testeAs delicadas formas de pensar

Por Rebeca Bolite*

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Bradley Cooper em cena do filme “O lado bom da vida”

Quando começamos a editar O lado bom da vida, a única coisa que eu sabia a respeito do livro é que estava sendo produzida uma adaptação cinematográfica com Bradley Cooper como protagonista (ele é lindo demais, né?). O trabalho já tinha então um lado bom (ho ho): imaginar Pat Peoples com o rostinho de Bradley. Mas, depois de iniciada a produção do livro, percebi que Pat nem precisava de um rosto tão bonito assim para ser sensacional. Em toda sua confusão, ele é um personagem incrivelmente simpático, carismático e doce. Trabalhar no texto durante aquele período foi muito gratificante.

capa_A sorte do agora_PT-BR.inddCerca de dois anos depois, outro livro do Matthew Quick veio parar na minha mesa: A sorte do agora. Só pelo título, eu já estava encantada. Bartholomew Neil não tinha o rosto do Bradley Cooper, mas foi capaz de me conquistar já na orelha da capa. Com quase 40 anos, logo depois de a mãe morrer, ele encontra uma carta do Richard Gere na gaveta de calcinhas dela e começa a se corresponder com o ator em busca de conselhos. O personagem não poderia ser mais delicado e singular: solteiro, cuidou da mãe a vida inteira, até a morte dela, e agora precisa aprender a viver sozinho e seguir em frente, fazer os próprios amigos e construir sua família. Em cartas comoventes e muito francas para Richard Gere, ele narra todo o percurso para ser bem-sucedido nessa missão.

Pat Peoples e Bartholomew Neil têm muitas diferenças: o primeiro é bonitão (ele é o Bradley, gente!) e tem muitos familiares e amigos com quem pode contar no seu processo de recuperação, enquanto o outro faz o estilo solteiro, quarentão e gordinho e só agora está formando seu círculo de amizades. Mas algo mais importante os aproxima: a forma singular de pensar e estabelecer relações. Os dois são narradores da própria história, uma história marcada por experiências traumáticas e dificuldades, as quais precisam superar para que tenham um final feliz. E é da perspectiva deles que temos o privilégio de experimentar sentimentos tão profundos quanto delicados.

Ao finalizar a leitura, fiquei então pensando como em geral as pessoas têm tido dificuldade em compreender que cada um tem uma história de vida, uma forma de pensar, e que é preciso se colocar no lugar do outro antes de julgar suas visões e experiências. Algumas redes sociais viram verdadeiros campos de batalha (para os de coração fraco, fica sempre a dica: não leiam os comentários), muito xingamento, pouco argumento e no final a sensação de que ninguém está lendo nada. Só se odiando mesmo. Nesse sentido, acredito que a literatura tenha um poder transformador. Ao nos permitir viver diferentes situações a partir de variados pontos de vista, os livros nos tornam seres humanos mais aptos a praticar a empatia e melhoram nossa noção de alteridade. Eles nos fazem entender que cada pessoa é única em sua forma de sentir e pensar e que não é porque alguém acha determinada coisa fácil, simples, que o outro precisa achar também.

RICHARD GERE

Dessa forma, tanto O lado bom da vida quanto A sorte do agora são livros sensacionais, que, além de divertir, fazer chorar e rir, também proporcionam a oportunidade de ver o mundo através dos olhos de adultos com muitas falhas e dificuldades, aprendendo ou reaprendendo a se relacionar, e ainda assim tão belos em suas esforçadas tentativas.

Minha esperança é a de que todas as pessoas tenham a chance de ler esses e os outros livros do Quick e refletir sobre o próprio comportamento (na internet e na vida), se esforçar para julgar menos e ter mais empatia. Somos 7 bilhões já, gente, dividindo um espaço que está ficando cada vez mais apertado. É melhor caminharmos todos juntos em paz, né?, buscando novas alternativas para essa vida tão autocentrada. No final das contas, acho que fiz só um discurso de Miss Universo, mas a conclusão é a seguinte: por um mundo mais pacífico, com mais filmes com Bradley Cooper e mais livros do Matthew Quick.

link-externoLeia também: Amber Appleton e o poder da música

 

Rebeca Bolite é editora de livros de ficção estrangeira na Intrínseca e, como Pat Peoples, está sempre procurando o lado bom das coisas.

testeCOM A MIRA NO OSCAR

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Louise Pomeroy/The Hollywood Reporter

Do alto de um prédio em uma cidade ocupada do Iraque, um atirador de elite observa, pela luneta do rifle, movimentações suspeitas na rua abaixo. Então ele vê uma mulher entregar uma bomba a uma criança, que corre na direção da tropa americana. Disparar ou não? O conflito do soldado, encarnado por Bradley Cooper e mostrado no primeiro trailer da adaptação cinematográfica de Sniper americano, revelou aos críticos de plantão que Clint Eastwood não está para brincadeiras. E mesmo com o filme chegando aos cinemas no fim da temporada ele já conseguiu criar um burburinho para o Oscar 2015.

Um artigo na The Hollywood Reporter levanta a possibilidade de Clint Eastwood repetir a façanha de Menina de Ouro, em 2004. Apesar de o filme também ter chegado ao circuito no final da temporada e não ter participado das principais premiações que antecedem o Oscar, ele recebeu sete indicações e abocanhou as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Hilary Swank) e Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman). Especialistas acreditam que o mesmo possa ocorrer com Sniper americano.

O Huffington Post deu destaque para as chances de Bradley Cooper receber sua terceira indicação ao Oscar. Segundo a publicação, a preparação física pela qual o ator passou para o papel, aliada a uma interpretação inspirada, pode convencer a Academia a indicá-lo mais uma vez ao prêmio mais cobiçado do cinema.

Sniper americano, o livro que conta a história real de Chris Kyle e inspirou o longa-metragem de Clint Eastwood, será lançado pela Intrínseca em janeiro.

testeA biblioteca de Pat Peoples

Pat Peoples não suporta finais infelizes. Recém-saído de uma temporada em um hospital psiquiátrico, o protagonista de O lado bom da vida volta a morar com os pais para reconstruir a vida e tentar se reconciliar com seu grande amor, Nikki. Para isso, o ex-professor de história de 30 e poucos anos segue uma rígida rotina de exercícios e inicia a leitura dos livros preferidos da ex-esposa, grandes clássicos da literatura norte-americana.

Em uma entrevista concedida à revista Veja, o autor Matthew Quick explicou que quando era professor de literatura recebeu o telefonema de uma mãe preocupada com a depressão do filho. Para ela, “a natureza triste dos livros que ele era obrigado a ler não estava lhe fazendo bem”. “Claro, eu acredito que devemos ensinar e ler os clássicos”, reflete Quick, “mas [ela] me fez reexaminar nossa grade de leitura. Praticamente todos os livros que eu ensinava acabavam em tragédia. O telefonema me impactou e fiquei pensando se realmente aquele montante de dramas não estaria fazendo algum mal para as jovens mentes.”

Leia também: Um conversa com Matthew Quick, autor de O lado bom da vida 

Pat passa a nutrir outro tipo de apreensão depois de ler o livro preferido de Nikki, O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald. O desfecho do clássico o deixa desconcertado: se para Nick esse é o maior romance norte-americano já escrito, será que ela não acredita em finais felizes? E se ela não acreditar, como Pat irá reconquistá-la? O resultado da obsessão de Pat em tentar ao máximo agradar a ex-esposa são resenhas hilárias dessa e de outras obras, como:

Adeus às armas, de Ernest Hemingway
A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorne
A redoma de vidro, de Sylvia Plath
O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger
As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

Confira o trecho de uma das “resenhas” abaixo:

O grande Gatsby, por Pat Peoples

A melhor parte é o ensaio introdutório, que afirma que o romance trata principalmente do tempo e do fato de que a pessoa não pode nunca recuperá-lo, que é exatamente como me sinto em relação a meu corpo e a meus exercícios — mas, então, eu também sinto como se houvesse um número infinito de dias até meu inevitável reencontro com Nikki.

Quando li a história propriamente dita — que conta como Gatsby ama Daisy, embora não consiga nunca ficar com ela, por mais que tente —, tive vontade de rasgar o livro ao meio, ligar para Fitzgerald e dizer que o livro dele está todo errado, embora eu saiba que Fitzgerald provavelmente já morreu. Em especial quando Gatsby é baleado mortalmente em sua piscina na primeira vez em que vai nadar naquele verão, Daisy nem mesmo vai ao enterro dele, Nick e Jordan se separam e Daisy acaba com o racista do Tom, cuja necessidade de sexo basicamente mata uma mulher inocente, dá para ver claramente que Fitzgerald nunca se deu o trabalho de olhar para a parte brilhante que há por trás das nuvens ao pôr do sol, porque não há nenhum lado bom no fim daquele livro, vou lhe contar.

O lado bom da vida: o filme 

Cena do filme O lado bom da vida, com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence

Dirigida por David O. Russell, a adaptação cinematográfica de O lado bom da vida é estrelada por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro. Por sua atuação como Tiffany, Jennifer Lawrence recebeu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz. A comédia recebeu oito indicações ao Oscar.

testeUma conversa com Matthew Quick, autor de O lado bom da vida

Matthew Quick por Alicia Bessette

Aos 30 anos, Matthew Quick era um respeitado professor de inglês em South Jersey que incentivava seus alunos a acreditar no próprio potencial e no poder da literatura — até o dia que se sentiu um hipócrita. Infeliz, ele largou o emprego e vendeu a casa para se dedicar ao sonho de escrever.

Após três anos lidando com uma severa depressão, criou O lado bom da vida, romance que se tornou um sucesso imediato, cuja adaptação cinematográfica chega às telas brasileiras em 1° de fevereiro. Dirigido e roteirizado por David O. Russell (O vencedor), o filme é estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro e concorre a oitos Oscars.

Leia mais: Jennifer Lawrence recebeu o Oscar de melhor atriz por sua atuação em O lado bom da vida

Em O lado bom da vida, Pat Peoples não suporta finais tristes. Recém-saído de uma temporada em um hospital psiquiátrico, o ex-professor de história de 30 e poucos anos volta a morar com os pais e tenta reconstruir sua vida. No entanto, ele não se lembra de quanto tempo e nem por que ficou internado e suas únicas certezas são: entrar em forma e ser gentil para reconquistar sua ex-mulher Nikki e se manter bem longe de seu inimigo número um, Kenny G.

Confira abaixo alguns trechos da entrevista concedida por Matthew Quick ao East Valley Tribune. Na conversa, traduzida por Alexandre Raposo — responsável também pela tradução da edição brasileira do romance —, Quick fala sobre a adaptação cinematográfica de seu romance, sua luta contra a depressão e de sua relação com os inesquecíveis personagens Pat Peoples e Tiffany.

Ao ler o seu romance e assistir à adaptação cinematográfica, percebi grandes diferenças entre os dois. Houve alguma mudança da qual você tenha gostado particularmente ou que achou que de algum modo beneficiou a história original?

Como sabe, sou um grande fã do filme, realmente gostei, mas… Coisas que acho que tornariam o filme melhor? Começo por dizer que, seis anos depois, ainda estou completamente feliz com O lado bom da vida como livro. O trabalho de David foi o de fazer a história funcionar da melhor maneira possível na tela, dadas as circunstâncias. Um exemplo disso foi a inclusão de De Niro no elenco. De Niro e Bradley Cooper têm um relacionamento fora da tela; David me disse que é uma situação quase de pai e filho, o que, segundo ele, é uma dádiva para um diretor. E imediatamente se dispôs a inverter os papéis.

No livro, Pat de fato deseja ter um relacionamento com o pai mas este é emocionalmente incapaz de fazê-lo. Já no filme, você vê De Niro querendo que Pat volte, sob o pretexto de que os Eagles ganharão caso ele esteja por lá. Você tem a sensação de que o pai realmente quer fazer parte da vida do filho, de modo que David inverteu um pouco os papéis. David e De Niro, sendo pais, podem se identificar com isso, de forma que provavelmente temos um melhor desempenho desses atores do que se tivéssemos mantido como no original. Como diretor, cabe a David se perguntar: “Como posso obter o melhor desempenho desses atores?” Então acho que foi uma jogada muito inteligente da parte dele. Não acho que isso faça com que o filme seja melhor que o livro, mas acredito que a inversão foi boa para a adaptação.

O livro se passa em Nova Jersey, no lado Nova Jersey da Filadélfia, em South Jersey, o que dá um sabor diferente ao livro. As pessoas de South Jersey, naquela cidade de Collingswood, que é uma cidade real, consideram-se cidadãos da Filadélfia, apesar de viverem em Jersey. David situou a história no outro lado da Filadélfia, nos subúrbios da Pensilvânia, portanto, o filme tem outro sabor, certo? Acho que ele fez um ótimo trabalho ao captar isso, mas obviamente não foram as experiências que eu tive por ser criado em Philly e em South Jersey, daí que o filme tem um clima muito diferente daquele que criei no livro. Mais uma vez, ele fez um ótimo trabalho a esse respeito. Não acredito que isso faça com que o filme seja melhor do que o livro, mas, considerando a situação em que se encontrava — porque estavam filmando na Pensilvânia, onde eles tinham autorização para filmar —, ele fez um grande trabalho.

Cena de O lado bom da vida, com Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.

Embora você já tenha dito que lutou contra a depressão enquanto escrevia O lado bom da vida, como você tentou se colocar na pele de Pat? Você fez algum tipo de pesquisa ou falou com pessoas que têm grave transtorno bipolar?

Sim, quer dizer, conheço pessoas com transtorno bipolar e eu mesmo tenho minhas mudanças de humor. Nunca fui diagnosticado como bipolar, embora minha esposa diga que sou bipolar. Não é um caso tão grave quanto o de Pat, mas entendo de mudanças de humor. Tendo trabalhado com pessoas que possuem problemas mentais e me considerado alheio a esse grupo, estou sempre falando sobre como nós demonizamos as coisas. Dizemos: “Ah, as pessoas com problemas mentais estão relegadas a esta outra posição”, mas sempre me apresso em lembrar que os meus maiores heróis são pessoas dessa comunidade.

Kurt Vonnegut é um herói para mim. Ele sofria de uma terrível depressão e tentou se matar. Ernest Hemingway é um herói para mim, e todos nós sabemos o que aconteceu com Ernest, e quanto ele lutou. Não creio que seja segredo o fato de que, quando um escritor começa uma história, o personagem é a normalidade. Então ele chega ao clímax, há a resolução e, depois, ele volta a baixar. Então, na próxima história que contamos, temos alguém que é a normalidade, em seguida, essa pessoa sobe, chega ao clímax, e depois sobe e desce, sobe e desce. Esse é o ritmo do transtorno bipolar, e não é de surpreender que muitos de nossos romancistas, pessoas que criam e são grandes contadoras de histórias, lidem contra a depressão e episódios depressivos.

Pat, como qualquer outro personagem, sobe e desce ao longo da narrativa, e eu, que passo por crises de depressão e oscilações de humor, acho que é por isso que sempre me relaciono de modo tão intenso com as histórias. Também sou muito sensível. No bairro em que cresci, um bairro operário, essas não são características para serem exibidas, não são características que sejam valorizadas, de modo que as escondi por um longo tempo em minha vida. Eu fingia que não era quem eu era e, quando escrevia poesia na escola, escondia e não falava sobre isso abertamente.

Quando fiquei adulto, foi quase como um processo de revelação, como se o Matt Quick que você conhece da sua rua também tivesse todos esses sentimentos e ideias. Foi engraçado, porque tenho amigos que possuem problemas mentais. Quando O lado bom da vida foi publicado, um amigo diagnosticado como esquizofrênico veio a mim e perguntou: “Como você sabe dessas coisas? Isto é realmente autêntico.” E eu disse: “Bem, eu também tenho os meus problemas.” Foi muito esclarecedor ter essas conversas.

Acho que quando as pessoas leem o meu livro, elas pensam: “Tudo bem, este cara sabe sobre o que está falando.” O outro lado da moeda são as pessoas que leem o livro e dizem: “Não acredito que Pat Peoples seja um personagem realista, nunca conheci alguém como ele.” Isso é muito decepcionante para mim. Não tanto por elas não terem se identificado com o livro, mas por não terem se permitido ter experiências com pessoas com problemas mentais, como se não estivessem dispostas a acreditar que tais pessoas existam de fato. Pode ser algo muito polarizado.

Você poderia falar sobre a Tiffany? Foi um personagem inspirado em alguém que você conhece?

É engraçado. As pessoas me perguntam todo o tempo: “Será que você conhece alguém que precisa dormir com todo mundo no escritório?” Minha resposta entediada é: “Não.” Acho que Tiffany representa na verdade aquela qualidade explosiva que força alguém a olhar dentro de si mesmo. Pat é delirante, especialmente no livro. Ele é muito mais delirante no livro. Ele não quer encarar a realidade. Tiffany é aquela que agarra a cabeça de Pat e faz com que ele olhe diretamente no espelho para alguém que ele não quer ver.

Minha esposa não tem nada a ver com a Tiffany; ela não é alta, não é do tipo que chega em um lugar e assume comando, mas, cá entre nós, Alicia e eu temos uma grande dívida de gratidão e amor um para com o outro. Quando eu tinha meus 20 anos, ela percebeu que eu não era tão bom quanto poderia ser e que havia desistido de meus sonhos. Ela me fez olhar para isso. Perto de meu trigésimo aniversário, tivemos longas conversas sobre o que eu queria da vida, se estávamos onde queríamos estar.

Quando nos conhecemos — ela tinha 17, eu 19 anos — tivemos todos esses sonhos, mas acabamos no subúrbio, levando uma vida tranquila, mas que não era a vida que queríamos. Ela me fez cair na real. Eu tinha um trabalho, era um professor muito querido na melhor escola de South Jersey, e poderia ter ficado lá para sempre. Ela realmente me fez encarar o fato de que eu não estava feliz, que estava deprimido, que estava bebendo muito à noite, porque estava tentando me automedicar. Ela me dizia: “Você tem que encarar isso.”

Em um bairro operário, você não fala sobre essas coisas. Na maior parte da vida não usei muito a palavra “depressão” e acho que minha esposa realmente me forçou a ver que eu não estava feliz, que estava deprimido, que tinha problemas de ansiedade e que realmente não vivia como queria. Isso foi uma coisa difícil de admitir aos 20 anos. Acho que, metaforicamente, em um nível inconsciente, tal experiência provavelmente inspirou a Tiffany.

Com apenas 22 anos, Jennifer Lawrence também recebeu o Globo de Ouro de melhor atriz por sua atuação como Tiffany.

No livro, Pat fica muito transtornado sempre que ouve “Songbird”, de Kenny G. Existe alguma música de que você não goste ou que lhe irrite profundamente?

Não sei. Realmente gosto de vários tipos de música. Contarei uma história engraçada sobre isso. No filme, a música que irrita Pat é “My Cherie Amour”, de Stevie Wonder. No livro, logo no início, também era “My Cherie Amour”. Davi não tinha conhecimento disso, e ficou realmente surpreso ao saber. Não conseguimos os direitos de “My Cherie Amour”, uma vez que era preciso pagar para obter permissão para usar a letra no livro.

Descobrimos esse fato no meio do processo e tínhamos apenas duas semanas para fazer a alteração. Então, minha esposa disse: “Se precisamos obter permissão para usar uma letra, terá de ser uma canção sem letra.” Então eu disse: “Bem, qual música funcionaria?” E ela: “Não seria hilário se fosse Kenny G? Se ele ficasse transtornado com Kenny G?” Achei que seria muito engraçado. Mas as cenas do filme são bastante diferentes das do livro. Embora sejam horríveis, são cômicas e estranhas, uma vez que “My Cherie Amour” é uma música muito mais triste e muito mais trágica. Foi assim que a mudança aconteceu.

Sobre canções que odeio, realmente não sei o que dizer. Tento não odiar coisa alguma se for possível. Quando eu era jovem, costumava ser muito esnobe sobre música, filmes e tudo o mais, porém, ao ficar mais velho — falando parece que tenho um milhão de anos —, minha filosofia é a de que quanto mais coisas você gostar, mais feliz será. Eu não “odeio” nada.

testeCinema em destaque no primeiro semestre de 2013

Dos 37 lançamentos programados para o primeiro semestre de 2013, diversos títulos de ficção e não ficção inspiraram adaptações cinematográficas. O lado bom da vida virou filme estrelado por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro, com 8 indicações ao Oscar, e  Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose deu origem ao longa Hitchcock, com Anthony Hopkins, Helen Mirren e Scarlett Johansson no elenco. A ficção científica Wool teve os direitos adquiridos pelo aclamado diretor Ridley Scott, de Blade Runner — O caçador de androides, e Garota exemplar, sucesso absoluto de Gillian Flynn, será produzido por Reese Witherspoon. Vida após a morte, drama real narrado por Damien Echols, que foi condenado à morte e teve sua história contada na série de três documentários da HBO Paradise LostA hospedeira tem estreia nas telonas prevista para março, e as séries Hush, Hush, de Becca Fitzpatrick, Delírio, de Lauren Oliver, e Em busca de WondLa, de Tony DiTerlizzi, já tiveram os direitos de adaptação vendidos para estúdios cinematográficos.

Na lista de lançamentos de não ficção, destacam-se Um mundo, uma escola, do americano Salman Khan, considerado o mais bem-sucedido professor de todos os tempos, e O sinal e o ruído, de Nate Silver, gênio que desenvolveu um sistema capaz de prever pela segunda vez consecutiva os resultados das eleições em cada estado norte-americano. No primeiro semestre haverá, ainda, a primeira ficção nacional publicada pela Intrínseca: Clarões e sombras (título provisório), novo romance da escritora gaúcha Leticia Wierzchowski — conhecida pelo livro A casa das sete mulheres, história que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo.

Confira a lista completa de lançamentos:

Lançamentos  Ficção e Não ficção

A evolução de Bruno Littlemore, de Benjamin Hale
A hospedeira (edição com capa inspirada no pôster do filme), de Stephenie Meyer
A lady cyclist guide to Kashgar, de Suzanne Jonson
A vida sem doenças, do Dr. David B. Agus
Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello
Bel canto, de Ann Patchet
Clarões e sombras (título provisório), de Leticia Wierzchowski
Gold, de Chris Cleave
Et puis Paulette, de Barbara Constantine
Garota exemplar, de Gillian Flynn
Le syndrome E, de Frank Thilliez
No escuro, de Elizabeth Haynes
O diário de Helga, de Helga Weiss
O fio, de Victoria Hislop
O lado bom da vida, de Matthew Quick
O sinal e o ruído, de Nate Silver
Óculos de Heidegger, de Thaisa Frank
Primeiro eu, depois você, de Jojo Moyes
Satori, de Don Winslow
The Bling Ring: The True Story of How Seven Celebrity-Obsessed Teens Swindled Hollywood, de Nancy Jo Sales
The lifeboat, de Charlotte Rogan
Tigers in the red weather, de  Liza Klaussman
Um mundo, uma escola, de Salman Khan
Vida após a morte, de Damien Echolls

Lançamentos – Ficção para jovens

A marca de Atena (série Os heróis do Olimpo – livro 3), de Rick Riordan
A torre invisível (série As Crônicas de Outro Mundo – livro 1), de Nils Johnson-Shelton
An abundance of Katherines (título provisório: O teorema Katherine), de John Green
Como roubar a espada de um dragão (série Como treinar o seu dragão – livro 9), de Cressida Cowell
Os diários do semideus (série Os heróis do Olimpo), de Rick Riordan
Finale (série Hush, Hush – livro 4), de Becca Fitzpatrick
Gangsta granny, de David Walliams
Muncle Trogg e o Burro Voador (série Muncle Trogg – livro 2), de Janet Foxley
Pandemônio (série Delírio – livro 2), de Lauren Oliver
The way we fall (série The fallen world, livro 1), de Megan Crewe
Um herói para Wondla (série Em busca de WondLa – livro 2), de Tony DiTerlizzi
Wonder (título provisório: Extraordinário), de R. J. Palacio
Wool, de Hugh Howey

testeCinema em destaque no primeiro semestre de 2013

Dos 37 lançamentos programados para o primeiro semestre de 2013, diversos títulos de ficção e não ficção inspiraram adaptações cinematográficas. O lado bom da vida virou filme estrelado por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro, com 8 indicações ao Oscar, e  Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose deu origem ao longa Hitchcock, com Anthony Hopkins, Helen Mirren e Scarlett Johansson no elenco. A ficção científica Wool teve os direitos adquiridos pelo aclamado diretor Ridley Scott, de Blade Runner — O caçador de androides, e Garota exemplar, sucesso absoluto de Gillian Flynn, será produzido por Reese Witherspoon. Vida após a morte, drama real narrado por Damien Echols, que foi condenado à morte e teve sua história contada na série de três documentários da HBO Paradise LostA hospedeira tem estreia nas telonas prevista para março, e as séries Hush, Hush, de Becca Fitzpatrick, Delírio, de Lauren Oliver, e Em busca de WondLa, de Tony DiTerlizzi, já tiveram os direitos de adaptação vendidos para estúdios cinematográficos.

Na lista de lançamentos de não ficção, destacam-se Um mundo, uma escola, do americano Salman Khan, considerado o mais bem-sucedido professor de todos os tempos, e O sinal e o ruído, de Nate Silver, gênio que desenvolveu um sistema capaz de prever pela segunda vez consecutiva os resultados das eleições em cada estado norte-americano. No primeiro semestre haverá, ainda, a primeira ficção nacional publicada pela Intrínseca: Clarões e sombras (título provisório), novo romance da escritora gaúcha Leticia Wierzchowski — conhecida pelo livro A casa das sete mulheres, história que inspirou a série homônima produzida pela Rede Globo.

Confira a lista completa de lançamentos:

Lançamentos  Ficção e Não ficção

A evolução de Bruno Littlemore, de Benjamin Hale
A hospedeira (edição com capa inspirada no pôster do filme), de Stephenie Meyer
A lady cyclist guide to Kashgar, de Suzanne Jonson
A vida sem doenças, do Dr. David B. Agus
Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello
Bel canto, de Ann Patchet
Clarões e sombras (título provisório), de Leticia Wierzchowski
Gold, de Chris Cleave
Et puis Paulette, de Barbara Constantine
Garota exemplar, de Gillian Flynn
Le syndrome E, de Frank Thilliez
No escuro, de Elizabeth Haynes
O diário de Helga, de Helga Weiss
O fio, de Victoria Hislop
O lado bom da vida, de Matthew Quick
O sinal e o ruído, de Nate Silver
Óculos de Heidegger, de Thaisa Frank
Primeiro eu, depois você, de Jojo Moyes
Satori, de Don Winslow
The Bling Ring: The True Story of How Seven Celebrity-Obsessed Teens Swindled Hollywood, de Nancy Jo Sales
The lifeboat, de Charlotte Rogan
Tigers in the red weather, de  Liza Klaussman
Um mundo, uma escola, de Salman Khan
Vida após a morte, de Damien Echolls

Lançamentos – Ficção para jovens

A marca de Atena (série Os heróis do Olimpo – livro 3), de Rick Riordan
A torre invisível (série As Crônicas de Outro Mundo – livro 1), de Nils Johnson-Shelton
An abundance of Katherines (título provisório: O teorema Katherine), de John Green
Como roubar a espada de um dragão (série Como treinar o seu dragão – livro 9), de Cressida Cowell
Os diários do semideus (série Os heróis do Olimpo), de Rick Riordan
Finale (série Hush, Hush – livro 4), de Becca Fitzpatrick
Gangsta granny, de David Walliams
Muncle Trogg e o Burro Voador (série Muncle Trogg – livro 2), de Janet Foxley
Pandemônio (série Delírio – livro 2), de Lauren Oliver
The way we fall (série The fallen world, livro 1), de Megan Crewe
Um herói para Wondla (série Em busca de WondLa – livro 2), de Tony DiTerlizzi
Wonder (título provisório: Extraordinário), de R. J. Palacio
Wool, de Hugh Howey

testeO lado bom da vida e Argo são indicados ao Oscar

A comédia O lado bom da vida, inspirada no romance de Matthew Quick que será publicado no próximo dia 12 de janeiro pela Intrínseca, recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado. Argo, thriller político de Ben Affleck baseado na não ficção de Antonio Mendez e Matt Baglio, concorre a sete Oscars, entre eles melhor filme e melhor roteiro adaptado.

Leia também: Argo é o grande vencedor do Globo de Ouro

A cerimônia de entrega do Oscar será em 24 de fevereiro.

Confira abaixo todas as indicações recebidas:

O lado bom da vida
– Melhor filme
– Diretor: David O. Russell
– Roteiro adaptado: David O. Russell
– Ator: Bradley Cooper
– Atriz: Jennifer Lawrence
– Ator coadjuvante: Robert De Niro
– Atriz coadjuvante: Jacki Weaver
– Edição: Jay Cassidy e Crispin Struthers

Argo
– Melhor filme
– Ator coadjuvante: Alan Arkin
– Roteiro adaptado: Chris Terrio
– Edição: William Goldenberg
– Trilha sonora: Alexandre Desplat
– Edição de som: Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn
– Mixagem de som: John Reitz, Gregg Rudloff e José Antonio García

Confira também as listas do Globo de Ouro, SAG Awards, Producers Guild Awards e Spirit Awards.

Em O lado bom da vida, Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica — mas ele não se lembra o que fez nem quanto tempo ficou por lá. Para trazer a sua vida de volta aos eixos, Pat passa a seguir uma nova filosofia de vida, que inclui entrar em forma, ser gentil e, principalmente, fazer de tudo para se reconciliar com a ex-mulher, Nikki.

O filme de David O. Russell, estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro, também recebeu quatro indicações ao Globo de Ouro, cinco ao Spirit Awards e três ao Bafta. Sua estreia nos cinemas brasileiros será no dia 1° de fevereiro.

Eleito o melhor filme norte-americano de 2012 pelo prestigiado American Film Institute, Argo reconstitui a ousada estratégia da CIA para resgatar um grupo de seis diplomatas que escaparam da invasão à embaixada dos Estados Unidos em Teerã durante a revolução de 1979. Para retirá-los do país, o então agente da CIA Antonio Mendez idealizou um plano inusitado: simular uma produção de Hollywood em busca de locações no Oriente Médio.

O filme dirigido e protagonizado por Ben Affleck concorre em cinco categorias do Globo de Ouro e cinco do Bafta.

testeEstante Intrínseca – LANÇAMENTOS JOVENS DE JANEIRO

12/01 – O lado bom da vida, de Matthew Quick – Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica — mas ele não se lembra o que fez nem quanto tempo ficou por lá. Para trazer a sua vida de volta aos eixos, Pat passa a seguir uma nova filosofia de vida, que inclui entrar em forma, ser gentil e, principalmente, fazer de tudo para se reconciliar com a ex-mulher, Nikki.

A adaptação do comovente e bem-humorado romance de estreia de Matthew Quick chega aos cinemas brasileiros em 1º de fevereiro. Dirigido por David O. Russell (O vencedor) e estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro, O lado bom da vida já foi eleito o melhor Filme do Festival Internacional de Toronto pelo público, recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro e 5 ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente norte-americano.

Assista ao trailer:

18/01 – Finale, de Becca Fitzpatrick – No desfecho da série Hush, Hush, Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás com a morte de Hank. Na ausência do Mão Negra, porém, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim, e era seu dever terminar o que o pai começara – o que, essencialmente, significava destruir a raça dos anjos caídos. Destruir Patch.

Nora nunca deixaria isso acontecer, então ela e Patch bolam um plano: os dois farão com que todo mundo acredite que não estão mais juntos, manipulando, assim, seus respectivos grupos. Mas quando as linhas do combate são finalmente traçadas, eles precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram.

Assista ao book trailer:

21/01 – Muncle Trogg e o Burro Voador, de Janet Foxley – No segundo volume da série, Muncle Trogg, o menor gigante do mundo, está preocupado. O Monte das Lamentações, lar de todos os gigantes, tem dado sinais de que vai explodir, mas tudo que aqueles grandalhões conseguem pensar é em celebrar que os humanos foram embora do sopé da montanha. Sorte a dele que Emily, uma menina que conhecera quando, certa vez, tentou se passar por um garoto humano, não o abandonou – e ela tem uma ideia. Se os gigantes não querem dar ouvidos ao pequeno Muncle, talvez ouçam o mais inteligente e prodigioso dos animais: o Burro Voador!

Ficção e não ficção:

18/01 – Um mundo, uma escola, de Salman Khan – Com mais de 115 milhões de lições vistas no Youtube, o americano Salman Khan é um fenômeno educacional dentro e fora da internet: seus vídeos, que exploram 40 áreas do conhecimento humano, já foram assistidos por mais de 4 milhões de alunos. Em Um mundo, uma escola, o fundador da Khan Academy expõe, pela primeira vez, sua visão radical e revolucionária para o futuro do ensino. Ele propõe uma revisão geral do modelo de sala de aula tradicional, empregando a tecnologia para tornar o ensino um processo mais estimulante e participativo, feito sob medida para cada aluno.

Leia a entrevista concedida por Salman Khan à revista Veja, publicada como matéria de capa da edição de 1° de fevereiro.

25/01 – Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello – Leitura obrigatória para todos os amantes do cinema, essa não ficção do jornalista e roteirista Stephen Rebello desvenda os bastidores de Psicose, considerado pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos. O livro parte da história verídica dos crimes que inspiraram o clássico e expõe minuciosamente todas as etapas de produção do filme, além de trazer entrevistas com o próprio diretor, o elenco e a equipe envolvida nas filmagens.

Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose inspirou o filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, protagonizado por Anthony Hopkins e Helen Mirren — que acaba de ser indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Awards por sua atuação como Alma, esposa do famoso diretor. Com previsão para estreia nacional em 8 de fevereiro e distribuição pela Fox, a produção ainda tem Scarlett Johansson como Janet Leigh, a estrela da célebre cena do chuveiro.

Assista ao trailer legendado:

testeEstante Intrínseca – LANÇAMENTOS DE JANEIRO

12/01 – O lado bom da vida, de Matthew Quick – Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica — mas ele não se lembra o que fez nem quanto tempo ficou por lá. Para trazer a sua vida de volta aos eixos, Pat passa a seguir uma nova filosofia de vida, que inclui entrar em forma, ser gentil e, principalmente, fazer de tudo para se reconciliar com a ex-mulher, Nikki.

A adaptação do comovente e bem-humorado romance de estreia de Matthew Quick chega aos cinemas brasileiros em 1 de fevereiro. Dirigido por David O. Russell (O vencedor) e estrelado por Bradley Cooper (Se beber não case), Jennifer Lawrence (Jogos vorazes) e Robert De Niro, O lado bom da vida já foi eleito o melhor Filme do Festival Internacional de Toronto pelo público, recebeu 4 indicações ao Globo de Ouro e 5 ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente norte-americano.

Assista ao trailer:

18/01 – Um mundo, uma escola, de Salman Khan – Com mais de 115 milhões de lições vistas no Youtube, o americano Salman Khan é um fenômeno educacional dentro e fora da internet: seus vídeos, que exploram 40 áreas do conhecimento humano, já foram assistidos por mais de 4 milhões de alunos. Em Um mundo, uma escola, o fundador da Khan Academy expõe, pela primeira vez, sua visão radical e revolucionária para o futuro do ensino. Ele propõe uma revisão geral do modelo de sala de aula tradicional, empregando a tecnologia para tornar o ensino um processo mais estimulante e participativo, feito sob medida para cada aluno.

Leia a entrevista concedida por Salman Khan à revista Veja, publicada como matéria de capa da edição de 1° de fevereiro.

25/01 – Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose, de Stephen Rebello – Leitura obrigatória para todos os amantes do cinema, essa não ficção do jornalista e roteirista Stephen Rebello desvenda os bastidores de Psicose, considerado pelo American Film Institute o melhor thriller de todos os tempos. O livro parte da história verídica dos crimes que inspiraram o clássico e expõe minuciosamente todas as etapas de produção do filme, além de trazer entrevistas com o próprio diretor, o elenco e a equipe envolvida nas filmagens.

Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose inspirou o filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, protagonizado por Anthony Hopkins e Helen Mirren — que acaba de ser indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Awards por sua atuação como Alma, esposa do famoso diretor. Com previsão para estreia nacional em 8 de fevereiro e distribuição pela Fox, a produção ainda tem Scarlett Johansson como Janet Leigh, a estrela da célebre cena do chuveiro.

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Ficção para jovens:

18/01 – Finale, de Becca Fitzpatrick – No aguardado desfecho da série Hush, Hush, Nora e Patch pensavam que seus problemas tinham ficado para trás. No entanto, na ausência do Mão Negra, Nora foi forçada a se tornar líder do exército nefilim e terminar o que seu pai começara. Quando as linhas do combate são finalmente traçadas, Nora e Patch precisam encarar suas diferenças ancestrais e decidir entre ignorá-las ou deixá-las destruir o amor pelo qual sempre lutaram. [Leia mais]

21/01 – Muncle Trogg e o Burro Voador, de Janet Foxley – No segundo volume da série, Muncle Trogg, o menor gigante do mundo, está preocupado. O Monte das Lamentações, lar de todos os gigantes, tem dado sinais de que vai explodir, mas tudo que aqueles grandalhões conseguem pensar é em celebrar que os humanos foram embora do sopé da montanha. Mas se os gigantes não querem dar ouvidos ao pequeno Muncle, talvez ouçam o mais inteligente e prodigioso dos animais: o Burro Voador! [Leia mais]

 

testeArgo é eleito o melhor filme do ano pelo American Film Institute

O thriller político Argo, dirigido e protagonizado por Ben Affleck, foi eleito o melhor filme norte-americano de 2012 pelo prestigiado American Film Institute. Baseado no livro de não ficção escrito por Antonio Mendez e Matt Baglio, Argo reconstitui a ousada estratégia da CIA para resgatar um grupo de seis diplomatas norte-americanos que fugiu da invasão à embaixada dos Estados Unidos em Teerã durante a revolução de 1979. Para retirá-los do país, o então agente da CIA Antonio Mendez idealizou um plano inusitado: simular a equipe de uma produção de Hollywood em busca de locações no Oriente Médio.

Leia também: Antonio Mendez fala ao jornal O Globo sobre a colaboração entre a CIA e Hollywood e como foi ser interpretado por Ben Affleck

Além do filme de Affleck, o ranking do AFI tem O lado bom da vida (Silver Linings Playbook), comédia com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro que chega aos cinemas nacionais em 8 de fevereiro de 2013. Inspirado no livro homônimo de Matthew Quick, que será publicado pela Intrínseca em janeiro, O lado bom da vida recebeu cinco indicações ao Spirit Awards, o Oscar do cinema independente norte-americano. A cerimônia de premiação será em 23 de fevereiro.

Confira a lista completa de melhores filmes de 2012 segundo o American Film Institute:

Argo
As Aventuras de Pi
Batman — O Cavaleiro das Trevas ressurge
Django livre
A hora mais escura
Indomável sonhadora
O lado bom da vida
Lincoln
Os miseráveis
Moonrise Kingdom