testeAlcance suas metas: uma lista de livros para você começar o ano inspirado

Fim de ano é o momento de avaliar o que foi realizado, o que ficou pendente, o que foi abandonado e o que será levado para os próximos 365 dias.

Talvez surja aquela crise: “meu deus, não fiz nada do que queria”. A correria do dia a dia, os boletos, os compromissos e até o medo da mudança adiam a realização de um projeto, e, muitas vezes, nossos objetivos ficam empacados, num canto empoeirado da rotina.

Mas o ano novo está logo aí e não há tempo a perder! Para ajudar na missão de concretizar os sonhos que ficaram em stand-by, sejam os mais mirabolantes ou os mais simples, profissionais ou pessoais, criamos uma lista de livros que vão tirar seus planos da imaginação e coloca-los em prática. Confira!

1) Para inspirar: Elon Musk e Ted Talks 

As mentes empreendedoras e visionárias são sempre uma inspiração. Aqueles que ousam arriscar e ir além do óbvio cedo ou tarde obtêm êxito. Dois exemplos são Elon Musk – “o Homem de Ferro da vida real” – e Chris Anderson, presidente e co-fundador do TED.

Para grande parte da elite corporativa e do Vale do Silício, Musk é uma mistura de Steve Jobs e Bill Gates: um empresário audacioso que está construindo um império. Entre suas próximas metas está colonizar Marte. Isso mesmo.

Na biografia Elon Musk, o experiente jornalista Ashlee Vance apresenta um olhar inédito sobre a vida e as realizações inacreditáveis desse homem audacioso, com relatos exclusivos e depoimentos do próprio Musk. Vance escreve sobre a jornada do empresário desde sua infância na África do Sul até a ascensão ao topo do mundo corporativo. A obra foi indicada a Livro do Ano do Financial Times em 2015.

TED Talks é o manual definitivo para quem deseja apresentar suas ideias e projetos de forma clara para um público desafiador. Desde que assumiu o comando do TED em 2001, Anderson tem mostrado o poder que as palestras curtas e diretas têm de compartilhar conhecimento, despertar empatia, gerar empolgação e promover sonhos. Nos bastidores, ele acompanhou de perto palestras individuais sobre os mais variados temas, de personagens que vão de Bill Gates a Bono Vox, entre outros. No livro, Anderson compartilha seus insights mais relevantes, que cobrem desde a formulação do conteúdo da conferência até como tirar melhor proveito do palco.

2) Fique por dentro do cenário: As upstarts e Como o Google funciona

Para colocar uma ideia no mundo, é preciso saber o que está acontecendo. Em As upstarts: Como a Uber, o Airbnb e as killer companies do novo Vale do Silício estão mudando o mundo, Brad Stone conta a história da Uber e do Airbnb, duas empresas gigantes que se tornaram um fenômeno e mudaram o mundo em que vivemos em menos de dez anos. Com detalhes dos bastidores, perfil dos fundadores e uma análise profunda sobre o impacto dessas companhias, As upstarts foi considerado um dos melhores livros do ano pela Amazon. Curiosamente, Stone também escreveu sobre esse gigante do comércio digital – a Amazon –, no livro A loja de tudo.

Ainda no universo digital, Como o Google funciona, livro de Eric Schmidt e Jonathan Rosenberg, reúne as valiosas lições que transformaram o Google em uma das maiores empresas do mundo. A partir da história e de curiosidades do dia a dia da start-up, eles mostram o caminho para que gestores e empreendedores abracem o espírito de inovação, atraiam e mantenham talentos em suas equipes.

3) Colocando em prática: Sprint: O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias

Depois de se inspirar nas mentes brilhantes e conhecer melhor os cenários disponíveis, chegou o momento de tirar sua ideia do papel e colocá-la em prática. Para saber se um projeto inovador funciona ou não, é fundamental testá-lo. E nesse caso, nada melhor do que o método Sprint, um processo de trabalho fácil de entender e aplicar, criado pelo designer Jake Knapp na época em que ele trabalhava na Google.

Basicamente, consiste em desenvolver e testar uma nova ideia, produto ou modelo de negócio em apenas cinco dias. O método serve para equipes de todos os tamanhos, e pode ser utilizado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade e queira desenvolver ideias, novos produtos ou negócios.

E aí, vamos nessa?!

testeElon Musk, o Homem de Ferro que quer viver em Marte

Por Rennan Setti*

Foto: Getty Images /Justin Sullivan

O futuro do automóvel protagonizou o pregão do último 3 de abril em Wall Street. Naquele dia, o valor de mercado na Bolsa da fabricante de carros elétricos Tesla superou o da Ford, que inventou essa indústria há mais de um século. A ultrapassagem foi entendida não apenas como o marco de uma nova era automotiva, mas também como a redenção de Elon Musk face aos céticos que sempre questionaram suas mirabolâncias. Aos 45 anos e dono de uma fortuna de US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 47 bilhões), o executivo-chefe da Tesla é uma espécie de enfant terrible do Vale do Silício, cuja audácia goza de celebridade proporcional ao espanto que provoca. 

Desde que deixou sua África do Sul natal, no início dos anos 1990, Musk estabeleceu reputação de empreendedor em série. Após ter participado do comando do sistema de pagamentos on-line PayPal — cuja venda ao eBay lhe renderia US$ 165 milhões —, Musk decidiu criar startups que desafiam alguns dos setores mais conservadores da economia. Além da Tesla, Musk fundou a SolarCity com o objetivo de popularizar painéis solares como fonte de energia, enquanto a SpaceX tem a ambição de viabilizar a indústria de viagens interplanetárias.  

Mas Musk chama mais atenção pelo que ainda sonha conquistar. Em setembro do ano passado, deixou boquiaberta a plateia do Congresso Internacional de Astronáutica ao anunciar planos concretos de levar humanos a Marte a partir de 2024. É dele também o projeto do Hyperloop, sistema de transporte por meio de um túnel com pressão reduzida capaz de fazer o trajeto entre Los Angeles e São Francisco em meia hora. No fim de março, o The Wall Street Journal revelou que Musk lançou a Neuralink, companhia dedicada à implantação de eletrodos no cérebro de pessoas, o que permitiria aos usuários interagir com máquinas e com a internet por meio de pensamentos.  

Nada mal para alguém que superou o bullying implacável na escola (após surras sucessivas, precisou fazer uma plástica no nariz), a malária e sinais iminentes de falência, como narra o jornalista Ashlee Vance na biografia Elon Musk. É bem verdade que ainda pairam suspeitas sobre seu sucesso. A maioria de suas empresas, apesar de inovadoras, ainda são máquinas de queimar dinheiro, enquanto os críticos duvidam que seus planos mais heterodoxos serão concretizados. Sua personalidade é controversa. Vance conta no livro que Musk questionou o comprometimento de um funcionário que faltou a uma reunião para acompanhar o nascimento do filho (ele nega), e o empreendedor já se divorciou três vezes, duas delas da mesma mulher, o que garantiu presença constante em tabloides. Também causou polêmica o fato de ele atuar no conselho econômico de Donald Trump, que se elegeu afirmando que as mudanças climáticas são uma falácia e prometendo retirar incentivos à energia limpa, o contrário de tudo o que acreditam os donos do Tesla Model S e dos painéis da SolarCity. 

A favor de Musk estão seu endereço (o Vale do Silício é compreensivo com fracassos e paciente com inovações que custam a dar resultados) e a comunidade de fãs que já estabeleceu. Musk inspirou o Tony Stark “Homem de Ferro”, chegando a fazer uma aparição na sequência do filme, e é considerado por admiradores o sucessor natural de Steve Jobs. Para saber se suas apostas vão dar tão certo quanto a Apple, será preciso esperar, mas ter ciência delas é incontornável no universo tecnológico. Conheça a seguir um pouco mais sobre suas iniciativas.     

 

Tesla, de beira do precipício a modelo de futuro

Model S (via Tesla Motors)

Batizada em homenagem ao inventor Nikola Tesla, a companhia de Palo Alto não foi fundada por Musk mas se tornou indissociável dele. A Tesla nasceu em 2003 como um projeto do veterano Martin Eberhard, com o objetivo de criar veículos que utilizem como combustível apenas energia elétrica.

Em 2008, quando estourou a crise financeira global, a empresa estava à beira da falência, e Musk teve que tirar dinheiro do próprio bolso para sustentá-la. Aquele ano, aliás, seria lembrado por Musk como o pior de sua vida (além da Tesla, a SpaceX e o casamento de Musk também passavam por sérias dificuldades). Mas Musk, que passou a ocupar o cargo de CEO, conseguiu reequilibrar a empresa. Em 2010, ela foi a primeira montadora desde a Ford, em 1956, a lançar ações na Bolsa americana, levantando US$ 226 milhões.

 

Dificuldades em inovação solar

SolarCity (via Forbes)

Criada em 2006, a SolarCity produz e presta serviços de instalação e manutenção de painéis de energia solar. Musk teve a ideia original e ofereceu parte do capital inicial para a companhia, que seria fundada por seus primos Lyndon Rive e Peter Rive. Musk ocuparia o cargo de presidente do conselho de administração.

Hoje, a SolarCity é a maior empresa do segmento nos EUA, com mais de 300 mil clientes, mas continua enfrentando dificuldades para sair do vermelho. Em oito dos últimos 12 trimestres, a firma registrou prejuízo. A dramaticidade da situação levou a Tesla a adquiri-la no fim de 2016, por US$ 2,6 bilhões. 

 

O caminho mais rápido para o planeta vizinho

Nasa/Getty Images

Desde criança, Musk sonhava com o espaço. A SpaceX foi fundada por ele em 2002 para satisfazer esse fascínio. Seu principal objetivo é reduzir drasticamente o custo de viagens espaciais e, em algum momento, permitir a colonização de Marte. Na verdade, Musk sempre condicionou a abertura do capital da SpaceX ao pleno funcionamento de uma espaçonave capaz de levar pessoas àquele planeta.

A companhia se estabeleceu como uma importante prestadora de serviço para a Nasa. Em 2012, a SpaceX se tornou a primeira firma privada a levar uma cápsula à Estação Espacial Internacional. Para o futuro, a companhia tem mais de 70 lançamentos planejados, uma promessa de US$ 10 bilhões em contratos. Apesar de falhas notáveis em alguns lançamentos, a SpaceX obteve um feito em março deste ano: lançou o primeiro foguete reutilizado da história, o Falcon 9. A façanha é a chave para permitir o barateamento das viagens espaciais e, logo, a eventual colonização de Marte.        

Musk estima que um foguete à altura estaria pronto em 2024 — e deseja que a primeira espaçonave se chame “Heart of Gold” em homenagem ao Guia dos Mochileiros da Galáxia. Cada voo poderia levar cem passageiros, e as viagens ocorreriam a cada 26 meses, quando a Terra e Marte estão mais próximos entre si. O empreendedor projeta que o preço por viagem poderia cair para algo entre US$ 100 mil e US$ 200 mil por pessoa e que cerca de 10 mil voos seriam necessários para estabelecer uma colônia autossuficiente no planeta vizinho.  

 

Insurgência contra a distopia da inteligência artificial

Shutterstock

O fascínio de Musk por Marte não é resultado apenas de literatura de ficção científica em excesso. Na verdade, o empresário realmente acredita que a raça humana corre risco de extinção na Terra, e, dessa forma, a colonização de outro planeta poderia ser uma garantia de sobrevivência. Apesar de ser um notório entusiasta de tecnologias futuristas, Musk teme que os computadores exterminem os seres humanos.

Por isso, no fim de 2015, ele fundou a OpenAI, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é desenvolver uma plataforma de inteligência artificial que não caia na tentação de se virar contra seus criadores e aniquilar a humanidade. O objetivo da organização — que conta com o suporte de outros magnatas, como Peter Thiel (PayPal) e Reid Hoffman (LinkedIn) — é disponibilizar ferramentas de IA de código aberto que atendam esses requisitos. 

Saiba mais sobre a vida e as realizações do homem mais audacioso do Vale do Silício em Elon Musk, um exame profundo do significado da carreira de Musk para a indústria tecnológica.

 

Rennan Setti é jornalista.

testeLivros para cada signo

 Criamos uma lista com os livros que mais combinam com as características de cada signo e que serão ótimas leituras para começar o semestre com os astros a seu favor.

 

ÁRIES

Arianos são conhecidos por sua impulsividade, por entrarem em brigas com uma facilidade de dar inveja e por serem muito competitivos. Se existe uma personagem ariana no mundo, com certeza é a Claudia, de Os Irmãos Tapper. No livro, ela e o irmão Reese declaram guerra um contra o outro e estão determinados a sair vitoriosos, custe o que custar. Porém, apesar dos estereótipos, arianos também são muito determinados, corajosos e confiantes. Essas características são fundamentais em momentos como o vivido pelo comandante Chesley Sullenberger, autor de Sully, que precisou contar com toda a intensidade ariana para tomar a melhor decisão em uma situação desafiadora.  

 

TOURO

Taurinos esperam ansiosamente que a Lei da Inércia entre na Constituição. Fãs de estabilidade, preferem relacionamentos duradouros e gostam de planejar os próximos passos da vida. Nossos tourinhos com certeza se identificarão com Nós, livro em que Douglas, casado há muitos anos, planeja uma viagem com a família antes de o filho ir para a faculdade. Contudo, impossível falar de Touro sem pensar em um banquete, então, como ninguém – especialmente os taurinos – resiste a uma boa comida, Pequena cozinha em Paris traz receitas incríveis que vão encher os olhos e o estômago dos amantes de uma boa refeição.

 

GÊMEOS

Geminianos são muito curiosos, sempre tentados a clicar em todos os links com o nome “curiosidade” na frente. Uma leitura excelente para os geminianos é Uma história do mundo, que revisita fatos e personalidades históricas, mostrando que a história pode ser ao mesmo tempo grandiosa e popular. Com 616 páginas, certamente nossos geminianos do coração terão muito conteúdo para alimentar suas cabecinhas famintas por informações. Já para o lado comunicativo e falante, Madeline, de Pequenas grandes mentiras, é uma personagem divertida, forte e que tem opinião sobre tudo. Além, é claro, do mistério que existe na história, que os geminianos vão amar desvendar. 

 

CÂNCER

Impossível falar do signo de Câncer e resistir ao impulso de colocar um coraçãozinho do lado. O signo mais amorzinho do zodíaco tem fama de chorão, mas no fundo possui uma força enorme. Para os cancerianos, escolhemos O som do amor, que é um romance com personagens fortes e determinados, no qual a violonista Isabel Delancey precisa se mudar para uma nova casa com seus filhos após a morte do marido. E, como família nunca é demais, dedicamos aos cancerianos a nossa maior “mãe coruja”, Alma Peregrine, que comanda o lar para as crianças peculiares com o cuidado, a atenção e a gentileza típicos de uma mãe de Câncer. 

 

LEÃO

Chegou a hora do signo que deve estar até hoje se perguntando por que não é o primeiro das listas sobre signos. Nossos leoninos têm um amor-próprio de dar inveja, e, com a motivadora frase “Você é lindo e as pessoas te amam”, Apolo, de As provações de Apolo, representa bastante esse lado leonino que está muito bem consigo mesmo e que tem certeza de que possui habilidades suficientes para cumprir sua missão. Além disso, os leoninos são muito leais, tanto que poderiam assumir o lugar de uma pessoa querida para poupá-la de um sofrimento. Foi isso que a personagem de As mil noites fez por sua irmã ao se voluntariar a ir ao palácio de Lo-Melkhim, que já havia matado 300 noivas e procurava pela 301ª.     

 

VIRGEM

Virginianos estão em um relacionamento sério com o perfeccionismo e a organização. Eles farão de tudo para que as coisas sejam como devem ser. Ted Talks vai ajudá-los na difícil tarefa de falar em público. Com as dicas de Chris Anderson, presidente do TED, os discursos e as apresentações dos virginianos ficarão ainda mais impecáveis. E, para organizar os pensamentos e sentimentos diários, temos Uma pergunta por dia, que traz 365 perguntas que devem ser respondidas diariamente durante cinco anos. Os virginianos vão amar registrar seus momentos e objetivos ao longo do tempo em um só lugar.

 

LIBRA

Estamos na dúvida sobre qual signo falar agora. É melhor ser de Libra ou de Peixes? Decisão difícil. Não seria mais fácil se existisse alguma coisa que te ajudasse a escolher a melhor opção? Fiquem calmos, librianos, nós ainda não podemos resolver todos os problemas da vida, mas a indecisão sobre qual vinho comprar está com os dias contados! O guia essencial do vinho: Wine Folly tem informações claras e acessíveis sobre o mundo dos vinhos e as combinações ideais para cada momento. Feito para não errar mais, né? Já para quem está atrás de novos crushes para saborear os vinhos – ou para qualquer outra coisa – indicamos um manual da conquista com selo de qualidade Barney Stinson. Playbook: O manual da conquista é baseado na série de TV How I Met Your Mother e sugere mais de 70 técnicas de sedução que transformarão qualquer um em um perfeito conquistador. 

 

ESCORPIÃO

Dizem por aí que escorpianos vieram ao mundo como mestres na arte da sedução. Nós não podemos dizer se é verdade ou não, mas, se sedução é a sua palavra, então Cinquenta tons de cinza é o seu livro ideal. Romântica, libertadora e viciante, essa história vai dominar sua atenção até a última linha. Já para o lado instintivo, cauteloso e intenso, a protagonista de A química representa os escorpianos pelas técnicas apuradas para enfrentar as ameaças, pela engenhosidade na construção dos métodos para cumprir sua missão e pela intensidade do romance que vive e que traz ainda mais adrenalina e aventura para sua vida.

 

SAGITÁRIO

Sagitarianos topam tudo, mesmo que “tudo” envolva aceitar fazer uma roadtrip com um homem misterioso que você conheceu no trem. Ok, talvez seja melhor não fazer isso na vida real, mas foi o que Shadow, de Deuses americanos, fez ao aceitar o convite de Wednesday para sair por aí em uma expedição por cidades inusitadas dos Estados Unidos. Como também não dá para pensar em Sagitário sem se lembrar das festas, Temporada de acidentes conta os preparativos para uma festa de Halloween que acontecerá durante o período conhecido como “temporada de acidentes”, em que, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a diversos tipos de acidentes.

 

CAPRICÓRNIO

Capricornianos em geral são associados ao dinheiro, porém, no fundo, eles estão em busca de conquistas pessoais que muitos de nós, meros mortais, não entenderíamos. Como o sucesso é consequência de muito esforço, escolhemos Elon Musk e Garra para esse signo. Elon Musk é um cara ambicioso que construiu um império e tem objetivos ainda maiores, como colonizar Marte. Já Garra é um livro pessoal e inspirador no qual a psicóloga Angela Duckworth demonstra que o segredo para incríveis realizações não é o talento, mas uma mistura de paixão e perseverança que ela chama de “garra”. Se o sucesso é seu objetivo, o caminho passa por esses livros, com certeza.

 

AQUÁRIO

Aquarianos são pessoas criativas que têm a liberdade como palavra de ordem. Por isso, Destrua este diário é a cara desse signo. Sabemos que frases no imperativo não combinam muito com o estilo de vida aquariano, mas, quando essas “ordens” podem ser seguidas do seu jeitinho, aí é outra história. Esse livro dará liberdade para criar e inventar a cada página: é uma quebra de padrões e, no fim, nenhum diário fica igual ao outro. Criatividade e exclusividade, a única coisa mais aquariana que isso é aquela típica mania de ser do contra. E falando nisso… tem uma menina com poderes fantásticos que decidiu que ser heroína não é legal, ela quer mesmo é ser vilã. Em um quadrinho inovador, Nimona traz a alma aquariana dos “diferentões” com humor e lições fantásticas.

 

PEIXES

Como não amar nossos peixinhos do zodíaco?  Mesmo que nem sempre o pensamento deles esteja neste planeta, sua presença é sempre muito agradável. Os livros escolhidos para os piscianos são repletos de devaneios e fofura para representar bem esse signo que encerra a lista. Para os pensamentos que vão longe e as reflexões que nunca acabam, indicamos Pó de lua nas noites em claro, livro de poesias de Clarice Freire no qual ela vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando cada capítulo a uma hora. E toda a meiguice pisciana fica com Extraordinário, a história de Auggie, que nasceu com uma severa deformidade facial e que precisa ir à escola pela primeira vez. As primeiras páginas do livro são suficientes para entender o porquê dessa escolha.

testeO que você tem em comum com Steve Jobs

*Por Glauco Madeira

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Steve Jobs, Elon Musk, Sir Ken Robinson, você. Sim, você faz parte desse grupo. Mas o que todas essas personalidades e você, em muitos aspectos tão diferentes entre si, possuem em comum?

Vou explicar.

Steve Jobs, o já falecido ex-CEO da Apple, era um gênio dos palcos. Os famosos lançamentos de produtos da gigante de tecnologia eram sempre eventos superconcorridos. Jobs fazia com que todos na empresa mantivessem um segredo quase doentio até o dia do lançamento.

Nas apresentações, ele utilizava alguns artifícios que sempre se repetiam: além de ser conhecido por ensaiar exaustivamente até que todo o conteúdo fosse perfeitamente gravado, Jobs geralmente exibia apenas uma mensagem poderosa por slide, de modo que essas informações não se dispersassem na memória do público. Além disso, ele elogiava a própria apresentação em momentos estratégicos, orientando os sentimentos da plateia, fazendo com que ela sentisse o que ele gostaria. Fantástico. Uma de suas apresentações mais icônicas é o lançamento do iPhone, em 2007.  Veja como ele guia o público desde a primeira fala:

Elon Musk, o bilionário fundador de empresas como PayPal, Tesla, Solar City e SpaceX, muitas vezes citado como o “novo Steve Jobs”, passa longe de ter a mesma competência e desenvoltura do Jobs original quando sobe ao palco. Muito pelo contrário. Musk aparenta sempre estar nervoso, com as mãos trêmulas, a voz embargada, quase gaguejando — tudo fruto de um passado como alguém tímido e retraído, como mostra sua biografia Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro.

Porém, Musk utiliza outra técnica que faz com que se destaque dos demais e com que o público espere ávido por seus pronunciamentos: apresentar uma ideia de futuro. Suas empresas são conhecidas por revolucionar os seus setores de atuação: pagamentos on-line, carros e baterias elétricas, energia solar e exploração espacial. Musk é capaz de entrar em uma espécie de campo de distorção da realidade, imaginando coisas que ninguém mais imaginaria daquela maneira. Com efeito, consegue convencer os melhores profissionais e diversos investidores a apostar em suas ideias. Perceba, em sua participação no TED, como ele está longe de ser um showman como Jobs, mas sua didática faz com que ideias tão distantes se tornem algo simples, ao alcance de todos:

Ken Robinson, britânico, é escritor, palestrante e consultor internacional em educação. Em 2003, foi nomeado cavaleiro (Sir), pela Coroa britânica, por seus serviços à educação. Sir Ken Robinson também é conhecido por ter a palestra do TED mais vista de todos os tempos: mais de 40 milhões de visualizações. Com um mix de humor e didática, ele apresenta uma estrutura muito simples em suas apresentações:

  1. Introdução — apresentação, o que será exposto
  2. Contexto — por que a questão é relevante
  3. Conceitos principais
  4. Implicações práticas
  5. Conclusão

Claro que Sir Ken vai muito além de uma fórmula estrutural, mas ele sugere que todo mundo adote essa estrutura. Veja a mágica acontecer em seu vídeo do TED:

Por fim, você. Sim, você faz parte desse grupo. Tímido ou extrovertido. Empreendedor de sucesso ou estudante. Bilionário ou correndo atrás do salário do fim do mês. Você possui algo em comum com Steve Jobs, Elon Musk e Sir Ken Robinson.

Você é um vendedor de ideias. O tempo todo.

untitledNo trabalho, nas amizades, nos relacionamentos, com a família. Estamos todos vendendo ideias. Lembra aquele aumento de mesada que você queria dos seus pais? Você teve que lutar por ele. Ou a sugestão que você deu ao seu chefe e a coisa bombou na empresa. Aquela apresentação para o cliente que lhe tirou do sério. Ou mesmo o pedido de casamento que você fez ao amor da sua vida. Em cada um desses e outros tantos momentos, você estava apresentando ideias, mesmo que não soubesse na hora.

E não importa se você não é um rockstar ou um grande piadista quando vai falar em público. Você também pode virar um apresentador eficaz como Jobs, Musk e Robinson.

Com essas e outras preciosas dicas que vão desde a preparação, passando pela construção da ideia e de slides, até a atuação no palco, Chris Anderson, presidente e curador-chefe do TED, explica em TED Talks: O guia oficial do TED para falar em público como alcançar o feito de produzir uma fala marcante. Sem fórmulas, já que nenhum discurso deve ser igual ao outro, mas com ferramentas importantes que podem melhorar o desempenho de qualquer orador (ou vendedor de ideias).

Boa leitura!

> Leia também: Cinco palestras do TED a que todo mundo deveria assistir
                                Quatro dicas do TED para não cair em armadilhas ao falar em público
                                TED Talks e as boas ideias disseminadas pelo mundo

 

Glauco Madeira é publicitário formado pela ESPM e está cursando MBA em Design Estratégico. Trabalhou em uma startup, onde tomou gosto pelo desenvolvimento de negócios inovadores, e em uma agência de publicidade como estrategista de marcas. Foi gestor da Alumni ESPM Rio. É fundador da consultoria Adapter e planejador estratégico na Artplan.

testeAs 5 dicas de Elon Musk para o sucesso

Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável, a partir de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

Em 2014, Musk fez um discurso para os estudantes da Universidade do Sul da Califórnia e explicou suas cinco dicas para o sucesso. Confira:
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A primeira coisa que você precisa fazer é realmente trabalhar. Mas se você quiser ser muito bom ou se estiver começando o seu próprio negócio, você terá que trabalhar muito! Mas o que significa “trabalhar muito”?

Quando Musk e o irmão estavam abrindo a primeira empresa, em vez de alugarem um apartamento, os dois conseguiram um pequeno escritório e passaram a dormir ali mesmo, no sofá. Eles tomavam banho em uma academia próxima e trabalhavam dia e noite, sete dias por semana. Para Musk, a conta é simples: se alguém trabalha cinquenta horas por semana e você cem, significa que a sua empresa terá feito o dobro.

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Se você está entrando em uma empresa ou criando uma, a coisa mais importante é atrair as melhores pessoas. Uma empresa nada mais é do que um grupo que está criando, em conjunto, um produto ou um serviço. Logo, o sucesso do empreendimento depende diretamente de quão talentosa, comprometida e bem direcionada é a equipe. Dessa forma, faça tudo o que puder para ter as melhores pessoas com você.

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Foque no objetivo e não se distraia. Para Elon Musk muitas companhias acabam se confundindo e gastando dinheiro em coisas que na verdade não contribuem para melhorar o produto que elas oferecem.

Por exemplo, a Tesla Motors, sua empresa de carros elétricos, não gasta com publicidade. A companhia investe seus recursos em pesquisa e desenvolvimento, além de tecnologia e designer, para criar o melhor carro possível.

Para qualquer tipo de negócio, a lógica de Musk é sempre a mesma: os esforços que estão sendo feitos resultam em um produto ou em um serviço melhor? Se a resposta for não, pare com eles.

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Não se restrinja a seguir tendências. Elon Musk acredita que é melhor pensar sob a abordagem dos princípios fundamentais da física. Significa que, em vez de raciocinar por analogia, é mais proveitoso dissecar, resumir determinada ideia e encontrar a sua essência, o seu cerne — e construir a partir daí.

Para o inventor esta é uma boa maneira para descobrir se uma coisa faz mesmo sentido ou se é algo que simplesmente todo mundo está fazendo. Pode ser difícil pensar dessa maneira, mas se você quer fazer alguma coisa diferente esse é um método poderoso, usado por físicos para desvendar conceitos que fogem do senso comum, como a mecânica quântica.

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Assuma riscos. Conforme vamos envelhecendo, as obrigações crescem. Uma vez que você tiver filhos e construir uma família, os riscos não serão só seus, mas também de toda a família. Acaba sendo muito mais difícil se dedicar a projetos que podem dar certo ou não.

Então, assuma os riscos hoje, enquanto você não tem essas obrigações. Faça algo ousado — você não vai se arrepender.

Assista aqui o discurso completo de Elon Musk (em inglês).

Leia um trecho da biografia de Elon Musk.

teste14 livros para as férias

Confira nossa seleção com 14 livros imperdíveis!

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Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr — Nesse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2015, você vai conhecer Marie-Laure, uma garota que ficou cega aos seis anos e que vive em Paris com o pai, chaveiro responsável pelas fechaduras do Museu de História Natural, e Werner, um menino alemão, órfão, que se encanta por um rádio encontrado em uma pilha de lixo e cuja trajetória o leva a uma escola nazista. Combinando lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, Toda luz que não podemos ver é um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

S., de J.J. Abrams e Doug Dorst — Para os fascinados por mistério, J.J. Abrams, a mente por trás de séries como Lost, Fringe e o diretor do último episódio de Star Wars, apresenta um quebra-cabeça literário. Resultado de sua parceria com Doug Dorst, S. vem em uma caixa lacrada, repleta de códigos. Além do enigmático romance O Navio de Teseu, a obra contém, em suas margens, as anotações e investigações de dois leitores sobre V. M. Straka — um escritor cuja biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos.

História do futuro: O horizonte do Brasil no século XXI, de Míriam Leitão — Em um cenário de crise, a premiada jornalista Míriam Leitão é categórica: em vez de nos abatermos pelo pessimismo, temos que fazer um balanço racional dos muitos acertos e dos vários erros para construir um futuro melhor para o país. Em seu terceiro livro de não ficção, a vencedora do Jabuti apresenta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura e tecnologia. Leitura fundamental para entendermos o presente e planejarmos o futuro do Brasil.

A espada do verão, de Rick Riordan — Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo, Magnus Chase deve empreender uma importante jornada a fim de encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. Com personagens já conhecidos do público, como Annabeth Chase, prima de Magnus, e deuses como Thor e Loki, Rick Riordan nos apresenta uma nova série, agora sobre mitologia nórdica. Mais uma aventura surpreendente, repleta de ação e humor!

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Se você quer ter alguma ideia de como será o futuro, precisa conhecer Elon Musk. O empreendedor mais ousado de nosso tempo, que inspirou o Homem de Ferro dos cinemas, decidiu investir sua fortuna gerada em empresas digitais para mudar o mundo. Com a SpaceX, o inventor sul-africano está revolucionando os voos espaciais. Com a Tesla Motors, está trabalhando para popularizar os carros elétricos. Musk, que também está investindo em energia sustentável por meio de painéis solares, é um CEO diferente de todos os outros. Ao apostar em empreendimentos de alto risco, tem se dedicado a criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e próximo de uma fantasia de ficção científica.

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Lugares escuros, de Gillian Flynn — Aos sete anos, Libby Day sobreviveu ao terrível assassinato de sua família e testemunhou contra o irmão, que acabou condenado à prisão perpétua. Vinte e quatro anos depois, a ambígua personagem criada por Gillian Flynn, autora de Garota exemplar e Objetos cortantes, é procurada por um grupo de pessoas obcecadas pelo crime e começa a investigar o passado. A história chegou aos cinemas no ano passado, protagonizada por Charlize Theron, e recentemente ganhou uma nova edição, com capa seguindo o padrão dos livros da autora.

Caçadores de trolls, de Guillermo del Toro e Daniel Kraus  Um dos artistas mais visionários da atualidade — diretor, produtor e roteirista que assina sucessos como A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno e Hellboy —, Guillermo del Toro conta em Caçadores de trolls como o medo pode tomar conta das pessoas. Repleto de monstros assustadores e do encanto de um jovem com um mundo novo, o livro, que tem 10 belíssimas ilustrações de Sean Murray, será adaptado para uma série produzida pelo Netflix.

Crepúsculo/Vida e morte, de Stephenie Meyer — Publicado inicialmente nos Estados Unidos em 2005, o livro que originou a série best-seller mundial e uma franquia de filmes que bateu recordes de bilheteria, completou 10 anos! Para comemorar o aniversário da inesquecível história de amor entre Bella e Edward, Stephenie Meyer presenteou os leitores com uma edição dupla. Além de Crepúsculo, a edição especial contém quase 400 páginas de conteúdo extra que inclui Vida e morte, versão em que a autora inverte o gênero dos protagonistas.

A sexta extinção, de Elizabeth Kolbert — Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco extinções em massa. Hoje, a sexta extinção vem sendo monitorada, e a causa não é um asteroide ou algo similar, e sim a própria raça humana. Vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, A sexta extinção explica de que maneira o ser humano tem alterado a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie fez até hoje. Para isso, Kolbert apresenta trabalhos de dezenas de cientistas em diversas áreas e viaja aos lugares mais remotos em busca de respostas.

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Conheça a história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo agora sob um novo e apaixonante ponto de vista.
Mosquitolândia, de David Arnold — Mim Malone não está nada bem. Após o inesperado divórcio dos pais, a apaixonante protagonista de Mosquitolândia é obrigada a ir morar com o pai e a madrasta no árido Mississippi. Para fugir dessa nova vida e buscar seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, ela embarca em uma jornada de mais de mil quilômetros até Ohio e encontra companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho, numa odisseia contemporânea tão hilária quanto emocionante.

O clique de 1 bilhão de dólares, por Filipe Vilicic — O Instagram, aplicativo de compartilhamento de fotos, é uma febre mundial desde seu lançamento em 2010. Comprado pelo Facebook em 2012 pela estonteante quantia de 1 bilhão de dólares, hoje em dia já mobiliza mais de 400 milhões de usuários ativos. O que poucos sabem é que Mike Krieger, um de seus idealizadores, é brasileiro, nascido em São Paulo. A trajetória meteórica do aplicativo e de Krieger, que se tornou milionário aos 26 anos, são detalhadas em O clique de 1 bilhão de dólares pelo jornalista Filipe Vilicic, editor de Ciência e Tecnologia da revista e do site de Veja.

Para todos os garotos que já amei, de  Jenny Han — Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. São confissões sinceras, sem joguinhos ou fingimentos. Até que, um dia, elas são misteriosamente enviadas aos destinatários e, de repente, sua vida amorosa se transforma. Se você ainda não conhece Lara Jean, é melhor correr: a continuação do romance, P.S.: Ainda amo você, chega às livrarias nas próximas semanas.

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Na década de 1990, a Nintendo praticamente monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a companhia a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. Um livro fascinante sobre a guerra que mudou o futuro dos video games e o mercado de entretenimento.

testeUm futuro longe do digital

Elon Musk quer colonizar Marte, popularizar os carros elétricos e a energia solar — independentemente do que aconteça com a internet

Por Alexandre Matias*

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“As melhores mentes da minha geração estão pensando em como fazer as pessoas clicarem em anúncios.” A frase, dita por um dos primeiros programadores do Facebook, sintetiza o sentimento de frustração com o futuro trazido pelo Vale do Silício: em vez de viagens interplanetárias, teletransporte ou energia sustentável, o futuro que o século XXI nos apresentou foi o de pessoas grudadas em monitores de todos os tamanhos, inflando seus próprios egos em redes sociais.

A promessa de futuro vendida pelo Vale do Silício misturou-se com o mundo de fama e sucesso de Hollywood, e, em pouco tempo, CEOs atingiram status de popstar. Steve Jobs talvez seja o melhor exemplo desse domínio do mundo dos negócios como uma variação do show business. Mas não se engane, filmes sobre Bill Gates e Mark Zuckerberg já foram produzidos e currículos de executivos bem-sucedidos continuarão sendo vendidos como biografias de pessoas incríveis nos próximos anos.

Elon MuskDe lá para cá, a internet mudou. Deixou de ser o reino aberto de trocas de links para se tornar um ambiente de feudos de marcas, clusters de usuários obstinados em reter todos os dados pessoais de seus clientes para vendê-los a outras marcas em forma de publicidade personalizada. Google, Facebook, Microsoft, Apple, Amazon e uma meia dúzia de empresas querem mantê-lo sob seu único guarda-chuva, silos de entretenimento que combinam redes sociais, aplicativos para celulares e tablets, games, serviços de streaming, sites de compras e de armazenamento digital. Todo mundo permanece cada vez mais grudado a uma matrix de distrações, e aquele futuro Jetsons que antevíamos em meados do século passado parece sumir enquanto migramos de uma tela para outra, de uma marca para outra.

Mas para o sul-africano Elon Musk um futuro de viagens interplanetárias e energia sustentável ainda permanece no horizonte. Alheio aos deslumbres do digital, ele preferiu investir seu dinheiro em desafios verdadeiramente transformadores. Ele pertence ao grupo de programadores e engenheiros que ficou conhecido mais tarde como “a Máfia do PayPal” por ter surgido em meio à criação do serviço de transferências financeiras — um grupo de empreendedores que criaram uma espécie de lado B do Vale do Silício mais pop, desenvolvendo aplicativos e redes sociais que orbitam de forma pacífica ao redor das principais, como LinkedIn, Yelp, Reddit e fundos de investimento.

Musk, no entanto, radicalizou. Preferiu investir em outras formas de conexões humanas ao entender que a internet havia se convertido em uma nova corrida do ouro, fazendo todos apostarem alto no ciberespaço como único futuro viável. Após ficar bilionário com a venda do PayPal, dedicou-se às próprias empresas para atingir suas metas futuristas, que incluem a exploração do espaço, viagens interplanetárias, terraformação de Marte, carros elétricos, transportes suspensos, energia solar… E tem dado certo.

Com sua SpaceX, Musk já realizou viagens tripuladas para fora da órbita da Terra e estuda como criar uma biosfera artificial em Marte que suporte a colonização do Planeta Vermelho — empreitada que ele pretende iniciar ainda em vida. Com a Tesla Motors está mostrando que o carro elétrico não apenas é viável como também pode ser criada uma malha de recarga gratuita para seus carros em três continentes. Sua SolarCity já é a segunda maior empresa em vendas de painéis solares nos Estados Unidos. E sua Hyperloop, que cogita o transporte suspenso entre cidades por tubos de ar comprimido, já começa a fazer testes com um tubo que liga Los Angeles a São Francisco.

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CRS 4 Dragon em órbita (Foto: Space X)

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Interior do Dragon V2 (Foto: Space X)

A internet atual vive uma transição drástica que equilibra uma geração que viu a chegada da rede como tábua de salvação de um futuro em colapso (a popularização em massa da internet e o surgimento das redes sociais aconteceram logo após o atentado do 11 de Setembro de 2001) com outra que já nasceu on-line e não percebe a rede como novidade. Ambas se encontrarão quando a esperança reluzente do mundo digital se provar apenas uma forma de manipulação e vigilância das pessoas, quando o futuro brilhante da internet se reduzir apenas a uma rede de monitoramento de dados, seja para uso comercial ou governamental. Quando isso acontecer, Elon Musk estará nos esperando com seu futuro megalomaníaco já em andamento.

link-externoVídeo: Elon Musk apresenta os primeiros SUVs Tesla Model X

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link-externoLeia um trecho da biografia Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance

link-externoLeia também: Stephen Witt, autor de Como a música ficou grátis, explica como o digital mudará ainda mais nossa relação com a cultura

 

Alexandre Matias, 40, é jornalista há vinte anos e cobre música, cultura e tecnologia para diversos veículos, com base em seu site pessoal, o Trabalho Sujo.

testeComo os loucos abrem caminho para a inovação

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Outro dia vi na praia uma figura que alguns ao redor começaram a taxar de louco. Em um sol de quase 40 graus, sem nuvens, o homem de cabelos e barbas compridos caminhava vestindo calça jeans, tênis e uma camiseta estampada na qual se lia: “Os loucos abrem os caminhos que os sábios seguirão.” Não tenho ideia de quem era tal indivíduo, um estrangeiro em todos os sentidos. A cena não saiu de minha mente e me fez refletir sobre nomes das artes, como Ernest Hemingway — um dos meus escritores prediletos — e a dupla Paulo Coelho e Raul Seixas — cujas canções feitas em conjunto marcaram minha infância —, além do mundo da inovação tecnológica e científica, a exemplo de Elon Musk e Steve Jobs, dois dos empreendedores mais admirados da atualidade.

A loucura é marca da arte. Para muitos de seu tempo, o Hemingway de 20 e poucos anos era um maluco. Ao menos aos olhos dos sãos. Tratava-se de um jovem jornalista promissor que abandonara os benefícios de uma carreira certa e lucrativa nos Estados Unidos pela vida de um pobretão em Paris. Tinha, afinal, uma obsessão típica dos doidos: queria ser escritor, mesmo que, para isso, tivesse que passar fome. Aliás, como conta em seu magnífico livro de memórias Paris é uma festa, a fome ajudava na meta, pois impulsionava o cérebro a ter ideias e abrir caminhos. Ele não queria ser um escritor qualquer. Como louco que se preze, o jovem ainda desconhecido, quase desprezado, tinha certeza de que inauguraria um gênero literário no qual cada uma de suas frases exprimiria os mais verdadeiros sentimentos humanos. No fim, sua loucura o levou a tal conquista. E também fez com que desse um tiro de espingarda na cabeça.

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O genial bilionário Elon Musk, que era tido como doido até pela própria mãe

Hemingway me fascinou por sua loucura. Sempre tive, na verdade, asco por artistas que não flertam com doideiras. Quase um desprezo, do tipo que Hemingway alimentava em seu interior pelos colegas menos insanos.

Nas artes, sempre só importaram os malucos. A lista é enorme: de Hunter S. Thompson e seus livros cheios de verdades e mentiras sobre a cultura americana até Alan Moore — que um dia me confidenciou, numa agradável conversa, que é mago de verdade, cuja feitiçaria se dá nas palavras exprimidas em seus quadrinhos e livros —, Guimarães Rosa e João Gilberto.

Loucura nada tem a ver com drogas ou incentivos do tipo — mesmo que muitas vezes essas doses possam ajudar —, mas com a simples observação de que uma figura parece não se encaixar no mundo normal. Muitas vezes pelo perfil caótico, outras pelo extremo ordeiro. E é daí que nascem os novos estilos de arte, os novos caminhos.

A loucura sempre foi saudável também no mundo do empreendedorismo. No entanto, diferentemente do mundo artístico, nos negócios a insanidade foi vista com repulsa por muito tempo, o que fez com que mulheres e homens brilhantes, como Alfred Nobel — dono de várias patentes, como a da dinamite, e fundador da indústria armamentista tal qual a conhecemos hoje —, sofressem. Ele era um gênio que sucumbia à depressão, em muito temperada pela dualidade mental de ser um pacifista e ao mesmo tempo taxado de “mercador da morte”. Antes de morrer, Nobel deixou sua fortuna para a criação do prêmio que levou seu nome e que laureou muitos doidos, cujas mentes abriram atalhos para os que vieram depois.

Hoje, a inventividade tresloucada de Nobel provavelmente seria admirada, e não questionada. O ambiente dos negócios se transformou radicalmente. O responsável por tal mudança: o Vale do Silício e as figuras inovadoras que lá surgiram.

Steve Jobs, fundador da Apple, era um desses loucos. Um dos responsáveis por fazer com que a arte e o empreendedorismo se mesclassem de vez, nos idos dos anos 1970, quando apresentou o computador pessoal que hoje todos usamos. Drogado, viciado em LSD, arrogante, teimoso, do tipo que acreditava que por ser vegetariano não precisava de desodorante — o que só o fazia cheirar mal —, andava descalço, era de estilo hippie, mas também amava acelerar seu conversível pelas estradas nas proximidades de São Francisco. Em Como Steve Jobs virou Steve Jobs, recentemente publicado pela Intrínseca, é possível mergulhar na cabeça dessa figura tresloucada, de cuja mente (e só por faltar parafusos nela) saíram criações fantásticas como o iPhone, o iPad, o iPod e o estúdio de animação Pixar.

Felizmente, os malucos do empreendedorismo passaram a ser celebrados, o que dá gás para o surgimento de mais exemplos dessa nata da humanidade. Como mostra uma biografia recente — a ser lançada no Brasil pela Intrínseca —, quando criança, em dura infância na África do Sul, Elon Musk — que, após a morte de Jobs, assumiu o posto de mais célebre empreendedor louco da atualidade — era tido como fora da sanidade até pela própria mãe. Mesmo hoje,
bilionário, é difícil distinguir se sua ideia de que salvará a humanidade da extinção com empresas que promovem a popularização do uso de fontes limpas de energia — como a Tesla, de carros elétricos — e a exploração espacial — a SpaceX, que deu início a um novo tipo de corrida pelo domínio do cosmos — é loucura ou visão genial. Na verdade, pouco importa definir uma fronteira entre a sanidade e o inverso. Tomara que Musk continue pinel, pois é assim que dá à luz magníficas ideias.

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Em O Clique de 1 Bilhão de Dólares, mostro não só como se deu a criação do Instagram, mas como o Vale do Silício fundou um mundo de negócios mais receptivo a figuras insanas

Eu, caro leitor, batalho com minhas loucuras. Só que cada vez mais tendo a achar que o melhor é me submeter a elas. Espero que vocês também não consigam vencer a insanidade interior, ainda mais por faltarem empreendedores doidos no Brasil. Como bem pontuou certa vez Nolan Bushnell, outro dos lunáticos do Vale do Silício, fundador da Atari e mentor de Jobs: “No Brasil, os empresários acham que tudo tem que começar dando lucro; não se arriscam na loucura, com ideias arriscadas.” Ou seja, não dão asas à inovação.

 

Leia também:

Por que é tão difícil inovar no Brasil, por Filipe Vilicic

Com quanto suor e lágrimas se faz uma criação de Steve Jobs, por Tatiana Dias

 

testeLançamentos de Setembro

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Grey, de E L James — Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio — até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. A história que dominou milhares de leitores ao redor do mundo sob um novo ponto de vista. [Leia +]

Surpreendente!, de Maurício Gomyde — Pedro Diniz tem um desafio: produzir o filme perfeito! Diagnosticado na adolescência com uma doença degenerativa que o condenaria à cegueira, ele contraria a lógica da medicina quando a perda de sua visão estaciona de forma inexplicável. A perspectiva idealista de Pedro, porém, sofre sérios abalos. Atormentado por um segredo, ele parte com os amigos em uma longa e inesquecível viagem. [Leia +]

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Leia também: Surpreendente! não é filme, mas poderia ser, por Maurício Gomyde

Elon Musk: Como o CEO bilionário da SpaceX e da Tesla está moldando nosso futuro, de Ashlee Vance — Elon Musk é o empreendedor mais ousado de nosso tempo. Mais do que qualquer outro empresário da atualidade, ele tem investido sua energia e sua fortuna na missão de criar um futuro ao mesmo tempo magnífico e tão longe de ser alcançado quanto uma fantasia de ficção científica.

João e Maria, de Neil Gaiman e Lorenzo Mattotti — O prestigiado escritor Neil Gaiman e o brilhante ilustrador Lorenzo Mattotti se encontram para recontar a clássica história de João e Maria. Familiar como um sonho e perturbador como um pesadelo, o conto narra a saga de dois irmãos que são abandonados pelos pais e precisam enfrentar com coragem os perigos de uma floresta sombria. [Leia +]

A guerra dos consoles: Sega, Nintendo e a batalha que definiu uma geração, de Blake J. Harris — Em 1990, a Nintendo monopolizava o mercado de video games. A Sega, por outro lado, era apenas uma empresa instável de fliperamas com grandes aspirações e egos maiores ainda. Mas tudo isso iria mudar com as táticas arrojadas de Tom Kalinske, um ex-executivo da Mattel, que transformaram a Sega por completo e levaram a empresa a travar um confronto impiedoso com a Nintendo. [Leia +]

Sr. Holmes, de Mitch Cullin — Aposentado há décadas, Sherlock Holmes mora numa fazenda em Sussex, onde cria abelhas com a ajuda do filho de sua empregada. Além do apiário, o velho detetive gosta de passar o tempo relembrando casos, que registra diligentemente em um diário. Com isso, tenta juntar os fragmentos remotos de uma de suas aventuras mais marcantes, ocorrida há mais de cinquenta anos. [Leia +]

Sonhos partidos, de M. O. Walsh — Baton Rouge, nos Estados Unidos, é uma cidade conhecida por seus churrascos no jardim, tardes quentes de verão, barris de cerveja gelada e muitos fãs de futebol americano. Mas no verão de 1989, quando Lindy Simpson, uma das garotas mais bonitas do bairro e estrela das pistas de corrida, é estuprada perto de casa, fica claro que os subúrbios também têm um lado obscuro. [Leia +]

Titia terrível, de David Walliams — Em uma mansão rural remota vive Stella, uma menininha que não sabe que perdeu os pais num acidente de carro, pois passou meses dormindo. Ao acordar, ela vai precisar escapar das tramoias da tia, uma mulher malvada, que perdeu todo o dinheiro em jogos de tazo e anda sempre acompanhada de uma coruja mal-humorada. [Leia +]

O leitor do trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent — Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas da máquina que opera. A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera, até que um dia encontra textos misteriosos que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida. [Leia +]

Uma história do mundo, de Andrew Marr — O entendimento da história mundial se transforma à medida que novas descobertas são feitas em todos os continentes e velhos preconceitos são desafiados. Nessa jornada verdadeiramente global, Andrew Marr revisita os relatos épicos tradicionais, desde a Grécia e a Roma clássicas até a ascensão de Napoleão, entremeando-os com histórias menos conhecidas, do Peru à Ucrânia, da China ao Caribe. Assim, o autor encontra ecos e paralelos surpreendentes que atravessam vastas distâncias e muitos séculos.