testeLeitura obrigatória para amantes de biografias, Agassi ganha uma nova edição

Uma das autobiografias mais importantes dos últimos anos está de volta às livrarias! A partir de 12 de agosto, Agassi – Uma autobiografia retorna em uma nova edição.

Durante toda a sua carreira, Andre Agassi foi uma figura icônica por sua personalidade rebelde e seu estilo único – com seu cabelo comprido e brincos, o tenista protagonizou cenas curiosas e participou ativamente de vários casos relacionados a outras personalidades da cultura pop.

A autobiografia do esportista releva bastidores de sua trajetória dentro e fora das quadras, com detalhes de sua ascensão e queda, seu relacionamento com Barbra Streisand, Brooke Shields e Stefanie Graf, culminando em sua épica campanha no Roland Garros em 1999, onde quebrou o recorde ao ser o tenista mais velho a se tornar o número 1 do mundo.

Uma história inspiradora de sucesso, superação, esforço e amor, Agassi é leitura obrigatória para todos que apreciam uma grande biografia.

testeAssista agora Tom vs Time, série original do Facebook com Tom Brady!

“Do que você está disposto a abrir mão para ser o melhor que você pode ser?”

Aos quarenta anos, Tom Brady tem tudo: carreira de sucesso, uma bela família e mais títulos mundiais de futebol americano do que qualquer outro jogador em atividade na NFL. Com tanto sucesso, quais desafios Brady ainda pretende enfrentar?

Em uma série exclusiva do Facebook, Tom Vs Time explora a mente de um dos atletas mais importantes dos Estados Unidos, e um exemplo de dedicação e foco para pessoas do mundo inteiro. Nos três documentários, a série mostra a tentativa de Brady de se manter no auge da carreira, sem abrir mão de sua família e valores.

Dividida em três partes — Mental, Social e Físico —, a série mostra o jogador usando as técnicas que apresenta em seu livro O método TB12. Tom Vs Time já está disponível (em inglês). Assista ao primeiro episódio abaixo.

Saiba mais sobre O método TB12.

testeAntes da queda: quando a sobrevivência é a nossa última escolha

Por João Lourenço* 

“Senhores passageiros, sejam bem-vindos e obrigado por escolherem a nossa companhia aérea.” 

Durante o aviso que antecede os voos, costumo prestar atenção na reação das pessoas ao meu redor. Algumas não conseguem esconder o nervosismo, param o que estão fazendo e ficam atentas; outras simplesmente ignoram. Sou do segundo time. Prefiro acreditar que jamais vou precisar seguir aquelas “dicas” de sobrevivência. Afinal, se houver mesmo um acidente, quais serão as minhas chances?

Notícias de quedas de aviões sempre reacendem o nosso medo de voar. Eu, como não tenho estômago para acompanhar depoimentos de pessoas que perderam amigos e familiares em desastres aéreos, prefiro ouvir as histórias daqueles que por alguma razão — sorte? destino? — deixaram de embarcar no último minuto. 

Em Antes da queda acontece o contrário. Scott Burroughs, um pintor fracassado, entra no avião quando a porta da aeronave já está para fechar. Neste caso, não se trata de um voo comercial, mas de um jato particular que transporta apenas onze passageiros, entre eles alguns dos homens mais influentes dos Estados Unidos. O voo, de aproximadamente 50 minutos, é entre a exclusiva ilha de Martha’s Vineyard e Nova York. Mas, dezoito minutos após a decolagem, o avião cai no oceano Atlântico. Enquanto tenta domar o pânico, pensando em uma forma de sobreviver, Scott escuta o choro e o pedido de socorro de uma criança. É J.J., filho mais novo do diretor do canal de notícias mais assistido nos EUA, a ALC News. O desejo de sobreviver vence o frio e o medo de Scott. Mesmo com o ombro deslocado, ele nada por cerca de 18 quilômetros até a praia, puxando J.J. com a ajuda de uma corda e uma almofada de flutuação. 

Esse poderia ser um breve resumo do livro: duas pessoas tentando sobreviver após a queda de um avião. Mas esse trecho está apenas nas primeiras páginas do novo thriller de Noah Hawley

Após o acidente, Antes da queda segue em capítulos que se dividem entre o passado dos personagens que não sobreviveram e o presente de Scott e J.J. Mesmo salvando a vida de um menino de quatro anos, Scott provoca questionamentos na mídia e na população: seria ele um herói ou um farsante? O motivo: a última série de pinturas de Scott é sobre desastres, como imagens de aviões em chamas. Além disso, os personagens que morrem no acidente são pessoas influentes, endinheiradas e invejadas, o que levanta muitas suspeitas sobre a queda do avião.

Âncora do programa mais assistido da rede ALC News, o sensacionalista Bill Cunningham ficou famoso graças a David, diretor da emissora e pai de J.J. Inconformado com a morte do chefe, o jornalista está disposto a descobrir a qualquer custo o que realmente aconteceu de errado no voo — mesmo que para isso ele tenha que grampear telefones de autoridades e pessoas poderosas.  

Antes da queda também relata momentos honestos de compaixão, como a relação que Scott desenvolve com o menino J.J. Abalado com o acidente, o garoto quase não fala mais, abrindo exceção apenas quando está ao lado de quem o salvou. São muitas emoções que o livro proporciona e, quando se trata de deixar o público na expectativa, o autor Noah Hawley não decepciona. 

Além de escritor, Noah também é roteirista, diretor e produtor das séries mais badaladas da TV americana, como Bones, Fargo e Legion — essa última já é a série mais comentada deste ano. Em artigo para a revista Vanity Fair, que considerou Noah o homem que representa o futuro de Hollywood, o autor afirma que tenta separar e distinguir as mídias durante o processo criativo, mas, no final, uma coisa acaba levando à outra. Ele explica: “Eu quero que o livro seja um livro. Mas, então, percebo que o que escrevi pode se tornar um filme e isso é ótimo. Mas esse não era o meu objetivo quando comecei a escrever o livro.” Não era o objetivo, mas Antes da queda vai virar filme. Antes mesmo de chegar às livrarias, os direitos de adaptação cinematográfica do livro foram comprados pela produtora Sony. 

O autor de Antes da queda, Noah Hawley (Fonte)

Considerado pelo The New York Times um dos melhores suspenses de 2016, Antes da queda explora temas bastante pertinentes da nossa vida cotidiana. O autor nos lembra que vivemos em uma sociedade em que Fake News e Click Bait já estão inseridos na maneira como consumimos notícia e conteúdo em geral — e isso é perigoso. 

O sensacionalismo perpetrado por Bill Cunningham não é muito diferente daquele que se encontra em diversos canais — vide o número de matérias falsas e sem fundamento que foram ao ar durante a corrida presidencial americana. No caso de desastres aéreos, isso tende a piorar. Não há limite para a invasão de privacidade dos familiares daqueles que não tiveram a mesma sorte de Scott e J.J. Uma das questões levantada por Noah é a seguinte: se há tanto sensacionalismo na mídia, a culpa é de quem produz a informação ou de quem a consome? 

Em Antes da queda, somos confrontados com os bastidores da vida, com tudo aquilo que a TV não está interessada em mostrar. Afinal, por trás de qualquer desastre ou escândalo, existem pessoas. Ao lado de Scott, aprendemos que o tecido da vida é frágil e que a questão da sobrevivência não tem apenas a ver com riqueza financeira ou força física. Como diz Jack LaLanne, guru do mundo fitness e herói pessoal de Scott, tudo é possível, tudo é alcançável. Você só tem que querer muito! 

 

*João Lourenço é jornalista. Passou pela redação da FFWMAG, colaborou com a Harper’s Bazaar e com a ABD Conceitual, entre outras publicações estrangeiras de moda e design. Atualmente está em Nova York tentando escrever seu primeiro romance.

testeUm século de conquistas

maracana_finalcopadasconfederacoes_reuEstádio Maracanã  (Foto: Agência Reuters)

Foi com muita alegria que li a notícia de que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu que a Copa América de 2019 será disputada no Brasil. Além de ocupar os estádios construídos para a última Copa do Mundo, verdadeiros elefantes brancos, o evento trará novo fluxo de turistas ao país. Sem contar que será uma boa oportunidade para se celebrar o centenário da primeira grande conquista internacional do futebol brasileiro, o Sul-Americano de 1919.

Será ainda uma excelente ocasião para o Brasil — em especial, o Rio de Janeiro — reverenciar a memória de um dos maiores desportistas de nossa história: Arnaldo Guinle. Patrono e figura de proa do Fluminense F.C., Arnaldo foi também mecenas do Sul-Americano de 1919. Seus esforços pelo desenvolvimento de atividades esportivas diversas no país até hoje não foram devidamente reconhecidos.

Arnaldo foi o primeiro dirigente brasileiro do Country Club do Rio de Janeiro, agremiação da elite carioca. Fundado em agosto de 1915, na praia de Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, o clube era frequentado basicamente por estrangeiros. No dia de sua inauguração, segundo o jornal A Notícia, o Country estava perfeitamente equipado para a prática dos seguintes esportes: football, lawn-tennis, baseball e cricket. Graças ao dedo de Arnaldo, outra modalidade entrou no cardápio da festa inaugural: uma apresentação de jiu-jítsu, feita pelo professor Mário Aleixo e seu discípulo Ernesto Goeth.

Cinco anos depois, em 1920, lá estava Arnaldo fundando o Iate Clube do Rio de Janeiro. Nunca é demais lembrar que, além da parte náutica, na proposta original de fundação do clube dava-se um papel relevante à aviação (até 1939 funcionou uma pista de pouso no local) e ao tiro, com a criação de um estande.

Portanto, qualquer semelhança com o atual panorama das práticas esportivas mais expressivas no Brasil de hoje não é mera coincidência. Arnaldo Guinle e seus irmãos ficaram de fora do livro oficial comemorativo dos 450 anos de fundação do Rio de Janeiro. Em 2019, a prefeitura terá a chance de fazer justiça e festejar a memória desses cariocas que tanto ajudaram a construir a maravilhosa fama da cidade.

testeRio, esporte e turismo

Foto do Grande Prêmio Carlos Guinle (Fonte)

Foto do Grande Prêmio Carlos Guinle (Fonte)

Com a aproximação da abertura dos Jogos Olímpicos, em 5 de agosto, tenho me lembrado muito de Carlos Guinle. Talvez ele tenha sido o primeiro carioca a vislumbrar o potencial turístico e esportivo do Rio de Janeiro. Os irmãos Guinle sempre foram ligados ao mundo dos esportes, tanto que ele, Guilherme e Arnaldo presidiram o Fluminense Football Club. Curioso é que o sonho de Carlos de transformar a cidade em uma praça de atividades não nasceu associado ao futebol.

Carlos começou a organizar corridas de automóveis pelas ruas do Centro na década de 1920. A primeira foi em 1922, nos festejos do centenário da Independência do Brasil. Depois, os eventos automobilísticos começaram a ser realizados entre os bairros do Leblon e da Lagoa. Nos anos 1930, um novo trajeto, conhecido como Circuito da Gávea, ganhou dimensões internacionais, com participação de pilotos de nacionalidades diversas e transmissão radiofônica para o continente.

O Circuito da Gávea, que se chamava Grande Prêmio Carlos Guinle, acabou se consagrando como G.P. Rio de Janeiro. A largada era dada na rua Visconde de Albuquerque, no Leblon, e os carros seguiam pela avenida Niemeyer, em São Conrado, depois pela estrada da Gávea (atual favela da Rocinha), voltando ao ponto de partida pela Marquês de São Vicente. Um circuito sinuoso e muito perigoso que provocou inúmeros acidentes fatais, por isso as autoridades passaram a questioná-lo.

Carlos tinha total convicção de que a dobradinha turismo-esportes era a vocação natural da cidade. Sem conseguir concretizar essa ideia, esforçou-se para oferecer aos cariocas um autódromo, o que não chegou a acontecer. Acreditava que o local ideal para a sua construção seria a Zona Sul, no entanto, sempre admitiu a possibilidade de erguê-lo na Zona Oeste.

Agora, as Olimpíadas acontecerão basicamente nessas duas partes da cidade. Na era da imagem, as belas paisagens cariocas realçam as atividades esportivas. Carlos Guinle talvez já imaginasse que um dia o Rio de Janeiro conseguiria ser, de fato, a moldura para um congraçamento esportivo de grande porte. Mas, talvez, nem em seu maior sonho ele tenha pensado que esse evento reuniria os maiores atletas do mundo.