teste3 coisas que todo leitor precisa saber sobre Gillian Flynn

Seja em Garota exemplar, Lugares escuros, Objetos cortantes ou no conto de terror O adulto, uma coisa é certa: a narrativa de Gillian Flynn é hipnótica. Mas, às vezes, mesmo um nome tão conhecido quando o assunto é thriller e suspense literário pode fazer com que alguns leitores de primeira viagem se sintam receosos.

Pensando nisso, separamos três coisas que todos devem saber antes de começar a mergulhar nas histórias incríveis da autora.

 

1 – Ela sempre escreve do ponto de vista da mulher

Exceto nas partes narradas pelo marido de Amy em Garota exemplar, a principal característica de Gillian Flynn é o emprego invariável do ponto de vista feminino. Ela sempre coloca mulheres no controle de suas narrativas, sejam elas heroínas ou vilãs, e é inclusive uma das responsáveis pela popularização de novas autoras de suspense que dão enfoque ao protagonismo feminino.

Embora contemos com excelentes escritoras de thrillers desde os tempos de Agatha Christie, ao longo dos anos pós-Garota exemplar uma série de novas autoras foram reveladas para o grande público, como Fiona Barton, Paula Hawkins, Clare Mackintosh, e muitos outros nomes brilhantes.

 

2 – As protagonistas são sempre personagens complexas

Thrillers e narrativas policiais normalmente giram em torno da tentativa de compreender uma verdade oculta – quem cometeu um crime, por exemplo. Para isso, é necessário que as informações sejam apresentadas do modo mais coerente e fidedigno possível, pois, entendendo os fatos, chega-se à verdade. Flynn brinca com essa máxima ao apresentar narradores em que não se pode confiar plenamente, envolvendo o leitor na trama de mistério e manipulando suas percepções. Nick e Amy Dune que o digam…

Uma história protagonizada por pessoas detestáveis poderia afastar os leitores. No entanto, nas mãos de Gillian Flynn, isso acaba sendo um charme a mais. Ao lermos sobre pessoas com mais falhas do que nós mesmos, acabamos criando uma estranha – e, às vezes, preocupante – empatia por personagens assustadores.

 

3 – Ela mesma adaptou o roteiro do filme Garota exemplar

Gillian Flynn (Fonte)

Fãs sempre temem quando Hollywood anuncia a adaptação de uma obra. Nunca se sabe se a história original será respeitada. No caso de Garota exemplar, não houve espaço para medo: a própria Gillian Flynn escreveu o roteiro do filme, que teve direção de David Fincher (Se7en, Clube da Luta). Quem leu e assistiu pode confirmar: foi uma transposição extremamente fiel, em que o espírito do livro esteve presente em cada cena.

Essa fidelidade poderá ser vista novamente na série Objetos cortantes, da HBO, que conta com Amy Adams (A chegada) no papel da protagonista Camille Preaker. Flynn está no time de produtores, então podemos esperar mais uma excelente adaptação.

testeEsposas no banco dos réus: como surgiu o thriller A viúva

Por Fiona Barton*

Passei muito tempo observando as pessoas. Não apenas em cafés e estações de trem, mas como parte do meu trabalho. Por ser jornalista, fui uma observadora profissional — “uma observadora treinada”, como gostamos de brincar —, identificando a linguagem corporal e os tiques verbais que nos tornam únicos e interessantes aos outros.

Ao longo dos anos entrevistei as vítimas, os culpados, os famosos e as pessoas comuns afetadas pela tragédia ou pela sorte. Mas, estranhamente, as pessoas sob os holofotes nem sempre me marcaram. Com frequência são aqueles na periferia, os coadjuvantes do drama, que continuam a me assombrar.

Em grandes julgamentos — crimes notórios e terríveis que emplacam manchetes — eu me vi observando a esposa do homem no banco dos réus e me perguntando o que ela realmente sabia, ou se permitia saber.

Você também a viu nos noticiários. É preciso olhar com atenção, mas ela está lá, de pé em silêncio atrás do seu homem na escadaria do tribunal. Ela consente e aperta o braço do marido enquanto ele jura inocência, porque acredita nele.

Mas o que acontece no momento em que as câmeras são desligadas e o mundo para de assistir?

Tenho uma imagem bem nítida na minha mente de duas pessoas comendo torta de carne, como qualquer outro casal da rua onde moram, mas incapazes de conversar. O único som é dos talheres tilintando nos pratos enquanto eles lutam contra as dúvidas que passam por baixo de sua porta da frente.

Porque, sem testemunhas nem distrações, as máscaras acabam caindo.

Eu queria — precisava — saber como essa mulher lida com a ideia de que o marido — o homem que ela escolheu — pode ser um monstro.

E surgiu Jean Taylor. Ela é a mulher silenciosa que com tanta frequência vi na escadaria do tribunal, a esposa que observava, inexpressiva, enquanto o marido testemunhava.

No livro, o meu primeiro romance, Jean conta as suas versões pública e particular de um marido adorado e um casamento feliz que foi virado de cabeça para baixo quando uma criança desaparece e a polícia e a imprensa batem à sua porta.

Espero que você goste do livro. Adorei escrevê-lo, e não consigo agradecer o suficiente a Jean Taylor — e às mulheres que a inspiraram.

 

> Leia um trecho de A viúva

 

Fiona Barton é uma experiente jornalista que trabalha capacitando novos profissionais pelo mundo afora. Antes, foi repórter do The Daily Mail, chefe de reportagem do The Daily Telegraph e repórter especial do The Mail on Sunday, onde conquistou o prêmio de Jornalista do Ano pelo British Press Awards. Nascida em Cambridge, na Inglaterra, atualmente mora no sudoeste da França.

teste10 livros para aproveitar o Carnaval

Para curtir entre um bloco e outro, para levar na bagagem ou para fugir da agitação: separamos dez leituras para você aproveitar esses cinco dias de Carnaval.

 

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty

Um misterioso crime aconteceu em uma festa à fantasia. Enquanto as investigações e fofocas transcorrem, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty inspirou a nova série da HBO: Big Little Lies, com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. A trama explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro. [Leia +]

 

A viúva, de Fiona Barton

Leitura perfeita para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. O celebrado romance de estreia da jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime do qual o marido era suspeito. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita. [Leia +]

 

Uma pergunta por dia

Há quem diga que o ano só começa depois do Carnaval. Então se você ainda não está registrando suas memórias de 2017, o momento não poderia ser melhor!

Uma pergunta por dia convida o leitor a anotar, todos os dias, suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, você encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. 

 

Paris para um e outros contos, de Jojo Moyes

Nada melhor para relaxar do que dez histórias divertidas e apaixonantes escritas por Jojo Moyes, autora de romances inesquecíveis como A última carta de amor e Como eu era antes de você.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação de trem, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor.

 

Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

Falando em Jojo Moyes, se você ainda não leu Como eu era antes de você aproveite o feriado! A história de amor de Will e Lou emocionou leitores do mundo inteiro e chegou aos cinemas ano passado em uma adaptação bem fiel estrelada por Emilia Clarke e Sam Claflin.

Mas se você já leu, nossa dica é a continuação Depois de você. [Leia +]

 

Matéria escura, de Blake Crouch 

Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX. [Leia +]

 

Cinquenta tons mais escuros, de E L James

Para celebrar a estreia da segunda parte do romance de Christian Grey e Anastasia Steele nos cinemas, lançamos uma edição especial de Cinquenta tons mais escuros com capa inspirada no cartaz do filme. Além disso, a nova edição tem fotos e comentários de E L James sobre os bastidores das gravações e um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance da autora. [Leia +]

 

Aconteceu naquele verão, organizado por Stephanie Perkins

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. Em qualquer lugar do mundo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar…

Ideal para quem adora história de amor, Aconteceu naquele verão reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico até os fãs do seriado Black Mirror. [Leia +]

Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Com fotografias sinistras e uma narrativa emocionante, o sombrio universo criado por Ransom Riggs conta a história de Jacob Portman, um garoto de 16 anos, que precisa superar a misteriosa morte do avô e parte em busca de respostas.

Em O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Jacob segue as pistas deixadas pelo avô que o levam a um casarão abandonado numa remota ilha do País de Gales. O local abrigava crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Nas sequências Cidade dos etéreos e Biblioteca de almas acompanhamos a batalha de Jacob e seus companheiros na batalha pela sobrevivência dos peculiares.

 

Não se enrola, não, de Isabela Freitas

“Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +]

testeQuatro razões para ler o thriller A viúva

Por Pedro Staite*

A vida pacata de Glen e Jean foi invadida por um crime imperdoável. E ele é o principal suspeito. “Ela não sabia de nada?” — é o que todo mundo se pergunta.

A gente ouve histórias de família, de casamentos que atravessaram décadas, e percebe que os segredos que nascem com o tempo são praticamente um isolante entre duas pessoas que se amam ou se amaram… mas que se odiariam se soubessem de tudo.

Esse é o primeiro ponto que faz de A viúva, de Fiona Barton, um livro sensacional:

 

Um casamento amoroso e mentalmente violador

Glen e Jean são casados há vinte anos. Ele faz sucesso no trabalho, tem uma lábia afiada, é o “inteligente” do casal. Ela, relegada a uma vida simplória, venera o marido e acata suas decisões como se obedecesse a um pai, como se tivesse um ente sagrado que faz as vezes de marido.

Ela descobre alguns gostos absurdos de Glen, umas coisas que “acidentalmente” apareceram no computador dele. Mas ela foi acostumada a duvidar de si mesma, em grande parte porque o marido, um exemplo da manipulação psicológica (que conhecemos também como gaslighting), sempre se impôs como o racional da dupla. Ela viu, sentiu e percebeu, mas a força exercida pela autoridade do marido a impede de formular qualquer coisa. A gente se convence também, a dúvida do leitor é genuína. Ela talvez esteja “doida”, ela “sabe que ele não é assim”. Até que, em um dia de junho de 2010, ele morre (se fosse spoiler, o livro não se chamaria A viúva, eu juro).

 

Os personagens são ao mesmo tempo realistas e carismáticos

O mote que conduz o livro é o desaparecimento, em 2006, de Bella, filha pequena de uma jovem mãe chamada Dawn. O principal suspeito desse crime é Glen. No entanto, o livro se baseia nos pontos de vista de outras três pessoas: Jean (a viúva de Glen), Kate (a repórter que mais se destaca na cobertura da história) e Bob (um policial de meia-idade que mergulha com obsessão no caso).

Nosso mundo cheio de bizarrices nos leva sempre a escolher mocinhos e vilões. Mas todos os pretensos “mocinhos” de A viúva carregam particularidades, como os seres humanos em si.

Jean, ao mesmo tempo que descobre a força para tocar a vida, acusa Dawn publicamente, declarando que a mãe da criança desaparecida é uma aproveitadora e uma relapsa que não tomou conta direito da filha. Kate leva a sério a cobertura do caso, mas se aproxima de Jean com o interesse puro e questionável de saber o que ela pensa do marido suspeito. Não sabemos se o que a motiva é a busca pela verdade ou tiragens maiores para o jornal. Bob respira o caso dia e noite, o que o leva a colocar em segundo plano a companheira de sua vida. Além disso, não é um policial maravilhosamente graduado nem com habilidades perfeitas: é um cara travado no meio da hierarquia da polícia que se destaca por “metódico” e “dedicado”.

Esse perfil de Bob nos leva ao próximo ponto.

 

São pessoas normais resolvendo um problema absurdo

A graça do livro é que não tem ninguém genial que resolve o caso com um insight só. É como se fôssemos nós mesmos desvendando um mistério. Durante a preparação do texto, eu pensava “Não, Bob, vai por ali… se bem que essa ideia não é ruim… ih, não sei, vamos esperar pra ver”, ou “Ih, Kate, que malandra, não tinha parado para pensar nisso… Mas será que não vai dar problema?”, e assim por diante. Faz bem para a autoestima saber que você poderia estar na redação ou na delegacia ajudando a galera de igual para igual.

E essa vida de redação e delegacia nos leva para o último ponto:

 

A autora manja dos paranauê

Foto: Justyn Wilsmore

Fiona Barton é uma jornalista muito bem-sucedida, que passou pelos maiores periódicos da Inglaterra. Ela, por exemplo, foi uma das principais repórteres no caso do desaparecimento da pequena Madeleine McCann. Seria Kate um alter ego de Fiona? Segundo a autora, a única coisa que passou da história real para o livro foram os sentimentos que ela teve quando acompanhou o caso como jornalista. Depois de uma vida burilando o texto em redações, ela traz um texto com uma clareza e umas sacadas impressionantes.

Mas, na minha opinião, a escolha de Fiona sobre quem retratar é o acerto-mor desse livraço. É como ela diz:

“Estranhamente, as pessoas sob os holofotes nem sempre me marcaram. Com frequência são aqueles na periferia, os coadjuvantes do drama, que continuam a me assombrar. Em grandes julgamentos — crimes notórios e terríveis que emplacam manchetes — eu me vi observando a esposa do homem no banco dos réus e me perguntando o que ela realmente sabia, ou se permitia saber.”

>> Leia um trecho de A viúva

 

Pedro Staite é editor assistente de livros estrangeiros da Editora Intrínseca. Tem um blog com o nome mais petulante de todos (o dele mesmo).

testeLançamentos de fevereiro

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Paris para um e outros contos, de Jojo MoyesCom mais de 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Jojo Moyes se consagrou autora de grandes romances. Paris para um e outros contos apresenta um novo lado da criadora de Como eu era antes de você com dez histórias divertidas e apaixonantes.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor. [Leia +] [Leia um trecho]

A viúva, de Fiona BartonUm marido amoroso ou um assassino cruel? Em seu celebrado romance de estreia, a jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita.

Leitura indicada para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. [Leia +] [Leia um trecho]

Pequenas grandes mentiras — edição especial com capa inspirada na série, de Liane MoriartyA história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular, chegará às livrarias em uma edição especial com capa inspirada no cartaz da nova série da HBO: Big Little Lies.

A adaptação do romance de Liane Moriarty tem estreia na TV marcada para 19 de fevereiro e conta com a produção de Reese Witherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas. A direção é de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). [Leia +] 

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, de Míriam Leitão Com 25 anos de colunismo diário em O GloboMíriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si. [Leia +] 

Matéria escura, de Blake Crouch Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX.  [Leia +] [Leia um trecho]

Às urnas, cidadãos!, de Thomas PikettyAutor do impactante O capital no século XXI, Piketty revolucionou para sempre o pensamento econômico contemporâneo. Nas mais de cinquenta crônicas que compõem Às urnas, cidadãos!, ele analisa de modo incisivo assuntos de extrema relevância para a economia mundial, como as dívidas nacionais, a redistribuição de recursos e a fragmentação do bloco europeu.

Diante de países que pouco se importam com seus vizinhos, qual seria a solução? Para responder a essa e a outras perguntas, Piketty critica os egoísmos nacionais, lança um amplo olhar sobre a economia global e acompanha a escalada da desigualdade além da Europa, ao discutir a situação de Estados Unidos, África do Sul, Brasil, Índia, Oriente Médio e China. [Leia +] 

Eu e você no fim do mundo, de Siobhan VivianEnquanto alguns se preocupam com o presente, fazem planos para o futuro e passam os dias empacotando suas coisas para mudar de cidade, Keeley e seus colegas do ensino médio decidem aproveitar ao máximo o tempo que ainda têm juntos em Aberdeen. Para ela, é o momento perfeito para tomar coragem e se declarar para o garoto que sempre amou, Jesse Ford.

A vida de Keeley está prestes a virar de cabeça para baixo, e a sensação de que não há nada a perder é perfeita para dar a ela a coragem de fazer o que normalmente não faria. Ou falar o que não falaria. E o risco quase sempre vale a recompensa. Quase sempre. [Leia +] [Leia um trecho]

testeUm marido amoroso ou um assassino cruel? Conheça o thriller A viúva, de Fiona Barton

A partir de 3 de fevereiro, chega às livrarias A viúva, romance que reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo. Uma leitura perfeita para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.

No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.

Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.

A viúva foi escrito pela consagrada jornalista Fiona Barton, que ganhou destaque mundial na cobertura do caso Madeleine McCann, a menina inglesa desaparecida durante as férias da família em Portugal, em 2007.

 

Leia um trecho de A viúva:

— Meu nome é Kate. Kate Waters, repórter do Daily Post.

— Eu sou… — começo, e de repente me dou conta de que ela não perguntou.

— Eu sei quem você é, Sra. Taylor. — Não são ditas as palavras Você é a matéria. — Não vamos ficar paradas aqui fora.

E, de algum modo, ela entra enquanto está falando.

Eu me sinto chocada demais com o rumo dos acontecimentos para responder, e a mulher toma meu silêncio como permissão para entrar na cozinha com a garrafa de leite e preparar uma xícara de chá para mim. Vou atrás dela em direção à cozinha — não é um cômodo grande, e temos que nos encolher um pouco enquanto ela circula, enchendo a chaleira e abrindo todos os meus armários à procura de xícaras e açúcar. Apenas fico ali, deixando que tudo isso aconteça.

Ela está tagarelando sobre os armários.

— Que cozinha linda, parece novinha; adoraria que a minha fosse assim. Você mesma montou?

É como conversar com uma amiga. Não pensei que falar com um jornalista seria assim. Achei que seria como um depoimento para a polícia. Que seria um suplício, um interrogatório. Foi o que o meu marido, Glen, disse. Mas não é.

— Sim, nós escolhemos portas brancas e puxadores vermelhos porque pareciam bem despojados — respondo.

Estou em casa discutindo armários de cozinha com uma repórter. Glen teria um ataque.

— É por aqui, não é? — diz ela, e eu abro a porta que dá para a sala de estar.

Não sei bem se quero que ela fique — não sei direito como me sinto. Não parece certo protestar agora — ela está apenas sentada, batendo papo com uma xícara de chá na mão. É engraçado, estou gostando bastante da atenção. Fico um pouco solitária nessa casa, agora que Glen se foi.

E ela aparenta estar no comando das coisas. É realmente agradável ter alguém cuidando de mim outra vez. Eu estava começando a entrar em pânico por ter que lidar com tudo sozinha, mas Kate Waters está me dizendo que vai resolver tudo.

Só o que preciso fazer é lhe contar tudo sobre a minha vida, diz ela.

A minha vida? Na verdade, ela não quer saber sobre mim. Não foi até a minha porta para ouvir sobre Jean Taylor. Ela quer saber a verdade sobre ele. Sobre Glen, meu marido.

Veja bem, ele morreu há três semanas. Atropelado por um ônibus bem em frente ao supermercado Sainsbury’s. Em um minuto, meu marido estava ali, me dando um sermão sobre o tipo de cereal que eu deveria ter comprado, e no instante seguinte estava morto na rua. Traumatismo craniano, disseram. Morto, de qualquer forma. Simplesmente fiquei ali olhando para ele caído. As pessoas corriam de um lado para outro procurando cobertores, e havia um pouco de sangue na calçada. Mas não muito. Ele teria ficado contente. Não gostava de ver nada bagunçado. [Leia +]

teste12 Thrillers para 2017

Agora que 2016 acabou, muitas são as esperanças para que 2017 seja um ano incrível, cheio de boas notícias. E, se depender da Intrínseca, os fãs de thrillers já podem comemorar. Neste ano publicaremos um livro do gênero por mês! Confira os lançamentos do primeiro semestre:

Para abrir a lista, em janeiro temos o lançamento de um autor premiadíssimo: Joël Dicker. Em seu novo romance, O livro dos Baltimore, Dicker investiga o passado de Marcus Goldman, emblemático personagem de seu livro anterior, A verdade sobre o caso Harry Quebert, fenômeno de vendas no mundo todo. Marcus Goldman teve uma juventude inesquecível em Baltimore, ao lado dos primos e dos tios. Mas a felicidade aparente não condizia com a realidade, e o dia do Drama marcou o destino fatídico das pessoas que ele mais amava. Oito anos depois, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça do Drama, lidar com as consequências e entender o que aconteceu.

>> Leia também: A verdade sobre a família de Marcus Goldman

 

Em fevereiro, teremos um extraordinário romance de estreia: A viúva. Fiona Barton, uma jornalista experiente e premiada, já entrevistou vítimas, culpados, famosos e anônimos afetados por tragédias, mas, ao decidir escrever seu primeiro livro, escolheu como personagem principal uma coadjuvante do drama. Ela conta a história de Jean Taylor, que permanece ao lado do marido mesmo quando ele é acusado de um crime imperdoável. Entretanto, depois que ele morre, ela se sente livre para contar a sua versão. Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes e da repórter Kate Waters, o thriller reconstrói uma investigação policial ao mesmo tempo que desconstrói impiedosamente um relacionamento.

> Leia um trecho

 

Para fechar o primeiro trimestre com chave de ouro, lançaremos o aguardado livro Quem era ela. Um thriller psicológico incrível que conta a história de duas mulheres: uma que busca um final feliz e outra que leva uma vida cercada de mistério. Emma procura um novo lugar para morar e descobre Folgate Street, nº 1: uma obra-prima da arquitetura. Mas os moradores têm que seguir regras estritas. Depois de sofrer uma perda, Jane precisa recomeçar. Ela se apaixona à primeira vista pela casa e, ao se mudar, logo fica sabendo da morte trágica que ocorreu ali. Enquanto tenta separar as verdades das mentiras, Jane acaba fazendo as mesmas escolhas de Emma e vivenciando as mesmas situações aterrorizantes. O autor, bastante famoso por seus livros de ficção, usou o pseudônimo JP Delaney para escrever seu primeiro thriller. Tem tudo para ser um sucesso.

Em abril, teremos Antes da queda, novo best-seller de Noah Hawley, premiado escritor da série Fargo. Considerado por diversos veículos o melhor thriller de 2016, o livro narra o acidente de um pequeno avião com 11 passageiros do qual só dois sobrevivem, um pintor e uma criança, último membro de uma família rica e poderosa. À medida que a história prévia de cada um dos tripulantes é revelada, estranhas coincidências apontam para uma conspiração. Terá sido obra do acaso um acidente que matou as figuras mais importantes dos Estados Unidos? Impossível de largar, Antes da queda investiga a geografia da alma humana, o destino e os laços que nos unem, sem deixar de lado o ritmo alucinante, que faz com que o leitor não queira nem dormir.

Clare Mackintosh trabalhou durante 12 anos na força policial da Inglaterra. Quem melhor que uma ex-policial para escrever um thriller? Ainda sem título em português, I let you go é o thriller de maio! O livro ficou mais de três meses entre os dez títulos mais vendidos de 2015, segundo o The Sunday Times, foi considerado um dos dez melhores romances policiais de 2016 pelo The New York Times e vai ser traduzido para mais de trinta idiomas. A obra conta a história de Jenna Gray, cuja vida se transforma em um pesadelo. Sua única esperança é se afastar de tudo que a faz lembrar o trágico acidente que matou seu filho e recomeçar. Jenna decide se mudar para um chalé na remota costa escocesa, mas continua assombrada por seus medos, seu luto e suas memórias. Aos poucos ela começa a vislumbrar felicidade em seu futuro, mas o passado está prestes a alcançá-la, e as consequências podem ser arrasadoras.

Também sem título definido pela equipe editorial (esse pessoal adora deixar a gente no suspense), The book of you, romance de estreia de Claire Kendal, fecha nosso semestre de excelentes thrillers. Clarissa está cada vez com mais medo de seu colega Rafe. Ele não a deixa sozinha, aparece em todos os lugares e se recusa a receber um não como resposta. Clarissa fica aliviada ao ser selecionada para fazer parte de um júri. O tribunal é um paraíso de segurança onde Rafe não pode colocar os pés. Mas, à medida que um caso de sequestro e abuso se desenrola na corte, Clarissa começa a ver muitos paralelos entre sua situação e a da jovem no banco das testemunhas.

E aí? Ficaram animados? Em breve divulgaremos os livros do segundo semestre!