testeNova série da GloboNews, História do Futuro aponta tendências para o Brasil das próximas décadas

Para Míriam Leitão, o Brasil está prisioneiro do imediato. A crise que nos atinge em diversas frentes paralisa e faz com que o país esqueça que possui muitos dos recursos necessários para garantir um futuro melhor às próximas gerações. Em História do Futuro, nova série da GloboNews que estreia nessa quinta-feira, 19, a jornalista percorre o país para mostrar iniciativas inovadoras em áreas como educação, meio ambiente, tecnologia, mercado de trabalho, demografia e cidades.

Com dez episódios, História do Futuro será exibida às quintas-feiras, às 21h30. O projeto é um desdobramento de seu livro homônimo, publicado em 2015 pela Intrínseca e fruto de quatro anos de pesquisas e entrevistas. Tanto no livro como na série, Míriam Leitão se propõe o desafio de mapear os possíveis horizontes do país, olhando sempre além do imediatismo do presente: “Se tivermos clareza dos desafios, das chances e dos riscos que já estão contratados, será mais fácil nos prepararmos para eles.”
 

Saiba mais sobre a série no site especial da GloboNews.

testeVeja as fotos do bate-papo com Matheus Leitão, Míriam Leitão e Vladimir Netto em São Paulo

 

Confira as fotos do bate-papo e sessão de autógrafos com Mírian Leitão, autora de A verdade é teimosa e História do futuro, Matheus Leitão, autor de Em nome dos pais e Vladimir Netto, autor de “Lava Jato”. O evento aconteceu dia 22 de junho na Saraiva do Ibirapuera, em São Paulo. 

 

 

 

 

 

 

testeEntenda como a JBS recebeu quantias extravagantes de dinheiro público

Em julho de 2010, Míriam Leitão fez os primeiros alertas sobre os riscos dos “empréstimos” feitos pelo BNDES em sua coluna publicada no jornal O Globo. Um dos exemplos dados pela jornalista foi o caso da JBS, que, na época, recebeu mais de R$ 7,5 bilhões.

Na coluna, que faz parte de A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, Míriam revela como o frigorífico foi um dos  principais beneficiários dessa forma de atuação do banco. 

 

RISCO BNDES

O BNDES hoje representa um orçamento paralelo. Ele financia empreendimentos que, na prática, são estatizados, escolhe que empresas devem crescer e as subsidia através do endividamento público. O que precisa ficar claro é que o banco sempre subsidiou empresários, mas a natureza do banco mudou. A escala é maior, a origem do seu dinheiro é outra e o destino é cada vez mais discutível.

Tudo se passa assim: o governo transfere dinheiro para o BNDES através de supostos “empréstimos”. Como teoricamente são empréstimos, não entram na dívida líquida. Isso passou a ser uma das principais fontes de financiamento do BNDES. Antes, o funding do banco eram principalmente recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do retorno dos empréstimos que haviam sido concedidos. Nos últimos anos, o Tesouro passou a encher os cofres do banco com uma capitalização travestida de empréstimo. Só que o Tesouro se endivida a juros crescentes e em dívida de curto prazo. E o banco empresta a juros baixos e prazos longos.

Alguns dos grandes beneficiários dos créditos são empreendimentos que o governo está apressando, na parte final do mandato, para que sirvam de vitrine eleitoral, como a hidrelétrica de Belo Monte. A maioria do empreendimento fica nas mãos do governo ou de fundos de pensão das estatais. É do governo o risco, portanto. As empresas privadas, sócias nesses projetos, terão a vantagem de estar em obras sem risco. E elas ainda conseguem empréstimos do BNDES para esses e outros negócios nos quais têm interesse. O BNDES, com capital que veio de endividamento público — só nos últimos dois anos foram R$ 180 bilhões —, empresta para o próprio setor público ou para seus sócios diletos.

Há outra forma de atuação do banco que levanta legítimas preocupações: a reinvenção da ideia de criar “campeões nacionais”. Dar empréstimos gigantes para empresas para que elas se tornem grandes no mundo em seus setores. Em entrevista a O Estado de S. Paulo no domingo [18 de julho], o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que tinha “até vergonha de o país não ter grandes empresas em setores em que é competitivo”.

Um desses setores a que ele se refere certamente é o de frigoríficos, para o qual o banco tem aprovado empréstimos extravagantes. O JBS Friboi recebeu empréstimos de R$ 7,5 bilhões. Só de uma vez, fez um lançamento de R$ 3,47 bilhões em ações e o BNDES subscreveu 99,9% das ações vendidas. A família dona da empresa subscreveu o restante 0,1%. E tanto dinheiro era para comprar a Pilgrim’s Pride Corporation, com a justificativa de ajudar o processo de “internacionalização da empresa”. Ou seja, financiar o frigorífico para que ele pudesse comprar uma empresa no exterior. Em vários desses casos, o banco entrou também como sócio, subscrevendo ações das empresas. Fez o mesmo com a Marfrig: comprou debêntures da empresa para que ela tivesse capital e comprasse ativos nos Estados Unidos e na Irlanda. No pior caso, no setor de carne, o BNDES comprou ações num total de R$ 250 milhões de um frigorífico que logo depois entrou com um processo de falência, o Independência.

A vergonha não é não ter um grande frigorífico nacional comprando empresas no exterior, mas sim o fato de que eles precisem de tanto anabolizante estatal para crescer. Pior: os frigoríficos brasileiros não conseguiram demonstrar que não compram carne de área desmatada. Ao final de seis meses do pacto feito com ONGs e empresas importadoras de produtos brasileiros, esses grandes frigoríficos pediram mais seis meses para comprovar que seus fornecedores não produzem em área desmatada. Isso, sim, é vergonhoso.

Essa forma de atuação do BNDES recria dois vícios do passado. O Estado decidindo que empresa deve ser grande e um banco público liderando um processo que, na prática, é expansionismo fiscal.

Isso acaba impactando também a política monetária porque entrará no cenário do Banco Central, em sua análise para decidir sobre a elevação da taxa básica de juros, e ele terá que enfrentar a dualidade da política econômica. Enquanto o BC tenta conter a demanda para evitar a alta da inflação, o governo continua aumentando gastos através da atuação do BNDES ou de truques para contornar limites ao endividamento público. Foi o que acabou de acontecer esta semana com a decisão de permitir que alguns municípios se endividem acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nada disso, como dolorosamente aprendemos, é inofensivo. Tudo cobra a sua conta mais cedo ou mais tarde. Na obsessão de fazer o sucessor, o governo Lula está criando — ou recriando — monstrengos na área fiscal. A mais assustadora herança para o próximo governo será essa forma de atuação do BNDES, que traz de volta velhos vícios que nos causaram tantos problemas no passado.

testeNovo livro de Míriam Leitão reúne crônicas sobre a situação econômica e política atual

Com 25 anos de colunismo diário em O Globo, Míriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si.

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro será lançado em 10 de fevereiro e já está em pré-venda.

Em 2015, Míriam publicou História do futuro, livro que compila pesquisas, análises, entrevistas e depoimentos para apresentar, de forma acessível, tendências e perspectivas para os próximos anos.

testeO Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Terá que ser sempre assim?

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A sociedade brasileira está mudando e vai mudar mais. Nas últimas décadas, vimos um crescimento significativo no poder de consumo do brasileiro. Houve muito debate sobre o que havia permitido esse avanço: se o plano de estabilização ou as políticas de transferência de renda. O debate não faz sentido porque os dois eventos são complementares. O crescimento econômico nas últimas duas décadas, o Plano Real e as políticas públicas de distribuição de renda fizeram com que milhões de pessoas tivessem a oportunidade de consumir mais. Chegou-se a dizer que havíamos criado uma “nova classe média”. Aí veio a recessão e, com ela, o desemprego. Isso mudou tudo? Em ambiente adverso na economia, o país e as famílias vivem retrocessos, mas isso é apenas conjuntural.

A grande questão é mais estrutural: o Brasil se tornou, com as políticas sociais, um país menos desigual? No livro História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI, debato o assunto com detalhes, apresento novos dados e histórias reais que demonstram que existem alguns mitos sobre a melhora na igualdade social nos últimos anos. O maior problema que enfrentamos para um diagnóstico da nossa situação é a fraca base de dados para analisar a questão da desigualdade com a profundidade sugerida pelo economista francês Thomas Piketty.

Os professores da UnB Marcelo Medeiros, Pedro Souza e Fabio Ávila Castro fizeram uma pesquisa que derrubou um pouco a ideia, defendida em anos recentes, de que o país tivesse reduzido a desigualdade. Infelizmente, ainda não. Com base em dados da Receita, analisaram a evolução da distribuição de renda entre 2006 e 2012. A desigualdade no Brasil é muito alta e estável. O 1% mais rico da população adulta concentra mais de 1/4 de toda a renda do país. Os 5% mais ricos detêm quase metade da renda. A concentração é tamanha que um milionésimo das pessoas acumula mais renda do que toda a metade da população junta. Em suma, não houve movimento claro de mudança de desigualdade no período pesquisado.

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Os desafios dos pobres são maiores do que mostram os indicadores econômicos. O racismo dificulta a ascensão dos negros. As mulheres são discriminadas no mercado de trabalho e recebem menos mesmo quando exercem a mesma atividade. E tudo piorou na crise. Quando a recessão se aprofundou, o desemprego afetou mais as mulheres e os negros.

A desigualdade é a pesada herança que trazemos do passado e temos confirmado no presente. Há muito trabalho a fazer para combatê-la. O importante é ter em mente que esse sonho não pertence a um grupo político, tem que ser do país como um todo. Se entendermos assim, o futuro estará mais próximo.

>> Leia um trecho de História do futuro

testeLivros que você não pode deixar de conhecer na Bienal de São Paulo

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Esperamos todos vocês no nosso estande da Bienal Internacional de São Paulo (F30)! Além da chance de conhecer seus autores preferidos e de encontrar outros leitores, a Bienal é o lugar ideal para descobrir livros incríveis.

>> Veja a programação completa do nosso estande na Bienal

Confira nossa seleção de livros e autores:

 

– Jojo Moyes

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Se você gosta de romances e de personagens inesquecíveis, precisa conhecer as obras da britânica Jojo Moyes. Autora do sucesso Como eu era antes de você, que inspirou o filme protagonizado por Emilia Clarke e Sam Claflin, Jojo Moyes têm uma legião de fãs no mundo todo e outros seis romances já publicados pela Intrínseca.

 

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Coleção Como Lidar

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Sim, a vida adulta é muito difícil: repleta de contas para pagar, ansiedade com relação a aparência, relacionamentos… Mas não se preocupe, se você não sabe como lidar com os muitos problemas da vida adulta, ainda assim é possível rir um bocado deles.

A Coleção Como Lidar reúne guias simples e ultradidáticos sobre questões clássicas que atormentam uma parcela considerável dos que já atingiram a maioridade: como lidar com os encontros? Como sobreviver à ressaca? Como compreender o hipster? E como funcionam dois seres para lá de enigmáticos: o marido e a esposa?
 

– Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

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Com fotografias sinistras e uma narrativa emocionante, o sombrio universo criado por Ransom Riggs estreará nos cinemas no final de setembro, com direção de Tim Burton!

Biblioteca de almas, terceiro e último volume da saga, já está nas livrarias. Nele, Jacob e seus companheiros continuam empenhados na batalha pela sobrevivência dos peculiares iniciada em Cidade dos etéreos.

E tem mais! Dia 3 de setembro, dia da Fenda Temporal da srta. Peregrine, a Intrínseca lançará na Bienal Contos peculiares, o livro dentro dos livros. A coletânea de contos, citada ao longo da série, reúne histórias que os jovens peculiares escutam sua protetora contar e recontar.

 

Obras de autores que estarão na Bienal:

 

Simon vs. a agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli

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Simon troca e-mails anônimos com Blue. Eles são dois garotos gays que só confiam um no outro para se abrir e discutir sobre suas identidades, desejos e medos mais íntimos. Durante a troca de mensagens os dois acabam se apaixonando. O livro discute também o que deve ser o padrão. Por que a heterossexualidade é o padrão?  Por que ser branco é o padrão? Simon analisa todos esses estereótipos de um jeito sensível e perpicaz.

Becky Albertalli participa do bate-papo “A diversidade na literatura para jovens adultos” na Arena Cultural, no sábado, 3/09, às 19h. A sessão de autógrafos será no dia seguinte, ao meio-dia, em nosso estande.

 

Os Dois Terríveis ainda piores, de Jory John e Mac Barnett, ilustrado por Kevin Cornell

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A dupla mais terrível de Vale do Bocejo está de volta, e agora os dois amigos precisarão ser mais inteligentes e desordeiros do que nunca se quiserem dar fim a um vilão alérgico a brincadeiras e felicidade.

Mac Barnett participa do bate-papo “A importância da ilustração na literatura infantil: a identificação das crianças com as imagens” na quinta-feira, 1/09, às 11h, na Arena Cultural. O encontro será seguido por sessão de autógrafos.

 

Pó de lua nas noites em claro, de Clarice Freire

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Em seu segundo livro, Clarice vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. O livro alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta.

Clarice participa de sessão de autógrafos no nosso estande no domingo, 28/08, às 15h.

 

Ilustre Poesia Eu me chamo Antônio, de Pedro Gabriel

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Desta vez, Antônio procura escapulir do confinamento nos quadradinhos de papel dos guardanapos e ganhar a liberdade. Ao mesmo tempo, explora galáxias, as profundezas do mar e os confins da terra em textos de prosa poética que podem ser lidos como uma espécie de correspondência com o personagem. O senso de humor, a irreverência e o gosto pelos trocadilhos são compartilhados por Antônio e seu poeta.

Pedro Gabriel participa de sessão de autógrafos no nosso estande no sábado, 27/08, às 15h.

 

Gentil como a gente, de Fernanda Gentil

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Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente.

Fernanda participa de sessão de autógrafos no nosso estande na quarta-feira, 31/08, às 18h.

 

Não se iluda, não, de Isabela Freitas

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Em seu segundo livro, Isabela Freitas dá sequência às histórias dos personagens de Não se apega, não. Dessa vez, com a cabeça nas nuvens e os pés firmemente no chão, a protagonista vai em busca daquilo que seu coração realmente deseja, mesmo quando o caminho é acidentado e cada curva parece esconder uma nova surpresa.

Isabela participa do bate-papo “A relação entre a realidade e a fantasia na autoficção” na Arena Cultural na terça-feira, 30/08, às 11h.

 

Tudo tem uma primeira vez, de Vitória Moraes (Viih Tube)

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Como foi o seu primeiro beijo? E a primeira vez que teve coragem de dizer “eu te amo” para alguém? Ou que vacilou feio com uma amiga? Em Tudo tem uma primeira vez, Vitória Moraes, a Viih Tube, fala abertamente e com muito bom humor sobre os grandes (e primeiros) momentos da adolescência.

Viih autografa seu livro no domingo, 28/08, às 14h no estande da Saraiva.

 

História do futuro, de Míriam Leitão

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Somente a jornalista mais premiada do país seria capaz de aceitar o desafio de olhar para além do imediatismo do presente e mapear o que está por vir. O resultado é História do futuro, que compila pesquisas, análises, entrevistas e depoimentos para apresentar, de forma acessível, tendências e perspectivas para os próximos anos.

Míriam media o bate-papo “Lutas na ditadura e desafios na democracia” no Salão Ideias na sexta-feira (02/09), às 20h. A sessão de autógrafos acontece logo depois, às 21h, em nosso estande.

 

E tem mais lançamentos imperdíveis!

 

Alerta de risco, de Neil Gaiman

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Um escritor sofisticado cujo gênio criativo não tem paralelos, Gaiman hipnotiza com sua alquimia literária e nos transporta para as profundezas de uma terra desconhecida em que o fantástico se torna real e o cotidiano resplandece. Repleto de estranheza e terror, surpresa e diversão, Alerta de risco é uma coletânea de contos de terror e de fantasmas, ficção científica e conto de fadas. Um tesouro que conquista a mente e agita o coração do leitor.

 

PAX, de Sara Pennypacker

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Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.

 

Loney, de Andrew Michael Hurley

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Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era jovem e visitou o lugar. Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês.

testeA propaganda eleitoral terá menos maquiagem

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Quando se escreve sobre o futuro, o importante não é acertar o próximo acontecimento, mas tentar antecipar tendência. Como sou jornalista, e não futuróloga, meu desafio foi ainda maior ao escrever História do futuro. Lançado há um ano, o livro antecipou vários dos sinais que já são vistos na vida brasileira.

Outro dia, lendo jornal, encontrei matérias sobre o fato de que as eleições agora terão menos “maquiagem”. No livro está registrado que esta seria a tendência: “A propaganda eleitoral precisa deixar de ser cênica para ser uma defesa de ideias e projetos.” E sobre esse momento, afirmei que “a ressaca desse marketing eleitoral (da eleição presidencial de 2014) foi tão violenta que talvez provoque um efeito dissuasório nas próximas campanhas”. Para sustentar o ponto, mostrei os dados de queda brusca da popularidade da presidente Dilma Rousseff, que, em março de 2015, com três meses do segundo mandato, tinha apoio de apenas 13% dos eleitores.

historiadofuturo_capa_GDesde que coloquei o ponto final no livro, muita coisa aconteceu, contudo a tendência continua sendo a de que as eleições no futuro tenham menos maquiagens e truques de marketing. As campanhas terão que ser mais baratas, porque haverá mais fiscalização sobre o financiamento. Além disso, o eleitor não está disposto a acreditar em um candidato cenográfico inventado pelo marqueteiro. Alguns vão tentar isso, porém o eleitor brasileiro amadurece a cada eleição.

Nenhuma mudança ocorrerá em um passe de mágica, mas essa é a tendência. O capítulo sobre política no livro começa com a frase: “O país vive uma fase de muita tensão institucional e a sensação que se tem é de estar sobre uma terra que treme.” Por isso seu título é “Terra em transe na política”. Um ano depois do lançamento, a política continua tremendo.

Sempre torço para que o leitor do meu História do futuro considere que o livro foi útil. Meu objetivo nunca foi convencer ninguém, e sim apresentar dados e fatos que pesquisei, ideias e trajetórias de pessoas que entrevistei. Escrever o livro foi bom para mim. Tudo o que precisei estudar, todas as entrevistas que fiz, me ajudam a entender o tempo das muitas turbulências que vivemos.

>> Leia um trecho de História do futuro

testeA educação é vital para transformar o Brasil em um país mais justo

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A educação é tema central para o Brasil se tornar um país melhor. Todas as demais questões que analiso em meu livro História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI dependem, de alguma forma, do avanço da educação para se realizarem.

É interessante destacar que um assunto dessa importância só ganhou atenção especial a partir dos anos 1990, na democracia. A lacuna deixada pelos governos militares ainda nos assombra. Nem mesmo durante o “milagre econômico” houve avanços significativas nos índices educacionais, pelo contrário.

Os números do IBGE traduzem o que tem sido a jornada brasileira pela educação: em 1970, em plena ditadura, 32,78% das crianças de 7 a 14 anos estavam fora da escola. Em 1980, eram 32,87%, um aumento absoluto de 1,1 milhão de meninos sem aulas na década em que o Brasil mais cresceu. Em 1991, a proporção dos que não estavam estudando caiu para 22%. Nos difíceis anos 1990, com suas crises econômicas, o governo conseguiu a maior inclusão. O número de crianças sem aula despencou de 6,2 milhões para 1,5 milhão. Em proporção, a queda foi de 22% para 5,5%, em 2000. Na década seguinte, até 2010, a taxa dos sem escola caiu para 3,1%.

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O aumento no número de matriculados nas escolas é uma vitória, mas é grande demais o que ainda precisa ser feito. Este é o momento de trabalhar mais fortemente para transpor obstáculos históricos e preparar o futuro. Uma vantagem é a percepção dos brasileiros sobre a educação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, em 2013, mostrou que as famílias estavam dispostas a gastar com educação e viam nisso um forte significado: 71% concordaram com a frase “a minha prioridade é a educação dos meus filhos”; e 95% concordaram com a frase “é o meio mais seguro para alcançar um bom futuro”.

A dedicação das famílias na formação dos filhos começa a mudar também nossos números sobre o tempo de vida escolar. Segundo o IBGE, os brasileiros com 65 anos ou mais têm 4,2 anos de estudo, em média; os que estão entre 25 e 64 anos têm 8,3 anos de estudo, em média.

No entanto, estamos falhando na melhora da qualidade. Ainda temos que aprimorar o ensino das duas disciplinas básicas, português e matemática, diminuir a evasão do ensino médio e, cada vez mais, usar novidades tecnológicas para tornar o estudo mais interessante.

Em geral quando falo sobre os dilemas nacionais em palestras, há sempre uma concordância de que a educação é um tema central. Todos sabemos que é assim. Se o país está em recessão, poderemos recuperar pontos no PIB nos próximos anos, mas se perdermos o cérebro de uma geração perderemos o futuro. No meu livro tentei passar esse senso de urgência que sei, caros leitores, que compartilhamos.

>> Leia um trecho de História do futuro

teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.