testeEstante Intrínseca – lançamentos jovens de junho

 


O oceano no fim do caminho
, de Neil Gaiman — A edição brasileira do novo romance adulto do autor de obras icônicas — como a série em quadrinhos Sandman, e os livros StardustDeuses americanos e Coraline — será a única no mundo a chegar às livrarias na mesma data que a edição norte-americana, em 18 de junho.

Sussex, Inglaterra. Um homem de meia-idade volta à casa onde passou a infância para um funeral. A construção não é mais a mesma, e ele é atraído para a fazenda no fim da estrada, onde, aos sete anos, conheceu uma garota extraordinária, Lettie Hempstock. Ao se sentar à beira do lago (o mesmo a que ela se referia como um oceano), o passado esquecido volta de repente. Um passado estranho demais, assustador demais, perigoso demais para ter acontecido de verdade, especialmente com um menino.
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Um herói para WondLa (série WondLa — livro 2), de Tony Diterlizzi — Eva Nove está a bordo de uma aeronave rumo à cidade humana de Nova Ática. Ela tem certeza de que esse é o modo perfeito de começar uma nova vida ao lado de Andrílio, seu amigo cæruleano — em especial após a perda trágica de Mater, a robô que cuidava da menina desde seu nascimento. Contudo, como muitas outras coisas no planeta Orbona, as aparências enganam. No novo lar, Eva não apenas encontra pessoas — esse foi o sonho que guiou sua busca desde o iní cio —, mas também descobre os segredos dos Santuários e o passado de seu mundo. E quando dúvidas vêm à tona, ela se pergunta.

Vovó vigarista, de David Walliams — Com mais de 1 milhão de cópias vendidas somente na Inglaterra, as obras de David Walliams já lhe renderam o National Book Awards de Melhor Livro Infantil. Vovó vigarista, seu primeiro livro publicado no Brasil, ficou em primeiro lugar na lista do Children’s Book Chart e é ilustrado por Tony Ross, que já ganhou diversos prêmios na Europa e nos Estados Unidos. Leia um trecho.

Se você acha que toda vovozinha é igual, precisa conhecer a avó de Ben. Ela poderia se passar por uma senhorinha qualquer: é velha, usa um casaquinho lilás, faz palavras-cruzadas, obriga-o a comer repolho e a ir para a cama às oito horas da noite.  Ben acha tudo isso chato demais. Ou pelo menos achava, até descobrir que a coisa toda não passa de um disfarce: vovó, na verdade, é uma vigarista internacional, a ladra de joias mais procurada do mundo. Agora, juntos, eles vão planejar o maior roubo de todos os tempos.

Ficção e não ficção 

O sinal e o ruído, de Nate Silver — O gênio que previu a eleição de Obama e desbancou analistas e comentaristas políticos de todo o mundo revela seus segredos na não-ficção O sinal e o ruído. Em seu livro, Silver examina casos de sucessos e fracassos para determinar o que os melhores previsores têm em comum em diversos campos de atividade, como ao avaliar o desempenho de um político em campanha, o estrago esperado de um furacão ou o avanço de uma epidemia perigosa. Leia mais.

Bel Canto, de Ann Patchett — Agraciado com os principais prêmios literários do mundo, Bel Canto foi vencedor do prêmio Orange, do PEN/Faulkner Award e do National Book Critics Circle Award. Na casa do vice-presidente de algum país da América do Sul, uma elegante festa de aniversário está sendo realizada. É uma noite perfeita – até que um bando armado invade o local pelos dutos de ar-condicionado e torna todos os convidados reféns. O objetivo inicial era sequestrar o presidente, mas ele ficou em casa assistindo à novela. E assim, desde o início, nada sai como o esperado. Leia mais.

Ouro, de Chris Cleave — Sucesso absoluto de público e crítica, o novo livro do autor de Pequena Abelha disseca as escolhas que são feitas quando tudo o que se ama está em jogo. Em Ouro, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. No entanto, as amigas que se conheceram aos 19 anos também são grandes rivais. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte. Leia mais.

Kings of Cool, de Don Winslow — Autor aclamado de outros doze romances, incluindo Selvagens, que foi eleito um dos melhores livros de 2010 por renomados veículos de comunicação e chegou ao cinema com direção de Oliver Stone, Don Winslow, em Kings of Cool, volta no tempo para contar como Ben, Chon e O. se tornaram quem são. Leia mais.

Tigres em dia vermelho,  de Liza Klaussman — A estreia inesquecível da autora Liza Klaussmann foi eleita o livro do mês da Amazon, em julho de 2012. Narrado a partir de cinco perspectivas, é um romance repleto de traição, paixão e violência, escondidos sob uma fachada de polidez e riqueza. Leia mais.

No coração do mar,  de Charlotte Rogan — Finalista do prêmio do The Guardian para livros estreantes, o romance de Charlotte Rogan foi eleito um dos melhores livros de 2012 pelos jornais The GuardianThe Independent e The Globe and Mail.
No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. No entanto, uma misteriosa explosão afunda o navio e Grace se vê confinada em um barco salva-vidas com outras trinta e oito pessoas. Leia mais.

testeA Ascensão das livrarias, por Ann Pachett

Ann Patchett é autora premiada de cinco romances, entre eles Estado de graça e Bel Canto — vencedor do Prêmio Orange e do PEN/Faulkner Award em 2012 —, que será lançado no Brasil em 8 de junho. Quando a última livraria de sua cidade natal, Nashville, Tennessee, encerrou as atividades, Patchett fundou com sócia Karen Hayes uma livraria independente usando recursos próprios, a Parnassus Books. Para ela, uma livraria não é apenas o lugar em que se vai para comprar livros, mas um ponto de encontro da comunidade.

A seguir, reproduzimos o artigo Rise of the Bookshops, extraído de The Bookshop Strikes Back, publicado pela Bloomsbury em comemoração à Semana dos Livreiros Independentes de 2013.

A ascensão das livrarias, por Ann Pachett

Os livreiros não guardam os seus melhores segredos: eles formam uma tribo generosa e prontamente me acolheram em sua confraria e me deram conselhos. Disseram-me para pendurar o material promocional no teto sempre que possível, porque as pessoas almejam comprar qualquer coisa que, para ser destacada, necessite de uma escada. A seção das crianças deve sempre ficar em um canto nos fundos da loja, de forma que os pais, quando inevitavelmente começarem a passear pelo espaço ou a ler algo, possam segurar os filhos antes que eles disparem loja afora. Recebi conselhos sobre armazenamento de livros, e bonificações, e recomendações sobre funcionários e sites.

Enquanto eu me deslocava de uma cidade para outra, Karen [Hayes] viajava pelo sul do país em uma caminhonete de mudança, comprando estantes baratas em diversas lojas da cadeia Borders, que estava em liquidação. Antes de partir, eu tinha preenchido um cheque de 150 mil dólares, e sempre perguntava a ela se precisava de mais dinheiro. Não, ela não precisava de mais dinheiro.

No fim do verão, Karen e eu finalmente nos estabelecemos em um antigo salão de bronzeamento artificial que ficava a poucos metros de uma loja de donuts e ao lado de um local que vendia produtos de manicure. Diferentemente dos administradores de imóveis que havíamos encontrado no início de nossa busca, a pessoa responsável pela locação do espaço era um budista com tino comercial que sentia que uma livraria ia conferir classe a seu pequeno conjunto de lojas dispostas em L e que, com olho nesse objetivo, estava disposto a pagar para retirarem o assoalho de cerâmica. O espaço era comprido e fundo, com um pé-direito alto demais para que pudéssemos sequer sonhar em pendurar alguma coisa. As camas de bronzeamento foram retiradas, mas o cartaz em cima da porta ficou lá por um tempo ridiculamente longo. Viajei para a Austrália em outra turnê de divulgação do meu livro, deixando todo o trabalho a cargo de Karen.

Na Austrália, o único assunto sobre o qual as pessoas queriam falar era a livraria. Jornalistas ligavam da Alemanha e da Índia para perguntar sobre a livraria. Toda entrevista começava da mesma maneira: Eu não tinha ouvido as novidades? Ninguém tinha pensado em me contar? As livrarias estavam acabando. Então, um por um, os entrevistadores relatavam os detalhes de suas livrarias favoritas, e eu escutava. Eles me disseram, confidencialmente e de forma extraoficial, que talvez eu tivesse sucesso.

Eu começava a entender o papel que as entrevistas desempenhariam nesse sucesso. Quando eu estava na casa dos trinta anos, pagava meu aluguel escrevendo para revistas de moda. Considerei a Elle a mais desafiadora delas, porque os editores insistiam em identificar as tendências. Como a maioria das revistas de moda fechava (o jargão da indústria para indicar o momento em que as páginas são enviadas para a gráfica) três meses antes de chegarem às bancas de jornais, a identificação das tendências, principalmente a partir de Nashville, exigia qualidades próximas da clarividência.

No final, percebi o que todo mundo na indústria da moda já sabe: tendência é aquilo que você chama de tendência. Nesta primavera, em Paris, os fashionistas vão usar aquários na cabeça. Em meu quarto de hotel na Austrália, essa percepção me veio mais como uma visão do que como uma recordação. “As livrarias pequenas e independentes estão voltando”, eu disse aos repórteres em Berlim e em Bangladesh.

“Faz parte de uma tendência.” Meu teatro estava montado e, a cada apresentação, eu adaptava o roteiro, pincelando os detalhes enquanto os apregoava para os outros: todas as coisas acontecem em um ciclo, eu explicava. Pequenas livrarias obtiveram êxito e se transformaram em livrarias maiores. Vendo o potencial de lucro, as cadeias de megalivrarias progrediram e esmagaram as independentes; então, a Amazon cresceu e esmagou as megalivrarias. Agora, que podemos encomendar qualquer livro a qualquer hora sem abandonar a tela diante de nós, percebemos o que acabamos perdendo: o local de encontro, a interação humana, a recomendação vinda de um leitor sagaz em vez de um algoritmo de computador nos dizendo o que outros compradores tinham adquirido.

A qualquer pessoa que estivesse me ouvindo, prometi que, a partir dessas cinzas, as livrarias pequenas e independentes iriam ascender de novo. E quanto aos livros digitais?, queriam saber os jornalistas. Como você poderá sobreviver aos livros digitais? E eu respondia: para mim, é importante que as pessoas leiam, e não como leem.

A maioria das livrarias independentes é capaz de vender livros digitais em seus sites, e esses livros digitais podem ser baixados para qualquer leitor digital, com exceção do Kindle, que só funciona com aquisições realizadas pelo site da Amazon. Logo, você pode apoiar uma livraria na sua vizinhança e ainda assim ler um livro em seu iPad. Repita quantas vezes puder e isso será tomado como verdade.

Construa e eles virão. Em Melbourne, participei de uma sessão de leitura com Jonathan Franzen. Perguntei se ele iria à livraria. Lógico, respondeu ele, seria um prazer. No outro lado do mundo, comecei a revirar mentalmente minha caderneta de telefones. Conheço uma porção de escritores.

Leia também:
As livrarias não estão mortas, por Ann Patchett

testeEstante Intrínseca: lançamentos de maio

A Marca de Atena, de Rick Riordan (Série Os heróis do Olimpo Vol. 3) – Na continuação de O filho de Netuno, Percy Jackson e seus amigos semideuses, mais uma vez, enfrentam diversos perigos para tentar salvar seus acampamentos, os deuses e o mundo. Leia mais.

Os diários do semideus, de Rick Riordan (Série Os heróis do Olimpo) – O volume complementar à série best-seller Os heróis do Olimpo contém três pequenas histórias inéditas e está repleto de relatos heroicos, retratos e entrevistas esclarecedoras com os polêmicos Martha e George. Leia mais

O fim de todos nós, de Megan Crewe —  A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças – ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Leia mais

E então Paulette…, de Barbara Constantine – E então Paulette… é o quarto romance da escritora Barbara Constantine, que ganhou o prêmio francês Charles Exbrayat, em 2010, com o livro Tom, Petit Tom, Tout Petit Homme, Tom.

Ferdinand está sozinho. Após ficar viúvo e depois de seu filho mais novo se mudar com a mulher e os dois filhos para a cidade, a fazenda em que vive produz apenas saudade e memórias. Sua vida pacata e solitária, no entanto, está prestes a ser transformada. Após uma grande tempestade, Ferdinand descobre que a casa de sua vizinha está condenada e praticamente inabitável. Incentivado pelos netos, Ludo e Luzinho, convida Marceline – e sua cadela, seu burro e seu gato – para morar com ele. Pouco tempo depois, seu amigo Guy perde a companheira tão amada, Gaby, e dá a impressão de estar, aos poucos, desistindo de viver. A solução parece ser a vida partilhada na fazenda, que, assim, ganha mais um morador, com novos hábitos e habilidades. Então chegam as irmãs Lumière, com suas manias e histórias, e também os jovens Muriel e Kim. A fazenda volta a se encher de possibilidades e expectativas. E, enfim, chega Paulette…

Vida após a morte, de Damien Echols – Festejado pela crítica e considerado uma inesperada revelação literária, Damien Echols conta sua própria história em Vida após a morte. Com notável talento narrativo, ele constrói um relato envolvente sobre sua rotina desesperadora ao ser preso e condenado à morte por um crime que não cometeu.

Aos dezoito anos, Damien Echols foi apontado como líder de um grupo satanista e principal responsável pelo assassinato de três garotos de oito anos em West Memphis, no Arkansas. Após um julgamento marcado por falsos testemunhos, provas manipuladas e histeria pública, em 1994 seus amigos Jason Baldwin e Jessie Misskelley foram condenados à prisão perpétua, e Damien foi enviado ao corredor da morte, onde aguardaria sua execução. As irregularidades gritantes no desenrolar do processo, bem como a apatia dos advogados de defesa, chegaram ao conhecimento do público dois anos depois, quando a história conquistou repercussão mundial através de um documentário. Nos anos seguintes, foram produzidos outros três documentários sobre o caso e a causa foi abraçada por celebridades de Hollywood, que se empenharam vigorosamente para que a justiça fosse feita, o que culminou com a libertação do trio de West Memphis em 2011.
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