teste5 dicas para alcançar o sucesso profissional

Em um mundo com tanta informação, culturas corporativas, modos de agir e pessoas com as vivências mais diversas, é complicado se situar e saber como se portar. Ray Dalio, conhecido como o “Steve Jobs dos investimentos”, é fundador da Bridgewater Associates, a mais eficaz gestora de fundos hedge do mundo. Desenvolvidos por ele ao longo de 40 anos, seus princípios de vida e de trabalho nortearam o caminho que o levou a se tornar um dos grandes investidores e empresários de nosso tempo.

Em uma edição luxuosa, com páginas coloridas e capa dura, o livro Princípios é imperdível. Diferente de todas as obras publicadas sobre o meio dos negócios, Princípios oferece ao leitor uma abordagem clara e direta, que pode ser aplicada por qualquer um, não importa qual seja o objetivo.

Inspirados pelas técnicas de Ray Dalio, criamos uma lista com cinco exemplos de princípios que podem ajudar você a ter uma vida profissional muito melhor:

 

  1. Escolha pela credibilidade

Ao ponderar ideias e opiniões para chegar a uma decisão, avalie a credibilidade daqueles que opinam. É importante levar em consideração o perfil de cada um, o grau de experiência, suas habilidades e fraquezas, além do conhecimento sobre o assunto ou área em questão.

 

  1. Tente entender o raciocínio das pessoas que discordam de você

É fundamental estar aberto a discordâncias e sobretudo tentar entender o modo de pensar daqueles que divergem de você. Ao fazer isso, além de eliminar qualquer traço de disputa pessoal e valorizar a contribuição de cada um, você abre a possibilidade de ver os pontos fracos do seu raciocínio e mudar de ideia, fazer adaptações ou até abrir a sua mente para alternativas melhores ou interessantes.

 

  1. Faça avaliações precisas

No ambiente de trabalho, dar feedbacks é uma situação bem delicada. Por isso, seja o mais preciso possível. Nesse momento, não avalie se elas estão desempenhando suas funções do jeito que você quer, mas se elas as estão desempenhando bem. Fale com sinceridade e objetividade e mantenha a mente aberta para ouvir o outro lado — lembre-se de que você pode estar equivocado.

 

  1. Mostre seu lado feio aos candidatos a vagas na sua empresa

Durante o processo de contratação, passe aos candidatos o quadro real de como a empresa e a função a ser desempenhada são, principalmente os aspectos negativos. Deixe claro quais são os princípios que norteiam a corporação, sobretudo os mais árduos. Assim você submete os interessados na vaga a um teste de estresse que avalia a disposição deles a encarar os desafios reais.

 

  1. Nunca diga sobre alguém algo que você não falaria na cara

Há uma diferença enorme entre a crítica, que pode ser construtiva, e o falar mal pelas costas, que é contraproducente e desestabiliza tanto quem é denegrido quanto o ambiente como um todo. É fundamental que os gerentes não falem dos subordinados na ausência destes.

 

Conheça mais sobre as dicas e técnicas de Ray Dalio no livro.

 

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Confira as sinopses dos nossos lançamentos do mês:

Estúpida, eu?: A blogueira que conquistou seu lugar no mundo da moda, de Camila Coutinho

Criado mais de dez anos atrás para trocar informações com as amigas numa época em que o conteúdo criativo na internet ainda engatinhava, o Garotas Estúpidas se tornou um dos maiores blogs de moda do mundo.

Em Estúpida, eu?, a designer de moda por formação e empreendedora por destino Camila Coutinho compartilha o que fez para transformar — com muita inteligência e jogo de cintura — o que era apenas um hobby em um grande negócio, além de compartilhar suas ideias sobre o que podemos esperar do futuro da moda em um mundo cada vez mais conectado.

 

Comer para não morrer: Conheça o poder dos alimentos capazes de prevenir e até reverter doenças, de Michael Greger com Gene Stone

Comer para não morrer trata de um estilo de alimentação capaz de prevenir, controlar e até reverter muitas das principais causas de morte da atualidade: a dieta à base de vegetais, tendência global conhecida também por plant-based diet.

Com uma linguagem clara e bem fundamentado em estudos acadêmicos, o livro oferece dicas práticas sobre o que comer e em qual quantidade, e ensina como ter uma relação mais saudável com os alimentos para garantir uma vida mais duradoura e com mais qualidade.

 

No tempo dos feiticeiros, de Cressida Cowell

Nesta nova aventura da criadora da série Como treinar o seu dragão,somos apresentados ao jovem feiticeiro Xar, cujos poderes ainda não despertaram, e à menina guerreira Desejo, cujo maior sonho é ser reconhecida pela mãe.

Xar e Desejo foram ensinados a odiar um ao outro, pois os guerreiros querem acabar com todo tipo de Magia, mas terão que superar as diferenças e enfrentar um mal que pode destruir seus lares.

 

Nix, de Nathan Hill

Samuel é um professor universitário e escritor fracassado que tem a monotonia de sua vida interrompida quando descobre que sua mãe cometeu um crime absurdo, atraindo a atenção da internet e de todos os noticiários.

Para ele, é uma surpresa ainda maior quando, ao contrário da imagem de boa moça que se casou cedo com o namoradinho da escola, a mídia passa a retratá-la como uma hippie radical de passado sórdido. Aclamado pela crítica, o livro será adaptado para série protagonizada por Meryl Streep e produzida por J.J. Abrams.

 

Todas as coisas belas, de Matthew Quick

Aos 18 anos, Nanette nunca se sentiu realmente parte do grupo. Tudo muda quando ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que pode ser de fato quem é.

Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.

 

Deuses americanos: Sombras, de Neil Gaiman

Mistura de road trip, fantasia e mistério, Deuses americanos alçou Gaiman à fama mundial e ao posto de um dos maiores escritores de sua geração.

Agora, os fãs de quadrinhos e da obra-prima do autor — adaptada também para uma celebrada série de TV — têm mais um motivo para comemorar: chega às livrarias o primeiro volume das graphic novels inspiradas em Deuses americanos, com os traços e as cores vibrantes de P. Craig Russell e Scott Hampton.

 

O senhor do caos, de Robert Jordan

No sexto volume da épica saga de fantasia, as intrincadas tramas continuam a se desenrolar. Robert Jordan demonstra toda a sua maestria ao resolver os conflitos dos volumes anteriores ao mesmo tempo que cria novos suspenses. A ordem e as antigas instituições desmoronam, abrindo caminho para o senhor do caos.

testeAs 5 dicas de Elon Musk para o sucesso

Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável, a partir de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

Em 2014, Musk fez um discurso para os estudantes da Universidade do Sul da Califórnia e explicou suas cinco dicas para o sucesso. Confira:
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A primeira coisa que você precisa fazer é realmente trabalhar. Mas se você quiser ser muito bom ou se estiver começando o seu próprio negócio, você terá que trabalhar muito! Mas o que significa “trabalhar muito”?

Quando Musk e o irmão estavam abrindo a primeira empresa, em vez de alugarem um apartamento, os dois conseguiram um pequeno escritório e passaram a dormir ali mesmo, no sofá. Eles tomavam banho em uma academia próxima e trabalhavam dia e noite, sete dias por semana. Para Musk, a conta é simples: se alguém trabalha cinquenta horas por semana e você cem, significa que a sua empresa terá feito o dobro.

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Se você está entrando em uma empresa ou criando uma, a coisa mais importante é atrair as melhores pessoas. Uma empresa nada mais é do que um grupo que está criando, em conjunto, um produto ou um serviço. Logo, o sucesso do empreendimento depende diretamente de quão talentosa, comprometida e bem direcionada é a equipe. Dessa forma, faça tudo o que puder para ter as melhores pessoas com você.

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Foque no objetivo e não se distraia. Para Elon Musk muitas companhias acabam se confundindo e gastando dinheiro em coisas que na verdade não contribuem para melhorar o produto que elas oferecem.

Por exemplo, a Tesla Motors, sua empresa de carros elétricos, não gasta com publicidade. A companhia investe seus recursos em pesquisa e desenvolvimento, além de tecnologia e designer, para criar o melhor carro possível.

Para qualquer tipo de negócio, a lógica de Musk é sempre a mesma: os esforços que estão sendo feitos resultam em um produto ou em um serviço melhor? Se a resposta for não, pare com eles.

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Não se restrinja a seguir tendências. Elon Musk acredita que é melhor pensar sob a abordagem dos princípios fundamentais da física. Significa que, em vez de raciocinar por analogia, é mais proveitoso dissecar, resumir determinada ideia e encontrar a sua essência, o seu cerne — e construir a partir daí.

Para o inventor esta é uma boa maneira para descobrir se uma coisa faz mesmo sentido ou se é algo que simplesmente todo mundo está fazendo. Pode ser difícil pensar dessa maneira, mas se você quer fazer alguma coisa diferente esse é um método poderoso, usado por físicos para desvendar conceitos que fogem do senso comum, como a mecânica quântica.

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Assuma riscos. Conforme vamos envelhecendo, as obrigações crescem. Uma vez que você tiver filhos e construir uma família, os riscos não serão só seus, mas também de toda a família. Acaba sendo muito mais difícil se dedicar a projetos que podem dar certo ou não.

Então, assuma os riscos hoje, enquanto você não tem essas obrigações. Faça algo ousado — você não vai se arrepender.

Assista aqui o discurso completo de Elon Musk (em inglês).

Leia um trecho da biografia de Elon Musk.

testeComo os loucos abrem caminho para a inovação

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Outro dia vi na praia uma figura que alguns ao redor começaram a taxar de louco. Em um sol de quase 40 graus, sem nuvens, o homem de cabelos e barbas compridos caminhava vestindo calça jeans, tênis e uma camiseta estampada na qual se lia: “Os loucos abrem os caminhos que os sábios seguirão.” Não tenho ideia de quem era tal indivíduo, um estrangeiro em todos os sentidos. A cena não saiu de minha mente e me fez refletir sobre nomes das artes, como Ernest Hemingway — um dos meus escritores prediletos — e a dupla Paulo Coelho e Raul Seixas — cujas canções feitas em conjunto marcaram minha infância —, além do mundo da inovação tecnológica e científica, a exemplo de Elon Musk e Steve Jobs, dois dos empreendedores mais admirados da atualidade.

A loucura é marca da arte. Para muitos de seu tempo, o Hemingway de 20 e poucos anos era um maluco. Ao menos aos olhos dos sãos. Tratava-se de um jovem jornalista promissor que abandonara os benefícios de uma carreira certa e lucrativa nos Estados Unidos pela vida de um pobretão em Paris. Tinha, afinal, uma obsessão típica dos doidos: queria ser escritor, mesmo que, para isso, tivesse que passar fome. Aliás, como conta em seu magnífico livro de memórias Paris é uma festa, a fome ajudava na meta, pois impulsionava o cérebro a ter ideias e abrir caminhos. Ele não queria ser um escritor qualquer. Como louco que se preze, o jovem ainda desconhecido, quase desprezado, tinha certeza de que inauguraria um gênero literário no qual cada uma de suas frases exprimiria os mais verdadeiros sentimentos humanos. No fim, sua loucura o levou a tal conquista. E também fez com que desse um tiro de espingarda na cabeça.

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O genial bilionário Elon Musk, que era tido como doido até pela própria mãe

Hemingway me fascinou por sua loucura. Sempre tive, na verdade, asco por artistas que não flertam com doideiras. Quase um desprezo, do tipo que Hemingway alimentava em seu interior pelos colegas menos insanos.

Nas artes, sempre só importaram os malucos. A lista é enorme: de Hunter S. Thompson e seus livros cheios de verdades e mentiras sobre a cultura americana até Alan Moore — que um dia me confidenciou, numa agradável conversa, que é mago de verdade, cuja feitiçaria se dá nas palavras exprimidas em seus quadrinhos e livros —, Guimarães Rosa e João Gilberto.

Loucura nada tem a ver com drogas ou incentivos do tipo — mesmo que muitas vezes essas doses possam ajudar —, mas com a simples observação de que uma figura parece não se encaixar no mundo normal. Muitas vezes pelo perfil caótico, outras pelo extremo ordeiro. E é daí que nascem os novos estilos de arte, os novos caminhos.

A loucura sempre foi saudável também no mundo do empreendedorismo. No entanto, diferentemente do mundo artístico, nos negócios a insanidade foi vista com repulsa por muito tempo, o que fez com que mulheres e homens brilhantes, como Alfred Nobel — dono de várias patentes, como a da dinamite, e fundador da indústria armamentista tal qual a conhecemos hoje —, sofressem. Ele era um gênio que sucumbia à depressão, em muito temperada pela dualidade mental de ser um pacifista e ao mesmo tempo taxado de “mercador da morte”. Antes de morrer, Nobel deixou sua fortuna para a criação do prêmio que levou seu nome e que laureou muitos doidos, cujas mentes abriram atalhos para os que vieram depois.

Hoje, a inventividade tresloucada de Nobel provavelmente seria admirada, e não questionada. O ambiente dos negócios se transformou radicalmente. O responsável por tal mudança: o Vale do Silício e as figuras inovadoras que lá surgiram.

Steve Jobs, fundador da Apple, era um desses loucos. Um dos responsáveis por fazer com que a arte e o empreendedorismo se mesclassem de vez, nos idos dos anos 1970, quando apresentou o computador pessoal que hoje todos usamos. Drogado, viciado em LSD, arrogante, teimoso, do tipo que acreditava que por ser vegetariano não precisava de desodorante — o que só o fazia cheirar mal —, andava descalço, era de estilo hippie, mas também amava acelerar seu conversível pelas estradas nas proximidades de São Francisco. Em Como Steve Jobs virou Steve Jobs, recentemente publicado pela Intrínseca, é possível mergulhar na cabeça dessa figura tresloucada, de cuja mente (e só por faltar parafusos nela) saíram criações fantásticas como o iPhone, o iPad, o iPod e o estúdio de animação Pixar.

Felizmente, os malucos do empreendedorismo passaram a ser celebrados, o que dá gás para o surgimento de mais exemplos dessa nata da humanidade. Como mostra uma biografia recente — a ser lançada no Brasil pela Intrínseca —, quando criança, em dura infância na África do Sul, Elon Musk — que, após a morte de Jobs, assumiu o posto de mais célebre empreendedor louco da atualidade — era tido como fora da sanidade até pela própria mãe. Mesmo hoje,
bilionário, é difícil distinguir se sua ideia de que salvará a humanidade da extinção com empresas que promovem a popularização do uso de fontes limpas de energia — como a Tesla, de carros elétricos — e a exploração espacial — a SpaceX, que deu início a um novo tipo de corrida pelo domínio do cosmos — é loucura ou visão genial. Na verdade, pouco importa definir uma fronteira entre a sanidade e o inverso. Tomara que Musk continue pinel, pois é assim que dá à luz magníficas ideias.

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Em O Clique de 1 Bilhão de Dólares, mostro não só como se deu a criação do Instagram, mas como o Vale do Silício fundou um mundo de negócios mais receptivo a figuras insanas

Eu, caro leitor, batalho com minhas loucuras. Só que cada vez mais tendo a achar que o melhor é me submeter a elas. Espero que vocês também não consigam vencer a insanidade interior, ainda mais por faltarem empreendedores doidos no Brasil. Como bem pontuou certa vez Nolan Bushnell, outro dos lunáticos do Vale do Silício, fundador da Atari e mentor de Jobs: “No Brasil, os empresários acham que tudo tem que começar dando lucro; não se arriscam na loucura, com ideias arriscadas.” Ou seja, não dão asas à inovação.

 

Leia também:

Por que é tão difícil inovar no Brasil, por Filipe Vilicic

Com quanto suor e lágrimas se faz uma criação de Steve Jobs, por Tatiana Dias