testeO Dia em que Helen Macdonald Encontrou Christian Grey

Por Maria Carmelita Dias*

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Quis o destino, ou os deuses das coincidências, que eu tivesse que interromper a tradução de F de falcão para assumir um trabalho mais urgente. Adiante explico o porquê das coincidências. F de falcão, o belo livro da escritora e falcoeira britânica Helen Macdonald, trata da experiência da autora em como lidar com o luto pela súbita morte de seu pai.

A estratégia da autora, inusitada para a maior parte das pessoas, consiste em treinar uma ave de rapina, mais precisamente um açor, uma das aves mais indomesticáveis que existem. Ao longo do livro, Helen Macdonald, além de descrever seus sentimentos e sua relação com Mabel, o açor fêmea que treinava, mescla a própria história com passagens da vida do autor de uma de suas inspirações, o livro The Goshawk, o açor, do escritor inglês T. H. White. Apesar de não ser, no início, um genuíno falcoeiro, White se atreveu a treinar um açor como parte de sua tentativa de abandonar a escola onde tinha lecionado, de se afastar dos seres humanos, com quem não achava ter muita afinidade, e de colocar em prática preceitos de ensinamento diferentes daqueles com os quais fora educado e com os quais vinha trabalhando como professor. Mais que tudo, White queria ter a sensação de ser capaz de dominar um ser selvagem.

White, entre outras obras, escreveu uma saga fantástica, uma coleção de livros que relatavam a história do Rei Artur e do reino de Camelot: The Once and Future King, O único e eterno rei. O primeiro volume da coleção, The Sword in the Stone, A Espada na pedra, narra as aventuras do menino Wart, que mais tarde seria sagrado rei, e do seu encontro com o Mago Merlin. Esse volume teve os direitos comprados pelos estúdios de Walt Disney e se transformou no longa de animação que recebeu no Brasil o nome de A Espada Era a Lei. Quem não se lembra do fantástico duelo travado entre o Mago Merlin e a Madame Min, cujas armas eram as mágicas dos dois feiticeiros, transformando a si mesmos em animais que se enfrentavam?

untitledF de falcão é um livro igualmente mágico. Sua linguagem é poética, delicada, em contraponto ao tema tão intenso, que envolve luto, perda, morte, dominação, vida selvagem. Traduzir F de falcão foi entrar nesse universo de contrastes entre a intensidade do tema e a delicadeza da linguagem.

Pois bem, voltando ao início: no meio do trabalho, fui solicitada a participar da tradução de outro livro, cuja data de lançamento demandava urgência. Que livro era esse? Grey – Cinquenta tons de cinza pelos olhos de Christian, de E L James.

Assim, abandonei por uns tempos Helen Macdonald, Mabel e T. H. White, para me tornar, durante algumas semanas, mais uma submissa do Sr. Christian Grey.

À parte o fato de ambos os livros terem sido escritos por escritoras inglesas, não existem obras mais diferentes do que F de falcão e Grey. Porém, lá pelas tantas, eu me deparo com o seguinte trecho em Grey:

E me lembro de Grace, minha mãe, fazendo cafuné em mim enquanto eu lia trechos de O único e eterno rei em voz alta.

“Christian, isso foi ótimo. Estou impressionada, querido.”

Eu tinha sete anos e havia começado a falar havia pouco tempo.

 Ora essa, Christian Grey também leu T. H. White! Que estranha coincidência me faz retornar ao livro que eu deixara de lado temporariamente. Coincidência em vários sentidos. Nunca li as obras de T. H. White e tampouco as vi mencionadas nos livros que traduzi ou nos muitos que li. Então, descubro que o livro que Christian Grey lia em criança, quando começou a falar, era justamente… O único e eterno rei.

Traduzi pouco mais de um terço de Grey. Por que exatamente aquele trecho ficou a meu cargo? Por que White apareceu nos dois livros que eu estava traduzindo? (Afinal, como Helen Macdonald diz, White não era um escritor “da moda”.) E por que eu estava trabalhando exatamente com esses dois livros exatamente na mesma época? E, mais uma vez, constatei como o ofício da tradução me traz tantas surpresas, tantos conhecimentos e tanto prazer.

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Algumas pessoas acham que traduzir é transpor mecanicamente algo escrito em um idioma para algo semelhante escrito em outro idioma. Para mim, traduzir é como montar as peças de um quebra-cabeça, em que todas as partes devem se encaixar à perfeição, embora aqui e ali seja necessário fazer uma adaptação e dar um empurrãozinho para preencher o espaço adequado.

Certas vezes, porém, uma peça parece se encaixar em outro tabuleiro, diferente daquele que estamos montando. Nessas ocasiões, o tradutor é premiado com uma surpresa, um fato novo que faz com que ele mergulhe ainda mais no texto a ser traduzido.

Na verdade, pensando bem, percebi que White e Grey tinham mais em comum do que seus sobrenomes descoloridos e o fato de uma estranha sincronicidade unir esses dois homens, um real e outro ficcional, pelo menos nos dois quebra-cabeças que eu estava montando. Ambos eram homens com mentes até certo ponto conturbadas, vidas sexuais fora dos padrões das respectivas épocas e infâncias marcadas pela violência. O comportamento adulto de ambos se caracterizou, em parte, pela vontade de dominar e controlar um outro ser: no caso de White, a dominação de uma ave de rapina selvagem e quase indomesticável; no caso de Grey, a dominação das mulheres com as quais se relacionava. Ainda mais engraçado é o fato de que a palavra “capuz” (que é colocado no falcão para impedir-lhe a visão e acalmá-lo) vem da palavra árabe burqa (que Grey impunha metaforicamente às mulheres com as quais se relacionava, além de vendar-lhes os olhos durante seus jogos sexuais). Os dois homens partilhavam até mesmo a mania de entupir seus dominados (ave e mulher) de comida.

No meio dessas surpresas, nos damos conta de como participamos dos eventos e fatos e vidas mencionados nos textos originais, como se eles realmente dependessem de nós de alguma maneira. De modo geral, o leitor se envolve em um texto, mergulha dentro dele, e se sente uma parte integrante dos acontecimentos. O tradutor vai além, mergulha em um nível ainda mais profundo. Ele atravessa o universo do texto, e passa para o outro lado, tornando aquele universo um pouco dele também. Ao traduzirmos, não podemos desprezar ou ignorar nenhuma informação presente, seja ela implícita ou explícita. Não existe a possibilidade de deixar um lugar vago, um espaço em branco no meio do tabuleiro. Se existe uma dúvida de como preencher aquele espaço, temos que agir como se fôssemos o autor e procurar desfazê-la de todas as maneiras possíveis, pois absolutamente todas as palavras, expressões e frases são consideradas e transpostas para o texto-meta, ainda que nem sempre estejam lá necessariamente em formato físico.

O que muitas pessoas não imaginam é que cada obra original necessita de uma boa dose de pesquisa durante a tradução. Às vezes, uma palavra, seja o nome de uma ave, de uma planta, de um instrumento, pode exigir um tempo considerável para chegar à escolha perfeita – ou quase. Já houve ocasiões em que passei uma tarde inteira só para ter certeza de que o nome de uma determinada planta era mesmo aquela.

No caso de F de falcão, por exemplo, entrei de cabeça no mundo dos falcoeiros – colecionei sites e glossários, me correspondi com um falcoeiro, aprendi a diferenciar todos os objetos necessários para a falcoaria, descobri diversas e diferentes aves de rapina da Europa, onde se passa a ação do livro, e do Brasil. Pedi ajuda a um amigo geólogo para poder entender geologicamente a cultura das paisagens de giz na Grã-Bretanha, presentes em parte do texto.

Amigos especialistas, aliás, são bastante requisitados pelos tradutores, seja no caso de armamentos (como em Homeland: como tudo começou, de A. Kaplan), de física (como em Minha breve história, de Stephen Hawking) ou de radiotransmissão (como em Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr), por exemplo. Em Grey, havia pesquisas sobre contratos, brinquedos eróticos e partes de um helicóptero, entre outras. O tradutor tem que se certificar de que todas as informações constantes do texto original, sejam elas necessárias ou não para a ação principal da trama, também estejam presentes no texto traduzido.

Ainda assim, acho que o mais importante em uma tradução é entender a linguagem que permeia o livro a fim de transpô-la para o português. Já mencionei que F de falcão tem uma linguagem delicada – na verdade, bastante poética, em termos de vocabulário e imagens construídas. Grey, ao contrário, tem uma linguagem informal e cotidiana, com muitos diálogos e expressões populares. Já O regresso, de Michael Punke, por exemplo, que traduzi há algum tempo, e cuja ação se passa em regiões inóspitas do meio-oeste americano no século XIX, obviamente tem uma linguagem bem diferente daquela dos outros livros citados.

Em outras palavras, cada caso é um caso, cada livro é um livro, e todos fazem o tradutor conhecer mais, viver mais, participar mais. E todos transportam o tradutor para universos inusitados, cheios de surpresas.

*Maria Carmelita Dias decidiu ser tradutora na adolescência porque queria muito entender as letras dos Beatles. Formou-se em Tradução e Interpretação na PUC-Rio, onde lecionou e atuou como pesquisadora. Atualmente se dedica quase exclusivamente à tradução e já montou os quebra-cabeças de Cinquenta Tons de Liberdade, de E.L. James, e Estado de Graça, de Ann Patchett, entre outros.

testeA vida que passamos juntos

Por Ulisses Teixeira*

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Eu tenho bastante sorte por ter três pais.

Deixe-me explicar melhor. Para falar a verdade, é bem simples. Provavelmente muitos tiveram a mesma experiência que eu, ou talvez uma similar. Minha mãe e meu pai se separaram quando eu era um bebê. Quase dois anos depois, minha mãe se casou novamente, e ela também teve a sorte de encontrar um cara legal e decente com quem é casada até hoje. Meu pai não encontrou tão cedo a sua outra “metade da laranja”, de forma que ninguém teve para mim um lugar de “mãe” — além da minha própria, é claro. O cara com quem minha mãe se casou me criou, me ensinou e me influenciou de maneiras que só um verdadeiro pai faria. É por isso que ele merece esse título. (E é por isso também que, neste texto, eu só vou me referir a ele como “pai”, nunca padrasto. Sei que isso pode ser um pouco confuso para alguns de vocês, e peço desculpas desde já.)

O que isso tudo tem a ver com F de falcão? Bem, Helen Macdonald, a autora dessa obra-prima (e, acreditem, não uso essa palavra de forma gratuita), não tem mais o pai. Ele faleceu após um enfarto, daqueles que acontecem sem mais nem menos, sem aviso, sem dar tempo para você se preparar para o pior. Isso, é claro, é o suficiente para deixar qualquer um devastado. Com a autora, não foi diferente. No período de depressão que se seguiu à morte do pai, Macdonald revela em detalhes o que perdeu enquanto não conseguia superar o luto: oportunidades profissionais, dinheiro e até mesmo um relacionamento. Para vencer a inércia emocional, Helen resolve voltar a explorar um antigo hobby que compartilhava com o pai: a falcoaria.

A falcoaria é a antiga arte de criar e treinar certas aves de rapina para a caça. Devido ao seu alto custo, era praticamente restrita aos nobres no mundo antigo e medieval. Apesar do nome, o esporte não lida apenas com falcões; podem ser usados também gaviões, corujas e açores. De fato, é este último que Macdonald escolhe para retomar a prática. Desnecessário dizer que criar um falcão não é como criar um cachorrinho; não basta colocar um jornal no canto da área de serviço e levar para passear duas vezes por dia. Não, criar um falcão é um desafio. E criar um açor é um desafio ainda maior. Um açor é uma ave de rapina de fato, um animal que pode chegar a ter sessenta centímetros, que habita a copa alta das árvores e que vê o mundo literalmente de cima. Um açor não obedece cegamente a ordens, e até mesmo a autora diz que, em determinados momentos, quando a ave decide permanecer em uma árvore, é o treinador que é obrigado a ficar esperando por ela pelas horas que forem necessárias. A falcoaria é, acima de tudo, um exercício de persistência e paciência.

De certa forma, vencer o luto é a mesma coisa.

capa_F de Falcao_frente_Tudo que Macdonald escreveu em F de falcão me encantou. Sou fascinado por falcoaria há muitos anos, apesar de nunca ter tido a oportunidade de praticá-la. Então, esse livro para mim foi um prazer — e mais uma vez digo que sou sortudo por ter tido a oportunidade de trabalhar nele. Porém, o que me marcou de forma mais profunda talvez tenha sido as descrições que ela faz do pai e de como sente a falta dele. Eu não sei o que é perder um pai, todos os meus três estão bem. No entanto, durante o final da minha adolescência e início da minha vida adulta, um dos meus pais teve câncer. Pela terceira vez. Foi um processo longo, difícil e doloroso, cujas consequências são sentidas até hoje. Eu tentei me manter forte, para dar apoio a ele e a todos que precisavam de ajuda. Eu me preparei mais de uma vez para ver meu pai morrer. Mas a verdade é que, no fundo, você nunca está preparado para isso. É impossível se preparar para viver sem alguém que você ama.

Eu poderia dizer que agora que estou nos meus trinta anos, entendo melhor meus sentimentos e concluir que eu não tinha maturidade para encarar aquela situação e responsabilidade tão cedo na vida. Mas eu estaria mentindo. Ainda sou completamente imaturo e tenho bastante dificuldade de processar tudo que passei. No entanto, vejo o meu pai, agora saudável, mas ainda tendo que viver com algumas consequências da doença, e penso nele como um verdadeiro herói. Vejo minha mãe, que aguentou o peso do mundo nas costas sem reclamar nem um pouco, e sonho em ser forte como ela um dia. E vejo a mim mesmo, uma bagunça completa de sentimentos, tentando lidar com tudo isso até hoje.

Se você perguntar a qualquer um que me conheça, seja por alguns minutos, seja por uma vida inteira, essa pessoa vai dizer: o Ulisses é um imbecil. E ela tem razão. Eu tento a todo custo não demonstrar sentimentos. Contudo, Helen Macdonald me mostrou que a confusão que sinto é normal. Ela me mostrou que eu posso ser vulnerável. Que o luto é um processo difícil, mas que também é possível se recuperar dele. E que, quando o inevitável acontecer a um ente querido, nós sempre teremos a vida que passamos juntos.

Ulisses Teixeira, eleito por sete anos seguidos “o sorriso mais bonito do Méier”, abandonou cedo demais a carreira de modelo para se dedicar ao mercado editorial.

P.S.: No intuito de homenagear a rainha Xuxa, Ulisses Teixeira sugeriu o título A de açor, B de baixinho para o livro de Helen Macdonald. Após uma resposta violenta da equipe, Ulisses se recupera bem.

testeLançamentos de junho

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Confira sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

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Loney, de Andrew Michael Hurley – Quando os restos mortais de uma criança são descobertos durante uma tempestade de inverno numa extensão da sombria costa da Inglaterra conhecida como Loney, Smith é obrigado a confrontar acontecimentos terríveis e misteriosos ocorridos quarenta anos antes, quando ainda era jovem e visitou o lugar. Com personagens ricos e idiossincráticos, um cenário sombrio e a sensação de ameaça constante, Loney é uma leitura perturbadora e impossível de largar, que conquistou crítica e público. Uma história de suspense e horror gótico, ricamente inspirada na criação católica do autor, no folclore e na agressiva paisagem do noroeste inglês. [Leia +]

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A ditadura acabada, de Elio Gaspari – A mais aclamada obra sobre o regime militar no Brasil chega à conclusão com o livro A ditadura acabada. No quinto volume da Coleção Ditadura, o jornalista Elio Gaspari examina com riqueza de detalhes o período de 1978 a 1985, desde o final do governo do presidente Ernesto Geisel e a posse de seu sucessor, o general João Baptista Figueiredo, até a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral.

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A publicação de A ditadura acabada é a conclusão da obra definitiva sobre um dos períodos mais turbulentos da história do Brasil, resultado de uma extensa pesquisa e do acesso a uma documentação até então inédita. Os cinco volumes da Coleção Ditadura foram reunidos em um luxuoso box, também disponível em versão digital. [Leia +]

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F de falcão, de Helen Macdonald – Best-seller do The New York Times, F de falcão é um livro de memórias nada usual que narra a história de Helen Macdonald a partir do momento em que viaja até a Escócia para comprar um falcão. Devastada por uma forte depressão após a morte de seu pai, Helen se encontra em um abismo e nada mais faz sentido em sua vida. Porém, ao praticar a falcoaria com Mabel, sua nova ave de rapina, e ler os diários de T. H. White, clássico autor da literatura inglesa, ela começa a entender que o luto é um estado que não pode ser evitado, mas que pode ser superado — inclusive com a ajuda de um inusitado açor.

A premiada escritora britânica participará da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 29 de junho a 3 de julho. Saiba mais

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Liderança, de Alex Ferguson e Michael Moritz – O que é necessário para levar uma equipe ao máximo de sucesso e mantê-la no topo por um bom tempo? Sir Alex Ferguson é um dos poucos líderes que sabem de fato a resposta a essa pergunta. Nos 38 anos em que atuou como técnico de futebol, ele alcançou a impressionante marca de 49 troféus e fez do Manchester United uma das maiores marcas do mundo. Nesse livro franco e inspirador, ele revela os segredos por trás de sua carreira repleta de recordes. [Leia +]

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Gentil como a gente, de Fernanda Gentil – Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

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Lugar Nenhum, de Neil Gaiman – Publicado pela primeira vez em 1997, a partir do roteiro para uma série de TV, o sombrio e hipnótico Lugar Nenhum, primeiro romance de Neil Gaiman, anunciou a chegada de um grande nome da literatura contemporânea e se tornou um marco da fantasia urbana. Ao longo dos anos, diferentes versões foram publicadas nos Estados Unidos e na Inglaterra, e Neil Gaiman elaborou, a partir desse material, um texto que viesse a ser definitivo: esta Edição Preferida do autor inclui um texto de introdução assinado por Gaiman, uma cena cortada e um conto exclusivo. [Leia +]

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No reino do gelo, de Hampton Sides – No final do século XIX, o mundo era bem diferente de como o conhecemos hoje. Os Estados Unidos eram um jovem país em acelerado crescimento após a Guerra Civil, invenções tecnológicas apareciam a todo momento e muitas partes do globo ainda continuavam completamente inexploradas. Entre elas estava o Polo Norte. No reino do gelo conta a fascinante história de heroísmo e determinação do navegador George De Long e da tripulação do navio americano USS Jeannette na conquista de um dos locais mais implacáveis do planeta. [Leia +]

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Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor – O podcast Welcome to Night Vale conta as histórias da cidade de Night Vale, uma amistosa comunidade no meio do deserto onde todas as teorias da conspiração são reais. No formato de um programa de rádio, Cecil Palmer, locutor da rádio comunitária, informa a todos as pequenas estranhezas da pacata cidadezinha — onde fantasmas, anjos, alienígenas e agências governamentais misteriosas e ameaçadoras fazem parte do cotidiano dos cidadãos. Desta vez, a chegada de um homem de paletó bege faz com que as vidas de duas mulheres, cada uma com seu mistério, vire de cabeça para baixo. [Leia +]

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A outra história, de Tatiana de Rosnay – Aos vinte e quatro anos, Nicolas Duhamel se depara com um segredo perturbador, há décadas mantido a sete chaves por sua família. Perplexo, ele parte em uma cruzada na busca por suas verdadeiras origens, uma empreitada que o inspira a escrever seu primeiro romance, O envelope. Após três anos do inesperado e estrondoso sucesso mundial do livro, Nicolas é um autor vaidoso, com muitos fãs. Contudo, não consegue mais escrever nem uma linha sequer. Hospedado em um luxuoso resort na Toscana, ele tenta vencer o bloqueio criativo, mas o que Nicolas encontra lá poderá colocar em jogo todo o seu futuro. [Leia +]

testePremiada escritora britânica Helen Macdonald na Flip 2016

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Cartaz animado da Flip 2016 criado pelo ilustrador Jeff Fisher

A Festa Literária Internacional de Paraty acaba de anunciar a programação completa de sua 14ª edição, que acontece entre os dias 29 de junho a 3 de julho. A premiada escritora britânica Helen Macdonald, autora de F de falcão, participará da mesa “O falcão e a fênix”, ao lado de Maria Esther Maciel, no sábado, 2, às 17h30.  Os ingressos para o evento serão vendidos a partir de 3 de junho, às 12h, no site Tickets for Fun. Confira a programação completa.

Após a súbita perda do pai, vítima de um ataque cardíaco em 2007, a escritora, poeta, ilustradora e historiadora Helen Macdonald decide se reaproximar de uma antiga paixão: a falcoaria. A partir da delicada relação com um açor, ave de rapina das mais selvagens, a autora reflete de maneira original sobre amor e luto em F de Falcão, livro que recebeu alguns dos mais prestigiosos prêmios literários de 2014. Vencedora do Samuel Johnson Prize e do Costa Book Awards de 2014, a obra foi finalista do National Book Critics Circle Award e chega ao Brasil em junho, publicada pela Intrínseca.

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testePremiada escritora britânica Helen Macdonald é presença confirmada na Flip

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Após a súbita perda do pai, vítima de um ataque cardíaco em 2007, a escritora, poeta, ilustradora e historiadora Helen Macdonald decide se reaproximar de uma antiga paixão: a falcoaria. A partir da delicada relação com um açor, ave de rapina das mais selvagens, a autora reflete de maneira original sobre amor e luto em F de Falcão, livro que recebeu alguns dos mais prestigiosos prêmios literários de 2014. Vencedora do Samuel Johnson Prize e do Costa Book Awards de 2014, a obra foi finalista do National Book Critics Circle Award e chega ao Brasil em maio, publicada pela Intrínseca.

No final de junho, a autora britânica virá ao Brasil como convidada da Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece entre os dias 29 e 3 de julho. Macdonald, que atua pesquisadora afiliada ao Departamento de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Cambridge, também é autora de Falcon, uma importante obra sobre a história cultural dos falcões, e de três coletâneas de poesia.

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