testeA Roda do Tempo gira…

Por Marcel Tenorio*

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… e, por mais que não pareça, já se passaram quase três anos desde que a Editora Intrínseca lançou no Brasil O Olho do Mundo, primeiro volume da saga épica escrita pelo autor americano James Oliver Rigney Jr., que assinava sempre com o pseudônimo Robert Jordan.

Desde então, a base de fãs só tem aumentado. Muitos leitores antigos, apaixonados por ficção fantástica, e tantos outros iniciantes no gênero têm se rendido aos encantos do rico universo criado por Jordan e seus muitos personagens, ao mesmo tempo fantásticos e realistas.

E não haveria como ser diferente com essa série que arrebatou uma legião de fãs em diversos continentes desde o seu lançamento original, no início da década de 1990. Os livros, inclusive, já ocuparam oito vezes a primeira posição da lista dos mais vendidos do The New York Times.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a série, A Roda do Tempo é composta por impressionantes catorze volumes. E quando digo impressionantes, não pense que estou exagerando. Cada um dos livros tem em média trezentas mil palavras, ou seja, cerca de setecentas, oitocentas páginas. Alguns mais, outros menos.

Tranquilamente, A Roda do Tempo é uma das melhores opções quando o assunto é desenvolver músculos de leitura. Mas não se assuste com o tamanho. De verdade! O autor possuía um ritmo e uma leveza tão agradáveis que não é incomum o relato de pessoas que devoraram algum de seus livros em dois ou três dias.

Além disso, saber que a série é composta por tantos volumes nos dá a tranquilidade de confiar que a história e os personagens daquele universo serão explorados de forma profunda. A Roda do Tempo possui um universo tão bem estruturado que, ao fechar o livro, o leitor tem a impressão de que os personagens continuam a viver dentro daquelas páginas.

Por sinal, um dos grandes atrativos das obras é a possibilidade de acompanhar os personagens principais desde uma fase inocente da juventude até a maturidade. Os livros descrevem cada dilema, cada escolha, cada responsabilidade, enfim, tudo aquilo que serviu para moldar a personalidade do personagem e o que o levou a ser quem é.

A história se passa em um universo em que, em um tempo bastante remoto, houve uma guerra tão severa entre as forças do bem e do mal que o próprio tecido do mundo foi rompido. Então, com o girar da Roda do Tempo, muitas eras se passaram e as lembranças dessa guerra se tornaram lendas e presságios entre os povos e nações.

Um desses presságios diz exatamente que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder para enfrentá-las surgirá na forma de um homem escolhido, o Dragão Renascido. Junto com ele a guerra retornará e outra vez o tecido do mundo se romperá.

Nesse cenário, a trama se desenvolve e introduz o grupo de personagens que carregará o destino do mundo em suas costas, envolvendo-se em incontáveis aventuras e estratagemas enquanto tentam descobrir qual papel o futuro lhes reserva.

Com uma história como essa, é de se imaginar que não tenham sido poucas as comparações entre a obra de Jordan e a intocável criação de Tolkien, ou mesmo, mais recentemente, ao legado de George Martin. No entanto, qualquer comparação deve ser vista com certa reserva, já cada um desses brilhantes autores produziu algo único e com identidade própria.

Sendo bastante sincero, a identidade da série A Roda do Tempo fica mais evidente em A Grande Caçada, segundo volume da saga, em que podemos perceber uma maior maturidade do autor, com mais segurança no ofício. Desse ponto em diante, a série só melhora, recompensando cada vez mais o leitor pela paciência e fidelidade.

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Caso esteja interessado em conhecer a obra de Robert Jordan e ingressar nessa longa e majestosa jornada, saiba que a Intrínseca já publicou no Brasil os quatro primeiros volumes da série e que o quinto será lançado no segundo semestre de 2016.

 

Marcel Tenorio é administrador da página A Roda do Tempo Brasil e também fanático por ficção fantástica. Adora visitar outros universos e considera cada novo livro como um convite para viver uma aventura. Na vida real ele encara o papel de advogado recém-formado em uma cidade pequena do interior de São Paulo.