testeÉ tudo verdade: nove curiosidades sobre a feira de O demônio na Cidade Branca

Por Bernardo Barbosa*

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Nem só de grandes feitos e tragédias viveu a Chicago de O demônio na Cidade Branca, livro que acaba de ser relançado no Brasil pela Intrínseca. Na obra, o autor Erik Larson traz um relato vívido das façanhas da feira mundial de 1893 e da assustadora trajetória do serial killer H. H. Holmes. Mas o ímpeto pesquisador de Larson também nos trouxe outros fatos e personagens curiosos e incríveis, seja pelo legado que deixaram, seja pelas bizarrices que ficaram registradas para nossa diversão. E pode acreditar: tudo isso aconteceu de verdade.

 

1 – A roda da fortuna

A roda-gigante veio ao mundo especialmente para a feira mundial de Chicago, evento criado para celebrar os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo à América — e também para que os Estados Unidos fizessem frente à feira mundial de Paris, de 1889. Se a exposição da Cidade Luz teve a Torre Eiffel como atração inédita e principal estrela, a de Chicago teve na roda-gigante sua protagonista. Com quase 80 metros de diâmetro e capacidade para mais de 2 mil pessoas por vez, o brinquedo inventado por George Ferris foi responsável por salvar a feira americana da ruína financeira.

 

2 – Muito além da pontualidade

A proverbial pontualidade britânica não é páreo para o que os integrantes da aldeia argelina fizeram na feira mundial de Chicago. Contratados para o evento, dezenas de argelinos chegaram à Costa Leste americana no mês combinado — mas um ano antes do necessário. O detentor dos direitos de exposição da aldeia, Sol Bloom, resolveu não esperar: aproveitou o burburinho provocado na cidade pelas dançarinas do ventre para embolsar uma boa soma de dólares mesmo bem antes de a feira abrir.

 

3 – O lado menos nobre da medicina

A feira mundial de Chicago foi um evento de superlativos, e os quase 30 milhões de visitantes que recebeu durante seus seis meses são prova disso. Coloque essa quantidade de gente no meio de incontáveis máquinas, prédios enormes, comidas de todo o mundo e uma roda-gigante, e você terá mais de 11 mil pessoas recebendo atendimento médico. Entre centenas de casos de desmaio, dor de cabeça e indigestão, destacam-se os 169 episódios de “dentes que doíam como o diabo” e um de “flatulência extrema”. Talvez isso tenha relação com o assunto seguinte deste texto.

roda-giganteRoda-gigante, projetada por George Washington Gale Ferris (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

 

4 – Vai um guisado de macaco?

Nos Estados Unidos do fim do século XIX, provavelmente as palavras “consumo” e “consciente” nunca haviam aparecido uma ao lado da outra. Antes da feira de Chicago, os organizadores buscaram atrair arquitetos de Nova York com um jantar cujo cardápio abrigava, entre entradas, pratos e sobremesas, mais de dez etapas. Segundo Larson, isso fazia com que as pessoas se perguntassem “se seria possível que os homens mais notáveis da cidade tivessem alguma artéria ainda funcionando”. Já durante a feira, destaque para o baile em que foram servidas, entre outras iguarias, guisado de macaco, fricassê de rena e avestruz recheado. Ah, havia também batatas cozidas, mas quem se importa?

 

5 – Além de Chicago

Alguns dos principais nomes que fizeram nascer a feira mundial de 1893 deixaram um legado para além do evento. Seu diretor de obras, Daniel Burnham, projetou o icônico edifício Flatiron, onipresente em fotos e filmes de Nova York. Apelidado de “pai dos arranha-céus”, Louis Sullivan desenhou para o evento o gigante e premiado Edifício dos Transportes, mas é mais conhecido por ter sido mentor do influente arquiteto Frank Lloyd Wright — o responsável, entre outras obras-primas, pelo museu Guggenheim de Nova York.

 

6 – Um mal de muitos nomes

Conhecido pela série de assassinatos que cometeu em paralelo à agitação da feira mundial de Chicago, H. H. Holmes também era um vigarista de mão-cheia. Ele se valeu de ao menos seis nomes ao longo da vida para cobrir rastros de fraudes e homicídios. A conta inclui o de batismo, Herman Webster Mudgett. Além disso, casou-se três vezes — em mais um golpe, dois dos casamentos foram simultâneos.

dr-_henry_howard_holmes_herman_webster_mudgettH. Holmes (Fonte: Wikipedia)

7- Paisagem do caos

Responsável pelo paisagismo da feira de Chicago, Frederick Law Olmsted é considerado um dos pioneiros da atividade nos Estados Unidos e foi um dos autores do projeto paisagístico do Central Park, em Nova York. Olmsted assinou paisagens em todo o território americano — inclusive a do próprio asilo em que foi internado no fim da vida, sob profunda demência, no estado de Massachusetts.

 

8 – Um mundo ideal

Um dos milhares de operários que ergueram a feira mundial de 1893 era um carpinteiro e marceneiro chamado Elias Disney. Segundo o escritor Erik Larson, ele “contaria muitas histórias sobre a construção do mágico reino à beira do lago. O filho Walt registraria tudo”. O escritor L. Frank Baum e o ilustrador William Wallace Denslow também visitaram a feira e de lá saíram inspirados para produzir “O Mágico de Oz”. Ambos faziam parte do clube da imprensa de Chicago.

 

9 – A Cidade Branca resiste

Muito do que foi erguido para a feira foi pensado para ser temporário. Alguns dos pavilhões foram desmontados e reconstruídos em outros lugares dos Estados Unidos. Mas os maiores deles foram ao chão em agosto de 1894, sob a ação de incendiários. Hoje, a Cidade Branca resiste no Palácio de Belas-Artes, transformado em um prédio permanente que sedia o Museu da Ciência e Indústria.

>> Leia um trecho de O demônio na Cidade Branca

Bernardo Barbosa é jornalista, com passagens por O Globo e Agência Efe. Gostaria de ver o Aterro do Flamengo tomado por qualquer feira que tenha o maior número de barracas de comida por país.

testeMais estranho que a ficção ou a inverossímil Chicago do século XIX

Por Bernardo Barbosa*

Panorama da feira mundial de Chicago de 1893

Panorama da feira mundial de Chicago de 1893 (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

Esta é a história de uma cidade que, em busca de afirmação diante do resto do mundo, assume a responsabilidade de fazer um evento internacional de proporções gigantescas, correndo contra o tempo e gastando caminhões de dinheiro. Poderia ser o Rio de Janeiro de 2016, mas é a Chicago do fim do século XIX. Tal saga é só parte do viciante O demônio na Cidade Branca, livro de Erik Larson que a Intrínseca relança no Brasil.

frente_Devil white city.inddOs paralelos com o Rio olímpico param por aí, mas nem por isso estamos falando de uma trama que, mesmo distante no tempo e no espaço, está longe de nós. Afinal, trata-se de uma obra sobre sonhos, ambições, loucuras, crueldades; coisas que mexem com a cabeça das pessoas desde que o mundo é mundo, e que foram o combustível dos casos apresentados no livro. Para balançar ainda mais o leitor, são todas incrivelmente reais.

A história de O demônio na Cidade Branca, na verdade, são duas. Uma é a construção da grande feira mundial de Chicago de 1893, idealizada para comemorar os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo à América; a outra é a de H. H. Holmes, talvez um dos maiores e mais violentos assassinos que o mundo já conheceu. Juntas, elas mostram do que o ser humano é capaz, para o mal e para o bem.

Começando pela parte boa: a Chicago que hoje é conhecida por seus arranha-céus e parques tem origem, sobretudo, nas mesmas mentes que imaginaram a feira mundial de 1893. Alguns de seus criadores, como Louis Sullivan e Daniel Burnham, entraram para a história da arquitetura em grande parte devido ao que fizeram pelo evento. E esses caras não pensavam pequeno.

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Prédio do governo dos Estados Unidos na feira mundial de Chicago (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

É preciso lembrar que, naquele momento, os Estados Unidos viviam a chamada Era Dourada. Após saírem vencedores da Guerra de Secessão, os norte-americanos viviam um ambiente de prosperidade e otimismo, com dinheiro correndo solto e avanços culturais, tecnológicos e sociais sendo estimulados.

Do outro lado do Atlântico, em clima parecido, a França fervia com sua Belle Époque. Em 1889, Paris sediou a Exposição Universal, “uma feira mundial tão grande, glamourosa e exótica que os visitantes iam embora achando que nenhuma outra jamais seria capaz de superá-la”, escreve Larson. Para o evento, foi erguida nada menos que a torre Eiffel.

Os americanos não queriam tardar em sua resposta, e Chicago viu na feira mundial uma chance não só de se reerguer após o grande incêndio de 1871, como de esfregar na cara dos pedantes nova-iorquinos que poderia, sim, fazer uma exposição bem-sucedida e sem precedentes.

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Roda-gigante, projetada por George Washington Gale Ferris (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

Aos trancos e barrancos, Chicago ergueu a sua “Cidade Branca”, assim chamada por causa da cor de seus imensos pavilhões. Lá, fez o mundo caber em 2,4 km², uma área equivalente ao dobro do Aterro do Flamengo, na zona sul carioca. Ao longo de seis meses, foram 27,5 milhões de visitas, numa época em que os Estados Unidos tinham 65 milhões de habitantes. Para fazer frente à torre Eiffel, a feira de 1893 mostrou ao mundo a inédita roda-gigante, com 76 metros de diâmetro e capacidade para mais de 2 mil pessoas.

Gigantes eram a roda, o público, a feira; gigantes também eram a frieza, a loucura e a crueldade de Herman Webster Mudgett — ou, como ficou conhecido, Henry Howard Holmes. Ele se formou médico e foi homem de negócios, mas usou seus conhecimentos nos dois ramos para se tornar um assassino e um golpista como poucos.

O que Holmes executou na vida real faria corar vilões da ficção. Sua sede de sangue o fez chegar ao ponto de, aproveitando o fluxo imenso de pessoas para a feira mundial, manter um hotel nas redondezas da Cidade Branca apenas para atrair vítimas. Com todos os olhos voltados para o evento, apenas tardiamente a polícia de Chicago se deu conta do que estava acontecendo sob seu nariz. Holmes confessou 27 assassinatos, mas até hoje não se sabe ao certo quantas pessoas ele matou — há quem diga que o número seja muito maior, chegando na casa de 200 mortos.

Dr._Henry_Howard_Holmes_(Herman_Webster_Mudgett)H. Holmes (Fonte: Wikipedia)

Em O demônio na Cidade Branca, toda essa impressionante história real é fartamente documentada e anda em ritmo de thriller, numa prova da habilidade de Erik Larson como escritor e pesquisador. As notas sobre fontes e a bibliografia são testemunho do seu empenho, e os cinco anos nas listas de mais vendidos do jornal The New York Times são indicador da excelência do resultado.

Com a tradução do livro, deve crescer a expectativa no Brasil para a adaptação da obra para o cinema. Leonardo DiCaprio detém os direitos desde 2010, e voltou a se unir com Martin Scorsese para o projeto. Empacado há alguns anos, o filme agora é esperado para o ano que vem.

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Exibição de circo durante a feira mundial de Chicago (Fonte: Library of Congress, Washington, D.C.)

 

>> Leia um trecho de O demônio na Cidade Branca

 

Bernardo Barbosa é jornalista, com passagens por O Globo e Agência Efe. Gostaria de ver o Aterro do Flamengo tomado por qualquer feira que tenha o maior número de barracas de comida por país.

testeHistórias reais que mais parecem ficção

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Nem sempre histórias incríveis são focadas em contos fantásticos, mistérios imaginários ou ficção científica. Separamos quatro livros impressionantes que mostram como, às vezes, a realidade cria histórias tão impressionantes quanto a ficção.

Deixado para morrer

untitledParecia que tudo correria normalmente para um grupo de alpinistas que planejava subir ao topo do Evereste em maio de 1996. Até que uma tempestade inesperada atingiu a montanha mais alta do mundo.

O grupo foi atingido diretamente, e seus integrantes se separaram ao longo do caminho. Assim que a equipe de resgate chegou, uma escolha impossível foi feita: alguns alpinistas simplesmente não poderiam ser resgatados, devido a sua localização e sua condição física após a tempestade.

Beck Weathers foi um dos que foi dado como morto após o resgate, mas doze horas depois, cego, sem luvas e coberto de gelo, ele surgiu caminhando na direção do acampamento. Como ele sobreviveu? Você terá de ler para saber.

A história de Beck foi uma das que inspirou o filme Evereste, estrelado por Jake Gyllenhaal, Keira Knightley e Josh Brolin.

Além do relato assustador de Beck, é interessante ver quão fiel à realidade é a descrição da escalada. Ideal para aqueles que se interessam pelo assunto, e pelo que acontece quando tudo dá errado.

A última viagem do Lusitânia

lusitaniagrndeEm maio de 1915, o transatlântico Lusitânia saiu de Nova York com destino a Liverpool, na Inglaterra, levando um número recorde de crianças e bebês a bordo. Apesar da tranquilidade da tripulação e dos passageiros, a Europa entrava no décimo mês da Primeira Guerra Mundial, e uma viagem daquele tipo era obviamente um risco.

O que o capitão do navio não esperava é que a rota do Lusitânia encontraria a do submarino alemão Unterseeboot-20 e do serviço secreto britânico, ficando no centro de um dos maiores desastres navais já documentados.

Apesar de ser um dos maiores naufrágios da história, a história do Lusitânia era desconhecida do grande público até ser recontada por Erik Larson – autor de No Jardim das feras e de O demônio na Cidade Branca –, que recorreu a documentos oficiais, recortes de jornal, diários e obras escritas pelos sobreviventes para escrever sobre a tragédia.

É isso que eu faço

Lynsey Addariograndeitswhatido era uma fotojornalista que tentava se estabelecer profissionalmente quando os atentados de 11 de Setembro mudaram o mundo. Por ter alguma experiência no Afeganistão, ela foi chamada para voltar ao Oriente Médio e cobrir a invasão americana ao país.

Essa foi apenas a primeira de muitas vezes que Lynsey abdicou do conforto de sua vida para relatar as crueldades da guerra.

Em É isso que eu faço ela retrata os afegãos antes e depois do estabelecimento do regime talibã, a destruição e revolta no Iraque e expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo

Além disso, relata a ocasião do próprio sequestro durante a guerra civil na Líbia, que ganhou destaque na mídia internacional.

O livro teve os direitos vendidos para o cinema, e o filme será produzido por Steven Spielberg.

No reino de gelo

CAPA_NoReinoDoGelo_GNo século XIX, o mundo era um pouco mais misterioso do que atualmente. Uma das grandes questões era sobre o que poderia existir no Pólo Norte.

Enquanto as teorias variavam entre civilizações perdidas, continentes inteiros e um imenso bloco de gelo deserto (o que obviamente é a resposta mais sem graça e a verdade) algumas pessoas acreditavam que de alguma forma o ponto extremo do planeta seria na verdade um oceano quente e navegável.

Para colocar tais teorias à prova, diversos exploradores rumaram ao Norte. E, como o padrão da lista, as coisas não foram muito positivas.

No reino do gelo mostra todo o processo da exploração liderada por George Washington De Long, desde a escolha do navio perfeito – o USS Jeannette – à luta pela sobrevivência da tripulação.

 

testeLançamentos de julho

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Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

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PAX, de Sara Pennypacker – Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

EstanteIntrinseca_Julho_BLOG_Pa¦üginasInternas4Pó de lua nas noites em claro, de Clarice Freire – Em seu segundo livro, Clarice vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. O livro alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta. [Leia +]

O lançamento está marcado para 21 de julho, no Recife.

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O adulto, de Gillian Flynn – Escrito a pedido de George R. R. Martin e publicado pela primeira vez em uma antologia organizada pelo autor, o livro é uma homenagem às clássicas histórias de terror. Na obra, uma jovem ganha a vida se passando por vidente e oferecendo serviços de leitura de aura para donas de casas ricas e tristes. Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente.[Leia +]

A falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação. No entanto, quando visita a mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. [Leia+]

EstanteIntrinseca_Julho_BLOG_Pa¦üginasInternas8O navio das noivas, de Jojo Moyes – Inspirada na história real vivida pela avó da autora, i livro conta a trajetória de quatro mulheres que saem da Austrália depois da Segunda Guerra Mundial em um porta-aviões que as levará até a Inglaterra para encontrar os soldados com quem se casaram durante o conflito. [Leia +]

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O dia da morte de Denton Little, de Lance Rubin – Denton Little sempre soube o dia em que iria morrer. O jovem de dezessete anos tinha um plano bem definido para seus últimos momentos: um café da manhã com muito bacon, uma corridinha para espairecer, uma maratona de filmes com o melhor amigo e finalmente perder a virgindade com a namorada. Só que nada sai como o esperado, e, na véspera de sua morte, Denton acorda numa cama que não é a sua e com uma garota que não é sua namorada. [Leia +]

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Faca de água, de Paolo Bacigalupi – Num futuro árido e tumultuado, acontece uma guerra entre governos, órgãos públicos e empresários, na qual vale tudo para conseguir água. Nesse cenário surge Angel, um mercenário com a missão de cortar e desviar o fornecimento de água a mando de quem paga mais. Lucy é uma jornalista premiada que decidiu revelar para o mundo a realidade da Grande Seca. Maria é uma jovem cuja vida foi destruída pelos efeitos das mudanças climáticas. Quando o direito de usar a água significa dinheiro para alguns e sobrevivência para outros, o que esses três personagens não sabem é que seu encontro é um marco que poderá mudar tudo.[Leia +]

EstanteIntrinseca_Julho_BLOG_Pa¦üginasInternas7Belgravia, de Julian Fellowes – Ambientada nos anos 1840, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas.

No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes. [Leia +]

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O demônio na cidade branca, de Erik Larson – No final do século XIX, o arquiteto Daniel Burnham, famoso por projetar alguns dos edifícios mais conhecidos do mundo, teve a difícil tarefa de transformar uma área desolada de Chicago em um lugar de magnífica beleza. Reunindo as mais importantes mentes da época, Burnham enfrentou o mau clima, tragédias e o tempo escasso para construir a enorme estrutura da Feira de Chicago, que tinha como objetivo celebrar a chegada de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo.

A poucas quadras dali, outro homem, H. H. Holmes, estava às voltas com mais uma obra grandiosa, um prédio estranho e complexo. Nomeado Hotel da Feira Mundial, o lugar era na verdade um palácio de tortura, para o qual Holmes atraiu dezenas, talvez centenas de pessoas. Autor de crimes inimagináveis, ele ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana. [Leia +]

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O tigre, de John Vaillant  – Em dezembro de 1997, um tigre devorador de gente espreita um vilarejo afastado no Extremo Oriente russo. A fera não apenas mata pessoas, ela as aniquila, devora por inteiro. Um grupo de homens com cães de caça é enviado para persegui-la pela floresta densa e gélida, e à medida que analisam os parcos restos mortais das vítimas do tigre, os rastreadores percebem algo impensável: os ataques não são aleatórios; fazem parte de uma vingança. Machucada, faminta e perigosíssima, a fera precisa ser detida antes que mais uma tragédia aconteça. [Leia +]

testeOs maiores naufrágios no início do século XX

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O avião é o principal meio de transporte para quem deseja cruzar oceanos, mas nem sempre foi assim. No fim do século XIX e no começo do XX, o transatlântico era o principal meio de transporte para viagens de longas distâncias. A indústria naval estava em crescimento e os passageiros que costumavam viajar, por exemplo, entre a Inglaterra e Nova York utilizavam os navios para fazer as travessias.

Durante esse período, a história também registrou algumas das maiores e mais famosas tragédias em alto-mar. Confira a lista:

– Em 1912, o navio Titanic afundou após colidir com um iceberg. Com mais de dois mil passageiros a bordo, a embarcação saiu de Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York.  A história do naufrágio ficou conhecida no mundo inteiro com o filme de James Cameron.

lusitania– Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, o luxuoso Lusitania saiu de Nova York com destino a Liverpool com um número recorde de bebês e crianças a bordo.  Tratava-se de um dos maiores navios “galgos” — o mais rápido em serviço —, e seu capitão, William Thomas Turner, acreditava no cavalheirismo de guerra que por um século evitou que navios civis fossem atacados. Com mais de 1.200 passageiros a bordo, o transatlântico foi surpreendido e torpedeado por um submarino alemão no caminho.  O navio afundou em apenas 18 minutos. A história é narrada em A última viagem do Lusitania, livro que revela detalhes por meio de documentos oficiais, recortes de jornal, diários e obras escritas pelos sobreviventes do naufrágio.

– Em 1916, o navio Príncipe das Astúrias saiu de Barcelona, na Espanha, e atravessou o Atlântico com direção a Santos, em São Paulo, onde faria uma escala. O transatlântico levava cerca de 600 pessoas oficialmente, mas existem versões que afirmam que havia 800 imigrantes clandestinos escondidos nos porões. O navio chocou com a Ponta da Pirabura, em Ilhabela, no litoral norte paulista, e em apenas cinco minutos desapareceu no mar.

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EstanteIntrinsecaOut_600x442Magnus Chase, de Rick Riordan — A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe, em um acidente misterioso, ele vive nas ruas de Boston, até que um dia descobre um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve empreender uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. [Leia +]

Aliança do crime, de Dick Lehr e Gerard O’Neill — Inspiração para o filme homônimo estrelado por Johnny Depp, Aliança do crime narra a vida do lendário gângster James “Whitey” Bulger, um dos criminosos mais cruéis e notórios da história dos Estados Unidos, que  na década de 1980 aterrorizou a cidade de Boston praticamente sem ser importunado pela lei. Após anos foragido, o segredo de Bulger finalmente foi revelado: ele era um protegido do FBI. [Leia +]

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A redenção de Johnny Depp

Operação Impensável, de Vanessa Barbara — Neste romance, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura em 2014, Vanessa Barbara acompanha os cinco anos de relacionamento entre Lia e o programador Tito, um amor pontuado por e-mails espirituosos, vocabulário próprio, muitas sessões de cinema e longas e disputadas partidas de jogos de tabuleiro. Com humor ácido, ela desvenda a lenta desintegração de um casamento. [Leia +]

Primatas da Park Avenue, de Wednesday Martin — Em um mergulho inusitado em um dos endereços mais charmosos e cobiçados do mundo, o livro descreve a vida das mães ricas e glamorosas do Upper East Side. Usando seus conhecimentos de antropologia e primatologia, a autora busca entender o comportamento, a migração sazonal, o culto ao corpo e o desejo avassalador de consumo nos personagens dessa região privilegiada de Nova York. [Leia +]

Um cão chamado Jimmy, de Rafael Mantesso — Com o fim de seu casamento, Rafael Mantesso se viu num apartamento vazio, exceto pela presença de seu cão, Jimmy Choo. Espantou a melancolia e redescobriu o prazer de desenhar, transformando o parceiro  em modelo para fotos bem-humoradas, cheias de referências pop. As imagens foram parar no Instagram e conquistaram milhares de fãs no mundo inteiro, incluindo veículos como The Huffington Post, USA Today e Daily Mail. [Leia +]

Endgame: A Chave do Céu  (Série Endgame – Vol. 2), de James Frey e Nils Johnson-Shelton — No segundo livro da série, o Jogo continua, e agora os nove Jogadores remanescentes precisarão ser mais ágeis, inteligentes e cruéis, se quiserem salvar suas linhagens e a si mesmos. A Chave do Céu — onde quer que esteja, o que quer que seja — é a próxima meta. [Leia +]

É possível salvar a Europa?, de Thomas PikettyReunião de crônicas mensais publicadas no jornal Libération de setembro de 2004 a dezembro de 2011, o livro traz as análises e os pensamentos de Thomas Piketty sobre o continente europeu durante um período profundamente marcado pela crise financeira mundial desencadeada em 2007-2008. [Leia +]

Miniaturista, de Jessie Burton — Após um casamento arranjado com um ilustre comerciante de Amsterdã, Nella Oortman recebe um extraordinário presente: uma réplica de sua nova casa em miniatura,  capaz de ajudá-la a desvendar os segredos — e perigos — da família. Eleito o melhor livro de 2014 pelo Observer e traduzido para 32 idiomas, Miniaturista é uma magnífica história de amor e obsessão, traição e vingança, aparência e verdade. [Leia +]

Frank Einstein e o Eletrodedo (Série Frank Einstein -Vol. 2), de Jon Scieszka — Neste segundo livro, Frank está trabalhando para criar o “eletrodedo”, um dispositivo que pode fornecer energia solar de graça para a cidade. Mas isso não está nos planos de T. Edison, que deseja controlar toda a eletricidade de Midville monopolizando as fontes de energia e ficar ainda mais rico. Em uma corrida contra o tempo, Frank e seus amigos são os únicos que podem impedir Edison e seu astuto chimpanzé, o sr. Chimp!

A última viagem do Lusitania, de Erik LarsonEm 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, um luxuoso transatlântico saiu de Nova York com destino a Liverpool, com um número recorde de bebês e crianças a bordo. Era uma surpresa que os passageiros estivessem tão tranquilos, já que a Alemanha declarara os mares ao redor da Inglaterra como zona de guerra e havia meses os U-boats alemães levavam terror ao Atlântico Norte. Com um trabalho minucioso, o livro se baseia em documentos oficiais, recortes de jornal, diários e obras escritas pelos sobreviventes sobre um dos maiores desastres marítimos da nossa história. [Leia +]

testeO Dia D

Em 6 de junho de 1944, o desembarque de mais de 150 mil soldados das tropas aliadas nas praias da Normandia, no noroeste da França, foi o golpe fundamental para a derrocada do poder nazista. No aniversário do Dia D, o Dia da Decisão, indicamos algumas obras que revivem os difíceis anos desde a ascensão de Hitler na Alemanha, passando pela perseguição aos judeus e pelas ações políticas que levaram à Segunda Guerra Mundial.

No jardim das feras, não ficção do jornalista , reconstitui a chegada de Hitler ao poder pela singular perspectiva do então embaixador norte-americano em Berlim e de sua filha Martha — uma jovem que se envolve com importantes homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.

Além do cotidiano de milhares de alemães às vésperas do grande conflito, a Viena ocupada pelos nazistas ressurge em A lebre com olhos de âmbar. A fantástica — e verídica — narrativa dos antepassados de Edmund de Waal, um dos mais importantes ceramistas ingleses da atualidade, passa por eventos cruciais do século XX e revela como as abastadas famílias judias tiveram seus bens expropriados.

No entanto, coube à ficção retratar uma infância vivida em torno do culto a Hitler. A trajetória de Liesel Meminger, a protagonista de A menina que roubava livros, de Markus Zusak, abarca o período de 1939 a 1943 e é narrada pela Morte — uma figura perplexa diante de tamanha violência.

testeO beijo do Führer

Ao recordar sua primeira impressão de Hitler, Putzi Hanfstaengl escreveu: “Ele parecia um cabeleireiro de subúrbio em dia de folga.” Filho de mãe americana e formado em Harvard, Hanfstaengl era conhecido por tocar piano, tarde da noite, para acalmar os nervos do ditador. Mas, como a música — que chegava a arrancar lágrimas do Führer — não parecia suficiente, Putzi teve uma ideia: Hitler poderia se tornar um líder mais razoável se estivesse apaixonado.

Não era nada fácil encontrar uma mulher para Hitler, que dispunha de um longo histórico de relacionamentos estranhos, marcados por tragédias e rumores sobre seu comportamento indecoroso. Suas ligações com mulheres muito mais jovens incluíram sua sobrinha Geli Raubal, que foi encontrada morta no apartamento do ditador. No entanto, o chefe da imprensa nazista julgava ter encontrado a mulher perfeita. Ela era Martha Dodd, a encantadora filha do então embaixador norte-americano em Berlim, William E. Dodd.

Para Martha, a ideia de ser escolhida como a mulher capaz de mudar o destino da Europa soava como uma deliciosa travessura. Desde que chegara ao país com a família, em 1933, a jovem divorciada encantara-se com os alemães. E, nos anos seguintes, conquistou muitos homens poderosos. Por seus braços passaram príncipes alemães, diplomatas franceses e figurões do Partido Nazista, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels, um agente da NKVD, a futura KGB, além de correspondentes e escritores americanos, como Thomas Wolfe.

No encontro, o Führer tomou a mão de Martha e a beijou. Vendo-o de perto, ela o descreveu em seu livro de memórias como tendo um rosto “fraco e mole, com bolsas sob os olhos, lábios grossos e quase nenhuma estrutura óssea facial”. Mas completou: “Os olhos de Hitler eram surpreendentes e inesquecíveis — de uma cor azul pálida, intensos, firmes e hipnóticos.” Mas esse encontro, bem como o ambicioso plano de Putzi, fracassaram.

Em No jardim das feras, o jornalista e escritor Erik Larson reconstitui a ascensão de Hitler sob a singular perspectiva de Martha e William E. Dodd. Com base em registros oficiais alemães e das embaixadas americana e soviética, além de cartas, diários e entrevistas, Larson retrata histórias curiosas — como o desse plano inusitado — e revela tudo aquilo que a família Dodd e milhões de alemães vivenciaram até que o restante do mundo entendesse, tarde demais, o que Hitler estava tramando.

Leia o primeiro capítulo de No jardim das feras.

testeEstante Intrínseca – Lançamentos de Maio

5/5 – Memórias de um vendedor de mulheres, de Giorgio Faletti — Em seu novo livro, o, fenômeno mundial da literatura italiana contemporânea Giorgio Faletti recria as insanas noites milanesas da década de 1970 sob a perspectiva de Bravo, um negociante de mulheres. Entre cabarés e cassinos clandestinos, este homem enigmático compartilha suas noites em claro com mulheres desesperadas, viciados e membros da máfia. Dotado de avidez, rancor e cinismo — as três características que julga fundamentais para a função que exerce —, Bravo não questiona seus atos até que eles o levam a viver um pesadelo: ser caçado pela polícia, pelo crime organizado e pelos militantes das Brigadas Vermelhas. Falleti também é autor dos best-sellers Eu mato e Eu sou Deus.
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12/5 – No jardim das feras, de Erik Larson — Em 1933, o professor William E. Dodd, da Universidade de Chicago, é convidado a assumir a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha de Hitler. Sem experiência diplomática, ele se muda para Berlim acompanhado pela mulher e pelos dois filhos adultos Bill Jr. e Martha — uma jovem que se envolve com alguns homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels. A partir da perspectiva dessa família norte-americana — registrada em documentos oficiais e em diários —, o mestre da narrativa de não ficção Erik Larson reconstituí a crescente tensão em Berlim e a intimidade de personagens históricos como Göring, Goebbels e o próprio Hitler.
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21/5 – Tempo é dinheiro, de Lionel Shriver — Shep Knacker sempre economizou para a “Outra Vida”: um retiro idílico no Terceiro Mundo onde a correria da cidade grande seria substituída por tempo livre e horas de sono suficientes. Quando ele vende sua empresa e a realização de seu sonho parece próxima, sua mulher descobre que está doente e os custos incrivelmente altos do tratamento consomem, diariamente, suas economias. Em uma pesada crítica aos sistemas de saúde, a premiada escritora Lionel Shriver — autora de Precisamos falar sobre o Kevin, O mundo pós-aniversário e Dupla falta se atreve a fazer a temida pergunta: quanto custa a vida de uma pessoa?
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Ficção para jovens

2/5 – Parasita vermelho, Andrew Lane — Na segunda aventura da série, o jovem Sherlock Holmes atravessa o oceano em direção à misteriosa América e a uma trama mortal. Leia mais
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7/5 – O filho de Netuno, de Rick Riordan – Na aguardada continuação de O herói perdido, Percy Jackson desperta sem memória, agarrado apenas às lembranças de sua namorada, Annabeth, e a uma certeza: os dias de jornadas e batalhas não terminaram. Leia mais.
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