aniversário de casamento, Amy desaparece da nova casa, às margens do rio Mississippi. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, ele parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

Para quem curte ficção científica:

Aniquilação — No primeiro livro da trilogia Comando Sul, somos apresentados a um grupo de quatro mulheres enviado para a Área X, um lugar incompreensível e isolado do restante do mundo há décadas, onde a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Elas fazem parte da décima segunda expedição, cujos objetivos são explorar o terreno desconhecido, tomar nota de todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não serem contaminadas pela Área X.

Para quem gosta de histórias de amor e de desvendar a identidade dos personagens:

Simon vs. a agenda Homo Sapiens — Simon troca e-mails anônimos com Blue. Eles são dois garotos gays que só confiam um no outro para se abrir e discutir sobre suas identidades, desejos e medos mais íntimos. Durante a troca de mensagens os dois acabam se apaixonando. O livro discute também o que deve ser o padrão. Por que a heterossexualidade é o padrão?  Por que ser branco é o padrão? Simon discute todos esses estereótipos de um jeito muito fofo.

Para quem ama mistério:

S. — Projeto de J.J. Abrams, criador de Lost, S. está longe de ser um livro convencional. Com ao menos quatro histórias que se desdobram ao mesmo tempo, S. é um livro-jogo com várias possibilidades de leitura, que instiga o leitor a decifrar os mistérios, códigos e pistas contidos em toda a obra. Seja nas notas, nas margens ou nos outros itens da caixa, há sempre algo além do que se vê aguardando para ser descoberto.

Para quem gosta de livros com reviravoltas:

A verdade sobre o caso Harry Quebert — Marcus Goldman, um jovem escritor americano que está sofrendo com bloqueio criativo, procura o renomado romancista e seu ex-professor de faculdade Harry Quebert. Surpreendido por um mistério que envolve seu mentor na morte de uma jovem de quinze anos, Marcus precisa correr contra o tempo para tentar inocentar o amigo, descobrir quem matou Nola Kellergan e escrever um livro bem-sucedido.

Para quem gosta de histórias que envolvam crimes:

Todos envolvidos — A obra é inspirada na semana de protestos, assaltos e saques ocorrida em 1992, em Los Angeles, depois do julgamento que absolveu três policiais acusados de agir com violência contra um taxista negro. O livro narra como gangues latinas, imigrantes e traficantes se aproveitaram da situação para acertarem as contas com seus rivais.

Para quem curte thriller com espionagem e conspiração:

O nadador — Livro de estreia de Joakim Zander, O nadador é um thriller de suspense que percorre diversos pontos do planeta. O autor, que já viveu em diversos lugares do mundo como representante do Parlamento Europeu, utiliza sua experiência pessoal para tornar ainda mais rica a ambientação dos diversos países retratados no livro.

Para quem gosta de histórias com segredos:

Temporada de acidentes — Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões — em outras, acontecem coisas horríveis. A temporada de acidentes faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores. No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes.

Para quem tem interesse em histórias com conflitos entre culturas:

O árabe do futuro Riad Sattouf, um consagrado quadrinista filho de mãe francesa e de pai sírio, conta o choque cultural que viveu quando, ainda criança, foi para a Síria e a Líbia. E também do retorno da família à França. Depois de viver em lugares tão diferentes, Riad se tornou um completo estrangeiro, com uma visão crítica, afiada e muito bem-humorada sobre o mundo. Um livro de memórias contado em quadrinhos.

testeA caligrafia de S.

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Dentro de uma caixa, um exemplar gasto de biblioteca. Em suas margens, anotações e, em seu interior, documentos reunidos por Jennifer e Eric em busca de respostas sobre o misterioso autor de O Navio de Teseu.

Para explicar o minucioso trabalho de produção gráfica por trás de S., entrevistamos Antonio Rhoden, o designer que escreveu manualmente todos os diálogos que ocupam margens, cartas, cartões-postais, mapas e demais anexos que compõem o quebra-cabeça literário criado por J.J. Abrams e Doug Dorst.

Como um falsificador, Antonio adaptou o conteúdo original para a edição nacional, reproduzindo marcas de estilo e passagens de tempo. Como um ator, criou uma caligrafia para cada um dos personagens, capaz de refletir suas personalidades.

teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.

testeQuando um desafio de J.J. Abrams cai na sua mesa

Por Cristhiane e Suelen*

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Cristhiane: Era outubro de 2013 e um livro com as margens escritas à mão, com caneta colorida, circulava pelo editorial. Havia também muitos papéis soltos dentro dele e por isso a recomendação de tocá-lo com cuidado era repetida a todo momento, pois cartas e cartões-postais poderiam se perder. Era um tal de fazer fila e perguntar: “Posso segurar?” Ninguém sabia muito bem que história ele continha, o importante era ter alguns minutos para contemplar aquele admirável objeto. Meses depois, quando o livro chegou da tradução, a sorte e o acaso fizeram com que fosse parar na minha mesa. A preparação do texto só foi possível com a colaboração da Giu e do Ulisses, que ajudaram muito na decifração dos códigos e na coerência do texto.

Suelen: Trabalhar no S. também foi quase um acaso e sem dúvida um grande desafio. Quando entrei no projeto, quase toda a parte textual já havia sido encaminhada pela Cris. O livro ficou um bom tempo com o designer responsável por fazer à mão todas as partes manuscritas contidas tanto em O Navio de Teseu quanto nos elementos avulsos. Esse processo deu à obra uma autenticidade incrível.

untitledMinha leitura começou pelo texto central, a história do desmemoriado S. e sua cruzada em busca da identidade. Desconsiderei as margens no primeiro momento e mergulhei na trama de V.M. Straka que envolve guerra, incêndios e tripulantes de um navio com os lábios costurados. A narrativa onírica, que causa certa estranheza e nos remete a sensações parecidas com as que Lost despertava, por si só já é uma experiência fascinante. Fiz a segunda leitura incluindo as margens e as notas de rodapé. Foi aí que a história ganhou força e o livro virou… outro livro. Como eu precisava preparar o texto, dividi minha leitura em partes, mas o que acabei descobrindo foi que a visão do todo é essencial. As cartas, cartões-postais, recortes de jornal e fotos, por exemplo, são imprescindíveis, mas só fazem sentido quando associados ao texto das margens.

Com o texto pronto, as margens manuscritas completas e as peças avulsas finalizadas, era a primeira vez que estávamos diante do material mais próximo da versão final. A ideia então era mandar o livro para mais um revisor, apenas como experiência de leitura. Mas, adivinhem, em se tratando de S. você pisca e surgem dez mil coisas novas. Nosso revisor indicou pontos que ainda precisavam ser solucionados, e eu me vi em meio a folhas e mais folhas revendo códigos, formando frases, sublinhando notas de rodapé e tentando entender o que não dava certo.

Vale dizer que os códigos não são nenhum bicho de sete cabeças. Eles foram um grande desafio para o editorial, que precisou entendê-los e garantir que fizessem sentido em português. Mas são Eric e Jen que têm o trabalho de decifrá-los. Ao leitor cabe só se surpreender a cada descoberta deles.

Encontramos desafios em várias etapas do processo editorial. Mas em S. você nunca sabe se algo está errado ou está ali para parecer errado. Quando achamos problemas que nem a equipe da edição americana tinha identificado, isso sem dúvida deixou todo mundo muito empolgado. “Meu Deus, ajudamos a melhorar algo do J.J. Abrams!!!”

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S. é muitas coisas: experiência, jogo, história de mistério, história de amor, objeto de arte. É um livro para ser lido mais de uma vez. Um livro que instiga o diálogo, o compartilhamento de informações. Deve ser discutido, contemplado, apreendido, admirado. Compreender o jogo de cores de canetas, os saltos temporais, as notas de rodapé, as cifras escondidas, tudo isso desafia o leitor e o leva a se debruçar, apaixonado, sobre cada detalhe. O meu jeito de ler provavelmente vai ser diferente do seu. E é justamente aí que está a graça da coisa. O que vale aqui não é encontrar uma resposta certa. O grande prêmio é se aventurar pelo universo misterioso criado por J.J. Abrams.

O trabalho de edição é cheio de detalhes. Quando se faz qualquer alteração em um livro, é preciso checar tudo. Agora imaginem fazer isso em uma obra como S. Levando em conta como todos aqui na Intrínseca ficaram maravilhados com o resultado final, com certeza o trabalho valeu a pena. E esperamos que vocês gostem do S. tanto quanto a gente. Toda a equipe envolvida no projeto se esforçou muito para que a edição brasileira não devesse nada à americana. E ela está linda mesmo.


Cristhiane Ruiz é editora de livros infantojuvenis na Intrínseca.

Suelen Lopes é editora assistente no setor de ficção estrangeira da Intrínseca. Sonhou muitas noites com S. e confessa que em certos momentos chegou a achar que era daltônica.

testeJ.J. Abrams me proporcionou suspiros editoriais, mas fez com que eu acordasse uma vizinha idosa

Por Victor Almeida*

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Maio de 2015. Três da manhã. Papéis rabiscados em volta da mesa. Gatos dormindo. O código do capítulo 6 do livro está quase desvendado, mas alguma coisa deu errado no fim. Não faz sentido. É a décima tentativa sem solução. Acabou o café. O revisor berra de frustração. A senhora idosa da casa da frente também… e acorda… e não está nem um pouco feliz.

Hum. Não, acho que estou adiantando demais esse relato. Preciso voltar um pouquinho.

***

Quando eu era criança, a biblioteca do bairro era minha loja de brinquedos preferida. Era a amiga que eu visitava regularmente depois do almoço. Ela me apresentou a muitos dos meus ídolos de infância: H. G. Wells, Júlio Verne, Mary Shelley, Tolkien, Monteiro Lobato, Asimov, Pedro Bandeira, Stephen King, Úrsula K. Le Guin… Enfim, era uma boa amiga.

Só que uma coisa me intrigava no lugar: estava sempre vazio. Aquele espaço lotado de histórias e personagens era ironicamente desabitado. Meia dúzia de gatos pingados apareciam de vez em quando. A mesma meia dúzia de gatos pingados. Um deles era realmente um gato. O Asdrúbal.

Ao mesmo tempo, contrariando minha percepção de que o lugar era tão povoado quanto Plutão num dia de inverno, eu sorria quando descobria, ao abrir um livro, uma anotação, um nome, uma observação. Cada uma daquelas caligrafias, tão diferentes da minha, indicava que aquele livro tinha uma história. Era único. Passara de mão em mão, fora reescrito, rabiscado, sublinhado, emprestado (e nunca devolvido), pintado com canetinha por uma criança que hoje podia já ser pai ou mãe.

Acrescente vinte anos ao guri dessa história. Ele agora tem barba. Seus ídolos não mudaram, mas a lista definitivamente aumentou. Natal de 2013. Ele abre um pacote dado pela esposa e lá está… S., essa obra de arte de Doug Dorst e J.J. Abrams. Capa dura dentro de uma caixa lacrada. Papel amarelado pelo tempo, marcas de leitura, caligrafia nas margens, carimbo de biblioteca, páginas contendo recortes de jornais, papéis, cartões-postais… Eu era uma criança de novo, sentado na mesa da biblioteca.

O leitor em mim passava as páginas, cheirava o livro e admirava a beleza narrativa daquilo. E o editor em mim, num momento ímpar de erudição, exclamou:

— São tantos detalhes… Nem CENSURADO este livro será publicado no Brasil! Seria um trabalho louco de tradução, produção gráfica, impressão…

Minha língua foi queimada como Anakin Skywalker depois de duelar com Obi-Wan Kenobi. Porque a Intrínseca anunciou que ia fazer. E fez. E o mais interessante: por obra do destino, para consagrar quão errado eu estava, recebi o convite de fazer a última revisão do livro. Ou seja, eu leria a obra diagramada, revisada, selada, registrada, carimbada, avaliada e rotulada, um pouco antes de voar. E ela é linda, meus caros.

untitledAchou estranho eu ter iniciado o texto num período de tempo, voltado muuuitos capítulos da minha vida e depois retornado para o começo? Pois bem, isso não é nada se comparado com a viagem narrativa que S. vai proporcionar a você.

J.J. Abrams, que, entre outras coisas, foi responsável por Lost e dirigiu filmes das franquias Star Trek e Star Wars (isso provavelmente deve ferir a lei de algum planeta e ele deveria ser preso), uniu-se ao escritor americano Doug Dorst para criar o livro, uma mescla de história, experiência narrativa e jogo. Como assim?

Vamos lá: pegue o seu exemplar de S. (Sim, é imprescindível que você compre a obra para executar esse passo de maneira apropriada. Do contrário, um livreiro ficará muito, muito zangado com você). Lá dentro, você encontrará um livro intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka. Mas quem raios é Straka? Ninguém sabe. A verdadeira identidade do autor é um mistério que ainda não foi solucionado. Se estiver disposto a tentar, abra a primeira página.

A boa notícia é que você não estará sozinho. Eric e Jennifer, dois apaixonados pesquisadores, estarão lá para ajudá-lo(a). Lembra que mencionei que livros com marcações têm uma história particular? Pois são exatamente as marcações e a troca de mensagem entre os dois que você deve seguir. Pistas valiosíssimas encontram-se nas notas de rodapés e nas anotações nas margens do livro. Se quer ser bem-sucedido em sua missão, é melhor decifrá-las.

A má notícia? Bem, a má notícia é que certos segredos são perigosos demais. Quanto mais perto estiver de desvendá-los, mais perigos encontrará. Se isso não o amedronta ou preocupa, então está à altura do desafio. Boa leitura e boa sorte.

Só tenha cuidado para não acordar nenhuma vizinha idosa, ok?

 

Victor Almeida, 28 anos, é nerd, editor de ficção estrangeira da editora Arqueiro e acha códigos muito 14 24 51 15 42 44 24 14 34 43.

testeDe volta a uma galáxia muito, muito distante

Por Bruno Machado*

[O texto NÃO contém spoilers de O despertar da força. Não se preocupe.]

Quando a Disney anunciou que o sétimo episódio de Star Wars seria dirigido por J.J. Abrams, confesso que fiquei com receio. Adepto do que ele mesmo chama de Mystery Box, suas produções sempre foram marcadas pelas perguntas incessantes para captar a atenção do público. Ainda que ache que Lost não terminou assim tão mal, outras produções como Cloverfield – monstro e Super 8 acabavam perdendo alguma coisa com tantos questionamentos não respondidos. Mas todo o meu receio se dissipou durante os primeiros minutos de O despertar da Força.

Assistir ao filme em si já foi uma experiência. Apesar de fã da série, a ausência de uma forma comercial de viagem no tempo me impediu de assistir à trilogia clássica nos cinemas, e não vamos entrar no mérito de o que o público sentiu após aqueles filmes (caso você não tenha assistido a nada da série, uma dica: pule qualquer número abaixo de IV.). Foi uma sensação diferente sair do cinema pensando que jedis, lado negro e a força eram parte da minha geração, e não só partes de um clássico de 30 anos atrás.

Ao ver o Episódio VII, é fácil perceber a paixão de Abrams pelo primeiro filme de George Lucas. Com influências de spaghetti western e do cinema oriental, Star Wars (Que depois ficou conhecido como Episódio IV – Uma nova esperança) revolucionou o cinema e a cultura pop em geral, sendo um dos responsáveis por abrir as portas para histórias com monstros, super-heróis e sagas épicas de fantasia. Com o incomum fato de ser o sétimo filme tanto na cronologia quanto na confusa numeração, O despertar da Força não reinventa a roda, mas é uma bela homenagem ao primeiro filme.

Estão ali as mesmas influências do Monomito, ou a Jornada do herói, de Joseph Campbell. O aspecto quase paradoxal de um universo ao mesmo tempo moderno e antigo, com tecnologias futuristas convivendo com duelos de espadas. Tudo aquilo que os fãs tanto reclamaram dos filmes da década de 2000, como o uso criminoso de computação gráfica, parece ter sido repensado. É como se de repente um torcedor se tornasse técnico da seleção e fizesse tudo que o resto da torcida grita ao longo de um jogo.

Não é uma revolução no mundo, mas é um recomeço. Como muita gente na sala de cinema às três da madrugada, eu saí do filme querendo que Episódio VIII começasse logo em seguida. Apesar de seus momentos mais irregulares, O despertar da Força é um filme que transporta o público para uma galáxia muito, muito distante.

É como Han Solo fala em um dos trailers: Nós estamos em casa.

E é muito bom voltar para casa.

 

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* Bruno Machado é assistente de mídias sociais no departamento de Marketing. Acha muito estranho que não entendam que a ordem certa dos episódios de Star Wars é IV, V, VI e, agora, VII. Ir ao cinema para assistir aos episódios I, II e III causou um trauma feliz que o fez esquecer do enredo desses filmes.

testeAs primeiras pistas de S.

Por Giu e Ulisses*

Prova_S

Giu: Oi, pessoal, tudo bem? Meu nome é Giuliana e fui convidada pela Intrínseca para falar um pouco, junto com meu marido, Ulisses, sobre o S., o livro de J.J. Abrams e Doug Dorst, lançamento da Intrínseca. Bem, antes de mais nada, acho melhor explicar que fomos convidados porque trabalhamos no livro (para o pessoal não começar a pensar que a Intrínseca chama qualquer maluco para escrever os textos do blog). Eu era mais responsável pela adaptação e preparação do texto…

Ulisses: E eu tive a função de tentar entender e adaptar os diversos códigos que estão no livro.

De cara, o que dá para perceber é quanto o S. é rico. Logo no início, o leitor já vê que existem diversas formas de ler a obra. Há o “texto principal” no “livro dentro do livro”, O Navio de Teseu, que, por si só, já é envolto em mistérios. Há também milhares de notas manuscritas pela Jen e pelo Eric, personagens que leem o livro e se comunicam pelas margens do texto. Eles começam discutindo o principal mistério da história: a verdadeira identidade de V. M. Straka, autor de O Navio de Teseu, mas esse mistério acaba envolvendo-os em uma busca muito maior.

untitledIsso sem falar nos materiais extras. Mas quando eu digo “material extra” não quero dizer um prefácio qualquer! Dentro do livro há um guardanapo com um mapa desenhado, recortes de jornal, alguns cartões-postais e até mesmo fotos antigas, tudo feito de forma estupendamente realista. Para vocês terem uma ideia, um dos cartões-postais da história veio do Brasil, e o carimbo dos correios brasileiros é exatamente igual ao usado na época.

E tanta verossimilhança faz com que o leitor seja quase um dos personagens da trama. É como se você tivesse entrado na biblioteca da faculdade e encontrado aquele exemplar de O Navio de Teseu. Todo o cuidado editorial foi para que o mergulho na narrativa fosse completo, como se você tivesse recebido aquele livro de pessoas que de fato existiram e por isso precisasse desvendar o mistério. Para quem ama ler, o S. transcende o objeto livro. O Ulisses e eu não temos nenhuma frescura em relação a e-books, muito pelo contrário. Mas S. só pode ser apreciado em sua totalidade no objeto físico, pois nele o meio, a mensagem, o objeto e o objetivo se confundem em um só.

O nosso processo de trabalho também foi bastante singular. Como falei, eu fui o responsável pela adaptação dos códigos. Enquanto a Giu trabalhava no texto, eu tentava descobrir os segredos escondidos no livro. O que posso dizer aos leitores que, como eu, gostam de desvendar códigos é que S. é uma diversão sem fim. O livro é cheio de cifras, códigos históricos, destaques misteriosos; enfim, uma infinidade de coisas. Confesso que um ou outro eu tive que procurar na internet, mas só porque o prazo final estava se aproximando (ou seja, recorri a diversos sites por profissionalismo, não por incompetência).

O texto em si também foi bastante trabalhoso. Em um livro dessa magnitude, com muitas linhas temporais e informações que se cruzam em diferentes capítulos, foi um desafio manter tudo organizadinho. Desafio maior foi inserir as emendas de forma que o pessoal da Intrínseca conseguisse entender…

A versão brasileira do S., aliás, tem uma história interessante, pois, para reproduzir as partes manuscritas do livro, a Intrínseca contratou um designer com a habilidade, digamos, incomum, de copiar a caligrafia alheia, que escreveu à mão todo o texto das margens do livro. Algumas editoras estrangeiras simplesmente colocaram fontes computadorizadas, ou seja: a Intrínseca realmente se esforçou para manter o realismo. Então, podem acreditar quando digo que essa edição foi feita com o maior carinho e competência não apenas por nós, mas por toda a equipe da editora.

Então, é isso. Estamos torcendo para vocês gostarem tanto do S. quanto a gente! Para aqueles que terminarem a leitura e ainda quiserem mais, lembrem-se de que há também muito material criado pelos autores que pode ser encontrado na internet, como páginas de redes sociais de personagens, além de seus blogs e tumblrs. S. é verdadeiramente um ongoing mystery, bem ao estilo do J.J. Abrams (lembram de Lost?).

E, como o livro será lançado perto do Natal, não fujam da tradição natalina e comprem bastante! Comprem para vocês, para a família e para todos os seus amigos!

 

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Giu Alonso é editora, tradutora, revisora, ama livros e tem rinite alérgica nas horas vagas.

Ulisses Teixeira, eleito por sete anos seguidos “o sorriso mais bonito do Méier”, abandonou cedo demais a carreira de modelo para se dedicar ao mundo editorial.