teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.

testeOs diversos mundos de Guillermo del Toro

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Nascido no México em 1964, Guillermo del Toro é um artista completo: roteirista, produtor, diretor de cinema e autor de diversos romances. Caçadores de trolls é seu primeiro livro infantojuvenil, repleto de criaturas grotescas e suspense, suas características mais marcantes.

Para comemorar esse lançamento, separamos algumas de suas maiores criações:

A Espinha do Diabo

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Em seu primeiro sucesso internacional, somos apresentados a uma história de terror gótico ambientada na Guerra Civil Espanhola.

O Labirinto do Fauno

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Filme de maior sucesso de Guillermo del Toro; foi indicado a 6 Oscars e ganhou os prêmios de melhor fotografia, direção de arte e maquiagem.

 Hellboy

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Os dois filmes de Hellboy foram muito bem recebidos pelos fãs da obra original, que elogiaram a forma com que o diretor traduziu o estilo dos quadrinhos para o cinema.

 Festa no Céu

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Além de Festa no Céu, que retrata lendas da cultura mexicana, Guillermo del Toro produziu animações da DreamWorks, como Kung Fu Panda, e obviamente participará da adaptação para os cinemas de Caçadores de trolls.

 Silent Hills

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O que seria a primeira incursão de Del Toro no mundo dos video games, Silent Hills contaria ainda com o ator de The Walking Dead, Norman Reedus, e continuaria uma das mais famosas franquias de terror. Infelizmente, o projeto foi cancelado e impediu que o artista emprestasse seu talento para a série.

 O Hobbit

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Além de diretor e roteirista, Del Toro também produz filmes. O maior exemplo é a trilogia O Hobbit.

 A Colina Escarlate

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Seu projeto mais recente. Uma homenagem aos filmes de terror da década de 1960.

 

E aí? Qual desses projetos do autor é o seu favorito?

 

testeLançamentos de novembro

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Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Para comemorar o aniversário de 10 anos da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteia os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas. [Leia +] link-externoLeia também: Por dentro da edição especial de Crepúsculo

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Uma caixa lacrada, repleta de pistas e enigmas, guarda um livro misterioso. Em suas margens, as anotações e conversas de dois leitores formam um intricado quebra-cabeça elaborado por ninguém menos do que J.J. Abrams, mente por trás do seriado Lost e diretor do sétimo episódio da saga Star Wars, que estreia em dezembro. [Leia +]

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus Na história de terror idealizada por Guillermo del Toro, um dos artistas mais visionários da atualidade, a vida de um típico adolescente de uma cidade pacata norte-americana sofre uma reviralvolta quando ele descobre que terá que enfrentar monstros com um gosto especial por carne humana. [Leia +]

Poder, estilo e ócio, de Joyce Pascowith — Desde que iniciou sua carreira jornalística em 1980, Joyce Pascowitch fez de tudo: foi à posse de quatro presidentes, jantou com Madonna, rodou o mundo. Com o savoir-faire de quem sempre circulou pelos bastidores do poder político e econômico, ela conta detalhes de um universo onde sobra luxo e glamour. [Leia +]

Cansei de ser gato: do capim ao sachê, de Amanda Nori e Stéfany Guimarães —Chico já arrebatou o coração de milhares de leitores ao expor sua versatilidade no Facebook. Agora o gato mais famoso da América Latina — que interpretou ícones como Frida Kahlo, Christian Grey e Amy Winehouse — conta, com generosas doses de ironia, toda a sua trajetória rumo ao sucesso. [Leia +]

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Periodico novembro 2015 VIRTUAL_2

Auggie & Eu, de R. J. Palácio — Coletânea imprescindível para os milhares de leitores que se apaixonaram pelo universo de Auggie. O livro reúne três histórias contadas por personagens ligados ao inesquecível protagonista de Extraordinário, até então exclusivas no formato e-book: O capítulo do Julian, Plutão e Shingaling[Leia +]

Diário extraordinário, de R. J. PalácioMais um presente para os fãs de Auggie: Diário extraordinário é um caderno pautado e ilustrado, repleto de frases inspiradoras. Um convite para encontrarmos o escritor que existe em cada um de nós. [Leia +]

O destino da Número Dez (Série Os Legados de Lorien – livro 6), de Pittacus Lore — Por anos, a Garde lutou contra os mogadorianos em segredo. Mas agora a invasão começou. Quando tudo parece perdido, Sam, melhor amigo de John, inexplicavelmente começa a desenvolver poderes, os Legados. E ele não está sozinho. A única chance de vencer a guerra contra os mogadorianos é destruir seu líder — mas destruí-lo significa condenar Ella a um destino cruel. [Leia +] link-externoLeia também: Por que escolhemos O destino da Número Dez

Uma pergunta por dia Ideal para quem adora diários e para todos que têm dificuldade em mantê-los, Uma pergunta por dia convida os leitores a registrar suas respostas a uma variedade de questões por cinco anos. Perfeito para colecionar memórias individuais e em grupo. [Leia +]

O livro secreto, de Grégory Samak — O que você faria se pudesse mudar o destino? Essa é grande questão que acompanha Elias Ein, um idoso solitário que perdeu seus familiares no Holocausto. Décadas depois da Segunda Guerra Mundial, ele encontra, em uma biblioteca fantástica, o Grande Livro da Vida, obra que apresenta o destino de cada ser humano e possibilita a Elias não só viajar no tempo e presenciar fatos históricos, mas também a chance de alterá-los. [Leia +]

teste13 histórias para um Dia das Bruxas mais assustador

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Para comemorar o Dia das Bruxas, preparamos uma lista de alguns livros da Intrínseca com monstros, zumbis, bruxas, criaturas inomináveis e terror em geral. Confira!

1- João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti: Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria.

2- O oceano no fim do caminho, de Neil Gaiman: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis. Um homem cometeu suicídio, despertando forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas.

3- Caixa de pássaros, de Josh Malerman: Há algo que não pode ser visto. Algo que enlouquece as pessoas e as leva a cometer atos violentos seguidos de suicídio. A população foi aconselhada a trancar as portas e as janelas e a andar vendada. Com uma narrativa cheia de suspense e que alterna passado e presente, o livro conta uma incrível história de terror psicológico em um mundo pós-apocalíptico.

4- Orgulho e Preconceito e Zumbis, de Jane Austen e Seth Grahame-Smith: Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção é desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. Conseguirá ela subjugar as crias de Satã e superar os preconceitos sociais dos grandes aristocratas ingleses?

5- O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers: Uma peça teatral estrelada por uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. Pouco se sabe a respeito do texto original, exceto que seus leitores são levados à loucura, condenando sua alma à perdição.

6- Caçadores de Trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus: Jim Sturges é um típico adolescente de San Bernardino, até que um mistério de décadas ressurge, ameaçando a vida de todos os moradores da aparente entediante cidadezinha. Um livro sobre medos e criaturas que se ocultam onde menos esperamos.

7- Titia Terrível, de David Walliams: Uma menininha não sabe que perdeu os pais em um acidente de carro, pois passou meses em coma. Ao despertar, ela precisará fazer de tudo para escapar das tramoias da tia, uma mulher malvada interessada na herança da sobrinha, e de sua coruja mal-humorada.

8- Half Bad, de Sally Green: Na Inglaterra, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras.

9- Abraham Lincoln: Caçador de vampiros, de Seth Grahame-Smith: Indiana, 1818. Sob o luar que se insinua por entre a densa floresta, uma pequena cabana se destaca. Dentro dela, o pequeno Abraham Lincoln, com apenas nove anos, está ajoelhado ao lado da cama em que a mãe agoniza. Anos mais tarde, o magoado Abe descobriria que o mal que vitimou sua mãe foi, na realidade, obra de um vampiro. Dotado de impressionantes altura, força e habilidade, ele traça um plano de vingança que acabará por levá-lo à Casa Branca.

10- Filme noturno,de Marisha PesslEm uma noite fria de outono, Ashley Cordova é encontrada morta em um armazém abandonado em Manhattan. Embora a polícia suspeite de suicídio, o jornalista Scott McGrath acredita que exista algo mais por trás dessa história. Seu interesse pelo caso não é gratuito: Ashley é filha do famoso e recluso diretor de filmes de terror Stanislas Cordova, um homem que não é visto em público há mais de 30 anos e que, no passado, teve um papel trágico na vida de McGrath.

11- Objetos cortantes, de Gillian Flynn: A repórter Camille Preaker precisa retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. À medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille começa a desvendar segredos familiares perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

12- Lugares escuros, de Gillian Flynn: Libby Day tinha apenas sete anos quando testemunhou o brutal assassinato da família. O acusado do crime foi seu irmão mais velho, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, ao ser procurada por um grupo de pessoas convencidas da inocência de seu irmão, Libby começa a se fazer as perguntas que até então nunca ousara formular. Será que a voz que ouviu naquela noite era mesmo a do irmão?

13- Até você ser minha, de Samantha Hayes: A assistente social Claudia parece ter uma vida perfeita. À espera do bebê que sempre desejou, ela vive em uma linda casa com seu marido que a ama incondicionalmente. Até que Zoe — a babá contratada para ajudá-la quando a criança nascer — entra na sua vida. Claudia passa a desconfiar de Zoe. E um dia as suspeitas se tornam um medo real.

 

link-externoLeia também: 13 thrillers

testeEntre vampiros: do folclore à cultura pop

Por Alexandre Sayd*

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Como bom nerd e jogador de RPG que sou, acabei desenvolvendo um conjunto de gostos específicos que inclui um carinho especial por histórias de vampiros.

As narrativas, que transbordam na literatura, no cinema e na televisão, fascinam a ponto de suscitarem acaloradas discussões entre fãs do gênero, cada um defendendo que seu vampiro é o mais autêntico — ou o mais assustador, o mais original, e por aí vai. Não há consenso se tais criaturas deveriam ser lascivas ou indiferentes, vulneráveis ou não à luz do sol; e isso para não falar nos poderes que deveriam (ou nunca poderiam) possuir.

Alguns fãs se apegam tanto a determinados tipos de vampiros que passam a torcer o nariz para qualquer obra que não os retrate da forma “correta”. Mas há também os ecléticos, como eu, que gostam da variedade e curtem (quase) tudo. Ao observar uma fauna de mortos-vivos tão diversa, tentei, por um tempo, imaginar como esse vampiro “original” deveria ser. Busquei nas raízes míticas e folclóricas a genealogia do gênero, mas só descobri que elas também são muito heterogêneas e que o estereótipo atual é fruto de uma costura de tradições somada às influências da cultura pop.

A vulnerabilidade à luz do sol, por exemplo, só se tornou uma característica comum após Nosferatu, de F. W. Murnau. No filme de 1922, o Conde Orlok é destruído ao presenciar o nascer do sol — fim até então inédito. O Conde Dráculacriado por Bram Stoker em 1897 e considerado até hoje o maior arquétipo de vampiro, podia andar tranquilamente sob o sol. Embora seus poderes diminuíssem durante o dia, ao meio-dia ficavam mais fortes. Sua grande fraqueza, que acabou culminando em sua ruína, era precisar dormir sobre o solo de sua terra natal, a Transilvânia.

link-externoLeia também: Pássaros no escuro, por Pablo Rebello

Dependendo do tipo de vampiro, ele pode precisar de um convite para entrar em uma casa, como o próprio Drácula ou a pequena Eli, de Deixa ela entrar, obra de John Ajvide Lindqvist. Pode ser repelido por alho como Blade, no filme de Marv Wolfman; por crucifixos, caso da série Ser Humano, de Toby Whithouse; por água benta, da mesma maneira que Os Garotos Perdidos do filme de Joel Schumacher… Para não falar na luz do sol, capaz de destruir a maioria deles.

Há também aqueles que não podem atravessar água corrente, debilidade dos vampiros da Trilogia da Escuridão, de Guillermo del Toro, ou sejam particularmente vulneráveis a estacas de madeira (ou uma bala de madeira, como os protagonistas do filme Amantes Eternos, de Jim Jarmusch). Ou talvez sua fraqueza seja o fogo, ou a prata, ou a decapitação… Assim como o Conde original, ou Count von Count, da série Vila Sésamo, muitos sofrem de aritmomania — mania de contar e recontar as coisas. Alguns precisam carregar sempre seu solo nativo, como os Tzimisce, do RPG Vampiro: A Máscara. Outros não possuem reflexo, caso dos vampiros de Buffy: a caça-vampiros, de Fran Rubel Kuzui, ou são horrendos e incapazes de se passar por humanos, como os Strigoi de Del Toro.

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Por outro lado, os vampiros costumam ser imortais, com sentidos, força e velocidade sobre-humanas, como vemos em Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Podem usar telepatia e comandar as pessoas, como a maioria dos vampiros de Anne Rice, ou se transformarem em morcegos, lobos ou névoa — caso dos vampiros de Stephen King e do quadrinho 30 dias de noite, de Steve Niles. Há muitos poderes e características, e dificilmente um vampiro terá todos eles.

Nem mesmo ao dormir eles são iguais. No folclore, normalmente habitam cemitérios e mausoléus, pois voltam do mundo dos mortos para se alimentar dos vivos. Sabemos que Drácula dormia em caixões, onde depositava a terra da Transilvânia. Outros preferem caixões simplesmente porque são um ambiente protegido da luz, alguns nunca dormem (como os de Crepúsculo) e outros simplesmente usam camas normais.

link-externoLeia também: Viagem no tempo – cuidado com suas apostas

Além das características dos personagens, as narrativas do gênero divergem também na relação entre os mortos-vivos e a sociedade humana. Na maioria das histórias, os vampiros podem se passar por humanos e fazem isso se misturando ao rebanho, como Eleanor e Clara, em Byzantium, de Neil Jordan. Há algumas tramas, no entanto, que experimentam coisas diferentes, como vampiros que não se misturam e vivem sempre escondidos, agindo nas sombras. Em alguns casos a convivência é sabida e harmoniosa (série True Blood). Por vezes, ela é conhecida, mas extremamente conflituosa (Trilogia da Escuridão).

Essas experiências com estereótipos e cenários nos levam à minha última leitura: A Caçada, e sua sequência, As Presas, de Andrew Fukuda.

AsPresas_Face_lombada_pA obra de Fukuda não apenas inova, como brinca com a tradição, invertendo o papel costumeiro do vampiro como uma minoria em meio aos humanos. Na trilogia, é o humano quem está nesse papel: Gene é o último sobrevivente em um mundo dominado por vampiros. É ele que se esconde, não o contrário.

Gene vive em uma distopia pós-apocalíptica onde os epers (como os humanos são conhecidos) estão extintos, ou quase, e a sociedade é governada por vampiros (que, no livro, são chamados de “pessoas”). Para sobreviver, ele precisa estar sempre atento para não fazer nada que o denuncie. É necessário utilizar presas falsas, aparar cuidadosamente todos os pelos, evitar odores corporais e suor, além de abolir gestos tão simples quanto rir ou cochilar em público.

Os vampiros de Fukuda são fisicamente superiores aos epers. Embora sejam portadores de sentidos, força e velocidade excepcionais, não dispõem de nenhum poder sobrenatural. O sol pode destruí-los em pouco tempo, e, ainda que sejam capazes de atravessar água corrente, não podem afundar a cabeça na água (eles entram em pânico e se afogam). Os vampiros também conseguem comer e beber como humanos, porém a base de sua dieta é exclusivamente carne e sangue.

link-externoConheça a série A caçada

Algumas características — como o fato de dormirem de cabeça para baixo pendurados no teto —, reforçam o tom de brincadeira e ironia de Fukuda em relação a esses estereótipos com os quais estamos acostumados. Isso é especialmente verdadeiro em vista da sociedade bizarra dos vampiros, que possui comportamentos um tanto alienígenas, como coçar os pulsos quando alguma coisa é engraçada ou estalar os ossos do corpo para demonstrar excitação, e, mais ainda, pela ideia completamente equivocada que os vampiros fazem dos epers, dos quais parecem conhecer muito pouco.

A Caçada As Presas são livros carregados de ação e mistério, onde quase nada é o que parece e o medo está sempre presente. O primeiro livro traz uma série de perguntas e charadas que se transformam em descobertas surpreendentes no segundo. O último volume da série (ainda sem data de publicação prevista), promete contar a história definitiva sobre a extinção da humanidade e a origem dos vampiros, mantendo o ritmo acelerado e o clima de tensão que vimos até agora. Assim como acontece do primeiro para o segundo livro, a expectativa é que novos personagens sejam apresentados e vejamos uma mudança radical no cenário da trama.


Alexandre Sayd
é jornalista e leitor voraz de fantasia.