testeSorteio Facebook – Autoras mulheres [Encerrado]

Comemorando o Dia Internacional da Mulher, vamos sortear 3 exemplares de livros escritos por mulheres. 

Para participar, compartilhe essa imagem em seu Facebook PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Facebook, você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 12 de março, segunda-feira, em nosso perfil no Facebook. Boa sorte! 

testeSorteio Instagram – Autoras mulheres [Encerrado]

Comemorando o Dia Internacional da Mulher, vamos sortear 3 exemplares de livros escritos por mulheres. 

Para participar, poste essa imagem em seu Instagram PUBLICAMENTE e preencha o formulário abaixo!

Atenção:
– Caso a mesma pessoa se inscreva mais de uma vez ela será desclassificada. Atenção: ao terminar de preencher o formulário aparece a mensagem “agradecemos a inscrição”. Espere a página carregar até o final para confirmar a inscrição
– Se você já ganhou um sorteio nos últimos 7 dias no Instagram, você não poderá participar deste sorteio.
– O resultado será anunciado no dia 12 de março, segunda-feira, em nosso perfil no Instagram. Boa sorte! 

VENCEDORES

testeCinco livros que se passam na (apaixonante) Itália

 

Ah, a Itália… um dos melhores lugares no mundo para se apaixonar (e comer bem!). O oitavo país do mundo em qualidade de vida guarda, em cada cidade, uma charmosa peculiaridade. Roma, a capital, tem 2,9 milhões de habitantes, sendo uma das cidades mais populosas da União Europeia; Florença é o berço do Renascimento; Nápoles popularizou a pizza; Milão é uma das capitais mundiais da moda e Veneza é uma ilha, famosa por ter como principal transporte as gôndolas.

Transbordando arte e inspirando seus visitantes, a Itália é o país que mais tem obras de arte por quilômetro quadrado, além de reunir 50 Patrimônios Mundiais da UNESCO – o maior número entre todas as nações. Não à toa, alguns dos maiores gênios dos últimos séculos são italianos, como Leonardo da Vinci, Galileu, Pavarotti, Frederico Fellini e Michelangelo.

Por aliar tanta história, arte e gastronomia de qualidade, dá para entender porque este curioso país em formato de bota foi escolhido como cenário para grandes histórias. Listamos alguns livros que se passam nos mais diversos territórios italianos, cada um especial a sua maneira. Confira!

Amor e gelato

Um dos livros mais fofos (❤️) que lançamos este ano, Amor e gelato acompanha as aventuras de uma norte-americana na Itália. A jovem Lina fica com uma missão após a morte da mãe: descobrir a verdade sobre seu pai. E é lá na região da Toscana que ela poderá conhecer a origem do seu passado – repleto de mistérios e histórias cruzadas. Em meio a muitos sorvetes (ou, para os italianos, gelatos), ela encontra muito mais do que imaginava. No meio desse turbilhão de emoções, Lina ainda conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração. O livro de estreia de Jenna Evans Welch é uma adorável viagem a um dos destinos mais românticos do mundo!

 

Me chame pelo seu nome

Já falamos um milhão de vezes desse livro, apenas porque ele conta uma das histórias de romance mais emocionantes dos últimos tempos! Ambientado na costa italiana durante o verão, Me chame pelo seu nome narra a primeira paixão do jovem Elio. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, em todas as férias, hospedar na casa da família um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Quando chega Oliver, o novo hóspede, acontece uma revolução na vida de Elio. Com rara sensibilidade, André Aciman constrói uma viva e sincera ode às emoções fortes da juventude e explora a paixão com delicadeza inigualável, em uma narrativa magnética, inquieta e sensual. O livro inspirou o premiadíssimo filme homônimo, dirigido por Luca Guadagnino, um dos favoritos ao Oscar 2018.

 

Um amor incômodo + A filha perdida

Elena Ferrante é um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea. A autora, cuja identidade permanece um mistério para seus fãs, sempre destaca em suas histórias as gritantes diferenças entre o povo do Sul e do Norte da Itália. Em Um amor incômodo, ela narra a conturbada relação entre mãe e filha. Delia retorna à Nápoles para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas. Neste processo, revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que habitaram de forma relevante o passado de sua mãe. Uma verdadeira mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelas emoções que vêm à tona a partir dessa investigação.

Já em A filha perdida encontramos a professora universitária Leda em férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na praia, ela repara em uma ruidosa família de napolitanos, em especial Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena. Cercada pelos parentes autoritários e imersa nos cuidados com a filha, Nina parece perfeitamente à vontade no papel de mãe. Isso desencadeia em Leda uma enxurrada de lembranças da própria vida, incluindo segredos que ela nunca conseguiu revelar. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre a maternidade e as consequências que a família pode refletir na vida de diferentes gerações de mulheres.

 

As oito montanhas

Nosso lançamento de Fevereiro (dia 19, tá?) venceu o Prêmio Strega, o mais prestigiado da Itália. Em As oito montanhas, o autor estreante Paolo Cognetti narra a história de Pietro, um garoto da cidade, solitário e pouco sociável que vê sua vida transformada quando sua família descobre o vilarejo de Grana, aos pés do Monte Rosa. Lá, Pietro se encanta pela natureza do lugar e conhece outro garoto da sua idade, Bruno, com quem dá início a temporadas de explorações e aventuras em meio a trilhas íngremes, o moinho e casas abandonadas. Esse aprendizado é o maior legado de seu pai, que, muitos anos depois, deixa uma herança que reaproximará os dois meninos. Este é um livro memorável, que explora relações complexas e fortes, atravessando três décadas de uma amizade inigualável. De modo tocante, o autor aborda a tentativa de aprender e de buscar nosso lugar no mundo com uma narrativa literária, intensa e lírica.

 

Quatro estações em Roma

Por volta de 2007, Anthony Doerr recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que incluía ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma é o resultado das memórias do ano em que ele passou na cidade com a esposa e os filhos gêmeos recém-nascidos. Vindo do interior dos Estados Unidos, Doerr acha Roma um mistério: um outdoor de uma marca de roupas tremulando na fachada de uma igreja de quatrocentos anos, uma construção comum ao lado de uma obra-prima da arquitetura. Em meio a tudo isso, ele cuida dos filhos, lida com uma insônia que parece não ceder e tenta, sem muito sucesso, escrever um novo romance – que se transformaria em Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que lhe rendeu o Pulitzer de ficção.

testeAbrindo o baú de Elena Ferrante

Por Mariana Filgueiras*

Em Frantumaglia: os caminhos de uma escritora, a reunião de artigos, cartas e entrevistas da autora napolitana desvenda bastidores da sua escrita e revela detalhes da trama mais misteriosa que perpassa sua obra: a da própria vida.

Sabe quando você tem em mente poucas notas de um tema, mas não sabe o que é, e se o cantarola, ele acaba se tornando uma canção diferente daquela que o estava atormentando? Ou quando você se lembra de uma esquina, mas não consegue lembrar onde fica?”

Para etiquetar esses fragmentos de memória, caquinhos de origem difícil de definir e que fazem barulho dentro da cabeça, a escritora italiana Elena Ferrante costuma usar uma palavra do dialeto napolitano de que sua mãe gostava muito: frantumaglia.

“Depois que você os ordena um pouco, começa a contar uma história”, afirma a autora, durante uma conversa por carta com seus editores, na qual tentava explicar o significado da expressão que sempre usa para explicar de onde vêm as histórias fabulosas que escreve.

“A frantumaglia é uma paisagem instável, uma massa aérea ou aquática de destroços infinitos que se revelam ao eu, brutalmente, como sua verdadeira e única interioridade. A frantumaglia é o depósito do tempo sem a ordem de uma história, de uma narrativa. A frantumaglia é o efeito da noção de perda, quando temos certeza de que tudo o que nos parece estável logo se unirá a uma paisagem de detritos”, escreve ela, em outra tentativa de definição, dessa vez  durante uma entrevista à publicação italiana Índice.

O domínio das “frantumaglias” é, certamente, o passo mais importante no processo criativo da autora, e em Frantumaglia ela trilha esse caminho junto com os leitores.  

Nesta antologia de cartas, artigos e entrevistas de Elena Ferrante, fenômeno literário que conquista fãs por todo o mundo, ela parece sempre responder a uma questão primeva da literatura: de que maneira é possível transformar suas memórias em histórias? De que forma pode a vida virar linguagem?

A resposta está sempre rondando o uso que a autora faz dessas lembranças fugidias. Em todo tipo de texto, aliás. Em 1994, sua editora italiana, Edizioni e/o, encomendou-lhe um pequeno texto para celebrar os 15 anos da empresa. Como a própria Ferrante explicou numa carta enviada junto com o texto, “eu poderia inundar vocês de lembranças, pequenos pensamentos, esboços universalizantes. Desta vez contentei-me em começar por uma muda de alcaparras”. Lá vinha ela com a estratégia das frantumaglias: Ferrante tomou da infância a memória inutilizada de uma alcaparreira que sempre florescia numa das paredes de sua casa, a despeito das condições adversas. E o resultado ficou tão espirituoso que motivaria a mesma Edizioni e/o a reunir outros textos esparsos da autora em 2003 — para produzir o livro que daria origem a Frantumaglia: os caminhos de uma escritora.

 

O hábito de anotar sonhos desde menina

Além de desvendar os recursos ferrantinos de fabulação, o livro também esclarece muito do seu processo de escrita, que tem início de maneira informal, como conta em outra carta da coletânea. Elena Ferrante tem, desde menina, o hábito de anotar sonhos. “É um exercício que aconselho a todos. Sujeitar a experiência onírica à lógica da vigília é um desafio extremo de escrita. Um sonho tem o mérito de mostrar claramente que reproduzi-lo com exatidão é uma batalha sempre perdida.”

Ferrante escreve em fluxos de 50 a 100 páginas, e tudo acontece no processo da escrita, sem esquemas estruturais de cenas. Só então para e relê o que fez, reescrevendo. Para a autora, são a palavra, a sintaxe e o estilo os instrumentos que determinam a sinceridade dos seus romances: “Em geral, o quesito mais urgente para um escritor parece ser: de quais experiências sei que posso ser a voz, o que sinto que sou capaz de contar? Mas não é assim. É mais premente perguntar a si mesmo: qual é a palavra, o ritmo da frase, a tonalidade do período mais adequado às coisas que eu sei? Parecem perguntas formais, de estilo; em suma, secundárias. No entanto, estou convencida de que, sem as palavras certas, sem um longo adestramento para combiná-las, nada vivo ou verdadeiro surge.”

Os textos reunidos em Frantumaglia também abordam os processos de edição, inclusive os de transposição para imagens. Como fica claro na lista de sugestões que faz por carta ao diretor do filme Amor Molesto, Mario Martone, inspirado no seu primeiro romance, Um amor incômodo. Assim que o roteiro do filme fica pronto, Mario manda o material para Ferrante, que o devolve com anotações não menos literárias. Sobre a cena que se passa num hotel, no livro, e o diretor mudou para uma estância termal, pondera Ferrante: “A mudança de ambiente não me desagrada. Só receio, como já disse, que se perca uma característica da personagem Delia: o corpo dela se bloqueou em uma espécie de avesso programático da figura sexualmente densa que ela atribuiu à mãe. Ou a cena comunica o sofrimento do corpo de Delia entre repulsa e desejo e, ao mesmo tempo, sua humanidade sofrida, ou corre o risco de ser um mimo erótico dado ao espectador.”

 

Frantumaglia é para todos que amam literatura

Mas Frantumaglia: os caminhos de uma escritora não é um livro apenas para iniciados. Mesmo quem nunca leu um livro de Elena Ferrante ficará imerso na leitura das cartas, artigos e entrevistas da autora. Por um motivo curioso: é nesses textos que surge a narrativa que perpassa todos os seus romances, uma trama tão instigante quanto as que envolvem suas personagens: a da sua própria vida.

Cercada de mistérios, a identidade da escritora napolitana ganha muito mais contornos com a reunião de seus textos. Seu mapa de referências, por exemplo, fica explícito. Saber que Ferrante bebeu muito na literatura da italiana Elsa Morante, ou no livro The Middle Years, a autobiografia do escritor Henry James, revela seu caráter obsessivo na construção biográfica das personagens. E de si mesma: ao entrar no universo de Elena Ferrante pela porta de Frantumaglia, tem-se a chance de ler, antes de toda sua ficção, a primeira carta que a escritora enviou a seus editores explicando a decisão de permanecer anônima. Um pacto profundo de subjugação do ego, em caráter irrevogável, e que até hoje “a aprisiona como uma casca à maçã”.

“Quero apenas confidenciar que essa é uma pequena aposta comigo mesma, com minhas convicções. Acredito que, após terem sido escritos, os livros não precisam de autores para nada. Exemplos não faltam. Adoro aqueles volumes misteriosos, que não têm um autor definido, mas que têm intensa vida própria. Parecem uma espécie de milagre noturno, como, quando criança, eu esperava os presentes da Befana (personagem folclórica italiana), ia para a cama muito agitada e, de manhã, os presentes estavam lá. Os verdadeiros milagres são aqueles que ninguém sabe quem fez, sejam eles os ínfimos portentos dos espíritos secretos da casa ou os grandes prodígios que nos deixam boquiabertos. Ainda tenho esse desejo infantil de encantos, sejam pequenos ou grandes, e ainda acredito neles.”

*Mariana Filgueiras é jornalista cultural e mestranda em Literatura na Universidade Federal Fluminense (UFF).

testeOs bastidores da vida e do processo criativo de Elena Ferrante

Com cartas, entrevistas e trechos inéditos, Frantumaglia oferece visão única de Elena Ferrante.

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da Série Napolitana e as obras A filha perdida, Um amor incômodo Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?

Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.  

Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância — para seu processo criativo  — da frantumaglia, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para sua escrita. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.

Frantumaglia chega às livrarias a partir de 20 de setembro e é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.

testeLançamentos de Setembro

Confira as sinopses dos lançamentos do mês:

Mindhunter: O primeiro caçador de serial killers americano, de John Douglas e Mark OlshakerDurante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão “serial killer” nem existia, ele foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein. Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, o livro é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv. [Leia +]

Box da trilogia Para todos os garotos que já amei, de Jenny HanPara todos os garotos que já ameiP.S.: Ainda amo você e Agora e para sempre, Lara Jean são os três volumes de uma trilogia apaixonante que acompanha os altos e baixos da vida de Lara Jean Song, uma menina descendente de coreanos que guarda suas cartas de amor em uma caixa de chapéu que ganhou da mãe. [Leia +]

Os piores pirralhos do mundo, de David Walliams Nestas dez histórias tão divertidas quanto horripilantes, tão criativas quanto nojentas, David Walliams faz os pequenos leitores morrerem de rir com os pirralhos mais malcriados, mais bagunceiros e mais adoráveis do mundo. [Leia +]

O ego é seu inimigo: como dominar seu pior adversário, de Ryan Holiday — Ele arruinou a carreira de gênios promissores. Mandou pelos ares grandes fortunas e destruiu empresas. Tornou as adversidades insuportáveis e transformou esforço em vergonha. Seu nome? Ego. Em O ego é seu inimigo, Ryan Holiday apresenta exemplos reais e inspiradores de pessoas comuns que dominaram o ego, chegaram aos mais altos níveis de poder e sucesso e se tornaram lendas — não pela fama, mas pelo trabalho e legado. 

A vida que enterramos, de Allen EskensA única coisa que Joe Talbert deseja é terminar o trabalho da faculdade: entrevistar um estranho e escrever uma breve biografia. Com os prazos se aproximando, o garoto decide ir a um asilo para encontrar o tão desejado objeto de trabalho. Lá ele conhece Carl Iverson e logo a vida de Joe vai ter mudado para sempre.

A casa das marés, de Jojo Moyes Uma história que atravessa décadas e gerações para mostrar que nunca é tarde demais para nos descobrirmos e corrermos atrás dos nossos sonhos. Repleto de encontros emocionantes e segredos revelados, A casa das marés é uma leitura deliciosa e romântica que explora as dinâmicas familiares, antigos amores e traições. [Leia +]

Frantumaglia: os caminhos de uma escritora, de Elena Ferrante Cartas, bilhetes, entrevistas, ensaios e trechos não publicados compõem um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que personifica a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, Frantumaglia traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa. [Leia +]

Por uma Europa democrática, de Stéphanie Hennette, Thomas Piketty, Guillaume Sacriste e Antoine Vauchez — Proeminentes acadêmicos propõem um contundente tratado em defesa da real democratização da Europa. Uma obra que extrapola o projeto europeu e apresenta, de modo promissor, uma nova direção para as políticas democráticas mundiais. 

teste11 livros para todo tipo de mãe

Seja empreendedora, romântica ou independente, sugerimos livros para um dia das mães especial! Confira nossa seleção de títulos para 2017!

Mães românticas: Livros de Jojo Moyes

Depois da visita da autora ao Brasil no começo de maio, é impossível não indicar para as mães de todos os tipos os livros de Jojo Moyes. Seja o sucesso Como eu era antes de você e sua sequência Depois de você, ou a coletânea de contos Paris para um, alguma das obras da britânica vai encantar sua mãe.

>> Saiba mais sobre os livros de Jojo Moyes!

 

 

Mães que gostam de listas: Uma pergunta por dia para mães

Toda mãe gosta de acompanhar as transformações pelas quais passa o filho ou a filha ao longo dos anos. Mas e quanto aos momentos simples, que passam despercebidos, sem espaço no álbum? Em Uma pergunta por dia para mães, as pequenas situações do cotidiano são registradas todos os dias ao longo de cinco anos, criando um livro de memórias único.

>> Conheça também Uma pergunta por dia

 

Mães que gostam de ciência: Livros de Stephen Hawking

Para as mães que não gostam de romance e drama, que tal ler sobre os mistérios do universo? O físico Stephen Hawking mostra o lado mais legal da ciência em O universo numa casca de noz, no recente Buracos negros ou no best-seller Uma breve história do tempo.

>> Leia um trecho de Buracos negros

 

Mães que curtem aventuras: série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

>> Saiba mais sobre a série!

 

Mães que… ( ͡° ͜ʖ ͡°): Grey

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir.

>>Leia um trecho de Grey

 

Mães que gostam de segundas chances: Antes que eu vá

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, acaba sendo seu último dia de vida – mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte – e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

>> Conheça a edição especial de Antes que eu vá

 

Mães que gostam de história: O Papa e Mussolini

Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, o livro traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

>> Leia um trecho do livro

 

Mães que gostam de suspense: Pequenas grandes mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Best-seller do The New York Times, o livro foi adaptado para a TV pela HBO.

>> Saiba mais sobre Big Little Lies!

 

Mães empreendedoras: Sprint

Como inovar? Por onde começar? Como montar uma boa equipe? Que forma terá uma ideia quando for colocada em prática? Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar já.

>> Leia um trecho

 

Mães que gostam de thrillers: Quem era ela

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

>> Leia um trecho

 

Mães independentes: livros de Elena Ferrante

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Em seus livros A filha perdida e Um amor incômodo, a autora explora questões sobre o que é ser mulher na sociedade do mundo moderno.              
>> Conheça os livros da autora

testeLançamentos de Março

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Quem era ela, de JP DelaneyÉ preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres.

Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

Mitologia nórdica, de Neil GaimanFascinado pelos mitos escandinavos desde a infância, Gaiman compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse, mostrando a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões. Mitologia nórdica é o livro perfeito para quem quer aprender sobre a mitologia escandinava e também para aqueles que desejam desvelar novas facetas dessas histórias.

Five Nights at Freddy’s: Olhos prateados, de Scott Cawthon e Kira Breed-WrisleyNo popular videogame criado por Scott Cawthon, o jogador assume o papel de um segurança contratado para tomar conta de uma pizzaria durante a noite, enquanto animatrônicos perambulam e ganham ímpeto assassino. Mas o mistério por trás dessas criaturas e dos assassinatos que ocorreram ali nunca foi desvendado… até agora. Olhos prateados extrapola o universo que conquistou fãs no mundo todo e traz à tona os medos mais obscuros que só brinquedos sinistros são capazes de provocar.

Um amor incômodo, de Elena FerranteAos quarenta e cinco anos, Delia retorna a sua cidade natal, Nápoles, na Itália, para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas: a humilde costureira, que se acostumou a esconder a beleza com peças simples e sem graça, usava nada além de um sutiã caro e sofisticado no momento da morte. Revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia fazem com que Delia se veja obrigada a reviver um passado cuja crueza ganha contornos vívidos na prosa de Elena Ferrante.

Quatro estações em Roma, de Anthony Doerr No dia em que Anthony Doerr e a esposa voltam da maternidade com seus gêmeos recém-nascidos, ele descobre que recebeu um prêmio da Academia Americana de Artes e Letras, o Rome Prize, que inclui ajuda de custo, um apartamento e um estúdio para escrever na Itália. Quatro estações em Roma nasceu das memórias do ano que o autor passou na cidade com a esposa e os filhos, lidando com uma insônia que parece não ceder e tentando, sem muito sucesso, escrever um novo romance – Toda luz que não podemos ver, lançado sete anos mais tarde e que acabaria rendendo ao autor o Prêmio Pulitzer de ficção.

Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng Em uma manhã de primavera em 1977, Lydia Lee não apareceu para tomar o café. Mais tarde, seu corpo foi encontrado no lago da cidade. A partir daí a família de Lydia empreende uma angustiante busca por respostas, o que acabar por trazer à tona segredos muito bem guardados: os sonhos que viraram decepções, as inseguranças, as traições e os arrependimentos que ligam todos os seus integrantes. Tudo o que nunca contei é uma observação sensível do fardo que as expectativas familiares e a necessidade de pertencimento podem representar na vida de uma pessoa.

Todo amor tem segredos, de Vitória MoraesDe um jeito fofo e engraçado, Viih conta detalhadamente como seu namoro com o youtuber Luis Mariz começou a distância e viveu um choque entre expectativa e realidade desde o primeiro encontro ao vivo.

Somos todos extraordinários, de R. J. PalacioResgatando elementos do romance Extraordinário e inserindo os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do protagonista, Auggie, Somos todos extraordinários vai deliciar os leitores que já se emocionaram e os que ainda vão se emocionar com essa incrível história de superação, amizade e, acima de tudo, amor.

Os irmãos Tapper detonam Nova York, de Geoff RodkeyClaudia e Reese Tapper são irmãos gêmeos de 12 anos que estudam na mesma escola. De idêntico, porém, eles só têm isso – e a competitividade: nenhum dos dois admite perder. A briga continua, e agora, além dos irmãos, vai envolver também os pais, professores, colegas e a cidade de Nova York inteira, no evento beneficente escolar mais maluco de todos os tempos.

 

 

testeRomance inédito de Elena Ferrante chega às livrarias em março

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Os volumes da série Napolitana e as obras A filha perdida e Uma noite na praia conquistaram leitores em todo o mundo e já somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Primeiro romance da autora, lançado originalmente em 2012, o delicado e perverso Um amor incômodo chega às livrarias em 20 de março.

Na obra, Delia retorna a sua cidade natal para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas: a humilde costureira que se acostumou a esconder a beleza com peças simples e sem graça estava vestindo nada além de um sutiã caro e sofisticado no momento da morte.

Uma série de telefonemas e encontros estranhos leva a revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia e impele Delia a buscar a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes da Nápoles de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que figuraram de forma proeminente no passado da mãe: o irmão irascível de Amalia, conhecido por lançar insultos indistintamente a conhecidos e estranhos; o ex-marido, pai de Delia, um pintor medíocre que não se importava em desrespeitar a esposa em público; e Caserta, uma figura sombria e lasciva, cujo casamento nunca o impediu de cortejar outras mulheres.

Na mistura desorientadora de fantasia e realidade suscitada pelos sentimentos que vêm à tona nessa investigação, Delia se vê obrigada a reviver um passado cuja crueza ganha contornos vívidos na prosa refinada de Elena Ferrante. Uma história pungente sobre mãe e filha unidas por um complicado nó de mentiras e emoções.

 

>> Leia um trecho de Um amor incômodo:

Minha mãe se afogou na noite de 23 de maio, dia do meu aniversário, no mar de um lugar chamado Spaccavento, a poucos quilômetros de Minturno. Precisamente naquela área, no final dos anos cinquenta, quando meu pai ainda morava conosco, alugávamos no verão um quarto em uma casa de temporada e passávamos o mês de julho dormindo os cinco em poucos metros quadrados escaldantes. Toda manhã, nós, meninas, comíamos ovos crus, partíamos rumo à praia por trilhas de terra e areia ladeadas por juncos altos e íamos tomar banho de mar. Na noite em que minha mãe morreu, a dona da casa, que se chamava Rosa e já tinha mais de setenta anos, ouviu alguém bater à porta, mas não abriu temendo ladrões e assassinos.

Minha mãe pegara o trem para Roma dois dias antes, em 21 de maio, mas nunca havia chegado. Nos últimos tempos, vinha ficar comigo durante alguns dias pelo menos uma vez por mês. Eu não gostava de ouvi-la pela casa. Ela acordava ao raiar do dia e, seguindo seus hábitos, lustrava de cima a baixo a cozinha e a sala de estar. Eu tentava voltar a dormir, mas não conseguia: enrijecida entre os lençóis, eu tinha a impressão de que, enquanto ela se ocupava, meu corpo era transformado no de uma menina enrugada. Quando chegava com o café, eu me encolhia em um canto para evitar que ela tocasse em mim ao se sentar na beirada da cama. A sociabilidade dela me incomodava: saía para fazer compras e se enturmava com os comerciantes com os quais, em dez anos, eu não havia trocado mais do que duas palavras; ia passear pela cidade com alguns conhecidos ocasionais; fazia amizade com meus amigos, aos quais contava histórias de sua vida, sempre as mesmas. Com ela, eu só sabia ser contida e insincera.

Voltava para Nápoles ao meu primeiro sinal de intolerância. Recolhia suas coisas, dava uma última arrumada na casa e prometia que logo retornaria. Eu andava pelos cômodos rearrumando ao meu gosto tudo o que ela havia disposto ao gosto dela. Retornava o saleiro ao compartimento no qual eu o guardava havia anos, devolvia o detergente ao lugar que sempre me pareceu mais adequado, bagunçava sua ordem dentro das minhas gavetas, devolvia ao caos o aposento onde eu trabalhava. Também o cheiro da sua presença — um perfume que deixava a casa com uma sensação de inquietude — passava depois de um tempo, como o de uma rápida chuva de verão.

Muitas vezes, ela perdia o trem. Geralmente chegava no trem posterior, ou até mesmo no dia seguinte, mas eu não conseguia me acostumar a isso e ficava preocupada do mesmo jeito. Ligava para ela, aflita. Quando finalmente ouvia sua voz, a repreendia com certa dureza: como assim não havia partido, por que não me avisara? Ela se justificava sem empenho, questionando em tom divertido o que eu achava que poderia acontecer na sua idade. “De tudo”, eu respondia. Sempre imaginei uma trama de emboscadas tecida de propósito para fazê-la sumir do mundo. Quando criança, enquanto ela estava fora, eu a esperava na cozinha, atrás da janela. Ficava ansiosa esperando ela reaparecer no fim da rua, como uma figura em uma bola de cristal. Eu respirava junto ao vidro, embaçando-o, para não ver a rua sem ela. Se demorava, a ansiedade se tornava tão irrefreável que transbordava em tremores no meu corpo. Então, eu fugia para um quartinho de despejo sem janelas e sem luz elétrica, bem ao lado do quarto dela e do meu pai, fechava a porta e ficava no escuro, chorando em silêncio. O cômodo funcionava como um antídoto eficaz. Inspirava-me um terror que mantinha sob controle a ansiedade em relação ao destino da minha mãe. No breu sufocante por causa do cheiro do pesticida eu era agredida por formas coloridas que lambiam por poucos segundos as minhas pupilas, deixando-me sem fôlego. “Quando voltar, mato você”, eu pensava, como se tivesse sido ela a me deixar fechada ali dentro. Mas, assim que eu ouvia sua voz no corredor, esgueirava-me para fora rapidamente e ficava rodeando-a com indiferença. Voltou-me à mente aquele quartinho de despejo quando descobri que ela partira no horário correto, mas ainda não havia chegado.

À noite, recebi o primeiro telefonema. Minha mãe disse com um tom tranquilo que não podia me contar nada: havia um homem com ela que a impedia de fazer isso. Depois, começou a rir e desligou. Na hora, prevaleceu a perplexidade. Achei que estava brincando e me resignei a esperar por um segundo telefonema. Deixei as horas passarem em conjecturas, sentada inutilmente ao lado do telefone. Só após a meia-noite procurei um amigo policial, que foi muito gentil: disse para eu não me preocupar, ele cuidaria de tudo. Mas a noite passou sem notícias da minha mãe. De concreto, havia apenas sua partida: a sra. De Riso, uma vizinha viúva da mesma idade dela com a qual minha mãe alternava havia quinze anos períodos de boa vizinhança e de inimizade, disse-me ao telefone que a acompanhara à estação. Enquanto minha mãe estava na fila da bilheteria, a viúva comprara para ela uma garrafa de água mineral e uma revista. O trem estava lotado, mas, mesmo assim, minha mãe encontrara um lugar à janela em um vagão abarrotado de militares de licença. Despediram-se, recomendando-se que se cuidassem. Como ela estava vestida? Como de costume, com as roupas que usava havia anos: saia e blazer azul-escuros, uma bolsinha de couro preto, velhos sapatos de salto médio, uma maleta surrada.

Às sete da manhã, minha mãe telefonou outra vez. Embora eu a tivesse bombardeado de perguntas (“Onde você está? De onde está ligando? Quem está com você?”), ela se limitou a desfiar em voz muito alta uma série de expressões obscenas em dialeto, enunciando-as com prazer. Depois desligou. Aquelas obscenidades me causaram uma regressão desorientadora. Liguei novamente para o meu amigo, surpreendendo-o com uma mistura confusa de italiano e expressões dialetais. Ele quis saber se minha mãe andava particularmente deprimida nos últimos tempos. Eu não sabia. Admiti que ela não era mais como antigamente: tranquila, pacatamente divertida. Ria sem motivo, falava demais; porém, os idosos muitas vezes fazem isso. Meu amigo concordou: acontecia com frequência que os velhos, ao primeiro sinal de calor, fizessem coisas estranhas. Não havia motivo para preocupação. Mas eu continuei a me preocupar e percorri a cidade de cima a baixo, procurando sobretudo nos lugares em que eu sabia que ela gostava de passear.

O terceiro telefonema foi às dez da noite. Minha mãe falou confusamente de um homem que a seguia para levá-la embora enrolada em um tapete. Pediu que eu fosse correndo ajudá-la. Supliquei que me dissesse onde estava. Ela mudou de tom, respondeu que era melhor não. “Tranque-se, não abra a porta para ninguém”, alertou. Aquele homem queria fazer mal a mim também. Depois, acrescentou: “Vá dormir. Agora vou tomar banho.” Não se ouviu mais nada.

No dia seguinte, dois rapazes viram o corpo de minha mãe boiando a poucos metros da praia. Vestia apenas o sutiã. A mala não foi encontrada. O tailleur azul-escuro não foi encontrado. Não foram encontrados nem mesmo a calcinha, as meias, os sapatos, a bolsinha com os documentos. Mas, no dedo, estavam o anel de noivado e a aliança. Nas orelhas, os brincos que meu pai lhe dera de presente meio século antes.

Vi o corpo e, diante daquele objeto lívido, senti que talvez devesse me agarrar a ele para não acabar sei lá onde. Não fora violado. Apresentava apenas algumas equimoses causadas pelas ondas, bastante suaves, aliás, que o empurraram durante toda a noite contra algumas rochas na superfície da água. Em volta dos olhos, pareceu-me haver traços de maquiagem pesada. Observei longamente, com incômodo, as pernas morenas, extraordinariamente jovens para uma mulher de sessenta e três anos. Com o mesmo incômodo, percebi que o sutiã nada tinha em comum com aqueles bastante gastos que ela costumava usar. As taças eram de renda fina e mostravam os mamilos. Eram unidas por três Vs bordados, a assinatura da loja das irmãs Vossi, uma marca napolitana cara de lingerie para senhoras. Quando o devolveram para mim, com os brincos e os anéis, cheirei-o por muito tempo. Tinha o forte aroma de tecido novo. [Leia +]

teste17 livros para um verão incrível

Confira nossa seleção de livros para um verão literário:

1. Aconteceu naquele verão,organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

2. A química, de Stephenie Meyer — Uma ex-agente especial fugindo dos antigos empregadores precisa aceitar um novo trabalho para limpar seu nome e salvar a própria vida. A química, o primeiro lançamento inteiramente inédito de Stephenie Meyer em seis anos, é um thriller diferente de tudo o que ela já publicou. [Leia +][Leia um trecho]

3. Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

4. O martelo de Thorde Rick Riordan — No segundo livro da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, o filho do deus Frey descobrirá que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança entre semideuses e gigantes. [Leia +] [Leia um trecho]

 5. Não se enrola, não, de Isabela Freitas — “Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +][Leia um trecho]

 6. O som do amor, de Jojo Moyes — um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões, O som do amor é um dos primeiros livros da autora do best-seller Como eu era antes de você. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história sobre recomeços. [Leia +][Leia um trecho]

7. Gentil como a gente, de Fernanda Gentil — Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil. Como a gente. [Leia +]

8. Garoto21, de Matthew Quick  Finley utiliza o basquete para aliviar suas preocupações, enquanto Russ não quer mais se aproximar de uma bola. Depois de sofrer um grande trauma, ele fica em estado de negação e passa a se considerar um alienígena de passagem pela Terra. Com a missão de ajudar Russ a se recuperar, Finley tenta convencer o garoto a voltar a jogar, mesmo que isso signifique perder o próprio lugar na equipe. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick. [Leia +]

9. A filha perdida, de Elena Ferrante — Lançado originalmente em 2006 e ainda inédito no Brasil, o romance da autora que se consagrou por sua série napolitana acompanha os sentimentos conflitantes de Leda, uma professora universitária de meia-idade que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o pai, decide passar férias no litoral sul da Itália. [Leia +] [Leia um trecho]

10. Fãs do impossível, de Kate Scelsa — Mira, Sebby e Jeremy são três amigos em meio aos complexos conflitos da adolescência. Mesmo sentindo-se despedaçados, sem motivos para serem amados e tentando não sucumbir à solidão, eles lutam pela vida, cada um à sua maneira. Mira está começando em uma escola nova, depois de passar um tempo no hospital. Sebby é um garoto brincalhão que leva a vida com boas doses de mentira e bom humor, até que seu lado mais destrutivo vem à tona. Jeremy está retornando à antiga escola, depois de um tempo afastado por causa de um incidente traumático que arruinou seu ano letivo.

 11. História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang — Ícone da ficção científica contemporânea é publicado pela primeira vez no Brasil em coletânea que inclui o conto que inspirou o filme A Chegada. Com apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas, a pequena produção de Chiang contrasta com a expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun. [Leia +][Leia um trecho]

12. Pax, de Sara Pennypacker — Peter e sua raposa, Pax, são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde vai morar por um tempo, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. [Leia +]

13. Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson  Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais. Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

14. A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível. [Leia +]

15. O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

16. Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

17. Destinos e Fúrias, de Lauren Groff — Aos 22 anos, Lotto e Mathilde são jovens, perdidamente apaixonados e destinados ao sucesso. Eles se conhecem nos últimos meses da faculdade e antes da formatura já estão casados. Seguem-se anos difíceis, mas românticos. Uma década depois, o caminho tornou-se mais sólido. Ele é um dramaturgo famoso e ela se dedica integralmente ao sucesso do marido. A vida dos dois é invejada como a verdadeira definição de parceria bem-sucedida. Porém, nem tudo é o que parece, e em um casamento essa máxima se faz ainda mais verdadeira. Se em “Destinos” somos seduzidos pela imagem do casal perfeito, em “Fúrias” a tempestuosa raiva de Mathilde se revela fervendo sob a superfície. Em uma reviravolta complexa e emocional, o que começou como uma ode a uma união extraordinária se torna muito mais. [Leia +]