testeAs muitas formas da água

Quando um livro se torna mais uma superprodução do cinema, é comum que os fãs da obra original digam aos quatro cantos que “o livro é melhor que o filme”. No caso de A forma da água, entretanto, algo peculiar aconteceu: as duas obras foram produzidas simultaneamente.

Por isso, o livro que os leitores terão em mãos a partir de 27 de fevereiro e o filme que verão nos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira e que lidera as indicações do Oscar 2018 contam a mesma história, mas de formas bem diferentes.

A ideia para A forma da água surgiu quando o coautor de Caçadores de Trolls, Daniel Kraus, se reuniu com Guillermo del Toro. Enquanto conversavam sobre o universo do livro infantojuvenil, Kraus mencionou uma história que tinha na cabeça desde jovem, sobre uma criatura marinha trancafiada em um laboratório e uma zeladora que a ajudava a escapar. Del Toro se apaixonou pelo enredo e decidiu que o levaria aos cinemas o quanto antes.

Aos poucos os criadores foram seguindo cada um o seu caminho. Os acontecimentos principais seriam os mesmos, mas as abordagens feitas pelo livro e pelo filme, não.

Guillermo del Toro, Sally Hawkins e Doug Jones nos bastidores do filme de A Forma da Água (Fonte)

A melhor representação dessas diferenças é o personagem Richard Strickland, que, na produção cinematográfica, é o vilão da trama, enquanto no livro ele funciona mais como um terceiro personagem central, e não um antagonista. Por conta desse papel mais relevante, o primeiro acontecimento do livro é a chegada do personagem à Amazônia, para procurar e capturar a criatura que os locais chamam de deus Brânquia.

Além de dar mais voz a Strickland, o livro consegue explorar melhor os personagens secundários da trama, como Giles, Zelda e Lainie, esposa do antagonista do filme. Outro aspecto que é mais bem desenvolvido é o contexto histórico, com uma trama rica que toca em temas como disputas ideológicas em plena Guerra Fria, racismo e homofobia.

Durante a produção, Del Toro e Kraus continuaram compartilhando sugestões e referências – por exemplo, é fácil perceber como os dois autores são obcecados pelo filme de 1954 O Monstro da Lagoa Negra e quanto a criatura assustadora influenciou ambas as obras.

Seja nas páginas ou nas telas, A forma da água é um verdadeiro conto de fadas moderno sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas vidas.

Saiba mais sobre o livro.

teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.

testeOs diversos mundos de Guillermo del Toro

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Nascido no México em 1964, Guillermo del Toro é um artista completo: roteirista, produtor, diretor de cinema e autor de diversos romances. Caçadores de trolls é seu primeiro livro infantojuvenil, repleto de criaturas grotescas e suspense, suas características mais marcantes.

Para comemorar esse lançamento, separamos algumas de suas maiores criações:

A Espinha do Diabo

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Em seu primeiro sucesso internacional, somos apresentados a uma história de terror gótico ambientada na Guerra Civil Espanhola.

O Labirinto do Fauno

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Filme de maior sucesso de Guillermo del Toro; foi indicado a 6 Oscars e ganhou os prêmios de melhor fotografia, direção de arte e maquiagem.

 Hellboy

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Os dois filmes de Hellboy foram muito bem recebidos pelos fãs da obra original, que elogiaram a forma com que o diretor traduziu o estilo dos quadrinhos para o cinema.

 Festa no Céu

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Além de Festa no Céu, que retrata lendas da cultura mexicana, Guillermo del Toro produziu animações da DreamWorks, como Kung Fu Panda, e obviamente participará da adaptação para os cinemas de Caçadores de trolls.

 Silent Hills

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O que seria a primeira incursão de Del Toro no mundo dos video games, Silent Hills contaria ainda com o ator de The Walking Dead, Norman Reedus, e continuaria uma das mais famosas franquias de terror. Infelizmente, o projeto foi cancelado e impediu que o artista emprestasse seu talento para a série.

 O Hobbit

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Além de diretor e roteirista, Del Toro também produz filmes. O maior exemplo é a trilogia O Hobbit.

 A Colina Escarlate

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Seu projeto mais recente. Uma homenagem aos filmes de terror da década de 1960.

 

E aí? Qual desses projetos do autor é o seu favorito?