testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.

testeSeis livros para quem curte romances históricos

A humanidade já passou por duas guerras devastadoras, diversas revoluções, conflitos locais e uma disputa entre dois blocos socioeconômicos. Todos esses acontecimentos em escala global são passados de geração em geração e relatados em incontáveis livros, filmes e séries. Mas, tão impactantes quanto estas histórias, são as narrativas das pessoas comuns que as viveram.

Pensem no Titanic. Um dos maiores navios já construídos naufraga e resulta na morte de milhares de inocentes. Mas foi o romance fictício entre Jack e Rose que chamou atenção para esse terrível incidente e emocionou milhões de corações. O mesmo pode ser dito dos clássicos A lista de Schindler e O resgate do soldado Ryan. Tais experiências podem até ser menos conhecidas, mas são igualmente grandiosas em seus detalhes e nuances, justamente por transportar o leitor para determinada época e local.

Listamos alguns livros que têm como cenário esses períodos históricos para criar tramas inesquecíveis. Confira!

Mulheres sem nome

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: Alemanha, Estados Unidos e Polônia

Recém-lançado, o romance de estreia de Martha Hall Kelly dá voz a três protagonistas femininas em diferentes lugares do mundo enquanto eclodia a Segunda Guerra. A socialite Caroline Ferraday está em Nova York quando Hitler invade a Polônia, em 1939, enquanto a jovem Kasia Kuzmerick se envolve cada vez mais com o movimento de resistência polonês. Levada ao campo de concentração feminino de Ravensbrück, Kasia conhece a médica alemã Herta Oberheuser, responsável por exercer uma medicina terrivelmente controversa nas prisioneiras.

Uma história que atravessa continentes enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor, Mulheres sem nome é um livro que aborda a visão das mulheres de uma guerra cujo protagonismo historicamente é masculino. Conheça mais!

 

Um cavalheiro em Moscou

Cenário: Pós-Revolução Russa
Local: Moscou/União Soviética

O autor Amor Towles se inspirou na Rússia dos anos 1920 (na época, União Soviética) para criar a história de Aleksandr Ilitch Rostov, nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa. Conhecido como “O Conde”, ele é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar de luxo e sofisticação frequentado por artistas, bons-vivants e pela antiga aristocracia de Moscou.

Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como era conhecida, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

A garota que você deixou para trás

Cenário: Primeira Guerra Mundial
Local: França e Inglaterra

Duas mulheres separadas por um século e unidas pela arte. Na França, durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por ele. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo, inclusive sua vida, na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa, onde destaca-se um retrato de uma bela jovem – presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Misturando ficção com realidade, romances de diferentes épocas e a busca por finais felizes, A garota que você deixou para trás é um dos primeiros sucessos de Jojo Moyes. Conheça mais!

 

Toda luz que não podemos ver

Cenário: Segunda Guerra Mundial
Local: França e Alemanha

Vencedor do Pulitzer, o autor Anthony Doerr constrói em Toda luz que não podemos ver um tocante romance sobre o que há além do mundo visível em meio aos horrores da guerra.

Aos seis anos de idade, a jovem Marie-Laure fica cega. Ela vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável. Para ajudá-la, ele constrói uma maquete em miniatura do bairro para que Marie seja capaz de memorizar os caminhos. Quando os nazistas ocupam Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo um dos mais valiosos tesouros do museu.

Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram no lixo. Com a prática, ele acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, em uma missão especial. Cada vez mais consciente das terríveis consequências de seu trabalho, o rapaz é enviado para Saint-Malo. Lá, seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Conheça aqui!

 

A menina que roubava livros

Cenário: O nazismo na Segunda Guerra
Local: Alemanha

Esse livro que dispensa apresentações conta a história da pequena Liesel em meio a uma Alemanha assolada pelo nazismo durante a Segunda Guerra. A jovem é adotada por um casal que vive em um bairro alemão pobre: a mãe, dona de casa e o pai, um pintor de paredes bonachão. Para contornar o medo e a solidão, ela aprender a ler e escrever com o pai e canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

Enquanto eles tentam sobreviver a um cenário nacional conturbado, Liesel assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança, faz amizade com um menino obrigado a integrar a Juventude Hitlerista e ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar o seu lado da História. Conheça aqui!

 

Breve história de sete assassinatos

Cenário: A Jamaica de 1970 a 1990
Local: Jamaica

Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. No entanto, muitos boatos circularam a respeito do destino deles.

Breve história de sete assassinatos é uma obra de ficção que explora esse período instável na história da Jamaica e vai muito além. Marlon James cria com magistralidade personagens que andaram pelas ruas de Kingston nos anos 1970, dominaram o submundo das drogas de Nova York na década de 1980 e ressurgiram em uma Jamaica radicalmente transformada nos anos 1990. Um romance épico, brilhante e arrebatador, vencedor do Man Booker Prize de 2015. Conheça aqui!

testeDrenando as artérias do mundo

Por Octavio Aragão*

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Há quem defenda que a função da ficção científica, enquanto subgênero da ficção fantástica, seja retratar a contemporaneidade sob a capa de uma parábola futurista. Outros afirmam que a principal diferença entre a FC, como é conhecida entre os fãs, e a literatura mainstream é que “as metáforas são reais”. Faca de água, romance de Paolo Bacigalupi, vencedor tanto do Hugo quanto do Nebula, dois dos maiores prêmios da ficção científica literária mundial, corresponde às duas definições e vai além.

Longe do escapismo relacionado ao subgênero pelo público leigo, que insiste nos elementos identificadores mais óbvios, como naves espaciais e robôs, Bacigalupi constrói uma visão de futuro próximo em que a crise do petróleo é sobrepujada pela crise hídrica, responsável, entre outras consequências, pela desunião dos estados norte-americanos – a ponto de sermos apresentados a uma guerra entre a Califórnia, o Texas e o Arizona pela posse das terras às margens do rio Colorado – e pelo surgimento de novos tráficos e máfias multiformes, que mesclam os coiotes fronteiriços, que guiam imigrantes do sul muitas vezes para suas mortes, gangsters de terno e gravata contratados por empresários exploradores de recursos naturais e os “facas de água” do título, espécie de agentes especializados em cortar ou desviar fontes e reservas de água, tudo isso em uma realidade onde Teslas cruzam rodovias americanas e o espanhol ganhou status de segunda língua oficial.

Apesar de focar a ação no território norte-americano, com breves referências aos novos donos do mundo, oriundos da China, cujos engenheiros são responsáveis pela construção de um “oásis” no meio do deserto, onde a vida segue normal para quem pode pagar, a visão apocalíptica – com um estilo que bordeja o jornalístico – do autor cria um cenário crível e bem embasado, graças a uma década de pesquisas extensas a respeito de clima e meio ambiente, mas sem se esquecer de elementos típicos do folhetim do século retrasado, principalmente na forma de um documento centenário que poderia definir a independência econômica de estados inteiros. É na busca, no resgate e na luta por essa “carta roubada” que os três protagonistas do romance se esbarram, se enfrentam e, possivelmente, se apaixonam. Ou não.

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Cada um dos três protagonistas também tem uma função importante na estrutura narrativa: representar três das quatro classes sociais que flutuam por esse mundo sedento. Maria é uma jovem que sobrevive na base da pirâmide social, vendendo água e, eventualmente, a si mesma. Lucy é a jornalista ganhadora do Pulitzer prestes a descobrir aquele que provavelmente é o furo jornalístico de sua vida, mas que pode acarretar sua morte por revelar as engrenagens por trás da Grande Seca. Angel é o “faca de água”, um mercenário das grandes corporações, assassino brutal e eficiente, mas que, como nos melhores romances noir de Raymond Chandler e Dashiell Hammett, possui uma consciência boa demais para sua profissão.

CAPA_FacaDeAgua_MAINPairando sobre todos, onipresente por intermédio de ligações telefônicas, está Catherine Case, a patroa de Angel, mulher parcialmente responsável pelo redesenho dos mapas hidrográficos dessa parte da América, uma representante dos “cinco dígitos”, que é como os miseráveis se referem àqueles cujo faturamento mensal é alto o suficiente para não precisarem se preocupar com o abastecimento pessoal de água.

É nas relações entre esses personagens que o autor constrói com clareza a trama do romance, utilizando ora um, ora outro como porta-voz de seus temores e certezas sociais, econômicas e ecológicas. Cada um deles sofre na carne por seus ideais, sejam éticos ou céticos, factíveis ou infrutíferos, e a empatia de Lucy, Angel e Maria, em contraponto à ausência implacável de Catherine Case, nos cativa e convence da inexorabilidade desse futuro incerto, mas plausível. Afinal, como o autor não cansa de nos dar a entender, a água é o sangue do planeta, e, nesse mundo inóspito onde drenamos mais do que podemos repor, para que alguns bebam, alguém tem de sangrar.

Faca de água, como os melhores exemplares da ficção científica literária, não nos apresenta uma metáfora para amanhã, mas abre nossos olhos secos e vítreos para uma versão possível, árida e arenosa, do presente.

*Octavio Aragão é designer gráfico, pesquisador e professor de Jornalismo Gráfico na ECO-UFRJ. É autor dos romances de ficção científica A mão que cria (Mercuryo, 2006) e Reis de todos os mundos possíveis (Draco, 2013), além da HQ Para tudo se acabar na quarta-feira (Draco, 2011).

testeA Roda do Tempo gira…

Por Marcel Tenorio*

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… e, por mais que não pareça, já se passaram quase três anos desde que a Editora Intrínseca lançou no Brasil O Olho do Mundo, primeiro volume da saga épica escrita pelo autor americano James Oliver Rigney Jr., que assinava sempre com o pseudônimo Robert Jordan.

Desde então, a base de fãs só tem aumentado. Muitos leitores antigos, apaixonados por ficção fantástica, e tantos outros iniciantes no gênero têm se rendido aos encantos do rico universo criado por Jordan e seus muitos personagens, ao mesmo tempo fantásticos e realistas.

E não haveria como ser diferente com essa série que arrebatou uma legião de fãs em diversos continentes desde o seu lançamento original, no início da década de 1990. Os livros, inclusive, já ocuparam oito vezes a primeira posição da lista dos mais vendidos do The New York Times.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a série, A Roda do Tempo é composta por impressionantes catorze volumes. E quando digo impressionantes, não pense que estou exagerando. Cada um dos livros tem em média trezentas mil palavras, ou seja, cerca de setecentas, oitocentas páginas. Alguns mais, outros menos.

Tranquilamente, A Roda do Tempo é uma das melhores opções quando o assunto é desenvolver músculos de leitura. Mas não se assuste com o tamanho. De verdade! O autor possuía um ritmo e uma leveza tão agradáveis que não é incomum o relato de pessoas que devoraram algum de seus livros em dois ou três dias.

Além disso, saber que a série é composta por tantos volumes nos dá a tranquilidade de confiar que a história e os personagens daquele universo serão explorados de forma profunda. A Roda do Tempo possui um universo tão bem estruturado que, ao fechar o livro, o leitor tem a impressão de que os personagens continuam a viver dentro daquelas páginas.

Por sinal, um dos grandes atrativos das obras é a possibilidade de acompanhar os personagens principais desde uma fase inocente da juventude até a maturidade. Os livros descrevem cada dilema, cada escolha, cada responsabilidade, enfim, tudo aquilo que serviu para moldar a personalidade do personagem e o que o levou a ser quem é.

A história se passa em um universo em que, em um tempo bastante remoto, houve uma guerra tão severa entre as forças do bem e do mal que o próprio tecido do mundo foi rompido. Então, com o girar da Roda do Tempo, muitas eras se passaram e as lembranças dessa guerra se tornaram lendas e presságios entre os povos e nações.

Um desses presságios diz exatamente que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder para enfrentá-las surgirá na forma de um homem escolhido, o Dragão Renascido. Junto com ele a guerra retornará e outra vez o tecido do mundo se romperá.

Nesse cenário, a trama se desenvolve e introduz o grupo de personagens que carregará o destino do mundo em suas costas, envolvendo-se em incontáveis aventuras e estratagemas enquanto tentam descobrir qual papel o futuro lhes reserva.

Com uma história como essa, é de se imaginar que não tenham sido poucas as comparações entre a obra de Jordan e a intocável criação de Tolkien, ou mesmo, mais recentemente, ao legado de George Martin. No entanto, qualquer comparação deve ser vista com certa reserva, já cada um desses brilhantes autores produziu algo único e com identidade própria.

Sendo bastante sincero, a identidade da série A Roda do Tempo fica mais evidente em A Grande Caçada, segundo volume da saga, em que podemos perceber uma maior maturidade do autor, com mais segurança no ofício. Desse ponto em diante, a série só melhora, recompensando cada vez mais o leitor pela paciência e fidelidade.

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Caso esteja interessado em conhecer a obra de Robert Jordan e ingressar nessa longa e majestosa jornada, saiba que a Intrínseca já publicou no Brasil os quatro primeiros volumes da série e que o quinto será lançado no segundo semestre de 2016.

 

Marcel Tenorio é administrador da página A Roda do Tempo Brasil e também fanático por ficção fantástica. Adora visitar outros universos e considera cada novo livro como um convite para viver uma aventura. Na vida real ele encara o papel de advogado recém-formado em uma cidade pequena do interior de São Paulo.

testeToda luz que não podemos ver recebe o Pulitzer de ficção

Foto_Toda luz que nao podemos verToda luz que não podemos ver, romance de Anthony Doerr, foi o grande vencedor do prêmio de ficção da edição 2015 do Pulitzer. Mais de dois mil e quinhentos trabalhos jornalísticos e artísticos foram inscritos nas vinte e uma categorias da tradicional premiação da Universidade de Columbia, cuja lista de vencedores foi divulgada no último dia 20.

Recém-publicado no Brasil, o livro de Anthony Doerr apresenta uma história arrebatadora sobre uma garota francesa cega e um menino alemão durante a Segunda Guerra Mundial. O autor, que também é historiador, levou dez anos para escrever a obra. Finalista do National Book Award em 2014, Toda luz que não podemos ver é também um enorme sucesso de público — já vendeu mais de 1 milhão de exemplares nos Estados Unidos e figura há mais de um ano na lista de best-sellers do The New York Times.

Leia um trecho

testeRealidade Aumentada

Primeiro volume da trilogia, Em busca de WondLa vai agradar tanto os jovens que acompanharam as jornadas mitológicas de Percy Jackson quanto os fãs de Star Wars de todas as idades. E este lançamento da Intrínseca traz um trunfo! Além de envolver o leitor em uma narrativa de tirar o fôlego, que mistura ficção científica com uma boa dose de fantasia, o recurso da Realidade Aumentada transporta a aventura para além das páginas do livro.

Dentro do exemplar, você encontrará ilustrações que funcionam como chaves para ativar mapas em 3-D. Basta visitar o site www.embuscadewondla.com.br, seguir as instruções para baixar o software necessário e posicionar as imagens indicadas na frente de uma webcam. Assim, você pode seguir o mesmo caminho e ouvir os mesmo sons que Eva Nove e seus amigos experimentam durante essa viagem surpreendente.

E, gente, muito, muito importante: na página 5 do livro, onde indicamos as páginas das ilustrações que ativam o recurso WondLa-Vision, a numeração correta é 113, 237 e 361, em vez de “123, 277 e 433”, como foi publicado. A informação será corrigida na próxima impressão do livro.

testePulitzer de ficção 2011 sairá pela Intrínseca

 

Jennifer Egan

Vencedora do Prêmio Pulitzer de ficção 2011, a escritora norte-americana Jennifer Egan será publicada no Brasil pela Intrínseca. O título que lhe rendeu a láurea, A VISIT FROM THE GOON SQUAD (ainda sem tradução), é o quarto livro de Egan e já havia abocanhado recentemente o National Book Critics Circle Award, desbancando favoritos da literatura mundial. A obra – que trata das questões do tempo por meio das memórias de um punk, atualmente executivo de uma gravadora, e de sua assistente pessoal – ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

THE KEEP, título anterior da autora, também será publicado pela Intrínseca.