testeHolocausto brasileiro, livro premiado de Daniela Arbex, ganha nova edição

 

Depois do emocionante Todo dia a mesma noite, o catálogo da Intrínseca ganha mais um sucesso da jornalista Daniela Arbex: Holocausto brasileiro.

Nesta premiada obra, Arbex faz uma denúncia sobre a situação de abandono a que eram submetidos os pacientes do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena. Conhecido como Colônia, o centro localizado em Minas Gerais funcionou de 1903 a 1996 e deixou o saldo de mais de 60 mil mortos e inúmeras vidas marcadas pelo descaso do Estado, dos médicos e da sociedade. Motivada pelas fotos chocantes das condições subumanas impostas aos pacientes, Arbex localizou sobreviventes e entrevistou ex-funcionários a fim de traçar o retrato de uma das maiores atrocidades perpetradas em nosso país, o que transformou o livro em um marco do jornalismo investigativo.

Aclamado pelo público e vencedor do segundo lugar na categoria livro-documentário do prêmio Jabuti e ganhador do APCA de melhor livro reportagem e do Lorenzo Natali (Bélgica), Holocausto brasileiro foi adaptado como documentário e lançado pela HBO em 40 países.

Forte, sensível e indispensável, a nova edição da obra, com posfácio da autora, chega às livrarias a partir de 11 de março.

testeAssista agora Tom vs Time, série original do Facebook com Tom Brady!

“Do que você está disposto a abrir mão para ser o melhor que você pode ser?”

Aos quarenta anos, Tom Brady tem tudo: carreira de sucesso, uma bela família e mais títulos mundiais de futebol americano do que qualquer outro jogador em atividade na NFL. Com tanto sucesso, quais desafios Brady ainda pretende enfrentar?

Em uma série exclusiva do Facebook, Tom Vs Time explora a mente de um dos atletas mais importantes dos Estados Unidos, e um exemplo de dedicação e foco para pessoas do mundo inteiro. Nos três documentários, a série mostra a tentativa de Brady de se manter no auge da carreira, sem abrir mão de sua família e valores.

Dividida em três partes — Mental, Social e Físico —, a série mostra o jogador usando as técnicas que apresenta em seu livro O método TB12. Tom Vs Time já está disponível (em inglês). Assista ao primeiro episódio abaixo.

Saiba mais sobre O método TB12.

testeAmy

Após a imersão no universo do cinema para escrever Surpreendente!, dei uma diminuída boa na quantidade de cinema que eu vinha tomando, bebendo e cheirando para me inspirar. Voltei ao normal, fiquei limpo, back to the books. Como bem disse Stephen King: para o escritor, o importante é o livro. Menos TV, menos internet, menos outras mídias, muito mais livros. A Netflix é minha maior ladra de tempo, e juro pela minha alma que não vou assistir a mais nenhuma série enquanto estiver escrevendo um livro. A última levou quase sessenta episódios. Sessenta horas, vezes quatrocentas palavras por hora, isso dá quase meio livro! E o tema da série não tinha nada a ver com nada — por que viciei foi um mistério.

Nessa onda, não consegui assistir a quase nenhum dos indicados ao Oscar 2016. Para não dizer que fui absolutamente ausente, dos que estavam no páreo eu tinha assistido a Divertida mente, What Happened, Miss Simone? e Amy — três filmes: ganhei de você, Glória Pires! De tal forma que demorei a entender a histeria pela importante questão que tomou conta das redes sociais semana passada: “Leonardo DiCaprio vai ganhar ou não?” Não tenho nada contra o Leo DiCaprio. Muito pelo contrário. Acho que ele deveria ter ganhado desde o Diamante de sangue. Passei a gostar dele ainda mais após assistir, no dia seguinte, ao breve discurso que proferiu com a estatueta finalmente em mãos — palmas efusivas. Para finalizar com o Leo, lerei primeiro o livro que inspirou o filme (O regresso, de Michael Punke) e depois partirei para a tela.

Estou aqui, no entanto, não para falar da justiça ou injustiça sobre o melhor ator, e sim sobre a felicidade pela vitória do já premiadíssimo e único filme para o qual eu estava torcendo: o documentário Amy. Quando conheci Amy Winehouse, a reação foi algo do tipo “pu**, ca*****, que voz é essa?”. O primeiro disco, Frank, saiu quando ela tinha recém-completado vinte anos. A voz de uma senhora gorda, negra e de bochechas rechonchudas não podia caber naquele fiapo de menina! Era como passar um camelo pelo buraco de uma agulha. Alguma coisa estava errada. Todo aquele jazz não era coisa de criança. Como ela se atrevia? Bom, o fato é que era a mais pura verdade e nem o fato de ter curtíssima discografia foi capaz de apagar seu imenso brilho como cantora. Tony Bennet, um de seus ídolos, comparou-a a Ella Fitzgerald e Billie Holiday.

O documentário é recheado de imagens caseiras, feitas com celulares e câmeras da própria cantora, das amigas, dos produtores, dos namorados. É possível sentir nas canções a mistura explosiva entre a inquietude artística de uma jovem cheia de opiniões fortes, compositora de mão cheia, e os inúmeros problemas com bebida, drogas pesadas, depressão e bulimia. Cenas lamentáveis de alguém que não conseguiu lidar com o estrondoso sucesso mundial tão cedo. Tristes imagens de uma jovem se autodestruindo. E o trecho mais perturbador do filme: o show em Belgrado, em que ela, completamente chapada, não consegue cantar diante da multidão. No fim das contas, previsível, não aguentou. Foi ser mais um membro do triste Clube dos 27, junto de Hendrix, Brian Jones, Janis Joplin, Kurt Cobain, Jim Morrison, Robert Johnson e outros.

Nas palavras do pianista Sam Beste, com quem ela tocou durante toda a carreira: “A música, para Amy, era como uma pessoa de quem ela precisava e por quem ela daria a vida.” Em dias de “Tá tranquilo, tá favorável”, recomendo fortemente a discografia da menina. De volta ao luto. É uma canção melhor do que a outra. E, ainda que com final triste e conhecido, o Oscar foi merecidíssimo.

testeSALINGER NO FESTIVAL DO RIO 2013

JD-Salinger.

Já exibido nos Estados Unidos, o documentário Salinger está no Festival do Rio. O filme trata da vida do recluso escritor J.D. Salinger, autor do grande sucesso O apanhador no campo de centeio, e revela detalhes a respeito de obras inéditas. Salinger também apresenta depoimentos de grandes nomes da literatura, como Gore Vidal e Tom Wolfe, além de fãs famosos, como Edward Norton e Danny DeVito.

Shane Salerno, diretor do filme, é também autor da biografia de J.D. Salinger, feita em parceria com David Shields. A dupla dedicou quase uma década à busca de informações, entrevistando mais de 200 pessoas, entre amigos, familiares e estudiosos da obra do escritor.

Salinger será publicado pela Intrínseca em janeiro de 2014. ► http://goo.gl/yWTLVO

Sexta, 04/10 – 21h45 – Estação Rio 1

Terça, 08/10 – 16h30 – São Luiz 3

Terça, 08/10 – 21h30 – São Luiz 3

Quinta, 10/10 – 16h30 – Cinepolis Lagoon 5

Quinta, 10/10 – 21h30 – Cinepolis Lagoon 5

Acesse todas as sessões do filme Salinger: ► http://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/salinger

testeVida após a morte: a batalha de Damien Echols por justiça

Enviado para o corredor da morte em 1994, aos 20 anos, Damien Echols ainda luta para provar sua inocência. Echols foi condenado, ao lado dos amigos Jason Baldwin e Jessie Misskelley, por um crime que não cometeu — o brutal assassinato de três crianças de oito anos, que foi interpretado pelos moradores da pequena cidade de West Memphis, no estado do Arkansas, como resultado de um culto satânico. Em agosto de 2011, após 18 anos de reclusão e sem nunca terem sido ouvidos pelo Estado, os réus foram soltos graças à forte pressão da opinião pública, em uma campanha liderada por celebridades como Johnny Depp, Eddie Vedder e o cineasta Peter Jackson. No entanto, para a justiça do Arkansas, os três ainda são culpados.

Em Vida após a morte, livro que será publicado em maio, Damien Echols reúne as anotações de suas memórias no cárcere, registros que ele manteve por todos esses anos sem identificar as datas, pois considerava “doloroso demais ver os dias, meses e anos passando, a realidade fora do meu alcance”.

Echols só detém o título de único homem a deixar o corredor da morte no Arkansas por causa do interesse de Sheila Nevins, executiva da HBO, pelo caso que ficou conhecido como West Memphis Three. Após ler uma reportagem sobre o crime, Nevins procurou os cineastas Joe Berlinger e Bruce Sinofsky para fazer um filme que revelasse os detalhes do violento assassinato. Ao chegar em West Memphis, a equipe da HBO se deparou com os inúmeros erros crassos da investigação e fortes indícios de que os acusados eram, na realidade, inocentes. Assim surgiu a série de documentários Paradise Lost, dirigida pela dupla e dividida em três partes. A primeira, Paradise Lost: The Child Murders at Robin Hood Hills, lançada em 1996, apresentou ao mundo a verdadeira história dos garotos de West MemphisE a última, Paradise Lost 3: Purgatory, foi indicada ao Oscar e ao Emmy em 2012.

Também no cinema, o documentário West of Memphis, coproduzido por Echols, sua esposa Lorri Davis e Peter Jackson, foi lançado em dezembro nos Estados Unidos e exibido no último festival de Sundance (ainda sem previsão de estreia no Brasil). Já os direitos para a adaptação cinematográfica das memórias de Damien Echols em Vida após a morte  foram adquiridos por Johnny Depp.