testeO que você ainda não sabe sobre Stephen Hawking

Stephen Hawking foi um dos físicos mais importantes do nosso tempo. Além de revolucionar a ciência com sua pesquisa sobre buracos negros e a origem do universo, ele era conhecido pelo seu senso de humor ácido presente em todos os seus livros.

Logo antes de falecer, o cientista estava trabalhando em seu livro inédito, Breves respostas para grandes questões, no qual traz respostas para dez grandes mistérios da humanidade. Para celebrar o nosso gênio favorito, separamos algumas curiosidades sobre Stephen Hawking. Confira:

 

1. Já deu uma festa para viajantes no tempo

Para provar que a viagem no tempo é impossível, Hawking deu uma festa para viajantes no tempo. Para garantir que apenas esses viajantes compareceriam, ele divulgou o evento somente no dia seguinte à festa. Infelizmente, ninguém apareceu. Hawking até revelou que ficou desapontado, pois adoraria estar errado sobre isso.

 

2. Ele acreditava na existência de seres extraterrestres

 

Algumas das descobertas recentes da astronomia levavam Hawking a acreditar na existência de vida extraterrestre. Entre os locais que, na opinião do físico, poderiam abrigar vida, está o planeta Gliese 832c, a 16 anos-luz da Terra.

 

3. É autor de vários livros, inclusive infantis

 

Stephen Hawking e sua filha Lucy escreveram o livro infantil George’s Secret Key to the Universe, que tinha como objetivo explicar conceitos da ciência para as crianças. Muito fofo, né?

 

4. Viveu muito além da expectativa dos médicos

 

Quando foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), aos 21 anos de idade, os médicos deram a Hawking uma expectativa de vida de mais 2 anos. Contrariando as previsões, o físico viveu até os 76. Ele faleceu em 2018, em Cambridge.

 

Conheça Breves respostas para grandes questões, o último livro escrito por Stephen Hawking.

 

testeTrês mitos sobre o sono desmentidos em “Por que nós dormimos”

As principais descobertas científicas sobre o sono e o sonho são mais recentes que imaginamos. Em Por que nós dormimoso neurocientista Matthew Walker desvenda alguns desses segredos e mistérios de forma fascinante e acessível em um estudo revolucionário.

Confira uma lista com os três principais mitos sobre o assunto:

MITO 1 – Você pode se tornar uma pessoa da manhã

Quantas vezes você leu que, para se tornar uma pessoa vitoriosa, deveria trocar seus horários e passar a se levantar às 4h30 da manhã?

No entanto, a verdade é bem mais complexa. Há inúmeros fatores que determinam nosso relógio biológico, como a luz solar e a genética.

Embora a maioria das pessoas seja capaz de regular seu relógio biológico em algum grau (se você quiser se sentir desperto mais cedo, tome sol pela manhã), pesquisas indicam que há um limite para o quanto ele pode ser alterado. E, para alguns de nós, tornar-se uma pessoa da manhã (ou tentar ser mais ativo durante a noite) é basicamente impossível.

 

MITO 2 – Você pode dormir menos de 7 horas por noite

Se você precisa de uma xícara de café para se sentir acordado pela manhã, você não dormiu o suficiente.

De maneira geral, precisamos de 7 a 9 horas diárias de sono. São poucas as pessoas que, por razões biológicas, precisam de mais ou menos do que isso. E estatisticamente é bem provável que você não seja uma delas.

Costumamos acreditar no mito de que é possível viver bem dormindo menos. E, depois de alguns dias ou semanas com 5 a 6 horas de sono, você pode até achar que  seu corpo está se adaptando. No entanto, testes comprovam que isso não acontece e que a diminuição de horas de sono afeta sua  saúde.

 

MITO 3 – Algumas pessoas não sonham

Você pode não se lembrar dos seus sonhos, mas definitivamente você sonha.

Todos nós sonhamos em algum (ou alguns) estágios do sono. Ao sonhar, processamos as emoções e experiências que vivenciamos durante o dia. Sonhar é um mecanismo importante para nosso equilíbrio emocional, para a saúde mental e também está conectado à solução de problemas e à criatividade.

Podemos ainda não saber o que acontece enquanto sonhamos, mas sonhar é uma das características que nos torna humanos — como o sono.

teste5 livros para (re)descobrir seu amor pela ciência

Cientistas geralmente não são os primeiros da lista quando pensamos nos principais personagens de histórias incríveis. Quase sempre imersos em pesquisas e estudos, não imaginamos que essas mentes brilhantes possam ter histórias incríveis para contar.

Pensando nisso, separamos livros que vão fazer até mesmo o pior aluno de ciências se apaixonar pelos mistérios do Universo. Confira:

 

Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Como falar de cientistas fantásticos sem mencionar Stephen Hawking? Considerado um dos mais importantes cientistas da atualidade, ele fez descobertas sobre a natureza do tempo e o funcionamento dos buracos negros. Suas teorias revolucionárias também elevaram seu nome ao patamar de gênios como Galileu, Newton e Einstein. Mesmo sofrendo de esclerose lateral amiotrófica, que o prendeu a uma cadeira de rodas e o privou de todos os movimentos, nada o impediu de se tornar um dos maiores cientistas da história.

Em Uma breve história do tempo, um clássico da divulgação científica, Hawking apresenta ilustrações criativas e bom humor ao desvendar desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o Universo.

 

Endurance: Um ano no espaço, de Scott Kelly

Muita coisa pode acontecer em um ano no espaço. Após retornar de um dos maiores períodos a bordo da Estação Espacial Internacional, o astronauta americano Scott Kelly trouxe consigo uma mensagem de esperança que inspirará as próximas gerações.

Em seu relato, a humanidade, a compaixão, o bom humor e a determinação ficam visíveis à medida que ele conta sobre a infância nos Estados Unidos e a inspiração durante a juventude que culminou em sua surpreendente carreira, além da certeza de que Marte é o próximo grande desafio dos Estados Unidos no que se refere ao espaço.

 

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

Como a ciência pode nos emocionar? Em sua coletânea de contos, Ted Chiang apresenta histórias que vão da Torre de Babel à chegada de alienígenas na Terra. São narrativas incríveis que nos fazem refletir sobre a cultura, a tecnologia, nossos relacionamentos e a sociedade.

O conto “História da sua vida” inspirou o emocionante filme A chegada, com Amy Adams e Jeremy Renner, e é apenas uma das diversas histórias que vão fazer você se apaixonar por esse livro.

 

Matéria escura, de Blake Crouch

Das mais simples às mais complexas, a vida é uma sucessão de escolhas. De bobagens como “Onde vamos almoçar?” até os grandes questionamentos como “Qual curso fazer na faculdade?”, as escolhas alteram nosso futuro. Mas e se a cada vez que tomamos uma decisão, o universo se dividisse: um no qual tomamos a decisão A e outro no qual tomamos a decisão B? Esse é o conceito que o premiado cientista Jason Dessen busca explicar em sua pesquisa secreta.

Em Matéria escura, Blake Crouch, autor da trilogia Wayward Pines, explora as inúmeras possibilidades que a vida pode nos apresentar. No livro, Jason é raptado e se vê em uma realidade que parece outra versão da sua vida. Preso em um laboratório, ele precisa descobrir como recuperar a família que tanto ama.

 

Aniquilação, de Jeff VanderMeer

Na série Comando Sul, um lugar inóspito conhecido como Área X entra em um silêncio misterioso após um incidente. Cabe a uma organização governamental enviar expedições para a região — mas a natureza começa a agir de formas estranhas. Mesclando ficção científica e terror, Aniquilação, o primeiro volume da série, é o relato da décima primeira expedição, na qual nada sai como o esperado. A história chegará aos cinemas em 2018, com Natalie Portman no papel principal.

testeTrês atitudes simples para envelhecer de forma saudável

Com a correria do dia a dia é muito fácil deixar os cuidados com a saúde de lado. Nunca temos tempo para atividades físicas, a alimentação saudável passa a ser um sonho impossível de se colocar em prática com a grande oferta de delivery e a promessa de parar de fumar é sempre adiada. Com isso, os anos vão passando e não percebemos os efeitos da idade em nossos corpos até que algum sintoma aparece.

Em Rejuvelhecer: A saúde como prioridade, dr. Sergio Abramoff, médico especialista em medicina preventiva, explica que sete das dez principais causas de morte hoje estão ligadas ao estilo de vida e que podemos prevenir doenças comuns do envelhecimento, como AVC, diabetes, câncer e Alzheimer, com pequenas mudanças de hábitos.

Listamos três cuidados simples que podem ajudar no caminho para um envelhecimento saudável que vão além do lugar-comum: 

 

1 – Tire alguns minutinhos do dia para aliviar o estresse

Nossa mente é inquieta, sofre com pressões, frustrações, desilusões e desencontros o tempo todo. E nosso corpo traduz esse estresse em sintomas variados — devido ao desequilíbrio do sistema nervoso autônomo, do sistema hormonal e de nossas defesas imunológicas. Por isso, tire alguns minutinhos do seu dia para investir em meditação e mindfulness. A aquietação da mente, nem que seja por alguns minutos, opera milagres.

 

2 – Converse e mantenha contato com outros grupos, amigos e familiares

O isolamento e a falta de interação com amigos, família ou comunidade trazem sérias consequências para o envelhecimento saudável. Alguns pesquisadores afirmam mesmo que o tripé mais importante de sustentação da saúde é formado por alimentação, exercícios físicos e interação social. Por isso mantenha contato, ligue para um amigo que não encontra há muito tempo, organize reuniões e tente manter as pessoas que ama por perto.

 

3 – Pegue sol e mantenha o nível ideal de vitamina D

Muitos brasileiros têm insuficiência de vitamina D no organismo. A presença dessa vitamina no corpo é muito importante para manutenção do tecido ósseo e para prevenção de várias doenças. Você sabia que ela ajuda a prevenir até câncer de próstata e osteoporose, por exemplo?

testeAs perguntas certas (ou Como turbinar o cérebro para aprender ciências)

Por Mário Feijó*

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A ciência se trata de fazer perguntas, por isso o fracasso é tão valioso quanto o sucesso se você descobrir o que deu errado da primeira vez. Faça as perguntas certas, e chegaremos lá. Palavras do vovô Einstein, que seu neto Frank, de um jeito ou de outro, acaba aprendendo. O quê? Ainda não conhece o jovem Frank Einstein? Então é hora de conhecer. E aprender. O menino é um gênio – meio maluco, é verdade, mas seu criador, Jon Scieszka, adora contar histórias malucas. Ele é bom nisso, muito bom. Com as ilustrações de Brian Biggs, a brincadeira fica ainda melhor.

Frank Einstein e o turbocérebro é o terceiro título da fabulosa série que começou com a invenção de dois robôs megahiperdivertidíssimos, Klink e Klank (que preferem ser chamados de inteligências artificiais automontadas).  Desde então, a vida do cientista-mirim e seus amigos não foi mais a mesma; ainda mais com o metido do T. Edison para perturbar com aquela ideia fixa de ser arqui-inimigo. Preciso realmente dizer quanta confusão acontece por causa dos planos de Edison para roubar as experiências inovadoras de seu rival Frank? Desta vez, a novidade é um equipamento para turbinar cérebros, que ajudaria crianças a aprender e idosos a se lembrar. Na cabeça do jovem vilão, porém, o experimento vira um perigo.

Se os personagens são constantes ao longo das aventuras de Frank Einstein, as lições estão sempre variando. Além de entreter, Frank e sua turma vieram para ensinar. Leitores de até doze anos terão um reforço escolar de primeira linha em ciências, com muito humor. Quem já passou da idade para quem Scieszka escreve poderá curtir adoidado as referências à cultura pop, além da oportunidade de relembrar conhecimentos fundamentais, agora apresentados de uma maneira bem mais interessante do que nos livros didáticos. E se você descobrir coisas totalmente novas, relaxe: acontece com a maioria dos pais e até com professores. Como saber nunca é demais, aproveite.

feA série foi pensada para ensinar matéria, energia, humanos, vida, Terra e universo. Do átomo ao cosmos. Para cada volume, um tema-guia. Perguntas curiosas, experiências práticas. A Intrínseca já publicou os primeiros volumes: Frank Einstein e o motor antimatéria e Frank Einstein e o eletrodedo. Agora chegou o terceiro, sobre o corpo humano. Apesar da trama fantástica em primeiro plano, é a aplicação da ciência no cotidiano que encanta educadores e pais entusiasmados com os superpoderes da curiosidade – e ainda permite alguns extras com figuras ilustres como Leonardo da Vinci, Nikola Tesla e até Albert Einstein (nenhum parentesco).

Embora os estilos e os séculos sejam diferentes, há momentos em que Jon Scieszka lembra nosso querido Monteiro Lobato. As crianças gozam de liberdade e independência, adultos só aparecem quando necessário. Os personagens mais charmosos são os não humanos: Klink, Klank e o símio sr. Chimp, que se comunica por meio da linguagem de sinais. A boa literatura quebra barreiras para unir arte, educação e ciência. O avô é o sábio que orienta as crianças, estimulando a observação, a experiência, o erro, a análise daquele erro, a reflexão com base nos fatos, a busca por uma resposta racional para o que aconteceu, a formulação de hipóteses para as próximas tentativas. As crianças sacam que aprender juntos é mais divertido do que separados. Que aprender é uma grande aventura.

Lobato escreveu vários livros com a turminha do Sítio do Picapau Amarelo em busca de saber. Havia enciclopédias, atlas, mapas, dicionários, obras didáticas à disposição da criançada nas escolas, mas Lobato acreditava que ensinar por meio da literatura era bem mais legal. Emília perguntava, o Visconde respondia. Não satisfeita com a resposta, a boneca procurava Dona Benta ou tia Nastácia para confirmar a viscondada. Pedrinho ou Narizinho podiam atestar as palavras do sabugo, mas não tinham a mesma credibilidade que as duas sábias da família. Conhecimentos formais com Dona Benta, conhecimentos populares com tia Nastácia. E o pobre do Visconde, coitado, questionando por que afinal Emília perguntava tanto se nunca queria ouvir sua resposta. É que ela implicava com o jeito dele de falar.

O menino Watson, melhor amigo de Frank, também costuma implicar com as explicações do robô Klink… No fundo, é um jogo dialógico à moda lobatiana. Os mesmos fatos são comentados por diferentes vozes, cada personagem com seu próprio registro: Klink é totalmente preciso, Watson é coloquial. Klank tenta ser engraçado, Frank é sagaz e empolgado. Da interação entre eles, mais vovô e Janegoodall, amiga dos meninos, temos uma aventura baseada em perguntas e respostas. Com muita comédia. O diálogo sobre o maior músculo humano, que é o glúteo máximo, também conhecido como bumbum, é hilário.

Não é indispensável ler os livros na sequência, mas sem dúvida é desejável, aproveita-se mais. O projeto gráfico gera um conjunto harmônico de textos e ilustrações, que se complementam com perfeição. Que venham os próximos volumes. Em casa ou na escola, é diversão garantida.

P.S.: Nunca mais confundirei macaco com símio. Valeu, sr. Chimp.

 

*Mário Feijó é doutor em Letras e professor da Escola de Comunicação da UFRJ. Fã de Júlio Verne e H.G. Wells, foi um devorador de aventuras de ficção científica.

teste5 coisas incomuns que você aprenderá em O universo numa casca de noz

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Com o objetivo de popularizar conceitos muito complexos da física, O universo numa casca de noz foi uma obra revolucionária, que ajudou a construir a imagem de cientista popstar de Stephen Hawking. Para comemorar o lançamento da nova edição da obra, separamos cinco coisas incomuns que você aprenderá com o livro:

 

1- Einstein nem sempre foi um gênio.

Boa parte do livro de Stephen Hawking é relacionado com a obra de Albert Einstein, e no primeiro capítulo conhecemos um pouco sobre sua vida. A história de que ele era um péssimo aluno e que chegou a ser reprovado em matemática na escola não passa de uma lenda. O jovem alemão que cresceria para revolucionar o mundo era apenas um aluno mediano, sem grandes destaques positivos ou negativos.

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2- Dica para viver mais tempo: voe para o leste.

Como o tempo é relativo, ao viajarmos no mesmo sentido que a rotação da Terra, estamos ligeiramente mais velozes do que as pessoas que viajam no sentido oposto. Testes feitos com relógios atômicos colocados em aviões viajando nos dois sentidos mostraram que o que voava no sentido leste ganhou uma minúscula fração de segundo em relação ao outro. Como você vai aproveitar todo esse tempo extra?

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3- Astrofísicos têm um senso de humor peculiar.

Ao longo de O universo numa casca de noz, as piadas de Stephen Hawking revelam um senso de humor no mínimo peculiar. Entre frustrar viagens no tempo para matar o próprio avô, cair pela borda do planeta e jogar poker com Isaac Newton, Albert Einstein, o Robô Data e Marilyn Monroe após atravessar um buraco de minhoca em um episódio de Jornada nas Estrelas, cientistas parecem ser mais divertidos do que aparentam.

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4- Você parecerá mais inteligente quando teorias físicas forem confirmadas nos próximos anos.

Recentemente, a última das teorias de Einstein, as ondas gravitacionais, foi confirmada. Pela lógica, o livro contém diversos conceitos que, até agora, não possuem comprovação científica e são apenas teorias. Imagine o sucesso que você pode fazer ao falar “eu já sabia disso” quando a supergravidade em onze dimensões, as p-branas e a teorida das cordas forem confirmadas em um futuro próximo.

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5- Nossos descendentes serão robôs. Ou extraterrestres. Ou os dois.

Hawking é um dos principais cientistas a defender a ideia de que o futuro da raça humana está fora da Terra. Com nosso ritmo atual de crescimento, será inviável que todos nós continuemos a viver em um planeta só, quando existem uma infinitude de opções fora de nosso pálido ponto azul. Além disso, os avanços tecnológicos podem estender ainda mais nossa expectativa de vida, o que tornaria a vizinhança ainda mais populosa. Marcianos ou ciborgues: seus bisnetos poderão ser uma das duas coisas, e não há problema nenhum nisso.

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link-externoLeia também: Hawiking, em busca da Teoria de Tudo

testeTrecho de O universo numa casca de noz, de Stephen Hawking

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Sucesso de Stephen Hawking há tempos fora das prateleiras, O universo numa casca de noz ganha uma nova e luxuosa edição, que será lançada pela Intrínseca em 1º de fevereiro.

No livro, o autor de Uma breve história do tempo   obra que o projetou como o maior cientista superstar depois de Einstein — se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar ao leitor comum grandes descobertas no campo da física teórica.

Com seu humor peculiar, Hawking elucida temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia. EmO universo numa casca de noz ele também conta a sua saga, assim como a dos principais físicos de todos os tempos, atrás do grande objetivo da ciência: a Teoria de Tudo. Para isso, apresenta conceitos caros à física teórica, como a supergravidade, a teoria quântica, a teoria-M, a holografia e a dualidade.

Com astronautas engolidos por buracos negros, viajantes do tempo, reflexões sobre a origem do universo (e de todos nós), seu possível fim e a existência de vida em outras galáxias, além de curiosos questionamentos sobre o futuro biológico e tecnológico da humanidade em si, O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para aqueles que querem se aventurar no que há de mais relevante hoje na física e para os que almejam ver como muitas vezes a teoria pode ser muito mais extraordinária do que a ficção científica. Leia um trecho:

 

O universo numa casca de noz - capa 14 - novo formato - PROVA 6.“Eu não esperava que Uma breve história do tempo, meu livro de divulgação científica, fizesse tamanho sucesso. A obra permaneceu na lista de best-sellers do jornal londrino The Sunday Times por mais de quatro anos, o que é mais tempo do que qualquer outro livro já tinha ficado anteriormente e algo surpreendente para uma obra sobre ciência cuja leitura não é tão fácil. Depois disso, as pessoas sempre me perguntavam quando eu escreveria uma sequência. Eu resistia porque não queria escrever O filho da breve história ou Uma história do tempo um pouco mais longa, e porque estava ocupado com minha pesquisa. Porém acabei percebendo que existia espaço para um tipo diferente de livro, talvez de compreensão mais fácil. Uma breve história do tempo foi organizado de forma linear, com a maioria dos capítulos em sequência e dependendo logicamente dos capítulos anteriores. Isso agradou a alguns leitores, mas outros ficaram empacados nos primeiros capítulos e nunca chegaram ao material mais interessante adiante. O presente livro, por outro lado, está mais para uma árvore. Os Capítulos 1 e 2 formam um tronco central a partir do qual os demais se ramificam.

Esses ramos são razoavelmente independentes entre si e podem ser lidos em qualquer ordem depois do tronco central. Correspondem a campos em que trabalhei ou sobre os quais refleti desde a publicação de Uma breve história do tempo. Assim, apresentam um retrato de algumas das áreas mais ativas na pesquisa atual. Dentro de cada capítulo também tentei evitar uma única estrutura linear. As ilustrações e suas legendas oferecem uma rota alternativa ao texto, como na edição especial ilustrada de Uma breve história do tempo, publicada em 1996, e os boxes, ou colunas laterais, proporcionam a oportunidade de investigar certos assuntos em mais detalhes do que é possível no texto principal.

Em 1988, quando Uma breve história do tempo foi publicado, a Teoria de Tudo definitiva parecia estar logo ali, no horizonte. Até que ponto a situação mudou desde então? Estamos mais próximos de nossa meta? Como será descrito neste livro, avançamos bastante depois disso. Entretanto, a viagem continua em curso, e o fim ainda não está à vista. Segundo um velho ditado, é melhor viajar com esperança do que chegar ao destino. A busca por descobertas estimula nossa criatividade em todos os campos, não apenas na ciência. Se chegássemos ao fim da linha, o espírito humano feneceria e morreria. Mas acho que nunca vamos ficar estagnados: devemos crescer em complexidade, quando não em profundidade, e seremos sempre o centro de um horizonte de possibilidades em expansão.

Quero partilhar minha empolgação pelas descobertas que estão sendo feitas e pelo retrato da realidade que vem surgindo. Concentrei-me em áreas com as quais trabalhei pessoalmente devido a um sentimento de maior envolvimento. Os detalhes do trabalho são muito técnicos, porém acredito que as ideias amplas podem ser transmitidas sem excesso de bagagem matemática. Espero ter conseguido.

Recebi um bocado de ajuda com este livro. Gostaria de mencionar em especial Thomas Hertog e Neel Shearer, pela contribuição nas ilustrações, legendas e boxes, Ann Harris e Kitty Ferguson, que editaram o manuscrito (ou, mais precisamente, os arquivos de computador, porque tudo que escrevo é eletrônico), Philip Dunn, do Book Laboratory and Moonrunner Design, que criou as ilustrações. Mas, acima de tudo, quero agradecer a todos que tornaram possível para mim levar uma vida razoavelmente normal e prosseguir com a pesquisa científica. Sem eles, este livro não poderia ter sido escrito.

Stephen Hawking
Cambridge, 2 de maio de 2001″

 

Confira aqui também o primeiro capítulo: 

testeNova edição de O universo numa casca de noz chega em fevereiro

O universo numa casca de noz - capa 14 - novo formato - PROVA 6.

Sucesso de Stephen Hawking há tempos fora das prateleiras, O universo numa casca de noz ganha uma nova e luxuosa edição, que será lançada pela Intrínseca em 1º de fevereiro.

No livro, o autor de Uma breve história do tempo obra que o projetou como o maior cientista superstar depois de Einstein — se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar ao leitor comum grandes descobertas no campo da física teórica.

Com seu humor peculiar, Hawking elucida temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia. Em O universo numa casca de noz ele também conta a sua saga, assim como a dos principais físicos de todos os tempos, atrás do grande objetivo da ciência: a Teoria de Tudo. Para isso, apresenta conceitos caros à física teórica, como a supergravidade, a teoria quântica, a teoria-M, a holografia e a dualidade.

Com astronautas engolidos por buracos negros, viajantes do tempo, reflexões sobre a origem do universo (e de todos nós), seu possível fim e a existência de vida em outras galáxias, além de curiosos questionamentos sobre o futuro biológico e tecnológico da humanidade em si, O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para aqueles que querem se aventurar no que há de mais relevante hoje na física e para os que almejam ver como muitas vezes a teoria pode ser muito mais extraordinária do que a ficção científica.

testeQuatro cientistas que mudaram nossa concepção sobre a origem e o fim da vida

Por Bernardo Barbosa*

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A Terra existe há 4,5 bilhões de anos e o Homo sapiens moderno está por aí há mais ou menos duzentos mil. Mas não faz nem três séculos que o ser humano começou a ter conhecimentos embasados sobre a origem e o fim das espécies. Conheça alguns dos estudiosos que nos deram algumas das melhores pistas sobre como é habitar este planeta.

 

1 – Georges Cuvier (batizado Jean-Léopold-Nicolas-Frédéric Cuvier) (1769-1832)

cuvier009O naturalista francês especializou-se no estudo de fósseis, interpretando-os com uma precisão sem precedentes. Graças a ele, o grande público conheceu o mastodonte, a preguiça-gigante e o pterodáctilo, entre outras espécies. A partir dos fósseis, Cuvier chegou à teoria de que havia seres sem representantes no presente, gerando a ideia até então inédita de extinção ainda no fim do século XVIII. Na época, ninguém acreditava, ao menos abertamente, que Deus poderia criar seres vivos passíveis de desaparecimento.

No entanto, para Cuvier a extinção das espécies se devia exclusivamente a grandes catástrofes que assolavam a Terra de tempos em tempos. Ele refutava a noção de evolucionismo, defendendo que cada organismo só poderia funcionar como um todo; a mutação de uma espécie a inviabilizaria. Sua noção de catastrofismo viria a ser superada em seguida pelas teorias de Lyell e Darwin, mas retomada no século XX com o desenvolvimento dos estudos sobre as extinções em massa.

 

2 – Charles Lyell (1797-1875)

Charles_Lyell_printO britânico Lyell era advogado e ficou famoso como geólogo. Rejeitava o catastrofismo e defendeu o uniformitarismo, ou seja, a noção de que a Terra é moldada por processos constantes e semelhantes ao longo de grandes espaços de tempo. Tais mudanças, segundo Lyell, são imperceptíveis para os seres humanos, cuja vida tem uma duração ínfima em termos geológicos. Ele conseguiu comprovar, por exemplo, mudanças graduais no nível dos oceanos.

A aparente estabilidade da sequência de processos que moldam a Terra também levou Lyell a defender que o mesmo se aplicaria aos seres que habitam o planeta; era essa a sua ideia de evolução das espécies. No entanto, o britânico não abraçou a noção de seleção natural, que marcou a teoria de seu contemporâneo e amigo Charles Darwin.

 

3 – Charles Darwin (1809-1882)

220px-Charles_Darwin_seated_cropApesar de Lyell não concordar com a teoria da seleção natural, sua obra influenciou o britânico Charles Darwin de forma decisiva. A bordo do navio Beagle, em que rodou o planeta ao longo de cinco anos, ele devorou a obra do geólogo e assimilou a tese de um fluxo permanente e gradual de mudanças ao longo de um extenso período de tempo.

Darwin passou praticamente duas décadas desenvolvendo sua teoria de origem e evolução das espécies. Só publicou suas ideias em meados do século XIX, mas revolucionou a biologia ao estruturar os mecanismos que agem no processo evolutivo.

 

4 – Walter Alvarez (1940)

841163Filho de um vencedor do Prêmio Nobel de Física, o geólogo americano encontrou evidências para a extinção que varreu os dinossauros da Terra. No fim dos anos 1970, durante pesquisas de campo na Itália, Alvarez encontrou uma camada de terra com 65 milhões de anos de idade com concentrações incomuns de irídio, mineral raro no planeta mas muito abundante em asteroides.

A descoberta do geólogo e de sua equipe levou à teoria de que um asteroide atingiu a Terra, causando a criação de uma nuvem de detritos que cobriu o planeta e levou a uma extinção em massa — foi o fim de 75% das espécies da Terra, incluindo os dinossauros. Nos anos seguintes, mais de cem depósitos de irídio em alta concentração foram detectados nos mais diversos pontos do planeta. Além disso, foi encontrada uma gigantesca cratera no México causada pelo impacto de um asteroide, local que hoje é tido como o ponto original dessa extinção em massa.

 

A sexta extinção - CAPA E LOMBADA.inddAs descobertas de Cuvier, Lyell, Darwin e Alvarez levam à explicação do paleontólogo David Raup, citado em A sexta extinção sobre a história da vida na Terra: “Longos períodos de tédio interrompidos pelo pânico ocasional.”

Em A sexta extinção, vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção de 2015, Elizabeth Kolbert explica de que maneira o ser humano alterou a vida no planeta como absolutamente nenhuma espécie o fizera até hoje. Para isso, lança mão de trabalhos de dezenas de cientistas nas searas mais diversas e vai aos lugares mais remotos em busca de respostas. Eleito um dos melhores livros do ano pelo The New York Times, o livro trata de temas complexos de forma simples e acessível, e é indicado tanto para estudiosos quanto para leigos no assunto.

link-externoLeia outro artigo sobre A sexta extinção

 

Bernardo Barbosa é jornalista, ser humano e, por isso, teme as retaliações do mundo natural. Trabalhou no jornal O Globo e na agência de notícias EFE.

testeO inferno somos nós

Por Bernardo Barbosa*

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É como se estivéssemos à beira de um abismo e, sem muita noção do que estamos prestes a fazer, continuássemos seguindo adiante. A sexta extinção: Uma história não natural, livro de Elizabeth Kolbert vencedor do Prêmio Pulitzer de Não Ficção em 2015, investiga como o ser humano se firmou como “espécie daninha” na Terra a ponto de provocar uma extinção em massa — fenômeno capaz de alterar drasticamente a vida no planeta que só ocorre em intervalos de dezenas de milhões de anos. No atual ritmo, as indicações são de que caminhamos rumo ao nosso próprio extermínio.

“Não é algo que fazemos porque nossa espécie é gananciosa ou má. Acontece porque humanos são humanos. Muitas das qualidades que nos tornaram bem-sucedidos — somos espertos, criativos, móveis e colaborativos — podem ser destrutivas para a natureza”, afirmou Kolbert ao The New York Times.

Em A sexta extinção, a autora traduz em termos práticos e em linguagem acessível o que está em jogo — ou ao menos deveria estar — nas convenções mundiais sobre o clima e outros eventos do gênero. Cada capítulo parte da extinção de uma determinada espécie para exemplificar as consequências da interferência humana (caça predatória, desmatamento, mudança climática etc.) e revelar como conseguimos subjugar, intencionalmente ou não, todas as outras formas de vida da Terra. Ao mesmo tempo, mostra que o ser humano é capaz de esforços inimagináveis pela preservação de outras espécies que não a sua. É o caso, por exemplo, da cientista do zoológico de San Diego que se dedica a tentar fazer com que o corvo-do-havaí Kinohi ejacule e seu esperma seja usado para inseminar fêmeas também mantidas em cativeiro (a espécie está extinta na natureza e sobrevive com cerca de cem exemplares em centros de pesquisa).

A sexta extinção - CAPA E LOMBADA.inddKolbert rodou o mundo para colher casos concretos do que o homem fez e faz de bom e de mau. O extraordinário esforço de reportagem (ela fez carreira na redação do jornal The New York Times e hoje integra a equipe da revista The New Yorker) rendeu o prêmio Pulitzer, e ninguém menos que Barack Obama resolveu incluir o livro em sua lista de leituras de férias. Do presidente americano aos meros mortais, qualquer leitor de A sexta extinção poderá aprender sobre diversas vertentes do vandalismo humano: desde o extermínio do arau-gigante, um pássaro gigante que não voava e virou fonte fácil de alimento no Atlântico Norte, entre os séculos XVI e XIX; passando pela contaminação fatal de diversas espécies de anfíbios ao redor do mundo por um fungo que pegou carona em grandes deslocamentos humanos; até chegar à acidificação dos oceanos que está acabando com a Grande Barreira de Corais, cuja existência poderá se resumir a “bancos de pedra em erosão acelerada” já em 2050, segundo um artigo científico publicado pela revista Nature e citado no livro.

E, no entanto, Kolbert ressalta como até algumas centenas de anos atrás parecia que o homem mal sequer acreditava no conceito de extinção; a ideia aparece entre o fim do século XVIII e o começo do XIX com os estudos do naturalista Georges Cuvier. A possibilidade de uma extinção em massa causada ou acelerada por um agente externo — uma grande catástrofe ou uma “espécie daninha” — ainda demoraria muito para ser aceita. Só no começo da década de 1990 se pôde comprovar que a quinta extinção em massa — a que varreu, entre outras espécies, os dinossauros há cerca de 66 milhões de anos — ocorreu após a queda de um asteroide. Se não temos o mesmo impacto imediato da queda de um corpo extraterrestre, o que estamos fazendo não fica nada longe se levarmos em conta a escala de tempo do planeta, medida em milhões de anos.

“Eles (os outros seres vivos) não estavam prontos para nós”, disse E. O. Wilson, renomado biólogo americano e um dos principais estudiosos da ação humana na Terra, em entrevista a Kolbert anterior à publicação de A sexta extinção. “Em outras palavras, somos únicos enquanto destruidores. Em escala global, nunca houve nada como o ser humano”, acrescentou.

De fato, até onde se sabe, não há trajetória no planeta comparável à nossa. O ser humano começou a transformar o ambiente para valer há mais ou menos dez mil anos, quando dominamos a agricultura e deixamos de ser nômades. Kolbert descreve como nos espalhamos pelo mundo em velocidade admirável, nos adaptando a praticamente todo tipo de variação ambiental e carregando conosco inúmeros invasores. Junte isso ao fato de que, de acordo com dados da ONU e do governo americano, desde o começo do século XX a população humana se multiplicou por quatro e nossa expectativa de vida dobrou. Para a natureza, essa conta está cada vez mais longe de fechar.

Somos a única espécie que tem consciência dos caminhos que pode seguir e depende basicamente das próprias escolhas. Somos a espécie responsável pela sexta extinção e, ao mesmo tempo, a única que pode tentar interrompê-la. Em entrevista à National Geographic, Kolbert resumiu:

“A história de Kinohi aparentemente reúne todas as qualidades do ser humano que, de alguma forma, são o assunto do livro. É sobre a incrível inteligência e preocupação das pessoas, de seus esforços heroicos para salvar partes do mundo natural — e ao mesmo tempo ele persiste com ataques cada vez maiores.”

link-externoLeia um trecho de A sexta extinção: uma história não natural

Bernardo Barbosa é jornalista, ser humano e, por isso, teme as retaliações do mundo natural. Trabalhou no jornal O Globo e na agência de notícias EFE.