teste9 leituras imperdíveis para crianças

 

dia-das-criancas

Confira a nossa lista com 9 leituras imperdíveis para crianças:

 

O livro sem figuras, de B.J. Novak
Combinando simplicidade e criatividade de forma engenhosa, O livro sem figuras inspira risadas toda vez que é aberto, criando uma experiência de diversão e interação entre adultos e crianças e apresentando aos pequenos leitores a poderosa ideia de que a palavra escrita pode ser uma fonte infinita de alegria e travessuras.

Recebeu o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.

foto_interna_o_livro-sem-figuras_2

 

João & Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti

O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti recontam o clássico João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que, em tempos de crise e falta de esperança, são abandonados pelos próprios pais e precisam enfrentar os perigos de uma floresta sombria.

Obra vencedora da categoria de melhor tradução e adaptação de reconto do Prêmio FNLIJ 2016 e também contemplada com o selo Altamente Recomendável.
Indicado para leitores a partir de 6 anos.

foto_joao-e-maria

 

As inusitadas histórias de David Walliams

Dentistas sinistras, ratos que dançam break e tias trapaceiras são só alguns dos inusitados personagens criados por David Walliams, escritor que se tornou um fenômeno da literatura infantojuvenil na Inglaterra. Ator, roteirista e escritor premiado, Walliams trata com muito bom humor os dramas da vida da criança, sempre com muito respeito à inteligência dos leitores.

Indicado para leitores a partir de 10 anos.
instagram


As descobertas de Peter Brown

Em duas narrativas sensíveis sobre a construção da identidade, o premiado escritor e ilustrador Peter Brown mostra, em Minha professora é um monstro!, como as aparências enganam (e como professores podem ser incríveis) e, em Sr. Tigre solto na selva, como descobrir seu lugar no mundo.

Indicado para leitores entre 4 e 6 anos.
foto_minha-professora-e-um-mosntro

 

Série Os Dois Terríveis, de Jory John e Mac Barnett

Uma série sobre amizade e companheirismo, Os Dois Terríveis narra as aventuras de uma dupla de pregadores de peças que aterrorizam um cidade até então pacata, o Vale do Bocejo. Ricamente ilustrada, a série também é recheada de piadas hilárias.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.
doisterriveis

 

Série Os irmãos Tapper, de Geoff Rodkey

Com uma narrativa totalmente original, incluindo fotos, capturas de tela dos jogos, registros de chats e muitas mensagens trocadas pelo celular entre os pobres pais dos beligerantes, Os irmãos Tapper mostra, de forma autêntica e hilária, os conflitos entre dois irmãos adolescentes numa era saturada de recursos visuais e digitais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

facebooktapper


Série Frank Einstein, de Jon Scieszka

Com robôs e muitas experiências, Jon Scieszka apresenta conceitos de ciência de maneira fácil e divertida, criando histórias sobre disputas, espionagem e amizade. Frank Einstein é um menino de dez anos que adora passar o tempo no laboratório montado na garagem do avô, explorando ciência com inventos muito originais.

Série indicada para leitores a partir de 10 anos.

graficafrank-12334

 

 

O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert

Inspirada no jogo educativo on-line, a história acompanha três amigos que embarcam em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

poptropicainstagram

 

Série Como treinar o seu dragão, de Cressida Cowell

Os vikings são uma parte importante da história mundial. E nada melhor que acompanhar as aventuras do adorável Soluço Spantosicus Estrondus III,  herdeiro da tribo dos Hooligans Cabeludos, e de seu dragão Banguela. A série que inspirou a animação da DreamWorks é composta por 12 volumes — o último será publicado em janeiro de 2017.

Série indicada para leitores entre 6 e 10 anos.

dragao

testeAs perguntas certas (ou Como turbinar o cérebro para aprender ciências)

Por Mário Feijó*

graficafrank 12334

A ciência se trata de fazer perguntas, por isso o fracasso é tão valioso quanto o sucesso se você descobrir o que deu errado da primeira vez. Faça as perguntas certas, e chegaremos lá. Palavras do vovô Einstein, que seu neto Frank, de um jeito ou de outro, acaba aprendendo. O quê? Ainda não conhece o jovem Frank Einstein? Então é hora de conhecer. E aprender. O menino é um gênio – meio maluco, é verdade, mas seu criador, Jon Scieszka, adora contar histórias malucas. Ele é bom nisso, muito bom. Com as ilustrações de Brian Biggs, a brincadeira fica ainda melhor.

Frank Einstein e o turbocérebro é o terceiro título da fabulosa série que começou com a invenção de dois robôs megahiperdivertidíssimos, Klink e Klank (que preferem ser chamados de inteligências artificiais automontadas).  Desde então, a vida do cientista-mirim e seus amigos não foi mais a mesma; ainda mais com o metido do T. Edison para perturbar com aquela ideia fixa de ser arqui-inimigo. Preciso realmente dizer quanta confusão acontece por causa dos planos de Edison para roubar as experiências inovadoras de seu rival Frank? Desta vez, a novidade é um equipamento para turbinar cérebros, que ajudaria crianças a aprender e idosos a se lembrar. Na cabeça do jovem vilão, porém, o experimento vira um perigo.

Se os personagens são constantes ao longo das aventuras de Frank Einstein, as lições estão sempre variando. Além de entreter, Frank e sua turma vieram para ensinar. Leitores de até doze anos terão um reforço escolar de primeira linha em ciências, com muito humor. Quem já passou da idade para quem Scieszka escreve poderá curtir adoidado as referências à cultura pop, além da oportunidade de relembrar conhecimentos fundamentais, agora apresentados de uma maneira bem mais interessante do que nos livros didáticos. E se você descobrir coisas totalmente novas, relaxe: acontece com a maioria dos pais e até com professores. Como saber nunca é demais, aproveite.

feA série foi pensada para ensinar matéria, energia, humanos, vida, Terra e universo. Do átomo ao cosmos. Para cada volume, um tema-guia. Perguntas curiosas, experiências práticas. A Intrínseca já publicou os primeiros volumes: Frank Einstein e o motor antimatéria e Frank Einstein e o eletrodedo. Agora chegou o terceiro, sobre o corpo humano. Apesar da trama fantástica em primeiro plano, é a aplicação da ciência no cotidiano que encanta educadores e pais entusiasmados com os superpoderes da curiosidade – e ainda permite alguns extras com figuras ilustres como Leonardo da Vinci, Nikola Tesla e até Albert Einstein (nenhum parentesco).

Embora os estilos e os séculos sejam diferentes, há momentos em que Jon Scieszka lembra nosso querido Monteiro Lobato. As crianças gozam de liberdade e independência, adultos só aparecem quando necessário. Os personagens mais charmosos são os não humanos: Klink, Klank e o símio sr. Chimp, que se comunica por meio da linguagem de sinais. A boa literatura quebra barreiras para unir arte, educação e ciência. O avô é o sábio que orienta as crianças, estimulando a observação, a experiência, o erro, a análise daquele erro, a reflexão com base nos fatos, a busca por uma resposta racional para o que aconteceu, a formulação de hipóteses para as próximas tentativas. As crianças sacam que aprender juntos é mais divertido do que separados. Que aprender é uma grande aventura.

Lobato escreveu vários livros com a turminha do Sítio do Picapau Amarelo em busca de saber. Havia enciclopédias, atlas, mapas, dicionários, obras didáticas à disposição da criançada nas escolas, mas Lobato acreditava que ensinar por meio da literatura era bem mais legal. Emília perguntava, o Visconde respondia. Não satisfeita com a resposta, a boneca procurava Dona Benta ou tia Nastácia para confirmar a viscondada. Pedrinho ou Narizinho podiam atestar as palavras do sabugo, mas não tinham a mesma credibilidade que as duas sábias da família. Conhecimentos formais com Dona Benta, conhecimentos populares com tia Nastácia. E o pobre do Visconde, coitado, questionando por que afinal Emília perguntava tanto se nunca queria ouvir sua resposta. É que ela implicava com o jeito dele de falar.

O menino Watson, melhor amigo de Frank, também costuma implicar com as explicações do robô Klink… No fundo, é um jogo dialógico à moda lobatiana. Os mesmos fatos são comentados por diferentes vozes, cada personagem com seu próprio registro: Klink é totalmente preciso, Watson é coloquial. Klank tenta ser engraçado, Frank é sagaz e empolgado. Da interação entre eles, mais vovô e Janegoodall, amiga dos meninos, temos uma aventura baseada em perguntas e respostas. Com muita comédia. O diálogo sobre o maior músculo humano, que é o glúteo máximo, também conhecido como bumbum, é hilário.

Não é indispensável ler os livros na sequência, mas sem dúvida é desejável, aproveita-se mais. O projeto gráfico gera um conjunto harmônico de textos e ilustrações, que se complementam com perfeição. Que venham os próximos volumes. Em casa ou na escola, é diversão garantida.

P.S.: Nunca mais confundirei macaco com símio. Valeu, sr. Chimp.

 

*Mário Feijó é doutor em Letras e professor da Escola de Comunicação da UFRJ. Fã de Júlio Verne e H.G. Wells, foi um devorador de aventuras de ficção científica.