testeOs finalistas da Intrínseca no Prêmio Jabuti 2017

O Jabuti, principal premiação literária do país, divulgou os finalistas das 29 categorias deste ano. Pela primeira vez, a Intrínseca tem três livros na disputa. A obra Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral, do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, concorre na categoria biografia. Já Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma, da economista e professora Monica de Bolle, foi selecionado na categoria economia, administração, negócios, turismo, hotelaria e lazer e Pó de lua nas noites em claro, segundo livro de , concorre entre os melhores de 2017 na categoria ilustração.

A cerimônia que revelará os vencedores do Jabuti 2017 acontecerá em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Confira a lista completa dos indicados no site do Prêmio Jabuti.

testeMorcegos ressuscitam borboletas?

Esse é o título do último capítulo de Como matar a borboleta-azul: uma crônica da era Dilma. O livro narra, passo a passo, como o Brasil chegou à gravíssima crise econômica dos últimos dois anos valendo-se da dramática história do inseto do sul da Inglaterra como metáfora para o crescimento brasileiro. Nos anos 1970, a borboleta-azul desapareceu de seu habitat natural devido a uma série de intervenções do governo britânico para proteger as lavouras de uma infestação de coelhos. Tais medidas bagunçaram o frágil e complexo ecossistema, levando à extinção do animal. Entre 2011 e 2014, as ações econômicas promovidas pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff desordenaram o frágil ecossistema econômico brasileiro, levando à extinção o crescimento. A obra analisa de que maneira foram sendo destruídos os pilares da economia brasileira, traçando como chegamos à atual situação de completo desarranjo.

Embora o livro trate dos anos Dilma, o último capítulo aborda o afastamento da presidente, a crise política e as chances de que os morcegos liderados por Michel Temer — os homens brancos de ternos pretos de Brasília — fossem capazes de estancar a terrível recessão e a alta do desemprego que tomaram conta do país. O desafio não era pequeno. Eis um trecho do livro:

Economistas valem-se de artifícios diversos para medir o bem-estar de diferentes sociedades: do PIB à distribuição de renda, dos subjetivos “índices de felicidade” ao concreto índice de desenvolvimento humano. Do mesmo modo, há formas de medir o mal-estar, a malaise que assolava (e continua a assolar) toda a população brasileira, principalmente a classe média vulnerável […]. O índice de mal-estar, ou Misery Index, foi criado pelo economista americano Arthur Okun com o intuito de medir a qualidade de vida do cidadão médio de um país. Trata-se de um indicador simples, da soma entre a taxa média de inflação de determinado período com a taxa de desemprego do mesmo período.

Em 2015, o índice de mal-estar no Brasil chegara a 19,7, quase o dobro do que se viu em 2014, sobretudo por causa da alta inflacionária. Hoje, o índice de mal-estar soma 17,3 — a queda reflete a forte redução da inflação. A taxa de desemprego, contudo, subiu dos 9% para os 12%, e nesse nível permanece. Eis, portanto, a falácia do índice de mal-estar: o poder de compra pode ter melhorado com a redução da inflação de 10,7% para 5,3% entre 2015 e o início de 2017. Se a pessoa está desempregada, porém, de nada adianta a melhora do poder de compra.

Outro dia me disseram: “As pessoas vão sentir a melhora da economia brasileira quando a taxa de desemprego parar de subir.” Ao ouvir isso, pensei: “Quer dizer que se meu interlocutor perdesse o emprego e assim permanecesse ficaria satisfeito porque, mesmo estando desempregado, não há número crescente de desempregados à sua volta?” É evidente que tal colocação não faz o menor sentido. A melhora da economia será percebida pela população não quando a taxa de desemprego parar de subir, mas quando começar a cair, isto é, quando meu suposto interlocutor desempregado finalmente conseguir trabalho. Mas os morcegos enturvecem a visão. Querem inventar borboletas-azuis de suas negras asas, como alquimistas da realidade. A realidade está difícil.

Até o momento, não há resposta para o título do capítulo e da coluna.

testeAs entranhas do populismo econômico

Quando comecei a escrever Como matar a borboleta-azul, não imaginava que o livro e as reflexões que lá estão serviriam como referência para entender a onda de populismo que se alastra mundo afora. A era Dilma ficará para sempre marcada como mais uma tentativa fracassada do “populismo econômico” na América Latina, mas não apenas isso. Servirá, por exemplo, para compreender as consequências e alertar para os perigos do populismo econômico que pode vir a ser característica da era Trump. Populismo econômico, afinal, não é invencionice latino-americana, tampouco está restrito a “de esquerda” ou “de direita”.

Em livro clássico publicado em 1991, os renomados economistas Rudiger Dornbusch e Sebastian Edwards desenvolveram o conceito do populismo econômico baseado nas experiências latino-americanas dos anos 1980. O livro, intitulado The Macroeconomics of Populism in Latin America, é uma coletânea de artigos que retratam casos de diversos países, porém conta com uma apresentação primorosa dos autores, em que definem com clareza os princípios das políticas populistas.

 

Características:

  1. Condições iniciais – O populismo econômico surge de insatisfação generalizada da população com os rumos da economia. Na raiz desse sentimento está a desigualdade da distribuição de renda, que cria atritos políticos e socioeconômicos, induzindo à ideia de que é possível fazer melhor com medidas radicalmente diferentes.
  2. Sem amarras – No populismo econômico não há restrições: o governo pode gastar o que for preciso para melhorar a vida das pessoas. O argumento é que, ao induzir o crescimento, não há o que temer. Déficits não explodirão, a inflação não sairá do controle e o governo não haverá de quebrar.
  3. Políticas econômicas – Todas têm por objetivo reativar a economia, reestruturá-la e distribuir renda. Tudo pelo emprego, tudo pelos salários, ainda que se tenha de intervir no funcionamento dos mercados — essa é a reestruturação resultante.

 

Fases:

  1. Glória e reivindicação – Uma vez posto em prática, o populismo econômico gera crescimento, empregos e renda, glorificando seus proponentes e destituindo seus opositores.
  2. Sinais de alerta – As políticas começam a dar sinais de desgaste. O crescimento cai, a inflação sobe, a população começa a ficar inquieta com os efeitos percebidos no cotidiano: a queda na qualidade de vida. Nessa fase, o governo normalmente redobra a aposta no populismo econômico.
  3. Desarranjo – Os desarranjos da segunda fase ficam mais evidentes. Déficits fora de controle e a alta contínua da inflação levam o governo a adotar medidas cada vez mais disparatadas, piorando os desequilíbrios.
  4. Colapso – A economia entra em recessão, o emprego encolhe, os salários caem, déficits e dívidas explodem. Aumenta a turbulência política, muitas vezes resultando na queda de governos.
  5. Ajuste – O colapso requer doloroso processo de ajuste, em que as perdas ficam evidentes, a desigualdade de renda aumenta devido aos desarranjos anteriores e a insatisfação popular cresce continuamente. O agravamento das tensões políticas e sociais pode desaguar no recrudescimento das condições que levaram ao populismo econômico. Ou seja, é comum que o populismo econômico clame por mais populismo econômico, reiniciando o ciclo.

 

Como matar a borboleta-azul está estruturado exatamente dessa forma, e não por acaso. A lição é que a redistribuição de renda populista se dá mais para aqueles que têm poder político e econômico do que para os realmente necessitados. Foi assim no Brasil, poderá vir a ser assim nos Estados Unidos de Trump.

testePalavras para entender a complexidade…

“Por que os livros de física são carregados de equações matemáticas, enquanto os de biologia são cheios de palavras?” Essa foi a pergunta instigante que encontrei certa vez em resenha do jornal britânico The Guardian sobre uma obra que muito influenciou minha visão sobre economia, crises e a política econômica relatadas em Como matar a borboleta-azul. O livro chama-se Ubiquity: Why Catastrophes Happen e foi escrito por Mark Buchanan, ele próprio físico e jornalista. As catástrofes abordadas por ele não se limitam aos fenômenos naturais, mas estendem-se à sociologia — o que move grandes protestos que derrubam regimes? —, à história — como entender a eclosão da Primeira Guerra Mundial a partir de um assassinato? — e, é claro, às crises econômicas.

A física clássica pode ser descrita por meio de equações porque seus princípios são simples e o comportamento de seus objetos de estudo — objetos inanimados, átomos, partículas, planetas e estrelas — é, de modo geral, previsível, mapeável por equações. Já a biologia funciona de outro modo, exibindo grau de complexidade bem mais elevado do que a física. Para explicá-la, modelos matemáticos não bastam — é preciso recorrer às palavras. A economia, apesar da resistência dos economistas, está mais para a biologia do que para a física. A matemática não basta, menos ainda os jargões. Por isso é preciso escolher as palavras com o mesmo cuidado que qualquer escritor o faz para narrar uma boa história, seja ela de que gênero for.

Os últimos anos foram demasiado complexos. Havia uma mudança muito grande em curso no quadro internacional que sobreveio da crise de 2008. Ao mesmo tempo, havia uma visão marcada pela interferência exagerada no funcionamento do delicado ecossistema econômico. Como matar a borboleta-azul, conforme tenho insistido em entrevistas e artigos, não é sobre a pessoa Dilma Rousseff, é sobre sua gestão econômica. Fosse Dilma ou Dilmo, fosse PT ou Partido XYZ, tivessem as escolhas sido as mesmas, o resultado não teria sido diferente: a morte do crescimento, o desaparecimento da rara e graciosa borboleta-azul.

Em vídeos que faremos sobre os principais erros das políticas da ex-presidente, discorrerei sobre cada ponto que marcou seu governo, tão repleto de idiossincrasias que só mesmo por meio das palavras é possível entender como o Brasil chegou à situação dramática em que está. Entre esses erros, falarei sobre a destruição da política monetária e, sobretudo, da política fiscal. O desmonte institucional promovido pelas políticas da ex-governante trouxe-nos à presente discussão sobre a controvertida Proposta de Emenda Constitucional que cria um limite para o aumento dos gastos públicos — a PEC dos Gastos tão falada nos jornais. O tema é complexo. Para compreendê-lo, nada melhor do que as palavras, em especial as mais simples. Parafraseando o eterno Guimarães Rosa, tão citado por Dilma, a simplicidade tem muita força, força enorme.

testePor que borboleta-azul?

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Esta é a primeira de uma série de colunas sobre Como matar a borboleta-azul. O livro trata da era Dilma, mas não consigo referir-me a ele de outra forma. Para mim, trata-se da borboleta, a linda borboleta-azul, que não resistiu à pesada interferência humana no frágil e complexo ecossistema do sul da Inglaterra.

Na década de 1970, os coelhos infestavam as plantações do país europeu e os homens resolveram matá-los — não todos, mas alguns. A população dos animais caiu, a grama que os bichinhos mantinham baixa cresceu. Na grama baixa vivia uma formiga especial, responsável por carregar os ovos da borboleta-azul para os formigueiros e cuidar das larvas até que se tornassem adultas. Com a relva alta, as formigas especiais foram sumindo. Com elas, foi-se a proteção, até que um dia não havia mais borboletas.

Os homens não queriam matar o belo inseto, mas acabaram por fazê-lo ao insistir em controlar os coelhos. Da mesma forma, Dilma não queria matar o crescimento da economia brasileira, mas acabou por fazê-lo ao adotar medidas que desarrumaram o país.

O governo Dilma foi marcado por tentativas e mais tentativas, espécie de hiperatividade econômica, cujo objetivo era manter a economia aquecida, os empregos abundantes e a renda em alta. A cada nova interferência, eu pensava na borboleta-azul. Cheguei a usá-la como metáfora num artigo escrito em 2012 que tratava do aumento de impostos sobre produtos importados que o governo anunciara na ocasião.

Quando vi a lista de produtos, fiquei impactada com o grau de detalhamento, a ingerência levada às últimas consequências, o micróbio da pulga da orelha do coelho. Espironolactona. Na lista do governo havia Espironolactona. Evidentemente, eu não sabia o que era a substância nem o motivo pelo qual o governo deveria taxá-la. Hoje sei que se trata de um diurético. Continuo sem entender, contudo, por que o governo Dilma, com tantos problemas para resolver, achou que devia dar atenção especial ao produto.

O que sei é que a forma como Dilma atuou para ajudar o Brasil a seu modo levou à destruição de outro ecossistema frágil e complexo: a economia brasileira. É esse mistério que o livro procura desvendar em bom português, fugindo do insondável economês. Torço para que leitores e leitoras o considerem útil para a compreensão da tragédia brasileira.

testeA economista Monica de Bolle revela os bastidores da era Dilma

Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma chega às livrarias a partir de 3 de outubro

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Conta-se que, na década de 1970, atormentados por uma superpopulação de coelhos, os ingleses adotaram uma política tão bem-intencionada quanto equivocada, que culminou com a extinção da borboleta-azul no sul do país. O triste fim da bela borboleta é a metáfora escolhida pela economista Monica Baumgarten de Bolle para descrever a desconstrução do Brasil durante os anos de Dilma Rousseff (2011-2016). Depois de o Plano Real reduzir a inflação a patamares suportáveis e permitir a implantação de um conjunto de políticas sociais mais inclusivas, a presidente chegou ao poder determinada a reformular tudo. Na prática, sua gestão levou a economia brasileira a uma situação catastrófica cujos efeitos se farão sentir por muito tempo.

Em texto fluente, Monica de Bolle acompanha erros e desacertos da presidente, ano a ano, passo a passo, desvendando cada um de seus desatinos. Porém, no lugar de gráficos e tabelas, o leitor encontra drama, uma história de suspense e terror, com vilãs, vilões e pouquíssimos heróis, narrada com pitadas de surrealismo e saborosas citações a filmes e obras da literatura. A dura realidade ganha contornos humanos e compreensíveis mesmo para quem não tem nenhuma familiaridade com o chamado economês.

Tradutora de O Capital no Século XXI, de Thomas Piketty, no Brasil, Monica nasceu no Rio de Janeiro e vive em Washington D.C. Trabalhou no FMI, foi professora da PUC-Rio, atuou como diretora do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças e como sócia-diretora da Galanto MBB Consultoria. Atualmente é professora da School for Advanced International Studies da Johns Hopkins University e pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics.

Leia um trecho do livro:

Como matar a borboleta-azul

Artigo publicado em O Globo A Mais em setembro de 2012

 

Final dos anos 1970, sul da Inglaterra. Uma infestação inédita de coelhos ameaçava os prados verdejantes e as plantações das fazendas da região, levando os produtores a declarar que uma crise ambiental estava prestes a ocorrer e a pedir socorro ao governo. Para evitar um massacre possivelmente infrutífero de coelhos, já que a taxa de reprodução dos animais é quase inigualável na natureza, as autoridades encontraram uma solução “brilhante”: inocularam os bichinhos com o vírus da mixomatose, uma doença que ataca sobretudo os coelhos, deixando-os letárgicos, mais suscetíveis aos seus predadores naturais, menos inclinados a se reproduzir. Inicialmente, o experimento foi um sucesso. A população de coelhos caiu vertiginosamente, preservando as plantações e evitando a temida catástrofe. Contudo, a estrada para o inferno é pavimentada de boas intenções, como diz o famoso aforismo.

Com menos coelhos a mordiscar a vegetação, ervas daninhas proliferaram e a grama cresceu mais do que o normal. O crescimento da grama acabou aniquilando a população de um tipo de formiga que só sobrevivia alimentando-se da grama mais baixa. Infelizmente, essa formiga tinha laços estreitos com a borboleta-azul que ilustra este artigo, carregando seus ovos para o formigueiro e cuidando de suas larvas até que se tornassem lagartas adultas. Sem a proteção das formigas, os ovos da borboleta-azul ficaram expostos aos predadores. Um dia, a borboleta-azul sumiu para sempre do sul da Inglaterra.

A história verídica da borboleta-azul inglesa, a Maculinea arion, é um exemplo das consequências indesejáveis provocadas pelas supostas boas intenções. A boa intenção do governo brasileiro é proteger os produtos confeccionados no país da concorrência daqueles que vêm de fora, imaginando que, como os coelhos ingleses, possam causar um desastre ambiental na indústria nacional, já fragilizada por outros fatores. Para isso, inoculam os importados com a variante local da mixomatose: as tarifas de importação. Na semana passada, as autoridades divulgaram uma lista de cem produtos que ficariam sujeitos a impostos mais elevados até o fim de setembro. O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse também que a negociação de acordos bilaterais de livre comércio, como os que estavam em andamento com o Canadá e a União Europeia, terá de aguardar até que o setor industrial doméstico possa ser consultado.

Na lista de produtos cujas tarifas serão elevadas estão as famosas batatas, pneus, autopeças, produtos siderúrgicos, materiais de construção, plásticos, utensílios de cozinha, e por aí vai. Da lista consta também a Espironolactona, um diurético especial que previne a absorção de sal pelo organismo, ao mesmo tempo que preserva os níveis de

potássio normalmente expelidos na urina. Controlar a absorção de sal é fundamental para os hipertensos e as pessoas com problemas cardiovasculares. Preservar os níveis de potássio no organismo também é essencial para os doentes do coração, pois a deficiência do mineral pode causar arritmias cardíacas, além de provocar fraqueza muscular e fadiga. Ou seja, o aumento da tarifa de importação da Espironolactona pode ter o efeito perverso de levar a um aumento dos preços dos medicamentos que a utilizam como princípio ativo, quem sabe fazendo com que os doentes e seus médicos a substituam por remédios menos

eficazes no tratamento de suas patologias.

Há uma vasta literatura que documenta os efeitos adversos das medidas protecionistas sobre a atividade econômica. De modo geral, essas medidas privam a economia das transferências tecnológicas possibilitadas pela abertura do comércio, transferências que aumentam a produtividade e enaltecem a vitalidade econômica. A tarifa de importação sobre a Espironolactona é a metáfora perfeita para os efeitos adversos do protecionismo supostamente bem-intencionado. Ao suprimir a oferta desse componente químico, as medidas protecionistas podem acabar gerando na economia um estado de fadiga crônica e fraqueza muscular perene, a letargia da mixomatose.

Mata-se a borboleta-azul do crescimento. Sobra a lagarta vermelha, que, na melhor das hipóteses, se transforma apenas numa mariposa cinza.