testeComo funcionava a mesa de pôquer mais exclusiva do mundo

Molly Bloom tinha um pouco mais de 30 anos quando ganhou as manchetes de jornais ao ser presa pelo FBI por operar fora da legalidade uma das mais milionárias mesas de pôquer do mundo.

Bonita, atraente e muito esperta, Molly viu a sua vida mudar depois de perder uma vaga de esquiadora nas Olímpiadas e começar a trabalhar como garçonete. Com desejos mais ousados, Molly usou suas habilidades para entrar no ramo dos jogos de azar, um mundo dominado por homens. Por sua mesa de pôquer passaram vários milionários, atletas, poderosos do mundo do entretenimento, integrantes da máfia russa e astros como Leonardo DiCaprio, Ben Affleck, Macaulay Culkin e Tobey Maguire.

 

 

A trajetória de Molly e os bastidores dos jogos de pôquer foram revelados em detalhes em A grande jogada, livro que deu origem ao filme de Aaron Sorkin. Repleta de excesso, glamour e ganâncias, a obra conta a vida dessa mulher que arriscou viver na ilegalidade e se tornou uma das investigadas do FBI. O filme inspirado no livro recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Critics Choice Awards para as categorias de melhor atriz e roteiro. A estreia nos cinemas brasileiros está prevista para 22 de fevereiro.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.

 

testeO Regresso ganha 3 prêmios no Oscar 2016

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Um dos grandes nomes do Oscar 2016, O Regresso ganhou três das principais disputas na noite de ontem. Com grande foco em questões sociais, a premiação foi marcada pela apresentação ácida de Chris Rock, que criticou abertamente a ausência de negros entre os indicados.

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A produção inspirada no livro homônimo de Michael Punke foi premiada nas categorias de melhor fotografia, diretor e ator, destaques do filme, as mesmas que havia ganhado no Globo de Ouro. Leonardo DiCaprio foi aplaudido de pé após mais de vinte anos de sua primeira indicação, encerrando uma das maiores piadas da internet sobre os constantes insucessos do ator.

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Kate Winslet, par de DiCaprio em Titanic, era uma das mais emocionadas durante o discurso de agradecimento.

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O regresso conta a história real de Hugh Glass, caçador da Companhia de Peles Montanhas Rochosas que é abandonado por seus companheiros após o brutal ataque de uma ursa. Uma das  grandes surpresas da noite foi a presença do personagem na plateia.

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Confira a lista completa dos vencedores do Oscar 2016.

testeA justiça selvagem de Hugh Glass

Por Marcelo Costa*

THE REVENANT

THE REVENANT © 2016 Twentieth Century Fox Film Corporation. All Rights Reserved.

The Revenant, título original de O regresso, romance de Michael Punke que a Intrínseca publica agora no Brasil, diz respeito, segundo o dicionário Michaelis, “a uma pessoa que retorna após longa ausência” ou ainda “àquele que volta do túmulo, um espírito, um fantasma, uma aparição”. Na primeira edição do livro, lançada nos Estados Unidos em 2002, um subtítulo colocava um pouco mais de lenha na fogueira: “A Novel of Revenge”, um romance sobre vingança. Juntando os cacos espalhados até agora já é possível imaginar a trama que conduz a narrativa de O regresso, mas é importante observar que os fatos (verídicos) relatados no romance aconteceram nada menos que dois séculos atrás (193 anos para ser mais exato). Ainda que o sentimento que a palavra “vingança” evoca tenha permanecido imutável durante todos esses anos, o mundo mudou drasticamente — e o ambiente é um personagem coadjuvante de extremo valor nessa história.

Com isso em mente, o cineasta Alejandro González Iñárritu e o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki — responsável pelas imagens dos filmes Árvore da Vida (2011), Gravidade (2013) e Birdman (2014), entre outros — capricharam na estética do “personagem coadjuvante”, e se a adaptação cinematográfica (que colocou o livro novamente nas prateleiras) faturou três estatuetas no Globo de Ouro (melhor filme, diretor e ator), é fácil imaginar untitledque a fotografia também tenha destino certo na premiação da Academia. Aliás, O Regresso pode entrar para a história do cinema como o filme que dará a Leonardo DiCaprio seu primeiro Oscar (foi seu terceiro Globo de Ouro de melhor ator — os anteriores haviam sido por O Aviador, em 2005, e O Lobo de Wall Street, em 2014). Mas, ainda que isso aconteça, é importante frisar: esse é mais um caso clássico de livro muito melhor do que o filme. Ou quase isso.
Quase porque, na verdade, livro e filme vêm da mesma fonte, mas são obras distintas, com qualidades particulares. Se o filme tem a força da imagem (Lubezki choca a paisagem à contraluz de Árvore da Vida com os longos planos sequência de Birdman, num resultado arrebatador) e das grandes atuações, o livro é impactante por remeter a um diário romanceado dos pensamentos do personagem Hugh Glass, o homem de currículo invejável que sempre sonhou viver em alto-mar até ser sequestrado por um pirata lendário e ter seu futuro com uma bela mulher nublado. É este homem de coração partido que vagueia nas páginas do livro, perdido em um Novo Mundo, que cria pouco a pouco o mapa que conhecemos hoje, mas que, em 1820 (quando a história real se passa), era apenas um rabisco fruto da memória de vários caçadores.

A trama de O regresso começa no primeiro dia de setembro de 1823, uma segunda-feira sombria, embora, naquela época e no meio do Velho Oeste norte-americano, dias da semana não servissem para muita coisa. Mas, mesmo assim, é esse o dia em que Hugh Glass é abandonado por dois “companheiros” que, não bastasse a traição, ainda levam o que ele tinha de mais precioso: a espingarda e a faca. Nas condições em que se encontrava, um corpo absolutamente detonado, na fina fronteira entre a vida e a morte, após ter sido atacado por um imenso urso-cinzento (que, milagrosamente, ele conseguiu matar — ainda que tenha quase morrido junto), Glass não precisaria mais do armamento, justificaria Fitzgerald, um dos dois homens “escalados” para enterrar o companheiro, dando a ele uma despedida digna.

Colocadas as cartas na mesa, O regresso narra o processo de recuperação solitária do caçador Hugh Glass, que integrava a Companhia de Peles Montanhas Rochosas, após o ataque quase fatal do urso, e seu desejo de vingança, que o faz lutar por sobrevivência, enfrentando índios e o tempo cruel para concluir seus planos. A história verídica atravessou séculos e ganhou ares míticos. O romancista Michael Punke pesquisou a fundo a trajetória do caçador e alerta que o eixo central da trama é exato: o ataque do urso, o pobre homem deixado para trás pelos amigos em péssimas condições e o inevitável desejo de vingança. E o que há de ficção no romance é exatamente o que faz do livro uma obra mais interessante do que o filme: ao acompanhar a saga de recuperação de Hugh Glass, o leitor está confinado em seus pensamentos, e tudo que surge impressiona.

Mais interessante ainda é a recriação de época, algo que o filme compartilha, mas que o livro também exibe com força, pois se trata de hábitos há muito tempo deixados de lado por uma sociedade cada vez mais distante da natureza e dos enfrentamentos tão comuns daquele período. Outro ponto positivo da leitura: Michael Punke aprofunda vários personagens, numa reconstrução histórica que coloca em cena, por exemplo, o pirata corsário francês Jean Lafitte, que aterrorizou o Golfo do México no mesmo período em que Hugh Glass viveu e deixou a península de Galveston em chamas ao partir (a propósito, Nic Pizzolatto, o homem responsável pela série True Detective, escreveu um ótimo romance que se passa em Galveston, também publicado pela Intrínseca).

Você pode não acreditar em espíritos, fantasmas ou aparições, mas é bom ficar de olhos abertos, pois, como frisou o filósofo Francis Bacon em On Revenge, um dos capítulos de seu livro Ensaios, de 1625: “a vingança é uma espécie de justiça selvagem”, incutindo no ser humano uma inteligência crítica que às vezes faz falta. Segundo Bacon, a vingança é uma perversão da lei (o que, por sinal, tem a ver com o final do livro de Punke enquanto diverge de Iñárritu, que acrescenta elementos extras para tornar o ato mais factível). E ainda que Hugh Glass tenha atuado como pirata, sua busca por vingança é mais fruto dos desencontros da vida do que de maldade. Há diferença, mas a perversão da lei é a mesma… ainda hoje.

THE REVENANT

THE REVENANT © 2016 Twentieth Century Fox Film Corporation. All Rights Reserved.

Livro e filme, apesar de tratarem do mesmo tema, vingança, têm conclusões diferentes. Punke tentou ser o mais fiel possível à história real, enquanto Iñárritu apresentou uma história com início, meio e fim — não é à toa que o filme começa exibindo uma batalha anterior à narrativa do livro —, mas ambos criaram o personagem que acreditaram ser o mais plausível. O leitor, por sua vez, tem em mãos um diário de época incrível, retrato de um período histórico pouco explorado e muitas vezes esquecido. O resultado final é uma obra cujo texto pode ser complementado pelas imagens de Iñárritu e que transporta o leitor/espectador para um tempo distante, quando as regras da sociedade eram bem diferentes. Sombrio, agonizante e violento, O regresso utiliza um mundo que não existe mais para falar de um sentimento atemporal.

link-externoLeia também: O Regresso lidera as indicações ao Oscar 2016

 

Marcelo Costa é editor do site Scream & Yellum dos principais veículos independentes de cultura pop do país. Já passou pelas redações do jornal Notícias Populares, e dos portais Zip.NetUOLTerra e iG, além de ter colaborado com as revistas Billboard BrasilRolling Stone e GQ Brasil, entre outras. Participou da Academia do VMB MTV, do júri do Prêmio Multishow e do júri do Prêmio Bravo. Desde 2012 integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

testeO Regresso é o grande vencedor do Globo de Ouro de 2016

GloboDeOro

(Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)

O Regresso, novo filme do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, foi o grande vencedor da noite de ontem, levando os três Globos de Ouro a que havia sido indicado: melhor filme (drama), melhor diretor e melhor ator principal. Em sua 11ª nomeação, Leonardo DiCaprio recebeu o prêmio pela terceira vez por sua interpretação de Hugh Glass, um caçador de ursos em busca de vingança.

Com estreia marcada para 4 de fevereiro nos cinemas brasileiros, O Regresso é inspirado no livro homônimo de Michael Punke que acaba de ser lançado pela Intrínseca.

untitledNa trama baseada em fatos reais, os caçadores da Companhia de Peles Montanhas Rochosas desbravam as terras inexploradas dos Estados Unidos no século XIX, enfrentando diariamente o clima implacável, os animais selvagens e a ameaça constante de confronto com os índios, que defendiam suas terras da invasão dos homens brancos.

Em uma das missões da companhia, Hugh Glass, um dos melhores e mais experientes caçadores do grupo, fica frente a frente com um urso-cinzento, é atacado e termina gravemente ferido, aparentemente sem chances de sobreviver. Os homens que deveriam esperar sua morte e lhe oferecer um funeral apropriado o abandonam, levando consigo as armas e os suprimentos. Entre delírios, Glass os observa fugindo e é tomado por um único desejo: vingança.

Veja todos os vencedores do Globo de Ouro 2016

testeO homem que rasgou a lista negra de Hollywood

1969 D Trumbo suit and cigar_cortadoDalton Trumbo (Foto de Cleo Trumbo)

Roteirista de clássicos como A princesa e o plebeu, Exodus, Spartacus e Papillon, Dalton Trumbo criou mais do que grandes sucessos do cinema. Declarado culpado e preso por desacato ao Congresso, em 1950, Trumbo foi, como centenas de profissionais, banido de trabalhar para os grandes estúdios devido à caça aos comunistas liderada pelo então senador Joseph McCarthy.

Em um dos períodos mais negros da história do cinema norte-americano, Trumbo escreveu por quase uma década clandestinamente, assinando com pseudônimos e colaborando com outros artistas marginalizados. “É impossível dizer quem realmente escreveu seus filmes favoritos dos anos 1950”, reflete Bruce Cook, jornalista que reconstrói a carreira e a atuação marcante do roteirista contra a perseguição política em Hollywood.

untitledCom entrevistas de profissionais do cinema, amigos e do próprio Dalton Trumbo, concedidas durante o escaldante verão de 1973, Bruce Cook criou Trumbo, biografia sobre a vida do roteirista ganhador do Oscar.

A obra que chegará às livrarias em 14 de janeiro, publicada pela Intrínseca, também inspirou a cinebiografia protagonizada por Bryan Cranston. Indicado ao Globo de Ouro e ao SAG Awards pela interpretação, o astro da série Breaking Bad já desponta como um dos fortes candidatos a receber o Oscar em 2016.

Dirigida por Jay Roach (Virada no Jogo), a produção tem ainda no elenco Diane Lane (Infidelidade) e Helen Mirren (A Rainha), que concorre ao Globo de Ouro e ao SAG Awards na categoria de melhor atriz coadjuvante pela interpretação da atriz Hedda Hopper na trama. O filme, que também foi indicado nas categorias de melhor elenco no SAG Awards, chega ao Brasil em 28 de janeiro. Assista ao trailer:

 

link-externoLeia um trecho de Trumbo

testeDivulgado teaser da terceira temporada de Homeland

A terceira temporada de Homeland, série que concorre a 12 categorias no Emmy Awards, estreia em 29 de setembro nos Estados Unidos. Sucesso absoluto de público, o programa recebeu por dois anos consecutivos o Globo de Ouro de melhor série dramática.

Os segredos da protagonista Carrie Mathison, interpretada por Claire Danes, chegarão ao Brasil com a publicação de Homeland: Carrie’s Run, romance sobre a vida errática da agente da CIA antes de sua aparição na primeira temporada. O lançamento do livro está previsto para setembro nos Estados Unidos, ainda sem data definida no Brasil.

Leia também: Séries que inspiraram livros, Downton Abbey e Homeland concorrem aos principais prêmios do Emmy 2013

testeHomeland

Os segredos da protagonista de uma das séries de maior sucesso da TV norte-americana chegarão ao Brasil com a publicação de Homeland: Carrie’s Run, romance sobre a vida errática da agente da CIA Carrie Mathison antes de sua aparição na 1ª temporada. Vencedora do Globo de Ouro de melhor série dramática pelo segundo ano consecutivo, Homeland também rendeu a Claire Daines e Damian Lewis o Globo de Ouro de melhor ator e melhor atriz em 2013, e já acumula cinco Emmys.

No thriller psicológico baseado no pós 11 de setembro, um soldado americano dado como morto na guerra contra o Iraque volta depois de oito anos de seu desaparecimento. Mas seu retorno está envolto em suspeitas: será ele realmente um herói americano ou parte de uma célula adormecida que planeja um ataque terrorista? Na cola do misterioso Nicholas Brody (Damian Lewis) está Carrie Mathison (Claire Daines), uma agente brilhante que luta secretamente contra o transtorno bipolar.

Com lançamento previsto para setembro nos Estados Unidos (ainda sem data no Brasil), Homeland: Carrie’s Run também contém um dossiê exclusivo sobre o affair de entre Carrie e David Estes.

testeO lado bom da Bienal

O escritor norte-americano Matthew Quick, autor de O lado bom da vida, estará presente na XVI Bienal do Livro Rio, evento literário que acontece entre os dias 29 de agosto a 8 de setembro. Lançado em janeiro, o romance já teve mais de 100 mil cópias vendidas no país e inspirou a comédia romântica homônima que rendeu à jovem Jennifer Lawrence o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz.

Leia também: A trilha sonora de O lado bom da vida

Cena de O lado bom da vida, com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence

Cena de O lado bom da vida, com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence

Aos 30 anos, Matthew Quick era um respeitado professor de inglês em South Jersey que incentivava seus alunos a acreditar no próprio potencial e no poder da literatura — até o dia que se sentiu um hipócrita. Infeliz, ele largou o emprego e vendeu a casa para se dedicar ao sonho de escrever. Após três anos lidando com uma severa depressão, criou O lado bom da vida, romance que se tornou um sucesso imediato, com direitos para publicação adquiridos por outros 13 países.

Leia também: Uma conversa com Matthew Quick

Em O lado bom da vida, Pat Peoples, aos 30 e poucos anos, acaba de voltar de uma temporada em um hospital psiquiátrico e tem uma teoria: sua vida é um filme produzido por Deus, sua missão é se tornar física e emocionalmente preparado e seu final feliz será a reconciliação com o amor de sua vida, Nikki. Para isso, Pat segue uma rígida rotina de exercícios e inicia a leitura dos livros preferidos da ex-esposa, grandes clássicos norte-americanos de autores como Hemingway, Fitzgerald, Sylvia Plath, Mark Twain e J. D. Salinger.

Leia também: A biblioteca de Pat Peoples

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leia o 1º capítulo de O lado bom da vida.

Dirigida por David O. Russell, a adaptação cinematográfica de O lado bom da vida é estrelada por Bradley Cooper (Se beber, não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro. Assista ao trailer: