testeGaroto21, de Matthew Quick, nos cinemas!

Diretor de O lado bom da vida está cotado para produzir o filme

Mais um livro de Matthew Quick está a caminho das telas. A Lionsgate, responsável pelas adaptações de Crepúsculo e Extraordinário, ficará a cargo da produção de Garoto21, que pode ser comandada por David O. Russel, diretor de O Lado Bom da Vida, outro dos livros de Quick.

Garoto21 conta a história emocionante de dois jovens e sua conexão incomum através do esporte. Finley é um garoto que mora em Bellmont, uma cidade violenta controlada pela máfia irlandesa, e vê no basquete uma válvula de escape para seus problemas — mesmo que não seja exatamente a estrela do time. Colocar a camisa 21 e entrar na quadra ajuda a clarear sua mente.

Já Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Apesar de ser considerado um prodígio do basquete, um trauma deixa a vida do garoto de cabeça para baixo. Agora ele só aceita ser chamado de Garoto21, um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de convencer Russ a voltar às quadras, mas isso pode lhe custar seu lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.

Além de O lado bom da vida e Garoto21, o autor tem três títulos publicados pela Intrínseca: A sorte do agora, que acompanha um homem solitário após a morte da mãe; Perdão, Leonard Peacock, no qual o personagem do título planeja se suicidar e durante as despedidas de seus amigos reflete sobre sua vida; e Quase uma rockstar, sobre uma jovem que, mesmo diante das dificuldades, se recusa a desistir.

O filme inspirado em Garoto21 não tem data de estreia confirmada.

teste17 livros para um verão incrível

Confira nossa seleção de livros para um verão literário:

1. Aconteceu naquele verão,organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

2. A química, de Stephenie Meyer — Uma ex-agente especial fugindo dos antigos empregadores precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida. A química, o primeiro lançamento inteiramente inédito de Stephenie Meyer em seis anos, é um thriller diferente de tudo o que ela já publicou. [Leia +][Leia um trecho]

3. Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

4. O martelo de Thorde Rick Riordan — No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

 5. Não se enrola, não, de Isabela Freitas — “Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +][Leia um trecho]

 6. O som do amor, de Jojo Moyes — um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões, O som do amor é um dos primeiros livros da autora do best-seller Como eu era antes de você. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história sobre recomeços. [Leia +][Leia um trecho]

7. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil — Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

8. Garoto21, de Matthew Quick  Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra. Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +]

9. A filha perdida, de Elena Ferrante — Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

10. Fãs do impossível, de Kate Scelsa — Mira, Sebby e Jeremy são três amigos em meio aos complexos conflitos da adolescência. Mesmo sentindo-se despedaçados, sem motivos para serem amados e tentando não sucumbir à solidão, eles lutam pela vida, cada um à sua maneira. Mira está começando em uma escola nova, depois de passar um tempo no hospital. Sebby é um garoto brincalhão que leva a vida com boas doses de mentira e bom humor, até que seu lado mais destrutivo vem à tona. Jeremy está retornando à antiga escola, depois de um tempo afastado por causa de um incidente traumático que arruinou seu ano letivo.

 11. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang — Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Com apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas, a pequena produção de Chiang contrasta com a expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +][Leia um trecho]

12. Pax, de Sara Pennypacker — Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

13. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais. Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

14. A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível. [Leia +]

15. O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

16. Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

17. Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]

 

testeUma playlist espacial para Garoto21

“O espaço é o lugar.”

space is the chegada de gráfica

Sun Ra foi um músico de jazz que acreditava na chamada filosofia cósmica: ele se dizia um habitante de Saturno, deixou de usar seu nome verdadeiro e passou a investir num estilo musical que influenciaria o Afrofuturismo.

É a figura de Sun Ra que o autor Matthew Quick utiliza como referência para o personagem de Russell Allen, que após um trauma familiar começa a acreditar ser uma criatura vinda do espaço para aprender sobre os sentimentos humanos. Ao longo de Garoto21, Finley McManus é o jovem escolhido para tentar trazer Russ de volta à realidade. Além do basquete, os dois jovens se conectam através da música.

Inspirado nas canções do livro, preparamos uma playlist especial sobre a relação de Russ e Finley. Repleta de músicas sobre o espaço, a lista vai do rap ao pop, passando por alguns dos clássicos do rock:

Além da playlist, cabe uma menção honrosa a Space Jam: O Jogo do Século, filme de 1996 no qual Michael Jordan joga basquete contra alienígenas.

testeLançamentos de maio

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Confira sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

 

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Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida.

Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]

 

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Como eu era antes de você (capa filme), de Jojo Moyes — Depois de emocionar milhares de leitores no mundo todo, o irresistível romance de Jojo Moyes chega aos cinemas com roteiro adaptado pela própria autora e com Emilia Clarke (Game of Thrones) e Sam Claflin (Jogos Vorazes) nos papéis de Lou e Will.

Lou Clark, uma jovem cheia de vida e espontaneidade, perde o emprego e é obrigada a repensar toda sua vida. Will Traynor sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois. [Leia +] >> Ouça a trilha sonora de Como eu era antes de você

 

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A última carta de amor, de Jojo Moyes Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a sua casa com o marido, descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com o amante.

Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Envolvida com um homem casado, Ellie fica obcecada em reunir os protagonistas desse amor proibido.

Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor, primeiro livro de Jojo Moyes publicado pela Intrínseca, entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda das personagens Ellie e Jennifer. [Leia +] >> Nossa editora Rebeca Bolite conta os bastidores da publicação do livro

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O oráculo oculto, de Rick Riordan — Como você pune um deus imortal? Transformando-o em humano, claro! Depois de despertar a fúria de Zeus por causa da guerra com Gaia, Apolo é expulso do Olimpo e vai parar na Terra, mais precisamente em uma caçamba de lixo em um beco sujo de Nova York.

Fraco e desorientado, ele agora é Lester Papadopoulos, um adolescente mortal com cabelo encaracolado, espinhas e sem abdome tanquinho. Sem seus poderes, a divindade de quatro mil anos terá que descobrir como sobreviver no mundo moderno e o que fazer para cair novamente nas graças de Zeus. [Leia +]

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Porcelain, de Moby — Havia diversas razões para Moby jamais deslanchar como DJ e músico na cena club nova-iorquina. Aquela era a Nova York das boates Palladium, Mars, Limelight e Twilo, a cidade do hedonismo desenfreado regado a drogas, e lá estava Richard Melville Hall, descendente distante do autor de Moby Dick, um garoto branco, pobre e magrelo de Connecticut, cristão devoto, vegano e totalmente careta. Ele encontrou seu espaço e alcançou o sucesso, que logo se mostrou efêmero e cheio de complicações. No desfecho da década de 1990, frente a um fim iminente, acabou criando o álbum que viria a ser o início de uma nova fase espetacular: Play, que vendeu milhões de cópias no mundo todo. [Leia +] >> Moby apresenta sua autobiografia para os leitores

 

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Garoto21, de Matthew Quick Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra.

Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +] >> Qual personagem de Matthew Quick você é? 

EstanteIntrinseca_Maio16_BLOG_PáginasInternas8

Como mentir com estatística, de Darrel Huff — Publicado pela primeira vez em 1954, o livro de Darrell Huff foi saudado como pioneiro em conjugar linguagem simples e ilustrações para explicar de que maneira o mau uso da estatística pode maquiar dados e abalizar opiniões. Indispensável para quem se vê bombardeado diariamente, seja pela mídia ou pela timeline do Facebook, por infográficos e estatísticas que se pretendem verdades incontestáveis.

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Os afetos, de Rodrigo Hasbún — Com elementos biográficos, históricos e ficcionais e narrado por diferentes personagens, Os afetos compreende um período de cinquenta anos da vida dos integrantes da família Ertl. Na polifonia da qual participam não apenas pai, mãe, filhas, mas também amantes e maridos, Rodrigo Hasbún reconta, à margem do idealismo, a convulsão política que abalou a América Latina na década de 1960, explorando as dificuldades que surgem ao se tentar conciliar as consequências das próprias decisões, tanto políticas quanto sentimentais. [Leia +]

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Ted Talks — O guia oficial do TED para falar em público, de Chris AndersonPalestras perfeitas, inspiradoras e de grande alcance. Um orador que sobe no palco e acerta no alvo. Assim são as Conferências TED, e este é o guia definitivo do TED para que você também possa fazer palestras inesquecíveis.

Desde que assumiu o comando do TED em 2001, Chris Anderson tem mostrado o poder que as palestras curtas, francas e cuidadosamente elaboradas do programa têm de compartilhar conhecimento, despertar empatia, gerar empolgação e promover sonhos. Feita da maneira certa, uma apresentação é capaz de eletrizar um auditório e transformar a visão de mundo da plateia — seu impacto pode ser mais poderoso que o de qualquer informação escrita. [Leia +]

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Frank Einstein e o turbocérebro, de Jon Scieszka — No terceiro livro da série Frank Einstein, Frank (um gênio mirim, cientista e inventor), Klink (uma inteligência artificial automontada) e Klank (uma inteligência artificial praticamente automontada) constroem um artefato inédito: um mecanismo capaz de turbocarregar as ondas cerebrais, potencializando a velocidade, a força e até mesmo a memória de qualquer pessoa. Tudo isso porque uma grande amiga, Janegoodall, precisa de uma forcinha para entrar no time de beisebol da cidade. [Leia +]

testeNovo livro de Matthew Quick, Garoto21 chega às livrarias em maio

Garoto21

O novo livro de Matthew Quick, autor do best-seller O lado bom da vida chega às livrarias no final de maio.

untitledGaroto21 conta a história emocionante de dois jovens e sua conexão incomum através do esporte. Finley é um garoto
que vive em Bellmont, uma cidade violenta controlada pela máfia irlandesa, e vê no basquete uma válvula de escape para seus problemas ­— mesmo que não seja exatamente a estrela do time. Colocar a camisa 21 e entrar na quadra ajuda a clarear sua mente.

Enquanto Finley utiliza o esporte para aliviar suas preocupações, Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Apesar de ser considerado um gênio do basquete, um trauma coloca o garoto em estado de negação, que passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra.

Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso possa significar perder seu lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.

Leia um trecho abaixo:

 

PREFÁCIO

Às vezes, me convenço de que minha lembrança mais antiga é de quando eu jogava basquete no quintal de casa.

Como sou só uma criança, meu pai me dá uma daquelas bolas de basquete menores e abaixa o aro ajustável da tabela. Ele me diz para treinar arremessos até marcar cem cestas seguidas — o que me parece impossível — e volta para dentro de casa para cuidar do meu avô, que recentemente teve as pernas amputadas e voltou do hospital agarrado ao rosário da minha falecida avó. Nossa casa anda silenciosa faz um tempo, e sei que minha mãe não vai voltar. Mas não quero pensar no que aconteceu, então faço o que meu pai mandou.

No início, a bola não alcança nem o aro, mesmo com a cesta colocada mais para baixo. Passo horas e horas arremessando, até ficar todo suado e com o pescoço duro de tanto olhar para cima. Quando cai a noite, meu pai acende os refletores e continuo arremessando, porque é melhor do que ficar lá dentro ouvindo meu avô chorar e gemer de dor. Além do mais, foi o que meu pai me disse para fazer.

Em minhas lembranças, passo a noite treinando: dias, semanas e meses sem interrupção. Não paro nem para comer, dormir ou ir ao banheiro. Continuo treinando, esvaziando a mente, fingindo que não vou precisar entrar em casa de novo — nunca vou precisar me lembrar do que aconteceu antes de eu começar esse treino.

A repetição do movimento pode fazer a gente esquecer o mundo; silencia os pensamentos. Aprendi o valor disso ainda muito novo.

Eu me lembro das folhas caindo das árvores e sendo esmagadas sob meus pés, dos flocos de neve queimando minha pele, das flores amarelas desabrochando em caules compridos junto à cerca, dessas mesmas flores sendo queimadas pelo forte sol de julho — e durante tudo isso, eu continuava treinando.

Devo ter feito outras coisas (como ir à escola, obviamente), mas os treinos de lances livres no quintal de casa são a única lembrança que guardo da minha infância.

Depois de alguns anos, meu pai começou a falar mais e a jogar comigo. Era legal.

Às vezes, meu avô ia lá fora na cadeira de rodas, parava na extremidade do quintal e ficava tomando cerveja enquanto me via aperfeiçoar o arremesso com salto.

De tempos em tempos, à medida que eu crescia, o aro era ajustado para cima.

Até que um dia apareceu uma garota no quintal. Uma menina loura com um sorriso que parecia infinito.

— Eu moro aqui na rua — disse ela. — Sou da sua turma no colégio.

Continuei jogando, torcendo para que a garota fosse embora. Ela se chamava Erin e parecia ser muito legal, mas eu não queria amigos. Só queria jogar sozinho, pelo resto da vida.

— Você está me ignorando? — perguntou ela.

Tentei fingir que a garota não estava lá, porque na época eu fingia que o mundo inteiro não estava lá.

— Você é muito esquisito — disse ela. — Mas eu não ligo.

Lancei uma bola que acertou o aro com um enorme barulho e voltou bem na direção do rosto da garota. Por sorte, ela tinha bons reflexos, e pegou a bola antes que esmagasse seu nariz.

— Você se importa se eu tentar?

Não respondi, mas ela arremessou mesmo assim. A bola entrou.

— De vez em quando eu jogo com meu irmão mais velho — explicou ela.

Sempre que eu jogava com meu pai, quem acertasse tinha direito a mais um lançamento, então passei a bola de volta para a garota. Ela arremessou de novo, e de novo, e de novo.

Nas minhas lembranças, ela faz cesta dezenas de vezes antes de eu recuperar a bola, mas nunca mais sai do meu quintal — nós dois continuamos jogando por anos e anos.

 

Pré-temporada

Uma pergunta que às vezes me deixa confuso:

maluco sou eu ou são os outros?

Albert Einstein

 

1

Falta uma semana para começar o último ano do colégio, e Erin está vestindo o uniforme de basquete. Pela cava larga da camiseta dela dá para ver o top de ginástica preto, o que é muito sexy, pelo menos para mim.

Tento não encarar — principalmente porque estamos tomando café da manhã com minha família —, mas toda vez que Erin se inclina para a frente e leva o garfo à boca, a cava direita se abre e vejo perfeitamente o contorno de seu seio pequeno.

Pare de olhar!, digo a mim mesmo, mas é impossível.

Não ouço uma palavra do que é dito enquanto comemos ovos e salsichas.

Ninguém nota meu olhar fixo.

Erin é tão carismática e bonita que meu pai e meu avô nunca prestam atenção em mim quando ela está por perto.

Assim como os meus, os olhos deles estão sempre em Erin.

Quando nos levantamos para sair, meu avô grita, da cadeira de rodas:

— Deixe os poucos irlandeses que restam nesta cidade orgulhosos!

— Faça seu melhor e pronto — reforça meu pai. — Lembre-se de que é uma longa jornada, e você sempre pode superar o talento no final.

Esse é o lema de vida do meu pai, embora ele tenha acabado sozinho e trabalhando à noite como cobrador de pedágio na ponte, em que não é preciso nem talento nem muita ética profissional.

Meu pai leva uma vida muito infeliz, principalmente por causa do meu avô, mas sempre vejo esperança em seu olhar quando ele diz que posso superar o talento a longo prazo. Então, por ele — e por mim também —, me esforço ao máximo para isso.

Acredito de verdade que as noites em que meu pai me vê jogar basquete são as melhores da vida dele. Essa é uma das razões que me fazem amar tanto o basquete: a chance de fazer meu pai feliz.

Se eu jogo bem, meu pai diz que está orgulhoso de mim com os olhos cheios de lágrimas, o que faz os meus ficarem assim também.

Quando vovô presencia essas cenas, nos chama de bichinhas.

— Você está pronto? — pergunta Erin.

Mesmo sem querer, quando vejo o rosto dela e os belos olhos verdes cor de trevo, penso em beijá-la mais tarde e fico tenso, então procuro tirar aquilo rapidamente da minha cabeça.

Não é hora para romance — é hora de treinar bastante, pois faltam apenas dois meses para começar a temporada de basquete.