testeConheça Ordem Vermelha, primeiro livro de fantasia nacional da Intrínseca!

As seis faces da deusa Una

Observam você aonde quer que você vá.

Às vésperas de mais um Festival da Morte,

Chegou a hora de retribuir esse olhar.

Bem de perto.

Em dezembro, os leitores vão conhecer Untherak, a última região habitada do mundo. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono, desvendar os segredos do lugar e se preparar para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?

Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o livro que inicia a jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo. Um épico sobre resistir à opressão, lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. É a porta de entrada para um novo mundo, com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak.

Primeiro livro de fantasia que a Intrínseca lança em parceria com a CCXP – Comic Con Experience –, escrito por Felipe Castilho em cocriação com Rodrigo Bastos Didier e Victor Hugo Sousa, será lançado em 7 de dezembro, durante a CCXP, e já está em pré-venda.

Leia um trecho e saiba mais sobre o livro.

testeA presença feminina no girar da Roda do Tempo

Por Flora Pinheiro e Rayssa Galvão*

Como amantes da literatura de fantasia, para nós é sempre um prazer trabalhar com esse gênero, sobretudo com um clássico como A Roda do Tempo. Como editoras, é sempre muito gratificante trabalhar com livros realmente bons, com uma base de fãs tão envolvida e envolvente. E, por fim, como mulheres, é sempre um momento de alegria encontrar livros com personagens femininas bem-construídas.

Em muitas das histórias de fantasia mais tradicionais (estamos falando com você, O Senhor dos Anéis!), a mulher é relegada a um papel secundário, como a donzela elfa que decide esperar pelo marido humano, a feiticeira poderosa que só aparece para resolver um pequeno enigma sobrenatural e depois desaparece ou a mulher figurante que só dá as caras no final da trama para se casar com um dos protagonistas depois que ele retorna de suas aventuras.

Esse, felizmente, não é o caso de A Roda do Tempo – algo tão revolucionário para a época que, no começo da publicação da série, corria o boato de que Robert Jordan era o pseudônimo de uma escritora. Em entrevistas, o próprio autor declarou ter feito o possível para criar mulheres realistas e de personalidade forte, como as que o cercavam. Sua esposa, Harriet, foi editora da série e teve um papel fundamental na publicação, pois Jordan sempre ouvia seus conselhos. (Ao contrário de certos personagens masculinos de A Roda do Tempo…)

Jordan não teve medo de dar protagonismo às personagens femininas fortes, que aparecem como narradoras em todos os livros e têm sempre falas maravilhosas. Um de nossos momentos favoritos é quando um dos personagens principais vem pedir conselhos para a amiga, Egwene, e comenta que nunca conversou sobre qual era o papel do homem com seus amigos, e ela logo responde: “Então é por isso que vocês fazem um péssimo trabalho”.

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(Ba dum tsss – Fonte)

Mas não basta ter meia dúzia de personagens bacanas para nos impressionar, não. Nós já discutimos um pouco sobre a riqueza de culturas e variedade nos povos de A Roda do Tempo, mas, ao construir seu mundo, Jordan fez mais do que apenas basear os costumes dos povos em um mashup interessante do mundo real: ele criou novas dinâmicas sociais que, no mínimo, nos fazem refletir sobre o mundo em que vivemos. Ou seja, não só não faltam personagens femininas fortes na série como também, logo no começo, somos surpreendidos por algo ainda mais incomum: uma sociedade em que as mulheres não são vistas como inferiores aos homens. Muitos leitores aceitam com facilidade dragões, magia e personagens que vivem centenas de anos, mas um mundo no qual as mulheres não são “cidadãs” de segunda classe parece ser automaticamente descartado como inverossímil. Não tomar o machismo como “natural” e explorar os papéis sociais torna a obra de Jordan mais rica.

O primeiro exemplo começa logo no início da história, quando somos apresentados a uma pequena vila rural onde, como tantas outras, além da figura de prefeito há uma mulher conhecida como Sabedoria, uma espécie de guia e curandeira. O poder nessas pequenas cidades é dividido entre dois conselhos: o de homens, que cuida de assuntos muitas vezes secundários, e o círculo das mulheres, que resolve tudo o que há para ser resolvido e, de vez em quando, passa por cima do conselho dos homens.

Isso mostra que, além de incluir sociedades matriarcais (não vamos entrar em mais detalhes sobre elas para não dar spoilers), Jordan também criou inversões interessantes nas culturas tradicionais do livro: em vez de privilégio masculino, há privilégio feminino. Mesmo no caso dos Aiel, uma cultura guerreira em que os clãs estão sempre em conflito, com pilhagens frequentes, as mulheres têm uma sensação de segurança maior do que os homens. Elas não são as mais vulneráveis da sociedade e não precisam temer andar desacompanhadas, pois não correm um risco maior de sofrer violência sexual. Ou seja: exatamente o oposto do que vivemos.

É claro que Jordan criou uma explicação para que mesmo as sociedades tradicionais tenham “privilégio feminino”. Centenas de anos antes de a narrativa principal começar, os homens capazes de canalizar o Poder Único (ou seja, “fazer magia”) enlouqueceram e quase destruíram o mundo. As mulheres continuaram sãs. Isso repercute até o momento atual da história, no reino de Andor, governado sempre por rainhas. Em todo o universo, as mulheres são mais ouvidas, dominam as conversas e a política. Não é possível ter Aes Sedai, figuras poderosas que manipulam o destino das nações, sem que se crie um preconceito velado contra os homens dessa sociedade, fazendo com que as mulheres sejam consideradas mais confiáveis, competentes e perigosas. Alguns leitores se irritam com as personagens “mandonas” do livro por falta de costume, mas, para nós, qualquer obra em que as mulheres não ocupem apenas um papel submisso na trama é muito bem-vinda.

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(“Acha que tem direito de dizer como eu devo me vestir? Homem nenhum tem esse direito, nem sobre mim e nem sobre qualquer outra mulher! Se eu decidisse sair nua, isso não seria da sua conta!” Nynaeve, arrasando no quinto livro, As Chamas do Paraíso.” – Fonte)

* Flora e Rayssa são amigas, amantes de fantasia, feministas de carteirinha e fãs de A Roda do Tempo

testeAssista ao trailer de Caçadores de Trolls, nova série da Netflix

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Fonte: Netflix

E se o navio que trouxe os primeiros colonizadores para a América tivesse transportado mais do que apenas humanos? Para Guillermo del Toro e Daniel Kraus, foi exatamente isso o que aconteceu.

untitledNo livro Caçadores de trolls, o cineasta, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy apresenta um mundo no qual criaturas bizarras — e famintas por carne humana — habitam cavernas subterrâneas, inclusive na pacata San Bernardino. Foi nessa cidade que, 40 anos atrás, dezenas de crianças desapareceram sem nenhuma explicação; entre elas, o tio do jovem Jim Sturges.

E agora San Bernardino será palco da jornada de Jim e seu melhor amigo, Bola que juntos defenderão dois mundos: o dos humanos e o dos trolls na adaptação para a Netflix do livro. A série de Caçadores de Trolls estreia em 23 de dezembro de 2016, e você pode assistir ao trailer abaixo:

 

 

Confira também a galeria com algumas das ilustrações do livro que inspirou a animação:

 

teste14 coisas que você precisa saber antes de começar a ler A Roda do Tempo

Por Flora Pinheiro e Rayssa Galvão*

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Os livros de Robert Jordan compõem uma das maiores séries de fantasia de todos os tempos, literalmente: são 14 volumes que narram uma jornada cheia de reviravoltas, em que heróis e anti-heróis enfrentam um grande desafio — parar de brigar entre si e se unir para salvar o mundo. Aqui estão 14 coisas que você precisa saber antes de começar a leitura:

 

1) George Martin é fã

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Martin fez várias homenagens a Jordan em seus livros. A mais conhecida é a Casa Jordayne, cujo brasão é uma pena de escrever em um fundo verde. O nome de seu lorde é Trebor, ou seja, “Robert” ao contrário.

 

2) Está entre as dez séries de fantasia mais populares de todos os tempos

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A Roda do Tempo vendeu mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo. Apesar de ser considerado “o Tolkien americano”, Jordan criou seu próprio universo, sem reaproveitar elfos, anões e dragões, além de não se limitar a influências da mitologia europeia. Se tiver receio de encarar uma série tão longa, lembre-se: não é à toa que Jordan é referência em literatura fantástica.

 

3) Foge do eurocentrismo

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É verdade que a série tem muitos elementos que lembram a Idade Média europeia, inclusive cavaleiros, inquisição religiosa e outras analogias, mas dá para notar a influência de muitas outras culturas e religiões. Diversas palavras e nomes foram tirados da cultura árabe e da religião hebraica — como um dos nomes do vilão principal, Shai’tan —, e o próprio conceito de tempo cíclico, a tal roda do tempo, vem do hinduísmo.

4) Não é só descrição de paisagem

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Nós amamos fantasia, mas quem nunca suspirou de exaustão diante de um longo parágrafo descrevendo toda a flora de um continente imaginário que atire a primeira pedra. Para nossa sorte, Jordan traz personagens interessantes que quebram a monotonia das descrições. Um queridinho dos fãs é Mat, que prefere se manter longe dos conflitos. Durante um discurso dramático, com um de seus amigos tentando mergulhar de cabeça em uma situação perigosa, Mat aparece ao fundo com dois cavalos, gesticulando, desesperado, para que o amigo monte no animal e fuja com ele.

 

5) Lugar de mulher é… no livro de fantasia

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Jordan não limita as personagens femininas a papéis secundários e donzelas indefesas. Apesar de o primeiro livro ter sido lançado há 26 anos, não faltam mulheres fortes. Um dos reinos, por exemplo, é governado exclusivamente por rainhas, e há também uma sociedade de mulheres guerreiras.

 

6) Não é só mais uma fantasia medieval

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Sim, A Roda do Tempo tem aspectos parecidos com a série de TV Game of Thrones e a trilogia O Senhor dos Anéis. Mas também possui inúmeras diferenças marcantes. Uma delas é que o universo não corresponde à Idade Média. Segundo Jordan, é como se a história se passasse no fim do século XVII, mas a pólvora jamais tivesse sido inventada.

 

7) É uma distopia

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Como a história se passa num mundo aparentemente medieval, é fácil pensar que se refere ao passado, mas os acontecimentos de A Roda do Tempo na verdade se passam no futuro! O tempo da roda se divide em 7 Eras, que passam em ciclos. Nossa Era já passou, e tudo o que resta dela são resquícios e ruínas. Ao longo dos livros, é possível encontrar várias dicas de “objetos mitológicos”, de lâmpadas a usinas nucleares. Dá até para brincar de caçar referências!

 

8) É muito mais que uma história

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Como todo bom gênio da fantasia, Jordan criou mais do que uma história: ele construiu um mundo. As complexidades são tantas e seu universo é tão bem-feito que existe até um sistema de RPG baseado na série. Os povos são muito diversos, e você vai se divertir aprendendo as particularidades de cada um ao longo dos livros.

 

9) Apesar da fantasia, nem tudo tem solução mágica

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Jordan não quis criar saídas fáceis, e representou muito bem temas realistas e polêmicos, como a loucura, a escravidão e o preconceito. A falta de comunicação e a demora em enviar mensagens nesse mundo praticamente medieval afetam a política, as guerras e o humor das pessoas ao redor.

 

10) A magia não funciona da forma que estamos acostumados

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Uma das coisas mais legais da série é o uso do Poder Único: a força que alimenta a magia nos livros. Existem diferenças no uso para homens e mulheres (e o uso por homens é considerado tabu). Além disso, o mecanismo é mais complexo que simplesmente decorar feitiços: as Aes Sedai aprendem a “tecer” fios de elementos do Poder Único de forma a criar uma trama que traga os resultados desejados.

 

11) As intrigas políticas vão ganhando destaque

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Com o passar dos livros, o universo da obra se amplia e as maquinações aumentam. O Jogo das Casas, porém, nem sempre tem um final sangrento. Enquanto a política do mundo real nos faz chorar, a do universo de Jordan muitas vezes é motivo de riso, com críticas veladas muito bem-humoradas.

 

12) Você vai passar a entender um monte de referências espalhadas por aí

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A série é tão querida pelos amantes de fantasia que George Martin não é o único a incluir referências em sua obra. Isso acontece em vários jogos, como o primeiro da série Dragon Ages, e a Blizzard já incluiu referências em World of Warcraft e Diablo. Além disso, algumas bandas já fizeram músicas em homenagem à série. A mais famosa é do Blind Guardian:

13) Nem todos os livros foram escritos por Robert Jordan

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Após a morte de Jordan, Brandon Sanderson assumiu a série. Com a ajuda da viúva de Jordan, Harriet Ridgney, que trabalhava como editora do marido, Sanderson escreveu três livros a partir das anotações do autor. Sanderson já era fã convicto da série e afirma que cresceu lendo e relendo os livros lançados até então. Ele é mais conhecido pela série Mistborn, mas não decepcionou os fãs de A Roda do Tempo.

 

14) Vai ter série!

Harriet Ridgney, viúva de Jordan, anunciou este ano que os direitos de adaptação de A Roda do Tempo foram vendidos e a obra será transformada em uma série de TV. Para quem acha que “o livro é melhor porque tem mais detalhes”, a hora de começar a ler é agora. Afinal, A Roda do Tempo gira, e as Eras vêm e vão, mas a internet continua cheia de spoilers.

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Flora e Rayssa se conheceram através do amor mútuo por livros de fantasia. Para editar a série A Roda do Tempo, as duas abriram mão do contato com amigos e família. Elas trocam GIFs quando sentem falta de conviver em sociedade.

testeUma dúvida que todos nós tivemos: Lar ou orfanato, eis a questão

Por Danielle Machado*

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Antes de publicar os livros de Ransom Riggs no Brasil, nós na editora já éramos fãs incondicionais de Jacob, dos peculiares e da querida srta. Peregrine, e uma coisa que sempre nos bateu como dúvida era a escolha da palavra “orfanato” como tradução de “home”, a casa da srta. Peregrine que dá título ao primeiro livro e à série.

Era consenso notório aqui na Intrínseca que aquele lugar mágico protegido pela fenda temporal de 3 de setembro jamais deveria se chamar orfanato, mas sim “lar”. A propriedade de Peregrine não recebe órfãos no sentido estrito, não é um abrigo para crianças sem pais. A srta. Peregrine protege os peculiares sob o teto de sua própria casa, como uma grande e amorosa família.

Na ocasião da publicação de Cidade dos etéreos, o segundo livro da série, primeiro a ser editado aqui na Intrínseca, nossa primeira ideia era usar a palavra “lar”, mas acabamos cedendo a não mexer no termo que já estava, digamos, “cunhado” entre os leitores (e também entre nós, é bom dizer). Porém, as pulguinhas da insatisfação nos acompanharam até agora, insistentes e cheias de razões, clamando constantemente: “Não é orfanato!”, “Não é orfanato!”, “Não é orfanato!”…

Tínhamos pela frente a publicação de Biblioteca de almas e uma nova chance de fazer a escolha certa. Foi quando nossos colegas da Fox responsáveis por lançar no Brasil o filme inspirado no livro sinalizaram que, também pra eles, “lar” era a palavra ideal. Era a voz que faltava no clamoroso coro das pulguinhas.

Apesar do coração partido (mesmo certos de que a mudança era necessária, sabíamos que haveria quem preferisse a forma anterior) e apesar da trabalheira que teríamos pela frente (rever não só o trabalho já quase pronto em Biblioteca de almas, mas também o que foi feito em Cidade dos etéreos e o que está em andamento em Contos peculiares, que sai no Brasil em setembro), decidimos fazer o que devia ser feito: a srta. Peregrine e os peculiares agora têm seu justo e apropriado lar. E as pulguinhas da dúvida devem ter ido procurar o delas.

*Danielle Machado é editora. Gosta de cinema, TV, livros, internet e quaisquer outros entretenimentos que se possa desfrutar sentado no sofá, sem gastar energia. Agora mesmo está exausta.

testeTrecho de Cidade dos etéreos

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Com fotografias sombrias e uma narrativa emocionante, Cidade dos etéreos, sequência de O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, chega às livrarias neste mês. Neste segundo livro da série, o grupo de crianças com dons sobrenaturais precisa deter monstros terríveis e tirar o feitiço da srta. Peregrine, que está presa no corpo de uma ave.

Ansiosos para saber o que acontece na continuação? Leia aqui um trecho.

Hollow City - capa e lombada.inddRemamos pela baía, passando por barcos balançantes com a ferrugem vazando das emendas dos cascos, por bandos de aves marinhas silenciosas amontoadas nas ruínas de docas afundadas e cobertas de cracas, por pescadores que baixavam as redes para nos encarar, estupefatos, sem saber se éramos reais ou imaginários — uma procissão de fantasmas flutuando na água ou de pessoas que em breve virariam fantasmas. Éramos dez crianças e uma ave em três pequenos barcos instáveis, remando em silêncio, com vontade, para alto-mar, deixando para trás rapidamente a única baía segura em quilômetros, que se exibia rochosa e mágica à luz azul-dourada do amanhecer. Nosso objetivo, a costa irregular do País de Gales, estava em algum lugar à frente, visível apenas como um borrão difuso, uma mancha de tinta ao longo do horizonte.

Passamos pelo velho farol, uma construção tranquila de longe, que ainda na noite anterior fora cenário de muitos traumas. Foi lá que, com bombas explodindo por todo lado, quase nos afogamos e quase fomos despedaçados por balas. Foi lá que peguei uma arma, puxei o gatilho e matei um homem, um ato ainda incompreensível para mim. Foi lá que perdemos a srta. Peregrine, para depois a recuperarmos das garras de aço de um submarino — embora ela tenha sido devolvida com um problema cuja solução não sabíamos como obter.

testeA Roda do Tempo gira…

Por Marcel Tenorio*

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… e, por mais que não pareça, já se passaram quase três anos desde que a Editora Intrínseca lançou no Brasil O Olho do Mundo, primeiro volume da saga épica escrita pelo autor americano James Oliver Rigney Jr., que assinava sempre com o pseudônimo Robert Jordan.

Desde então, a base de fãs só tem aumentado. Muitos leitores antigos, apaixonados por ficção fantástica, e tantos outros iniciantes no gênero têm se rendido aos encantos do rico universo criado por Jordan e seus muitos personagens, ao mesmo tempo fantásticos e realistas.

E não haveria como ser diferente com essa série que arrebatou uma legião de fãs em diversos continentes desde o seu lançamento original, no início da década de 1990. Os livros, inclusive, já ocuparam oito vezes a primeira posição da lista dos mais vendidos do The New York Times.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a série, A Roda do Tempo é composta por impressionantes catorze volumes. E quando digo impressionantes, não pense que estou exagerando. Cada um dos livros tem em média trezentas mil palavras, ou seja, cerca de setecentas, oitocentas páginas. Alguns mais, outros menos.

Tranquilamente, A Roda do Tempo é uma das melhores opções quando o assunto é desenvolver músculos de leitura. Mas não se assuste com o tamanho. De verdade! O autor possuía um ritmo e uma leveza tão agradáveis que não é incomum o relato de pessoas que devoraram algum de seus livros em dois ou três dias.

Além disso, saber que a série é composta por tantos volumes nos dá a tranquilidade de confiar que a história e os personagens daquele universo serão explorados de forma profunda. A Roda do Tempo possui um universo tão bem estruturado que, ao fechar o livro, o leitor tem a impressão de que os personagens continuam a viver dentro daquelas páginas.

Por sinal, um dos grandes atrativos das obras é a possibilidade de acompanhar os personagens principais desde uma fase inocente da juventude até a maturidade. Os livros descrevem cada dilema, cada escolha, cada responsabilidade, enfim, tudo aquilo que serviu para moldar a personalidade do personagem e o que o levou a ser quem é.

A história se passa em um universo em que, em um tempo bastante remoto, houve uma guerra tão severa entre as forças do bem e do mal que o próprio tecido do mundo foi rompido. Então, com o girar da Roda do Tempo, muitas eras se passaram e as lembranças dessa guerra se tornaram lendas e presságios entre os povos e nações.

Um desses presságios diz exatamente que, quando as forças tenebrosas se reerguerem, o poder para enfrentá-las surgirá na forma de um homem escolhido, o Dragão Renascido. Junto com ele a guerra retornará e outra vez o tecido do mundo se romperá.

Nesse cenário, a trama se desenvolve e introduz o grupo de personagens que carregará o destino do mundo em suas costas, envolvendo-se em incontáveis aventuras e estratagemas enquanto tentam descobrir qual papel o futuro lhes reserva.

Com uma história como essa, é de se imaginar que não tenham sido poucas as comparações entre a obra de Jordan e a intocável criação de Tolkien, ou mesmo, mais recentemente, ao legado de George Martin. No entanto, qualquer comparação deve ser vista com certa reserva, já cada um desses brilhantes autores produziu algo único e com identidade própria.

Sendo bastante sincero, a identidade da série A Roda do Tempo fica mais evidente em A Grande Caçada, segundo volume da saga, em que podemos perceber uma maior maturidade do autor, com mais segurança no ofício. Desse ponto em diante, a série só melhora, recompensando cada vez mais o leitor pela paciência e fidelidade.

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Caso esteja interessado em conhecer a obra de Robert Jordan e ingressar nessa longa e majestosa jornada, saiba que a Intrínseca já publicou no Brasil os quatro primeiros volumes da série e que o quinto será lançado no segundo semestre de 2016.

 

Marcel Tenorio é administrador da página A Roda do Tempo Brasil e também fanático por ficção fantástica. Adora visitar outros universos e considera cada novo livro como um convite para viver uma aventura. Na vida real ele encara o papel de advogado recém-formado em uma cidade pequena do interior de São Paulo.

testeAs músicas de A Roda do Tempo

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O poder inspirador de uma história muitas vezes escapa das páginas dos livros e assume novas formas nas mãos de diferentes artistas. Assim, aventuras fantásticas podem se transformar em canções, por exemplo. Como no caso da série A Roda do Tempo, de Robert Jordan, que chegou até a ganhar trilha sonora nas mãos do guitarrista, vocalista e produtor musical Robert Berry.

Lançando em 2001, o álbum é composto por 19 faixas que levam nomes de personagens, locais e monstros criados por Jordan. O disco apresenta várias músicas instrumentais, com forte influência céltica, além de composições inéditas. Mas Berry não foi o único a homenagear a obra. Outros artistas também elaboraram canções baseadas nos romances da série A Roda do Tempo.

A banda alemã Blind Guardian lançou duas músicas no álbum At The Edge Of Time, de 2010, com base nos livros de Jordan: “Ride Into Obsession” e “Wheel Of Time”. O grupo sueco de heavy metal Katana criou a canção “The Wisdom Of Emond´s Field”. Confira a playlist com as músicas de A Roda do Tempo abaixo ou clicando no link.