testeO que você ainda não sabe sobre Stephen Hawking

Stephen Hawking foi um dos físicos mais importantes do nosso tempo. Além de revolucionar a ciência com sua pesquisa sobre buracos negros e a origem do universo, ele era conhecido pelo seu senso de humor ácido presente em todos os seus livros.

Logo antes de falecer, o cientista estava trabalhando em seu livro inédito, Breves respostas para grandes questões, no qual traz respostas para dez grandes mistérios da humanidade. Para celebrar o nosso gênio favorito, separamos algumas curiosidades sobre Stephen Hawking. Confira:

 

1. Já deu uma festa para viajantes no tempo

Para provar que a viagem no tempo é impossível, Hawking deu uma festa para viajantes no tempo. Para garantir que apenas esses viajantes compareceriam, ele divulgou o evento somente no dia seguinte à festa. Infelizmente, ninguém apareceu. Hawking até revelou que ficou desapontado, pois adoraria estar errado sobre isso.

 

2. Ele acreditava na existência de seres extraterrestres

 

Algumas das descobertas recentes da astronomia levavam Hawking a acreditar na existência de vida extraterrestre. Entre os locais que, na opinião do físico, poderiam abrigar vida, está o planeta Gliese 832c, a 16 anos-luz da Terra.

 

3. É autor de vários livros, inclusive infantis

 

Stephen Hawking e sua filha Lucy escreveram o livro infantil George’s Secret Key to the Universe, que tinha como objetivo explicar conceitos da ciência para as crianças. Muito fofo, né?

 

4. Viveu muito além da expectativa dos médicos

 

Quando foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), aos 21 anos de idade, os médicos deram a Hawking uma expectativa de vida de mais 2 anos. Contrariando as previsões, o físico viveu até os 76. Ele faleceu em 2018, em Cambridge.

 

Conheça Breves respostas para grandes questões, o último livro escrito por Stephen Hawking.

 

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testeLançamentos de novembro

O ano está quase acabando mas ainda dá tempo de adicionar alguns livros à sua lista! Confira os lançamentos de novembro:

Breves respostas para grandes questões, de Stephen Hawking

O livro inédito de Stephen Hawking responde as perguntas que movem a humanidade, desde seus primórdios até os dias atuais, como a origem do universo, a existência de Deus e até a possibilidade de viajar no tempo. Os textos são resultado do trabalho de uma vida inteira de pesquisas que consagrou Hawking como um gênio da física moderna.

Com prefácio de Eddie Redmayne — que ganhou um Oscar por interpretar o cientista no cinema — e posfácio comovente de Lucy Hawking, sua filha, Breves respostas para grandes questões não é apenas a última mensagem de um grande gênio: é seu presente final para todos nós. Stephen Hawking também é autor de Uma breve história do tempo, O universo numa casca de noz, Buracos negros e Minha breve história.

O último livro escrito por Hawking chega às livrarias a partir do dia 8 de novembro.

Velhos são os outros, de Andréa Pachá

Inspirados em casos judiciais, Andréa Pachá transforma suas vivências no tribunal em um livro de crônicas sobre acasos do tempo, da memória e das relações familiares. A obra é recheada de personagens vívidos com desejos e motivações com os quais todos se identificam.

Conhecida também por A vida não é justa (2012) e Segredo de Justiça (2014), livros que deram origem à série Segredos de Justiça, do Fantástico, Andréa Pachá constrói histórias delicadas, bem-humoradas e emocionantes sobre a longevidade pela qual tantos de nós anseiam — aquela que trará consigo as alegrias, dores, descobertas e perdas que só quem já caminhou bastante pode experimentar.

Velhos são os outros chega às livrarias a partir de 1º de novembro. Leia um trecho.

Como mudar sua mente, de Michael Pollan

Nos anos 1940, quando o LSD foi descoberto, pesquisadores, cientistas e médicos acreditavam que a substância teria o potencial de revelar os mistérios do inconsciente e oferecer avanços no tratamento de doenças mentais. Poucas décadas depois, o LSD se popularizou como droga recreativa e as pesquisas com a substância foram suspensas.

Após se debruçar sobre a história social dos alimentos em suas obras anteriores (Cozinhar, O dilema do onívoro, Regras da comida e Em defesa da comida), o jornalista Michael Pollan parte em busca de uma compreensão aprofundada da relação entre a psique humana e as substâncias psicodélicas. Como mudar sua mente conta a história do renascimento das pesquisas com esses compostos depois de anos de coibição e esquecimento.

O livro chega às livrarias a partir do dia 9 de novembro.

Caixa de pássaros, de Josh Malerman

Lançado em 2015, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica original da Netflix que será liberada mundialmente no dia 21 de dezembro na plataforma de streaming. Com a estreia do filme se aproximando, adicionamos um adesivo à capa. Caixa de pássaros se passa 5 anos após um misterioso impulso violento dominar algumas pessoas, levando-as a suicidar-se. Malorie e seus dois filhos moram em uma casa isolada para fugir do mundo pós-apocalíptico, mas, após anos trancados, eles precisam enfrentar o mundo em que abrir os olhos pode ser letal. O livro já está disponível. Assista ao trailer:

 

teste11 livros para todo tipo de mãe

Seja empreendedora, romântica ou independente, sugerimos livros para um dia das mães especial! Confira nossa seleção de títulos para 2017!

Mães românticas: Livros de Jojo Moyes

Depois da visita da autora ao Brasil no começo de maio, é impossível não indicar para as mães de todos os tipos os livros de Jojo Moyes. Seja o sucesso Como eu era antes de você e sua sequência Depois de você, ou a coletânea de contos Paris para um, alguma das obras da britânica vai encantar sua mãe.

>> Saiba mais sobre os livros de Jojo Moyes!

 

 

Mães que gostam de listas: Uma pergunta por dia para mães

Toda mãe gosta de acompanhar as transformações pelas quais passa o filho ou a filha ao longo dos anos. Mas e quanto aos momentos simples, que passam despercebidos, sem espaço no álbum? Em Uma pergunta por dia para mães, as pequenas situações do cotidiano são registradas todos os dias ao longo de cinco anos, criando um livro de memórias único.

>> Conheça também Uma pergunta por dia

 

Mães que gostam de ciência: Livros de Stephen Hawking

Para as mães que não gostam de romance e drama, que tal ler sobre os mistérios do universo? O físico Stephen Hawking mostra o lado mais legal da ciência em O universo numa casca de noz, no recente Buracos negros ou no best-seller Uma breve história do tempo.

>> Leia um trecho de Buracos negros

 

Mães que curtem aventuras: série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.

>> Saiba mais sobre a série!

 

Mães que… ( ͡° ͜ʖ ͡°): Grey

Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir.

>>Leia um trecho de Grey

 

Mães que gostam de segundas chances: Antes que eu vá

Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, acaba sendo seu último dia de vida – mas ela ganha uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte – e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.

>> Conheça a edição especial de Antes que eu vá

 

Mães que gostam de história: O Papa e Mussolini

Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, o livro traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

>> Leia um trecho do livro

 

Mães que gostam de suspense: Pequenas grandes mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Best-seller do The New York Times, o livro foi adaptado para a TV pela HBO.

>> Saiba mais sobre Big Little Lies!

 

Mães empreendedoras: Sprint

Como inovar? Por onde começar? Como montar uma boa equipe? Que forma terá uma ideia quando for colocada em prática? Sprint serve para equipes de todos os tamanhos, de pequenas startups até os maiores conglomerados, e pode ser aplicado por qualquer um que tenha uma grande oportunidade, problema ou ideia e precise começar a trabalhar já.

>> Leia um trecho

 

Mães que gostam de thrillers: Quem era ela

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas, pouco depois de se mudar, descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que antes parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.

>> Leia um trecho

 

Mães independentes: livros de Elena Ferrante

Com narrativas poderosas, a misteriosa escritora italiana Elena Ferrante é uma das principais vozes femininas da atualidade. Em seus livros A filha perdida e Um amor incômodo, a autora explora questões sobre o que é ser mulher na sociedade do mundo moderno.              
>> Conheça os livros da autora

testeO universo não se importa. Ainda bem.

Por Bruno Machado*

Buracos negros não se importam com nada. (Fonte)

É comum acreditar que, quando todas as coisas parecem dar errado, existe alguma conspiração universal focada em acabar com os seus planos. Tudo parece desandar, as pessoas horríveis surgem a todo momento e o pessimismo cresce com força total. Nessas horas, é importante lembrar: o universo não está dando a mínima para o que acontece na Terra, e é maravilhoso que ele funcione assim.

Essa informação parece um convite ao pessimismo, mas na verdade é uma verdadeira bênção. Se somos insignificantes perante a magnitude do cosmos, é de se pensar que conspirações, sejam elas divinas ou meramente mundanas, não se apliquem a nós, humanos. E que tudo que fazemos ou deixamos de fazer não depende de sorte ou crença, e sim de trabalho árduo. Lendo o novo livro do físico Stephen Hawking, Buracos negros, é possível perceber que a nossa melhor característica para a galáxia é a irrelevância.

Em duas palestras à BBC, Hawking apresenta uma informação interessante: buracos negros não se importam com nada, e você deveria ser um pouco assim. Depois de anos de teses, artigos, livros, palestras, o objetivo do físico é o mesmo: mostrar que a ciência pode não ser tão complicada assim.

“Dizem que às vezes a realidade é mais estranha que a ficção. Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro que no caso dos buracos negros. Os buracos negros são mais estranhos que qualquer coisa já sonhada por escritores de ficção científica, mas são fatos do mundo da ciência.”

No livro, o autor/cientista explica que, até que seja provado o contrário, nada passa despercebido por um buraco negro. Mesmo a luz fica presa no horizonte de eventos (de uma forma resumida, é a “borda” do buraco negro). E o que está dentro de uma dessas estruturas espaciais? Ninguém sabe com certeza. O físico até aponta que, se buracos negros expelissem qualquer tipo de informação, seria algo tão aleatório que a chance de sair uma nave espacial, uma enciclopédia em capa dura ou um vaso de plantas é exatamente a mesma.

Brincadeiras à parte, Hawking explica que a ciência dos buracos negros é algo tão complexo e colossal que, se um dia formos capazes de entender o funcionamento de uma dessas coisas, a humanidade dará início a uma nova era, na qual a compreensão e o debate sensato substituirão o espetáculo de sandices e absurdos que vivemos hoje.

Então, enquanto a ciência não conseguir explicar algo que mais parece saído de um livro de ficção científica, seguiremos flutuando pelo espaço em nosso planeta quase-não-tão-azul-assim. Nossas brigas, disputas e sentimentos continuarão não importando nem um pouco, e talvez seja uma boa ideia repensar o tamanho daquela discussão que você teve com seus pais ou o quanto o estresse do trabalho influencia a sua vida. Enquanto isso, o universo segue seu caminho como o esperado. Ainda bem.

>> Leia um trecho de Buracos negros

 

* Bruno Machado é um ser da espécie Homo sapiens que habita o planeta Terra e que por acaso trabalha como assistente de mídias sociais na Intrínseca e nunca conseguiu ir num planetário mesmo que a editora seja do lado de um. Coincidência, não?

testeLançamentos de janeiro

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Cinquenta tons mais escuros, de E L James — Com capa inspirada no filme, a edição especial do segundo livro da trilogia tem conteúdo extra: fotos e comentários da autora sobre os bastidores da aguardada sequência cinematográfica e ainda um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance de E L James. [Leia +]

O livro dos Baltimore, de Joël Dicker — O novo romance do autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert revisita seu personagem mais emblemático: Marcus Goldman. Marcus teve uma juventude inesquecível em Baltimore, cidade em que passou seus melhores momentos ao lado da família até que um acontecimento mudou a vida de todos. Oito anos depois desse fatídico dia, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça e desvendar o passado. [Leia +]

Regras simples: como viver tranquilo e organizado em um mundo cada vez mais complexo, de Donald Sull e Kathleen M. Eisenhardt — Depois de mais de uma década de estudos, os autores desenvolveram seis tipos de regras que vão ajudar os leitores a descomplicar a vida e atingir seus objetivos. [Leia +]

 

Aconteceu naquele verão, organizado por Stephanie Perkins — O livro reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados pelos jovens, como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico aos fãs do seriado Black Mirror, o livro é ideal para quem adora histórias de amor de todos os tipos. [Leia+]

Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell — O emocionante desfecho da série Como treinar o seu dragão coloca frente a frente humanos e dragões. Quem vai vencer a Batalha Final? Repleto de ilustrações, ação, humor e mensagens inspiradoras, o combate agora caminha para o seu fim. [Leia +]

Antes que eu vá, de Lauren OliverSexta-feira, 12 de fevereiro, é o último dia de vida de Samantha Kingston, uma garota que até então tinha tudo: o namorado mais cobiçado do colégio, três amigas fantásticas e uma vida privilegiada. Mas ela recebe uma segunda chance. Sete “segundas chances”, na verdade. E, ao reviver o mesmo dia várias vezes seguidas, Samantha descobre, enfim, o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. O livro foi adaptado para os cinemas e estreia em março. [Leia +]

A batalha por WondLa, de Tony DiTerlizzi — O último livro da aguardada trilogia acompanha uma Eva Nove mais madura e corajosa, disposta a enfrentar seus maiores medos para garantir a segurança daqueles que ama. O livro será impresso em duas cores e com ilustrações assinadas pelo próprio autor. [Leia +]

Meu menino vadio: histórias de um garoto autista e seu pai estranho, de Luiz Fernando Vianna — O jornalista faz um panorama amplo e sincero sobre a experiência, os momentos de ternura e desespero na relação entre ele e seu filho com autismo. [Leia +]

Buracos Negros, de Stephen Hawking: O livro reúne o conteúdo de duas palestras emblemáticas do lendário físico sobre as complexidades que cercam um dos mais fascinantes mistérios do universo.  [Leia +]

A longa caminhada de Billy Lynn, de Ben Fountain: O romance traça um retrato ácido e debochado da sociedade e do circo da mídia. Durante a guerra do Iraque, uma equipe de TV registra uma violenta batalha de soldados americanos contra insurgentes iraquianos. O vídeo se espalha pelo Youtube e faz muito sucesso nos Estados Unidos. A grande repercussão faz com que os militares sejam convidados a cruzar o país com o objetivo de buscar apoio às tropas.  Eles se tornam celebridades e tentam aproveitar o momento antes de retornar à guerra. [Leia +]

 

testeHawking, o vingador de Einstein

Por Amâncio Friaça*

Em Minha breve história, Stephen Hawking confessa que na escola fazia a lição de casa sem o menor capricho e que sua caligrafia era o horror dos professores. Na época, um colega chegou a apostar um saco de balas com outro amigo de que ele nunca seria ninguém. No entanto, Hawking acabou sendo apelidado de Einstein e, com o seu usual senso de humor, o cientista deduz que os amigos “viram sinais de algo melhor em mim”. No fim das contas, parece que seus colegas tinham mesmo razão, e o amigo da onça acabou perdendo a aposta.

O pressentimento que os colegas bonzinhos de Hawking tiveram estava espetacularmente correto. O companheirismo deles justifica o exagero de chamá-lo de Einstein, mas, na verdade, Hawking pode ser considerado uma espécie de vingador de Einstein.

Quando começou o doutorado em Cambridge, em 1962, o plano de Stephen Hawking era trabalhar com o astrofísico Fred Hoyle, que havia desenvolvido um modelo cosmológico: a teoria do estado estacionário. Na época, a cosmologia era vista como um campo de estudo suspeito — o tópico quente era a física de partículas. Já a cosmologia e a gravitação eram áreas negligenciadas porque se acreditava que tudo já tinha sido feito, como no caso da gravitação, ou que nada podia ser provado, como na cosmologia.

Esses dois campos foram abertos por Albert Einstein durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1915, depois de quase uma década de esforços extenuantes, Einstein incorporou de modo definitivo a gravitação na teoria da relatividade e inaugurou a relatividade geral. Os resultados foram reunidos no genial artigo “Fundamentos da teoria da relatividade geral”, publicado na revista científica alemã Annalen der Physik no ano seguinte.

E a revolução de Einstein prossegue. Em 1917, ele ressuscitou a cosmologia com seu extraordinário trabalho “Considerações cosmológicas sobre a relatividade geral”. Pela primeira vez desde o Renascimento, voltou-se a falar em cosmologia, ou seja, o estudo do universo como um todo, mas desta vez dentro de um arcabouço rigoroso e abrangente, a teoria da relatividade geral.

No entanto, no começo da década de 1960, a imensa contribuição de Einstein à ciência parecia confinada às glórias do passado. Havia a impressão de que a cosmologia não ofereceria testes que pudessem distinguir entre um modelo e outro. Depois da descoberta da expansão do universo, na década de 1920, os estudos cosmológicos pareciam ter entrado em um marasmo. E mais do que isso: a própria teoria da gravitação, baseada na teoria da relatividade geral, parecia não ter experimentos, e isso levava a crer que ela tinha pouco contato com o mundo real. Os pesquisadores se contentavam em obter alguma solução para as equações do campo gravitacional e não se perguntavam sobre o significado físico das soluções.

Nesse momento, Hawking percebeu que havia, sim, muito a ser feito no campo da gravitação. Havia uma teoria muito bem definida, a teoria da relatividade geral, mas suas soluções eram extremamente difíceis de serem obtidas. Com sua coragem característica, ele se dedicou ao destrinchamento da matemática complicadíssima da relatividade, mas sem nunca desistir da busca por significados físicos para as soluções das equações do campo da relatividade geral. Nesses estudos, o que norteava Hawking era a cosmologia, que, apesar das aparências, estava passando por uma revolução. O duplo legado de Einstein, o da gravitação e o da cosmologia, estava muito vivo em Hawking.

Na verdade, Hawking percebeu que a maré estava mudando em relação à cosmologia e à gravitação — e ele não era o único. Nos anos 1960, a astronomia experimentou um extraordinário desenvolvimento. Isso levou a um reavivamento do interesse na gravitação, pois é nas escalas astronômicas que a força da gravidade se torna cada vez mais dominante. Os astrônomos descobriram um verdadeiro zoológico de corpos celestes, como pares de estrelas com emissão de raios X, radiogaláxias e quasares. Cada um desses objetos permitiu testar pela primeira vez certos aspectos da teoria da gravitação de Einstein, como, por exemplo, a natureza dos buracos negros.

Naqueles seus anos dourados em Cambridge, Hawking viu a radioastronomia abalar a teoria do estado estacionário de Fred Hoyle — cientista que quase foi orientador de Hawking. Nessa teoria, o universo teria a mesma aparência em qualquer época e não haveria um início. Já a teoria oposta, a do Big Bang, dizia que o universo teria um princípio e que no passado teria sido cada vez mais denso e quente. Seu principal defensor era o ucraniano naturalizado americano George Gamow. Hoyle, com seu humor britânico, atacava sem piedade Gamow, o que não adiantava muito, porque Gamow era um grande piadista.

No entanto, na mesma Cambridge de Hoyle, o grupo do radioastrônomo Martin Ryle operava um poderoso radiotelescópio e, em 1963, seus dados sobre radiogaláxias já indicavam que a densidade do universo tinha sido maior no passado distante, o que contrariava o modelo do estado estacionário.

O golpe final contra a teoria de Hoyle, também desferido pela radioastronomia, veio do outro lado do Atlântico, em 1965. Em Nova Jersey, Arno Penzias e Robert Wilson tentavam calibrar uma antena de micro-ondas para ser usada como radiotelescópio, mas havia um ruído persistente. Depois se deram conta do que se tratava. Era uma fraca radiação de fundo de micro-ondas cuja origem era um estado extremamente quente do universo muito jovem. Gamow, o pai da teoria do Big Bang, estava certíssimo. Ele havia previsto esse fundo de micro-ondas do universo primordial em 1948. Hawking diz que foi uma sorte ele não ter sido aluno de Hoyle, senão teria que defender a teoria do estado estacionário.

Contudo, Hawking não teve dificuldades em defender Einstein. A primeira teoria cosmológica formulada dentro do contexto da ciência moderna, a de Einstein, em 1917, era de um universo estático. Porém, na época em que Einstein escreveu o seu artigo, isso era muito razoável, pois a astronomia mal havia saído da nossa galáxia, e a existência de outras galáxias era considerada especulativa pela maioria dos astrônomos.

Foi apenas em 1922 que o astrônomo americano Edwin Hubble obteve evidências de que a nebulosa de Andrômeda era uma galáxia de tamanho comparável à Via Láctea. Em 1929, Hubble e Humason descobriram que quanto maior for a distância de uma galáxia, maior será a sua velocidade de afastamento em relação à Via Láctea. Mas foi o padre e astrônomo belga Georges Lemaître o primeiro a interpretar essas observações como devidas à expansão do universo.

Posteriormente, Einstein elaborou junto com o astrônomo e matemático holandês Willem de Sitter seu próprio modelo de universo em expansão, o modelo Einstein-De Sitter. Como bem assinala Hawking, a teoria da relatividade geral de Einstein permite construir muitas cosmologias, entre elas aquela que se aplica a este nosso universo, que está em expansão agora, mas outros possíveis universos continuam a obedecer à teoria da relatividade geral, mas com condições iniciais e proporção de componentes diferentes. Assim, há lugar, nestes outros universos, para fases de expansão, de contração e de relativa pausa.

Para um Einstein confinado na Alemanha da Primeira Guerra Mundial, não há como saber qual universo é o nosso, e a sua escolha de um universo estático seria a escolha com um mínimo de pressupostos. Como diz Hawking na introdução da sua tese de doutorado: “A ideia de que o universo está expandindo tem uma origem recente. Todas as antigas cosmologias eram essencialmente estacionárias, e mesmo Einstein, cuja teoria da relatividade é a base de quase todos os desenvolvimentos recentes em cosmologia, achou natural sugerir um modelo estático do universo.”

Por fim, talvez o maior tributo de Hawking a Einstein seja a busca de uma Teoria de Tudo. Quando Hawking decidiu buscar uma teoria final que explicasse completamente e conectasse todos os aspectos físicos do universo, a proposta de Einstein nesse sentido, que ele chamou teoria do campo unificado, era vista como um esforço melancólico fadado ao insucesso. De novo, Hawking assume a coragem titânica de Einstein e parte para elaborar a Teoria de Tudo.  Mas há algo mais do que coragem. Há a paciência, aquela que temos quando vemos que a tarefa vai exigir um esforço por muito, muito tempo. Basta lembrar os cem anos que se passaram entre a primeira previsão das ondas gravitacionais por Einstein em 1916 e a sua confirmação pelo observatório LIGO em 2016.  Com o objetivo de uma compreensão unificada do universo, desde Einstein, e passando por Hawking, muitas gerações desenvolveram instrumentos matemáticos cada vez mais intrincados, laboratórios cada vez mais poderosos com experimentos cada vez mais delicados e observatórios astronômicos cada vez mais sensíveis. E estamos muito distantes do objetivo. Contudo, as escalas de tempo de bilhões de anos em cosmologia tornam muito mais leves as décadas ou séculos que levamos para cumprir uma missão em ciência.

 

Amâncio Friaça é astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo. Trabalha em astrobiologia, cosmologia, evolução química do universo e nas relações entre astronomia, cultura e educação. Foi o responsável pela revisão técnica da edição revista de Uma breve história do tempo e da nova edição de O universo numa casca de noz, ambos lançados pela Intrínseca.