testeLançamentos de abril

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Eu sou o Peregrino, de Terry HayesUma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.

Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes (Mad Max 2 e Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão), Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda a sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável. [Leia +]

 

O amor segundo Buenos Aires, de Fernando Scheller — Com largas avenidas, cafés em estilo europeu e bairros charmosamente decadentes, Buenos Aires é o lugar perfeito para histórias de amor inesquecíveis. A capital argentina é cenário e, ao mesmo tempo, personagem do primeiro romance de Fernando Scheller, repórter do jornal O Estado de S. Paulo que já passou pelas redações de Gazeta do Povo, TV Globo e Deutsche Welle, na Alemanha.

É por amor que Hugo deixa o Brasil rumo à capital argentina. Embora o relacionamento com Leonor não sobreviva, seu fascínio pela cidade resiste à dor da separação e à descoberta de que sofre de uma grave doença. Hugo cria laços com o arquiteto Eduardo e com a comissária de bordo Carolina, que evidenciam o poder regenerador das amizades verdadeiras. Ele se reaproxima de seu pai, Pedro, que troca a rotina de um casamento desgastado por uma vida em que é possível encontrar profundos afetos. [Leia +]

Em O amor segundo Buenos Aires, Scheller oferece a cada personagem a chance de narrar suas escolhas e percepções sobre diferentes formas de amor, como entre pai e filho, um homem e uma mulher, dois homens e também entre amigos.

Leia as colunas de Fernando Scheller no blog

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Alucinadamente feliz: Um livro engraçado sobre coisas horríveis, de Jenny Lawson Longe de ser uma pessoa comum, Jenny Lawson se considera uma colecionadora de transtornos mentais: depressão altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.

Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e resolve revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para se levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade. [Leia +]

 

É isso que eu faço: Uma vida de amor e guerra, de Lynsey Addario — Após os atentados de 11 de Setembro, a fotojornalista Lynsey Addario foi chamada para cobrir a invasão americana ao Afeganistão. Nesse momento, ela fez uma escolha que se repetiria muitas vezes depois: abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo confrontando com sua câmera as mais duras verdades.

As imagens captadas pelas lentes de Lynsey parecem buscar sempre um propósito maior. No livro, ela retrata os afegãos antes e depois do regime talibã, os cidadãos vitimados pela guerra e os insurgentes no Iraque, expõe a cultura de violência contra a mulher no Congo e narra a ocasião do próprio sequestro, orquestrado pelas forças pró-Kadafi durante a guerra civil na Líbia.

Apesar da presumível bravura, Lynsey não é de todo destemida. Do medo, ela tira o olhar de empatia essencial à profissão. Quando entrevista vítimas de estupro, fotografa um soldado alvejado em combate ou documenta a trágica vida das crianças famintas na Somália, é essa empatia que nos transporta para os lugares onde ela esteve, e então começamos a entender como o ímpeto de retratar a verdade triunfa sobre o terror. [Leia +]

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A agenda antiplanos, de Keri Smith — Com espaços sem data e distribuídos aleatoriamente para você fazer um resumo do mês que desejar, o novo projeto da autora de Destrua este diário funciona como um diário criativo, que vai ajudar o leitor a estruturar os pensamentos de uma forma nada limitada nem previsível.

A agenda antiplanos parte do princípio de que a busca pela organização e pelo perfeccionismo, tão exaltada na cultura moderna, é na verdade um grande empecilho ao processo criativo. O estilo, a forma e a proposta pouco convencional do livro entretêm e levam à reflexão. Capturando momentos e estados de espírito, ele convida o leitor a controlar menos e experimentar mais, a deixar de levar tudo tão a sério e, simplesmente, viver. E o principal: a se divertir! [Leia +]

 

Baía da Esperança, de Jojo Moyes No quinto romance da autora de Como eu era antes de você, a melancólica e reservada Liza McCullen é a responsável por um barco de observação de baleias e golfinhos em Silver Bay, na Austrália, onde também administra com a tia o Hotel Baía da Esperança, que já viu dias melhores.

Hospedado no hotel de Liza, Mike Dormer está lá a negócios: depende dele o pontapé inicial do projeto de um resort de luxo. Enquanto sua noiva, em Londres, finaliza os planos do casamento, Mike tem de conseguir a licença para a construção do empreendimento, algo que terá profundo impacto na fauna de Silver Bay e consequências drásticas para a vida dos moradores.

Quando o mundo de Mike e Liza colidem de forma irremediável, eles precisam encarar os próprios medos para salvar o que amam. Com personagens cativantes em um cenário encantador, Baía da Esperança é um romance comovente e irresistível, repleto do humor e da generosidade que marcam as obras de Jojo Moyes.

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O mistério do mapa (volume 1 da série Poptropica), de Kory Merritt e Jack Chabert — Quando decidiram embarcar em um passeio de balão, Oliver, Mya e Jorge nunca poderiam imaginar que acabariam caindo em uma ilha desconhecida habitada por animais exóticos e uma horda de vikings raivosos. Bem-vindo a Poptropica: um arquipélago completamente fora dos mapas, cuja existência é mantida em segredo do restante do mundo.

Neste primeiro volume da história, inspirada no jogo infantil educativo on-line, os três amigos encontram um mapa mágico e se aventuram em uma perigosa jornada para tentar encontrar o caminho de volta para casa. Porém, os habitantes da ilha — incluindo o assustador líder dos vikings, Erik, o Vermelho — estão nos calcanhares deles, e Octavian, o capitão do balão, responsável por estarem presos naquela ilha, quer seu mapa de volta. Será que Oliver, Mya e Jorge vão conseguir fugir das garras dos sanguinários vikings e encontrar um jeito de escapar da ilha e de Octavian? [Leia +]

 

Solteirona: O direito de escolher a própria vida, de Kate Bolick — “Com quem se casar e quando: essas duas questões definem a existência de toda mulher”, provoca a autora logo no início de Solteirona. Em uma análise inteligente e bem-vinda dos prazeres e possibilidades de ficar solteira, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte da própria experiência para ponderar o porquê de mais de cem milhões de americanas hoje preferirem ficar solteiras.

No livro, Bolick também apresenta um elenco de personalidades femininas do último século que, pela genialidade e determinação, são inspirações para sua escolha: a colunista Neith Boyce, a ensaísta Maeve Brennan, a visionária social Charlotte Perkins Gilman, a poeta Edna St. Vincent Millay e a escritora Edith Wharton. Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de se casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito da mulher de escolher a própria vida. [Leia +]

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Conheça nossos livros publicados em março

 

testeSemana especial

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foto: Pronome Interrogativo

Nesta semana convidamos os nossos parceiros a soltar a criatividade e mostrar maneiras novas de interação. A ideia é compartilhar fotos, textos e o que mais a imaginação permitir inspirados pelas atividades propostas em Destrua este diário em qualquer lugar e O mundo imaginário de…, de Keri Smith. Como as obras anteriores da autora, os novos livros propõem tarefas lúdicas que fogem do convencional.

Em Destrua este diário em qualquer lugar, Keri convida o leitor a sair de casa e buscar lugares diferentes para criar, sujar e destruir. Uma verdadeira missão ao ar livre! Já em O mundo imaginário de…, a proposta é criar um mundo completamente inusitado e original. Se não podemos viver da maneira que gostaríamos, Keri nos instiga a inventar mapas, cores, regras, constituições, histórias, língua e até feriados do nosso próprio mundo.

Ficaram curiosos? Confira as destruições e atividades realizadas pelos nossos parceiros:

Tédio Social| Pronome Interrogativo| Quem lê faz seu filme |Icebookcream| Poesia Destilada | Mais que livros | De tudo um pouquinho| Livroterapias| Sobre livros e traduções| All pop stuff| Recanto da Mi |Mandy_itbook

testeCrise: a hora de se reinventar

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Um lobo gigante tem soprado à porta. Nós, os inventivos porquinhos, estamos tremendo. Escondidos na casa de madeira, não dispomos de muitos recursos para reforçar a porta. Numa situação dessa, há três opções.

A primeira é usar o que se tem na casa para reforçar a porta. Quebram-se as cadeiras, as mesas, as camas. Com a madeira de tudo que há dentro, a porta é fortificada. Mas continua a ser soprada e um dia cederá.

A segunda é sair da casa pela porta dos fundos enquanto o lobo continua a soprar, achando que estamos dentro. Só que temos pouco tempo e não dá para fugir. O que nos resta é procurar por mais madeira na floresta para, assim, construir outra casa. Mudamos para a casa nova, e vivemos calmamente até o lobo destruir nosso primeiro teto, perceber que foi enganado e rumar para a nova casa de madeira. Ele voltará a soprar, a soprar, a soprar. Aterrorizando os porquinhos inventivos que lá residem.

A terceira opção é a mais ousada (e arriscada). Os porquinhos saem pela porta de trás. Porém, em vez de procurarem por mais madeira, tentam achar novos materiais, mais resistentes, capazes de vencer o sopro do lobo. Talvez achem gesso, calcário, água e uma série de outras substâncias químicas. E talvez resolvam misturar tudo até formar cimento. Com essa novidade, constroem uma nova residência, bem mais resistente, que não pode ser abalada pelos sopros do lobo.

Sim, um dia pode surgir um lobo mais forte ou outro inimigo — quem sabe um urso — não esperado. Mas, dentro de sua nova casa de cimento, os porquinhos ganharam mais tempo também para serem inventivos frente à nova e intensa ameaça. Se ainda apostassem na madeira, teriam sido vencidos pelo oponente mais fraco ou cairiam rapidamente quando chegassem os mais fortes.

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Como mostro em O clique de 1 bilhão de dólares, o Instagram é prova de como é preciso ser criativo para solucionar crises

O que os porquinhos encararam foi uma crise perigosa, que ameaçava (no mínimo) o modo de vida deles. Estamos vivienciando, no Brasil, uma situação similar. Caro leitor, aposto que você está pensando: “Ah, vamos construir uma casa de cimento para desafiar esse lobo que nos enche.” Pois é, esse seria o caminho para acabar de vez com o problema — ou, é preciso admitir, aumentá-lo, se a artimanha desse errado. Mas, e esse é o fato incontornável, raramente a inventividade humana falha em suas ambições. Só que não é o que estamos seguindo.

Tudo indica que a maioria dos empreendedores brasileiros tem preferido as duas primeiras saídas. Ou destroem as próprias casas (mais de 20% dos negócios do país esperam realizar cortes substanciais, como demissões em massa, no próximo ano) por achar que assim vão reforçá-la, ou saem atrás de velhas soluções dentro da floresta.

No primeiro caso, o lobo só demorará um pouquinho mais para derrubar a casa. Seja ela do tamanho de uma pequena tenda, seja do tamanho de um castelo de madeira. No segundo, a velha casa é sacrificada para dar lugar a uma nova, mas igual. O resultado: ambas cairão frente aos sopros do velho lobo.

capa_OCliqueDeUmBilhaoDeDolares_WEBEm meu livro O clique de 1 bilhão de dólares, além de contar a eletrizante história da criação do Instagram — que teve de procurar por cimento em vários momentos em que notou que madeira não seria forte o suficiente —, relembro, em diversos trechos, como a indústria da tecnologia teve de encarar muitos lobos. A região de São Francisco onde se instalou o primeiro escritório oficial do Instagram, a mítica South Park, viu parte dessas crises. A área, que antes era tomada pela pobreza, floresceu nos anos 1990 com a chegada das primeiras startups ligadas aos negócios milionários da internet. Porém, flertou novamente com a decadência quando essas empresas novatas não mostraram a que vieram, na virada do milênio, e deram início à bolha ponto com, que as quebrou.

Os empresários poderiam ter desistido da internet e pensado: “Não é essa promessa que imaginávamos.” Ao invés disso, insistiram nos negócios sem ir atrás de madeira para replicar o que já sabiam. Procuraram formas inusitadas de continuar a aventura. Assim nasceram empresas como Facebook, Instagram e, mais tarde, Uber, Airbnb e Netflix tal qual a conhecemos — antes, era apenas um serviço de aluguel de filmes pelo correio. Essas empresas venceram a crise e hoje seria preciso um lobo muito mais colossal para destruí-las.

Voltemos rapidamente ao Brasil.

É triste notar que a maioria dos brasileiros, ao menos os governantes e alguns empresários no poder, têm optado por encarar a crise não só sem apostar em novas saídas e repetindo velhas e inúteis soluções, como tentando derrubar aqueles que buscam alternativas melhores, criativas e duradouras. Vejam o caso do Uber. Muitas cidades preferem batalhar para proibir o serviço — que já se mostrou resistente a crises e uma ótima opção de emprego para quem perdeu o seu — e dar vantagens às velhas e ultrapassadas opções, como os táxis. Do mesmo mal sofre o Netflix. O serviço, que em todo o mundo promete substituir (ou ao menos dar novos ares) a TV regular, aqui sofre uma resistência tremenda. Querem torná-lo mais fraco, taxá-lo, submeter uma nova ideia, um novo cimento, a regras antigas, que só eram boas para regular madeira. Com isso, o Brasil talvez até reforce a porta a curtíssimo prazo, mas ela logo cederá.

Convido você, leitor, a repensar as crises pelas quais passou na vida, ainda mais se alguma o estiver atingindo agora. É importante tratá-la como oportunidade. Das melhores. Em vez de fugir ou buscar velhas saídas, tente se reinventar. Procure cimento, não madeira.

link-externoLeia um trecho de O clique de 1 bilhão de dólares

teste[A SENSIBILIDADE NÃO TEM CONCORRÊNCIA]

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No mundo, a cada segundo, alguém cria algo novo ou dá uma nova roupagem à uma velha ideia. O ser humano nasceu para dar forma aos sentimentos, às sensações, ao inconsciente. Quando falo em criar, não falo necessariamente em obras históricas de artistas consagrados expostas em museus mundo afora. Não falo somente de poetas, músicos, pintores, escritores, roteiristas. Falo também de pessoas que existem mundo adentro. No mundo corporativo, na civilização do terno e gravata, os criativos também estão revolucionando o método de trabalho das empresas. Sim, existe alma nas corporações!

A criatividade sempre salvou o mundo. Desde o Período Paleolítico, com o uso de ferramentas simples usadas para a caça e a defesa, para produzir roupas ou dar luz ao fogo para enfrentar os longos invernos, as mentes criativas sempre movimentaram o avanço da humanidade. Hoje pode até parecer bobo, mas, para a época, uma simples pedra talhada era uma tecnologia de ponta, comparável à popularização da Internet. Foram elas que desenharam o início da inovação. Foram elas que criaram as primeiras possibilidades de globalização. Eu ainda acho as pedras afiadas mais úteis que as redes sociais. Mas, sem a Internet, você não leria essa afirmação: as pedras afiadas foram mais importantes que a Internet. Depois, a invenção da roda permitiu que o mundo pudesse andar para frente, desenvolver qualquer nova experiência humana. A fotografia, a luz elétrica, o ar-condicionado (santificado seja Willis Carrier!) e tantas outras criações humanas permitiram que a humanidade sempre encontrasse uma forma de se manter viva (não necessariamente evoluindo).

Acredito que, hoje, depois de milhões de anos de downloads de ideias, o grande desafio do ser criativo é saber como se diferenciar nessa multidão de mentes criativas que nascem diariamente; como sobreviver a esse bombardeio de informações; enfim, como dar uma luz à uma ideia mais bacana do que as milhões de outras ideias que estão em gestação na mente do seu vizinho, da sua amiga, daquele senhor que lê o jornal no metrô. A grande pergunta que você deve se fazer é: qual é o seu diferencial? Falar inglês? Dominar o pacote office? Quinze anos fazendo as mesmas tarefas no mesmo cargo? Isso tudo é muito igual à maioria dos seus concorrentes criativos. Quase todo mundo que teve as mesmas condições de vida que você sabe falar mais de um idioma. Quase todo mundo que estudou nas mesmas condições que você tem o domínio dos mesmos diferenciais. Quase todo mundo que convive no mesmo cerco cultural que o seu tem as mesmas condições de ter acesso às mesmas informações. Isso é ótimo para nosso enriquecimento pessoal. Mas não é nada bom quando o mundo busca cada vez mais características cada vez menos presentes nos seres humanos: a sensibilidade, a percepção e, principalmente, a originalidade. Seja original. Olhe para dentro de si. O mundo inteiro pede para pensar fora da caixa; eu digo pense dentro da sua caixa: ela é o seu mundo. Lamento informar: pensar fora da caixa já virou mesmice.

Mas, então, o que você tem de fato de diferente? A sua história! Originalidade, na minha opinião, é entender tudo o que já foi criado, é absorver o que o mundo nos dá e associar todas essas informações com o seu banco de memória, com sua dose de sensibilidade, com sua percepção de mundo. Ninguém pode plagiar a sua vida. Ela não é uma camisa preta, vendida a R$19,90 em um shopping center. Ninguém pode copiar a sua infância. Ela não é um pote de plástico com tampa roxa, onde a humanidade guarda o arroz de ontem. Ninguém pode imitar a sua memória. Ela não é um pendrive de 64G, nem pode ser encontrada em qualquer caixa de supermercado a preço acessível. Sua vivência não tem preço. Sua experiência tem um custo imensurável.  Ninguém pode dar ctrl c + ctrl v no que você sente. A sua sensibilidade não tem concorrência.