testeOs finalistas da Intrínseca no Prêmio Jabuti 2017

O Jabuti, principal premiação literária do país, divulgou os finalistas das 29 categorias deste ano. Pela primeira vez, a Intrínseca tem três livros na disputa. A obra Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral, do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, concorre na categoria biografia. Já Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma, da economista e professora Monica de Bolle, foi selecionado na categoria economia, administração, negócios, turismo, hotelaria e lazer e Pó de lua nas noites em claro, segundo livro de , concorre entre os melhores de 2017 na categoria ilustração.

A cerimônia que revelará os vencedores do Jabuti 2017 acontecerá em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Confira a lista completa dos indicados no site do Prêmio Jabuti.

testeDicas de livros para presentear no Natal

c56832ec49ec64bdf5a69ac1101390da

Qualquer leitor apaixonado concorda que livros são um dos melhores presentes de Natal. Para ajudar aqueles que resolvem tudo em cima da hora, preparamos uma lista com dicas de presentes para diferentes gostos e idades.

Confira a lista:

Para os que gostam de histórias emocionantes sobre amizade:

Extraordinário: O livro conta a história de Auggie Pullman, um garoto que tem uma deformidade facial e que vai frequentar escola pela primeira vez. Com momentos ora comoventes, ora descontraídos, a obra retrata o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos à sua volta, desde a família, os amigos e até a comunidade.

familia_extraordinario

Para o presente ficar ainda mais completo, sugerimos também Diário extraordinário, um lindo caderno ilustrado que traz frases inspiradoras de pessoas célebres e de personagens de Extraordinário

O livro está sendo adaptado para os cinemas e terá Julia Roberts, Jacob Tremblay, Owen Wilson e Sonia Braga no elenco.

Para os que curtem biografia:

livro_natal

 Enquanto houver champanhe, há esperança: Escrito pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, o livro narra a vida do jornalista Zózimo Barrozo do Amaral, que trabalhou entre 1969 e 1997 nos dois principais jornais cariocas da época, Jornal do Brasil e O Globo, e mudou a forma de fazer colunismo social, usando notas curtas e incluindo a política, entre outros temas, como conteúdo.

Para os românticos:

Os românticos têm o que comemorar: esse ano só deu Jojo Moyes! Acompanhamos a estreia da adaptação de Como eu era antes de você nos cinemas e publicamos mais cinco livros da autora. O som do amor, o mais recente, acompanha o casal Matt e Laura McCarthy, que estão obcecados em herdar a Casa Espanhola – uma construção malcuidada e quase em ruínas, propriedade do Sr. Pottisworth. Entretanto, quem acaba herdando a casa é uma parente distante, Isabel Delancey.

somdoamor_red

Primeiro violino na Orquestra Sinfônica de Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo.

Para os que vivem enrolados com algum relacionamento:

naoseenrola_4_quad

Não se enrola, não: Na sequência de Não se iluda, não, Isabela dá os primeiros passos na vida adulta, muda-se para São Paulo, consegue um emprego e começa um relacionamento sem nome definido com Pedro Miller. 

Para os que curtem thrillers:

a_quimica_

Depois de seis anos sem lançar nenhum livro inédito, A química marca o retorno de Stephenie Meyer. A obra conta a história de uma ex-agente especial do governo que vive fugindo de seus antigos empregadores e agora precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida.

Para os que gostam de HQ:

1234

Nimona é uma graphic novel divertida e fora dos padrões. É protagonizada pela anti-heroína mais surpreendente, uma metamorfa sem limites nem papas na língua, cujo maior sonho é ser comparsa de Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu.

Para os que adoram registrar memórias:

fullsizerender-7

Uma pergunta por dia: Um ótimo presente para fim de ano!  Lindo, para ficar do lado da cabeceira da cama ou destacado na estante! Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, o dono do diário poderá encontrar seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir.

Para os que gostam de vinho:

1img_7952

O guia essencial do vinho: Wine Folly é um ótimo presente para os amantes da bebida ou para aqueles que querem conhecer melhor o universo do vinho. O livro reúne explicações claras e acessíveis sobre os diferentes tipos de uva, harmonização e muito mais!

Para os que curtem ficção científica:

ted-chiang-natal

História da sua vida e outros contos: A coletânea, que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada, é a primeira obra de Ted Chiang publicada no Brasil. Considerado um ícone da ficção científica, Chiang aborda nos oito textos reunidos na obra como as relações humanas são afetadas pela ciência.

testeQuando o Rio era uma festa

Alain Delon

O ator francês Alain Delon na boate Regine’s (Fonte)

Zózimo Barrozo do Amaral gostava de música, com exceção da lambada (“já dançou?”, perguntou alguém numa nota, enquanto o outro respondia, “só na horizontal”). A minha biografia sobre ele, Enquanto houver champanhe, há esperança, está recheada de referências musicais.

A primeira de todas é “Cadê Zazá”, sucesso do Carnaval dos anos 1940, mas que na história de Zózimo não vem carregada de humor e alegria, como seria de supor pela letra divertida — ela aparece para ilustrar um dos dramas da família Barrozo do Amaral, um clã de muitos sucessos, mas também algumas decepções. Na adolescência, nos anos 1950, Zózimo ouvia canções francesas dramáticas. Quando passou por uma desilusão amorosa, ficou dias seguidos ouvindo Charles Trenet cantando “Que reste-t-il de nos amours”. Na virada para a década de 1960, durante uma temporada em Paris, aprendeu, antes dos brasileiros, a dançar o twist — e quando voltou ao país tornou-se um campeão no ritmo, ganhando até mesmo um concurso de dança no programa “Hoje é dia de rock”, da TV Rio.

A partir dos anos 1970, vamos encontrar Zózimo e a sociedade carioca festejando a vida sob os globos de espelhos das discotecas. Primeiro foi a Hippopotamus, depois a Regine’s — e Zózimo costumava ser um dos primeiros a entrar na pista. Ele também frequentou a cena disco internacional. Ia ao Studio 54, a célebre casa de Nova York que, entre tantos escândalos, nem reparou quando o produtor de discos Ezequiel Neves, futuro namorado de Cazuza, cheirou uma carreira de cocaína nas costas do vestido decotado de Liz Taylor.

Sobre esse período, de muito sexo, drogas e rock and roll, preparei uma trilha sonora com os hits que Zózimo e sua turma dançavam nas noites do Rio. Os DJs eram pioneiros, como Ademir, Monsieur Limá, Big Boy, Pelé e Amândio. As casas eram, além de Hippopotamus e Regine’s, templos da diversão, como New York City Discotheque, Le Bateau, Sótão e Papagaio. Zózimo passava por todas. Em algumas podia até buscar notícia, mas, homem da noite, de espírito livre, estava sempre atrás de diversão. A música não só balançava o corpo, como era de ótima qualidade. Ouve só.