teste10 SUGESTÕES DE LIVROS PARA A SUA MÃE

Em homenagem ao Dia das Mães, a equipe da editora selecionou algumas sugestões de livros para você acertar em cheio no presente. Afinal, nossas queridas guerreiras merecem um carinho a mais nesta data! Confira a lista abaixo e veja qual deles é a cara da sua mãe:


A última carta de amor
Jojo Moyes

Um livro comovente e irremediavelmente romântico. Ao entrelaçar as histórias de amor e de adultério de duas mulheres — uma jornalista solteira e independente na Londres de hoje e uma dama da sociedade na década de 1960 —, a autora britânica Jojo Moyes reflete sobre as mudanças nos relacionamentos, no comportamento e no papel feminino na sociedade inglesa. Através da perspectiva de diferentes personagens, sua narrativa não linear combina essas duas histórias com dezenas de cartas, redigidas por anônimos e por escritores, e expõe desejos, angústias e frustrações atemporais.

Memórias de um vendedor de mulheres
Giorgio Faletti

Em seu novo thriller, o fenômeno mundial da literatura italiana contemporânea Giorgio Faletti recria as insanas noites milanesas da década de 1970 sob a perspectiva de Bravo, um negociante de mulheres. Entre cabarés e cassinos clandestinos, esse homem enigmático compartilha suas noites em claro com mulheres desesperadas, viciados e membros da máfia. Dotado de avidez, rancor e cinismo, Bravo não questiona seus atos até que eles o levam a viver um pesadelo: ser caçado pela polícia, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas.

Grito de guerra da mãe-tigre
Amy Chua

Grito de guerra da mãe-tigre é a história incontestavelmente honesta, muitas vezes engraçada e sempre instigante de uma mãe radical. Por se opor de maneira drástica à indulgência dos pais ocidentais, a sino-americana Amy Chua tomou a decisão de criar as filhas à moda chinesa, enfrentando, corajosamente, um amargo choque de culturas.
Sophia e Lulu tiveram aulas de mandarim, exercícios de rapidez de raciocínio e horas diárias de estudos musicais. Os resultados são indiscutíveis: ambas são alunas excepcionais. Entretanto, o preço dessas conquistas é muito alto, e os confrontos generalizados com a rebelde Lulu põem à prova os princípios e os métodos dessa mãe-tigre.

A visita cruel do tempo
Jennifer Egan

Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida. Vencedor do Pulitzer de Ficção, o livro é composto por histórias curtas — 13 faixas sobre relações familiares, indústria fonográfica, jornalismo de celebridades, efeitos da tecnologia, viagens e a busca por identidade versus o esfacelamento de ideais —, interligadas pelas memórias de um grupo de personagens em diferentes pontos de suas vidas.

Veja os extras de A visita cruel do tempo. 

Por favor, cuide da Mamãe
Kyung-sook Shin

Com Por favor, cuide da Mamãe, a escritora Kyung-sook Shin venceu o Man Asian Literary Prize, o mais prestigioso prêmio destinado a escritores asiáticos, e outros como o Manhae Grand de Literatura, o Dong-in Literary e o francês Prix de l’Inaperçu.
No romance, a moradora de uma aldeia no interior do país e mãe de cinco filhos já crescidos, Park So-nyo, desaparece ao chegar a Seul. Enquanto a procuram pelas ruas da cidade, o marido e os filhos repassam mentalmente tudo o que não disseram a ela.

Magra e poderosa
Rory Freedman e Kim Barnouin

“Leia os ingredientes” é a frase-síntese desse guia que alcançou o primeiro lugar na lista de livros mais vendidos do jornal The New York Times. Repetido inúmeras vezes ao longo das páginas, o bordão incita as leitoras a examinarem os rótulos dos alimentos e, sobretudo, a compreendê-los. Por trás do sabor e da mística da gastronomia convencional, estão pequenos venenos embutidos que não são apenas nocivos, mas engordam.
O livro traz um corajoso tom de manifesto, ancorado em argumentação consistente e pesquisa incansável, sem deixar de lado o bom humor.

O mundo pós-aniversário
Lionel Shriver

O mundo pós-aniversário aborda o relacionamento aparentemente sólido de um casal de americanos radicado em Londres. Ele é um disciplinado pesquisador de um instituto de estudos estratégicos; ela, uma acomodada ilustradora de livros que depara com uma vontade incontrolável de beijar outro homem: um velho amigo do casal, impetuoso jogador de sinuca que figura no topo do ranking do esporte, um dos mais populares entre os britânicos.
Escrito com a sutileza e a sagacidade que são as marcas registradas da obra de Lionel Shriver, o livro é um apelo para aquele “talvez” que intriga e provoca todos nós.

Um dia
David Nicholls

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida. O longa-metragem, baseado no romance homônimo de David Nicholls, é estrelado por Anne Hathaway e Jim Sturgess.

Nove plantas do desejo e a flor de estufa
Margot Berwin

Lila Nova recupera-se de um divórcio doloroso quando percebe que sua vida é igual à sua casa: comum, nova e vazia. Mas quando conhece o belo vendedor de plantas, um mundo todo novo se revela. Ela resolve abandonar seu “mantra pessoal” — nada de animais de estimação, nada de gente, nada de problemas — e embarca numa viagem pelas florestas de Yucatán atrás de nove plantas místicas.
Sozinha na selva, é obrigada a aprender mais do que possa ter sonhado sobre si mesma. Uma empolgante viagem sobre amor e autoconhecimento, que alia mistério, aventura, e excitação, em todos os sentidos possíveis.

O retorno
Victoria Hislop

Quando o passado retorna ao presente, o futuro se torna ainda mais imprevisível. E, nesse livro, redentor. Sonia Cameron está na Espanha para comemorar com aulas de flamenco o aniversário de 35 anos da melhor amiga. Sua intenção é apenas dançar e se divertir. Em Londres, deixou a aridez, as exigências do cotidiano e um casamento em crise.
Em um café sossegado de Granada, contudo, uma conversa com o proprietário e uma intrigante coleção de fotografias antigas a atraem para a história da Guerra Civil Espanhola e da vida de personagens como toureiros, dançarinas, músicos e o poeta García Lorca.

testeBem-vindo 2012! Veja o que 2011 lhe reservou

Uma lista com os melhores livros publicados em 2011 nos apresenta mais do que uma retrospectiva do ano que se despede, é também um indicativo das expectativas reservadas para o próximo. Além da habitual seleção entre as obras já publicadas, escolhidas conforme a recepção do público e da crítica, as listas internacionais de final de ano são um bom termômetro para medir o impacto do que chegará por aqui. Em meio aos livros destacados por alguns dos veículos de maior prestígio em 2011, estão alguns títulos que publicaremos: The Art of Fielding, de Chad Harbach, presente nas listas do The New York Times e da Amazon; State of Wonder, de Ann Patchett, destaque na Publishers Weekly, no The Washington Post e na revista Time; In the Garden of Beasts (No jardim das feras), de Erik Larson, o 10° livro de não ficção mais vendido nos EUA e indicado na seleção da Amazon; The Night Circus (O circo da noite), de Erin Morgenstern, também entre os 10 mais da Amazon; e Inferno, de Max Hastings, presente na lista da Time.

Última retrospectiva de 2011 — Os melhores títulos publicados

Entre os 50 títulos publicados em 2011, A lebre com olhos de âmbar — relato de Edmund de Waal sobre a trajetória de sua família que tem como ponto de partida uma coleção de netsuquês (miniaturas japonesas entalhadas em madeira) — foi considerado pela crítica nacional um dos melhores livros do ano. Em meio aos personagens dessa história real está Charles Ephrussi, merchant que serviu de inspiração para Marcel Proust na criação do esteta Swann de Em busca do tempo perdido. Proust também é referência em Como Proust pode mudar sua vida, livro do filósofo Alain de Botton, reeditado em 2011, que analisa os ensinamentos presentes na obra e na correspondência do autor francês. De Botton, a propósito, esteve em novembro no país para lançar o inédito e polêmico Religião para ateus, uma defesa ao reconhecimento de conceitos religiosos como importantes aliados para mudanças culturais na sociedade contemporânea.

Grito de guerra da mãe-tigre, da sino-americana Amy Chua, também foi destaque no ano. A professora de Direito da Universidade de Yale chocou a opinião pública ao apresentar os métodos rígidos utilizados na educação das duas filhas, estudantes brilhantes. Mais um relato real, só que direto da zona de conflito, é Guerra, do jornalista Sebastian Junger. Além do livro, sua experiência de quinze meses no Afeganistão, ao lado das tropas americanas, resultou no documentário Restrepo, indicado ao Oscar. Outras disputas norte-americanas, agora nos bastidores da corrida presidencial, foram retratadas em Virada no jogo – Como Obama chegou à Casa Branca, de John Heilemann, colunista da revista NewYork, e Mark Halperin, da Time.

Entre as ficções que se sobressaíram, muitas foram — ou estão sendo — adaptadas para o cinema. É o caso da história do casal Dexter e Emma, personagens do romance Um dia, de David Nicholls, cuja versão cinematográfica estreou recentemente em circuito nacional. Precisamos falar sobre o Kevin, romance de Lionel Shriver vencedor do Prêmio Orange de 2005, entra em cartaz em 27 de janeiro, e a protagonista, Tilda Swinton, está concorrendo ao Globo de Ouro de melhor atriz. Em 2011 publicamos outro livro da autora, Dupla Falta, que explora a relação de um casal de tenistas e as consequências da competição extrema entre marido e mulher. Já a adaptação do thriller O hipnotista é dirigida pelo sueco Lasse Hallström e tem estreia prevista para este ano. No primeiro título da trilogia de Lars Kepler, a única testemunha de um massacre está traumatizada demais para falar e, na tentativa de solucionar o caso, o detetive Joona Linna recorre a um ex-hipnotista.

Em  2011 também tivemos Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em que Alyson Noël  lançou Infinito, o sexto e último título da série Os imortais. A autora, que já vendeu mais de 300 mil exemplares no Brasil, embarcou em uma turnê de lançamentos pelas cidades de Brasília, Campinas, Curitiba, Salvador e São Paulo. Ainda para os jovens leitores, foram publicadas duas obras de Rick Riordan, o ex-professor de história que se transformou em fenômeno editorial. As aventuras foram O herói perdido, da série Os heróis do Olimpo, e O trono de fogo, de As crônicas dos Kane.

Fechando o ano, A parisiense – O guia de estilo de Ines de la Fressenge, de Ines de la Fressange e Sophie Gachet, tornou-se o hit do verão. No guia, que já vendeu mais de 300 mil exemplares em todo o mundo, a modelo exclusiva de Chanel nos anos 1980, atual rosto internacional da L’Oréal e ícone da elegância na França conta o que aprendeu sobre estilo e beleza durante décadas de experiência na indústria da moda.

testeÀs vésperas do Dia das Mães um pai liberal comenta os métodos da Mãe-tigre

 

Por Bruno Porto*

 

O feriado do Dia das Mães é a senha para jornais, revistas e programas de TV publicarem/exibirem reportagens e entrevistas discutindo as dores e os prazeres da maternidade. Estimuladas ou não por essas matérias, nessa época muitas pessoas passam a refletir sobre o tema: sou uma boa mãe? Sou um bom filho? Será que eu quero ser mãe?

No meu círculo de amigos não se fala de outro assunto desde que nós, aqui da Intrínseca, lançamos o polêmico “Grito de guerra da mãe-tigre”, livro escrito por Amy Chua, uma americana filha de chineses, que se tornou um dos maiores fenômenos editorais dos últimos tempos nos Estados Unidos. Para quem não sabe, Chua conta no livro que decidiu criar suas duas filhas, Sophia e Lulu, segundo os preceitos da rígida (ao menos para nós ocidentais) educação chinesa. Na prática, isso significa, entre outras coisas, que as duas meninas devem tirar a nota máxima em todos os testes da escola. Elogios em público, jamais. As únicas atividades extracurriculares a que se dedicam são as que podem render medalhas. De ouro, que fique bem claro.

Chua argumenta que a educação ocidental é liberal demais, o que deixa as crianças  desestimuladas e sem disciplina. Um pecado mortal num mundo cada vez mais marcado pela competição, diz ela. Falei do livro para os meus amigos que já têm filhos e os que querem ter um dia. Apesar de um ou outro ter discordado da autora de cara, todos ficaram curiosos, ainda mais ao saber que Sophia e Lulu vão indo muito bem, obrigado. A primeira, por exemplo, foi aceita em duas das mais prestigiadas universidades americanas, Yale e Harvard, e se tornou uma pianista renomada. As reações ao livro foram variadas: enquanto uns discordaram veementemente de Chua, outros estão até repensando a educação que dão para os seus filhos. Nenhum deles, no entanto, passou incólume pela Mãe-tigre. O que é um dos melhores elogios que um livro pode receber.

O livro, claro, também me afetou. Tenho dois filhos: Maria, de 10 anos, e Tomaz, de 5, e crio ambos de maneira bem liberal. Não cogito deixar de elogiar os dois em público. E também acho exagero exigir só nota dez. Nove e meio está bom. Brincadeira. Mas acho que Chua está certa em relação à disciplina e à importância de perseverar. É quase regra as crianças daqui entrarem e saírem de cursos de inglês, violão ou informática sem terminar ou ao menos aprender algo de verdade. O resultado disso é dinheiro gasto à toa e frustração à vista: eu mesmo me arrependo de não ter terminado um curso de violão. Enquanto isso, Sophia e Lulu estão lá, dando concertos. Maria e Tomaz que se cuidem. 😉

 

*Bruno Porto é editor de aquisições da Intrínseca.