testeComo encontrar o propósito que vai guiar a sua vida

Todo mundo conhece alguém que está perdido ou que sempre lamenta não encontrar uma razão para levantar todas as manhãs com alegria e disposição. Entender qual caminho seguir é uma missão difícil, mas a vida pode ser mais prazerosa quando conseguimos descobrir nosso verdadeiro propósito.

Segundo os japoneses, o segredo para tornar essa caminhada mais fácil é encontrar seu ikigai, conceito que pode ser definido como razão de viver. Para eles, é preciso saber o que você ama e o que você faz muito bem, entender o que o mundo precisa e o que você pode ser pago para fazer. 

Ao conseguir responder a essas questões entraremos em um processo de autoconhecimento que nos levará a definir nosso ikigai. Para escrever Ikigai: Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, que chega às livrarias em 14 de março, os autores Francesc Miralles e Héctor García foram até Okinawa, a ilha japonesa de população centenária, e descobriram como esse conceito japonês ajuda as pessoas a viverem felizes por mais tempo.

 

Eles reuniram pela primeira vez em livro, best-seller em vários países, os hábitos e as rotinas que mantêm em dia a saúde da mente, do corpo e do espírito daquele povo. Durante a pesquisa, observaram os segredos dessa população centenária e conversaram com vários mestres da longevidade para mostrar caminhos que podem nos levar a uma vida saudável e mais longa.

O livro é um guia com informações claras e sucintas, que traz listas, informações sobre a dieta dos moradores da ilha, tabelas, ilustrações e exercícios que colocam em suas mãos as ferramentas certas para entender e encontrar seu ikigai.

testeManderley

coluclovis

Cena do filme Rebecca, a mulher inesquecível (Fonte)

Acabo de rever Rebecca, a mulher inesquecível. O filme, de 1940, dirigido por Alfred Hitchcock e produzido por David O. Selznick, é um suspense psicológico de primeira. Baseado no romance homônimo de Daphne du Maurier, best-seller de 1938, o longa-metragem conta a história de uma jovem capiau (seu nome não é citado no filme) que se casa com o milionário Maxim de Winter. O casal vai morar na residência do noivo, à beira-mar, o palácio de Manderley, na Inglaterra. Em sua nova casa, a Sra. de Winter passa a ser assombrada pela lembrança da falecida Rebecca, a primeira esposa de Maxim. Quem mais colabora para criar esse clima lúgubre é a governanta, Sra. Danvers.

Quando estreou no Brasil, no início da década de 1940, o filme causou certa controvérsia, já que sua trama é claramente baseada no romance A sucessora, da escritora carioca Carolina Nabuco (1890-1981). Tanto que antes do lançamento de Rebecca os produtores americanos tentaram arrancar de Carolina, sem sucesso, uma declaração de que a obra de Daphne não era um plágio da sua.

Em Os Guinle, contei que a história de A sucessora foi concebida tendo como inspiração a mansão de Carlos Guinle, na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. No romance de Carolina Nabuco, a propriedade foi assim descrita: “O palácio parecia ter saído, completo e mobiliado, do cérebro de um longínquo arquiteto decorador, sem colaboração alguma dos ocupantes, sem que os donos, receosos de críticas, se arriscassem a concorrer com algo de pessoal.”

Como pesquisei muito a vida do casal Carlos e Gilda Guinle, não consigo imaginar que o casarão da praia de Botafogo fosse um ambiente sem “algo de pessoal”. No entanto, vendo o filme dirigido por Hitchcock, parece que o cenógrafo seguiu mesmo ao pé da letra a ideia de que seu interior seria impessoal. A gigantesca Manderley não é nada aconchegante. Em uma de suas inúmeras salas funcionava o frio escritório do Sr. de Winter e uma ala inteira da propriedade nem sequer era utilizada.

Não tenho nenhuma dúvida de que Rebecca, a mulher inesquecível é plágio. Vendo o filme, que é uma versão da versão de outra versão, consigo reconhecer o DNA dos Guinle: a mansão de uma família de milionários que vive cercada por um batalhão de empregados fiéis. Mesmo sendo o meu livro uma biografia e Rebecca uma obra de ficção, existe algo em comum nas duas narrativas: em ambas o final é surpreendente.

testeToda luz que não podemos ver recebe o Pulitzer de ficção

Foto_Toda luz que nao podemos verToda luz que não podemos ver, romance de Anthony Doerr, foi o grande vencedor do prêmio de ficção da edição 2015 do Pulitzer. Mais de dois mil e quinhentos trabalhos jornalísticos e artísticos foram inscritos nas vinte e uma categorias da tradicional premiação da Universidade de Columbia, cuja lista de vencedores foi divulgada no último dia 20.

Recém-publicado no Brasil, o livro de Anthony Doerr apresenta uma história arrebatadora sobre uma garota francesa cega e um menino alemão durante a Segunda Guerra Mundial. O autor, que também é historiador, levou dez anos para escrever a obra. Finalista do National Book Award em 2014, Toda luz que não podemos ver é também um enorme sucesso de público — já vendeu mais de 1 milhão de exemplares nos Estados Unidos e figura há mais de um ano na lista de best-sellers do The New York Times.

Leia um trecho

testeA Chechênia, segundo Anthony Marra

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Anthony Marra nasceu em Washington, Estados Unidos. Fascinado pelo Leste Europeu, foi estudar literatura chechena na Rússia. Em São Petersburgo, descobriu que o país era muito mais que um lugar frio, rico em história e marcado por conflitos políticos. Em 2006, após o assassinato de Anna Politkovskaya, jornalista opositora do governo de Putin, que cobria a guerra separatista entre Rússia e Chechênia, Marra observou que não existia literatura norte-americana sobre a região e sua história. Surgiu daí a inquietação que levou à criação de seu premiado romance de estreia, Uma constelação de fenômenos vitais, lançado recentemente pela Intrínseca.

O título da obra, segundo o autor, é inspirado na definição do dicionário médico para a palavra “vida”. Ao estabelecer como cenário de seu livro as guerras, ocupações e insurgências que arruinaram a região da Cáucaso desde a década de 1990, Marra transforma um dos períodos mais terríveis da história em uma trama profunda e marcante sobre amizade, perda e laços.

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Uma constelação de fenômenos vitais conta a história de Havaa uma menina de oito anos que observa seu pai ser levado no meio da noite por soldados russos que o acusam de colaborar com rebeldes chechenos. De forma surpreendente, o livro equilibra momentos de violência e extrema delicadeza, experiências traumáticas e lembranças felizes.

Best-seller do The New York Times e do The Washington Post no ano passado, a obra encantou anônimos e famosos, como a atriz Sarah Jessica Parker, que o recomendou em clube de livros, nos Estados Unidos. Além do sucesso de vendas, Anthony Marra recebeu prêmios importantes como o John Leonard, oferecido pelo National Book Critics Circle, e foi finalista em 2013 do National Book Award e do Flaherty-Dunnan First Novel Prize. Marra também ganhou o Pushcart Prize, o Narrative Prize (ambos em 2010) e o Whiting Award (2012).