teste5 livros para (re)descobrir seu amor pela ciência

Cientistas geralmente não são os primeiros da lista quando pensamos nos principais personagens de histórias incríveis. Quase sempre imersos em pesquisas e estudos, não imaginamos que essas mentes brilhantes possam ter histórias incríveis para contar.

Pensando nisso, separamos livros que vão fazer até mesmo o pior aluno de ciências se apaixonar pelos mistérios do Universo. Confira:

 

Uma breve história do tempo, de Stephen Hawking

Como falar de cientistas fantásticos sem mencionar Stephen Hawking? Considerado um dos mais importantes cientistas da atualidade, ele fez descobertas sobre a natureza do tempo e o funcionamento dos buracos negros. Suas teorias revolucionárias também elevaram seu nome ao patamar de gênios como Galileu, Newton e Einstein. Mesmo sofrendo de esclerose lateral amiotrófica, que o prendeu a uma cadeira de rodas e o privou de todos os movimentos, nada o impediu de se tornar um dos maiores cientistas da história.

Em Uma breve história do tempo, um clássico da divulgação científica, Hawking apresenta ilustrações criativas e bom humor ao desvendar desde os mistérios da física de partículas até a dinâmica que movimenta centenas de milhões de galáxias por todo o Universo.

 

Endurance: Um ano no espaço, de Scott Kelly

Muita coisa pode acontecer em um ano no espaço. Após retornar de um dos maiores períodos a bordo da Estação Espacial Internacional, o astronauta americano Scott Kelly trouxe consigo uma mensagem de esperança que inspirará as próximas gerações.

Em seu relato, a humanidade, a compaixão, o bom humor e a determinação ficam visíveis à medida que ele conta sobre a infância nos Estados Unidos e a inspiração durante a juventude que culminou em sua surpreendente carreira, além da certeza de que Marte é o próximo grande desafio dos Estados Unidos no que se refere ao espaço.

 

História da sua vida e outros contos, de Ted Chiang

Como a ciência pode nos emocionar? Em sua coletânea de contos, Ted Chiang apresenta histórias que vão da Torre de Babel à chegada de alienígenas na Terra. São narrativas incríveis que nos fazem refletir sobre a cultura, a tecnologia, nossos relacionamentos e a sociedade.

O conto “História da sua vida” inspirou o emocionante filme A chegada, com Amy Adams e Jeremy Renner, e é apenas uma das diversas histórias que vão fazer você se apaixonar por esse livro.

 

Matéria escura, de Blake Crouch

Das mais simples às mais complexas, a vida é uma sucessão de escolhas. De bobagens como “Onde vamos almoçar?” até os grandes questionamentos como “Qual curso fazer na faculdade?”, as escolhas alteram nosso futuro. Mas e se a cada vez que tomamos uma decisão, o universo se dividisse: um no qual tomamos a decisão A e outro no qual tomamos a decisão B? Esse é o conceito que o premiado cientista Jason Dessen busca explicar em sua pesquisa secreta.

Em Matéria escura, Blake Crouch, autor da trilogia Wayward Pines, explora as inúmeras possibilidades que a vida pode nos apresentar. No livro, Jason é raptado e se vê em uma realidade que parece outra versão da sua vida. Preso em um laboratório, ele precisa descobrir como recuperar a família que tanto ama.

 

Aniquilação, de Jeff VanderMeer

Na série Comando Sul, um lugar inóspito conhecido como Área X entra em um silêncio misterioso após um incidente. Cabe a uma organização governamental enviar expedições para a região — mas a natureza começa a agir de formas estranhas. Mesclando ficção científica e terror, Aniquilação, o primeiro volume da série, é o relato da décima primeira expedição, na qual nada sai como o esperado. A história chegará aos cinemas em 2018, com Natalie Portman no papel principal.

teste10 livros para aproveitar o Carnaval

Para curtir entre um bloco e outro, para levar na bagagem ou para fugir da agitação: separamos dez leituras para você aproveitar esses cinco dias de Carnaval.

 

Pequenas grandes mentiras, de Liane Moriarty

Um misterioso crime aconteceu em uma festa à fantasia. Enquanto as investigações e fofocas transcorrem, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty inspirou a nova série da HBO: Big Little Lies, com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. A trama explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro. [Leia +]

 

A viúva, de Fiona Barton

Leitura perfeita para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. O celebrado romance de estreia da jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime do qual o marido era suspeito. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita. [Leia +]

 

Uma pergunta por dia

Há quem diga que o ano só começa depois do Carnaval. Então se você ainda não está registrando suas memórias de 2017, o momento não poderia ser melhor!

Uma pergunta por dia convida o leitor a anotar, todos os dias, suas respostas a uma variedade de questões, das mais simples às mais complicadas, como “Para onde você quer fazer sua próxima viagem?” ou “Escreva a primeira linha da sua autobiografia”. Em cada página há espaço para cinco respostas, uma por ano, ao longo de cinco anos. Com o passar do tempo, quando voltar a um dia já anotado, você encontrará seus pensamentos anteriores, num exercício divertido e construtivo de recordar e refletir. 

 

Paris para um e outros contos, de Jojo Moyes

Nada melhor para relaxar do que dez histórias divertidas e apaixonantes escritas por Jojo Moyes, autora de romances inesquecíveis como A última carta de amor e Como eu era antes de você.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação de trem, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor.

 

Como eu era antes de você, de Jojo Moyes

Falando em Jojo Moyes, se você ainda não leu Como eu era antes de você aproveite o feriado! A história de amor de Will e Lou emocionou leitores do mundo inteiro e chegou aos cinemas ano passado em uma adaptação bem fiel estrelada por Emilia Clarke e Sam Claflin.

Mas se você já leu, nossa dica é a continuação Depois de você. [Leia +]

 

Matéria escura, de Blake Crouch 

Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX. [Leia +]

 

Cinquenta tons mais escuros, de E L James

Para celebrar a estreia da segunda parte do romance de Christian Grey e Anastasia Steele nos cinemas, lançamos uma edição especial de Cinquenta tons mais escuros com capa inspirada no cartaz do filme. Além disso, a nova edição tem fotos e comentários de E L James sobre os bastidores das gravações e um trecho antecipado de Cinquenta tons mais escuros pelos olhos de Christian, próximo romance da autora. [Leia +]

 

Aconteceu naquele verão, organizado por Stephanie Perkins

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. Em qualquer lugar do mundo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar…

Ideal para quem adora história de amor, Aconteceu naquele verão reúne doze contos apaixonantes e surpreendentes de doze escritores amados como Cassandra Clare e Veronica Roth. Com as mais diversas referências que agradam desde o leitor mais romântico até os fãs do seriado Black Mirror. [Leia +]

Série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares

Com fotografias sinistras e uma narrativa emocionante, o sombrio universo criado por Ransom Riggs conta a história de Jacob Portman, um garoto de 16 anos, que precisa superar a misteriosa morte do avô e parte em busca de respostas.

Em O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Jacob segue as pistas deixadas pelo avô que o levam a um casarão abandonado numa remota ilha do País de Gales. O local abrigava crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Nas sequências Cidade dos etéreos e Biblioteca de almas acompanhamos a batalha de Jacob e seus companheiros na batalha pela sobrevivência dos peculiares.

 

Não se enrola, não, de Isabela Freitas

“Enrolar-se: pensar de um jeito e fazer exatamente o contrário.” Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra em seu terceiro livro os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona. [Leia +]

testeMatéria escura, constantes e variáveis

Das mais simples às mais complexas, a vida é uma coleção de escolhas. De bobagens como “Qual curso fazer na faculdade?” até os grandes questionamentos da vida como “Onde vamos almoçar?”, as escolhas alteram nosso destino, e, após tomada uma decisão, não é possível saber o que aconteceria se optássemos por arquitetura e salada, em vez de publicidade e hambúrguer.

Mas e se fosse possível? E se cada vez que tomamos uma decisão, o universo se dividisse: um no qual tomamos a decisão A e outro idêntico até o ponto no qual a decisão B foi tomada? Esse é o conceito que o cientista premiado Jason Dessen busca explicar em sua pesquisa secreta.

Ao menos em uma versão do universo. Em outra, Jason Dessen teria sido um professor humilde em sua cidade natal de Chicago, um feliz pai de família, que vive à sombra de um ex-colega de faculdade.

Em Matéria escura, Blake Crouch, autor da trilogia Wayward Pines, explora as possibilidades de imaginarmos outras versões de nós mesmos. No livro, Jason é raptado e se vê em uma realidade que parece outra versão da sua vida. Preso em um laboratório, ele precisa descobrir como recuperar a família que tanto ama.

“Se existem mundos infinitos, como faço para encontrar aquele que é singularmente, especificamente, o meu?”

Um thriller de ficção científica irresistível sobre escolhas, caminhos não tomados e até onde somos capazes de ir para conquistarmos a vida que sonhamos, Matéria escura teve seus direitos comprados para o cinema quando ainda era um manuscrito de 150 páginas. O filme será lançado pela Sony Pictures, ainda sem data confirmada. O diretor de blockbusters como Independence Day, Roland Emmerich, está cotado para a produção.

>>Leia um trecho de Matéria escura

testeLançamentos de fevereiro

Confira as sinopses e trechos dos livros que publicaremos neste mês:

Paris para um e outros contos, de Jojo MoyesCom mais de 20 milhões de livros vendidos em todo o mundo, Jojo Moyes se consagrou autora de grandes romances. Paris para um e outros contos apresenta um novo lado da criadora de Como eu era antes de você com dez histórias divertidas e apaixonantes.

No conto que dá título ao livro, a jovem Nell planeja um final de semana romântico em Paris com o namorado e fica sabendo, já na estação, que ele desistiu de acompanhá-la. Sozinha em um país estrangeiro, Nell descobre uma nova versão de si mesma, independente e corajosa. Já em “Lua de mel em Paris”, que fecha a coletânea, Jojo Moyes brinda os leitores com um reencontro com as personagens do best-seller A garota que você deixou para trás, Liv e Sophie, que, separadas por algumas décadas, acreditam que o casamento é apenas o início de suas histórias de amor. [Leia +] [Leia um trecho]

A viúva, de Fiona BartonUm marido amoroso ou um assassino cruel? Em seu celebrado romance de estreia, a jornalista Fiona Barton reconstrói um crime imperdoável por meio de três perspectivas diferentes (a viúva do suspeito, o detetive que lidera a investigação e a jornalista que cobre o caso) ao mesmo tempo em que faz uma análise impiedosa de um relacionamento complexo.

Na trama, Jean Taylor deixou de contar, ao longo dos anos, muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar o papel de esposa perfeita.

Leitura indicada para quem gosta de thrillers como Garota exemplar, de Gillian Flynn. [Leia +] [Leia um trecho]

Pequenas grandes mentiras — edição especial com capa inspirada na série, de Liane MoriartyA história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular, chegará às livrarias em uma edição especial com capa inspirada no cartaz da nova série da HBO: Big Little Lies.

A adaptação do romance de Liane Moriarty tem estreia na TV marcada para 19 de fevereiro e conta com a produção de Reese Witherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas. A direção é de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas e Livre). [Leia +] 

A verdade é teimosa: diários da crise que adiou o futuro, de Míriam Leitão Com 25 anos de colunismo diário em O GloboMíriam Leitão está acostumada a ver além dos acontecimentos. Para a jornalista, a crise pela qual o Brasil passa hoje já estava anunciada havia muito tempo, pois o governo fechou os ouvidos a todos os alertas e a todas as críticas, enquanto fazia escolhas desastrosas.

Em seu novo livro, A verdade é teimosa, Míriam apresenta 118 textos produzidos desde 2010, quando falar em crise econômica parecia um verdadeiro atrevimento, até novembro de 2016, quando o governo Temer atravessava momentos de grande instabilidade política. Com uma linguagem clara, a obra examina os antecedentes que levaram à recessão, à desordem fiscal e à inflação, bem como aos momentos mais agudos da crise em si. [Leia +] 

Matéria escura, de Blake Crouch Você é feliz com a vida que tem? Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. Neste novo mundo, ele leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que este é mesmo seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX.  [Leia +] [Leia um trecho]

Às urnas, cidadãos!, de Thomas PikettyAutor do impactante O capital no século XXI, Piketty revolucionou para sempre o pensamento econômico contemporâneo. Nas mais de cinquenta crônicas que compõem Às urnas, cidadãos!, ele analisa de modo incisivo assuntos de extrema relevância para a economia mundial, como as dívidas nacionais, a redistribuição de recursos e a fragmentação do bloco europeu.

Diante de países que pouco se importam com seus vizinhos, qual seria a solução? Para responder a essa e a outras perguntas, Piketty critica os egoísmos nacionais, lança um amplo olhar sobre a economia global e acompanha a escalada da desigualdade além da Europa, ao discutir a situação de Estados Unidos, África do Sul, Brasil, Índia, Oriente Médio e China. [Leia +] 

Eu e você no fim do mundo, de Siobhan VivianEnquanto alguns se preocupam com o presente, fazem planos para o futuro e passam os dias empacotando suas coisas para mudar de cidade, Keeley e seus colegas do ensino médio decidem aproveitar ao máximo o tempo que ainda têm juntos em Aberdeen. Para ela, é o momento perfeito para tomar coragem e se declarar para o garoto que sempre amou, Jesse Ford.

A vida de Keeley está prestes a virar de cabeça para baixo, e a sensação de que não há nada a perder é perfeita para dar a ela a coragem de fazer o que normalmente não faria. Ou falar o que não falaria. E o risco quase sempre vale a recompensa. Quase sempre. [Leia +] [Leia um trecho]

testeLeia um trecho de Matéria escura, de Blake Crouch

Obra do autor da trilogia Wayward Pines chega às livrarias em 20 de fevereiro

Você é feliz com a vida que tem?

Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca.  Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura é uma criação de Blake Crouch, também autor da trilogia Wayward Pines, que deu origem à série de TV exibida pela FOX.  Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

 

Leia um trecho de Matéria escura:
Capítulo Um

Adoro as noites de quinta-feira.

Parecem suspensas no tempo.

É uma tradição nossa, só nós três: a noite em família.

Meu filho, Charlie, está sentado à mesa desenhando num bloco grande. O garoto tem quase quinze anos. Cresceu cinco centímetros nos últimos meses e agora está da minha altura.

Paro de cortar a cebola por um momento e me viro para ele.

— Posso ver?

Charlie ergue o bloco de desenho e me mostra uma cadeia de montanhas que parece a paisagem de outro planeta.

— Adorei — digo. — Fez só por fazer?

— Trabalho da escola. Para amanhã.

— Então continue, seu atrasadinho.

Aqui neste momento, feliz e ligeiramente embriagado em minha cozinha, nem imagino que hoje à noite tudo isso acabará. Será o fim de tudo que conheço, tudo que amo.

Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso o que torna a tragédia tão trágica. Não é apenas o que acontece, mas como acontece: um soco que vem do nada, quando você menos espera. Não dá tempo de se esquivar ou se proteger.

Os spots de luz brilham na superfície do vinho e a cebola está começando a fazer meus olhos arderem. Na sala, um disco de Thelonious Monk gira na vitrola. O som das gravações analógicas é de uma riqueza que nunca me cansa, em especial o crepitar da estática entre uma faixa e outra. Pilhas e mais pilhas de vinis raros enchem a sala. Vivo prometendo a mim mesmo que algum dia vou tirar um tempinho para organizar tudo.

Minha esposa, Daniela, está sentada ao balcão da cozinha, girando a taça de vinho quase vazia numa das mãos e mexendo no celular com a outra. Ela sente meu olhar e sorri, sem tirar os olhos da tela.

— Eu sei, estou violando o princípio fundamental da noite em família.

— O que tem aí de tão importante? — pergunto.

Daniela ergue seus olhos escuros de espanhola.

— Nada.

Vou até ela, pego calmamente o celular de sua mão e o coloco na bancada.

— Você podia fazer o macarrão — digo.

— Prefiro ver você cozinhar.

— Ah, é? — Depois, mais baixo: — Fica excitada?

— Não. É que é mais divertido ficar só bebendo, sem fazer nada.

Sinto seu hálito adocicado pelo vinho, e ela abre aquele seu sorriso arquitetonicamente impossível, que ainda me deixa louco.

Termino minha taça.

— Mais uma garrafa?

— Acho que é nosso dever.

Enquanto manipulo o saca-rolhas, ela volta a pegar o celular para me mostrar a tela.

— Estava lendo uma crítica da Chicago Magazine sobre a exposição de Marsha Altman.

— Foram bonzinhos com ela?

— Aham. Quase uma carta de amor.
— Que bom para ela.
— Sempre achei que…

Ela não termina a frase, mas nem precisa. Quinze anos atrás, antes de nos conhecermos, Daniela era uma promessa no cenário artístico de Chicago. Tinha um estúdio em Bucktown, já exibira seus trabalhos em uma meia dúzia de galerias e acabara de conseguir sua primeira exposição individual em Nova York. Então veio a vida. Eu. Charlie. Uma incapacitante depressão pós-parto.

Descarrilamento.

Hoje, ela dá aulas particulares de arte para alunos do fundamental.

— Não é que eu não fique feliz por ela. Marsha é brilhante, ela merece.

— Caso sirva de consolo, esses dias mesmo Ryan Holder ganhou o Pavia — comento.

— O que é isso?

— Um prêmio multidisciplinar, concedido por realizações nas ciências físicas e naturais. No caso de Ryan, foi por um trabalho em neurociência.

— E ganha uma bolada?

— Um milhão de dólares. Honrarias. Financiamentos de pesquisas.

— Assistentes gostosas?

— Esse é o maior prêmio, claro. — Então, acrescento: — Ryan me chamou para uma comemoração informal hoje, mas eu nem vou.

— Por quê?

— Porque hoje é a nossa noite.

— Devia ir.

— Prefiro ficar aqui, de verdade.

Daniela ergue a taça vazia.

— Então você está me dizendo que hoje nós dois temos bons motivos para beber muito.

Dou um beijo nela e encho sua taça com o vinho que acabei de abrir.

— Você podia ter ganhado esse prêmio — diz Daniela.

— Você podia ser o maior nome no cenário artístico desta cidade.

— Mas fizemos isto. — Ela indica o amplo espaço em volta, referindo-se à nossa casa de pé-direito alto. Comprada com o dinheiro da herança que ganhei numa época pré-Daniela. — E aquilo — acrescenta, apontando para Charlie.

Ele desenha com uma intensidade tão linda que lembra a mãe quando está concentrada em alguma pintura.

É estranho ter um filho adolescente. Uma coisa é criar um menininho, e outra, completamente diferente, é uma pessoa quase adulta esperar que você a ensine a viver. Sinto que tenho pouco a oferecer. Sei que alguns pais enxergam o mundo com clareza e confiança, que sabem exatamente o que dizer aos filhos, mas não sou um deles. Quanto mais envelheço, menos entendo as coisas. Amo meu filho. Charlie é tudo para mim. No entanto, não consigo fugir à sensação de que estou em falta com ele. Lançando-o aos lobos sem nenhum recurso além das migalhas de minha perspectiva incerta.

Abro o armário ao lado da pia e começo a procurar um pacote de fettuccine.

— Seu pai podia ter ganhado o Nobel — diz Daniela a Charlie.

Dou uma risada.

— Isso é um exagero.

— Não deixe que ele engane você, Charlie. Seu pai é um gênio.

— São seus olhos — respondo. — E o vinho.

— É verdade, você sabe que é. A ciência não avança mais por sua culpa, porque você ama sua família.

Só me resta sorrir. Quando Daniela bebe, três coisas acontecem: seu sotaque original aflora, ela se torna agressivamente gentil e tudo que fala tende à hipérbole.

— Seu pai me disse uma vez… nunca vou esquecer… que a pesquisa científica consome a vida de uma pessoa. Ele disse…

Por um instante, para minha surpresa, a emoção toma conta de Daniela. Seus olhos ficam marejados e ela balança a cabeça rapidamente, como sempre faz quando sente que está prestes a chorar. No último segundo, ela contém as lágrimas.

— Ele me disse: “No meu leito de morte, quero me lembrar de vocês, não de um laboratório frio e asséptico.”

Olho para Charlie e o flagro fazendo uma careta enquanto desenha.

Provavelmente constrangido com nossa excessiva demonstração sentimental.

Fico olhando para o interior do armário enquanto espero o nó na garganta desatar.

Quando passa, pego o macarrão e fecho o armário.

Daniela toma o vinho.

Charlie desenha.

O momento passa.

— Onde é a festa do Ryan? — pergunta Daniela.

— No Village Tap.

— É o seu bar preferido, Jason.

— E daí?

Ela se aproxima e pega o pacote de macarrão da minha mão.

— Vá tomar um drinque com seu velho amigo de faculdade. Diga que está orgulhoso dele. Cabeça erguida. E dê os parabéns por mim.

— Não vou dar seus parabéns.

— Por que não?

— Porque ele tem uma queda por você.

— Para com isso.

— É sério. Há um tempão. Desde a faculdade. Não se lembra da última festa que demos no alojamento? Quando ele ficou tentando beijar você?

Ela apenas ri.

— O jantar vai estar na mesa quando você voltar — diz.

— Ou seja, tenho que voltar em…

— Quarenta e cinco minutos.

— O que seria de mim sem você?

Ela me dá um beijo.

— Não vamos pensar nisso. Pego minhas chaves e a carteira no prato de cerâmica que fica ao lado do micro-ondas e vou até a sala. Meus olhos passam brevemente pela luminária de hipercubo acima da mesa de jantar, um presente de Daniela quando completamos dez anos de casados. O melhor que já ganhei.

Quando chego à porta, ela grita:

— Traz sorvete!

— De flocos! — acrescenta Charlie.

Faço sinal de positivo com o polegar.

Não olho para trás.

Não me despeço.

E o momento passa despercebido.

O fim de tudo que conheço, tudo que amo. [Leia +]