testeOs momentos mais legais de fazer parte de um clube do livro

 

O primeiro livro do clube intrínsecos chegou para os assinantes em outubro e fez muito sucesso. Na caixa, estavam o livro O desaparecimento de Stephanie Mailer, de Joël Dicker, a revista intrínsecos, um marcador de páginas e um pacote de evidências com uma caneta personalizada.

Fazer parte de um clube do livro é uma experiência sensacional! Separamos alguns comentários dos leitores e listamos os principais momentos que definem o que é fazer parte do intrínsecos, o nosso clube do livro. Confira:

 

1. A caixa chega e é TUDO que você esperava

Depois de um mês sonhando com esse kit, quando ele chega é só emoção.

 

2. Você é abraçado pelo intrínsecos

(O abraço é um brinde extra)

 

 

3. Você não consegue parar de ler

Se a gente perde a hora de acordar porque passou a noite lendo, então valeu a pena.  

 

4. Você repara que, além de escrever ótimos livros, o autor ainda é bonito

A gente sabe que não deve julgar um livro pela capa, mas pela beleza do autor pode?

 

5. Você vê o brinde e não consegue evitar cantar “Evidências”

Sim, a música está tocando na nossa cabeça há um mês.

 

6. Você se apaixona pela edição

Agora amarelo é nossa cor favorita.

 

7. E você vai além do livro

 

Ainda dá tempo de garantir a próxima caixa do intrínsecos, mas corre porque as assinaturas para receber a caixa de novembro vão até quarta-feira, 31 de outubro.

Você pode escolher entre dois planos: o plano mensal custa R$ 54,90 por mês. Já o plano anual custa R$ 49,90 por mês e significa uma economia de R$ 60 ao final de um ano. Ambos têm renovação automática e frete fixo de R$10 para todo o Brasil, mas só o anual tem fidelidade. Assine aqui.

E você? Qual foi seu momento preferido? Manda pra gente!

 

testeConheça o intrínsecos, o clube de assinatura da Intrínseca

Sem barreiras de tema ou gênero – seja biografia, romance ou thriller –, nossas histórias marcaram uma geração e agora chegam primeiro para você!

Participar do intrínsecos é bem simples: você escolhe um plano e recebe todo mês em sua casa uma caixa especial com um título surpresa inédito, uma revista com material extra que expande o universo da leitura, um marcador de páginas e um brinde exclusivo. Tudo isso escolhido e editado pela equipe da Intrínseca.

A primeira caixa chega em outubro, então não perca tempo: seja um intrínseco e se apaixone por uma história nova todos os meses!

Para saber mais, acesse: www.intrinsecos.com.br

testeSobre o amor

Recentemente, fui curadora da TAG — uma espécie de Clube do Livro mais moderno e orgânico, que vale conhecer — e indiquei como título do mês o livro Stoner, do autor americano John Williams.

Como todo bom livro, Stoner ainda segue retumbando em mim. Volta e meia penso nele, e foi assim que preparei meu papo com a turma da TAG, em que os leitores debatem a leitura do mês. Entre dezenas de belos momentos, talvez ancorada na minha própria vida e nas suas questões, escolhi ler um trecho em voz alta que, acho eu, é de uma sabedoria absoluta. Fala do amor, essa chama, esse refúgio, esse sonho com que todos sonhamos e que, pela dificuldade de ser levado adiante, acaba por ser uma das grandes questões humanas.

Disse o narrador: “Na sua mocidade, Stoner imaginara o amor como um estado absoluto do ser ao qual uma pessoa, se tivesse sorte, podia aceder um dia; na idade adulta, decidira que era o paraíso de uma falsa religião, que uma pessoa devia encarar como uma divertida incredulidade, um suave desprezo familiar e uma nostalgia embaraçada. Agora, na meia-idade, começava a perceber que não era nem um estado de graça nem uma ilusão; via-o como um ato humano de transformação, uma condição que era inventada e alterada de momento para momento, de dia para dia, por meio da vontade, da inteligência e do coração.”

Não existe amor sem vontade, sem dedicação e sem o esforço contínuo da vontade, da inteligência e do coração. Quando um desses três pilares esmorece, sofre o amor — sofremos todos nós, sujeitos conjugadores desse amor.

Copiei esse trecho da prosa de John Williams e colei no meu armário para que eu possa lê-lo todos os dias e nunca mais esquecê-lo. Stoner não é um livro sobre o amor. Talvez seja um pouco sobre a solidão, o contraponto do amor conjugado — embora alguns amores possam ser bastante solitários também. Stoner, como muitos bons romances, é um livro sobre tudo. Mas esse trecho é um mantra ancorado na maturidade — o amor é um ato humano de transformação. Se isso não for bonito, sinceramente, não entendo nada de beleza.

 

PS: Eu estava em casa numa noite dessas e uma amiga querida lá de Pelotas, que aqui no Sul preferimos chamar afetuosamente de Satolep, me manda por WhatsApp um trecho de Stoner que a fez se lembrar de mim. Bem, vocês já sabem qual é… Afinal, toda amizade é mesmo um tipo de amor muito especial.

testeClube de Leitura: Nós

Por Bruno Leite*

David Nicholls

Quem já fez viagens em família sabe que esse tipo de programa sempre envolve discussões, brigas e gritaria (e talvez resida aí a graça em viajarmos todos juntos). E é exatamente uma viagem em família que David Nicholls nos apresenta em seu último livro.

Em Nós, pai, mãe e filho partem em um tour pela Europa para conhecer obras icônicas da história da arte enquanto tentam se (re)conciliar. A premissa parece simples, mas o romance vai muito além do óbvio. A seguir, uma pequena lista com os momentos mais apaixonantes dessa história.

É impossível não falar sobre uma característica fundamental dos livros de Nicholls: a identificação imediata entre leitores e personagens. Então, vamos começar com uma análise que Douglas Petersen, o narrador de Nós, faz de sua juventude:

Para a maioria das pessoas, os vinte anos representam um tipo de nível máximo de sociabilidade, à medida que embarcam em aventuras no mundo real, encontram uma carreira, têm um vida social ativa e emocionante, se apaixonam e mergulham no sexo e nas drogas. Eu estava ciente de que isso estava acontecendo ao meu redor. Eu sabia das boates, das inaugurações de galerias, dos shows e das manifestações; reparava nas ressacas, nas roupas repetidas vários dias no trabalho, nos beijos no metrô e nas lágrimas no refeitório, mas observava tudo através de uma espécie de vidro grosso.

O que vocês acham das descrições de Nicholls? Ao ler isso, sinto como se conversasse com um amigo.

Outra coisa que admiro muito nos romances de David Nicholls é que você pode odiar as ações e as atitudes dos personagens — mas dificilmente odiará os próprios personagens. Uma das grandes habilidades do autor está justamente em criar tipos singulares, mas ao mesmo tempo verossímeis e carismáticos. O que vocês acham da construção de seus personagens? Amaram todos, como eu, ou acabaram desgostando de algum no meio do caminho?

Em Nós, minha grande paixão é Connie, a esposa de Douglas. Adoro sua vitalidade e coragem. Após ouvir um desabafo da esposa, Doug admite:

Connie recuperara a capacidade de falar e me contou sobre sua grande e desleixada família, a mãe, uma ex-hippie, volúvel, bêbada e emotiva, o pai biológico havia muito ausente, deixando-lhe nada além do sobrenome. Que era? Moore. Connie Moore — um nome fantástico, pensei, como uma aldeia na Irlanda. O padrasto não poderia ser mais diferente, um empresário cipriota que dirigia algumas questionáveis lojas de kebab em Wood Green e Walthamstow, e ela era agora uma anomalia em sua família: a artista, a inteligente.
(…)
As biografias que damos de nós mesmos nesses momentos nunca são neutras, e a imagem que ela escolheu para me apresentar era a de uma alma muito solitária. Ela não estava sendo piegas ou expressando autopiedade, de modo algum, mas, passada a bravata, parecia menos confiante, menos certa de si, e me senti lisonjeado por sua honestidade.

Com elegância, Connie carrega essa honestidade por toda a história. Vocês também tiveram essa impressão? Acreditam que Doug de fato tinha motivos para ser perdidamente apaixonado por essa mulher mesmo após vinte anos casados ou acha que ele estava apenas acomodado?

Sobre a estrutura narrativa: David Nicholls alterna passado e presente. Em cada capítulo, Doug narra as descobertas da família em uma das cidades do tour e relembra momentos decisivos de sua história com Connie. Esses ganchos, presentes nos finais dos capítulos, poderiam confundir a cabeça do leitor, mas, na verdade, enriquecem o livro. Será que sou o único que teve essa impressão?

Uma das minhas surpresas durante a leitura foi o fato de Doug gostar de Billy Joel. Para quem não sabe, Billy Joel é um dos grandes hit makers dos Estados Unidos, um Elton John americano com um pouco menos de… glamour. Aproveito a oportunidade para inserir aqui uma de suas melhores músicas — e que tem tudo a ver com o tour da família Petersen.

Essa é a música perfeita para o Doug, sem sombra de dúvidas. E por falar em nosso narrador/protagonista, vamos discutir agora o seu humor, uma ironia aveludada com um toque de autodepreciação nada piegas. Nicholls é corajoso ao adotar um tom leve e divertido para falar sobre o fim de um casamento — e essa escolha faz com que sua história escape do dramalhão e ganhe ares libertadores.

Não é impossível terminar um relacionamento com bom humor. Todos sabemos que é uma experiência sofrida, mas já tive o prazer de ter alguém tão incrível ao meu lado que até nossa despedida foi inesquecível.

Acho que já me alonguei demais, mas ainda gostaria de saber: por acaso você conhece alguém que seja parecido com o Albie? Já esteve em algum dos museus citados no romance?

No dia 10 de setembro nos reuniremos na Livraria Cultura no Shopping Bourbon, às 19h30, para discutir sobre essas e outras questões. Para participar, basta enviar um e-mail para renato.costa@livrariacultura.com.br informando o nome, CPF e telefone para contato. Se você não puder ir, não tem problema. Participe do clube de discussão on-line sobre Nós.

 

Leia também: Clube de Leitura de Até você ser minha

Bruno Leite, 26 anos, é estudante de Letras, trabalha há 8 anos no mercado editorial e é colaborador no blog O Espanador.

testeOprah e as 12 tribos

 oprah e ayana

Bastou a leitura de apenas um capítulo de As doze tribos de Hattie, de Ayana Mathis, para que a apresentadora americana Oprah Winfrey o escolhesse para o seu clube do livro. Desde 1996, Oprah comanda o famoso grupo de discussão de literatura que une milhares de norte-americanos, seja pela televisão ou pelas redes sociais. Ser escolhido para o clube é um enorme prestígio para um escritor. O retorno do público é tamanho que o livro pode tornar-se um best-seller quase instantaneamente.

Em seu site, Oprah conta que o livro de Ayana Mathis a emocionou. A apresentadora narra que foi dormir após a leitura do segundo capítulo e acordou pensando que os personagens eram pessoas reais. Em conversa com a autora, afirmou que Ayana havia nascido para escrever.

No livro, em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto, e observa indefesa seu casal de filhos gêmeos sucumbir a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão vidas, e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. A partir da perspectiva de cada um dos doze descendentes de Hattie, acompanhamos a história monumental de uma mãe e a trajetória de uma família.