testeConheça o spa nada convencional de Liane Moriarty

 

Chega às livrarias neste mês o novo livro da autora de Pequenas grandes mentiras, Liane Moriarty.

Em Nove desconhecidos, nove pessoas se inscrevem em um retiro de transformação total do corpo e da mente em um deslumbrante spa, na esperança de resolverem seus problemas relacionados a autoestima, relacionamentos e questões familiares. Logo nas primeiras horas, contudo, elas percebem que o local é administrado rigorosamente por uma mulher imponente e misteriosa que parece saber muito mais sobre os hóspedes do que seria normal.

Sob duras regras, os hóspedes embarcam em uma jornada peculiar em que aprenderão que a transformação pode custar caro e que nem todas as práticas do spa podem ser consideradas “comuns”.  

Confira um trecho do livro:

 

Frances

Em um dia de janeiro quente e sem nuvens, Frances Welty, antiga autora de romances best-sellers, dirigia sozinha por campos abandonados repletos de arbustos, a noroeste de sua casa em Sydney.

A fita preta da autoestrada se desenrolava hipnoticamente à sua frente enquanto as saídas do ar-condicionado sopravam com força um vento ártico no seu rosto. O céu era um imenso domo azul-escuro que cercava seu carrinho solitário. Era céu demais para o seu gosto.

Ela sorriu ao se lembrar de um daqueles críticos insatisfeitos do TripAdvisor: Eu liguei para a recepção e pedi um céu mais baixo, com mais nuvens, mais confortável. Uma mulher com sotaque carregado disse que não havia outros céus disponíveis! E ela também foi muito grossa! NUNCA MAIS. NÃO JOGUE SEU DINHEIRO FORA.

Frances se deu conta de que talvez estivesse muito perto de enlouquecer. Não, não estava. Estava bem. Perfeitamente sã. Mesmo, de verdade. Ela abriu e fechou as mãos em torno do volante, piscou os olhos ressecados por trás dos óculos escuros e deu um bocejo tão grande que estalou o maxilar.

— Ai — disse, embora não tivesse doído.

Ela suspirou, olhando pela janela em busca de algo que quebrasse a monotonia da paisagem. Devia ser tão difícil e implacável lá fora. Dava para imaginar direitinho: o zumbido das moscas-varejeiras, o grito lúgubre dos corvos e toda aquela luz branca, quente e ofuscante. Era de fato uma vasta terra marrom.

Vamos lá. Quero ver uma vaca, uma plantação, um barracão. Estou vendo com meus próprios olhos algo que começa com… N. Nada.

Ela se remexeu no banco e sua lombar retribuiu com uma pontada de dor tão forte que seus olhos se encheram de lágrimas. — Pelo amor de Deus — disse ela, lamentando-se.

A dor nas costas começara duas semanas antes, no dia em que finalmente aceitara que Paul Drabble havia desaparecido. Estava ligando para a polícia e tentando decidir como ia se referir a ele — seu parceiro, namorado, amante, “amigo especial”? — quando sentiu a primeira pontada. Era o exemplo mais óbvio de dor psicossomática que já existira, mas saber que era psicossomático não fazia doer menos.

Era estranho olhar-se no espelho toda noite e constatar que suas costas continuavam tão macias, brancas e discretamente rechonchudas quanto sempre foram. Ela esperava ver algo terrível, como uma massa retorcida de raízes de árvore.

Conferiu a hora no painel: 14h57. A saída devia estar próxima. Dissera ao pessoal da reserva na Tranquillum House que chegaria por volta de três e meia ou quatro horas e não fizera nenhuma parada imprevista. Tranquillum House era um “resort especializado em saúde e bem-estar”.

Sua amiga Ellen havia indicado o lugar. “Você precisa se cuidar”, dissera ela a Frances depois do terceiro drinque (um excelente Bellini de pêssego branco) durante o almoço na semana anterior.

“Está com uma aparência de merda.”

Ellen tinha feito uma “purificação” na Tranquillum House três anos antes, quando também ficara “esgotada”, “acabada”, “fora de forma” e…

“Sim, sim, já entendi”, interrompera Frances.

“O lugar é bem… fora do comum”, contara Ellen a Frances. “A abordagem deles não é nada convencional. Mudou minha vida.” “Como foi, exatamente, que a sua vida mudou?”, indagara Frances, de forma bem sensata, mas sem obter uma resposta clara.

No fim das contas, tudo parecia se resumir ao branco dos olhos de Ellen, que havia ficado muito branco, absurdamente branco! Além disso, ela perdera três quilos! Embora a Tranquillum House não tivesse a ver com perda de peso, o que Ellen se esforçou muito para esclarecer. Tinha a ver com bem-estar, mas, bom, que mulher reclama de perder três quilos? Ellen, com certeza, não. Frances também não.

Em casa, Frances dera uma olhada no site do lugar. Nunca gostara muito de abnegação, nunca fizera dieta, raramente dizia não quando queria dizer sim ou sim quando queria dizer não. Segundo sua mãe, a primeira palavra gananciosa de Frances fora “mais”. Ela sempre queria mais.

No entanto, as fotos da Tranquillum House a haviam enchido de um anseio estranho e inesperado. Todas tinham uma tonalidade dourada, tiradas durante o nascer ou o pôr do sol, ou então eram filtros que davam essa impressão.

Pessoas felizes de meia-idade faziam a postura do guerreiro em um jardim de rosas brancas ao lado de uma linda casa de campo. Havia um casal sentado em uma das “fontes termais naturais” que cercavam a propriedade. Olhos fechados, cabeça para trás, eles sorriam radiantes enquanto a água borbulhava ao redor. Outra foto mostrava uma mulher aproveitando “uma massagem com pedras quentes” na espreguiçadeira ao lado da piscina azul-esverdeada. Frances havia imaginado aquelas pedras quentes posicionadas com uma simetria maravilhosa ao longo da sua coluna, o calor mágico derretendo a dor.

Enquanto ela sonhava com fontes termais e ioga suave, uma mensagem urgente piscou na tela: Só resta uma vaga no Retiro Exclusivo de Dez Dias Para Transformação Total da Mente e do Corpo! Aquilo a fizera se sentir extremamente competitiva e ela clicou em Reservar agora, embora não acreditasse de fato que só restasse uma vaga. Ainda assim, por via das dúvidas, digitou bem rapidinho as informações do cartão de crédito.

Ficou com a impressão de que dali a meros dez dias ela seria “transformada” de um jeito que “nunca imaginara que fosse possível”. Haveria jejum, meditação, ioga, “exercícios criativos de liberação emocional”. Nada de álcool, açúcar, cafeína, glúten ou laticínios, mas, como tinha acabado de comer o menu degustação do Four Seasons, ela estava cheia de álcool, açúcar, cafeína, glúten e laticínios no corpo, e a ideia de abrir mão de tudo isso não pareceu tão grave. As refeições seriam “personalizadas” para suas “necessidades específicas”.

Antes que sua reserva fosse “aceita”, ela teve que responder a um questionário on-line muito grande e um tanto invasivo sobre seu estado civil, seus hábitos alimentares, seu histórico médico, seu consumo de álcool na semana anterior e assim por diante. Mentiu alegremente. Não era da conta deles. Teve até que enviar uma foto sua tirada nas últimas duas semanas. Escolheu uma do almoço com Ellen no Four Seasons, com um Bellini na mão.

Havia caixinhas que ela devia assinalar indicando o que esperava conquistar naqueles dez dias: tinha de tudo, de “terapia intensiva de casal” a “perda considerável de peso”. Frances assinalou apenas as caixas que pareciam positivas, como “crescimento espiritual”.

 

Nove desconhecidos foi enviado em fevereiro para os assinantes do intrínsecos. Se você ainda não conhece o clube do livro da Intrínseca, confira todas as informações no site e participe!

testeEm entrevista, Nicole Kidman fala sobre Big Little Lies, Meryl Streep e seu novo filme, Boy Erased

Estrela da série Big Little Lies e do aguardado Boy Erased, Nicole Kidman está em um dos melhores momentos de sua carreira. Eleita a Show Woman of the Year pela revista Variety, a atriz concedeu uma entrevista em que comentou sobre os seus grandes projetos.

Inspirada no romance de Liane Moriarty, a adaptação de Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres que vivem em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

Protagonizando e produzindo a série ao lado de Reese Witherspoon, Kidman comentou sobre o reconhecimento do seu trabalho: “Esse é o personagem sobre o qual as pessoas falam comigo mais do que qualquer outro. É provavelmente a coisa mais comercial que fiz em toda a minha carreira.” A atriz, que conquistou o Emmy pela primeira vez ao interpretar Celeste, contou que muitas vezes não se sente confiante. “Quando eu vi a cena da terapia, a que as pessoas realmente responderam, achei péssima. Todos ficaram tipo: ‘Não, não!’ Acho que foi porque eu me senti muito exposta e vulnerável. Foi demais para mim.”

Com todo o sucesso que a série está fazendo na HBO, ninguém menos do que Meryl Streep pediu para ter um papel na produção. “Ela disse: ‘Imagino que agora eu deva me juntar a vocês.’ Nós ficamos chocadas.” Ela ainda revelou que Streep assinou o contrato sem nem mesmo ter lido o roteiro: “Para você ver como ela queria nos apoiar.”

Na próxima temporada de Big Little Lies, Meryl Streep interpretará a sogra de Celeste, personagem de Nicole Kidman. “Eu estava apavorada. Você está atuando com a melhor. Eu fico nervosa de qualquer maneira, mas, na frente dela, não queria que ela pensasse ‘Quem é essa amadora?!’. Também queríamos entregar uma série em que Meryl fosse ótima. Reese e eu ficamos tipo: ‘Queremos isso para ela e para as outras mulheres.’” Quando questionada sobre uma terceira temporada, Kidman respondeu: “Acho que seria difícil reunir todo o grupo, mas gostaríamos de fazer.”

Além da produção da HBO, Nicole Kidman participou de outro grande projeto: Boy Erased. Aposta para o Oscar de 2019, o filme relata a história real de um garoto que se assumiu homossexual aos 19 anos, em uma pequena e conservadora cidade do Arkansas, nos Estados Unidos. Extremamente religiosos, seus pais o inscreveram em um cruel programa de reabilitação que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade.

“Eu odeio que ela tenha feito isso”, disse Kidman sobre a mãe do jovem, sua personagem. “Mas, ao mesmo tempo, ela não fez por maldade. Ela pensou que iria ajudá-lo.”

A biografia que inspirou o filme chega às livrarias em janeiro.

teste3 motivos para assistir a Sharp Objects

Sharp Objects já está no ar, mas talvez você ainda esteja na dúvida se deve assistir à nova produção da HBO. Pode ser que você já tenha lido o livro que deu origem à série, saiba da história por alto ou quem sabe já tenha até mesmo recebido a indicação de algum amigo para assistir e, mesmo assim, não se convenceu de que valia a pena. Para fazer você mudar de ideia, criamos uma lista com curiosidades do elenco e da equipe para provar que a minissérie é imperdível.

 

 1. A atuação de Amy Adams


Se Camille Preaker, a personagem principal, é uma jornalista tentando manter seu emprego em um mercado selvagem, Amy Adams já está com sua carreira mais do que garantida. Apesar de Sharp Objects ser sua primeira série de TV como protagonista, a atriz já foi indicada a 5 Oscar e 7 Globo de Ouro. Além disso, ela esteve em 4 produções indicadas ao Oscar de Melhor Filme e atuou ao lado de 14 indicados ao prêmio de Melhor Ator.

Quando perguntada sobre o motivo que a levou a interpretar Camille, personagem completamente diferente de seus papéis anteriores, a atriz respondeu que estava ávida por um novo desafio.

Além disso, ela ainda é aprendiz de tricô de Meryl Streep.

 

 2. A direção de Jean-Marc Vallée


O diretor canadense ficou conhecido em Hollywood por ser o responsável por grandes atuações nos filmes que dirigiu. A primeira vez que chamou a atenção dos críticos foi com a atuação de Emily Blunt em A Jovem Rainha Vitória. Ele consolidou sua fama alguns anos depois, ao dirigir Clube de Compras Dallas, quando Matthew McConaughey e Jared Leto ganharam o Oscar por suas atuações. No ano seguinte, trabalhou em Livre com Reese Witherspoon e Laura Dern e, mais uma vez, a dupla de protagonistas foi indicada a Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante.

Também foi o responsável por Big Little Lies, série da HBO inspirada no livro de Liane Moriarty que conquistou 4 Globo de Ouro e lhe rendeu um Emmy de Melhor Diretor.

Em 2014, Jean-Marc havia sido escolhido para dirigir o filme da biografia de Janis Joplin e que teve a própria Amy Adams cogitada como protagonista. No entanto, a produção acabou sendo cancelada por problemas jurídicos.

 

3. A chance de conhecer o primeiro romance de Gillian Flynn


A autora de Objetos cortantes, livro que inspirou a série, foi crítica da revista Entertainment Weekly e perdeu o emprego durante a recessão do mercado americano em 2009. Logo depois, escreveu Garota exemplar, que ganhou uma adaptação cinematográfica estrelada por Ben Affleck e Rosamund Pike, indicado a Melhor Roteiro no Globo de Ouro. Garota exemplar, inclusive, foi o primeiro livro a tirar Cinquenta tons de cinza da lista de mais vendidos do The New York Times em 2012.

A autora afirma que já se cansou de personagens femininas heroicas e determinadas e que sente falta de boas e potentes vilãs: “Lados obscuros são importantes. Eles devem ser cultivados como repugnantes orquídeas negras.”

O filme favorito de Gillian Flynn aos 7 anos era Psicose, de Alfred Hitchcock, e ela jura que consegue imitar o sorriso de Norman Bates até hoje.

testeSemana especial Liane Moriarty

O que falar sobre Liane Moriarty? Conhecida por seus best-sellers já publicados pela Intrínseca (Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido), a autora ganha uma semana especial feita por nossos blogueiros parceiros, aproveitando o lançamento de O que Alice esqueceu.

No início do especial foram divulgadas as resenhas sobre o novo livro, que retrata a história de Alice, uma mulher de 29 anos que acredita ter a vida perfeita até que acorda no chão da academia e descobre que dez anos se passaram. Ela agora tem 39 anos, três filhos e um divórcio em andamento. Enquanto tenta descobrir como reverter sua amnésia, ela tem que lidar com a pessoa que se tornou: alguém de quem ela não gosta nem um pouco.

Scheila Flores, do blog Guardiã da Meia-Noite, disse que, mesmo não gostando de livros na terceira pessoa, adorou e se identificou muito: “Mesmo narrado em terceira pessoa (o que não é muito a minha praia), a autora consegue dar um ritmo ágil e delicioso à trama, onde vamos montando pouco a pouco um lindo mosaico sobre a vida de Alice, com capítulos/passagens sob o seu ponto de vista, mas também alternando entre outros personagens muito importantes para a reconstrução da vida dessa mulher que realmente poderia ser qualquer uma de nós.”

Já o blog Além do Livro ressalta que o verdadeiro valor da obra está nas entrelinhas: “Se na superfície O que Alice esqueceu nos faz pensar sobre o amor – seja ele entre homem e mulher, mãe e filho, amigos ou irmãos –, quando entramos em suas camadas mais profundas, a história nos leva além. Reforça o valor das lembranças, mas também revela a beleza do não saber. E nos apresenta novas perspectivas que nos mostram que quase sempre é possível perdoar e reconstruir.”

Laura Brand, do blog Nostalgia Cinza, conta que o livro também traz uma reflexão sobre nós mesmos: “Alice é uma mulher que se vê perdida em níveis bem mais profundos do que sua falta de memória aparenta. Ela percebe que se tornou alguém irreconhecível para si mesma e isso nos faz pensar sobre nossas próprias escolhas e nossas expectativas para o futuro.”

(Foto: @AsasdeTinta)

Em seguida, os outros livros de Liane foram revisitados. O blog A Menina que Comprava Livros fez um ranking com seus favoritos, elegendo como primeiro lugar O segredo do meu marido, lançado em 2014. Opinião compartilhada com a página Resenhas de Algodão, que contou um pouco da sua história com a autora e destacou o trecho: “Nenhum de nós conhece todos os possíveis cursos que nossas vidas poderiam ter tomado. E provavelmente é melhor assim. Alguns segredos devem ficar guardados para sempre.” Para o blog Por Essas Páginas, contudo, o favorito é Pequenas grandes mentiras, que deu origem à série Big Little Lies, da HBO. Eles descreveram o livro como “envolvente e surpreendente, escrito por uma autora que não tem medo de enfiar o dedo na ferida”.

(Foto: @stebookaholic)

Além disso, ao longo da semana os blogueiros também falaram sobre os principais temas trabalhados por Liane e as adaptações de suas obras para os meios audiovisuais. Todo o conteúdo do especial pode ser conferido aqui:

Resenha O que Alice esqueceu:

A Mãe Preta | A Menina que Comprava Livros | Abdução Literária | Além do Livro | Asas de Tinta | Borogodó | Colecionando Primaveras | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Kids Indoors | Livro In Cena | Magia Literária | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando Livros | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Sobre um Livro | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Viagem Literária | Viaje na Leitura

Outros livros da autora:

A Menina que Comprava Livros | Além do Livro | Conjunto da Obra | Danuza e os Livros | Entrando Numa Fria | Eu Insisto | Feed Your Head | Guardiã da Meia-Noite | Hey Evellyn | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Parafraseando LivrosPipoca Nerd | Por Essas Páginas | Resenhas de Algodão | Talvez Geek | Vagando e Divagando | Vai Lendo |  Viaje na Leitura 

Os temas de Liane:

Conjunto da Obra | Entrando Numa Fria | Guardiã da Meia-Noite | SteBookaholic | Mais Que Livros | Nostalgia Cinza | Por Essas Páginas | Viaje na Leitura 

Adaptações para TV e cinema:

Danuza e os Livros | Feed Your Head | Livro Lab | Mais Que Livros | Portal Ju Lund | Vagando e Divagando 

Depois de conhecer melhor o estilo inconfundível da autora, a conclusão é clara: seja pelo mistério, pelas reviravoltas ou pelos personagens que são gente como a gente, O que Alice esqueceu, Pequenas grandes mentiras, Até que a culpa nos separe e O segredo do meu marido são livros que você não vai querer parar de ler. 

 

Leia um trecho de O que Alice esqueceu

testeDivulgada estreia de Objetos cortantes, série da HBO inspirada na obra de Gillian Flynn

Objetos Cortantes, nova minissérie da HBO estreia em 8 de julho. Protagonizada por Amy Adams (A Chegada Animais Noturnos), a série será dirigida por Jean-Marc Vallée, responsável pelo filme indicado ao Oscar Clube de Compras Dallas e por Big Little Lies, série inspirada no romance de Liane Moriarty que levou oito prêmios Emmy.

Após o sucesso das adaptações para o cinema de Lugares escuros Garota exemplar, das quais Gillian Flynn participou como roteirista, a escritora também atua como produtora de Objetos Cortantes, série que terá oito episódios no total. O primeiro será roteirizado por Marti Noxon, que escreveu episódios de Glee Mad Men. Além de ser responsável pela produção, Flynn também escreverá alguns dos episódios da série.

Com reviravoltas surpreendentes, Objetos cortantes narra o retorno da repórter Camille Preaker, recém-saída de um hospital psiquiátrico, à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

testeReese Witherspoon e Kerry Washington vão adaptar romance de Celeste Ng

Reese Witherspoon e Kerry Washington estarão juntas em um projeto poderoso! As atrizes vão adaptar e estrelar Pequenos incêndios por toda parte, romance de Celeste Ng, que será publicado em maio no Brasil. A atração será exibida pela plataforma de serviço de streaming Hulu, que detém os direitos de transmissão de The Handmaid’s Tale.

Reese escolheu Pequenos incêndios por toda parte para seu Clube do Livro em setembro do ano passado e desde então virou embaixadora da história. Empolgada, comprou os direitos de adaptação do romance para sua produtora Hello Sunshine, responsável também pela bem-sucedida série Big Little Lies.

A história de Pequenos incêndios por toda parte se passa em Shaker Heights, um subúrbio calmo e moderno de Cleveland, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson, que tem como princípio de vida seguir as regras.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com Pearl, sua filha adolescente, e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Mas Mia carrega um passado misterioso e um desprezo ao status quo que ameaça desestruturar essa comunidade tão cuidadosamente ordenada. 

teste4 coisas que aprendemos com mulheres empoderadas

Cada vez mais mulheres se empoderam e, ao se empoderarem, tornam-se uma espécie de farol para muitas outras. No Dia Internacional da Mulher, separamos algumas coisas que aprendemos com esses grandes exemplos.

1.Acredite na sua capacidade

Reese Witherspoon se cansou dos papéis femininos rasos, que retratavam mulheres dependentes de homens para qualquer situação de crise, e fundou a própria produtora para realizar filmes e séries escritos por mulheres sobre mulheres fortes e complexas. Foi assim que a atriz produziu o filme Garota Exemplar e a série Big Little Lies, ambos altamente premiados. 

2.Esse é o nosso momento

No Globo de Ouro desse ano, Oprah Winfrey falou sobre como se inspirou em homens e mulheres que não baixaram a cabeça e lutaram para ter sua voz ouvida. Mulheres que suportaram anos de opressão e se arriscaram para compartilhar sua história, mesmo que não percebessem de imediato a influência direta de suas ações. Podemos observar o impacto agora, com o surgimento de movimentos dentro da indústria do entretenimento contra os abusos e a desigualdade salarial. Esse é o nosso momento.  

3.Você não precisa seguir um padrão para ser “aceita”

Vivemos em uma sociedade cheia de pressões estéticas e padrões inalcançáveis. Travamos uma batalha contra nossos próprios corpos todos os dias. Apesar da promessa de que tudo será perfeito quando atingirmos esse padrão, sabemos que não é verdade. Devemos nos lembrar que o que importa é ser feliz.

4. Precisamos nos ajudar

Em seu discurso para o TEDx São Paulo, Taís Araújo lembrou como mulheres são silenciadas e desqualificadas o tempo inteiro, principalmente mulheres negras. Se quisermos viver em uma sociedade mais justa, precisamos nos ajudar. As pequenas ações são valiosas e capazes de mudar o mundo.

testeMeryl Streep é confirmada em Big Little Lies

Meryl Streep foi confirmada na segunda temporada de Big Little Lies! A atriz vai interpretar  Mary Louise Wright, mãe de Perry (Alexander Skarsgård), marido de Celeste (Nicole Kidman).

Essa é uma rara participação de Meryl na televisão. A última vez que ela interpretou um papel na TV foi na minissérie Angels in America, em 2003. A HBO confirmou também que a segunda temporada terá sete episódios com roteiro de David E. Kelley e direção e produção executiva de Jean-Marc Vallée. 

Big Little Lies foi inspirada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, que conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos das três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A segunda temporada tem previsão de estreia para 2019.

testeProtestos contra assédio sexual marcam cerimônia do Globo de Ouro

Big Little Lies foi eleita a melhor série limitada ou filme para a TV

Em uma noite totalmente diferente da dos anos anteriores, a 75ª cerimônia do Globo de Ouro, em Los Angeles, foi marcada por protestos e discursos contra o assédio sexual e o machismo. Com as atrizes vestidas de preto em solidariedade às vítimas de abuso, a premiação teve um viés mais político e reforçou a nova fase da indústria do cinema.

O tradicional tapete vermelho, onde as estrelas apresentam os looks criados por estilistas famosos, foi também um espaço para falar sobre os direitos das mulheres, reforçar as denúncias sofridas e apoiar movimentos como “Time’s up” (O tempo acabou, em tradução livre) e #Metoo (Eu também).

Um dos momentos mais importantes da noite foi o discurso de Oprah Winfrey, apresentadora, atriz, produtora e empresária, ao ser homenageada pelo conjunto de sua obra com o Prêmio Cecil B. DeMille. No palco, Oprah falou sobre sua história, racismo, empoderamento e não se esqueceu de ressaltar que era a primeira mulher negra a ganhar esse reconhecimento.

 

Outras mulheres aproveitaram o tempo dedicado aos agradecimentos para homenagear as colegas. Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em minissérie ou filme para TV pelo seu papel em Big Little lies, agradeceu a Reese Witherspoon e Shailene Woodley, e a Liane Moriarty, autora de Pequenas grandes mentiras, livro que deu origem à série. Em Big Little Lies, Nicole interpreta Celeste, uma mulher que tem uma vida aparentemente perfeita, mas sofre violência doméstica.

Em uma das mais belas e sensíveis atuações de sua carreira, Nicole conseguiu levantar com a personagem debates como maternidade, relacionamento abusivo e violência sexual, temas abordados pelos livros de Liane Moriarty.

 

Outro atores de Big Little Lies também receberam prêmios nas categorias de melhor ator coadjuvante, para Alexander Skarsgård, e melhor atriz coadjuvante, para Laura Dern. 

 

Guillermo del Toro também foi destaque na premiação vencendo como melhor diretor pelo filme A forma da água. Mexicano e responsável por longas como Hellboy e O Labirinto do Fauno, ele falou sobre sua carreira em Hollywood e sobre representatividade e latinos na indústria.

A forma da água, inspirado na obra homônima que chega às livrarias em fevereiro, também ganhou na categoria de melhor trilha sonora.

The Shape of Water

Confira a lista com todos os premiados da noite:

Melhor Filme – Drama:

“Três anúncios para um crime”

Melhor Filme – Comédia ou musical:

“Lady Bird: É hora de voar”

Melhor diretor:

Guillermo del Toro (“A forma da água”)

Melhor ator de filme – Drama:

Gary Oldman (“O destino de uma nação”)

Melhor atriz de filme – Drama:

Frances McDormand (“Três anúncios para um crime”)

Melhor ator de filme – Comédia ou Musical:

James Franco (“Artista do desastre”)

Melhor atriz de filme – Comédia ou Musical:

Saoirse Ronan (“Lady Bird: É hora de voar”)

Melhor atriz coadjuvante de filme:

Allison Janney (“Eu, Tonya”)

Melhor ator coadjuvante de filme:

Sam Rockwell (“Três anúncios para um crime”)

Melhor roteiro de filme:

Martin McDonagh (“Três anúncios para um crime”)

Melhor animação:

“Viva: A vida é uma festa”

Melhor filme em língua estrangeira:

“Em pedaços”

Melhor trilha sonora para filme:

Alexandre Desplat (“A forma da água”)

Melhor canção original para filme:

“This is me”, de “O rei do show”

Melhor série – Drama:

“The Handmaid’s Tale”

Melhor série – Musical ou Comédia:

“The Marvelous Mrs. Maisel”

Melhor série limitada ou filme para a TV:

“Big Little Lies”

Melhor ator de série – Drama:

Sterling K. Brown (“This is us”)

Melhor atriz de série – Drama:|

Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”)

Melhor ator de série – Musical ou Comédia:

Aziz Ansari (“Master of None”)

Melhor atriz de série – Musical ou Comédia:

Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”)

Melhor atriz de minissérie ou filme feito para TV:

Nicole Kidman (“Big Little Lies”)

Melhor ator de série limitada ou filme feito para TV:

Ewan McGregor (“Fargo”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV:

Laura Dern (“Big Little Lies”)

Melhor ator coadjuvante para série, minissérie ou filme feito para TV:

Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”)

testeA Forma da água, de Guillermo del Toro, lidera as indicações ao Globo de Ouro

Me chame pelo seu nome e Big Little Lies também são destaques da premiação

Depois de levar o Leão de Ouro de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema e o prêmio de melhor diretor pelos críticos de cinema de Los Angeles, o novo filme de Guillermo Del Toro (Labirinto do Fauno) lidera as indicações ao Globo de Ouro 2017. Foram sete, entre elas Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro de Filme para Guillermo del Toro, Melhor atriz de filme de Drama para Sally Hawkins, Melhor ator coadjuvante de Filme para Richard Jenkins e Melhor atriz coadjuvante de Filme para Octavia Spencer.

Baseado em uma ideia original de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, A forma da água foi desenvolvida desde o início como uma história pensada pelos dois artistas de maneira independente para o cinema e a literatura. No Brasil o filme estreia em 1º de fevereiro e o livro terá lançamento mundial simultâneo em 27 de fevereiro.

 

A história se passa durante a época da Guerra Fria, em Baltimore, em um centro de pesquisa aeroespacial que acaba de receber um bem precioso: um homem anfíbio capturado na Amazônia. O que se desenrola é uma angustiante história de amor entre o anfíbio e uma das zeladoras do laboratório, uma mulher muda que usa a linguagem de sinais para se comunicar com a criatura.

O aguardado Me chame pelo seu nome, que dominou as indicações ao Spirit Awards, premiação dedicada ao cinema independente, e foi eleito pelos críticos de Los Angeles como o melhor filme do ano, conquistou três indicações: Melhor Filme de Drama, Melhor ator de Filme de Drama para Timothée Chalamet e Melhor ator coadjuvante de Filme para Armie Hammer.

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, o filme é inspirado no romance homônimo de André Aciman que publicaremos em 5 de janeiro e narra a primeira (e atordoante) paixão de Elio durante um verão, na década de 1980, na Itália. Filho de um professor universitário que costumava receber jovens escritores para residências literárias, Elio não estava preparado para conhecer o inesquecível Oliver.

 

A nova animação do brasileiro Carlos Saldanha, diretor de A Era do Gelo e Rio, também foi indicada ao Globo de Ouro! Inspirado no clássico da literatura infantil, o Touro Ferdinando concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Home”.

A encantadora história sobre gentileza e respeito às diferenças acaba de chegar às livrarias com uma nova edição em capa dura. O filme estreia em 11 de janeiro.

 

Inspirado na história real de Molly Bloom, americana que comandava a mesa de pôquer clandestina mais exclusiva do mundo, A Grande Jogada recebeu duas indicações: Melhor Roteiro de Filme para Aaron Sorkin, que já levou o Oscar pelo roteiro de A Rede Social, e de Melhor Atriz de Filme de Drama para Jessica Chastain. A produção é baseada no livro de não ficção homônimo que publicaremos em janeiro.

 

Na TV, a série Big Little Lies, uma das grandes vencedoras do Emmy deste ano, foi a recordista com seis indicações. A produção da HBO concorre nas categorias de Melhor Filme para TV ou série limitada, Melhor Atriz para Nicole Kidman e Reese Witherspoon, Melhor atriz Coadjuvante para Laura Dern e Shailene Woodley e Melhor ator coadjuvante para Alexander Skarsgård.

Baseada em Pequenas grandes mentiras, romance de Liane Moriarty, a série conta a história de três mulheres que aparentemente têm uma vida comum em uma pequena cidade da Austrália. Madeline é forte e passional. Celeste é dona de uma beleza estonteante e Jane é uma jovem mãe solteira. Os filhos dessas três mulheres estudam na mesma escola, onde acontece uma misteriosa tragédia.

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro será realizada no dia 7 de janeiro de 2018 em Los Angeles. Confira aqui a lista completa.