teste3 coisas que todo leitor precisa saber sobre Gillian Flynn

Seja em Garota exemplar, Lugares escuros, Objetos cortantes ou no conto de terror O adulto, uma coisa é certa: a narrativa de Gillian Flynn é hipnótica. Mas, às vezes, mesmo um nome tão conhecido quando o assunto é thriller e suspense literário pode fazer com que alguns leitores de primeira viagem se sintam receosos.

Pensando nisso, separamos três coisas que todos devem saber antes de começar a mergulhar nas histórias incríveis da autora.

 

1 – Ela sempre escreve do ponto de vista da mulher

Exceto nas partes narradas pelo marido de Amy em Garota exemplar, a principal característica de Gillian Flynn é o emprego invariável do ponto de vista feminino. Ela sempre coloca mulheres no controle de suas narrativas, sejam elas heroínas ou vilãs, e é inclusive uma das responsáveis pela popularização de novas autoras de suspense que dão enfoque ao protagonismo feminino.

Embora contemos com excelentes escritoras de thrillers desde os tempos de Agatha Christie, ao longo dos anos pós-Garota exemplar uma série de novas autoras foram reveladas para o grande público, como Fiona Barton, Paula Hawkins, Clare Mackintosh, e muitos outros nomes brilhantes.

 

2 – As protagonistas são sempre personagens complexas

Thrillers e narrativas policiais normalmente giram em torno da tentativa de compreender uma verdade oculta – quem cometeu um crime, por exemplo. Para isso, é necessário que as informações sejam apresentadas do modo mais coerente e fidedigno possível, pois, entendendo os fatos, chega-se à verdade. Flynn brinca com essa máxima ao apresentar narradores em que não se pode confiar plenamente, envolvendo o leitor na trama de mistério e manipulando suas percepções. Nick e Amy Dune que o digam…

Uma história protagonizada por pessoas detestáveis poderia afastar os leitores. No entanto, nas mãos de Gillian Flynn, isso acaba sendo um charme a mais. Ao lermos sobre pessoas com mais falhas do que nós mesmos, acabamos criando uma estranha – e, às vezes, preocupante – empatia por personagens assustadores.

 

3 – Ela mesma adaptou o roteiro do filme Garota exemplar

Gillian Flynn (Fonte)

Fãs sempre temem quando Hollywood anuncia a adaptação de uma obra. Nunca se sabe se a história original será respeitada. No caso de Garota exemplar, não houve espaço para medo: a própria Gillian Flynn escreveu o roteiro do filme, que teve direção de David Fincher (Se7en, Clube da Luta). Quem leu e assistiu pode confirmar: foi uma transposição extremamente fiel, em que o espírito do livro esteve presente em cada cena.

Essa fidelidade poderá ser vista novamente na série Objetos cortantes, da HBO, que conta com Amy Adams (A chegada) no papel da protagonista Camille Preaker. Flynn está no time de produtores, então podemos esperar mais uma excelente adaptação.

testeLançamentos de maio

Confira as sinopses dos lançamentos do mês: 

A profecia das sombras, de Rick Riordan Não bastava ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a Terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não bastava ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.

Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade — isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco.

Agora e para sempre, Lara Jean, de Jenny Han Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e, em P.S.: Ainda amo você, Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na aguardada conclusão da série, Agora e para sempre, Lara Jean, a jovem vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida.

Em nome dos pais, de Matheus Leitão — Resultado de suas incansáveis investigações, que começam pela busca do delator e seguem com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais. Passado e presente se entrelaçam nessa obra, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas. Uma história sobre pais e filhos, sobre reconciliação e responsabilidade, sobre encontros impossíveis. É também uma história sobre um país que ainda reluta em acertar as contas com um passado obscuro. 

As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez — Macabro, perturbador e emocionante, o livro reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, mostram-se estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo. Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina.

As garotas, de Emma Cline — Considerada pela Granta uma das melhores jovens autoras americanas da década, Emma Cline se inspirou no impacto causado pelos assassinatos cometidos pelo culto de Charles Manson, no fim da década de 1960, para escrever As garotas. O livro narra o processo de crescimento pessoal de um grupo de jovens — um retrato atemporal das turbulências, das vulnerabilidades e da força das mulheres em sua passagem à maturidade.

O caminho da porcelana, de Edmund de Waal — Do autor de A lebre com olhos de âmbar, uma jornada para entender a obsessão humana pela arte, pela riqueza, pelo talento e pelo poder. Através de um material tão precioso e inesperado quanto a porcelana, Edmund de Waal desenha um mapa do melhor e do pior da humanidade em diferentes séculos e continentes. Uma investigação que perpassa acontecimentos sombrios – como a produção de porcelana para os nazistas em um campo de concentração – e gloriosas – como a alquimia desastrada que reinventou a porcelana e deu origem à primeira fábrica do Ocidente.

O projeto desfazer, de Michael Lewis Em O projeto desfazer, o renomado autor de Moneyball e Flash boys conta a história da colaboração entre dois homens absolutamente diferentes, percorrendo a gênese da teoria que mais tarde, publicada em livro, se tornaria o best-seller Rápido e devagar: Duas formas de pensar. Daniel Kahneman e Amos Tversky escreveram uma série de estudos originais desfazendo todas as suposições da época sobre o processo humano de tomada de decisão. Os ensaios e artigos escritos por eles mostraram como nossa mente sistematicamente se engana quando obrigada a fazer escolhas em situações de incerteza.

Razões para continuar vivo, de Matt Haig  O mundo de Matt ruiu quando ele tinha pouco mais de 20 anos. Ele não conseguia achar uma maneira de continuar vivo. Essa é a história real de como Matt passou pela crise, triunfou sobre a doença que quase o destruiu e aprendeu a viver novamente. Uma análise comovente e delicada sobre como viver melhor, amar melhor e se sentir mais vivo, Razões para continuar vivo é mais do que um livro de memórias. É um livro sobre como aproveitar seu tempo no planeta Terra.

Deixei você ir, de Clare Mackintosh Partindo de vários pontos de vista, Clare Mackintosh faz em Deixei você ir um retrato preciso de uma grande investigação policial. Com habilidade singular, ela desenvolve personagens memoráveis e uma análise arrebatadora das excentricidades da vida no interior. Mas seu verdadeiro talento é a maneira como incorpora reviravoltas em uma trama cheia de mistérios. Mesclando suspense e thriller psicológico, Clare disseca a mente de seus personagens enquanto tece entre eles inesperadas conexões.