testeOs monstros que vivem dentro de nós

Guillermo Del Toro (Fonte: Hollywood Reporter)

Quando alguém nos pergunta sobre algum filme ou livro, geralmente fazemos um resuminho rápido para explicar a história: Percy Jackson e os olimpianos é sobre um adolescente que descobre ser filho de um deus grego; Um dia é sobre o amor de duas pessoas ao longo dos anos; em Círculo de fogo, robôs gigantes agridem alienígenas gigantes indefesos, e assim por diante.

Quando o original do novo livro de Guillermo del Toro veio parar em nossas mãos, a sinopse que recebemos foi a já clássica “é a história de uma faxineira muda que se apaixona por um homem-peixe”. Só que o livro — e o filme — são muito mais do que isso. Ao terminarmos a leitura, vimos que A forma da água não se tratava apenas de uma história sobre um homem-peixe, e sim  sobre monstros — daqueles que não servem apenas  para assustar.

Para Del Toro, os monstros representam um refúgio. Quando criança, ele era apaixonado por histórias clássicas do gênero: Drácula, Frankenstein, O Monstro da Lagoa Negra. Era para o mundo de personagens tão peculiares que ele fugia quando se sentia perdido. Não por acaso, em seu discurso no Globo de Ouro, foram eles os primeiros a serem agradecidos.

Esse relacionamento iniciado na infância acompanharia o cineasta por sua carreira de mais de 25 anos. Em seu primeiro filme, A Espinha do Diabo, ele usa situações macabras e seres bizarros para abordar diferentes aspectos da humanidade. Dos horrores da Guerra Civil espanhola a uma analogia para adoção em Hellboy, nenhum tema passou incólume pelas perturbações de Del Toro.

Por isso, é fantástico ver sua consagração em A forma da água. No filme e no livro, os monstros são os protagonistas — e não apenas os de carne e osso, mas os que habitam todos nós. Todos os personagens — inclusive o próprio homem-peixe — têm dilemas, conflitos e ambiguidades. Até mesmo a mente do vilão é bem explorada (principalmente no livro), e, ainda que não concordemos com suas opiniões e atitudes, conseguimos entender  o que o levou até ali.

Situar o romance em plena Guerra Fria não foi uma decisão apenas estética. Durante o conflito não declarado entre Estados Unidos e União Soviética, era muito comum a presença de espiões infiltrados em ambos os lados. O monstro poderia estar ao seu lado, e você só saberia quando já fosse tarde demais.

Com maestria, Del Toro e Daniel Kraus acrescentaram a esse clima de tensão temas como racismo, homofobia e machismo, e é nesse cenário de incertezas que floresce a história de amor entre Elisa e a criatura da selva.  E foi essa originalidade que rendeu ao filme tantos prêmios.

A forma da água transcende qualquer resumo ou simplificação. A história de Elisa e do homem-anfíbio é um conto de fadas sobre aceitar as diferenças e reconhecer que há monstros dentro de todos nós, e que talvez  eles não sejam tão assustadores assim.

P.S. Circulo de Fogo continua sendo só um filme sobre robôs batendo em alienígenas mesmo, mas vida que segue.

testeEm noite repleta de protestos e momentos históricos, A Forma da Água é o grande vencedor do Oscar 2018!

O Oscar 2018 não teve nenhum grande momento constrangedor, como foi o anúncio de Melhor Filme para Moonlight, no ano passado, mas com certeza deixou sua marca no cinema mundial.

O grande vencedor da noite foi o conto de fadas moderno de Guillermo del Toro, A Forma da Água. Indicado a 13 prêmios, o filme saiu vitorioso nas categorias de Design de Produção, Trilha Sonora, Direção e Melhor Filme. Em seu discurso de vitória, Del Toro ressaltou o papel dos imigrantes na arte. 

Foram memoráveis a vitória de Corra!, que fez de Jordan Peele o primeiro roteirista negro a vencer o prêmio de Melhor Roteiro Original, e de Uma mulher fantástica, escolhido  como Melhor Filme Estrangeiro, primeira produção protagonizada por uma atriz trans a ganhar um prêmio da academia.

Além disso, a cerimônia serviu de plataforma para diversas causas fundamentais, como a luta pelo fim do assédio na indústria cinematográfica, com o movimento Time’s Up, e a busca por mais diversidade e representatividade nas telas, ressaltando a importância de filmes como Mulher Maravilha e Pantera Negra. Em seu discurso de agradecimento pelo prêmio de Melhor Atriz, Frances McDormand usou o momento para louvar todas as mulheres indicadas da noite e exigir uma indústria mais diversa.

Me Chame pelo Seu Nome recebeu a estatueta na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Com 89 anos, James Ivory foi o vencedor mais velho a receber o prêmio e subiu aos palcos usando uma camisa com o rosto de Timothée Chalamet, protagonista do filme. O roteirista agradeceu ao autor do livro, André Aciman, que está confirmado para a Flip 2018, em julho.

Tudo bem, o próximo momento não foi realmente histórico, mas ainda sim foi hilário. Os apresentadores invadiram uma sessão de cinema e distribuíram guloseimas para os espectadores. Isso nos garantiu gifs maravilhosos do Armie Hammer, nosso eterno Oliver, todo feliz, usando um canhão de cachorro-quente.

Quando o tão aguardado prêmio de Melhor Filme foi anunciado e os vencedores subiram ao palco, Guillermo del Toro aproveitou para dar uma olhadinha no envelope, para se certificar de que dessa vez não ia ter confusão! E não teve mesmo. Ainda bem! E para vocês, qual foi o melhor momento da noite?

testePlaylist aquática de “A forma da água”

A água pode assumir vários formatos: lagos, lagoas, cachoeiras, chuvas, mares e oceanos. No novo trabalho de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, a água vem em forma de amor.

Das profundezas do rio amazônico, o deus Brânquia é capturado por Richard Strickland, um oficial dos Estados Unidos, para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. O homem-peixe representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o homem que ele próprio se tornou – e quem detesta ser. Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida monótona cercada de silêncio e invisibilidade.

Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Del Toro, numa narrativa que se expande no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017 e indicado a 13 categorias do Oscar 2018.

Tomamos um banho de inspiração e criamos uma playlist nesse clima bem aquático (sempre abusando dos trocadilhos, é claro!). Respirem fundo e venham se banhar com a gente!

testeAs muitas formas da água

Quando um livro se torna mais uma superprodução do cinema, é comum que os fãs da obra original digam aos quatro cantos que “o livro é melhor que o filme”. No caso de A forma da água, entretanto, algo peculiar aconteceu: as duas obras foram produzidas simultaneamente.

Por isso, o livro que os leitores terão em mãos a partir de 27 de fevereiro e o filme que verão nos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira e que lidera as indicações do Oscar 2018 contam a mesma história, mas de formas bem diferentes.

A ideia para A forma da água surgiu quando o coautor de Caçadores de Trolls, Daniel Kraus, se reuniu com Guillermo del Toro. Enquanto conversavam sobre o universo do livro infantojuvenil, Kraus mencionou uma história que tinha na cabeça desde jovem, sobre uma criatura marinha trancafiada em um laboratório e uma zeladora que a ajudava a escapar. Del Toro se apaixonou pelo enredo e decidiu que o levaria aos cinemas o quanto antes.

Aos poucos os criadores foram seguindo cada um o seu caminho. Os acontecimentos principais seriam os mesmos, mas as abordagens feitas pelo livro e pelo filme, não.

Guillermo del Toro, Sally Hawkins e Doug Jones nos bastidores do filme de A Forma da Água (Fonte)

A melhor representação dessas diferenças é o personagem Richard Strickland, que, na produção cinematográfica, é o vilão da trama, enquanto no livro ele funciona mais como um terceiro personagem central, e não um antagonista. Por conta desse papel mais relevante, o primeiro acontecimento do livro é a chegada do personagem à Amazônia, para procurar e capturar a criatura que os locais chamam de deus Brânquia.

Além de dar mais voz a Strickland, o livro consegue explorar melhor os personagens secundários da trama, como Giles, Zelda e Lainie, esposa do antagonista do filme. Outro aspecto que é mais bem desenvolvido é o contexto histórico, com uma trama rica que toca em temas como disputas ideológicas em plena Guerra Fria, racismo e homofobia.

Durante a produção, Del Toro e Kraus continuaram compartilhando sugestões e referências – por exemplo, é fácil perceber como os dois autores são obcecados pelo filme de 1954 O Monstro da Lagoa Negra e quanto a criatura assustadora influenciou ambas as obras.

Seja nas páginas ou nas telas, A forma da água é um verdadeiro conto de fadas moderno sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas vidas.

Saiba mais sobre o livro.

testeCom 13 indicações, A forma da água lidera corrida ao Oscar 2018!

Me Chame Pelo Seu Nome, Extraordinário, A Grande Jogada e O Touro Ferdinando também foram indicados.

O Oscar 2018 promete ser animado para os fãs de de literatura. A adaptação cinematográfica de A forma da água, novo livro de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, recebeu incríveis 13 indicações ao prêmio, dando continuidade ao estrondoso sucesso do filme nas principais premiações do cinema.

O filme está concorrendo nas seguintes categorias:

Melhor Atriz (Sally Hawkins)

Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer)

As atrizes indicadas ao Oscar Sally Hawkins e Octavia Spencer (Fonte)

Melhor Ator Coadjuvante (Richard Jenkins)

Melhor Fotografia

Melhor Figurino

Melhor Diretor (Guillermo del Toro)

Melhor Edição

Melhor Trilha sonora

Melhor Filme

Os atores Richard Denkins, Sally Hawkins e o Diretor Guillermo del Toro. Foto de Kerry Hayes. © 2017 Twentieth Century Fox Film Corporation 

Melhor Direção de Arte

Melhor Edição de Som

Melhor Mixagem de Som

Melhor Roteiro Original

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel KrausA forma da água foi desenvolvido desde o início como uma história pensada de maneira independente para o cinema e para a literatura. No Brasil, o filme estreia em 1º de fevereiro, e o livro terá lançamento mundial em 27 de fevereiro.

Inspirado no romance de André Aciman, Me Chame Pelo Seu Nome recebeu quatro indicações ao Oscar, nas categorias de melhor filme, melhor canção original (“Mystery of Love”), melhor roteiro adaptado e melhor ator (Timothée Chalamet).

O Touro Ferdinando concorre na categoria de melhor animação, A Grande Jogada, na de melhor roteiro adaptado, e nosso querido Extraordinário está em busca do prêmio de melhor maquiagem.

A cerimônia do Oscar 2018 acontece no dia 4 de março. Já estamos ansiosos para saber os resultados!

Confira todos os indicados aqui.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.

 

testeNovo livro de Guillermo del Toro, ‘A forma da água’ chega ao Brasil em 2018!

 

 

A forma da água, romance que retrata e expande o universo do filme homônimo, será publicado no Brasil pela Intrínseca em 27 de fevereiro. O longa, que já ganhou o cobiçado Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Veneza e abriu o Festival de Cinema do Rio, será lançado pela Fox Searchlight Pictures no dia 1º de dezembro de 2017, nos Estados Unidos, e em 1º de fevereiro de 2018 nos cinemas brasileiros. Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvido desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura.
 

 
A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura. O livro traz ilustrações do artista James Jean e mistura fantasia, fábula e romance para criar uma narrativa envolvente tanto nas páginas quanto na tela de cinema.

Del Toro e Kraus colaboraram previamente no romance jovem Caçadores de Trolls, que, adaptado pela Netflix, é hoje a produção mais assistida da história do site na categoria de programas para a família. Foi durante uma reunião sobre esse projeto que os dois começaram a desenvolver a ideia que se tornou A forma da água.

Cena do filme de A Forma da Água

“Essa é uma história na qual eu tenho pensado desde quando tinha seis anos e vi Julie Adams em O monstro da Lagoa Negra”, diz Guillermo del Toro. “Sempre esperei que ela e a criatura acabassem juntos, mas não acabaram. Foi durante um café da manhã que Daniel Kraus, coautor de Caçadores de Trolls, me contou sua versão de uma ideia parecida, e eu soube imediatamente que nós faríamos a história funcionar, tanto para o filme quanto para o livro.”

 

A forma da água é a fagulha de ideia mais antiga que eu tenho — eu a trago comigo desde os quinze anos”, conta Daniel Kraus. “Mas não era uma história totalmente desenvolvida até eu conhecer o Guillermo. Segundos depois que eu lhe contei a premissa, ele começou a preencher as lacunas na narrativa. Amo escrever com o Guillermo porque ele é o artista mais sincero e emocionalmente aberto que eu conheço, e essa sensibilidade complementa minhas tendências mais obscuras e grosseiras.”

O livro tem publicação mundial prevista para 27 de fevereiro de 2018. O filme, dirigido por del Toro e estrelado por Sally Hawkins, Michael Shannon, Octavia Spencer e Richard Jenkins, é fortemente cotado para o Oscar.

teste6 Séries inspiradas em livros que estão na Netflix

Depois da nossa lista de filmes inspirados em livros da Intrínseca disponíveis na Netflix, decidimos que dedicar apenas duas horas a um filme não era o suficiente. Separamos seis séries para os leitores que querem passar mais tempo com seus personagens literários favoritos:

Caçadores de trolls – lançada no final de 2016, a adaptação do livro de Guillermo del Toro mostra a história do jovem Jim e de seu melhor amigo, que descobrem uma sociedade de criaturas que vivem embaixo da terra. Com produção do autor e da DreamWorks, a segunda parte da série tem previsão de estreia em 2017.

How I Met Your Mother – série que originou as obras do irreverente Barney Stinson, O código Bro e Playbook: o manual da conquista, a comédia mostra um pai contando aos filhos, de maneira extremamente detalhada, divertida e prolongada, como ele conheceu a mãe dos dois adolescentes.

Orange Is the New Black – primeiro sucesso original da Netflix, a produção mostra a rotina de um grupo de presidiárias, com foco na autora do livro, Piper Kerman. A quinta temporada da série foi anunciada recentemente, e estreia em 9 de junho.

Cooked – no livro Cozinhar e na série Cooked, o escritor Michael Pollan convida o público a redescobrir a experiência fascinante de transformar os alimentos a partir dos quatro elementos da natureza — fogo, água, ar e terra. Ao relatar suas experiências pessoais com os processos de preparação da comida, Pollan mergulha numa história tão antiga quanto a da própria humanidade e propõe uma redescoberta de sabores e valores esquecidos.

Homeland – O livro Homeland: onde tudo começou mostra o passado da protagonista da série de sucesso, Carrie Mathison (Interpretada por Claire Danes). A atração chegará a sua sexta temporada em 2017. Indispensável para todos os fãs de thrillers de espionagem.

Como treinar o seu dragão – Além da série de livros, que chega ao fim em Como combater a fúria de um dragão, e da série de filmes de mesmo nome, a Netflix produziu uma série que conta histórias inéditas de Soluço e seu companheiro Banguela. Dragões: corrida até o limite mostra o que aconteceu entre os dois primeiros filmes da série.

testeAssista ao trailer de Caçadores de Trolls, nova série da Netflix

trollhunters-trailer-pic-b

Fonte: Netflix

E se o navio que trouxe os primeiros colonizadores para a América tivesse transportado mais do que apenas humanos? Para Guillermo del Toro e Daniel Kraus, foi exatamente isso o que aconteceu.

untitledNo livro Caçadores de trolls, o cineasta, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy apresenta um mundo no qual criaturas bizarras — e famintas por carne humana — habitam cavernas subterrâneas, inclusive na pacata San Bernardino. Foi nessa cidade que, 40 anos atrás, dezenas de crianças desapareceram sem nenhuma explicação; entre elas, o tio do jovem Jim Sturges.

E agora San Bernardino será palco da jornada de Jim e seu melhor amigo, Bola que juntos defenderão dois mundos: o dos humanos e o dos trolls na adaptação para a Netflix do livro. A série de Caçadores de Trolls estreia em 23 de dezembro de 2016, e você pode assistir ao trailer abaixo:

 

 

Confira também a galeria com algumas das ilustrações do livro que inspirou a animação: